© Sean Gallup/Getty Images Por LUSA 16/09/2026
"Para os jovens são sobretudo importantes os temas que afetam diretamente o seu quotidiano e o seu futuro", revelou à Lusa Tino Nicolai, um dos responsáveis do Landesjugendring, a organização que representa as associações de juventude deste estado federado na Alemanha de Leste.
Entre as prioridades identificadas estão a educação, a existência de ofertas fiáveis na área do trabalho com crianças e jovens, a mobilidade e a participação, "sobretudo também nas zonas rurais".
"Acima de tudo está a questão: os jovens são levados a sério nas suas preocupações e podem realmente participar na definição do seu ambiente de vida?", questionou Nicolai.
A organização apresentou três exigências centrais para as eleições de domingo: "participar e fortalecer os jovens, permitir uma participação justa e garantir de forma fiável o voluntariado jovem".
Nas votações do próximo domingo, os jovens de 16 e 17 anos vão poder participar pela primeira vez numa eleição para o parlamento regional de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. A idade mínima para o voto foi reduzida para os 16 anos em 2022.
A mudança acrescenta cerca de 25 mil novos eleitores de 16 e 17 anos ao universo eleitoral. Embora representem apenas uma pequena parte do eleitorado, a sua entrada pode ser relevante numa eleição disputada.
Para Nicolai, porém, a questão vai além do número de votos.
"Os jovens esperam sobretudo que as suas perspetivas sejam ouvidas e levadas a sério, e que a participação não termine em projetos individuais", sustentou.
Na sua opinião, o próximo Governo regional deverá colocar os jovens mais no centro das decisões políticas e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental precisa de uma estratégia específica para este grupo.
A posição é sustentada pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos pela comissão parlamentar de inquérito "Jung sein in Mecklenburg-Vorpommern" ("Ser jovem em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental"), que analisou as condições de vida da população jovem e apresentou mais de 130 recomendações.
"As conclusões da comissão de inquérito e de outras iniciativas também mostraram que os jovens querem diálogo em pé de igualdade e verdadeira participação nas decisões", realçou Nicolai.
É neste contexto que surge a U16-Wahl, uma eleição simbólica destinada a crianças e jovens que ainda não têm idade para votar nas eleições oficiais. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, mais de 50 locais de voto de todo o estado federado participaram na iniciativa deste ano.
A iniciativa é coordenada pelo Landesjugendring e pretende ser mais do que uma simulação eleitoral, funcionando também como um espaço de educação democrática.
"Esperamos uma participação elevada. Mais de 50 locais de voto de todo o estado federado inscreveram-se. Isso mostra um interesse palpável em lidar com a política regional", apontou Nicolai.
A edição de 2026 é também uma estreia. Até agora, a iniciativa era conhecida como U18-Wahl. Como os jovens de 16 e 17 anos passaram a poder votar nas eleições reais, a votação simbólica passou este ano a chamar-se U16.
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Com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na Alemanha de Leste, vai às urnas no próximo domingo, numa eleição marcada pelo envelhecimento da população, pela migração e pelas diferenças entre cidades e zonas rurais.
Nas eleições de 20 de setembro, cerca de 1,3 milhões de pessoas estão habilitadas a votar. Pela primeira vez, também os jovens de 16 e 17 anos poderão participar, depois da redução da idade mínima de voto para 16 anos em 2022...


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