© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images LUSA 12/09/2026
"Ainda não sabemos se iremos ou não a Miami", declarou à agência de notícias estatal Tass o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitry Peskov.
Antes disso, o conselheiro diplomático do Kremlin, Iuri Uchakov, tinha dito ao jornal russo Izvestia que a questão "não foi discutida".
Numa entrevista à rádio alemã Deutsche Welle, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar disponível para se encontrar com o homólogo russo, Vladimir Putin, durante a cimeira do G20, em Miami (sudeste dos Estados Unidos), em dezembro.
Questionado sobre sobre se se encontraria com Putin nessa reunião, caso os dois dirigentes fossem convidados, Zelensky respondeu: "Sim, claro. Temos de ir. Temos de nos encontrar, falar e tomar decisões".
"Não são as palavras que contam. O que eu lhe vou dizer ou o que ele me quer dizer não tem importância. (...) Só o resultado conta", acrescentou.
Washington tentou recentemente relançar os esforços diplomáticos, há muito estagnados, para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com a visita dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e Kiev no fim de semana passado.
Putin e o Presidente norte-americano, Donald Trump, também discutiram a guerra na semana passada, numa conversa telefónica "de extrema franqueza", disse o Kremlin.
Zelensky declarou na entrevista que a visita dos enviados norte-americanos era um "bom sinal" e que era importante a dupla ter-se deslocado tanto a Kiev como a Moscovo. "É uma marca de respeito pelo nosso povo", salientou.
Os Estados Unidos assumem este ano a presidência do G20.
No início de setembro, o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, foi recebido numa reunião do G20 na Carolina do Norte, provocando "mal-estar" entre os aliados europeus da Ucrânia.
A diplomacia russa declarou já que Moscovo vai enviar alguns responsáveis a uma reunião do G20 dedicada à energia, em Houston, na próxima semana.
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Os líderes dos BRICS pediram hoje máxima contenção perante a escalada na guerra no Médio Oriente, a manutenção do movimento do comércio e energia e rejeitaram sanções unilaterais contrárias ao direito internacional.
"Manifestamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Médio Oriente e, recordando as nossas respetivas posições nacionais, apelamos para a máxima contenção e que se evitem ações que possam agravar ainda mais a situação", de acordo com a Declaração de Nova Deli, assinada pelos 11 líderes dos BRICS e citada pela agência de notícias espanhola EFE...


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