© Getty Imagens Por LUSA 07/06/2026
Uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.
Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.
Samaila Kaigama, presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. "Foram libertadas no sábado", precisou.
Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, confirmou a libertação à AFP.
A aldeia de Ngoshe fica a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, nas colinas de Gwoza, um bastião do Boko Haram, e tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.
Não havia informações imediatas sobre as condições da libertação.
Ndume afirmou que não tinha conhecimento das circunstâncias da libertação. A sua organização juvenil, a BOSYA, que tinha estabelecido canais de comunicação entre os sequestradores e as famílias afetadas, não forneceu detalhes.
As autoridades negam pagar resgates, embora os analistas afirmem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.
Cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates entre julho de 2024 e junho de 2025 a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, de acordo com um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos.

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