quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Israel e Marrocos vão abrir embaixadas nos respetivos países... Israel e Marrocos vão abrir embaixadas nos respetivos países, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, após um encontro em Nova Iorque entre os dois chefes da diplomacia, promovido pelos Estados Unidos.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images     Por  LUSA  16/09/2026 

Durante esta reunião, Marrocos, Israel e Estados Unidos "reafirmaram o seu compromisso com uma série de medidas destinadas a reforçar as relações entre Israel e Marrocos, incluindo (...) a elevação das respetivas missões diplomáticas ao estatuto de embaixada, bem como a nomeação de embaixadores", realçou a diplomacia israelita em comunicado.

Marrocos e Israel normalizaram as suas relações diplomáticas em dezembro de 2020, no âmbito dos Acordos de Abraão, um processo entre Israel e vários países árabes apoiado por Washington.

Além de nomearem os respetivos embaixadores, Israel e Marrocos concordaram em tomar medidas para melhorar os laços já de si estreitos que mantêm desde os Acordos de Abraão.

As autoridades israelitas e marroquinas comprometeram-se ainda a finalizar os acordos de proteção de investimento e de dupla tributação até ao final de 2026, a aumentar os voos diretos entre os dois países e a realizar visitas de alto nível nos próximos meses, segundo noticiou o jornal 'Times of Israel'.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, destacou a "coragem e dedicação" dos líderes marroquinos durante um encontro com a presença do seu homólogo, Nasser Bourita, e do embaixador permanente dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz.

"Os Acordos de Abraão demonstram que todas as barreiras podem ser quebradas, que é possível escolher um novo caminho para todos, de paz e colaboração entre os nossos países. Marrocos ocupa um lugar muito especial nesta visão. Quero agradecer a amizade e a dedicação à reconstrução da amizade entre muçulmanos e judeus", sublinhou.

Saar aproveitou a ocasião para expressar o seu "profundo respeito" ao monarca Mohammed VI e elogiar o Presidente norte-americano, Donald Trump, pela sua "determinação em construir um futuro melhor" no Médio Oriente.


ONU: Guterres aconselha sucessor a ser independente e seguir a consciência... O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi hoje desafiado a deixar um conselho ao seu sucessor, tendo apelado à independência e à atuação "de acordo com a sua consciência".

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images    LUSA   16/09/2026 

"Não tenho nenhum conselho a dar ao meu sucessor, a não ser dizer: seja você mesmo, seja independente e atue de acordo com a sua consciência", defendeu Guterres, num conferência de imprensa em Nova Iorque.

António Guterres deixará o cargo de secretário-geral da ONU no final de dezembro, após completar dois mandatos consecutivos de cinco anos na liderança da organização.

No total, e até à data, são oito os candidatos ao cargo: a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés, a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett, o diplomata ugandês Olara Otunnu e a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki.

Seguindo uma tradição geográfica nem sempre respeitada, a América Latina disputa a posição desta vez, o que explica o facto de a maioria dos candidatos ser deste continente.

Muitos países também defendem que uma mulher deve ocupar o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

A decisão final dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (cinco permanentes e dez não-permanentes) poderá estar finalizada entre agosto e outubro.

Espera-se que no final deste ano a Assembleia Geral da ONU formalize a nomeação, mas a data ainda não foi fixada.

Questionado hoje sobre a principal lição que levar dos últimos 10 anos à frente da ONU, o antigo primeiro-ministro português apontou para a necessidade de reformar as instituições multilaterais.

"Num mundo cada vez mais multipolar, é absolutamente essencial reformar as instituições multilaterais para que sejam eficazes na promoção da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos, que são os três pilares da ONU", referiu.

A pessoa que suceder a Guterres enfrentará um contexto mundial complexo, marcado por tensões geopolíticas e conflitos crescentes, pressão sobre o financiamento do desenvolvimento e da própria organização, rápidas mudanças tecnológicas e o aquecimento global, fatores que continuam a testar o sistema internacional.


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O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu hoje que, há 10 anos, não imaginaria que deixaria o cargo com um mundo tão deteriorado em matéria de paz, desigualdades e riscos existenciais, confirmando ainda que regressará a Portugal.

Em resposta à agência Lusa, Guterres refletiu sobre o estado do mundo nas vésperas da sua última Semana de Alto Nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a cerca de três meses de deixar a liderança da organização.

"Eu penso que há 10 anos ninguém poderia prever que nós chegássemos a uma situação tão deteriorada em relação a paz e segurança, com um nível de desigualdades tão dramático como aquele que encontramos e com duas situações que correspondem a riscos existenciais: no clima e na inteligência artificial", disse Guterres, numa conferência de imprensa em Nova Iorque...

OMS: Angola, Cabo Verde e mais três países reforçam resposta a emergências... Cinco países africanos lusófonos desenvolveram planos de ação para reforçar a rapidez e a capacidade de resposta das equipas médicas de emergência durante epidemias, desastres e outras emergências de saúde, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

© Lusa  16/09/2026 

As delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe desenvolveram os planos durante o primeiro seminário regional da OMS, desenhado especificamente para os países de língua portuguesa, com apoio da China e da Região Administrativa Especial de Macau.

Os especialistas da OMS e as delegações nacionais trabalham em conjunto para avaliar capacidades existentes, identificar lacunas operacionais e definir ações prioritárias para a formação de equipas nacionais com formação, equipamento e coordenação adequados.

Os planos de ação resultantes definem as responsabilidades e as ações para os próximos 12 a 24 meses, proporcionando uma base para uma ação nacional sustentada, apoio técnico contínuo da OMS e progressos mensuráveis no sentido da prontidão operacional.

A Região Africana da OMS regista anualmente mais de 100 emergências de saúde pública, que vão desde surtos de doenças e catástrofes relacionadas com o clima até crises humanitárias.

Embora 27 países estejam a desenvolver equipas médicas de emergência nacionais, apenas 12 alcançaram a prontidão operacional em conformidade com as normas mínimas da OMS.

Os progressos entre os países de língua portuguesa têm sido parcialmente limitados pelo acesso restrito a orientação especializada e por barreiras linguísticas.

"Uma resposta de emergência eficaz depende de equipas nacionais que possam ser mobilizadas rapidamente e operar de forma eficaz desde o início", afirmou Marie-Roseline Darnycka Bélizaire, diretora regional de Emergências da OMS em África.

Durante o seminário, foi apresentada a abordagem em 10 etapas da OMS para o desenvolvimento de equipas médicas de emergência nacionais e a sua integração nos sistemas existentes de resposta a emergências de saúde.

Com base nas experiências adquiridas com a covid-19, a cólera, os ciclones e outras emergências, as delegações analisaram os mecanismos de governação, financiamento, recursos humanos, equipamento, logística e coordenação necessários para estabelecer uma equipa nacional sustentável.


GUINÉ-BISSAU: GOVERNO DECIDE INTEGRAR PROFESSORES E ENFERMEIROS E REGULARIZAR SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Radio TV Bantaba / Radio Voz Do Povo 16/09/2026  

O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, recebeu esta quarta-feira representantes dos professores contratados com salários em atraso, dos profissionais de enfermagem igualmente confrontados com atrasos no pagamento de salários e subsídios de vela, bem como representantes dos encarregados de educação.

A reunião contou com a participação do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Usna Quadé; da Ministra da Administração Pública, Assucécia Barros; do Ministro da Educação Nacional, Barroso Bandjai; do Ministro da Saúde, Comodoro Nantote; e do Secretário de Estado do Orçamento, Pedro Djata.

Durante o encontro, que se prolongou por várias horas, o Governo ouviu os representantes das diferentes classes, que apresentaram os principais problemas laborais e financeiros que afetam professores e profissionais de saúde, nomeadamente os atrasos salariais, os subsídios de vela e a situação administrativa dos trabalhadores contratados.

Após analisar as reivindicações apresentadas, o Primeiro-Ministro anunciou a decisão do Governo de avançar com a integração na Função Pública dos profissionais abrangidos e proceder à regularização dos salários e subsídios em atraso, de acordo com os procedimentos administrativos aplicáveis.

A decisão foi recebida com satisfação pelos representantes dos professores, enfermeiros e encarregados de educação, que agradeceram a abertura demonstrada pelo Governo e a procura de soluções para problemas que, segundo os participantes, se arrastam há vários anos.

Os representantes consideraram que a concretização das medidas anunciadas poderá contribuir para uma maior estabilidade nos setores da Educação e da Saúde e ajudar a reduzir algumas das causas das sucessivas paralisações que têm afetado o normal funcionamento destes serviços.

Para o Primeiro-Ministro, a resolução dos problemas dos profissionais destes dois setores não constitui apenas uma questão laboral ou administrativa, mas também uma condição essencial para o desenvolvimento do país.

“Não podemos construir o desenvolvimento nacional deixando para trás aqueles que asseguram diariamente a Educação e a Saúde do nosso povo. O Estado tem de assumir as suas responsabilidades”, afirmou Ilídio Vieira Té.

O Chefe do Governo sublinhou que a Educação e a Saúde são setores estruturantes da vida nacional e defendeu que o país só poderá avançar de forma sustentável se os seus profissionais dispuserem de condições para exercer as respetivas funções com estabilidade, responsabilidade e dignidade.

Ilídio Vieira Té reafirmou ainda a determinação do Governo em privilegiar o diálogo social e encontrar soluções para os problemas dos servidores públicos, conciliando o reconhecimento dos seus direitos com a necessária sustentabilidade financeira e administrativa do Estado.

A reunião desta quarta-feira assume particular importância por colocar no centro da agenda governamental reivindicações que afetam diretamente o funcionamento de dois serviços públicos essenciais e milhares de famílias guineenses.

Com as decisões anunciadas, o Governo pretende transformar o diálogo em medidas concretas, criar condições para uma maior estabilidade laboral e permitir que professores e profissionais de saúde possam concentrar os seus esforços nas suas principais missões: educar, cuidar e servir a população.

Educação e Saúde são prioridades nacionais. Diálogo, responsabilidade e soluções concretas constituem o caminho para garantir a estabilidade dos serviços públicos e contribuir para o desenvolvimento do país.

GUINÉ-BISSAU: ‎EAGB GARANTE QUALIDADE DA ÁGUA E ANUNCIA INSTALAÇÃO GRATUITA DE CONTADORES PRÉ-PAGOS

Por Rádio Sol Mansi  ‎/ Radio Voz Do Povo   16-09-2026

O diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), Carlos Alberto Handem, garantiu esta quarta-feira que a água distribuída pela empresa reúne as condições necessárias para o consumo doméstico, assegurando que os problemas apontados pelos consumidores estão relacionados com a rede de distribuição e não com os furos de captação.

As declarações foram feitas à imprensa em Bissau, à margem dos trabalhos de pintura e instalação de estruturas de proteção dos postes de iluminação na Avenida João Bernardo Vieira.

‎Segundo Carlos Handem, as reclamações sobre a qualidade da água resultam, sobretudo, do estado de alguns tubos da rede de distribuição. O responsável assegurou que a EAGB está a implementar medidas para corrigir gradualmente a situação e melhorar o abastecimento aos consumidores.

‎‎Na mesma ocasião, o diretor-geral da empresa anunciou o lançamento de uma campanha de instalação gratuita de contadores pré-pagos para os consumidores que ainda não dispõem desse sistema.

‎‎Handem advertiu ainda que a EAGB irá reforçar o combate à fraude elétrica, prevendo a responsabilização e aplicação de coimas aos consumidores que forem apanhados em práticas ilegais de consumo de energia.

‎‎No domínio da iluminação pública, o responsável revelou que a empresa prevê iniciar em breve os trabalhos de iluminação dos troços ainda não cobertos ao longo da estrada que liga o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira a Safim, bem como noutras avenidas da periferia da capital.

‎Relativamente à pintura e colocação de estruturas de proteção nos postes de iluminação da Avenida João Bernardo Vieira, Carlos Handem explicou que a iniciativa visa reforçar a segurança das infraestruturas e reduzir os prejuízos financeiros causados pelos frequentes danos registados.

‎De acordo com a EAGB, vários postes de iluminação pública foram derrubados nos últimos tempos em diferentes avenidas de Bissau, devido a acidentes de viação, situações de descuido e casos de excesso de velocidade, provocando custos adicionais para a empresa.

Portugal: Usa petróleo para atear fogo a marido na Madeira. Vítima em estado grave... Uma mulher regou o marido com petróleo, na ilha da Madeira, para depois atear-lhe fogo. A vítima ficou em estado grave e teve de ser transportada para uma unidade especializada em queimados, em Portugal Continental.

© Shutterstock  noticiasaominuto.com  16/09/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na tarde de terça-feira, 15 de setembro, uma mulher, de 64 anos, na ilha da Madeira, por suspeitas de tentar matar o marido, de 68, com fogo.

A detenção foi confirmada por José Matos, diretor do Departamento de Investigação Criminal da Madeira à imprensa regional.

Já de acordo com o site Madeira Island News, a mulher terá regado o marido com petróleo e ateado-lhe fogo. Isto pelas 13h20 de terça-feira, no Caminho de São Roque, no Funchal.

Os Bombeiros Voluntários de Madeira foram chamados ao local e transportaram a vítima até ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, com sofreu queimaduras graves no tronco, face, cabeça, pescoço e membros inferiores.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) também foi chamada ao local mas, entretanto, por se tratar de uma tentativa de homicídio, a investigação do caso passou para a alçada da PJ.

Entretanto, já segundo a CNN Portugal, o homem sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau, em cerca de 30% do corpo. Devido à gravidade dos ferimentos foi colocado em coma e teve de ser transferido para uma unidade especializada em queimados em Portugal Continental.

Já a mulher detida deverá ser presente a juiz esta quarta-feira, para primeiro interrogatório judicial, onde ficará a conhecer as medidas de coação tidas como adequadas.

Segundo a estação televisiva, o casal tem histórico de violência doméstica, com episódios de parte a parte. As autoridades já tinham, inclusive, sido chamadas várias vezes à casa onde ambos vivem.


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Militares da GNR conseguiram localizar e intercetar o homem, de 25 anos e nacionalidade estrangeira, assegurando a segurança das vítimas

A GNR deteve em Caminha um homem de 25 anos suspeito de tentar raptar duas filhas menores, após uma denúncia por violência doméstica, e vai aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva, revelou aquela força policial...

Japão tem mais de 100 mil centenários. Cerca de 88% são mulheres... O Japão tem mais de 100 mil pessoas com 100 ou mais anos, segundo dados do governo. As estatísticas deram ainda conta de que quase 88% dos centenários são mulheres.

© Shutter Stock    Por  Notícias ao Minuto  16/09/2026 

O Japão tem mais de 100 mil pessoas com idade igual ou superior a 100 anos, de acordo com dados divulgados na terça-feira pelo governo. As estatísticas, que foram tornadas públicas no âmbito do Dia do Respeito aos Idosos, celebrado este ano a 15 de setembro, deram ainda conta de que quase 88% dos centenários são mulheres.

O Ministério da Saúde e do Bem-Estar revelou que, atualmente, o Japão conta com 107.677 centenários, um aumento de 7.914 em relação ao ano anterior. Aliás, o país ultrapassou a marca dos 100 mil pela primeira vez, sendo que quase 88% são mulheres.

"Estou muito satisfeito por muitas pessoas estarem a viver vidas longas, saudáveis e ativas", assinalou o ministro da Saúde, Kenichiro Ueno, apontando que os avanços na tecnologia médica, um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada contribuíram para estes resultados.

O responsável ressalvou ser necessário manter um sistema de segurança social sustentável, à medida que a população continua a envelhecer e a diminuir, mas os mais jovens não se mostram tão otimistas quanto ao seu futuro. De acordo com dados do Instituto Nacional de Investigação sobre População e Segurança Social citados pela Associated Press, um inquérito revelou que mais de 20% dos homens e mulheres solteiros com idades entre os 18 e os 34 anos não têm qualquer intenção de casar, e quase metade dizem não ver qualquer benefício no matrimónio.

O governante admitiu reconhecer que os elevados custos associados à educação dos filhos, bem como a carga física e psicológica que recai sobre os pais que trabalham, explicam em parte este sentimento, mas assegurou que o governo continuará a dar resposta às suas preocupações e a tentar resolver os problemas relacionados com o envelhecimento da população e a diminuição da natalidade.

No Dia do Respeito aos Idosos, os centenários são homenageados pelo governo com uma carta da primeira-ministra Sanae Takaichi e um copo de saqué de prata.

De acordo com os especialistas, o declínio populacional do Japão é inevitável, uma vez que a taxa de fertilidade total do país caiu para um mínimo histórico de 1,14 em 2025, muito abaixo dos 2,1 filhos que cada mulher japonesa precisaria de ter para manter a população atual.

No recenseamento de 2020, a população japonesa situava-se nos 126 milhões, dos quais quase 30% tinham 65 anos ou mais. Os estudiosos estimam que haverá um declínio para 87 milhões até 2070, altura em que quase 40% das pessoas terá 65 anos ou mais

Quando os estudos tiveram início, em 1963, foram contabilizadas 153 pessoas com 100 ou mais anos no Japão. Este número ultrapassou os mil em 1981 e os 10 mil em 1998, de acordo com o Ministério da Saúde e do Bem-Estar.


BAD investiu 2,5 mil milhões para o desenvolvimento de Angola... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje que desembolsou cerca de 2,9 mil milhões de dólares em Angola, nos últimos dez anos, para apoiar os setores da energia, água, agricultura, saneamento, governação, juventude, empreendedorismo e inovação.

© Lusa   16/09/2026 

De acordo com o representante residente do BAD em Angola, Pietro Toigo, os 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) investidos no país lusófono africano, representaram um crescimento exponencial na última década.

Os referidos investimentos "demonstram como o sistema multilateral e, em particular, o BAD podem constituir uma solução financeira viável para apoiar a estratégia de diversificação económica que Angola tem implementado".

Este apoio "tem-se materializado em setores estratégicos como energia, agricultura, água e saneamento, governação, juventude e empreendedorismo, inovação e desenvolvimento do setor privado", na cerimónia de lançamento do Relatório da Revisão da Eficácia do Desenvolvimento em Angola 2016-2025,

Por sua vez, o secretário de Estado para o Planeamento de Angola, Luís Epalanga, destacou a importância do relatório e da parceria com o BAD e concretizou que ao longo da década 1,3 milhões de pessoas passaram a ter acesso à eletricidade, cerca de 550 mil pessoas tiveram acesso melhorado à água e quase 30 mil pessoas beneficiaram de melhores condições de saneamento.

Na agricultura, cerca de 50 mil agricultores adotaram tecnologias mais produtivas e resilientes às alterações climáticas, "contribuindo para o aumento da capacidade produtiva, a segurança alimentar e a melhoria dos rendimentos das famílias rurais", assinalou o governante.

Luís Epalanga afirmou que a parceria com o BAD tem igualmente contribuído para o fortalecimento da capacidade do Estado e para a criação de um ambiente institucional mais favorável à transformação económica.

O representante do BAD considerou que o relatório oferece uma oportunidade para reconhecer o trabalho realizado ao longo deste período.

"É também uma celebração de uma parceria com Angola que continua a crescer e aprofundar-se", notou, referindo que mais importante do que o volume de financiamento mobilizado e os valores desembolsados "são os resultados alcançados".

Salientou que os investimentos, entre 2016 e 2025, resultaram em famílias com mais acesso à água, energia e saneamento, raparigas vulneráveis que beneficiaram de bolsas de estudo, agricultores com acesso a novas tecnologias e financiamento.

Toigo expressou igualmente desejo de continuar a melhorar a agilidade na implementação de projetos, reduzindo o tempo entre a aprovação e o primeiro desembolso, acelerando os processos de contratação e fortalecendo a capacidade de medir e comunicar resultados.

O representante do BAD reconheceu ainda a necessidade de se "acelerar o investimento no setor privado angolano", assumindo que o investimento direto do banco neste setor "permaneceu relativamente limitado, por diversas razões estruturais e regulamentares".

Recordou que, em julho passado, o BAD aprovou o primeiro investimento no setor privado não financeiro, dando nota que a instituição bancária dispõe de uma carteira de projetos em preparação no setor privado superior a mil milhões de dólares (866 milhões de euros) com potencial de aprovação nos próximos dois anos.


GUINÉ-BISSAU: PNUD ALERTA PARA CASAMENTO INFANTIL E MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA NA GUINÉ-BISSAU

Por  Rádio Sol Mansi   16/09/2026 

Mais de metade das mulheres e meninas entre os 15 e os 49 anos na Guiné-Bissau terá sido submetida à mutilação genital feminina, enquanto 25,7% das mulheres dos 20 aos 24 anos foram casadas antes de completar 18 anos.

Os dados foram divulgados esta quarta-feira, em Bissau, pelo representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, José Fernandes, durante a abertura de uma sessão de formação de formadores da Associação Juvenil para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, AJPDH.

Na ocasião, José Fernandes alertou ainda para a existência de importantes lacunas na produção de dados sobre a violência contra as mulheres, situação que, segundo ele, limita a capacidade de compreender plenamente a dimensão do problema no país.

Por sua vez, o coordenador da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, Vitorino Indeque, lançou um desafio aos jovens participantes da formação.

Indeque defendeu que os jovens devem assumir um papel ativo na luta contra a violência e a desigualdade, sublinhando que não se deve permitir que a violência seja normalizada ou que a desigualdade seja encarada como um destino inevitável.

Já o presidente da Associação Juvenil para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Birro Embaló, apelou aos participantes para aproveitarem ao máximo os dois dias de formação, com o objetivo de adquirirem conhecimentos que possam posteriormente transmitir a outros jovens e membros das suas comunidades.

A formação, que decorre durante dois dias, tem como objetivo reforçar os conhecimentos e as capacidades dos membros da AJPDH em matéria de direitos humanos, com particular enfoque na violência baseada no género.

A iniciativa pretende ainda contribuir para uma maior sensibilização dos jovens sobre a prevenção da violência contra mulheres e meninas e para a promoção dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

GUINÉ-BISSAU: Estudantes do Regime Especial denunciam perda do ano letivo por falta de visto para Portugal

Por Radio TV Bantaba  16/09/2026 

Estudantes guineenses do Regime Especial, colocados em universidades de Portugal no ano letivo 2025/2026, denunciam dificuldades na obtenção de vistos, situação que, segundo os próprios, terá contribuído para a perda do ano letivo.

Os estudantes afirmam que continuam sem informações concretas sobre o andamento dos processos de atribuição dos vistos. Apesar de terem renovado as matrículas nas respetivas universidades para dar continuidade à formação, dizem permanecer na Guiné-Bissau, impossibilitados de viajar para Portugal.

Segundo os estudantes, já mantiveram encontros com o Diretor-Geral do Ensino Superior do Ministério da Educação e com o Ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, mas afirmam que os contactos realizados não permitiram encontrar uma solução para o problema.

Os estudantes alegam ainda que alguns colegas, que consideram ter tido maior facilidade no processo, já conseguiram obter os vistos e viajar para Portugal, enquanto a maioria continua à espera.

Perante o impasse, os estudantes apelam à intervenção do Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, para que o Governo acompanhe a situação e procure uma solução que permita a obtenção dos vistos e a continuidade da formação académica em Portugal.

Israel quer "terminar o trabalho" em Gaza e avançar com plano de migração... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reafirmou hoje o objetivo de esvaziar Gaza dos dois milhões de habitantes palestinianos, depois de os Estados Unidos terem desmentido a existência de um plano de saídas forçadas.

© AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images    LUSA   16/09/2026 

Katz disse que o exército israelita estava pronto para "terminar o trabalho" na Faixa de Gaza e que, em seguida, os palestinianos seriam retirados.

O ministro respondia a um adversário político na campanha eleitoral para as legislativas de outubro, que ridicularizou o Governo por ter anunciado a morte de um comandante de brigada do Hamas no sul da Faixa de Gaza.

"Três anos de guerra, cinco divisões que combateram em Gaza, e ainda há um comandante e uma brigada [do Hamas] em Rafah?", questionou Ofer Winter, candidato de uma nova formação de direita.

Israel já "esvaziou Rafah de habitantes e 70% de Gaza" desde o início da ofensiva lançada após o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro de 2023, respondeu Kataz, membro do partido Likud.

Kataz afirmou que o cessar-fogo alcançado sob a égide dos Estados Unidos em outubro de 2025 teve um "valor precioso para todos os israelitas" por ter permitido o regresso dos últimos reféns detidos em Gaza.

Assinalou também o compromisso previsto no acordo de desarmar o Hamas.

"Todos percebemos que isso não ia acontecer", declarou Katz num comunicado, citado pela agência francesa AFP.

"O exército está pronto, quando vier a ordem, para eliminar o Hamas, terminar o trabalho, para que possamos também implementar o plano de migração", acrescentou.

Katz já tinha afirmado no início de setembro que Israel estava preparado para esvaziar Gaza da população, mas que as autoridades aguardavam luz verde dos Estados Unidos.

Referiu, então, que os Estados Unidos tinham primeiro de determinar para onde enviar os dois milhões de habitantes de Gaza.

O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, desmentiu qualquer plano para "deslocar pessoas para fora de Gaza contra a sua vontade".

Katz descreveu o plano como voluntário e disse que a maioria dos palestinianos quer sair, sem demonstrar como chegou a essa conclusão.

A quase totalidade da população de Gaza foi deslocada dentro do território, devastado pela guerra, que causou mais de 73.700 mortos do lado palestiniano, de acordo com as autoridades do Governo controlado pelo Hamas.

A ofensiva militar em Gaza, que valeu acusações de genocídio a Israel, seguiu-se ao ataque terrorista em solo israelita em outubro de 2023, liderado pelo Hamas, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.


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Edifício havia sido bombardeado várias vezes e apresentava danos estruturais; cinco crianças estão entre as vítimas encontradas sob os escombros.

Um edifício de seis andares desabou nesta quarta-feira na Cidade de Gaza, deixando 21 mortos e dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil do território palestino. O imóvel havia sido atingido várias vezes durante a guerra e apresentava danos estruturais que, de acordo com as autoridades locais, levaram ao colapso...

Declarado estado de emergência no norte da Rússia após derrame de gasóleo... Segundo fontes governamentais, a fuga ocorreu na manhã de terça-feira, após o rompimento de um tanque de gasóleo na cidade de Sindassko, no distrito de Taimyr, na foz do rio Khatanga. Como resultado, vazaram entre 170 e 200 toneladas de gasóleo.

Por  SIC Notícias / Lusa    16/09/2026  

As autoridades da região de Krasnoyarsk, no norte da Rússia, declararam esta quarta-feira o estado de emergência regional, após o derrame de aproximadamente 200 toneladas de gasóleo no Golfo de Khatanga, que desagua no mar de Laptev.

Segundo fontes governamentais citadas pela agência de notícias russa TASS, a fuga ocorreu na manhã de terça-feira, após o rompimento de um tanque de gasóleo na cidade de Sindassko, no distrito de Taimyr, na foz do rio Khatanga.

A polícia local indicou que o incidente foi causado por uma tempestade que elevou o nível do mar no golfo, inundando a área onde se encontrava o tanque e danificando-o.

Como resultado do rompimento, entre 170 e 200 toneladas de gasóleo vazaram, contaminando as águas do golfo, de acordo com o Ministério das Situações de Emergência da região.

Fuga não representa ameaça

No entanto, as autoridades afirmam que a fuga não representa uma ameaça para a população local e que os hidrocarbonetos não contaminaram as fontes de água potável de Sindassk.

O tanque de armazenamento pertence à empresa local Taimir Alliance Trading, responsável pelo fornecimento de eletricidade a várias cidades vizinhas.

As autoridades abriram um processo-crime por violação das normas de proteção ambiental durante a operação de instalações industriais, segundo a agência TASS.

De acordo com o governador de Taimir, Alexei Chlenov, "não há sinais evidentes de danos ambientais".

A fuga também não afetará o fornecimento de eletricidade de Sindassk, uma vez que há combustível suficiente noutros tanques de reserva para 10 dias, indicaram as autoridades.

Sindassk é uma das cidades mais a norte da Rússia, com uma população de pouco mais de 500 habitantes.


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Pelo menos cinco pessoas morreram e outras sete ficaram feridas num ataque do exército russo a um autocarro no distrito de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, informaram as autoridades ucranianas.

"Os russos atacaram o autocarro com um drone. Cinco pessoas morreram no local", escreveu o governador de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, nas redes sociais.

O responsável publicou uma fotografia do veículo com várias janelas partidas e um rastro de sangue a sair de uma delas...

Sauditas acusam huthis do Iémen de ataque à cidade santa de Meca... A coligação militar liderada pela Arábia Saudita acusou hoje os huthis do Iémen de realizarem um ataque com drone contra a cidade santa de Meca, alegação que os combatentes pró-iranianos desmentiram.

© Reuters   Por  LUSA  16/09/2026 

A defesa aérea saudita destruiu na terça-feira "um drone hostil lançado pela milícia terrorista huthi antes de entrar no espaço aéreo proibido da capital santa" do islão, informou a coligação num comunicado.

A interceção do aparelho não tripulado ocorreu a sul de Meca, que se localiza a 70 quilómetros para o interior de Jeddah, no mar Vermelho.

"A segurança das duas mesquitas sagradas e dos visitantes constitui uma linha vermelha", advertiu a coligação que combate os rebeldes do Iémen desde 2014, citada pela agência francesa AFP.

A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) condenou de imediato o que descreveu como "ataques odiosos que profanam a sacralidade dos lugares santos e das mesquitas, e ferem os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo".

Também o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou "nos termos mais veementes possíveis o ataque cobarde e odioso" contra Meca.

"O povo do Paquistão está consternado e perturbado com este ato escandaloso", afirmou numa declaração nas redes sociais.

Os huthis, que têm intensificado desde o início de setembro os ataques contra a Arábia Saudita, desmentiram ter visado Meca e um dos dirigentes do grupo, Hazm al-Assad, denunciou "uma mentira gasta".

"As nossas operações visam as instalações petrolíferas e as bases militares, que estão afastadas dos locais sagrados", disse o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree.

As autoridades sauditas tinham emitido na terça-feira de manhã um alerta aéreo para Meca, uma estreia para a cidade santa que acolhe anualmente milhões de peregrinos.

A embaixada dos Estados Unidos em Riade aconselhou hoje os norte-americanos a reconsiderarem qualquer viagem à Arábia Saudita e a não se deslocarem, sob pretexto algum, para junto da fronteira com o Iémen.

A ofensiva dos huthis permitiu ao grupo xiita apoiado pelo Irão um maior controlo no acesso ao estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho.

A via marítima já era estratégica para as ligações entre a Europa e a Ásia, mas tornou-se ainda mais importante, nomeadamente para a Arábia Saudita, com o bloqueio do estreito de Ormuz no golfo Pérsico, no lado oriental da península Arábica.

Ormuz, por onde circulava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, está praticamente encerrado desde a ofensiva israelo-americana contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro.

Os conflitos refletem-se também nos mercados globais e o Brent, referência europeia do crude, estava a ser negociado hoje na Ásia a 108,5 dólares por barril e a 107,58 dólares na Europa.

Mantinha-se, assim, cerca de 80% acima do valor anterior ao início da ofensiva contra o Irão, que respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz e com ataques contra interesses norte-americanos na região, incluindo a Arábia Saudita.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar alertou na terça-feira que um eventual encerramento do estreito de Bab el-Mandeb seria catastrófico para a economia mundial, somando-se ao bloqueio de Ormuz.

No terreno, os huthis afirmaram hoje ter abatido um caça saudita e acusaram o reino árabe de ter efetuado 450 ataques aéreos no Iémen esta semana.

A intensificação dos combates desde a ofensiva lançada pelos huthis no início de setembro causou 100.000 deslocados no Iémen, de acordo com dados do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).


Líbano quer acordo com Israel e desarmar o Hezbollah sem confronto, diz presidente

Por  swissinfo.ch   16 setembro 2026 

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou em entrevista à AFP que deseja alcançar um acordo de segurança com Israel quando este país retirar suas tropas do Líbano e que está determinado a desarmar o movimento islamista Hezbollah sem confronto.

Antes de viajar nesta quarta-feira (16) para a França, Aoun afirmou que o Líbano quer uma nova força internacional para evitar um vácuo de segurança após a saída dos soldados da ONU do sul do país – o mandato termina no fim do ano.

Ele pediu aos Estados Unidos, à União Europeia e aos países árabes que apoiem o Exército libanês no sul do país.

“O importante é que não exista um vácuo”, declarou Aoun na terça-feira à AFP. Ele acrescentou que qualquer nova força no sul do Líbano, parte do qual está ocupado por Israel, será “temporária até que o Exército (libanês) possa ser deslocado”.

“Qualquer que seja a natureza dessa força, não representa um problema para mim: europeia, não europeia, americana, da ONU, asiática ou até mesmo uma mistura de forças europeias, árabes e asiáticas”, afirmou Aoun.

Ele considera, no entanto, que a extensão do mandato da missão dos capacetes azuis da ONU é “a melhor opção e a mais adequada”.

– A guerra como alternativa –

Sob pressão dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o fim do mandato da missão em 31 de dezembro de 2026. 

A missão, atualmente com 8.500 integrantes de quase 50 países, está mobilizada no sul do Líbano desde 1978.

Aoun disse que deseja um acordo de segurança com Israel, “principalmente para acabar com o estado de hostilidade e a presença do Exército na fronteira”.

“Isto poderia ser o prelúdio de um acordo de paz posterior, mas não podemos avançar diretamente para um acordo de paz”, explicou. “Não temos outra alternativa, exceto negociar, porque a alternativa é a guerra, o que seria muito caro para nós”, declarou Aoun, criticado pelo Hezbollah por este diálogo com Israel.

A milícia e partido político xiita, muito influente no Líbano, arrastou o país para a guerra no Oriente Médio ao atacar Israel em solidariedade a seu aliado Irã.

Aoun reiterou que o Líbano está determinado a desarmar o grupo islamista. Ele disse que isso “não é negociável nem está aberto a discussão”.

Ele insistiu, no entanto, que “o objetivo não é um confronto (…) Estamos decididos a resolver esta questão pacificamente”.

“Não se trata de construir um Estado às custas de um conflito sangrento (…) ou de uma nova guerra civil”.

Aoun explicou que disse ao Irã que, após o desarmamento do Hezbollah, as relações “devem ser baseadas no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos do povo libanês”.

“Não temos problema em manter relações com o Irã, mas temos problema com a interferência em nossos assuntos internos”, afirmou.

Oitenta navios atacados e 22 tripulantes mortos em Ormuz desde março... Oitenta navios foram atacados no estreito de Ormuz e pelo menos 22 tripulantes mortos desde o início do conflito entre os EUA e o Irão, no final de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

© Lusa   16/09/2026 

A este balanço juntam-se pelo menos quatro mortos no mais recente ataque dos rebeldes xiitas iemenitas huthis contra um navio, a 11 de agosto, no Mar Vermelho.

A OMI estima ainda que dezenas de marinheiros terão morrido no Mar Negro e no Mar de Azov na sequência de ataques da Rússia e da Ucrânia a navios, embora seja difícil verificar os números exatos.

O secretário-geral da organização, Arsenio Dominguez, alertou que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto no setor dos transportes marítimos, com reflexo nas redes de abastecimento e na economia global.

"Estamos a chegar a um ponto em que estes conflitos estão a ser utilizados como pretexto para atacar navios mercantes e marinheiros inocentes", disse, durante uma reunião do subcomissão da OMI para o Transporte de Cargas e Contentores, que decorre esta semana em Londres.

Citado num comunicado, urgiu os representantes a intervirem junto respetivos países "para que esta questão possa ser tratada no âmbito das Nações Unidas", de forma a "abordar as causas profundas e encontrar soluções".

Dominguez reiterou que a OMI está disponível para "contribuir para soluções viáveis para o setor dos transportes marítimos que os estados-membros possam apresentar a nível técnico e operacional".

A subcomissão para o Transporte de Cargas e Contentores reúne-se até sexta-feira para debater questões de segurança relacionadas com o transporte marítimo de mercadorias perigosas, cargas a granel e contentores.


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O relatório, Arquitetos de Atrocidades: A Maquinaria Estatal a Orquestrar Crimes contra a Humanidade na Revolta “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022 no Irão — com mais de 1000 páginas — detalha como as autoridades iranianas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente homicídio, tortura, desaparecimento forçado, detenção, violação e perseguição por motivos políticos, de género, étnicos e religiosos, a fim de reprimir a revolta. Documenta também operações mortíferas de repressão aos protestos e as estruturas de comando, identificando 87 responsáveis que devem ser alvo de investigação criminal por crimes contra a humanidade...

Alemanha. Jovens de 16 anos vão poder votar pela 1.ª vez nas regionais... Os jovens de 16 e 17 anos vão poder votar pela primeira vez nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde educação, mobilidade e participação estão entre as principais preocupações da população mais jovem.

© Sean Gallup/Getty Images    Por   LUSA  16/09/2026 

"Para os jovens são sobretudo importantes os temas que afetam diretamente o seu quotidiano e o seu futuro", revelou à Lusa Tino Nicolai, um dos responsáveis do Landesjugendring, a organização que representa as associações de juventude deste estado federado na Alemanha de Leste.

Entre as prioridades identificadas estão a educação, a existência de ofertas fiáveis na área do trabalho com crianças e jovens, a mobilidade e a participação, "sobretudo também nas zonas rurais".

"Acima de tudo está a questão: os jovens são levados a sério nas suas preocupações e podem realmente participar na definição do seu ambiente de vida?", questionou Nicolai.

A organização apresentou três exigências centrais para as eleições de domingo: "participar e fortalecer os jovens, permitir uma participação justa e garantir de forma fiável o voluntariado jovem".

Nas votações do próximo domingo, os jovens de 16 e 17 anos vão poder participar pela primeira vez numa eleição para o parlamento regional de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A idade mínima para o voto foi reduzida para os 16 anos em 2022.

A mudança acrescenta cerca de 25 mil novos eleitores de 16 e 17 anos ao universo eleitoral. Embora representem apenas uma pequena parte do eleitorado, a sua entrada pode ser relevante numa eleição disputada.

Para Nicolai, porém, a questão vai além do número de votos.

"Os jovens esperam sobretudo que as suas perspetivas sejam ouvidas e levadas a sério, e que a participação não termine em projetos individuais", sustentou.

Na sua opinião, o próximo Governo regional deverá colocar os jovens mais no centro das decisões políticas e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental precisa de uma estratégia específica para este grupo.

A posição é sustentada pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos pela comissão parlamentar de inquérito "Jung sein in Mecklenburg-Vorpommern" ("Ser jovem em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental"), que analisou as condições de vida da população jovem e apresentou mais de 130 recomendações.

"As conclusões da comissão de inquérito e de outras iniciativas também mostraram que os jovens querem diálogo em pé de igualdade e verdadeira participação nas decisões", realçou Nicolai.

É neste contexto que surge a U16-Wahl, uma eleição simbólica destinada a crianças e jovens que ainda não têm idade para votar nas eleições oficiais. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, mais de 50 locais de voto de todo o estado federado participaram na iniciativa deste ano.

A iniciativa é coordenada pelo Landesjugendring e pretende ser mais do que uma simulação eleitoral, funcionando também como um espaço de educação democrática.

"Esperamos uma participação elevada. Mais de 50 locais de voto de todo o estado federado inscreveram-se. Isso mostra um interesse palpável em lidar com a política regional", apontou Nicolai.

A edição de 2026 é também uma estreia. Até agora, a iniciativa era conhecida como U18-Wahl. Como os jovens de 16 e 17 anos passaram a poder votar nas eleições reais, a votação simbólica passou este ano a chamar-se U16.


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Com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na Alemanha de Leste, vai às urnas no próximo domingo, numa eleição marcada pelo envelhecimento da população, pela migração e pelas diferenças entre cidades e zonas rurais.

Nas eleições de 20 de setembro, cerca de 1,3 milhões de pessoas estão habilitadas a votar. Pela primeira vez, também os jovens de 16 e 17 anos poderão participar, depois da redução da idade mínima de voto para 16 anos em 2022...


SAÚDE: Cuidado com o paracetamol nesta época de gripes, alertam farmacêuticos... Alguns farmacêuticos deixam um aviso sobre a toma de paracetamol nesta altura do ano em que começam as gripes e constipações. Em causa está a combinação com outros medicamentos que pode vir a ter efeitos indesejados. Saiba tudo.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   16/09/2026 

Estamos a sair do verão e a entrar aos poucos no outono. Com a chegada do tempo mais frio, começa também a altura de gripes e constipações. O recurso ao paracetamol acaba por ser recorrente, mas pode revelar-se perigoso nesta altura. Em causa está a combinação com outros medicamentos.

A revista Parade falou com alguns farmacêuticos para perceber melhor esta questão. O problema está numa sobredosagem já que outros medicamentos acabam também por conter paracetamol.

Paracetamol: Erros durante época de gripes

“Não se trata de uma reação adversa entre dois medicamentos diferentes. O perigo reside na possibilidade de ingerir, sem saber, uma dose excessiva do mesmo medicamento, o paracetamol, ao tomar um produto que o contenha”, começa por dizer o farmacêutico Eddie Khoriaty.

O perigo reside também no facto de serem medicamentos de venda livre e sem precisarem de receita médica. Contudo, apesar de serem de fácil acesso, convém que tenha alguma cuidado quando faz a toma.

“O paracetamol não reduz o inchaço ou a inflamação, nem causa irritação no estômago. Por ser suave para o estômago, é a principal opção para dores leves a moderadas, dores de cabeça e febre, mas depende muito do fígado para ser metabolizado, tornando crucial respeitar os limites diários seguros”, conta a farmacêutica Danielle Oncer.

“O problema é que o paracetamol está presente em muitos medicamentos combinados, então as pessoas podem não perceber a quantidade que estão a ingerir. Muitos dos medicamentos para constipação e gripe já contêm paracetamol”, continua a também farmacêutica Stephanie Redmond.

Deixam ainda um aviso para o que pode acontecer se tomar doses pouco seguras de  paracetamol. “Quando ingere uma quantidade excessiva de paracetamol de uma só vez, os mecanismos normais de eliminação do organismo ficam sobrecarregados. A glutationa, um antioxidante presente no fígado,  normalmente consegue neutralizar alguns dos subprodutos tóxicos do paracetamol, mas os níveis esgotam-se em doses elevadas”, diz Stephanie Redmond.

Assim, nas primeiras 24 horas podem existir alguns sinais e sintomas leves, como náuseas ou vómitos. Em casos mais graves poderá levar a lesões no fígado e surgir entre três a quatro dias depois. Desta forma, é importante verificar sempre os componentes dos medicamentos e até falar com o seu médico antes de tomar vários fármacos deo género ao mesmo tempo.

Quando usar ibuprofeno e paracetamol?

Marta Jonet, da rede de saúde CUF, começou por revelar ao website deste estabelecimento de saúde quais as diferenças entre entres dois medicamentos.

A especialista aponta que o “ibuprofeno faz parte da família dos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE’s) utilizados para tratar a dor, reduzir a inflamação e diminuir a temperatura (febre)”. Já o paracetamol “tem ação analgésica (alivia a dor), antipirética (reduz a febre) e pode ser administrado em combinação com outro tipo de medicamentos e a sua dose deve ser sempre ajustada ao peso corporal do doente”.

Uma das principais diferenças que aponta está relacionada com o facto de o paracetamol não ter propriedades anti-inflamatórias significativas, como é algo verificado no ibuprofeno.

Uma vez que se tratam de medicamentos diferentes, acabam por ter também utilizações distintas. Assim, ibuprofeno é mais indicado para aliviar a dor que esteja associada a condições como dor muscular, articulações, dor de cabeça, enxaqueca ou dores menstruais. 

“É usado para reduzir a inflamação em casos de infeções agudas (otite, amigdalite) e em algumas condições inflamatórias como artrite”, revela a médica. No que diz respeito ao paracetamol, é usado para aliviar uma dor moderada, como dor de cabeça, muscular ou dentes, mas também para reduzir a febre.

Jornalista desaparecida há três anos estará detida na China... A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) disse acreditar que Minnie Chan, uma jornalista do diário de Hong Kong South China Morning Post que desapareceu em Pequim em outubro de 2023, se encontra detida pelas autoridades chinesas.

© Twitter/WomenInJournalism   LUSA  16/09/2026 

Num comunicado divulgado na terça-feira, a organização de defesa da liberdade de imprensa recordou que Minnie Chan desapareceu enquanto cobria o Fórum de Xiangshan, a principal conferência anual de diplomacia militar da China.

A edição deste ano do Fórum de Xiangshan sobre defesa e segurança começou na terça-feira e decorre durante três dias na capital chinesa.

A RSF disse que, de acordo com "várias fontes" não identificadas, Minnie Chan estará a ser "mantida sob custódia pelo regime chinês".

A organização disse que as acusações "não foram divulgadas publicamente", mas "parecem estar relacionadas com a segurança nacional" da China, pelo que a jornalista poderá enfrentar uma pena de pelo menos 10 anos de prisão.

"Continuamos profundamente preocupados com a situação de Minnie Chan", disse a gestora de advocacia da RSF para a Ásia-Pacífico, Aleksandra Bielakowska, citada no comunicado.

"Não podemos permitir que o mundo se esqueça de Minnie Chan. Precisamos de apoiar a repórter, a sua família e os seus amigos enquanto o Governo chinês tenta apagar qualquer informação sobre ela do conhecimento público", acrescentou.

"O seu paradeiro deve ser revelado, e a comunidade internacional deve fazer todo o possível para garantir a libertação desta jornalista (...), que não deveria estar numa prisão chinesa", sublinhou Bielakowska.

No final de janeiro, Drew Thompson, ex-responsável do Pentágono para as relações com a China, disse que, na altura em que desapareceu, Minnie Chan investigava rumores sobre uma eventual investigação a Zhang Youxia, antigo número dois do Exército chinês.

Dias antes destas declarações, a China anunciou a abertura de uma investigação a Zhang, de 75 anos, um dos vice-presidentes da poderosa Comissão Militar Central (CMC), por "graves violações da disciplina", um eufemismo habitualmente utilizado para designar atos de corrupção.

Minnie Chan terá trocado mensagens com Drew Thompson semanas antes de desaparecer.

"Ela era uma amiga. Sabia tudo sobre o ELP [Exército de Libertação Popular] e ajudava-nos a entender melhor a China. Espero que agora, com a investigação tornada pública, possa ser libertada", disse Thompson, em janeiro.

Em 28 de agosto, as autoridades chinesas anunciaram a destituição formal de Zhang Youxia como vice-presidente da CMC, o órgão máximo de comando das Forças Armadas chinesas, presidido por Xi Jinping.

Questionado sobre Minnie Chan no final de 2023, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, disse: "Não estou a par dessa [situação]".

A China é "o país que mais jornalistas prende no mundo", com 119 detidos atualmente, disse a RSF.

"Nos últimos anos, vários jornalistas foram raptados ou detidos secretamente e mantidos incomunicáveis, muitas vezes num sistema de detenção sigilosa conhecido como vigilância residencial em local designado", disse a organização.

A RSF dá como exemplo a jornalista chinesa da Bloomberg Haze Fan, que desapareceu em 2020 e foi libertada sob fiança em 2022, e Cheng Lei, jornalista australiana detida em 2020 e libertada em 2023.

De acordo com o Índice Mundial de Liberdade de Imprensa da RSF referente a 2026, a China ocupa a 178ª posição entre 180 países e territórios. Hong Kong estava na 140.ª posição, uma queda em relação à 18.ª posição registada em 2002.


Leia Também: ONG denuncia tortura contra detidos por motivos políticos na China

«A organização Chinese Human Rights Defenders (CHRD) denunciou hoje que as autoridades chinesas continuam a recorrer à tortura e a maus-tratos contra pessoas detidas por motivos políticos e que as denúncias raramente resultam em investigações ou sanções.

Num relatório divulgado hoje, a organização analisou 209 casos de alegada tortura registados entre 2016 e 2025 em diferentes regiões da China, além de entrevistas com 25 defensores dos direitos humanos, familiares e advogados.

Segundo a CHRD, em um de cada cinco casos analisados foram denunciadas agressões físicas por parte das autoridades, enquanto outros detidos afirmaram ter sido submetidos a choques elétricos ou isolamento...

Poluição do ar pode aumentar risco de comportamentos suicidas, diz estudo... A exposição a poluentes atmosféricos, especialmente a partículas finas e ao dióxido de azoto, aumenta significativamente os pensamentos suicidas e o risco de morte por suicídio, segundo uma meta-análise publicada hoje no Journal of Epidemiology & Community Health

© Shutterstock     Por  LUSA  16/09/2026 

De acordo com uma meta-análise publicada no Journal of Epidemiology & Community Health, a exposição a poluentes atmosféricos, especialmente a partículas finas e ao dióxido de azoto, aumenta significativamente os pensamentos suicidas e o risco de morte por suicídio.

Os resultados do estudo, realizado pelo Centro de Saúde Pública da Universidade Queen's de Belfast, no Reino Unido, indicam que os fatores do ambiente - em especial as exposições ambientais - devem ser tratados como potenciadores de risco nas estratégias de prevenção do suicídio.

Por isso, os autores recomendam integrar a proteção ambiental e o planeamento urbano como ferramentas essenciais para a prevenção do suicídio.

O trabalho relembra que, todos os anos, morrem mais de 720.000 pessoas por suicídio no mundo, o que levou a Organização Mundial de Saúde a desenvolver um Plano de Ação em Saúde Mental para reduzir este problema de saúde pública global, pelo menos um terço entre 2013 e 2030.

O efeito da exposição a fatores ambientais sobre transtornos mentais como a depressão ou a ansiedade tem sido amplamente estudado, mas sobre o risco de suicídio é menos conhecido.

Para descobrir isso, os investigadores analisaram os dados existentes sobre a poluição ambiental, acústica, luminosa e hídrica, e tiveram em conta fatores sociodemográficos como o sexo e os rendimentos, que também poderiam influenciar o risco de morte por suicídio e os comportamentos suicidas.

Depois de procurarem exaustivamente nas bases de dados de investigação e em estudos publicados em inglês entre janeiro de 2010 e abril de 2024, os autores selecionaram 45 estudos (38 sobre a poluição ambiental, 3 sobre a acústica e um sobre a luminosa), dos quais 29 foram submetidos a uma meta-análise e 16 a uma revisão.

A análise mostrou que a exposição a curto prazo (menos de seis meses) a partículas finas em suspensão PM2,5 (13 estudos) e PM10 (7 estudos) e a exposição a longo prazo (durante mais de seis meses) a PM2,5 (6 estudos) e NO2 (7 estudos) estão relacionadas de forma "estatisticamente significativa" com o risco de morte por suicídio, tentativas e pensamentos suicidas.

Além disso, a revisão revelou a relação com outros poluentes do ar, como o dióxido de enxofre (SO2), o ozono (O3) e o monóxido de carbono (CO), e com a poluição sonora. O número limitado de estudos impediu a avaliação dos efeitos da poluição da água e da luz.

Por fim, a análise encontrou associações claras entre o risco de morte por suicídio ou pensamentos suicidas e os fatores sociodemográficos.

Os autores explicam que o facto de a poluição influenciar o risco de comportamentos suicidas deve-se a que os poluentes atmosféricos, incluindo PM2,5, PM10, NO2, SO2 e O3, e a água contaminada com arsénio, chumbo, lítio ou nitrato, causam inflamação crónica e danos nervosos, o que altera a função cerebral e influencia o estado de ânimo e a capacidade de resistência ao stress.

Os investigadores também lembram que há evidências de que a poluição sonora influencia alguns transtornos de saúde mental, como a ansiedade e a depressão, e que a exposição ao ruído ambiental, como o tráfego noturno ou ferroviário, gera stress crónico e altera o relógio biológico.

Embora os investigadores reconheçam diversas limitações nos seus achados, entre elas o reduzido número de estudos disponíveis sobre cada resultado, concluem que os resultados "colocam em evidência a importância crucial de reconhecer as exposições ambientais como fatores de risco modificáveis nos esforços de prevenção do suicídio".

"A integração da saúde ambiental nas políticas de saúde mental, através da colaboração intersetorial, das estratégias de redução da poluição e das intervenções de saúde pública poderia desempenhar um papel vital na redução do risco de suicídio e na melhoria do bem-estar mental geral da população", escrevem os autores.