sexta-feira, 14 de agosto de 2026

China doa mais 15 mil toneladas de arroz a Cuba... Cuba recebeu a terceira parcela de 15 mil toneladas de arroz do Governo da China, que enviou até agora 60 mil toneladas, como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha.

© Lusa    14/08/2026 

O quarto e último carregamento que completará a doação - a maior que a China enviou nos últimos anos para Cuba- chegará em setembro, segundo informou o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro (Mincex) cubano, nas redes sociais.

No ato de entrega da doação, no porto de Havana, na quinta-feira, o embaixador de Pequim, Hua Xin, disse que com este novo carregamento de arroz chega a mensagem de que "a China está ao lado de Cuba".

"Vamos continuar a apoiar Cuba e o seu povo, que se opõem firmemente à ingerência estrangeira dos Estados Unidos", assinalou o diplomata, segundo reportaram meios de comunicação estatais chineses.

O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, expressou "profunda gratidão" na cerimónia de entrega da nova doação de arroz da nação asiática e afirmou que as relações entre Cuba e a China são indestrutíveis.

Pérez-Oliva, também responsável pela pasta do Mincex, destacou que a China "estende a sua mão" a Cuba enquanto se intensifica o bloqueio e se agudiza o cerco energético dos Estados Unidos contra o seu país.

Na semana passada, a embaixada chinesa na capital cubana entregou uma segunda doação de cinco mil sistemas fotovoltaicos para apoiar a eletrificação rural, numa altura em que a ilha enfrenta uma grave crise energética, agravada desde o janeiro por um bloqueio petrolífero imposto pelo Governo de Washington.

O Presidente chinês, Xi Jinping, aprovou em janeiro uma ajuda a Cuba que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares (72,8 milhões de euros) e 60 mil toneladas de arroz.

Em 2024, a China já tinha doado 100 milhões de dólares (aproximadamente 91 milhões de euros) ao país caribenho.

A economia de Cuba atravessa uma crise severa e prolongada, com uma contração económica de 15% nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. A ilha sofre de uma escassez crónica de alimentos, medicamentos e combustível, a par de crónicos cortes de energia e uma elevada inflação.

Havana e Pequim mantêm relações políticas e económicas estreitas, nas quais o país asiático figura como um dos principais aliados da ilha.


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