© nypost.com Por Notícias ao Minuto com Lusa 01/03/2026
O atirador que matou, este domingo, duas pessoas e deixou outras 14 feridas num bar de Austin, no estado norte-americano do Texas, estaria a usar uma t-shirt com a imagem da bandeira do Irão representada.
A notícia é avançada pela Associated Press (AP), que refere que uma fonte próxima do caso detalhou que o homem usava uma blusa onde se lia "Propriedade de Alá" e também uma t-shirt com um "emblema" da bandeira iraniana. O ataque aconteceu horas depois de os Estados Unidos levaram a cabo, juntamente com Israel, uma série de ataques contra o Irão, que resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei.
A mesma fonte que falou com a AP, sob condição de anonimato, disse que o suspeito tinha 53 anos e que foi identificado como Ndiaga Diagne.
Já à NBC News, quatro fontes próximas do caso deram o mesmo nome, acrescentando que o homem era um senegalês que chegou ao EUA em 2006. Tinha nacionalidade norte-americana.
O FBI afirmou que está a investigar o tiroteio, ocorrido após os ataques israelitas e norte-americanos ao regime islâmico do Irão, como um ato de terrorismo.
Segundo o grupo SITE Intelligence Group, que se dedica a monitorizar atividades de radicais islâmicos e terroristas, o suspeito "exprimiu opiniões pró-regime iraniano".
O assassino foi abatido por polícias de Austin, no Estado do Texas, depois de atacar o bar com tiros de pistola e de espingarda.
Segundo a chefe da polícia da cidade, Lisa Davis, o homem passou de carro várias vezes em frente ao bar antes de parar o carro e disparar a pistola sobre pessoas que estavam em frente do estabelecimento e num terraço adjacente.
Depois, saiu do veículo armado empunhando uma espingarda e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas que estavam na rua, antes de ser abatido pelas autoridades.
Um agente do FBI envolvido na investigação afirmou que vários indicadores apontam para um ato terrorista, mas ressalvou que "ainda é demasiado cedo" para concluir qual foi a motivação. Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Onze pessoas continuavam hoje desaparecidas no distrito de Jerusalém, em Israel, após um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos, de acordo com um comunicado das autoridades israelitas.


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