sábado, 6 de junho de 2026

Trump diz que não há acordo porque Irão é "forte" e "orgulhoso"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão continuam sem avançar porque os líderes iranianos são "fortes" e "orgulhosos", salientando que se trata de um povo que está a "lutar há 47 anos".

© REUTERS/Nathan Howard  Por noticiasaominuto.com  06/06/2026 

O presidente dos Estados Unidos considerou que ainda não foi possível chegar a um acordo com a parte iraniana porque os líderes de Teerão são "fortes" e "orgulhosos". 

"Eles são fortes, eles são orgulhosos, há coisas que eles nunca pensaram em fazer que vão ter de fazer. Eles não têm escolha, e demora um bocado [até isso acontecer]", reconheceu Donald Trump na sexta-feira, dia 5 de junho, em entrevista à NBC News.

As declarações do presidente norte-americano surgem numa altura de vários avanços e recuos nas negociações com o Irão, sem que seja possível chegar a um consenso entre ambas as partes. O conflito, note-se, já decorre há quase quatro meses, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto a Teerão, no final de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatola.

O tempo decorrido, contudo, não é uma questão para Trump - pelo menos para já. Aliás, na mesma entrevista, o chefe de Estado deixou críticas àqueles que reclamam com a alegada demora do acordo com o Irão: "Estas coisas demoram anos."

"Estas pessoas [os iranianos] estão a lutar há 47 anos. Andam a matar americanos. Eu estou a fazer as coisas muito depressa", defendeu. "Estou nisto há três meses. O Vietname [a guerra] durou 19 anos", recordou.

"Estou no meu terceiro mês e tudo o que eles dizem é: «Quando é que vais ganhar?». Se eu fosse um democrata, ninguém estaria a falar desta maneira, mas não me importa. Estou habituado", desvalorizou o presidente norte-americano, fazendo depois questão de frisar que os Estados Unidos "destruíram completamente" as forças iranianas.

"A maioria das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e a maioria das áreas de fabrico de mísseis foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Têm alguns mísseis, têm alguns drones", confessou. "Diria que, em termos percentuais, talvez 21% a 22% dos seus mísseis. São muitos mísseis, mas não é o que era quando atacámos pela primeira vez", ressalvou.

Praticamente desde o início do conflito que Donald Trump afirma que um acordo entre as duas partes está "para breve", tendo chegado a dar prazos de semanas para que a guerra terminasse. O certo é que desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, foi apenas acordado um cessar-fogo temporário que tem sido prolongado desde abril. Contudo, continuam a haver ataques ocasionais entre ambas as forças ou entre países vizinhos, dado as suas alianças (como por exemplo, ataques iranianos ao Kuwait ou israelitas ao Líbano). Além disso, o estreito de Ormuz continua encerrado, após os Estados Unidos terem imposto um bloqueio naval, de forma a pressionar o Irão.


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O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jasem Mohamed AlBudaiwi, condenou hoje os recentes ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait, considerando-os "uma ameaça direta" àquela região.

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