Por Rádio Sol Mansi 16/09/2026
Mais de metade das mulheres e meninas entre os 15 e os 49 anos na Guiné-Bissau terá sido submetida à mutilação genital feminina, enquanto 25,7% das mulheres dos 20 aos 24 anos foram casadas antes de completar 18 anos.
Os dados foram divulgados esta quarta-feira, em Bissau, pelo representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, José Fernandes, durante a abertura de uma sessão de formação de formadores da Associação Juvenil para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, AJPDH.
Na ocasião, José Fernandes alertou ainda para a existência de importantes lacunas na produção de dados sobre a violência contra as mulheres, situação que, segundo ele, limita a capacidade de compreender plenamente a dimensão do problema no país.
Por sua vez, o coordenador da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, Vitorino Indeque, lançou um desafio aos jovens participantes da formação.
Indeque defendeu que os jovens devem assumir um papel ativo na luta contra a violência e a desigualdade, sublinhando que não se deve permitir que a violência seja normalizada ou que a desigualdade seja encarada como um destino inevitável.
Já o presidente da Associação Juvenil para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Birro Embaló, apelou aos participantes para aproveitarem ao máximo os dois dias de formação, com o objetivo de adquirirem conhecimentos que possam posteriormente transmitir a outros jovens e membros das suas comunidades.
A formação, que decorre durante dois dias, tem como objetivo reforçar os conhecimentos e as capacidades dos membros da AJPDH em matéria de direitos humanos, com particular enfoque na violência baseada no género.
A iniciativa pretende ainda contribuir para uma maior sensibilização dos jovens sobre a prevenção da violência contra mulheres e meninas e para a promoção dos direitos humanos na Guiné-Bissau.




Sem comentários:
Enviar um comentário