segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Portugal: Táxis no Aeroporto de Lisboa ganham preço fixo: Confira os valores... A partir de 15 de outubro, os táxis que saem do Aeroporto de Lisboa terão preços fixos. O valores são estipulados por zonas, confira aqui quais são os preços.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa  14/09/2026 

Já há um protocolo que fixa o preço nos táxis a partir do Aeroporto de Lisboa, o que na opinião da Associação Turismo de Lisboa (ATL) melhora a transparência do serviço e a experiência da chegada à capital e valoriza os profissionais. A medida aplica-se a partir do dia 15 de outubro. 

Afinal, quais são os preços? 

O sistema de vouchers emitidos pela Associação do Turismo de Lisboa organiza os destinos no concelho de Lisboa em duas zonas: nos dias úteis, entre as 07:00 e as 22:00, o preço é de 16 euros para a zona 1 e de 19 euros para a zona 2, incluindo o transporte de até quatro passageiros e a bagagem normalmente acondicionável.

Aos fins de semana, feriados nacionais e no período noturno, entre as 22:00 e as 07:00, os valores são de 20 ou 23 euros consoante seja para a zona 1 ou 2.

Para veículos com capacidade superior a quatro lugares, quando transportem efetivamente mais de quatro passageiros, o valor é de 20 euros para a zona 1 e de 23 euros para a zona 2. Aos fins de semana, feriados nacionais e durante o período noturno, os preços passam para 24 euros e 28 euros, respetivamente.

A zona 1 integra as freguesias de Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas, Beato, Lumiar, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Penha de França e Santa Clara.

A zona 2 abrange Ajuda, Alcântara, Arroios, Belém, Benfica, Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António, São Domingos de Benfica e São Vicente.

O preço indicado no voucher é fechado e definitivo, não sendo admitida a cobrança de suplementos adicionais.

O valor do serviço é definido e publicitado autonomamente pela Associação do Turismo de Lisboa e já se encontra em utilização.

A sua adoção no âmbito do protocolo tem natureza referencial e voluntária, não correspondendo a uma tarifa administrativamente fixada pelo Município de Lisboa.

Medida é "muito positiva"

"Consideramos muito positiva a implementação de um preço fixo para o serviço de táxi no Aeroporto de Lisboa. É uma medida que reforça a transparência, dá maior segurança ao visitante e contribui para uma experiência de chegada mais simples e previsível", sublinhou António Valle, diretor-geral da ATL, citado em comunicado.

Para António Valle, a adoção de um preço fixo nas viagens de táxi a partir do Aeroporto Humberto Delgado beneficia todos, desde os visitantes que chegam a Lisboa, os residentes que regressam a casa e os profissionais de táxi, "que passam a prestar um serviço assente em regras mais claras e numa relação de maior confiança com os passageiros".

O protocolo de Cooperação e Autorregulação para o Serviço de Táxi no Aeroporto Humberto Delgado, envolveu o município de Lisboa, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a Federação Portuguesa do Táxi (FPT), a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a ANA - Aeroportos de Portugal.

Para o responsável, a medida deve ser entendida "como parte de uma ambição mais ampla para o turismo em Lisboa", considerando que a qualidade da experiência de quem visita o destino "não começa no hotel ou nos locais turísticos, mas sim no momento da chegada".

"Lisboa é hoje uma das principais portas de entrada turística da Europa e temos a responsabilidade de garantir que quem nos visita encontra, desde o primeiro momento, qualidade, confiança e profissionalismo", sublinhou.

Segundo o responsável, a experiência turística começa no aeroporto e o organismo que representa quer que a mesma "comece bem", lembrando que não se pode "ambicionar um turismo de excelência sem garantir excelência à porta de entrada da cidade".

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa destacou também o impacto positivo da previsibilidade do preço para todos os passageiros, incluindo os residentes que regressam à cidade.

"Um preço previamente definido beneficia todos: o visitante que chega a Lisboa, o residente que regressa a casa e os próprios profissionais de táxi, que passam a prestar um serviço com regras mais claras e uma maior confiança por parte dos passageiros", frisou.

António Valle considera ainda que o protocolo valoriza o papel dos taxistas enquanto primeiro ponto de contacto de muitos visitantes com a cidade.

Coreia do Norte confirma lançamento de mísseis balísticos num "exercício de ataque"... A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”

Por  Cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa  14/09/2026  

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter realizado um “exercício de ataque” que envolveu unidades de artilharia e o lançamento de mísseis balísticos, depois de a Coreia do Sul ter reportado vários projéteis norte-coreanos de curto alcance, na sequência do fim de exercícios militares realizados em conjunto com os Estados Unidos e o Japão.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA indicou que, em 12 de setembro, sábado, teve lugar um “exercício conjunto de ataque com fogo de unidades de artilharia de longo alcance e mísseis, pertencentes a unidades combinadas de todos os níveis” do Exército do país asiático.

A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”. “Todos os sistemas demonstraram o enorme poder destrutivo do fogo ao atingir os alvos com uma precisão de 100%”, acrescentou a KCNA.

A confirmação das autoridades norte-coreanas surge depois de o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ter informado, no sábado, que detetou, por volta das 05:20 locais (20:20 GMT de sexta-feira), o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Japão, a partir da cidade portuária de Wonsan, no leste do país.

No dia anterior, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão concluíram exercícios militares com a duração de cinco dias, que reuniram “forças marítimas, aéreas, médicas e cibernéticas dos três países para um treino destinado a melhorar a coordenação, otimizar a interoperabilidade e reforçar a preparação defensiva trilateral”.

Esta semana, o ministro da Defesa norte-coreano, Kim Song-gi, ameaçou adotar contramedidas em resposta aos exercícios “Freedom Edge”, acusando Washington de realizar exercícios militares de forma contínua, segundo declarações divulgadas pela agência estatal KCNA.

Os exercícios decorreram conforme previsto, apesar de a Coreia do Sul e os Estados Unidos terem reduzido, no mês passado, o seu exercício anual “Ulchi Freedom Shield”, num contexto marcado pelo interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

ESTUDO: Mulheres são minoria em governos e chegam ao poder com maior exigência... Portugal teve apenas 15% de ministras nas últimas cinco décadas e as mulheres ainda "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", revela um estudo divulgado hoje.

© Lusa   14/09/2026 

Esta conclusão consta de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos intitulado "Quem Governa Portugal? Perfis ministeriais em perspetiva comparada", coordenado pelos investigadores António Costa Pinto e Marcelo Camerlo, que analisou os perfis de todos os ministros portugueses desde 1976 até 2025 e compara o caso português com outras democracias do sul da Europa, como Espanha, Itália e Grécia.

Num texto intitulado "Género e acesso ao poder executivo", da autoria de Edna Costa, conclui-se que "entre 1976 e 2025, dos 398 detentores de pastas ministeriais que integraram os governos inaugurais, apenas 60 eram mulheres (15%), contrastando com 338 homens (85%)".

"Esta disparidade, tanto em termos percentuais como em números absolutos, evidencia a persistente sub-representação feminina no acesso aos cargos executivos, mesmo num contexto de democratização e de crescente valorização da igualdade de género", lê-se no texto.

A análise revela que até 1985 verificou-se "uma ausência quase total de mulheres", ocorrendo a primeira nomeação com Leonor Beleza no X Governo liderado por Cavaco Silva, para a pasta da Saúde.

A partir deste ponto, observa‑se "um crescimento lento". Se em 1995, António Guterres regista "maior abertura à nomeação de ministras", e os governos de José Sócrates "aprofundam esta tendência, ultrapassando pela primeira vez os 30% em 2009", em 2011, Passos Coelho nomeia apenas duas ministras (18%).

Embora António Costa, em 2015, suba este número para quatro, a aproximação a um executivo paritário aconteceria apenas em 2019, altura em que, sob a liderança de Costa, o Governo torna-se o primeiro a ultrapassar o limiar de 40% e em 2022, alcança mesmo os 53% de representação feminina.

"Mais recentemente, os governos de Luís Montenegro (2024‑2025) mantêm valores elevados (41% e 37,5%), sugerindo uma possível consolidação, embora seja prematuro afirmar a durabilidade desta tendência", acrescenta a autora.

Outra das conclusões deste estudo é a de que as ministras possuem qualificações académicas superiores à dos ministros (50% com doutoramento versus 25% dos homens) e "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", sendo-lhes exigida maior especialização técnica para assumir um cargo governativo.

No que toca à distribuição de pastas, tendo em conta o período de 1976 até 2025, "as mulheres que detêm pastas ministeriais em Portugal estão mais concentradas em pastas periféricas e na área social".

"A presença feminina no núcleo estratégico do Governo — onde se concentram o poder decisório e os recursos orçamentais mais significativos — é residual, confirmando a persistência de barreiras no acesso ao centro governativo. Esta sub‑representacao nas pastas centrais limita substancialmente a capacidade de influência das mulheres ministras sobre as decisões estruturantes do executivo", lê-se no texto.

O estudo realça ainda outro fator determinante: entre as mulheres, a filiação partidária funciona como condição necessária para aceder ao núcleo duro do Governo, enquanto nas pastas periféricas mais de metade das ministras (53,7%) são independentes, recrutadas pelo seu capital técnico.

Exército israelita nega ter planeado ataque a Gaza que previa morte de 500 civis... O Exército de Israel classificou como "totalmente falsas" as acusações de que as suas forças planearam e executaram um ataque na Faixa de Gaza que previa cerca de meio milhar de vítimas civis.

Por  RTP/Lusa  14/09/2026 

O comunicado surgiu como resposta à divulgação, este domingo, nas redes sociais, de um excerto de 'NAZA' - o novo documentário dos realizadores de 'No Other Land', Yuval Abraham e Rachel Szor - em que um militar israelita, faz essa afirmação sob anonimato.

"Isso é totalmente falso. As Forças de Defesa de Israel (FDI) nunca planearam, aprovaram nem levaram a cabo um ataque em Gaza em que se previsse a morte de 500 civis ou de um número sequer próximo desse valor", declarou o Exército nas redes sociais.

O Exército israelita disse também que "não foi apresentada durante toda a guerra qualquer alegação credível que sugerisse que um ataque das FDI tenha causado um número de vítimas mortais sequer próximo desse número".

As forças israelitas criticaram os realizadores por "não terem forma de verificar esta afirmação, não existirem provas reais que a sustentem e, ainda assim, a terem publicado".

"Além disso, não é possível comprovar nem verificar de forma independente qualquer dado sobre o entrevistado, nem o seu serviço nem a sua função", argumentou o Exército israelita sobre o documentário, que se apoia em testemunhos de militares não identificados entrevistados para expor o uso de Inteligência Artificial (IA) em ataques contra civis em Gaza.

"Nunca se planeou, aprovou ou executou qualquer ataque desse tipo e, no entanto, esta é a afirmação que os realizadores escolheram para promover o seu filme. Julguem o resto em conformidade", concluiu o Exército.

Na sequência referida pelas FDI, um militar israelita descreve o funcionamento da NAZA, nome da IA que dá título ao documentário e que é um acrónimo militar derivado do termo hebraico `nezek agavi`, usado pelas tropas para indicar o número de civis que se prevê morrerem num ataque aéreo como dano colateral.

Esboçando numa caderneta o funcionamento do sistema, o militar afirma que este não faz "qualquer distinção" entre menores e adultos e que "alguns bombardeamentos mataram 20, 30 e até 300 pessoas".

Questionado sobre o ataque mais mortal, disse não saber "quantos morreram na realidade, porque nunca foi avaliado, mas houve uma aprovação uma vez para matar 500".

O documentário - produzido pelo jornal The Guardian - é candidato ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, tendo recebido a ovação mais longa alguma vez registada da história do festival para uma estreia, quase 25 minutos.

Em 80 minutos, o documentário analisa a campanha de ataques sistemáticos de Israel no enclave palestiniano através do testemunho de 24 oficiais e soldados de Inteligência, que detalham estratégias de espionagem telefónica e sistemas de IA para identificar alvos.

Segundo denunciam os realizadores, este mecanismo funciona como um sistema em larga escala que provoca deliberadamente a morte de centenas de civis colaterais num único ataque.

domingo, 13 de setembro de 2026

Radicais iranianos sabotaram acordo de paz de Teerão com Trump, diz NYT... Radicais iranianos sabotaram o acordo de paz de Teerão com o Presidente dos Estados Unidos ao lançarem um ataque não autorizado contra um navio no Estreito de Ormuz, violando o cessar-fogo acordado, noticiou hoje o New York Times.

© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  13/09/2026 

Segundo o jornal norte-americano, que cita responsáveis do Irão, uma fação iraniana mais conservadora está por trás do ataque a uma embarcação com bandeira do Qatar no Estreito de Ormuz, a 7 de julho, sem o conhecimento do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ou do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi.

O artigo, baseado em fontes anónimas, afirma que grande parte da liderança do país desconhecia que uma fação radical tinha decidido agir por conta própria, o que contribuiu para o colapso das negociações com a administração de Donald Trump, que reimpôs o bloqueio naval ao Irão a 14 de julho, após os ataques.

"Estes esforços clandestinos frustraram o ímpeto dos pragmáticos mais moderados no Irão para conseguir o fim das hostilidades com os Estados Unidos e a recuperação da debilitada economia do país", indica o texto, citado pela agência noticiosa espanhola EFE e que tem por base testemunhos de cinco altos funcionários iranianos e dois membros da Guarda Revolucionária.

O diário alega que os radicais tiveram sucesso, em parte, porque o novo Líder Supremo, o ayatollah Mojtaba Khamenei, a única figura com autoridade para resolver tais disputas, não aparece em público desde março.

A notícia surge no mesmo dia em que o Presidente Trump declarou que os Estados Unidos "sairão" do Irão "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo", depois de, no sábado, ter afirmado que a guerra terminaria após as eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro.

A atual fase do bloqueio dos EUA ao Irão começou a 14 de julho, a pedido de Trump, quando terminou o acordo de cessar-fogo que tinha assinado com a República Islâmica a 17 de junho em resposta aos persistentes ataques de Teerão a navios no Estreito de Ormuz.

Cerca de 20% dos hidrocarbonetos a nível mundial passavam pelo Estreito de Ormuz antes do início do conflito, no final de fevereiro, desencadeado por ataques israelo-americanos contra Teerão.

Na sequência disso, o Irão lançou ataques contra as ricas monarquias petrolíferas aliadas de Washington e reivindicou o controlo do estreito, levando os Estados Unidos a impor, em retaliação, um bloqueio dos portos iranianos.



Leia Também: Adiada reunião entre Irão e países do Golfo prevista para segunda-feira

Omã anunciou hoje o adiamento da reunião prevista para segunda-feira entre o Irão e os países do Golfo sobre o futuro do estreito de Ormuz, rota marítima estratégica há meses bloqueada devido à guerra entre Washington e Teerão.

"Foi decidido adiar para uma data posterior a reunião regional que deveria ter lugar na segunda-feira em Salalah, a fim de criar as condições propícias a um diálogo construtivo", anunciou a agência noticiosa oficial de Omã, a ONA...


GUINÉ-BISSAU: TRABALHADORES DOMÉSTICOS DAS ESCOLAS RECUSAM REGRESSAR ÀS ESCOLAS SEM SALÁRIOS... A Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau afirma que os auxiliares de limpeza e segurança das escolas não regressarão ao trabalho enquanto não receberem os salários em atraso.

Por  Rádio Sol Mansi  / Radio TV Bantaba     13. 09. 2026 

Os associados da Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau confirmam que não vão retomar o trabalho nas escolas sem o pagamento dos salários em dívida.

A posição foi anunciada esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, após a divulgação do encerramento do ano letivo 2025/2026 e da abertura do novo ano escolar 2026/2027.

Quinta Ialá defende que o Ministério da Educação deve incluir as preocupações do pessoal menor nas negociações, para que os seus direitos sejam debatidos em igualdade com os restantes trabalhadores.

Entretanto, o presidente da associação, Sene Bacai Cassamá, lamenta que o relatório do ano letivo tenha ignorado a situação dos auxiliares de limpeza e dos agentes de segurança das escolas.

Segundo Sene Bacai Cassamá, estes trabalhadores não receberam qualquer salário durante todo o ano letivo findo e, caso a dívida não seja regularizada, a associação poderá avançar com ações de reivindicação.

A Associação considera que a falta de uma política de proteção para os auxiliares de limpeza e segurança agrava a precariedade destes profissionais e apela ao Governo para liquidar, com urgência, os salários em atraso antes do início do novo ano escolar.

SUÉCIA: Sociais-Democratas suecos disponíveis para coligações à esquerda ou centro... Os Sociais-Democratas venceram hoje as eleições legislativas na Suécia, mas com votação muito fragmentada que torna incerto o cenário de governação, tendo a sua líder declarado já disponibilidade para coligações à esquerda ou ao centro.

© Jonas EKSTROMER / TT News Agency / AFP via Getty Images / Sweden OUT   LUSA  13/09/2026 

"Nós Sociais-Democratas estaremos sempre prontos a assumir a nossa responsabilidade pelos resultados", disse a líder social-democrata, Magdalena Andersson, reafirmando a disponibilidade para diferentes coligações que garantam a não recondução da coligação de direita atualmente no Governo.

Com cerca de 85% dos votos apurados, os Sociais-Democratas, de centro-esquerda, estão à frente com 28% dos votos. Apesar da queda de cerca de 2,4% (resultados preliminares), o partido de centro-esquerda vence em termos individuais.

No global, o conjunto da oposição (Sociais-democratas, Partido da Esquerda, Verdes e Partido do Centro) tem, no momento, 175 mandatos, contra 174 dos partidos de Governo (Moderados, Liberais e Democratas-Cristãos, que têm apoio dos Democratas Suecos).

A incerteza proporcionou uma longa noite eleitoral no Hotel Radison, no centro de Estocolmo, onde se reuniram os Sociais-Democratas.

Os resultados preliminares foram oscilando ao longo da noite, com 175 e 174 mandatos distribuídos para cada lado alternadamente: ora o conjunto do Governo tinha mais um mandato, ora tinha a oposição. Na casa dos Sociais-Democratas foi-se festejando consoante o resultado do momento, numa noite de grande incerteza.

Magdalena Andersson, recebida em grande festa pelos militantes, reafirmou o programa trabalhista do partido: "Aqui deveremos ter boas condições, bons salários (...). O movimento trabalhista sueco vai de encontro ao futuro, juntos".

Há várias combinações possíveis para levar Magdalena Andersson à liderança do Governo. Os sociais-democratas têm-se mostrado disponíveis para se juntarem a partidos à sua esquerda, mas também ao centro.

A antiga primeira-ministra aconselhou, contudo, cautela: "Agora devemos esperar pelos resultados finais".

Na casa dos Moderados, do primeiro-ministro Ulf Kristersson, o líder deixou uma mensagem à oposição: "Os três partidos à esquerda falharam, mais uma vez, em reunir uma maioria no parlamento sueco".

O partido de Kristersson atingiu os 19,9%, em resultados preliminares ao final da noite de domingo. O actual chefe de Governo disse que respeitará os resultados e a vontade de Magdalena Andersson se a antiga primeira-ministra "quiser tentar juntar os Verdes, o Partido da Esquerda e o Partido do Centro numa mesma solução de Governo", mas lembrou as dificuldades destas constelações governativas, pelas linhas vermelhas que cada partido tem em relação a outros.

"Não tenho pressa. É mais importante fazer bem, do que fazer rápido", disse sobre as negociações que se aproximam.

Entre os Democratas Suecos, da direita radical nacionalista, o ambiente esteve em baixo toda a noite após a saída das primeiras projecções, de acordo com a cobertura da televisão pública sueca. No entanto, o líder Jimmie Åkesson mostrou-se optimista.

"Nesta eleição fomos vencedores, porque há muito mais pessoas neste país que já não têm vergonha de dizer que são Democratas Suecos, que têm orgulho de o dizer", disse Åkesson em reacção aos resultados preliminares que colocam o seu partido em terceiro lugar com 17,7%.

"Nós ainda temos possibilidade de ganhar", disse Åkesson, que tem um acordo com o actual primeiro-ministro em que, caso os partidos hoje no Governo ganhem, os Democratas Suecos deverão fazer parte do executivo.

À esquerda houve também motivos de celebração. "Amigos, conseguimos!", disse a líder do Partido da Esquerda, Nooshi Dadgostar. "Nós fomos o partido que mais cresceu", comentou sobre os 8,1% que obteve, no momento em que cerca de 85% dos votos estavam apurados. "Faremos todos os possíveis para dizer adeus a Tidö", prometeu.

O Partido do Centro obteve também um melhor resultado do que em 2022: 7,1%. A líder dos centristas, Elisabeth Thand Ringqvist, mostrou-se feliz e satisfeita com o resultado, mas sublinhou que o cenário final é "muito incerto".

"Os extremos não devem dominar o Governo", disse ainda. "os que votaram em nós, votaram numa política de centro", acrescentou, prometendo que os centristas terão uma atitude "construtiva" nas negociações que agora se seguem.

Entre os Democratas-Cristãos, um dos partidos no Governo, Ebba Busch agradeceu ao actual primeiro-ministro e traçou as prioridades para uma eventual reeleição: "Energia nuclear, imigração, luta contra a criminalidade, economia [...] Este é mandato que o povo sueco nos deu".

A líder dos Democratas-Cristãos tinha dito, poucos dias antes do dia das eleições, que caso o Governo Tidö caísse, os Democratas-Cristãos seriam oposição, o que quer dizer que não farão parte de uma outra solução de Governo que não a actual.

Também os Verdes tiveram uma noite feliz: "Estas foram umas boas eleições para nós", disse Daniel Helldén, um dos dois porta-vozes do partido, reagindo aos 6,1% preliminares, um aumento de 1% face às últimas eleições e um resultado histórico para o partido. Helldén e a co-porta-voz Amanda Lind falaram aos militantes em ambiente de festa e deram a entender querer ser parte de uma solução de governo.

No fundo da lista, com 5,4% ao final da noite, os Liberais seguram a representação parlamentar, que necessita de um mínimo de 4%. "Isto é histórico", disse Simona Mohamsson em reacção aos resultados. "Votaremos não a Magdalena Andersson como primeira-ministra", disse, acresentando: "Mais quatro anos", aludindo à manutenção do actual Governo de coligação de que os Liberais fazem parte, juntamente com os Moderados e os Democratas-cristãos.

Os resultados finais poderão ainda levar alguns dias a ser anunciados. Com base nesses números, os partidos irão para negociações para formar Governo.


Leia Também: Extrema-direita sobe 12 pontos percentuais nas eleições da Baixa Saxónia

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) subiu quase 12 pontos percentuais nas eleições regionais de hoje no estado da Baixa Saxónia, noroeste do país, onde ocupa agora o terceiro lugar.

Estas eleições eram consideradas um barómetro após a vitória do partido na semana passada no estado da Saxónia-Anhalt.

De acordo com os cálculos da Infratest Dimap, baseados nos resultados preliminares das eleições municipais e distritais, a União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, manteve-se como o partido mais votado na Baixa Saxónia, embora tenha descido quatro pontos percentuais, para 27,7%.

O Partido Social-Democrata (SPD) ficou em segundo lugar, também com uma descida de 5,5 pontos percentuais, para 24,5%....

Guiné-Bissau: Será maldade ou negligência do governo?🇬🇼🚨... A Ilha de Bubaque é conhecida por fornecer um dos melhores pescados do nosso país. Mas como é possível que os seus cidadãos ainda careçam de uma alimentação saudável?

Por  Djamilatú Bá   Digital Mídia Global TV    13 de setembro de 2026       

Nos últimos tempos, os moradores de Bubaque têm sofrido com a carência de pescado. Segundo relatos, pescadores e mulheres vendeiras acabam transferindo todo o pescado de melhor qualidade para fora da ilha, deixando para a população local apenas o que é menos consumido.

A constatação é da responsável de Relações Públicas da DMG TV, que se encontra neste momento em Bubaque. Ela conversou com alguns pescadores e mulheres vendeiras para entender a origem da carência local.

Em entrevista exclusiva, as mulheres vendeiras e os pescadores lamentam a falta de poder de compra por parte da população local. Por esta razão, preferem, muitas das vezes, transferir o pescado para o mercado da cidade de Bissau, onde conseguem melhores preços.

Por outro lado, a população lamenta profundamente a subida exorbitante do preço do pescado. Trata-se de uma comunidade que vive numa zona onde o poder de compra é baixo.

Mas de quem é a culpa? Dos pescadores, das vendeiras ou do governo que não fiscaliza? São esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença na vida quotidiana da população local.

GUINÉ-BISSAU. PORTA-VOZ DO PAIGC: “LIDERANÇA PARTIDÁRIA DO PRIMEIRO-MINISTRO LEVANTA DÚVIDAS SOBRE A TRANSPARÊNCIA ELEITORAL”

Por: Assana Sambú    JORNAL ODEMOCRATA  13/09/2026  

O porta-voz do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Muniro Conté, afirmou que a liderança partidária do primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, suscita dúvidas quanto à transparência e à imparcialidade do processo eleitoral previsto para dezembro deste ano.

Em entrevista ao jornal O Democrata, o dirigente político observou que a criação do Partido Popular Guineense (PPG), liderado pelo chefe do Governo e ministro das Finanças, contraria a prática observada em anteriores períodos de transição política no país.

“A criação do Partido Popular Guineense (PPG), tendo à testa o titular de um órgão de soberania, vem contrariar aquilo que tem sido a lógica e a realidade das transições políticas no país, nas quais as autoridades instituídas não têm participado nas disputas, em resposta ao desígnio de assegurar a transparência e a justeza do processo”, afirmou.

Muniro Conté questionou ainda as garantias de igualdade entre os diferentes concorrentes.

“Quem nos garante que um primeiro-ministro e ministro das Finanças, liderando um partido, não irá usar a sua influência política e financeira para angariar militantes?”, interrogou.

As declarações foram feitas em entrevista ao semanário O Democrata, numa reação aos resultados do referendo realizado a 30 de agosto e às recentes declarações do enviado especial da União Africana para a Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, sobre a eventual reabertura do espaço político.

Para o dirigente do PAIGC, a possibilidade de levantamento das restrições à atividade política ocorre num contexto que considera coincidente com a emergência de uma nova força partidária liderada pelo atual primeiro-ministro.

No entendimento do partido, Ilídio Vieira Té não deveria assumir a liderança de um projeto político durante o período de transição.

“É uma situação que pode ser comparada à de alguém que é árbitro e jogador ao mesmo tempo”, resumiu.

PAIGC denuncia “referendo-farsa” e mantém abertura ao diálogo político

Muniro Conté afirmou que o PAIGC considera o referendo realizado em 30 de agosto uma “farsa” e classificou o processo como “mais um golpe de Estado”. Apesar disso, garantiu que o partido continua disponível para participar num diálogo inclusivo com as autoridades de transição.

“Perante este processo fraudulento, não nos resta outro posicionamento que não seja o de rejeição ou de não reconhecimento do referendo. No entanto, continuamos abertos ao diálogo, como já manifestámos por várias vezes, sem resposta do regime. Defendemos que apenas através de um diálogo inclusivo e participativo será possível encontrar soluções duradouras para a crise”, declarou.

O porta-voz criticou os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), alegando que os números anunciados não refletem o que, segundo afirma, se observou durante a votação.

“Pese embora as ilegalidades, irregularidades e vícios decorrentes do processo, assistimos a uma resposta categórica dos eleitores, que boicotaram massivamente o referendo. Em contradição com essa realidade, surgiu um anúncio de resultados que não corresponde ao ambiente vivido no dia da votação”, afirmou.

Na sua opinião, os partidos políticos e o eleitorado foram afastados de mecanismos de fiscalização que poderiam reforçar a credibilidade do processo.

“É, no mínimo, contraproducente que um Conselho Nacional de Transição que se arroga falar em nome do povo exclua esse mesmo povo de um processo tão sensível como a revisão constitucional”, criticou.

PAIGC considera ilegais restrições às atividades políticas

Relativamente ao processo de regularização dos partidos políticos e às restrições impostas à atividade partidária, Muniro Conté considerou que as medidas constituem uma limitação indevida dos direitos e liberdades fundamentais.

“Colocaram a Guiné-Bissau muito mal na fotografia, se não mesmo na órbita dos regimes ditatoriais”, afirmou.

Segundo o dirigente, a interdição de reuniões políticas, conferências de imprensa e outras atividades partidárias enfraqueceu o Estado de Direito Democrático.

“Num país em que os partidos políticos e a imprensa livre veem os seus direitos limitados, torna-se difícil falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático”, defendeu.

Referindo-se à situação da sede nacional do PAIGC, Conté afirmou que o partido dispõe de suporte legal que sustenta o direito de utilização do edifício.

“Não vamos implorar para não sermos despejados. Existe um Boletim Oficial de 30 de agosto de 1991 que publica o decreto que cedeu, a título gratuito, o edifício onde funciona a sede nacional do PAIGC”, declarou.

Na sua perspetiva, qualquer eventual revisão jurídica da matéria não deveria conduzir à perda da sede partidária.

Sobre a anunciada reabertura do espaço político, considerou que a decisão peca por tardia.

“Há muito que deveria ter sido tomada esta medida. Aliás, entendemos que estas restrições nunca deveriam ter existido”, sustentou.

PAIGC acusa CEDEAO e União Africana de inação perante a crise

Questionado sobre o papel da comunidade internacional na promoção de um processo político inclusivo na Guiné-Bissau, Muniro Conté distinguiu as diferentes organizações envolvidas.

Segundo afirmou, a União Europeia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm assumido posições mais claras quanto à necessidade do restabelecimento da ordem constitucional.

Por outro lado, considerou insuficiente a atuação das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana.

“As Nações Unidas têm mantido uma postura politicamente correta, sem ir além dos apelos à legalidade e à transparência. Já a CEDEAO e a União Africana, apesar de terem designado mediadores, pouco ou nada fizeram para promover avanços concretos”, criticou.

O dirigente foi particularmente crítico em relação ao enviado especial da União Africana, Patrice Trovoada, acusando-o de falta de imparcialidade.

“Uma mediação que deveria ser inclusiva, ouvindo todas as partes envolvidas, tem-se limitado a contactos com as autoridades da transição. Isso transmite uma perceção de parcialidade”, afirmou.

Na opinião do porta-voz do PAIGC, a ausência de uma mediação mais ativa tem limitado as possibilidades de consenso político.

“Por esse andar, dificilmente poderemos contar com eles para ajudar a construir uma solução inclusiva para a crise”, concluiu.

Trump diz que EUA sairão do Irão, a não ser que decidam "ficar com o petróleo"... O Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos irão sair do Irão, a menos que decidam ficar com o seu petróleo, como na Venezuela.

Por  Jornaldenegocios.pt/Lusa  13/09/2026

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste domingo que os Estados Unidos sairão do Irão, "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo, como na Venezuela", país onde ainda não vê condições para a realização de eleições.

"Acabaremos por sair [do Irão], a menos que decidamos permanecer e ficar com o petróleo, como na Venezuela. Já não se fala da Venezuela, pois não? Recebemos milhares e milhares e milhares de milhões de dólares. Pagámos a guerra muitas vezes", disse o Presidente aos jornalistas em Doonbeg, na Irlanda, onde assistia a um torneio no seu próprio clube de golfe.

Trump respondia às perguntas sobre a reunião que iria decorrer na segunda-feira entre Omã e o Irão, onde deveriam estar presentes a Arábia Saudita, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, a propósito do futuro do estreito de Ormuz. No entanto, Omã já veio dizer neste domingo ao final do dia que o encontro foi adiado.

Depois de, no sábado, ter antecipado que a guerra no Médio Oriente terminaria após as eleições intercalares de novembro nos EUA, Donald Trump comparou a situação no Irão à da Venezuela, onde, segundo afirmou, "as pessoas viviam numa situação difícil, e agora as empresas petrolíferas estão a chegar e a ganhar muito dinheiro".

Questionado sobre a possibilidade de se realizarem eleições na Venezuela, onde os Estados Unidos têm estado a apoiar a Presidente interina, Delcy Rodríguez, desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, Trump realçou que estas acontecerão "quando estiverem prontos".

"Era um país muito triste. E agora o povo está muito feliz. O povo da Venezuela está muito feliz. E eles veem o que está a acontecer. E, aliás, estão a ser criados milhares de empregos. Todas as grandes empresas que realmente não podiam ou não queriam ir para lá, estão todas lá agora", acrescentou.

Entretanto, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, declarou hoje que o acordo assinado com Omã sobre o estreito de Ormuz, que deveria ser anunciado na segunda-feira, não levará à reabertura desta via navegável até que os Estados Unidos reafirmem os compromissos assumidos no memorando de entendimento para a paz assinado em junho.


Leia Também: Irão. Guerra bloqueia acesso dos iranianos a alimentos e medicamentos

O Presidente iraniano denunciou hoje que a guerra dos EUA contra o Irão trava o acesso da população a "alimentos e medicamentos", referindo-se ao recrudescimento das sanções e ao bloqueio naval de Washington contra Teerão.

"Se são humanos, por que privam a população de acesso à água, aos alimentos e aos medicamentos?", disse Masud Pezeshkian numa publicação na sua conta no X.

O Presidente acusou os EUA de empreenderem "uma guerra contra as infraestruturas civis, os recursos alimentares e os meios de subsistência da população"...

UCRÂNIA/RÚSSIA: Boris Johnson reage após escapar a ataque russo: "Lógica distorcida"... O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson apelou a que o governo do Reino Unido dê às forças da Ucrânia "as defesas áreas de que precisam", na sequência do ataque a uma locomotiva ucraniana na fronteira com a Polónia.

© Reuters   Noticiasaominuto.com 13/09/2026 

O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson admitiu, este domingo, desconhecer "que lógica distorcida" levou o presidente russo, Vladimir Putin, a atacar "uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polónia", tendo apelado ao governo do Reino Unido para que forneça à Ucrânia "as defesas nas áreas em que precisa". Já a companhia ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia esclareceu que, ao contrário do inicialmente avançado pela imprensa alemã, o ex-chefe do governo britânico e outros líderes europeus não foram retirados do comboio diplomático.

"Não sei que lógica distorcida levou Putin a fazer explodir esta manhã uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polónia. O que podemos afirmar com certeza é que este é o tipo de ataque aleatório e sem sentido que os ucranianos têm de suportar todos os dias - mesmo nas linhas ferroviárias civis. Até agora, Putin foi responsável pela morte de 1.700 funcionários da Ukrzaliznytsia. Eles e os seus passageiros são verdadeiros heróis", escreveu Boris Johnson, na rede social X (Twitter).

O antigo primeiro-ministro asseverou que "os ucranianos vão vencer - isso ficou claro nos últimos três dias passados no seu maravilhoso país", mas assinalou que será possível acabar "com esta guerra terrível muito mais depressa se todos levarmos isto a sério e lhes dermos o que precisam e merecem".

"Quando é que lhes vamos fornecer as defesas aéreas de que precisam? Porque é que não descongelamos o dinheiro de Putin e o entregamos à Ucrânia? Há mais de 140 mil milhões de euros numa conta bancária belga - e cerca de 10 mil milhões de libras em Londres. O Reino Unido poderia dar o exemplo", apelou.

Entretanto, a Ukrzaliznytsia forneceu alguns detalhes sobre o ataque em Yagodyn, que ocorreu depois de o comboio em que seguiam personalidades como Boris Johnson e o antigo primeiro-ministro da Suécia Carl Bildt ter partido. Saliente-se que o jornal alemão Der Spiegel noticiou que a locomotiva dos líderes internacionais também tinha sido evacuada, mas a informação foi desmentida.

"Pouco antes do ataque à locomotiva na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, na estação de Yagodyn, encontrava-se um comboio diplomático, a bordo do qual viajavam conselheiros de segurança de vários Estados-Membros da União Europeia e antigos líderes europeus, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Noutro comboio, que se encontrava na estação de Yagodyn precisamente no momento do ataque, estava o antigo diretor da CIA David Petraeus", indicou, na rede social Telegram.

O organismo especificou que "o drone que atacou a locomotiva na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia foi detetado por um controlador do Grupo Central de Monitorização, e o sinal para a evacuação do comboio foi dado 15 minutos antes do impacto". Contudo, a empresa considerou que "é bastante provável que o alvo deste drone russo pudesse ter sido também o comboio diplomático, que partiu da estação antes da hora prevista, no âmbito da revisão dos horários dos comboios em tempo real, devido à ameaça constante de ataques russos".

Também Bildt reagiu, tendo dado conta de que o comboio em que os líderes internacionais seguiam "recebeu apenas um aviso de evacuação, mas pôde prosseguir para Dorohusk".

"Este não era o nosso comboio, mas sim o que seguia logo a seguir ao nosso, junto à passagem fronteiriça polaca. Foi evacuado à medida que o drone russo se aproximava e ninguém ficou ferido. Um sistema de segurança muito bom. O nosso comboio recebeu apenas um aviso de evacuação, mas pôde prosseguir para Dorohusk. Os ataques russos contra a Ucrânia estão a intensificar-se", alertou, na rede social X.

De notar que o Ministério da Defesa russo anunciou ter atacado "infraestruturas ferroviárias" no oeste da Ucrânia utilizadas para "transportar carga militar" da Europa, após Varsóvia e Kyiv terem denunciado o ataque a um comboio de passageiros que circulava entre as duas capitais.

A Ukrzaliznytsia já tinha advertido que estava em curso um "ataque sistemático" à rede "em todo o país", depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter indicado que um drone russo tinha atingido "deliberadamente" um comboio perto da fronteira com a Polónia, sem causar vítimas.


Leia Também: Comboio evacuado em ataque russo junto à Polónia. Boris Johnson escapa

O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson seguia num comboio com outros líderes europeus, um dos quais um conselheiro próximo do chanceler alemão, Friedrich Merz, que recebeu um alerta de evacuação devido à detecção de um drone russo. Contudo, a locomotiva não chegou a ser evacuada, ao contrário da composição que estava atrás da sua.

Oex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson seguia num comboio que recebeu um alerta de evacuação, na fronteira da Ucrânia com a Polónia, devido à detecção de um drone russo, esta madrugada de domingo. No entanto, a locomotiva não chegou a ser evacuada, ao contrário da composição que estava atrás da sua, que foi atingida. Os ataques na zona começaram na noite de sábado e ter-se-ão prolongado já esta madrugada...

GUERRA NA UCRÂNIA: Moscovo diz ter atingido infraestruturas para transportar "carga militar"... A Rússia disse hoje ter atacado "infraestruturas ferroviárias" no oeste da Ucrânia utilizadas para "transportar carga militar" da Europa, enquanto Varsóvia e Kyiv denunciavam um ataque a um comboio de passageiros que circulava entre as duas capitais.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images       LUSA   13/09/2026 

"Continuaram os ataques contra a infraestrutura ferroviária nas regiões ocidentais da Ucrânia, que é utilizada para transportar carga militar dos países europeus", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado.

A companhia ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia tinha alertado hoje que estava em curso um "ataque sistemático" à rede "em todo o país", após o Presidente, Volodymyr Zelensky, ter indicado que um drone russo tinha atingido um comboio perto da fronteira com a Polónia, sem causar vítimas.

Zelensky afirmou que Moscovo atingiu o comboio "deliberadamente".

A companhia ferroviária polaca PKP Intercity disse que o comboio, com 206 passageiros a bordo, fazia a ligação entre Kyiv e Varsóvia.

Segundo um comunicado da Ukrzaliznytsia, personalidades ocidentais conhecidas, como o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o antigo diretor da CIA David Petraeus, estavam numa estação ferroviária no oeste da Ucrânia "pouco antes" de a Rússia ter atingido um comboio na região.

"Pouco antes de a locomotiva ser atingida na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia, um comboio diplomático estava na estação de Yahodyn", referiu o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

"Entre outros, estavam a bordo conselheiros de segurança de vários Estados-membros da UE e antigos líderes europeus, incluindo o antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Noutro comboio que se encontrava na estação de Yagodyn na altura do ataque estava o antigo diretor da CIA David Petraeus", acrescentou.

Uma porta-voz do Ministério do Interior polaco disse também hoje à AFP que um drone russo atingiu um posto de abastecimento de combustível na Ucrânia, a dois quilómetros da fronteira com a Polónia.

"A aeronave não tripulada atingiu um posto de abastecimento de combustível na cidade de Yahodyn, a dois km da fronteira com a Polónia", disse Karolina Galecka, acrescentando que, após o ataque, "dois camiões" se incendiaram.


Leia Também: Polónia denuncia intensificação dos ataques na Ucrânia: "Grande desafio"

O Governo da Polónia denunciou hoje a escalada da Rússia, na sequência dos ataques de drones em território ucraniano, junto da fronteira com a Polónia.

"Trata-se de uma escalada, é um novo e grande desafio para a Ucrânia e para as hipotéticas futuras vítimas da agressão russa", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, numa conferência de imprensa, em Kiev.

"Isso significa que devemos redobrar os esforços para apoiar as vítimas da agressão", acrescentou...

𝐒𝐚𝐥: 𝐌𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐝𝐞𝐭𝐢𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐏𝐉 𝐧𝐨 𝐀𝐞𝐫𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐀𝐦í𝐥𝐜𝐚𝐫 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥 𝐜𝐨𝐦 𝟐,𝟔 𝐤𝐠 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐜𝐚í𝐧𝐚 𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐢𝐬ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚... A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal do Sal (DICS), informa que a Brigada de Investigação do Crime de Tráfico de Estupefacientes (BICTE) deteve, na tarde de sexta-feira, 𝟏𝟏 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, 𝐮𝐦𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐝𝐞 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐠𝐮𝐢𝐧𝐞𝐞𝐧𝐬𝐞, de 34 anos, quando desembarcava no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, de um voo proveniente de Dakar, Senegal, na posse de 𝟐.𝟔𝟕𝟑 𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐜𝐚í𝐧𝐚.

Por  Polícia Judiciária de Cabo Verde  13/09/2026.

A mulher, indiciada por fortes indícios da prática do crime de tráfico internacional de estupefacientes, foi detida na posse desta quantidade de cocaína, que se encontrava distribuída por 𝐧𝐨𝐯𝐞 𝐞𝐦𝐛𝐫𝐮𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐥á𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨, ocultados na bagagem e no interior dos sapatos da suspeita. 

Além da droga, a PJ apreendeu um telemóvel, a quantia monetária de 929,5 euros, entre outros objetos considerados relevantes para a investigação.

Apresentada este sábado, 12 de setembro, às autoridades judiciárias para o primeiro interrogatório judicial, o 𝐓𝐫𝐢𝐛𝐮𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚 𝐝𝐨 𝐒𝐚𝐥 decretou a aplicação da medida de coação de 𝐩𝐫𝐢𝐬ã𝐨 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚, estando a arguida a aguardar os ulteriores trâmites processuais na Cadeia Central do Sal.

Kyiv atacou refinaria russa em Krasnodar... O serviço de informações ucraniano anunciou hoje que Kiev atacou a refinaria russa Slaviansk-ECO, no território de Krasnodar, no sul do país.

© Alex Nikitenko/Global Images Ukraine via Getty Images      LUSA   13/09/2026 

"Os operadores do Departamento de Operações Ativas e do Departamento de Sistemas Não Tripulados dos Serviços de Informações de Defesa da Ucrânia (DIU), no âmbito de uma operação conjunta de longo alcance com as Forças de Defesa do Estado, atingiram outra refinaria na Rússia", informou no Facebook, citado pela Efe.

Trata-se da refinaria Slaviansk-ECO, na localidade de Slaviansk-na-Kubani, na região de Krasnodar, no sul do país.

"A operação atingiu com sucesso uma unidade fundamental de processamento de petróleo bruto e o depósito das instalações, que servem para alimentar a guerra criminosa contra a Ucrânia", afirmou.

"A dezenas de quilómetros de distância é possível ver um fumo espesso e o clarão de um incêndio de grandes proporções na refinaria russa", acrescentou.

Há meses que as forças ucranianas atacam, praticamente todos os dias, com drones, infraestruturas petrolíferas russas, tendo conseguido reduzir significativamente a produção de combustíveis.

Paralelamente, duas pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas num ataque das forças ucranianas na localidade russa de Nijnekamsk, na república do Tartaristão, informaram as autoridades locais.

"Um drone embateu numa árvore e, em consequência, danificou um automóvel próximo no qual viajavam quatro jovens. Duas pessoas morreram e outras duas estão hospitalizadas em estado grave", segundo o comunicado oficial, citado pela agência Interfax.

No total, acrescenta, 12 pessoas ficaram feridas nos ataques noturnos de Kiev.

Por sua vez, as forças russas atacaram durante a noite território ucraniano com 453 aparelhos aéreos não tripulados, dos quais 409 foram neutralizados, segundo o boletim divulgado hoje pela Força Aérea ucraniana.

As defesas ucranianas conseguiram abater ou neutralizar 405 drones inimigos de vários tipos.

Ainda assim, foram registados impactos em 13 locais distintos, enquanto em outros sete caíram fragmentos de aparelhos abatidos.

As autoridades ucranianas informaram ainda que duas pessoas morreram na sequência do impacto de um míssil russo que caiu na noite anterior em Odessa, no sul do país, num prédio de apartamentos com 25 andares.


Leia Também:  Zelensky precisa de "parar de destruir fornecimento de gasóleo na Rússia"

O Presidente dos Estados Unidos pediu hoje ao homólogo ucraniano que pare os ataques contra o gasóleo russo, notando que estes estão a causar escassez.

Volodymyr "Zelensky precisa de fazer uma coisa: parar de destruir o fornecimento de gasóleo na Rússia", afirmou Donald Trump, em resposta aos jornalistas, à margem do Open na Irlanda.

Lágrimas e aplausos marcam regresso de Céline Dion aos palcos após 6 anos... Céline Dion regressou aos palcos na noite deste sábado, em Paris, num espetáculo marcado pela emoção. A cantora, de 58 anos, deu o seu primeiro espetáculo completo em mais de seis anos, após ter a sua carreira interrompida, primeiro pela pandemia de COVID-19 e, mais tarde, pelo diagnóstico de síndrome da pessoa rígida.

© Getty Images  Por   Notícias ao Minuto  13/09/2026 

Céline Dion regressou aos palcos na noite deste sábado, em Paris, um momento marcado pela emoção. A cantora, de 58 anos, deu o seu primeiro espetáculo completo em mais de seis anos, após ter a sua carreira interrompida, primeiro pela pandemia de COVID-19 e, mais tarde, pelo diagnóstico de síndrome da pessoa rígida. 

Céline iniciou a noite de estreia da sua residência de 26 espetáculos na Plenitude Arena, em Nanterre, França, ao som de "On Ne Change Pas" mas parou a atuação poucos segundos após começar porque ficou muito emocionada. Dion fez uma pausa, secou as lágrimas e levou a mão ao peito, unindo as mãos, em forma de agradecimento aos fãs.

A música dos anos 90, "Destin" foi a segunda na lista do concerto. Logo depois, a artista dirigiu-se aos fãs. 

"Há muitos de vocês aqui hoje à noite, vindos de todas as partes do mundo. Muito obrigada por terem vindo. Se esta é a vossa primeira vez em Paris, espero que se apaixonem pela cidade, assim como eu. Por fim, é maravilhoso estarmos todos juntos.

Fiz uma promessa. Fiz uma promessa de voltar, de voltar ao palco. Então, aqui estou eu: a cantar para vocês e a cantar para mim, cantando a vida! Muito obrigada pelo apoio, pela paciência e, se me permitem dizer: sou tudo o que sou porque vocês me amaram", referiu também.

O último concerto completo de Dion aconteceu em março de 2020, no Prudential Center, em Nova Jersey. Após o espetáculo, a restante tour foi interrompida pelo início da pandemia de COVID-19, e os concertos remarcados acabaram por ser cancelados devido a complicações de saúde relacionadas ao diagnóstico de síndrome da pessoa rígida. 

Em 2022, Céline foi diagnosticada com uma doença autoimune e neurológica rara e progressiva que pode causar rigidez muscular, problemas de mobilidade, espasmos dolorosos e falta de ar.

Percorra a nossa galeria e veja as imagens que marcaram o primeiro concerto de Céline Dion em seis anos Aqui. 

Relações sexuais todos os dias reduz a quantidade de espermatozoides?... Um sexólogo explica se ter relações sexuais todos os dias pode reduzir a qualidade dos espermatozoides. Fala também na qualidade esperma. Veja o que está em causa, principalmente se está a tentar ser pai.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com13/09/2026 

Será que a quantidade de espermatozoides diminui se tiver relações sexuais todos os dias? Poderá ser um mito ou tem algum fundo de verdade? Um sexólogo responde à questão e revela também se a qualidade do esperma acaba por sair afetada. Poderá ser algo importante para alguém que está a tentar ser pai.

Vijay Dahiphale é sexólogo e ao website Only My Health revelou o que acontece ao espermatozoides se tiver relações sexuais todos os dias. 

Qualidade do esperma

“Uma das preocupações comuns entre casais que tentam engravidar é se o sexo diário pode esgotar os espermatozoides ou diminuir a fertilidade masculina. para a maioria dos homens saudáveis, a resposta é não. O corpo continuará a produzir espermatozoides, portanto, o sexo diário não fará com que se esgotem”, começa por dizer o especialista.

“O corpo produz espermatozoides continuamente, então a ejaculação diária não esgota o stock geral da maneira que as pessoas costumam supor. O que pode acontecer é uma leve redução no volume e na concentração de espermatozoides em cada ejaculação, mas isso é diferente de realmente reduzir a fertilidade”, diz o especialista. 

Mas será que a frequência pode mesmo vir a afetar a qualidade do esperma? "A produção de espermatozoides é um processo contínuo, que ocorre em ciclos que duram aproximadamente de dois a três meses do início ao fim, portanto o corpo está sempre a reabastecer, independentemente da frequência da ejaculação."

O especialista cita ainda um estudo de 2022 que revela que o armazenamento ao longo de vários dias poderá fazer com que os espermatozoides fiquem mais suscetíveis a danos oxidativos. “Isso sugere que uma maior quantidade de espermatozoides numa amostra não significa automaticamente espermatozoides de melhor qualidade.”

Mas, por outro lado, uma ejaculação frequente traz benefícios? O especialista esclarece. “Com a ejaculação muito frequente, cada amostra individual pode conter uma contagem e um volume de espermatozoides ligeiramente menores, já que houve menos tempo para que os espermatozoides se acumulassem. No entanto, a ejaculação frequente também significa que espermatozoides mais frescos são libertados com mais frequência, o que alguns estudos associam a uma melhor motilidade e menor fragmentação do DNA em comparação com espermatozoides armazenados por períodos mais longos.”

E haverá uma frequência indicada para ter relações sexuais para casais que querem ter filhos? Mais uma vez, tem algo a dizer sobre o assunto.

"A maioria das diretrizes de fertilidade sugere que a relação sexual a cada um ou dois dias durante o período fértil proporciona o melhor equilíbrio entre uma contagem adequada de espermatozoides e a sua frescura”, diz o sexólogo.


Leia Também: 10 formas de melhorar a qualidade do esperma naturalmente

Mariana Belchior, embriologista júnior na Ferticentro, doutoranda na Universidade do Porto e na Universidade de Aveiro, e Bruno Barauna, responsável pela qualidade no laboratório e embriologista na Ferticentro, assinam este artigo de opinião sobre como melhorar a qualidade do esperma.

“A infertilidade masculina é cada vez mais frequente e, em cerca de 44% dos casos, não é identificada uma causa específica (infertilidade idiopática). O seu desenvolvimento resulta da combinação de vários fatores, incluindo o estilo de vida, obesidade, alimentação, fatores genéticos e exposição ambiental. Embora nem todos possam ser modificados, a evidência científica mostra que mudanças no estilo de vida, como hábitos saudáveis, podem melhorar a qualidade do esperma e aumentar o potencial reprodutivo masculino....

Trump acusa Canadá de "enganar" os Estados Unidos há 50 anos... Donald Trump afirmou este sábado que a Casa Branca tem uma "boa relação" com o México, ao mesmo tempo que acusou o Canadá de "enganar" os Estados Unidos, em declarações o futuro do acordo comercial T-MEC.

© Lusa    13/09/2026 

"É uma pergunta estranha para me fazerem aqui [na Irlanda, onde o Presidente dos Estados Unidos chegou este sábado]. Vamos ter uma excelente relação com o México. Temos realmente uma boa relação com o Canadá, mas o Canadá tem enganado os Estados Unidos há 50 anos", declarou o chefe de Estado.

Trump fez estas declarações quando um jornalista lhe perguntou se estava a considerar retirar-se do tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC), um acordo comercial que ele próprio negociou no seu primeiro mandato e que está em vigor desde 2020.

Enquanto que, em relação ao México, Trump limitou-se a destacar a "boa relação", sobre o Canadá afirmou que os Estados Unidos "não precisam dos seus produtos", que os canadianos "se têm aproveitado" dos agricultores norte-americanos, e que Otava "deseja desesperadamente chegar a um acordo" com Washington.

"Tal como o Irão, [o Canadá] deseja ardentemente chegar a um acordo. Simplesmente, não creio que estejam prontos. Mas o Canadá quer fazer um acordo. Espero que o Canadá aprecie estar na mesma frase que o Irão. É uma combinação muito interessante, o Canadá e o Irão. Mas o Canadá quer chegar a um acordo e o Irão quer um acordo", afirmou.

Estas declarações surgem depois de Trump ter afirmado, há uma semana, que o México não tem nada a oferecer aos Estados Unidos, além de "tamales picantes e tomates", embora depois explicado que não tenciona interromper a relação comercial porque se dá "muito bem" com a Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

Sheinbaum e o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, conversaram na passada quarta-feira numa reunião virtual, que o Governo mexicano classificou como uma "troca cordial" e "muito útil para as negociações comerciais entre ambos os países".

Em contrapartida, verifica-se uma escalada comercial entre os Estados Unidos e o Canadá, onde, na terça-feira, entraram em vigor novas tarifas de retaliação contra produtos norte-americanos devido às tarifas impostas por Washington, que respondeu com restrições adicionais aos bens canadianos.

"O Canadá deve tratar melhor os nossos agricultores e não pode cobrar-lhes direitos aduaneiros. Estavam a cobrar aos nossos agricultores direitos aduaneiros de 400% e muitas outras coisas. Por isso, quando essas medidas desaparecerem, estarão dispostos a livrar-se de todas elas e, provavelmente, [os Estados Unidos] chegarão a um acordo com o Canadá muito em breve", afirmou Trump.


Leia Também: Ucrânia. EUA dizem que fim da guerra depende apenas de "fórmula adequada"

O enviado especial dos Estados Unidos, Jared Kushner, afirmou este sábado que Ucrânia e Rússia estão empenhadas em encontrar uma saída para o conflito e que só falta "encontrar a fórmula adequada" para avançar nas negociações de paz.

"Estamos muito empenhados em encontrar uma solução [para resolver o conflito], e o Presidente [Donald] Trump também o está. Steve Witkoff, enviado especial do Presidente, e eu também. Pelo que vimos e ouvimos, o Presidente [ucraniano] Volodymyr Zelensky está muito empenhado, e o Presidente [russo] Vladimir Putin também", declarou Kushner por vídeo na conferência "Estratégia Europeia de Ialta", realizada na capital ucraniana, de acordo com declarações recolhidas pela agência russa TASS...