sábado, 19 de setembro de 2026

Irã ameaça deixar o Tratado de Não Proliferação pela pressão dos EUA e de Israel... Irã avisa que as ações dos EUA e de Israel poderiam levá-lo a abandonar o TNP e estabelece duras condições para negociar o fim do conflito.

Por democrata.es/pt  19 SET, 2026 

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, avisou neste sábado que as ações dos Estados Unidos e de Israel poderiam levar Teerã a reconsiderar sua continuidade no Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

"Ainda estamos totalmente alinhados com a fatwa (edicto religioso) do líder supremo e não modificamos nossa doutrina nuclear, mas não sabemos o que acontecerá no futuro. Depende do comportamento de Washington", destacou Rezaei em uma entrevista concedida à rede panárabe Al Yazira.

Em relação ao confronto com os Estados Unidos, Rezaei indicou que Teerã transmitiu à Administração Trump suas condições para parar a guerra através dos países mediadores, Catar e Paquistão, e aguarda uma resposta.

Segundo detalhou, essas exigências incluem a cessação das hostilidades em todas as frentes, a liberação dos ativos iranianos congelados e a suspensão do bloqueio naval. "A Washington interessa aceitar nossas condições para terminar a guerra", afirmou.

Mais tarde, em mensagens divulgadas em suas redes sociais, ele esclareceu que "Irã comunicou ao Governo dos Estados Unidos sete condições para iniciar qualquer negociação".

"A mensagem de Teerã é clara e inequívoca: se Washington quer sair do impasse em que se meteu e evitar se enredar ainda mais nele, não tem outra escolha a não ser aceitar os direitos e as condições do Irã", enfatizou.

Ao mesmo tempo, ressaltou que "conhecemos as fraquezas das forças militares americanas e estamos mais preparados do que nunca para contrabalançar seus ataques aéreos".

Ele também lembrou que "Irã mudou de estratégia em relação aos Estados Unidos depois que se retiraram do memorando de entendimento: se nos atacarem, atacaremos as bases e interesses americanos na região".

Rezaei expressou igualmente a vontade de Teerã de que "termine a guerra entre a Arábia Saudita e o Iémen", em alusão ao conflito que enfrenta os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, com as forças do Governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado por Riad. "E eu acho que os iemenitas também querem um acordo com a Arábia Saudita", acrescentou.

Na mesma entrevista, Rezaei revelou que o Irã realizou recentemente testes com um míssil antinavio nas proximidades de um porta-aviões americano.

Arábia Saudita intercetou míssil lançado pelos hutis em direção a Riade... A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que intercetou um míssil lançado pelos hutis do Iémen em direção a Riade, atacada pela primeira vez desde o retomar das hostilidades entre o reino saudita e estes combatentes pró-iranianos.

© SALEH AL-OBEIDI/AFP via Getty Images    LUSA  19/09/2026 

A Arábia Saudita tem sofrido nos últimos dias ataques crescentes dos hutis, que controlam grande parte do vizinho Iémen e combatem as forças governamentais iemenitas, apoiadas pela coligação liderada por Riade.

Fortes explosões ecoaram na capital saudita durante a noite, depois de mensagens de alerta enviadas às pessoas pelas autoridades, segundo relatos de jornalistas da agência de notícias francesa AFP.

Os hutis do Iémen já tinham reivindicado hoje a autoria de ataques com mísseis a alvos militares na capital da Arábia Saudita e na cidade portuária e importante centro petrolífero de Yanbu, à beira do mar Vermelho.

Numa declaração televisiva, o porta-voz militar do grupo rebelde, Yahya Sarea, afirmou que nas operações contra "alvos sensíveis" na capital saudita e instalações da petrolífera nacional saudita Aramco, em Yanbu, foi utilizado "um grande número" de mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como drones.

Segundo Sarea, ambas as operações foram resposta dos hutis às múltiplas operações militares sauditas no Iémen nas últimas semanas, que afirmam ter causado mortos civis.

O porta-voz dos hutis advertiu que responderão à "escalada militar saudita" com mais ações militares, "bloqueio por bloqueio e escalada por escalada".

A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques para a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os hutis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade.

Os alertas em Riade foram os primeiros na capital saudita desde a mais recente escalada com os hutis. Não foram noticiadas vítimas nem danos depois de os alertas terem sido levantados.

A troca de ataques entre os dois lados ocorre num contexto de retomada dos combates terrestres entre os hutis, apoiados pelo Irão, e o governo do Iémen reconhecido internacionalmente, que tem Riade como seu principal apoiante.

Os hutis controlam atualmente toda a costa iemenita do Mar Vermelho, reforçando a sua posição sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas entre a Europa e a Ásia através do Canal de Suez.


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Os huthis do Iémen reivindicaram hoje a autoria de ataques com mísseis a alvos militares na capital da Arábia Saudita, Riade, e na cidade portuária e importante centro petrolífero de Yanbu, à beira do mar Vermelho...



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Um depósito de combustível do gigante petrolífero saudita Aramco, situado perto do aeroporto internacional de Riade, está em chamas, comprovou a AFP, depois de habitantes da capital terem relatado explosões.

Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), são visíveis bombeiros a tentar apagar as chamas que saem do depósito, que ostenta o logótipo da companhia nacional saudita.

A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques contra a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os hutis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade...

𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... O Vice-Presidente do PAIGC, camarada Geraldo Martins, em nome da Direção Superior do PAIGC, dirigiu uma mensagem de saudação aos militantes e simpatizantes por ocasião do 70.º aniversário do PAIGC, na qual destacou a importância da unidade e do diálogo para os desafios presentes e futuros do partido.

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𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 𝗩𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗢𝗦𝗢

©PAIGC 2023


Veja Também: 𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖...    Ato central da comemoração do 70.º aniversário do PAIGC

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GUERRA NA UCRÂNIA: Estados Unidos aprovam venda de sistemas de defesa aérea à Ucrânia... Os Estados Unidos aprovaram uma possível venda de cerca de 2,7 mil milhões de dólares em sistemas de defesa aérea à Ucrânia, informou hoje o Departamento de Estado.

© Reuters Por  LUSA  19/09/2026 

A aprovação pelo Congresso aconteceu na sexta-feira e, em comunicado, o Departamento de Estado dos Estado Unidos avançou que a venda inclui mísseis, lançadores de mísseis, radares antidrone e outros equipamentos bélicos.

"Caso a compra proposta seja concluída, a Ucrânia irá financiá-la através de uma combinação de contribuições europeias e de fundos do programa de Financiamento Militar Estrangeiro dos Estados Unidos, alocados pela administração anterior", afirmou o Departamento de Estado.

A Ucrânia tem solicitado repetidamente mais apoio para repelir a invasão russa do seu território, que dura há cinco anos.

A capital, Kiev, tem sofrido uma retoma dos ataques russos, que as suas defesas aéreas têm dificuldade em repelir devido à escassez de munições.


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O exército russo capturou 5.300 quilómetros quadrados de território ucraniano desde o início do ano, reivindicou hoje o Ministério da Defesa da Rússia...

𝟭𝟵 𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 - 𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗔 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... O PAIGC sente-se honrado por ser ator maior da libertação e da independência da Guiné-Bissau e vai continuar a lutar pela preservação do legado de Cabral e dos seus camaradas: unidade, liberdade e democracia.

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𝗦𝗘𝗧𝗘𝗠𝗕𝗥𝗢 𝗩𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗢𝗦𝗢 

Por  PAIGC 2023

Defesas russas abatem 344 drones no segundo dia da votação das eleições... As defesas antiaéreas russas anunciaram ter abatido durante a madrugada de hoje 344 drones ucranianos na parte europeia da Rússia e na Sibéria, onde decorre o segundo dia da votação das eleições legislativas.

© Lusa   19/09/2026 

Os aparelhos não tripulados foram abatidos em 16 regiões, 15 delas no continente europeu, segundo o boletim de guerra do Ministério da Defesa russo.

Entre estas estão Moscovo, Leninegrado, Krasnodar ou o Daguestão (Cáucaso), as regiões fronteiriças de Belgorod, Briansk e Kursk, e a siberiana de Iamalo-Nenets, que alberga grandes jazidas de petróleo e gás.

Russos e ucranianos não acordaram uma trégua de 72 horas por ocasião das primeiras eleições parlamentares de toda a guerra, pelo que, em regiões ucranianas anexadas como Donetsk, a maioria dos eleitores votou antecipadamente.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo adiantou que Moscovo atacou um centro logístico a 41 quilómetros de Kyiv, utilizado para armazenar os fornecimentos militares provenientes de países europeus, além de bombardeamentos contra alvos em outras regiões do país vizinho.

A Rússia realiza hoje o segundo de três dias das eleições para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da "oposição sistémica", que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados. A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal. No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do partido ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de 'russificação forçada' na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kyiv, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou a lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções à Rússia e ao Irão e permite impor tarifas até 100% a países que comprem energia russa.

Aratificação foi anunciada na sexta-feira, dois dias depois de a Câmara dos Representantes norte-americana aprovar o amplo pacote de sanções contra as autoridades e a economia russas, visando privar o Presidente Vladimir Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia...

Guiné-Bissau: PAIGC celebra 70 anos com eventos em Lisboa e outros locais fora do país

Por  correiodamanhacanada.com/ Lusa  Setembro 19, 2026

Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) – O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) assinala hoje 70 anos da sua fundação com as celebrações centradas em Lisboa e noutras latitudes fora do país, disseram à Lusa fontes do partido.

A Casa do Alentejo, entre o Rossio e a praça dos Restauradores, em Lisboa será palco central das comemorações que devem decorrer durante toda a manhã de hoje, 19 de setembro, nas quais são aguardadas as presenças de dirigentes históricos do PAIGC, académicos, investigadores, jovens e representantes de “forças políticas amigas”.

São aguardadas as presenças de representantes em Portugal do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e do PCP (Partido Comunista Português).

O presidente do PAIGC, atualmente em Portugal, desde que saiu da prisão, onde foi colocado em duas ocasiões desde novembro, na sequência de um golpe de Estado militar na Guiné-Bissau, deverá proferir o discurso de encerramento do evento.

“Com esta mobilização, o PAIGC reafirma o seu compromisso de honra em manter viva a memória histórica, servindo de elo entre os veteranos da luta de libertação, as novas gerações e a diáspora na construção de uma sociedade de justiça, paz e progresso”, lê-se num documento enviado à Lusa pela coordenação das festividades.

O documento assinala ainda que as comemorações ocorrem num cenário político “particularmente complexo” e adverso na Guiné-Bissau marcado por um clima de “forte perturbação institucional pontuado por “perseguições, detenções arbitrárias sem acusação formal contra dirigentes, incluindo o presidente do partido, Domingos Simões Pereira”.

As comemorações, que deverão também acontecer noutros países, inclusive na Guiné-Bissau, embora em menor escala, realizam-se sob o lema:”PAIGC 70 Anos de Unidade e Luta, a nação reconhece, a história confirma e o futuro exige!”, assinala o documento enviado à Lusa.

Estão previstas atividades culturais durante as celebrações na Casa do Alentejo.

A comissão organizadora dos 70 anos lamenta que o efeméride aconteça sob a ameaça do encerramento da sede nacional e das delegações regionais do PAIGC por ordens do Alto Comando Militar protagonista do golpe de Estado de novembro passado.

O Alto Comando Militar deu sete dias ao PAIGC e a outras forças políticas para retirarem as respetivas sedes para uma distância de 500 metros das instalações dos órgãos de soberania, hospitais, embaixadas, quartéis e esquadras da polícia.

A sede nacional do PAIGC situa-se a escassos metros do palácio da República em Bissau.

Além da ameaça de encerramento da sede nacional, que o partido contestou com a alegação de que o imóvel constitui propriedade privada que lhe pertence, a comissão organizadora dos 70 anos em Portugal denuncia a proibição de atividades políticas e cívicas impostas pelos militares e enaltece a “resiliência” de Domingos Simões Pereira, “perante as adversidades”.

“Apesar destas restrições, o líder do partido, o engenheiro Domingos Simões Pereira, continua a afirmar-se como uma referência política incontornável na defesa da legalidade democrática e na continuidade do projeto fundacional da nacionalidade guineense e cabo-verdiana”, destaca o documento do partido.

Fundado em 19 de setembro de 1956 por “figuras pioneiras e visionárias” como Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Elisée Turpin, Fernando Fortes e Júlio Almeida, o PAIGC “consolidou-se como um dos movimentos de libertação mais importantes do século XX” e o condutor de uma das lutas anticoloniais mais bem-sucedidas do continente africano, sublinha o documento das celebrações dos 70 anos do partido.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e avançaram com uma nova Constituição, que reforça os poderes do chefe de Estado.

A oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas marcadas pelos militares para 06 de dezembro.

* A delegação da Agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância *

VM/APL

Lusa/Fim


Leia Também: 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢.

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se, em formato virtual, no dia 17 de setembro de 2026, sob a presidência do camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, marcada, nomeadamente, pela recusa do Comando Militar e do Governo de Transição em autorizar a retoma plena da atividade política e a reabertura das sedes dos partidos, bem como pela tentativa de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional...


Trump anuncia acordo sobre "segurança" da Gronelândia, Dinamarca confirma... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com a Dinamarca e a Gronelândia que dá aos EUA o "controlo permanente" sobre a segurança da Gronelândia, banindo a presença militar ou investimentos sensíveis de países "adversários". Copenhaga confirmou que o acordo deverá ser assinado na próxima semana.

© Leon Neal/Getty Images   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  19/09/2026 

Donald Trump anunciou na sexta-feira um acordo com a Dinamarca e a Gronelândia que dá aos Estados Unidos "controlo permanente sobre a segurança" da Gronelândia, banindo também neste território dinamarquês qualquer presença militar ou investimentos sensíveis de países "adversários". Copenhaga já confirmou que o acordo deve ser assinado na próxima semana.

Numa publicação na sua própria rede social, a Truth Social, o presidente norte-americano apontou que "os Estados Unidos da América assinaram um acordo com o Reino da Dinamarca e a Gronelândia que confere aos Estados Unidos um controlo permanente sobre a segurança - e todas as outras necessidades - na Gronelândia, atendendo plenamente a TODAS as nossas inúmeras preocupações", acrescentando que o acordo não terá "nenhum custo" para os EUA.

"Além disso, a partir de agora, nenhum adversário dos EUA poderá, em caso algum, ter uma base ou presença militar na Gronelândia, nem realizar investimentos sensíveis no território, sem a nossa aprovação expressa por escrito", adiantou ainda na mesma nota. 

"Durante mais de 100 anos, os presidentes reconheceram a importância estratégica da Gronelândia, mas NENHUM deles conseguiu fazer alguma coisa a esse respeito. Orgulho-me de ser o presidente que resolveu de forma permanente e definitiva esta situação tão importante. Trata-se de um acordo de 'vigência perpétua'; não há prazo para terminar!", enalteceu.

Na sua publicação, Trump afirmou ainda que Washington "iniciará imediatamente o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na parte apropriada da Gronelândia", onde "existem muitas áreas adequadas", trabalhando com o povo da Gronelândia "no seu desenvolvimento e construção". 

"Esta é uma excelente solução para os Estados Unidos da América, a Dinamarca, a Gronelândia e todos os nossos aliados. Esperamos trabalhar com os maravilhosos povos da Dinamarca e da Gronelândia em prol de um futuro magnífico para esta vasta e altamente estratégica extensão de terra. Zelaremos por ela com o máximo cuidado! É o concretizar de um sonho para os Estados Unidos da América - um sonho muito importante, histórico e especial", vincou ainda Trump.

Por sua vez, um responsável do Departamento de Estado afirmou sob anonimato que o acordo garante que a China e a Rússia "não poderão instalar bases militares" ou enviar tropas para a Gronelândia, estabelecendo "mecanismos para impedir qualquer investimento em setores sensíveis".

O acordo, adiantou o mesmo responsável, confere "explicitamente aos Estados Unidos plena capacidade de agir na Gronelândia conforme considerem necessário para garantir a segurança e a defesa do continente americano" e permite aumentar o número de bases norte-americanas no território "conforme a necessidade".

Dinamarca e Gronelândia reagiram: "Perspetiva de um bom acordo"

"Saúdo a perspetiva de um bom acordo para a Gronelândia, o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos", declarou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em comunicado, após um anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump.

O acordo "reforça a nossa segurança comum no Ártico e no Atlântico Norte e é, por isso, benéfico para a NATO e para a Europa", declarou Frederiksen.

Copenhaga informou que a assinatura está prevista para a próxima semana, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Por sua vez, o chefe do Governo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, saudou o acordo "que garante e reforça a segurança da Gronelândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança Ocidental".

"O acordo reconhece os interesses da Gronelândia e o nosso papel na cooperação internacional. Isto beneficia-nos a todos", garantiu.

Trump ameaçou no ano passado tomar o controlo da Gronelândia

De recordar que Trump ameaçou por diversas vezes no ano passado tomar o controlo da Gronelândia, não excluindo mesmo o recurso à força, gerando alarme na Dinamarca e entre aliados da NATO.

Após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos, Trump anunciou em janeiro ter "formado a estrutura" de um futuro acordo sobre a Gronelândia e retirou a ameaça de tarifas anteriormente feita a países que apoiassem a Dinamarca no diferendo.

Um acordo de defesa de 1951 ao abrigo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e que está formalmente em vigor, rege a presença militar norte-americana na Gronelândia, prevendo inclusivamente vias para a expandir.

A Dinamarca mantém jurisdição soberana da Gronelândia, mas os Estados Unidos têm jurisdição exclusiva sobre as suas próprias instalações militares no território, onde operam a Base Espacial de Pituffik, que apoia alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial.

O pacto de defesa, atualizado pela última vez em 2004, já permite a Washington aumentar o destacamento de tropas na ilha, desde que as autoridades da Dinamarca e da Gronelândia sejam informadas antecipadamente.


Leia Também: EUA admitem ter perdido confiança nos resultados das missões de paz da ONU

Os Estados Unidos admitiram na sexta-feira que perderam a confiança de que as missões de paz da ONU, da forma como são atualmente concebidas e financiadas, produzam resultados proporcionais aos seus custos e à sua abrangência.

Num debate do Conselho de Segurança sobre as Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas, o diplomata norte-americano Jeffrey Bartos defendeu avaliações rigorosas das missões, responsabilização pelos resultados definidos e metas realistas e alcançáveis, focadas em funções de segurança que apoiem um plano político.

"As Nações Unidas estão atoladas em burocracia e processos — incluindo longas revisões e declarações — quando a resolução de conflitos exige, na realidade, adaptações concretas e oportunas. As operações de manutenção da paz não são exceção", defendeu Bartos, argumentando que a "diplomacia decisiva, apoiada por poder de influência real, é o que de facto põe fim às guerras"...

DONALD TRUMP afirma que filho reembolsará oligarca russo por gastos no casamento... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou sexta-feira que o filho garantiu que reembolsará o oligarca russo ligado ao Kremlin que custeou as festividades do seu casamento.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   19/09/2026 

"Quando ouvi esta história, perguntei sobre o assunto. E ele disse: 'Não, papá, vou reembolsar'", declarou o Presidente.

Trump afirmou também que a contribuição em causa era "autorizada".

A mulher de Donald Trump Jr. confirmou na segunda-feira que a festa de casamento de ambos foi parcialmente financiada por Umar Kremlev, oligarca russo que apresentou como um "querido amigo".

"Muito generosamente [Kremlev], ofereceu-nos duas noites incríveis de celebração APÓS o nosso casamento", refere uma publicação no Instagram de Bettina Trump, assinada pelo casal.

Segundo o ProPublica, site de jornalismo de investigação sem fins lucrativos, Kremlev, que preside à Associação Internacional de Boxe, financiada pela gigante energética russa Gazprom, "arcou com centenas de milhares de dólares em despesas do casamento", incluindo o aluguer de uma das duas ilhas privadas onde se realizou a festa de três dias e um espetáculo de fogo de artifício.

Os pagamentos vieram de uma entidade do Dubai afiliada à agência de boxe, informou o site, citando registos analisados e entrevistas com três pessoas.

"É lamentável que algo tão pessoal e feliz possa ser reinterpretado como algo político ou sinistro simplesmente por causa de quem alguém é ou de onde vem. A amizade não exige um motivo político. A generosidade não é automaticamente acompanhada por uma agenda oculta. E, por vezes, um presente de casamento é simplesmente um presente de casamento", refere a publicação.

O procurador-geral norte-americano, Todd Blanche, nomeado por Trump, recusou na terça-feira investigar os gastos do oligarca russo, considerando que o pagamento foi "um presente" e que a questão já foi resolvida pelos envolvidos, embora a oposição democrata tenha começado a investigar o assunto no Congresso.

"O Presidente não sabe quem é esta pessoa. Acredito que outros membros da família não saibam quem é esta pessoa. O filho do Presidente disse que é um amigo muito próximo e que aceitou o presente no fim de semana do seu casamento", afirmou.

"Quando me pergunta se estou a investigar isto, a minha pergunta é: investigar o quê? Diz que esta pessoa é amiga de [Vladimir] Putin (Presidente russo), e nem sei se isto é verdade. É divertido falar sobre este assunto, mas acredito que as pessoas envolvidas na questão já se pronunciaram", acrescentou o procurador.

Kremlev tem antecedentes criminais sob um nome anterior, segundo o The Washington Post.

Como presidente da Federação Russa de Boxe, Kremlev presenteou Putin com uma luva de boxe de diamantes, e Putin concedeu-lhe uma prestigiada distinção estatal conhecida como Ordem do Mérito à Pátria.

Numa carta enviada na segunda-feira à chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o líder democrata da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, Robert García, exige uma série de documentos para esclarecer as informações reveladas pelo ProPublica.

"A estreita e opaca relação entre o filho de um Presidente dos Estados Unidos em exercício e um membro do círculo íntimo do ditador russo, Vladimir Putin, suscita graves preocupações em matéria de segurança nacional e corrupção pública", escreveu Robert García.

"É ainda mais inquietante que um oligarca russo tenha financiado, segundo foi noticiado, parte da luxuosa boda do proprietário de várias empresas que têm contratos com o Departamento de Defesa", acrescentou o congressista democrata, recordando que Donald Trump Jr. é coproprietário e um grande investidor em múltiplas empresas com contratos avultados com o Pentágono.

Trump Jr. já tinha sido alvo de escrutínio anteriormente devido aos seus laços com a Rússia. Durante a campanha de 2016, o seu encontro com a advogada russa Natalia Veselnitskaya foi visado por investigadores federais e do Congresso, para apurar se a campanha de Donald Trump tinha coordenado ações com a Rússia para interferir na eleição.

Em discussão terão estado informações potencialmente comprometedoras sobre a então adversária democrata de Trump, Hillary Clinton, parte dos esforços do governo russo para ajudar o pai de Trump Jr. a conquistar a Casa Branca.

A oferta do oligarca à família Trump surge numa altura em que a Rússia continua em guerra após a invasão da Ucrânia e em que Trump não conseguiu intermediar um acordo de paz prometido.


Leia Também: Procurador-geral dos EUA faz campanha republicana e gera polémica

A participação do procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, em ações da campanha republicana para as eleições intercalares reacendeu esta semana o debate sobre os limites entre política e Departamento de Justiça e a independência do órgão.

Blanche, antigo advogado do Presidente norte-americano, Donald Trump, e procurador-geral desde 10 de agosto, participou, desde que assumiu o cargo, em três ações de campanha do Partido Republicano para as intercalares de 03 de novembro próximo...

Cuba sofre o sétimo 'apagão' do ano em todo o país... Nas últimas semanas, os cortes duraram mais de 30 horas na capital, enquanto noutras províncias ultrapassaram 60 horas consecutivas.

Por  cmjornal.pt /Lusa   19 de setembro de 2026 

Cuba sofreu esta sexta-feira uma nova falha elétrica generalizada, a sétima desde o início do ano, num contexto de grave escassez de combustível na ilha, sob pressão de Washington.

"Houve uma falha total no sistema elétrico", informou o Ministério da Energia e Minas na rede social X, sem especificar a causa.

Trata-se da sétima falha nacional desde o início do ano e da décima segunda desde o final de 2024.

A ilha, com 9,4 milhões de habitantes, sofre cortes de eletricidade constantes devido ao estado obsoleto das suas centrais térmicas, cortes que se agravaram desde janeiro, quando os Estados Unidos da América impuseram à ilha um bloqueio petrolífero que complica o abastecimento de combustível às suas centrais e geradores de reserva.

Nas últimas semanas, os cortes duraram mais de 30 horas na capital, enquanto noutras províncias ultrapassaram 60 horas consecutivas.

Estas falhas afetam também o abastecimento de água e a rede telefónica em todo o país.

Havana atribui o estado da sua rede elétrica às medidas punitivas de Washington, enquanto os Estados Unidos sustentam que a responsabilidade recai sobre o governo cubano e a sua má gestão económica.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba tornaram-se bastante tensas desde o início do ano, principalmente após a captura por Washington do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado do governo cubano. Tanto mais que este país era o principal fornecedor de petróleo de Cuba.


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O número de soldados norte-americanos mortos na guerra contra o Irão é superior ao divulgado publicamente pelo Pentágono, noticiou o jornal The Washington Post.

O influente diário norte-americano, baseado em cinco responsáveis anónimos, aponta que houve pelo menos 22 baixas militares — mais quatro do que as que constam na base de dados pública do Pentágono, conhecida como Sistema de Análise de Baixas de Defesa (DCAS, na sigla em inglês).

Um sexto responsável terá acrescentado uma baixa a este número, elevando o total de mortos para 23, desde que as forças norte-americanas e israelitas iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro...

Coreia do Norte rejeita exigência da AIEA para abandonar programa nuclear... A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

© Korea Summit Press Pool/Getty Images      Por Executive Digest com Lusa   Setembro 19, 2026

A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

“Fechar os olhos à ameaça e à proliferação nuclear dos Estados Unidos e de outras forças hostis, ao mesmo tempo que se exige à Coreia do Norte que renuncie às suas armas nucleares, equivale a pedir-nos que renunciemos à nossa própria existência e ao nosso direito de viver”, afirmou Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, num comunicado.

A resolução foi aprovada na quinta-feira durante a 70.ª Conferência Geral da AIEA, em Viena.

O texto insta a Coreia do Norte a abandonar de forma completa, verificável e irreversível as suas armas e programas nucleares e a cessar todas as atividades nucleares, bem como a expansão das instalações destinadas à produção de material físsil, incluindo através do enriquecimento e reprocessamento.

As exigências da AIEA estão em linha com o relatório divulgado em agosto pelo organismo, que documenta uma nova expansão do programa nuclear norte-coreano, incluindo a construção de uma segunda instalação de enriquecimento de urânio em Yongbyon.

Kim Yo-jong recordou que o seu país abandonou a AIEA em 1994 e acusou a agência de ignorar a dissuasão alargada dos Estados Unidos em relação à Coreia do Sul e ao Japão, bem como os planos sul-coreanos para adquirir submarinos de propulsão nuclear.

“Garantir que a credibilidade da força nuclear não seja posta em causa em nenhuma circunstância é a questão mais importante para a segurança nacional da Coreia do Norte, que está constantemente exposta à ameaça nuclear das forças hostis”, acrescentou.

A responsável norte-coreana já tinha reafirmado na quinta-feira, num outro comunicado, que o estatuto nuclear da Coreia do Norte é “absoluto e irreversível”.


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O exército libanês acusou hoje as forças israelitas que ocupam o sul do país de atacarem um posto militar recentemente estabelecido no decurso das negociações de paz entre os dois países.

As forças libanesas relataram, segundo a agência France Presse (AFP), que os militares israelitas se aproximaram de um posto de observação, instalado em 10 de setembro em coordenação com os observadores que monitorizam o cessar-fogo entre as partes, e lançaram granadas atordoantes nas proximidades...

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

25 de Setembro de 2026 - Guardiãs da Natureza reúnem-se em Santarém

Guardiãs da Natureza reúnem-se em Santarém 

O Convento de São Francisco, em Santarém, acolhe, no dia 25 de setembro, o 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza, uma iniciativa organizada pela Business as Nature e coorganizado com o Município de Santarém, que conta com a UCCLA entre as entidades parceiras.

Sob o propósito de aproximar pessoas, territórios e futuros, o encontro dará a conhecer mulheres, projetos e parcerias que estão a contribuir para a transformação sustentável dos territórios, através da agricultura sustentável, da conservação da natureza, da inovação e do empreendedorismo.

A Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, irá moderar, pelas 17h50, o painel «Apresentação das Guardiãs da CPLP», que reunirá participantes de diferentes países de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Cabo Verde e Timor-Leste.

No âmbito deste painel, Ana Mariza Monteiro apresentará um dos resultados do projeto UCCLA/URB-ÁFRICA «Nosso Património, Nossa Riqueza» - uma ação de valorização do artesanato enquanto instrumento de sustentabilidade. Desenvolvido com o financiamento do Camões, I.P. e com a parceria da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, Associação Lantuna e Embaixada de Cabo Verde em Portugal/Centro Cultural de Cabo Verde, o projeto promove a valorização ambiental, cultural, social e económica do território e das suas comunidades.

A edição de 2026 conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro. O encontro conta com o apoio do ICNF, do Fundo Ambiental e do Crédito Agrícola, e com a parceria da UCCLA, da Escola Superior Agrária de Santarém e da CONFAGRI. Conta ainda com o patrocínio de Bonduelle e Componatura.

Convidamos todos os interessados a participar neste encontro de partilha, inspiração e construção de novas parcerias. As inscrições estão abertas em: https://forms.cloud.microsoft/e/RVeQt9sj2m

Programa do 4.º Encontro Nacional das Guardiãs da Natureza https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-09/Encontro-Nacional-Guardias-2026-Programa-Detalhado.pdf 

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

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ONU: Sucessão de Guterres: Rebeca Grynspan volta a ser a mais votada... A costa-riquenha Rebeca Grynspan foi novamente a candidata mais votada para o cargo de secretária-geral da ONU na terceira votação informal do Conselho de Segurança, realizada hoje, sendo seguida pela diplomata da Guiana, segundo fontes diplomáticas.

© Spencer Platt/Getty Images  Por  LUSA  18/09/2026 

De acordo com a agência espanhola EFE, Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu nove votos a favor, cinco contra e um "sem opinião".

Por sua vez, Carolyn Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU, recebeu oito votos a favor, seis contra e um "sem opinião".

Seguiram-se o ugandês Olara Otunnu, o atual chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi e o ex-presidente senegalês Macky Sall.

Ainda por ordem de votos, surgiram a equatoriana María Fernanda Espinosa e a chilena Michelle Bachelet.

A ex-presidente chilena reconheceu há alguns dias que já sabe que não será eleita secretária-geral, pelo que a sua desistência da candidatura pode estar iminente.

A lista de candidatos é encerrada pela equatoriana Ivonne Baki, que, mais uma vez, não obteve nenhum voto a favor, recebeu 10 votos contra e cinco de "sem opinião".

Há dez anos, a eleição formal de António Guterres como secretário-geral da ONU ocorreu em meados de outubro, após várias rodadas de votação.

Cinco mulheres e três homens estão atualmente na disputa para suceder ao antigo primeiro-ministro português, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.

Outros candidatos ainda podem apresentar-se.

Durante a votação de hoje, que ocorreu à porta fechada e que representa apenas uma etapa no processo de seleção, os 15 membros do Conselho puderam atribuir anonimamente a cada candidato um voto a favor, contra ou "sem opinião".

Na primeira votação, que ocorreu em julho, a costa-riquenha tinha ficado em primeiro e, na segunda, que aconteceu em agosto, foi superada por Carolyn Rodrigues-Birkett.

Muitos países estão a pressionar para que uma mulher assuma a presidência da ONU pela primeira vez em 80 anos de história.

Para vencer o processo seletivo, que pode levar semanas, um candidato terá que obter o consentimento de pelo menos nove países, evitando o veto dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido).

O nome será então submetido à Assembleia-Geral, que, na prática, segue a nomeação do candidato recomendado pelo Conselho de Segurança.

Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.

A votação de hoje ocorre a poucos dias do Debate Anual da ONU, que começa na terça-feira em Nova Iorque, onde são esperados cerca de 150 chefes de Estado e líderes de todo o mundo.


Leia Também: ONU escolhe candidato proposto por Trump para Programa Alimentar Mundial

O secretário-geral da ONU e o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) anunciaram hoje a nomeação do norte-americano Luke Lindbergh, indicado pelo Presidente Donald Trump, para chefiar o Programa Alimentar Mundial (PAM).

Lindberg, atual subsecretário de Comércio e Assuntos Agrícolas Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, substituirá a também norte-americana Cindy McCain, informou o gabinete de António Guterres em comunicado...

Putin anuncia mais de 70 mil milhões de dólares em vendas de armas... A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), anunciou hoje o líder do Kremlin, Vladimir Putin, no dia em que começaram as eleições parlamentares russas.

Por  correiodamanhacanada.com  Setembro 18, 2026 

Moscovo, 18 set 2026 (Lusa) – A carteira de encomendas de exportação de armas da Rússia ultrapassou os 70 mil milhões de dólares (61 mil milhões de euros), anunciou hoje o líder do Kremlin, Vladimir Putin, no dia em que começaram as eleições parlamentares russas.

“Isto significa que a Rússia está a assumir, com segurança, uma posição de liderança no mercado global de armas”, declarou Putin durante uma cerimónia de entrega de prémios oficiais.

O Presidente russo ressalvou que este volume de exportações não impede Moscovo de satisfazer todas as necessidades das forças armadas, envolvidas há mais de quatro anos na invasão da Ucrânia, e das agências de segurança do país.

“Gostaria de realçar que as empresas da indústria de defesa aumentaram significativamente os seus volumes de produção desde o início da operação especial”, observou, referindo-se à designação assumida pelo Kremlin para a guerra no país vizinho.

Vladimir Putin afirmou que “a produção e o fornecimento de armas e munições, incluindo mísseis e projéteis de alta precisão, aumentaram mais de 22 vezes”.

Salientou ainda que a indústria militar está a fornecer drones ao exército de Moscovo sem interrupções e que a produção de dispositivos não tripulados “também aumentou várias vezes e, em alguns casos, dezenas de vezes”.

O anúncio do Presidente russo ocorreu no primeiro de três dias das eleições parlamentares para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

“A sua escolha e a sua determinação demonstrarão mais uma vez que milhões de pessoas apoiam os nossos combatentes, que somos um povo unido, ligado por valores partilhados, memória histórica e amor pela pátria”, declarou Putin à nação antes do se iniciar o processo eleitoral.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da “oposição sistémica”, que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins de voto separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados.

A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal.

No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do Yabloko ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou hoje a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de russificação forçada na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus “resultados sem sentido”, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia, em fevereiro de 2022.

O porta-voz da Comissão Europeia, Christian Wigand, classificou hoje a votação nas regiões controladas pela Rússia como “ilegal” e frisou a condenação do bloco comunitário à realização de “eleições fraudulentas”.

A União Europeia já aplicou mais de 20 pacotes de sanções a Moscovo devido à guerra na Ucrânia.

HB (PNG) // RBF

Lusa/Fim

Centenas de milhares no Irão dizem estar prontos para pegar em armas... Centenas de milhares de iranianos reuniram-se hoje em Teerão a declarar que estão prontos para pegar em armas, numa campanha militar organizada pelo Governo, a maior deste tipo na República Islâmica desde o início da ofensiva aérea israelo-americana.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por   LUSA   18/09/2026  

Segundo o relato da agência Associated Press (AP), largos milhares de manifestantes marcharam pelo centro de Teerão com uniformes militares e carregando bandeiras, jurando pegar em armas para defender o país dos ataques dos Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro, enquanto a assistência aplaudia, na presença de altos dirigentes da República Islâmica.

Durante vários dias, os meios de comunicação social estatais incentivaram os iranianos a juntarem-se a uma campanha de voluntariado militar, indicando que a formação com armas de assalto começaria em breve.

Os voluntários seriam uma camada adicional de segurança para a Guarda Revolucionária Islâmica, a força ideológica do regime, e para as milícias Basij, que desempenharam um papel central na repressão dos protestos antigovernamentais no início do ano, que resultou em milhares de mortos e detidos.

As estimativas variam sobre o número de pessoas que se voluntariaram para receber treino militar e defender o país, ou "aqueles que sacrificam as suas vidas pelo Irão".

O chefe da Guarda de Teerão, Hassan Hassanzadeh, disse à emissora estatal que mais de 600.000 pessoas se inscreveram para participar, sendo esperados mais de um milhão na formação.

Na manhã de hoje, segundo a agência de notícias Tasnim, mais de 300 mil pessoas estavam nas ruas de Teerão.

O novo responsável das milícias Basij, Hossein Taeb, declarou num discurso no início da manifestação que os voluntários estarão prontos para uma "defesa completa" e que concentrações semelhantes terão lugar noutras cidades em breve.

Os novos recrutas serão "um pesadelo" para os inimigos do Irão, prosseguiu Taeb, enquanto o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, os comandantes militares e vários outros altos dirigentes assistiam à marcha.

Alguns participantes pisaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e outros gritaram "Morte à América" e "Morte a Israel".

"Estou aqui para dizer ao [Presidente dos norte-americano, Donald], Trump que nós, iranianos, não temos medo das suas ameaças contra a nossa pátria", declarou Marzieh Afaghi, 24 anos, que assistiu ao protesto com o filho pequeno e o marido, acrescentando que "ninguém na história conseguiu invadir o Irão e lá permanecer."

O protesto foi também uma oportunidade para o Irão exibir o seu poderio militar.

Baterias antiaéreas estavam em exposição, enquanto membros femininas da Guarda Revolucionária, com lenços pretos na cabeça, se sentavam ao lado de metralhadoras montadas em camiões.

O Governo de Teerão tem procurado mobilizar a população e apelado para a unidade nacional, em pleno agravamento da economia nacional devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e novas sanções de Washington, após o colapso das negociações indiretas de paz.

A Guarda Revolucionária exibiu drones que têm sido utilizados contra navios comerciais no estreito de Ormuz, onde os ataques e ameaças militares iranianas afetaram gravemente o tráfego marítimo na passagem marítima que assegurava o transporte de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra.

O Irão alegou hoje ter atacado um petroleiro com bandeira do Togo, o "Trend", após uma "tentativa ilegal" de passar pelo estreito de Ormuz, informaram os órgãos estatais.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) relatou que um petroleiro foi atingido por um projétil, provocando um incêndio a bordo, entretanto extinto.

Numa atualização separada, o UKMTO indicou que as travessias de navios facilitadas pelos militares dos Estados Unidos na costa de Omã tiveram uma média de 24 por dia na última semana, mas o tráfego geral continua a ser cerca 90% menor em comparação com o período anterior à guerra.

A par da manifestação na capital, Governo iraniano criticou hoje a "propaganda grosseira" dos Estados Unidos, afirmando que Washington "parece pensar que as nações não têm memória nem capacidade de pensamento crítico".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, observou que os Estados Unidos tratam o mundo como se fosse "uma colmeia onde se espera que as mentes se desliguem, os olhos estejam fixos nos lábios de Washington e a sua narrativa seja engolida sem questionamento".

Numa publicação nas redes sociais, Baghaei acusou os Estados Unidos de travarem "uma guerra económica brutal, deliberadamente planeada para infligir o máximo de dor e sofrimento aos cidadãos iranianos".

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

No entanto, as partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.

A par do recomeço das hostilidades, os Estados Unidos anunciaram uma "guerra económica" que visa asfixiar o Irão, através de sanções a indivíduos e entidades que estabeleçam relações comerciais com a República Islâmica.

O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que a ameaça militar no estreito de Ormuz só será levantada em troca do fim da guerra em todas as frentes e do fim do bloqueio norte-americano.

Depois do estrangulamento do estreito de Ormuz, os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, colocaram também sob ameaça a navegação comercial de navios sauditas no mar Vermelho.


𝗠𝗔𝗜 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿𝗰̧𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗖𝗮𝗯𝗼 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲

Por Ministério da Administração Interna de Cabo Verde  18/09/2026.

O Ministro da Administração Interna, Carlos Sena, participou, esta manhã, num encontro de trabalho com o Ministro de Negócios Estrangeiros e das Comunidades, o Embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, o Embaixador do Senegal e o Embaixador da CEDEAO, dedicado à análise da situação de segurança e das preocupações manifestadas pelas comunidades da África Ocidental residentes em Cabo Verde.

O encontro acontece na sequência dos recentes episódios de criminalidade registados na cidade da Praia, nomeadamente o incidente ocorrido no dia 12 de setembro, no bairro de Tira Chapéu, que envolveu um cidadão guineense, bem como de preocupações relacionadas com a segurança da comunidade guineense no país.

Durante o encontro, o Ministro da Administração Interna reafirmou o compromisso do Governo em garantir a segurança de todos os cidadãos, independentemente da sua nacionalidade, condição ou origem, assegurando igualmente a proteção das comunidades estrangeiras que residem, trabalham, estudam ou visitam Cabo Verde.

Entre as medidas abordadas, foi destacada a necessidade de reforçar a segurança pessoal e residencial do Embaixador da Guiné-Bissau, na sequência de uma situação de perseguição de que terá sido alvo enquanto realizava exercício físico nas proximidades da sua residência.

O Ministro Carlos Sena sublinhou ainda a importância de uma abordagem integrada às preocupações apresentadas, incluindo questões relacionadas com as condições de vida e habitação das comunidades africanas residentes no país, bem como o processo de regularização e legalização de cidadãos estrangeiros em situação irregular, que está em curso e visa contribuir para uma melhor organização e gestão da presença migratória em Cabo Verde.

O Governo reafirma, assim, que a segurança é um direito de todos e uma responsabilidade coletiva, devendo ser assegurada através do reforço da prevenção, da proximidade, da cooperação institucional e do diálogo permanente com as comunidades.

Por sua vez, o Embaixador da Guiné-Bissau destacou a relevância do encontro e do diálogo estabelecido com as autoridades cabo-verdianas, salientando a necessidade de preservar a convivência, a segurança e as boas relações entre os dois povos.

Os representantes diplomáticos presentes consideraram igualmente importante o reforço dos mecanismos de diálogo e articulação com as autoridades cabo-verdianas, num espírito de cooperação e confiança.

O encontro reafirma o compromisso de Cabo Verde com a segurança, a proteção das pessoas, a convivência pacífica e o respeito pelos direitos de todos os cidadãos e comunidades residentes no país.