© Getty Images Por LUSA 01/03/2026
"Exorto a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber imunidade total ou enfrentar uma morte certa. A morte não será agradável", declarou Trump num vídeo.
Segundo Trump, "todo" o comando militar do Irão desapareceu e muitos deles "querem render-se para proteger as suas vidas" e imunidade.
Mesmo assim, Trump adiantou que as operações continuam "com toda a força", e assim continuarão "até que todos os objetivos sejam alcançados".
Também prometeu vingar a morte de militares americanos, admitindo que haverá mais baixas do lado dos EUA.
Donald Trump defendeu a intervenção militar no Irão como necessária para garantir a segurança dos americanos.
"Durante quase 50 anos, esses extremistas malignos atacaram os EUA enquanto entoavam o slogan 'Morte aos Estados Unidos' ou 'Morte a Israel', ou ambos", disse.
O Presidente norte-americano apelou a "todos os patriotas iranianos que anseiam pela liberdade" para que aproveitem o momento, sejam "corajosos, ousados, heroicos e recuperem o seu país".
"Os Estados Unidos estão convosco. Fiz-vos uma promessa e cumpri-a. O resto depende de vós. Estaremos lá para vos ajudar", afirmou.
Esta é a primeira declaração institucional de Trump desde que anunciou a operação conjunta com Israel na madrugada de sábado. Até agora, o presidente norte-americano só tinha mantido breves entrevistas por telefone com alguns meios de comunicação.
Reino Unido permite que EUA usem bases militares
Por seu lado, o Reino Unido concordou que os Estados Unidos usem bases militares britânicas para atacar locais de mísseis iranianos, conforme solicitado por Trump, indicou hoje o primeiro-ministro Keir Starmer, comentando que Londres "não participará de ações ofensivas no Irão".
"A nossa decisão de que o Reino Unido não participaria nos ataques contra o Irão foi cuidadosamente ponderada", afirmou num vídeo publicado na rede social X.
"Todos nos lembramos dos erros cometidos no Iraque e aprendemos com eles", sublinhou o chefe do governo britânico.
Mas "o Irão ataca os interesses britânicos e coloca em grave perigo os seus cidadãos" e os seus aliados na região, sustentou Keir Starmer, acreditando que "a única forma de pôr fim à ameaça é destruir os mísseis na fonte: nos depósitos de armazenamento ou nos lançadores que servem para disparar esses mísseis".
O Governo britânico autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas "para este fim defensivo específico e limitado", que foi aceite porque "está em conformidade com o direito internacional".
Segundo o primeiro-ministro, "pelo menos 200.000 cidadãos britânicos", residentes ou turistas, encontram-se nos países afetados pela escalada regional no Médio Oriente, na sequência dos primeiros ataques americanos e israelitas ao Irão, que lançou represálias contra vários países vizinhos e Israel.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Leia Também: Trump prevê mais quatro semanas de ataques ao regime de Teerão
O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, previu hoje que os ataques contra o Irão irão continuar nas próximas quatro semanas, admitindo que poderá haver mais perdas entre os militares norte-americanos.


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