sábado, 8 de agosto de 2026

Nigéria condena ataque dos huthis contra civis na Arábia Saudita... O governo da Nigéria manifestou "séria preocupação" e condenou o recente ataque perpetrado pelos rebeldes huthis do Iémen contra alvos civis na região de Najran, no sul da Arábia Saudita, que causou pelo menos 11 feridos.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  08/08/2026 

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano classificou o incidente como um "ato condenável" e advertiu que constitui uma "flagrante violação do direito internacional humanitário e dos princípios fundamentais de proteção dos civis em tempo de conflito".

"A República Federal da Nigéria reafirma a sua firme rejeição da escalada de violência na região. Os ataques que têm deliberadamente como alvo populações e infraestruturas civis, independentemente do autor, são inaceitáveis", sobretudo pela forma como atinge também civis, na maioria mulheres e crianças, referiu o Governo.

Perante o recrudescimento das hostilidades, a Nigéria, um dos maiores produtores de petróleo em África, apelou a todas as partes em conflito para atuarem com a "máxima moderação" e instou à renovação e intensificação dos esforços diplomáticos para alcançar uma solução pacífica e sustentável que garanta a soberania e a integridade territorial dos Estados da região.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano concluiu afirmando que acompanha de perto a evolução da situação no Golfo e que continuará a cooperar com parceiros regionais e internacionais em prol da estabilidade no Médio Oriente.

O ataque ocorreu na quinta-feira, na região fronteiriça da Arábia Saudita com o território iemenita, em plena escalada de violência entre os insurgentes e Riade.

O porta-voz das Forças da Coligação para o Apoio à Legitimidade no Iémen, o major-general saudita Turki al-Maliki, afirmou num comunicado que entre os feridos estão sete cidadãos do reino saudita, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês, que sofreram ferimentos na sequência dos "ataques terroristas" dos huthis.

Esta é a primeira vez, desde o início da troca de ataques entre os insurgentes iemenitas e a Arábia Saudita, em meados do mês passado, que Riade dá conta de feridos na sequência de ataques dos huthis contra o seu território.

No final do mês passado, os rebeldes iemenitas, que controlam a capital, Sana, e vastas partes do norte do Iémen, anunciaram um bloqueio marítimo à navegação saudita no mar Vermelho, alegando que a medida constituía uma retaliação pelas restrições impostas nas zonas controladas pelos huthis.

A escalada de violência começou após o bombardeamento de meados de julho do aeroporto de Sana pelo Exército regular iemenita, reconhecido internacionalmente, embora os huthis tenham acusado a Arábia Saudita de estar por detrás da ação.

Riade, por seu lado, anunciou uma coligação marítima multinacional destinada a proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb, rota que se tinha tornado a principal via de exportação de petróleo do maior produtor de crude da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) após a crise no estreito de Ormuz.

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