© Shutterstock Por noticiasaominuto.com 14/08/2026
O fígado desempenha muitas funções importante no organismo, desde o processamento de nutrientes e a remoção de toxinas do sangue, até ao metabolismo de medicamentos.
É sabido que o consumo excessivo de álcool pode ser prejudicial para a saúde deste órgão. Contudo, existe um outro hábito comum igualmente negativo e que muitos desconhecem: o uso excessivo de paracetamol.
Porque é que os analgésicos podem prejudicar o seu fígado
Normalmente, as pessoas tomam paracetamol por diversos motivos, sendo os mais comuns o alívio da dor e a redução da febre.
Embora o paracetamol seja seguro em certas doses, em excesso, poderá causar problemas. No caso do fígado, este poderá ser afetado perante a toma de doses altas durante vários dias ou uma quantidade excessiva de cada vez.
"Quando o paracetamol é usado em doses maiores do que as recomendadas, pode sobrecarregar os processos do nosso corpo responsáveis por metabolizar o medicamento”, alertou a farmacêutica Laura Heath em declarações ao EatingWell. "Se isto acontecer, podem ocorrer danos graves".
Vale notar que a maior parte do paracetamol é metabolizada com segurança pelas vias hepáticas normais, explica a farmacêutica Farrah Tavakoli.
"Uma pequena quantidade de paracetamol é convertida numa substância chamada NAPQI, um metabólito tóxico que pode ser prejudicial quando se acumula", realça.
Qual a dose máxima de paracetamol que se pode tomar por dia?
Segundo o American College of Gastroenterology, adultos saudáveis não deverão ingerir mais de 1.000 miligramas de paracetamol de uma só vez ou mais de 4.000 mg por dia. Para além disso, deverá evitar tomar 3.000 mg por dia durante mais de 3 a 5 dias consecutivos.
“A dose máxima de paracetamol para a maioria dos adultos é de 4.000 miligramas por dia considerando todas as fontes”, afirma Tavakoli.
Note-se que o paracetamol é encontrado em muitos medicamentos que não precisam de receita, desde os usados para tratar alergias, constipações, gripes e enxaquecas, bem como analgésicos.
É importante ler o rótulo e, em caso de dúvida, falar com o seu médico de família.

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