segunda-feira, 8 de junho de 2026

Mercado de Bandim: Governo ordena elaboração imediata de Plano Especial de Saneamento Elétrico

Por  CAP-GB 

Bissau, 8 de Junho de 2026 – O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas da capital, devido às instalações elétricas precárias e ao elevado nível de congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores.

Em resposta à situação, o Governo ordenou a elaboração imediata de um Plano Especial de Saneamento Elétrico para o mercado, bem como o reforço das inspeções técnicas em todo o país e a implementação de um programa específico de prevenção de incêndios.

A decisão foi tomada durante uma reunião de emergência presidida pelo Chefe do Governo, Ilídio Vieira Té, que contou com a participação de membros do Executivo, responsáveis de instituições públicas, autoridades municipais, representantes da sociedade civil e técnicos especializados.

Durante o encontro, os serviços técnicos do Ministério da Energia apresentaram um diagnóstico preocupante sobre o estado da rede elétrica nacional, destacando a degradação das infraestruturas, o aumento de ligações clandestinas e o elevado risco de apagões e incêndios.

“O Mercado de Bandim foi identificado como uma das zonas mais críticas, devido às instalações precárias e ao elevado congestionamento, fatores que representam sérios riscos para comerciantes e consumidores”, sublinharam os técnicos do Ministério.

O Governo garantiu que irá acompanhar rigorosamente a execução das medidas adotadas, exigindo resultados concretos de todas as instituições envolvidas.

Recorde-se que o Mercado de Bandim, particularmente na zona da subida de Cabana, já foi palco de dois incêndios que provocaram elevados danos materiais. O primeiro incidente levou à demissão do então Presidente da Câmara Municipal de Bissau, José Medina Lobato. 

O Governo de Transiçao da Guiné Bissau, liderado pelo Primeiro Ministro, Senhor Ilídio Vieira Té, financiou projecto para instalaçao de casas de Banho Públicas na praça e nos bairros de Bissau.

As casas de banho públicas são essenciais para garantir a saúde pública, o conforto urbano e a inclusão social. Elas permitem que qualquer pessoa satisfaça necessidades fisiológicas básicas fora de casa, evitam a contaminação do ambiente e apoiam diretamente o turismo, o comércio e a mobilidade das cidades.

Por O homem novo

Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território... O Exército israelita identificou hoje o lançamento de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas.

© Mostafa Alkharouf/Anadolu Agency via Getty Images    Por LUSA   08/06/2026 

O Exército israelita anunciou ainda ter intercetado esta madrugada um míssil lançado do Iémen. O lançamento ocorreu uma hora e meia depois de Israel ter anunciado que atacou "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, em resposta ao ataque da República Islâmica como retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.

As sirenes soaram em todo o território de Israel e as forças armadas israelitas anunciaram que um míssil lançado do Iémen tinha como alvo o país, sem fornecerem mais detalhes. Os serviços de emergência de Israel afirmaram que não havia relatos de vítimas nem de impactos decorrentes do lançamento a partir do Iémen.

Pouco depois do alarme, que soou em Jerusalém, Telavive e outras zonas do centro de Israel, o Exército informou que os abrigos podiam ser abandonados, porque a ameaça tinha passado, e confirmou à agência EFE que o míssil tinha sido intercetado.

O Iémen é o lar dos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Os Huthis dispararam mísseis contra Israel durante a guerra entre Israel e o Hamas e posteriormente, mas não se envolveram totalmente na guerra com o Irão. Os Huthis não reivindicaram este ataque.

O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.

O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.

O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.

Além de Israel e Irão, também na Arábia Saudita as sirenes de alerta de mísseis soaram esta madrugada na zona onde se situa uma base aérea que acolhe forças norte-americanas.

A comunicação social estatal saudita noticiou o alerta na província de Al Kharj, onde se encontra a Base Aérea Príncipe Sultan. O alerta surgiu na sequência dos ataques de Israel ao Irão. Pouco depois, a Arábia Saudita afirmou que o perigo de mísseis na zona tinha passado, sem dar mais pormenores.

A Casa Branca não comentou até agora os ataques israelitas contra o Irão esta madrugada, incluindo a questão de se saber se foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a agência de notícias Associated Press (AP).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.

Um alto funcionário norte-americano, citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.

Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.

Antes, porém, do ataque israelita, numa entrevista com o jornal britânico Financial Times, Trump insistiu que ditou as condições a Netanyahu sobre a forma como a guerra deveria ser conduzida. "Ele não terá escolha", afirmou Trump ao jornal numa entrevista por telefone. "Sou eu quem toma as decisões. Sou eu quem toma todas as decisões. Não é ele [Netanyahu] quem toma as decisões", insistiu.

Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.

Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.


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Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.

CHINA: Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"... O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

© Lusa     08/06/2026 

O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.

Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.

Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.

O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.

Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .

O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.

O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.

A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.


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O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou hoje a Pyongyang para uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual deverá reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Zimbabué repatriou 74 cidadãos devido a violência xenófoba na África do Sul... Um primeiro grupo de 74 cidadãos do Zimbabué chegou ao seu país domingo, após ter sido repatriado da África do Sul devido à onda de ataques xenófobos que tem abalado aquele país, confirmou o Governo zimbabueano.

© Lusa    08/06/2026 

Segundo explicou à agência espanhola EFE o ministro dos Negócios Estrangeiros, Amon Murwira, os repatriados chegaram de autocarro ao posto fronteiriço de Beitbridge, numa viagem organizada pela Embaixada do Zimbábue em Pretória. 

"O Governo do Zimbabué está a acompanhar de perto os acontecimentos que estão a ocorrer na África do Sul, com ataques xenófobos contra cidadãos estrangeiros, e aconselha os seus nacionais a contactarem a nossa Embaixada caso se encontrem em perigo ou desejem regressar a casa", declarou o ministro.

Após a chegada, os repatriados estão a ser assistidos pelo Departamento de Assistência Social, antes de se reunirem com as famílias, explicou, referindo que o Governo do Zimbábue está em contacto com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Nos últimos meses, um movimento anti-imigração sul-africano convocou protestos, por vezes violentos, contra migrantes irregulares, a quem atribui a culpa pelos problemas económicos do país, pela prestação deficiente de serviços públicos ou pelas elevadas taxas de criminalidade.

Grupos anti-imigração exigiram mesmo que certos grupos de estrangeiros abandonassem o país antes do próximo dia 30 de junho e chegaram ao ponto de impedir que migrantes africanos tivessem cuidados de saúde e educação em instalações públicas.

Esta situação levou o Gana, no passado dia 07 de maio, a solicitar à União Africana (UA) que abordasse os ataques xenófobos e enviasse uma "missão de investigação" à África do Sul.

Com a chegada domingo de 169 cidadãos moçambicanos, incluindo 16 menores, provenientes das localidades de Mossel Bay e Hermanus, na província do Cabo Ocidental, Moçambique fez já o repatriamento de 714 cidadãos na sequência de ataques xenófobos na vizinha África do Sul.

Já o Governo nigeriano informou que cerca de 130 compatriotas solicitaram ser repatriados após os ataques.

Tal como a Nigéria, também a Guiné-Bissau convocou o embaixador sul-africano no seu território.

Também o Gana e o Maláui repatriaram centenas de cidadãos, enquanto o Quénia, o Maláui e o Lesoto emitiram alertas de segurança para os seus cidadãos na África do Sul, cujo Governo condenou estes ataques, embora tenha reivindicado o seu direito de travar a imigração irregular.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul, que acolhe quase três milhões de estrangeiros, dos quais 90% são originários de outros países africanos.

Esta circunstância tem dado origem a ondas de protestos violentos, especialmente nos bairros mais vulneráveis, tendo os mais graves ocorrido no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da ONG Human Rights Watch (HRW).

domingo, 7 de junho de 2026

CENTRO DE SAÚDE DE CAIO ENFRENTA FALTA DE MÉDICOS APÓS SAÍDA PARA FORMAÇÃO NO EXTERIOR

Por  Rádio Sol Mansi   07. 06. 2026 

Neste momento, o Centro de Saúde de Caio encontra-se sem médicos, devido à concessão de licença de estudo ao único profissional que exercia funções na unidade, para prosseguir a sua formação no exterior do país.

Segundo o responsável do Centro de Saúde de Caio, a instituição contava apenas com um médico, que solicitou licença de estudo, deixando o centro sem qualquer profissional da área médica.

Lino da Silva Fernandes afirmou que, atualmente, o centro dispõe de apenas seis profissionais de saúde para atender uma população superior a nove mil habitantes da área sanitária, proveniente de várias tabancas.

O responsável acrescentou que o centro dispõe de eletricidade e água, mas esclareceu que a água disponível serve apenas para a limpeza das instalações, não sendo própria para consumo.

Na mesma entrevista, Lino da Silva Fernandes referiu que a unidade necessita de mais pessoal de saúde, tendo em conta os diversos serviços prestados à população.

Relativamente às dificuldades enfrentadas, o responsável destacou a necessidade de construção de um muro de proteção ou vedação, devido à circulação frequente de animais no recinto do centro de saúde.

Lino da Silva Fernandes revelou ainda que as patologias mais frequentes registadas na unidade são a diarreia e a gripe. No entanto, sublinhou que a situação tem vindo a melhorar significativamente graças ao trabalho dos agentes de saúde comunitária, que realizam ações de sensibilização porta a porta junto das populações.

Boko Haram liberta mais de 400 pessoas sequestradas na Nigéria... O grupo Boko Haram libertou mais de 400 pessoas sequestradas no início deste ano numa aldeia do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram hoje um senador e um responsável local pela juventude.

© Getty Imagens     Por  LUSA    07/06/2026 

Uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.

Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.

Samaila Kaigama, presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. "Foram libertadas no sábado", precisou.

Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, confirmou a libertação à AFP.

A aldeia de Ngoshe fica a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, nas colinas de Gwoza, um bastião do Boko Haram, e tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.

Não havia informações imediatas sobre as condições da libertação.

Ndume afirmou que não tinha conhecimento das circunstâncias da libertação. A sua organização juvenil, a BOSYA, que tinha estabelecido canais de comunicação entre os sequestradores e as famílias afetadas, não forneceu detalhes.

As autoridades negam pagar resgates, embora os analistas afirmem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.

Cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates entre julho de 2024 e junho de 2025 a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, de acordo com um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos.

CHINA: Veja. Quase 13 milhões de alunos na China começam exames para o Superior... Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.

© Getty Images     Por  LUSA   07/06/2026 

Este exame altamente seletivo, que ocupa um lugar central na sociedade chinesa, determina o acesso às melhores universidades e, por extensão, as futuras oportunidades de carreira. 

O 'gaokao' tem a duração de vários dias e inclui testes de mandarim, matemática, inglês, ciências e humanidades. Os resultados serão anunciados no final de junho.

À porta de um centro de exames em Pequim, dezenas de polícias e seguranças mantinham a ordem enquanto os pais, de telemóveis na mão, esperavam filmar os filhos a entrar na sala de provas.

Alguns estavam vestidos de vermelho, uma cor da sorte na cultura chinesa.

"Estou um pouco ansioso", admite Zhang Xinnan, de 18 anos, com o seu uniforme escolar, momentos antes do início dos exames.

"Mas domino as coisas que precisava de saber", acrescenta.

O ensino superior desenvolveu-se rapidamente na China nas últimas décadas, à medida que o desenvolvimento económico levou a uma melhoria dos padrões de vida, mas também a maiores expectativas dos pais em relação aos estudos e carreiras dos seus filhos.

No entanto, o mercado de trabalho para jovens licenciados já não é tão promissor como antes, sendo a elevada taxa de desemprego jovem uma grande preocupação.

De acordo com os dados oficiais, cerca de um em cada seis chineses entre os 16 e os 24 anos, excluindo os estudantes, está desempregado.

As atitudes em relação aos exames estão a mudar, com os estudantes e os pais cada vez menos dispostos a sacrificar a saúde física e mental para obter bons resultados.

"Sou bastante liberal", diz Deng Ju, de 53 anos, segurando uma pilha de cadernos para a filha, que está a rever até ao último minuto com uma amiga.

"Estou mais preocupada com a saúde física; o exame é apenas uma formalidade", acrescenta.

Veja as imagens nagaleria.


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A China lançou uma "operação de fiscalização" nas águas junto a Taiwan, avançou hoje a imprensa estatal, em resposta às negociações entre Japão e Filipinas sobre fronteiras marítimas, levando Taipé a enviar a guarda costeira.

SENEGAL: Em rutura com PR, ex-PM senegalês reeleito líder do partido maioritário... O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, Ousmane Sonko, em conflito aberto com o Presidente do país, Bassirou Diomaye Faye, foi amplamente reeleito para a liderança do partido Pastef, que detém a maioria no parlamento.

© Lusa   07/06/2026 

Faye e Sonko, seu antigo companheiro de jornada política e ex-primeiro-ministro, que o Presidente demitiu a 22 de maio, entraram em rutura, o que pode gerar instabilidade económica e a desconfiança dos doadores, numa altura em que o país se encontra fortemente endividado.

Ousmane Sonko foi reeleito "por unanimidade" para um mandato de seis anos à frente do Pastef (Patriotas Africanos do Senegal pelo Trabalho, Ética e Fraternidade) pelos 583 delegados das secções nacionais e da diáspora reunidos no sábado em Diamniadio, perto de Dacar, durante o primeiro congresso do partido que dirige desde a criação em 2014, de acordo com um texto lido por Ngouda Mboup, que supervisionou a votação.

"As revoluções podem ser desviadas se não se dotarem de uma doutrina clara nem de uma organização capaz de inscrever as mudanças na rutura", declarou Sonko, aludindo à rutura com Faye, a quem tinha designado para o substituir nas eleições presidenciais de 2024, após a invalidação da sua candidatura, na sequência de uma condenação por difamação.

"A nossa voz é a de uma revolução democrática, popular e soberana" e, "desta vez, nenhum projeto de sabotagem terá sucesso porque o povo dará as garantias necessárias para libertar o nosso país", prosseguiu.

Após ser destituído, Sonko foi substituído no cargo de primeiro-ministro pelo banqueiro Ahmadou Al Aminou Mohamed Lô, que formou, na terça-feira, um Governo boicotado pelo Pastef, mas no qual participam aliados e membros dissidentes do partido.

"Se o Pastef quiser, dentro de 72 horas, este Governo pode cair. Mas não o vamos censurar. Vamos acompanhá-los", afirmou Sonko na terça-feira.

No sábado, afirmou que, a partir da nova posição de força parlamentar maioritária, o partido "pode controlar melhor o que se faz na Assembleia Nacional e os interesses do povo serão salvaguardados".

O Pastef, que detém 130 dos 165 assentos no parlamento, pode, a qualquer momento, apresentar uma moção de censura e derrubar o Governo.

Pode também censurar o Governo aquando da apresentação do programa, cuja data ainda não foi determinada, explicaram à agência de notícias France Presse (AFP) antigos parlamentares.

O Presidente também pode reformar um Governo após uma moção de censura e dissolver o parlamento --- mas apenas dois anos após a tomada de posse, ou seja, a partir de novembro.

Pode, assim, recorrer a poderes excecionais ao abrigo da Constituição e governar posteriormente por decretos durante três meses, sem passar pela Assembleia Nacional.

Faye e Sonko, vencedores das eleições presidenciais de março de 2024 sob o slogan "Sonko mooy Diomaye" ("Sonko é Diomaye", em wolof), separaram-se após vários meses de tensões decorrentes de divergências, nomeadamente sobre a gestão da dívida pública e a justiça.

As tensões começaram a surgir em julho de 2025, quando o então primeiro-ministro, de temperamento explosivo, atacou veementemente Faye, denunciando um "problema de autoridade" no país.

No início de maio, o Presidente tinha criticado a "personalização excessiva" do seu ex-primeiro-ministro no seio do partido no poder.

A 22 de maio, dia em que foi demitido, Sonko tinha criticado Faye, durante uma intervenção na Assembleia Nacional, relativamente ao controlo e à transparência dos fundos políticos cuja utilização fica ao critério do Presidente.

sábado, 6 de junho de 2026

Eleições na Guiné-Conacri dão vitória à coligação do presidente de transição

Por correiokianda.info  06/06/2026 

A coligação política ligada ao presidente de transição da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, venceu as eleições legislativas e municipais realizadas a 31 de Maio, num processo marcado pela fraca participação da oposição.

Segundo resultados provisórios divulgados pela Direcção-Geral de Eleições, a coligação Geração pela Modernidade e o Desenvolvimento (GMD) e os seus aliados conquistaram a maioria dos 147 assentos da Assembleia Nacional, garantindo também vantagem significativa nos mandatos locais.

O escrutínio decorreu num contexto político sensível, em que as principais forças da oposição não participaram ou foram excluídas do processo, após a dissolução de vários partidos políticos nos meses anteriores.

Os dados ainda carecem de confirmação final pelo Supremo Tribunal, que deverá validar oficialmente os resultados após o período legal de contestação.

As eleições fazem parte da transição política em curso na Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2021, que levou ao poder a atual junta militar liderada por Mamadi Doumbouya.

Trump diz que não há acordo porque Irão é "forte" e "orgulhoso"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam sem avançar porque os líderes iranianos são "fortes" e "orgulhosos", salientando que se trata de um povo que está a "lutar há 47 anos".

© REUTERS/Nathan Howard  Por noticiasaominuto.com  06/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos considerou que ainda não foi possível chegar a um acordo com a parte iraniana porque os líderes de Teerão são "fortes" e "orgulhosos". 

"Eles são fortes, eles são orgulhosos, há coisas que eles nunca pensaram em fazer que vão ter de fazer. Eles não têm escolha, e demora um bocado [até isso acontecer]", reconheceu Donald Trump na sexta-feira, dia 5 de junho, em entrevista à NBC News.

As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura de vários avanços e recuos nas negociações com o Irão, sem que seja possível chegar a um consenso entre ambas as partes. O conflito, note-se, já decorre há quase quatro meses, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto a Teerão, no final de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatola.

O tempo decorrido, contudo, não é uma questão para Trump - pelo menos para já. Aliás, na mesma entrevista, o chefe de Estado deixou críticas àqueles que reclamam com a alegada demora do acordo com o Irão: "Estas coisas demoram anos."

"Estas pessoas [os iranianos] estão a lutar há 47 anos. Andam a matar americanos. Eu estou a fazer as coisas muito depressa", defendeu. "Estou nisto há três meses. O Vietname [a guerra] durou 19 anos", recordou.

"Estou no meu terceiro mês e tudo o que eles dizem é: «Quando é que vais ganhar?». Se eu fosse um democrata, ninguém estaria a falar desta maneira, mas não me importa. Estou habituado", desvalorizou o presidente norte-americano, fazendo depois questão de frisar que os Estados Unidos "destruíram completamente" as forças iranianas.

"A maioria das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e a maioria das áreas de fabrico de mísseis foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Têm alguns mísseis, têm alguns drones", confessou. "Diria que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% dos seus mísseis. São muitos mísseis, mas não é o que era quando atacámos pela primeira vez", ressalvou.

Praticamente desde o início do conflito que Donald Trump afirma que um acordo entre as duas partes está "para breve", tendo chegado a dar prazos de semanas para que a guerra terminasse. O certo é que desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, foi apenas acordado um cessar-fogo temporário que tem sido prolongado desde abril. Contudo, continuam a haver ataques ocasionais entre ambas as forças ou entre países vizinhos, dado as suas alianças (como por exemplo, ataques iranianos ao Kuwait ou israelitas ao Líbano). Além disso, o estreito de Ormuz continua encerrado, após os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval, de forma a pressionar o Irão.


Leia Também: Países do Golfo falam em "ameaça direta" nos ataques ao Bahrein e Kuwait

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, condenou hoje os recentes ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait, considerando-os "uma ameaça direta" àquela região.

"Paz só é garantida pela força". EUA pedem investimento europeu em defesa... O secretário da Defesa dos Estados Unidos aproveitou hoje o aniversário do desembarque na Normandia para pedir aos países da Europa que façam mais pela própria defesa, ao discursar no cemitério militar norte-americano em França.

© Alex Wong/Getty Images     Por  LUSA    06/06/2026 

"A paz só é garantida pela força", defendeu Pete Hegseth no cemitério militar de Colleville-sur-mer, perante as 9.387 cruzes brancas de soldados norte-americanos mortos em combate durante a batalha da Normandia, em 1944.

O secretário da guerra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado na sexta-feira que renunciava à cerimónia internacional prevista para hoje para se dedicar à cerimónia norte-americana.

Hegseth afirmou que os soldados enterrados na Normandia "combateram no seio de uma aliança guerreira na qual cada parceiro contribuiu com a medida da sua indústria, da sua coragem e do seu sacrifício".

"Nem 'slogans' vazios, nem cimeiras faustosas, nem comunicados", ironizou, referindo que "cada nação" aliada que combateu a Alemanha nazi "sangrou e assumiu a sua parte" em 1944.

"A América deve mostrar o caminho, e nós fá-lo-emos, mas os nossos aliados têm de estar connosco, ombro a ombro", pediu, citado pela agência France-Presse (AFP), num discurso sem referências explícitas às guerras no Irão ou na Ucrânia.

Hegseth pareceu também fazer referência a uma ameaça que a imigração representará para a "civilização ocidental", numa analogia com o desembarque organizado há 82 anos.

"Infelizmente, hoje, diferentes praias europeias estão a ser tomadas de assalto por diversas ideologias perigosas: nas praias de Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, barcos e homens estão a desembarcar", criticou.

Na presença da homóloga francesa, Catherine Vautrin, Hegseth desafiou os países da Europa a travar a nova "invasão".

"Irão as capitais europeias agir contra esta invasão ou já é demasiado tarde?", disse Hegseth, antes de concluir com uma citação bíblica.

Donald Trump tem ameaçado diminuir a presença militar norte-americana na Europa, nomeadamente no âmbito da NATO, e exigido um maior investimento dos aliados europeus em defesa.

O desembarque na Normandia, em 06 de junho de 1944, é a maior operação anfíbia da história.

Uma armada de 6.939 navios e 132.700 britânicos, canadianos, norte-americanos, belgas, noruegueses ou polacos tomaram de assalto 80 quilómetros de praias normandas.

A operação contribuiu de forma decisiva para a vitória sobre a Alemanha nazi, que ficou encurralada pela União Soviética a leste.

Do lado francês, as comemorações decorrem em Ouistreham, com a cerimónia dedicada aos fuzileiros navais.

A cerimónia internacional conta com a presença do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey.


Leia Também: Irão acusa EUA de "violação flagrante" do cessar-fogo

O Irão condenou hoje os ataques aéreos dos Estados Unidos contra radares e instalações de vigilância costeira no Golfo Pérsico, classificando-os como uma "violação flagrante do cessar-fogo".

Bispo em Moçambique assassinado com tiro no coração. Suspeitos fugiram... A polícia de investigação criminal de Moçambique indicou que o bispo de Quelimane, Osório Afonso, foi assassinado hoje com um tiro no coração por indivíduos até aqui não identificados, estando as autoridades a investigar o caso.

© sol   Por LUSA   06/06/2026 

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na madrugada de hoje na sua residência com uma arma do tipo AK-M por indivíduos que teriam escalado o muro da sua residência, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo. 

O responsável disse que Osório foi alvejado na "parte do peito, no coração", provavelmente uma bala", remetendo detalhes para outro momento, quando as autoridades investigam o crime.

O Sernic adiantou que não havia detidos até então, assegurando que não há risco de se atrapalhar as investigações do assassínio do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro de Moçambique.  

"Estamos aqui perante um homicídio agravado como é do vosso domínio, do domínio público e por enquanto não vamos avançar detalhes porque estamos a trabalhar, como sabem que o serviço criminal é para investigar e não é fácil de madrugada para estas alturas trazer estes detalhes deste homicídio agravado", disse Maximino Amílcar.

O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu hoje, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada de hoje, no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.

Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, ressaltando o facto de ter-se destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.

Antes, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.

"Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia", disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.

O político moçambicano Venâncio Mondlane lamentou a morte do bispo de Quelimane, repudiando o "brutal assassinato" de Osório Afonso.

"A trágica perda de uma voz tão relevante para a igreja Católica e para a sociedade moçambicana constitui um golpe doloroso contra os valores da paz, da reconciliação e do diálogo no nosso país", escreveu Mondlane nas suas redes sociais.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane em 25 de julho de 2025, tendo, em abril deste ano, sido nomeado, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.

Cientistas alertam para os riscos de levar vida terrestre para outros planetas... Estudo internacional com investigador da Universidade do Minho pede prudência na introdução de vida fora da Terra para não se repetirem “erros ecológicos cometidos na Terra”.

Por  SIC Notícias 

A introdução de organismos terrestres noutros planetas ou luas poderá desencadear invasões biológicas irreversíveis, alerta um estudo internacional. Os autores defendem a criação de regras internacionais para regular futuros projetos de terraformação e evitar que se repitam no espaço erros ecológicos já observados na Terra.

Publicado por uma equipa internacional de investigadores, o trabalho analisa os riscos associados à terraformação, o processo teórico de modificar um planeta ou outro corpo celeste para criar condições mais favoráveis à vida terrestre.

Segundo o estudo, a introdução de microrganismos, plantas ou animais em ambientes extraterrestres poderá ter consequências imprevisíveis caso esses organismos escapem ao controlo.

"A introdução de espécies da Terra em corpos extraterrestres é um evento de invasão potencialmente imprevisível", afirma Ronaldo Sousa, investigador do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Escola de Ciências da Universidade do Minho e coautor do trabalho.

De acordo com o cientista, "a presença prolongada na Lua ou em Marte pode contribuir para a sobrevivência da humanidade a longo prazo, mas também pode alterar esses ecossistemas".

"Devemos evitar criar as primeiras espécies invasoras interplanetárias e repetir erros ecológicos cometidos na Terra".

Lições retiradas da Terra

Os investigadores defendem que a colonização espacial deve ser regulada, "com princípios similares (aos utilizados) no combate a espécies invasoras na Terra", incluindo medidas de prevenção, monitorização e avaliação de riscos.

O objetivo é "antecipar problemas ambientais, éticos e evolutivos, evitando que passem da ficção científica para a realidade".

Ronaldo Sousa dá o exemplo da introdução de espécies em novos ambientes, como o caso dos coelhos e das raposas introduzidos na Austrália no século XIX, que provocaram impactos profundos nos ecossistemas locais.

O investigador refere ainda o acidente da sonda israelita Beresheet, que se despenhou na Lua em 2019 e que poderá ter libertado milhares de tardígrados, pequenos organismos microscópicos conhecidos pela sua extraordinária resistência a temperaturas extremas, radiação e desidratação.

"As missões espaciais estão no centro do debate político e científico, pelo que importa falarmos também da terraformação, que traz riscos profundos de desestabilização de ambientes extraterrestres".

Fungos, bactérias e organismos sintéticos

O estudo, em coautoria com Teun Everts, da Bélgica, e Phillip Haubrock, do Reino Unido, propõe encarar a terraformação como "uma forma de introdução biológica mediada por humanos e não apenas como engenharia planetária".

Entre os organismos considerados potenciais candidatos para futuras missões de terraformação estão fungos resistentes à radiação, cianobactérias, microrganismos produtores de metano e organismos sintéticos. Estes organismos poderão ajudar a formar solos, produzir oxigénio ou alterar atmosferas.

No entanto, os investigadores alertam que também poderão produzir subprodutos tóxicos ou desencadear alterações ecológicas difíceis de prever em ambientes com recursos limitados.

Perante estes riscos, os autores defendem a rápida criação de mecanismos internacionais de supervisão e a colaboração entre biólogos, astrobiólogos, especialistas em ética e decisores políticos.

"A ciência das invasões fornece décadas de conhecimento sobre prevenção, deteção precoce, avaliação de impactos e gestão de espécies introduzidas", sublinha Ronaldo Sousa.

Para os investigadores, o futuro da exploração espacial dependerá não apenas dos avanços tecnológicos, mas também da capacidade de aplicar as lições aprendidas com os erros ecológicos do passado.

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.

Detetado buraco negro 'adormecido' no universo 'primitivo'... Uma equipa internacional de astrónomos conseguiu medir a massa de um enorme buraco negro localizado numa galáxia muito distante, que teve origem quando o universo começava a formar-se.

© Lusa   06/06/2026 

Embora estes tipos de 'colossos' supermassivos sejam estudados por devorarem matéria e emitirem enormes quantidades de energia, este caso é diferente para os investigadores porque o buraco negro está 'adormecido', ou seja, não está a absorver grandes quantidades de matéria, explicou a Universidade da Cantábria (UC), na localidade espanhola de Santander, em comunicado.

Graças às capacidades do Telescópio Espacial James Webb, a equipa de investigação, liderada por Andrew Newman, da Carnegie Institution for Science (EUA), conseguiu calcular o seu tamanho observando como este afeta as estrelas que orbitam à sua volta.

Os resultados foram publicados na revista Science, noticiou na sexta-feira a agência Europa Press.

"Inicialmente, o modelo foi criado para explicar as supernovas Refsdal e Encore, mas, no final, ajudou-nos a saber que existe um objeto massivo no centro da galáxia", explicaram os cientistas espanhóis José María Diego e Ana Acebrón, do Grupo de Cosmologia Observacional e Instrumentação do Instituto de Física da Cantábria (IFCA, CSIC-UC).

Durante décadas, os astrónomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. São como faróis cósmicos alimentados por buracos negros muito ativos.

No entanto, o objeto que foi estudado pertence a uma outra categoria, muito mais difícil de identificar, um buraco negro muito quieto e dormente.

Além disso, sabe-se que o colossal buraco negro reside numa grande galáxia chamada MRG-M0138, que formou a maior parte das suas estrelas há aproximadamente 13 mil milhões de anos.

Atualmente, esta galáxia praticamente não produz novas estrelas, e o seu buraco negro central também permanece inativo.

Até há alguns anos, medir a massa de buracos negros tão distantes era praticamente impossível.

Agora, nesta nova descoberta, a equipa analisou o movimento coletivo das estrelas na galáxia MRG-M0138.

Esta espécie de "dança estelar" permitiu calcular a massa do buraco negro, utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb e aproveitando o fenómeno natural conhecido como lente gravitacional, que amplifica a luz de objetos muito distantes e facilita a sua observação.

"Agora podemos detetar este tipo de buracos negros inativos mesmo quando o universo tinh  a apenas 10 mil milhões de anos", explicou Newman.

"A combinação da nitidez proporcionada pelo telescópio James Webb e o efeito de ampliação das lentes gravitacionais torna isso possível", concluiu.


Sobe para 452 o número de casos de Ébola na RDCongo... As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para "uma transmissão comunitária rápida e contínua".

© Lusa   06/06/2026 

No mais recente boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até quinta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, que faz fronteira com Angola, assinalou que estes números representam 71 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

Embora tenha sido detetado na província congolesa de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia expandiu-se para as províncias orientais vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, bem como para o território ugandês, onde foram registados até agora 19 casos de contágio, incluindo duas mortes.

A epidemia foi declarada oficialmente a 15 de maio.


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de 518 milhões de dólares contra a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Putin rejeita encontro com Zelensky após carta: "Não vejo interesse"... Vladimir Putin afastou, para já, a possibilidade de um encontro com Volodymyr Zelensky, defendendo que as negociações devem prosseguir. O presidente russo reiterou que a guerra só terminará quando Moscovo atingir os objetivos definidos e voltou a rejeitar um cessar-fogo imediato.

© KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    Por  noticiasaominuto.com  05/06/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou a carta aberta do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante um discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, defendendo que um encontro "não tem sentido" para já. 

"Não vejo o interesse de um encontro. Isso só tem interesse para a parte ucraniana, a fim de travar o avanço das nossas forças armadas", declarou Vladimir Putin, citado pela agência de notícias TASS.

"[É necessário] deixar os especialistas trabalharem, desenvolverem soluções e, depois, poderemos encontrar-nos", acrescentou.

Para Putin, a guerra na Ucrânia só vai terminar quando a Rússia tiver alcançado os seus objetivos.

"Partimos do princípio de que as hostilidades vão terminar um dia. E, sem dúvida, vão cessar quando tivermos alcançado os objetivos que nos propusemos", declarou Putin.

Antes, o presidente russo tinha afirmado que era necessário dirigir-se "não aos autores da carta, mas sim aos soldados russos na linha da frente".

"Dirigindo-me a eles, quero dizer: Camaradas, todo o país olha para vós, todo o país se orgulha de vós e deposita em vós a sua esperança", afirmou Putin. "Trabalhem, irmãos!" 

A carta aberta de quinta-feira, a primeira mensagem pública que Zelensky escreveu diretamente a Putin desde que a Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 2022, constituiu uma crítica contundente aos 26 anos do líder russo no poder.

Nesse sentido, ao rejeitar a proposta de Zelensky para uma reunião, Putin considerou-a grosseira, qualificando com esse mesmo adjetivo a atitude e o documento apresentado pelo homólogo ucraniano, sobretudo depois de um ataque com drones ocorrido a 22 de maio contra uma residência estudantil na região de Lugansk, controlada pela Rússia, que, segundo Moscovo, causou 21 mortos e dezenas de feridos.

"Será uma forma de criar condições para encontros pessoais e conversações ou de criar um ambiente que torne impossível qualquer encontro pessoal?", perguntou Putin, respondendo acreditar tratar-se da segunda opção.

Na carta aberta, Zelensky reconheceu a mudança de prioridades dos Estados Unidos, considerando que seria errado limitar-se a esperar que a administração norte-americana de Donald Trump volte a concentrar a atenção no fim dos combates na Ucrânia, enquanto permanece fortemente focada na guerra com o Irão.

Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que "seria ótimo" que Putin e Zelensky se reunissem.

Putin já tinha anteriormente sugerido que Zelensky se deslocasse a Moscovo para conversações, proposta que o líder ucraniano rejeitou de forma clara.

No mês passado, o presidente russo afirmou não excluir um encontro num país terceiro, mas apenas quando existir um acordo pronto para ser assinado.

Na quinta-feira, Putin voltou a rejeitar a exigência de Zelensky para um cessar-fogo imediato, argumentando que Moscovo pretende uma solução abrangente e não uma trégua temporária.

O presidente russo afirmou que a Rússia está disponível para um compromisso relativamente à Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados na cimeira realizada no ano passado com Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que Kiev terá de os aceitar para que seja possível alcançar um acordo que ponha termo ao conflito, agora no quinto ano.

"Naturalmente, a parte ucraniana gostaria que suspendêssemos os avanços das tropas russas. Mas seria melhor acabar com a guerra através da aceitação dos compromissos discutidos em Anchorage", acrescentou.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, manterão conversações entre si antes de se reunirem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

EUA: Forças Armadas negam ser alvo de mísseis iranianos no Golfo de Omã... As Forças Armadas norte-americanas negaram hoje as alegações do Irão de que teria disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no Golfo de Omã.

© AFP via Getty Images     Por LUSA    05/06/2026 

"As forças iranianas NÃO atacaram nem abriram fogo sobre qualquer navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos. Fazê-lo constituiria uma violação flagrante do cessar-fogo", declarou o CENTCOM, o comando militar dos EUA para o Médio Oriente, numa mensagem publicada na rede social X.

Pouco antes, o Irão anunciou ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, após escaramuças no Golfo esta semana que fragilizaram o cessar-fogo em vigor.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Irna, o Exército iraniano afirmou que "os contratorpedeiros hostis DDG-103 e DDG-8 deixaram o Golfo de Omã e dirigiram-se para o Oceano Índico (...) após o lançamento de mísseis de aviso", numa data não especificada.

A decisão foi tomada "no âmbito das operações em curso para combater as ações ilegais (...) das forças navais terroristas dos Estados Unidos", acrescentou o Exército iraniano.

O Irão isolou o estratégico Estreito de Ormuz em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana lançada contra o seu território a 28 de fevereiro, ponto de partida para uma escalada regional do conflito.

Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram desde abril um bloqueio aos navios iranianos, após o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo.

Apesar de ter sido alcançado um cessar-fogo, o Irão e os Estados Unidos estão a ter dificuldades em chegar a acordo sobre os termos de um pacto duradouro para pôr fim à guerra, após décadas de hostilidade entre os dois países.

As negociações, iniciadas em abril sob mediação paquistanesa, estão paradas, e os frequentes confrontos no Golfo ameaçam a trégua.

No início desta semana, o Irão acusou os Estados Unidos de alvejar um petroleiro com destino ao seu território e de atingir a ilha iraniana de Qeshm.

Em retaliação, Teerão reivindicou a responsabilidade por um ataque ao Kuwait, bem como ao quartel-general da Quinta Frota Naval dos EUA no Bahrein.

Um ataque com drones ao Aeroporto Internacional do Kuwait fez um morto e 63 feridos, mas a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico da República Islâmica, negou qualquer envolvimento.


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O exército iraniano afirmou hoje ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, depois de vários confrontos na região do Golfo.

Putin minimiza dificuldades económicas da Rússia e insiste na soberania... O presidente russo, Vladimir Putin, minimizou hoje as dificuldades económicas enfrentadas pelo país, preferindo destacar a soberania e as parcerias com os países do chamado sul global.

© Lusa    05/06/2026 

"De todos os lados nos dizem que tudo está a correr mal no nosso país. [...]. Sim, a dinâmica económica está atualmente moderada", declarou Putin durante um discurso perante responsáveis políticos e empresários russos e estrangeiros durante um importante fórum de investimento em São Petersburgo.

"Num contexto tenso e difícil, a Rússia continua a reforçar a sua soberania [...] alargando o círculo dos seus parceiros", acrescentou, salientando que os países em desenvolvimento têm assumido um papel cada vez mais importante na economia global, enquanto a participação dos países ocidentais na produção diminuiu.

No discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, Putin acusou o Ocidente de minar a economia e as finanças globais com sanções unilaterais, frisando que, ao congelar os ativos russos no exterior, as nações ocidentais corroeram a confiança em suas próprias moedas.

"As sanções e o bloqueio das reservas soberanas da Rússia impactaram irreversivelmente a posição das moedas internacionais, o dólar e o euro", disse.

"Assim como a Rússia, qualquer outro país pode perder o acesso aos seus ativos legítimos em dólares ou em euros, bem como aos sistemas financeiros e de pagamento ocidentais", referiu, alegando que a alta dívida pública "contribuiu para minar a confiança global" nas instituições ocidentais.

Para Putin, as raízes da atual turbulência global residem na transição de um modelo vertical e hierárquico, que servia aos interesses de um pequeno número de Estados, para um modelo mais complexo, distribuído e multipolar.

"A Rússia vê as mudanças globais não apenas como uma ameaça, mas também como imensas oportunidades. E para capitalizar sobre elas, pretendemos agir com rapidez e pragmatismo", acrescentou


O fórum ocorre em um momento em que as perspetivas económicas da Rússia se tornaram incertas face ao conflito na Ucrânia. O governo aumentou os impostos e intensificou os empréstimos internos para manter seu défice orçamental sob controlo.

Na quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com a imprensa estrangeira, Putin indicou ser "um exagero" dizer que a economia da Rússia estava em dificuldades, observando que Moscovo tomou medidas destinadas a arrefecer a economia e manter a inflação sob controlo.

Putin tem usado o fórum de São Petersburgo, comparado ao Fórum Mundial em Davos, na Suíça, para exibir os avanços económicos russos e incentivar o investimento estrangeiro.

Embora autoridades e líderes empresariais ocidentais se tenham mantido afastados desde que Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, a Rússia tem procurado convidados de outras zonas geopolíticas para reforçar o objetivo declarado de promover um "mundo multipolar".

A Arábia Saudita enviou uma grande delegação este ano, e os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, bem como o vice-presidente da China, também estão presentes. Um representante dos EUA, Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, participa do evento pela primeira vez em anos.


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Oreshnik dava nome a um míssil hipersónico, mas agora os amantes de adrenalina vão poder testar os limites na nova atração do parque de diversões de São Petersburgo, na Rússia, que também se chama "Oreshnik".