terça-feira, 25 de agosto de 2026

ORMUZ: Trump ameaça Irão se voltar a minar rota vital do petróleo... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afiançou que militares norte-americanos desminaram o estreito de Ormuz e advertiu o Irão contra qualquer tentativa de colocar novos explosivos na via navegável estratégica para a distribuição de petróleo.

© Lusa    25/08/2026 

"Acabei de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos de que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do estreito de Ormuz. O Irão foi notificado de que qualquer navio ou embarcação que coloque novas minas será destruído de imediato e de forma sistemática", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

O republicano acrescentou que a Força Espacial, um ramo das Forças Armadas criado em 2019, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021), está a vigiar "cada centímetro do estreito, bem como o Pickaxe Mountain e outras três instalações nucleares já destruídas".

"Existe uma política de tolerância zero totalmente em vigor em relação à colocação de minas", reiterou.

Numa mensagem anterior, Trump afirmou que o Irão não está a pagar às suas tropas, mas continua a executar manifestantes "a níveis sem precedentes", no que classificou como "uma crise humanitária de proporções gigantescas" que precisa de ser travada.

As declarações do chefe de Estado norte-americano coincidem com o aumento da pressão para forçar Teerão a aceitar um acordo de paz para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, há quase seis meses, justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, apresentou a operação "Pária Económico" contra a República Islâmica, que visa sancionar qualquer pessoa ou entidade que com ela mantenha relações comerciais, uma semana depois de ter caducado um cessar-fogo e o prazo de 60 dias acordado pelos dois países para negociar o fim da guerra.

Estas novas sanções, que ainda não têm data de aplicação, juntam-se ao bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irão, que no início do conflito bloqueou, como medida de retaliação, o estreito de Ormuz, afetando o fornecimento global do petróleo e elevando os preços dos seus derivados.

Também na segunda-feira, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, declarou que o Pentágono não descartou o uso de "ataques cinéticos" contra alvos iranianos.


Avião militar norte-americano aterra em Moscovo. EUA e Rússia em silêncio... Avião militar norte-americano terá saído da Letónia em direção a Moscovo, na Rússia, esta manhã. Rússia diz não saber nada sobre o assunto.

© Reuters   noticiasaominuto.com 25/08/2026 

Um avião militar norte-americano aterrou no Aeroporto Internacional de Vnukovo, em Moscovo, na Rússia, avança o The Independent.

O modelo C-17A Globemaster III, da Força Aérea norte-americana, desenhado para transportar militares e equipamentos militares, levantou voo de Riga, na Letónia, esta manhã, pode confirmar-se no site Flightradar24.

O Kremlin já terá sido confrontado com este informação, tendo o seu porta-voz, Dmitry Peskov, afirmado que nada sabia sobre o assunto. 

A publicação britânica refere que o avião militar chegou a Riga no sábado, 23 de agosto, oriundo do US Camp Springs, em Washington. Já esta manhã, atravessou o espaço aéreo russo, como o comprovam, também, imagens partilhadas pela Reuters.

Notícias ao MinutoC-17A Globemaster III© Reuters

Isto acontece dias depois de o Kremlin se ter mostrado disponível para receber todos os mediadores internacionais que procurem uma solução política para a guerra na Ucrânia, incluindo as delegações norte-americanas e do Vaticano.

"Valorizamos muito os esforços de todos os países que manifestam um desejo sincero de apoiar o processo de resolução do conflito. São poucos os países, mas isso torna esses esforços ainda mais importantes e valiosos", afirmou o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa por telefone, a 20 de agosto.

Recorde-se que o último voo direto de um jato registado nos EUA com destino à Rússia, tendo a Europa como ponto de partida, ocorreu em janeiro deste ano, quando os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner mantiveram conversações de paz com Vladimir Putin sobre a Ucrânia.

Peskov mostrou-se aberto a um regresso dos dois mediadores norte-americanos ao país, na semana passada, embora tenha defendido que ambos estão atualmente  concentrados "noutros aspetos da política externa dos EUA".

Os EUA também não se pronunciaram ainda sobre o assunto.


Leia Também:  Trump nega interferência no Canadá e ameaça mudar nome do lago Ontário

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou hoje qualquer interferência nos assuntos dos canadianos francófonos e afirmou estar a considerar mudar o nome do lago Ontário para lago América.

Ex-ministro da Defesa ucraniano chamado a comissão sobre corrupção... O ex-ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, foi citado hoje para comparecer perante a comissão parlamentar que investiga casos de alegada corrupção durante a vigência da lei marcial, anunciou um deputado da Ucrânia.

© Maja Hitij/Getty Images     Por  LUSA  25/08/2026 

A audição foi marcada para 31 de agosto, disse Alexei Goncharenko numa publicação nas redes sociais, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Goncharenko disse que a citação já foi enviada a Fedorov no âmbito das investigações sobre possíveis violações das leis de defesa.

As investigações realizam-se também no âmbito da legislação que estabelece os direitos e liberdades civis durante a lei marcial decretada em resposta à invasão russa, que começou em fevereiro de 2022.

“A presença [de Fedorov] é necessária para prestar explicações e esclarecimentos no âmbito da investigação das informações relativas à operação ‘Midas’”, disse o deputado.

A operação em causa foi lançada em novembro de 2025, pelo Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO).

Fedorov, 36 anos, foi ministro da Defesa entre janeiro e julho de 2026, depois de ter sido, durante três anos, responsável pela área da transformação digital.

A demissão de Fedorov provocou protestos na Ucrânia por ter ocorrido quando contava apenas seis meses no cargo e no meio de uma disputa pessoal com o então comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski.

A operação ‘Midas’, que gira em torno de uma rede em grande escala no setor energético, particularmente em torno da empresa de energia nuclear estatal Energoatom, já é considerada como o maior escândalo político da Ucrânia.

A investigação conseguiu desmantelar um amplo esquema de subornos e branqueamento de capitais no setor energético estatal, envolvendo diretamente o círculo mais íntimo do Presidente, Volodymyr Zelensky.

Fedorov apelou, há uma semana, para a realização de eleições, que Zelensky tem recusado devido à guerra.

“Devemos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia restaurar um processo democrático pleno mesmo no meio de uma guerra prolongada”, defendeu o ex-ministro.

“A democracia não pode ser feita refém da Rússia”, argumentou Fedorov num vídeo divulgado nas redes sociais em 18 de agosto.

Fedorov reafirmou no domingo a defesa da realização de eleições numa entrevista à televisão britânica BBC, em que também defendeu que Zelensky deve responder pelos alegados casos de corrupção na sua administração.


Leia Também: Ucrânia: Kyiv acusa Rússia de tentar desestabilizar fronteira com Moldova

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, acusou hoje a Rússia de tentar “desestabilizar” as regiões fronteiriças entre a Ucrânia e a Moldova com ataques sistemáticos contra infraestruturas e corredores de transporte civis

ITÁLIA: Sem-abrigo agredido até à morte por 50€. Filmaram, mas não ajudaram... Um homem em condição de sem-abrigo foi espancado até à morte, na quarta-feira, por uma dívida de 50 euros, na comuna italiana de Caserta. Apesar dos transeuntes que por ali passavam, tendo até circulado um vídeo das agressões nas redes sociais, ninguém ajudou.

© Sant'Egidio Caserta   Por  Notícias ao Minuto  25/08/2026 

Um homem em condição de sem-abrigo foi espancado, na passada quarta-feira, alegadamente por uma dívida de 50 euros ainda por saldar, na Praça Sant’Anna, na comuna italiana de Caserta. Apesar dos transeuntes que por ali passavam, tendo até circulado um vídeo das agressões nas redes sociais, ninguém interveio. A vítima de 62 anos morreu ao fim de dois dias, já no hospital, devido à gravidade dos ferimentos.

A par dos vídeos captados por quem testemunhou o ataque, as autoridades recorreram a imagens de videovigilância no local para identificar e deter o agressor, que se tratava de um homem romeno de 40 anos, também em situação de sem-abrigo, noticiou a agência Ansa.

O homem, que ficou em prisão preventiva por homicídio qualificado, confessou o crime, que terá sido motivado por uma dívida antiga de 50 euros.

Nas imagens, Guido Roviello é visto a discutir com um indivíduo que, de repente, lhe disfere um golpe violento que o faz cair. A vítima é depois pontapeada na cabeça e no peito, mesmo já inanimado. Não satisfeito, o agressor levanta-o e volta a esmurrá-lo, antes de se afastar e de o deixar inerte no chão.

O bispo de Caserte, Pietro Lagnese, condenou quem assistiu à agressão e nada fez para ajudar a vítima a defender-se, recordando que “por trás das definições genéricas há pessoas, histórias, rostos e dignidades que não podem permanecer invisíveis nem ser varridos como se fossem um problema de decoro urbano”.

“Perante uma morte tão violenta e sem sentido, o que mais abala a consciência é a indiferença daqueles que viram consumar-se um homicídio tão hediondo, sem intervir. [...] Guido, com as suas fragilidades e o seu grito de socorro, só pedia para ser visto e ouvido”, assinalou o pároco, que tenciona dar-lhe “um enterro digno, como sinal de respeito pela dignidade inviolável de cada pessoa”.

Guido levava uma vida comum, até perder o emprego como empregado de mesa e ficar sem casa. Era um homem bom, sensível e calmo, segundo os voluntários com quem lidava diariamente. Aliás, já tinha sido alvo de uma agressão grave, em 2019, tendo conseguido recuperar graças à rede de solidariedade do voluntariado católico. Ultimamente, frequentava a igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Caserta, onde se alimentava, e a Comunidade de Santo Egídio, onde tomava banho e convivia com outras pessoas.

O caso chocou a comunidade local e gerou apelos generalizados por maior segurança na cidade, tendo em conta que, apenas uns dias antes, o corpo de um outro sem-abrigo tinha sido encontrado no estacionamento da Praça IV de Novembro. Neste caso, contudo, acredita-se que o cidadão argelino tenha morrido de causas naturais.

“Ambas as mortes ocorreram em contextos onde o sofrimento, a negligência e a profunda angústia eram evidentes. Não basta uma ação de emergência nem uma simples remoção dos locais onde dormem: é necessária uma mesa de diálogo estável e uma rede estruturada, […] que devem ser acompanhadas por uma comunidade que opte por não virar as costas”, sublinhou o bispo de Caserte.

O funeral de Guido será esta terça-feira, dia 25 de agosto, na Catedral de Caserta, segundo a associação Sant'Egidio Caserta.


Leia Também: Linchamento no Brasil. Jovem confundido com ladrão é agredido até à morte

Cláudio Rafael saiu de casa com a bicicleta da irmã. Quando o questionaram sobre se a viatura era sua respondeu que não, levantando suspeitas de que se trataria de um ladrão. Acabou por ser fatalmente agredido por desconhecidos.

NIGÉRIA: Mulher de 101 anos detida na Nigéria... por vender canábis: Os detalhes... Uma mulher de 101 anos foi detida no sudoeste da Nigéria por vender ilegalmente canábis em pequenas saquetas, anunciou a Agência Nacional Nigeriana de Combate às Drogas (NDLEA).

©Ndlea.gov.ng     Por LUSA  25/08/2026 

Num comunicado, a agência nigeriana explicou que a mulher, identificada como Esther Ogunmabo, foi presa em 15 de agosto em Ilisan, no estado de Ogun, com "pacotes de skunk, uma variedade de canábis, pesando 90 gramas, que ela alega vender para vizinhos e moradores locais".

A centenária contou às autoridades nigerianas que se envolveu com o tráfico de drogas após a sua mercearia ter sido destruída por um incêndio, informou a NDLEA.

Uma das filhas organizava o fornecimento da substância "a cada quatro dias", que Ogunmabo então vendia em pequenas quantidades, acrescentou a agência na nota, divulgada pelos meios de comunicação locais na segunda-feira.

O presidente da agência nigeriana, Mohamed Buba Marwa, ordenou que a idosa fosse libertada sob fiança e recebesse acompanhamento psicológico "devido à sua idade avançada", enquanto a sua filha foi detida.

A detenção de Esther Ogunmabo faz parte de diversas operações anunciadas pela agência antidrogas nas fronteiras terrestres e marítimas do país da África Ocidental.

Na sexta-feira, a polícia nigeriana deteve também uma mulher de 65 anos "com um coquetel de substâncias composto por 1,795 quilogramas de Scottish Loud - uma variedade de canábis extremamente forte -, 1,66 quilogramas de tramadol, 600 gramas de xarope de codeína, 125 gramas de diazepam e 50 gramas de flunitrazepam, totalizando 4,68 quilogramas.

No estado de Akwa Ibom (sudeste), a NDLEA intercetou uma embarcação de madeira em alto mar que transportava "drogas ilícitas" com destino a comunidades pesqueiras nos Camarões.

Três suspeitos foram presos a bordo do navio, onde os agentes recuperaram 42,62 quilogramas de narcóticos, incluindo skunk e 20 gramas de cocaína "engenhosamente escondidos dentro de uma grande embalagem de fufu de mandioca comestível", de acordo com a NDLEA.

A agência anunciou ainda a "primeira apreensão" de drogas ilícitas enviadas da Tailândia, após intercetar dois contentores, que continham marijuana, nos portos de Apapa e Lekki, em Lagos.

Segundo a NDLEA, esta descoberta "reforça o surgimento de uma nova rota de tráfico explorada por organizações criminosas para traficar canábis sintética para o país".


Leia Também: Portugal. GNR detém suspeito de tráfico e apreende mais de mil doses de cocaína

Um homem de 61 anos foi detido pela GNR por suspeitas de tráfico de droga, em Sines, distrito de Setúbal, tendo os militares apreendido mais de mil doses de cocaína, dinheiro e armas, foi hoje revelado.

𝗔 𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗘𝗻𝗴. 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗴𝗼𝘀 𝗦𝗶𝗺𝗼̃𝗲𝘀 𝗣𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗮̀ 𝗥𝗧𝗣 𝗔́𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮 ... Pela primeira vez, o líder do PAIGC e Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, dissolvida em 2023, fala ao pormenor das condições precárias em que esteve detido na 2ª Esquadra de Bissau, da condenação de que é alvo pelo Tribunal Militar, do referendo do próximo dia 30 de agosto e do seu eventual regresso ao país.

PAIGC 2023

FALADEPAPAGAIO com mais de 24 milhões de visualizações... Muito obrigado!

Com mais de 24 milhões de visualizações, o Faladepapagaio consolida-se como o blog mais visitado e uma das plataformas digitais mais populares da Guiné-Bissau... Este marco só é possível graças a todos vocês que nos acompanham, visitam e partilham o nosso conteúdo... Muito obrigado pela confiança e por fazerem parte da nossa história!

GUERRA NA UCRÂNIA: Troca de ataques aéreos entre Ucrânia e Rússia faz quatro mortos... Pelo menos quatro pessoas morreram durante a noite, devido a uma troca de ataques aéreos entre a Ucrânia e a Rússia, anunciaram hoje autoridades locais nos dois países.

© Lusa   25/08/2026 

"O inimigo voltou a atacar alvos civis na região", declarou o governador de Krasnodar, no extremo sudoeste da Rússia, nas redes sociais.

Veniamin Kondratiev acrescentou que, "infelizmente, duas pessoas perderam a vida", enquanto outras duas ficaram feridas.

O governador disse que "os restos de um drone caíram no terreno da estação ferroviária de Afipskaya", danificaram "pelo menos dez casas particulares" na cidade, e provocaram um incêndio nas instalações de uma refinaria de petróleo.

Do outro lado do mar de Azov, na região de Zaporijia, no extremo leste da Ucrânia, pelo menos duas pessoas morreram após um "ataque hostil" na cidade com o mesmo nome.

"Uma bomba guiada russa atingiu o centro regional. Segundo informações preliminares, morreram duas pessoas", afirmou o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, nas redes sociais, sem especificar se houve feridos.

A troca de ataques aconteceu um dia depois da coligação da boa vontade para a Ucrânia, composta maioritariamente por países europeus, se ter comprometido com o reforço urgente das defesas aéreas de Kyiv, numa reunião que coincide com a celebração do 35.º aniversário da independência ucraniana.

Os países aliados de Kyiv "expressaram a sua determinação em aumentar o apoio militar à Ucrânia, reforçar urgentemente as suas defesas aéreas, intensificar a cooperação com a sua indústria de defesa e partilhar tecnologias relevantes, incluindo através da Coligação de Mísseis Antibalísticos", segundo um comunicado conjunto dos governos da Alemanha, do Reino Unido e da França, que coorganizaram o encontro.

Entre os presentes na reunião realizada na capital ucraniana estiveram o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tendo o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participado por videoconferência.

O chefe da diplomacia de Lisboa, Paulo Rangel, também participou remotamente e observou na rede social X que o encontro “reforça o apoio a nível da defesa aérea, da preparação para o inverno (a nível militar, humanitário e energético) e os próximos passos da pressão económica sobre a Rússia”.

Os países da coligação reafirmaram igualmente disponibilidade para contribuir para uma força multinacional a ser mobilizada em solo ucraniano assim que um acordo de paz for alcançado com Moscovo, para dissuadir a Rússia de novas agressões militares.

A reunião foi realizada no dia em que a Ucrânia assinalou o 35.º aniversário da sua independência e separação do antigo bloco soviético, numa fase em que a Rússia tem vindo a intensificar os seus ataques aéreos, explorando a escassez de recursos antiaéreos de Kyiv.


Israel acusa Hamas de esconder droga na ajuda de ONG para Gaza... O Coordenador de Atividades do Governo nos Territórios (COGAT), autoridade militar israelita nos territórios palestinianos, acusou o Hamas de tentar introduzir drogas na Faixa de Gaza escondidas em pacotes de ajuda humanitária da ONG World Central Kitchen (WCK).

© Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images     Por  LUSA   25/08/2026 

"A WCK informou de forma responsável sobre uma tentativa de contrabando detetada nos fornecimentos de ajuda. Durante a preparação de alimentos na sua cozinha, encontraram drogas ilegais escondidas dentro de pacotes de pimentos enlatados, incluindo: seis pacotes de haxixe [600 gramas no total] e 162 gramas de substâncias ilícitas não identificadas", indicou nas redes sociais na segunda-feira.

O COGAT publicou uma fotografia que mostra alegadamente seis pacotes negros com haxixe e um saco cheio de comprimidos brancos com o logótipo da marca de automóveis de luxo Lexus, normalmente usada como selo de qualidade por grupos criminosos que produzem a droga captagon.

"Consideramos extremamente grave que o Hamas utilize continuamente a ajuda humanitária para o contrabando ilícito", afirmaram.

"O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) não se detém perante nada, chegando mesmo a esconder narcóticos perigosos na ajuda que entra em Gaza. Táticas cínicas como estas põem em risco operações de ajuda vitais, em prol dos seus próprios interesses egoístas", lamentou.

O Ministério da Defesa israelita informou em janeiro de 2023 que as forças de segurança tinham na altura frustrado uma tentativa de introduzir milhares de comprimidos de captagon a partir da Cisjordânia no enclave palestiniano escondidos em portas de congeladores.


IRÃO: "EUA não estão em posição económica de restringir ainda mais as relações"... O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, desvalorizou o anúncio por parte dos Estados Unidos (EUA) de novas sanções contra a República Islâmica.

© Lusa    25/08/2026 

"Os Estados Unidos não estão em posição económica de restringir ainda mais as suas relações com outros países", disse Ghalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.

O dirigente classificou como absurdas as ameaças de Washington contra os países que não alinhem com a administração do Presidente norte-americano Donald Trump na campanha económica contra Teerão.

"Os norte-americanos sabem que ninguém acreditará nestes disparates", enfatizou Ghalibaf, que é também chefe da equipa de negociação do Irão.

O líder do parlamento afirmou que os aliados da República Islâmica não vão prestar atenção à retórica dos EUA

"Os parceiros comerciais do Irão deixaram-nos claro, tanto nos media como através de mensagens, que não levam estas declarações a sério", declarou Ghalibaf.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciou a intenção do Governo dos EUA de "cortar todos os recursos económicos" que "mantêm vivo o regime tirano iraniano".

"O Irão enfrenta uma escolha muito clara, com apenas dois caminhos possíveis: o isolamento total e uma economia de subsistência, ou um regresso à normalidade, com a oportunidade de se reintegrar na economia global", advertiu Bessent, numa conferência de imprensa destinada a apresentar um novo pacote de sanções de Washington a Teerão.

Além disso, o governante avisou também que os Estados que permitirem que entidades suas "facilitem o branqueamento de capitais em nome do Irão" serão "expulsos do sistema do dólar", acrescentando que "a contagem decrescente começou".

De forma mais ampla, Bessent advertiu de que os países que não participarem nas sanções norte-americanas "partilharão o isolamento do Irão", depois de Donald Trump ter apelado, no fim de semana, a vários países para se juntarem à sua "guerra económica" contra a República Islâmica.

Num comunicado, o Departamento de Estado norte-americano revelou que as sanções irão afetar "uma ampla rede de transportadoras e agentes que movimentam petróleo iraniano, bem como produtos petrolíferos e petroquímicos".

A nota alega que a rede envolve os Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e a Europa, "para financiar a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica", designado como um grupo terrorista pelos EUA.

Em resposta, o ministro da Economia iraniano prometeu "uma nova derrota" para os Estados Unidos, após Washington anunciar novas sanções contra a República Islâmica, garantindo ter um "plano de dois anos" para lidar com a situação.

Os Estados Unidos "fizeram de tudo para testar a determinação do povo iraniano e dos responsáveis do país, mas falharam sempre. Parece que queriam sofrer uma nova derrota", afirmou o ministro, Ali Madanizadeh, na televisão estatal.

"O governo estava preparado e tem um plano de dois anos para gerir estes eventos", acrescentou.


Leia Também: Petroleiro atingido por "projétil desconhecido" ao largo da costa de Omã

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" que danificou a casa das máquinas e deixou a embarcação inoperacional, enquanto navegava ao largo da costa de Omã, disse a agência marítima britânica UKMTO.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

António Costa: "Últimos ataques a civis mostram desespero de Putin"... O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou que os últimos ataques registados a partir da Rússia "mostram o desespero de Vladimir Putin", o que é "preocupante". O antigo primeiro-ministro português visitou Kyiv pela 5.ª vez.

© Sergei SUPINSKY / AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto, Lusa   24/08/2026 

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, visitou a Ucrânia numa altura em que se assinala o 35.º aniversário da independência do país. Em pouco mais de dois anos desde que assumiu o cargo em Bruxelas, esta visita foi a 5.ª feita por Costa.

"Os últimos ataques a civis mostram o desespero de Vladimir Putin, e é mais preocupante", disse o antigo primeiro-ministro português em entrevista à SIC Notícias.

À mesma estação televisiva, Costa já tinha considerado que a guerra na Ucrânia só "existe porque a Rússia quer pôr em causa a independência e soberania da Ucrânia".

"É altura de parar esta guerra, parar de matar pessoas, de destruir infraestruturas, de atacar objetivos civis e dar uma oportunidade para que se possa negociar a paz", defendeu o líder europeu.

Já a Comissão Europeia anunciou hoje 6,1 mil milhões de euros em novas aquisições de material de defesa para a Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea e antimíssil, mísseis, munições e radares.

Coligação da Boa Vontade e a estreia de Andy Burnham

Esta segunda-feira, a chamada Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia reuniu-se em Kyiv. O grupo, composto por cerca de 30 nações, foi lançada em março de 2025 por Paris em coordenação com o Reino Unido. Portugal integra esta coligação que reúne países dispostos a fornecer garantias de segurança à Ucrânia para impedir uma nova agressão da Rússia após o fim do atual conflito.

É a terceira vez que o grupo se reúne em Kyiv desde que foi criado e este encontro acontece num momento em que Moscovo têm intensificado os ataques com mísseis balísticos e a liderança ucraniana pede ajuda para reforçar a defesa aérea, fortemente debilitada ao nível de mísseis intercetores.

A última reunião da coligação aconteceu em julho, em França. Na altura, Macron anunciou que a força multinacional criada para ser destacada na Ucrânia após o fim da guerra com a Rússia ia começar a treinar nos "países vizinhos" nos "próximos meses".

Nesta reunião, que aconteceu em formato híbrido - tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, participado por videoconferência - esteve também Andy Burnham, que participou pela primeira vez como primeiro-ministro britânico. Em comunicado antes de chegar a Kyiv, o chefe de governo já dizia que "a Rússia não deve ter dúvidas sobre a nossa determinação".

Já na capital ucraniana Andy Burnham disse: "Estou determinado a que trabalhemos juntos em conjunto para lhe prestar o apoio de que precisa, sr. presidente [da Ucrânia, Volodymyr Zelensky]. Mais fortes do que nunca. Isto significa não só a defesa aérea, mas também impedir que a Rússia lance sequer os seus mísseis".


Leia Também: São Tomé e Príncipe pode ser "destino turístico de excelência" mundial

O primeiro-ministro são-tomense defendeu hoje que o Turismo “é um pilar vital para o desenvolvimento sustentável” do arquipélago, que tem potencialidades naturais e culturais para tornar-se num “destino turístico de excelência" regional e mundial.

"Irão tentou matar um dos meus filhos", diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o Irão tentou assassinar um dos seus dois filhos, sem dar mais detalhes.

© Lusa   24/08/2026 

"A conteceu algo incrível: o Irão visou um dos meus filhos. O Irão tentou matar um dos meus filhos", disse Netanyahu numa entrevista telefónica ao canal israelita Channel 14.

Benjamin Netanyahu tem dois filhos e uma filha e ainda não se sabe qual dos seus filhos teria sido visado nesta alegada tentativa de assassinato.

O seu filho mais velho, Yair, de 35 anos, tem passado longos períodos em Miami, no estado norte-americano da Flórida, desde o início de 2024, e estaria sob a proteção do serviço de segurança interna israelita (Shin Bet).

A sua estadia nos Estados Unidos gerou polémica em Israel, devido ao custo desta proteção para os contribuintes. Habitantes da Flórida, por sua vez, expressaram o receio de que a sua presença pudesse tornar a região um alvo de ataques por inimigos de Israel.

Pouco após a declaração do chefe de governo, Amit Segal, um conhecido jornalista em Israel, escreveu no seu canal do Telegram que a alegada tentativa de assassínio era conhecida há "meses", mas estava sujeita a uma proibição de publicação.

 O guia supremo iraniano Ali Khamenei foi morto durante a primeira onda de ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, juntamente com alguns membros da sua família. O seu filho Mojtaba sucedeu-lhe.

Numa mensagem lida em seu nome na televisão estatal, Mojtaba Khamenei referiu as perdas familiares, especificando que além do seu pai, também tinha perdido a esposa, a irmã, o filho desta e o cunhado.

Mojtaba Khamenei não apareceu em público desde a sua nomeação.

Numa outra mensagem que lhe é atribuída, publicada por ocasião do funeral do seu pai, o novo guia supremo jurou "vingar o sangue" de Ali Khamenei.

A afirmação de Netanyahu surge numa altura em que é discutido o facto de o Shin Bet ter recusado dar proteção próxima ao antigo chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, à medida que se aproximam as eleições legislativas de 27 de outubro.

Netanyahu defendeu a proteção permanente para Eisenkot, afirmando que não era "um luxo". "Sem isso, [os iranianos] vão conseguir", disse.


Leia Também: Irão promete "nova derrota" para Estados Unidos após sanções

O ministro da Economia iraniano prometeu hoje "uma nova derrota" para os Estados Unidos, após Washington anunciar novas sanções contra a República Islâmica, garantindo ter um "plano de dois anos" para lidar com a situação.

ELEIÇÕES NO BRASIL: Denúncias de irregularidades eleitorais no Brasil triplicam em 5 dias... O número de denúncias de possíveis irregularidades nas eleições brasileiras de 2026 triplicou em menos de cinco dias, de 1.103 para 3.468, segundo um balanço divulgado hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

© Lusa   24/08/2026 

Os registos foram feitos através da Pardal, aplicação gratuita criada pelo TSE para permitir aos cidadãos comunicar possíveis irregularidades durante as campanhas eleitorais em todo o país, que começou a operar no dia 16, no início da campanha eleitoral no país. 

Entre os tipos de irregularidades, as ocorrências em vias públicas lideram (1.200 registos), seguidas por propaganda na internet (599), bens públicos (339) e casos envolvendo carros de som (330).

Entre os cargos, o maior número de denúncias concentram-se nos candidatos a deputado estadual, com 1.245 registos, seguidos pelos candidatos a deputado federal (1.096), e por partidos, coligações e federações (447). 

Por estado, São Paulo lidera, com 613 denúncias, seguido pela Baía (309), Rio Grande do Sul (301), Minas Gerais e Pernambuco (275 cada) e Paraná (272).

As eleições gerais de outubro têm 20.506 pedidos de registo de candidaturas, segundo dados do TSE, menos 8.700 pedidos de registo do que nas eleições gerais de 2022.

Os registos são para os cargos de presidente e vice-presidente, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

O número de candidatos a deputados estaduais lidera (11.090 registos), seguido por deputado federal (7.627), governos dos 26 estados e Distrito Federal (195), Senado (314). Para Presidente do Brasil, são 13 os postulantes ao Palácio do Planalto.


Kyiv e Londres assinam acordo sobre utilização de IA na defesa... A Ucrânia e o Reino Unido assinaram um acordo sobre a utilização de Inteligência Artificial (IA) nas forças armadas, anunciou hoje o Governo britânico, reforçando os laços militares entre os dois países.

© Getty Images    Por  LUSA   24/08/2026 

O acordo, assinado pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem de uma reunião dos aliados de Kyiv, que hoje decorreu na capital da Ucrânia, prevê a partilha de dados sobre a IA e a sua utilização no campo de batalha.

Esta parceria "irá aliar a experiência operacional inigualável da Ucrânia ao ecossistema britânico de classe mundial em matéria de IA", afirmou Burnham num comunicado.

"Vamos acelerar o desenvolvimento de capacidades que não só reforçarão a nossa segurança nacional, como também vão proteger melhor as nossas infraestruturas críticas e promover o crescimento", acrescentou.

Ferramentas de Inteligência Artificial são utilizadas na Ucrânia, nomeadamente, para orientar drones, detetar alvos a atingir ou coordenar operações em grande escala.

Estes dados de combate relacionados com a IA serão em breve testados numa instalação de defesa britânica para "proteger as bases contra manifestantes e atores hostis que procurem obter informações", segundo o comunicado do Governo britânico.

A informação também vai servir para proteger aeroportos, redes ferroviárias, centrais elétricas e prisões britânicas.

Em contrapartida, o Reino Unido vai prestar "apoio à Ucrânia através das suas universidades, investigadores e empresas tecnológicas de vanguarda, bem como do seu ecossistema de IA".

O Reino Unido é um dos principais apoiantes europeus da Ucrânia face à Rússia e Burnham esteve hoje em Kyiv, naquela que foi a sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que tomou posse, no mês passado. 

O chefe do Governo britânico copresidiu a uma reunião da chamada "Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia”, um conjunto de cerca de 30 países, incluindo Portugal, que hoje aconteceu em Kyiv e que coincidiu com a celebração do 35.º aniversário da independência ucraniana.

Londres aproveitou para anunciar que disponibilizou a Kyiv informações confidenciais sobre os componentes do míssil de cruzeiro franco-britânico Storm Shadow (designado em França por Scalp), para que Kyiv possa produzi-los localmente.

Estes mísseis, fornecidos à Ucrânia desde 2023, são utilizados para atingir alvos na Rússia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, e as negociações entre as duas partes estão num impasse.

Moscovo têm intensificado os ataques com mísseis balísticos e a liderança ucraniana tem pedido ajuda para reforçar a defesa aérea, fortemente debilitada ao nível de mísseis intercetores.

Já o lado ucraniano reforçou a campanha de ataques de longo alcance contra depósitos de armas, instalações militares e outros alvos estratégicos no interior do território russo.

Espanha pede formalmente a Bruxelas fundos de emergência pela crise migratória de Ceuta... O Executivo dá o passo que reclamava a Comissão Europeia depois de semanas de contatos e solicita financiamento adicional para enfrentar a emergência na cidade autônoma.

Por  Democrata.es  24/08/2026

O Governo da Espanha solicitou formalmente à Comissão Europeia financiamento de assistência de emergência para enfrentar a crise migratória em Ceuta, segundo avançou nesta segunda-feira a EFE. O pedido abre caminho para que Bruxelas mobilize recursos europeus adicionais após várias semanas de conversas entre o Executivo espanhol e as instituições comunitárias.

A solicitação representa uma mudança relevante em relação à situação dos últimos dias. Bruxelas havia confirmado que existiam contatos com a Espanha e uma avaliação das necessidades de Ceuta, mas ainda aguardava um pedido formal do Governo para ativar novo financiamento de emergência.

Por enquanto, não foi revelada a quantia solicitada pela Espanha nem quanto dinheiro poderia finalmente conceder a Comissão Europeia. A decisão agora dependerá da análise que o Executivo comunitário realizar das necessidades apresentadas pelas autoridades espanholas.

Bruxelas vinha oferecendo financiamento há semanas

A Comissão Europeia havia deixado em aberto desde os primeiros dias de agosto a possibilidade de reforçar economicamente a Espanha. O Executivo comunitário confirmou em 6 de agosto que mantinha conversas com as autoridades espanholas e que havia recebido uma primeira avaliação das necessidades provocadas pela chegada maciça de migrantes.

Bruxelas detalhou então que a Espanha dispõe de mais de 1.000 milhões de euros dos fundos europeus de Interior para o período 2021-2027. Também lembrou que o país já havia recebido 114 milhões de euros por meio de assistência de emergência e ações da União, dos quais aproximadamente 28 milhões estavam relacionados com o apoio à gestão migratória em Ceuta.

A nova solicitação anunciada nesta segunda-feira deve ser distinguida dessas partidas já concedidas. O que a Espanha pede agora é assistência de emergência adicional vinculada especificamente à crise desencadeada no final de julho.

Quais fundos pode utilizar a Comissão Europeia

Um dos principais instrumentos comunitários para responder a esse tipo de situações é o Fundo de Asilo, Migração e Integração (FAMI), que conta com 10.940 milhões de euros para o período 2021-2027.

O fundo está desenhado, entre outros objetivos, para melhorar a capacidade dos Estados para gerir os fluxos migratórios, combater a imigração irregular, financiar retornos e reforçar a solidariedade com os países submetidos a uma maior pressão migratória. Sua regulamentação contempla expressamente mecanismos de assistência de emergência.

Bruxelas dispõe também de outros instrumentos dentro dos fundos de Interior e pode complementar o apoio financeiro com recursos de suas agências.

Frontex, Europol e a Agência de Asilo

A Comissão leva semanas oferecendo à Espanha não só financiamento. O comissário europeu de Interior, Magnus Brunner, anunciou no dia 12 de agosto o envio a Ceuta de uma equipe da Direção Geral de Migração e Assuntos de Interior para realizar uma avaliação em campo.

Brunner assegurou então que a Comissão continuava oferecendo apoio junto com Frontex, Europol e a Agência de Asilo da União Europeia (EUAA).

A Comissão havia insistido igualmente que esses reforços dependem em determinados casos de um pedido do próprio Estado membro.

O pedido chega 25 dias após o início da crise

A solicitação ocorre 25 dias após a entrada maciça de migrantes registrada no final de julho e em um dia em que o Governo anunciou novas decisões para centralizar a gestão da emergência.

O vice-presidente primeiro e ministro de Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, anunciou nesta segunda-feira em Ceuta que o Conselho de Ministros declarará nesta terça-feira a situação de interesse para a Segurança Nacional e constituirá uma estrutura de coordenação dirigida pelo ministro de Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres.

O Governo prepara igualmente uma ampliação extraordinária do Plano de Desenvolvimento Integral Socioeconômico de Ceuta de 2022 para incorporar ações destinadas a reforçar a segurança, gerir os retornos e recuperar a atividade econômica da cidade.

O pedido de financiamento europeu adiciona agora um segundo frente a essa resposta: Espanha reclama a Bruxelas que participe economicamente no custo de uma crise que afeta a uma das fronteiras exteriores da União Europeia.

GUERRA NA UCRÂNIA: Aliados de Kyiv comprometem-se com reforço urgente de defesas aéreas... A coligação da boa vontade para a Ucrânia, composta maioritariamente por países europeus, comprometeu-se hoje com o reforço urgente das defesas aéreas de Kyiv, numa reunião que coincide com a celebração do 35.º aniversário da independência ucraniana.

© Henry NICHOLLS / POOL / AFP via Getty Images   Por  LUSA  24/08/2026 

Os países aliados de Kyiv "expressaram a sua determinação em aumentar o apoio militar à Ucrânia, reforçar urgentemente as suas defesas aéreas, intensificar a cooperação com a sua indústria de defesa e partilhar tecnologias relevantes, incluindo através da Coligação de Mísseis Antibalísticos", segundo um comunicado conjunto dos governos da Alemanha, do Reino Unido e da França, que coorganizaram o encontro.

Entre os presentes na reunião realizada na capital ucraniana estiveram o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tendo o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participado por videoconferência.

O chefe da diplomacia de Lisboa, Paulo Rangel, também participou remotamente e observou na rede social X que o encontro “reforça o apoio a nível da defesa aérea, da preparação para o inverno (a nível militar, humanitário e energético) e os próximos passos da pressão económica sobre a Rússia”.

Os países da coligação reafirmaram igualmente disponibilidade para contribuir para uma força multinacional a ser mobilizada em solo ucraniano assim que um acordo de paz for alcançado com Moscovo, para dissuadir a Rússia de novas agressões militares.

A reunião foi realizada no dia em que a Ucrânia assinala o 35.º aniversário da sua independência e separação do antigo bloco soviético, numa fase em que a Rússia tem vindo a intensificar os seus ataques aéreos, explorando a escassez de recursos antiaéreos de Kyiv.

Em julho, a Rússia lançou um número recorde de mísseis balísticos, em concreto contra Kyiv.

No final do encontro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que os representantes de cerca de 30 países se comprometeram com o envio de novos pacotes de defesa aérea e apoio ao sistema energético, bem como financiamento adicional para a produção de drones.

Segundo o líder ucraniano, Kyiv precisa de pelo menos 300 mísseis intercetores para os sistemas norte-americanos Patriot, para se defender com eficácia no próximo inverno.

A defesa aérea continua a ser "a prioridade", insistiu Zelensky a propósito da reunião de hoje, após ter pedido aos seus aliados que fornecessem "tudo o que a Ucrânia precisa para travar esta guerra" antes que o Presidente russo, Vladimir Putin, tenha tempo "de começar outra".

Como resposta a este apelo, o primeiro-ministro britânico anunciou que a empresa de defesa MBDA vai partilhar os elementos necessários para que Kyiv possa fabricar os seus próprios mísseis de longo alcance Storm Shadow, sistemas que Londres já fornece às forças ucranianas, instando a França a juntar-se a esta iniciativa.

Os sistemas Storm Shadow são mísseis de cruzeiro, produto da cooperação entre as indústrias de defesa britânica e francesa, e conhecidos como SCALP em França.

Num discurso proferido ao lado de Zelensky, Andy Burnham insurgiu-se contra as "ameaças ultrajantes" de Moscovo contra o seu país e defendeu que a Ucrânia é “a linha da frente que protege a Europa", comparando a resistência à Rússia à luta contra a Alemanha nazi.

O anúncio do fornecimento de tecnologia dos Storm Shadow provocou indignação no Kremlin (presidência russa), que acusou Londres de obstruir a paz e avisou que os militares russos vão identificar os locais de produção destes mísseis e destruí-los.

Durante a reunião, o Presidente francês advertiu, pelo seu lado, que "a Rússia tentará aumentar as tensões contra os países europeus para os dissuadir de ajudar a Ucrânia", prevendo um aumento de provocações.

"É claro que os países da NATO serão alvos e que as provocações se multiplicarão", disse Emmanuel Macron, exortando os seus parceiros a "manterem a calma e a seguirem com a vida normalmente", depois de Paris ter anunciado no sábado o envio de mais intercetores para o exército ucraniano.

Entre os últimos anúncios de apoio a Kyiv, a União Europeia vai libertar uma nova parcela de 6,1 mil milhões de euros de ajuda para reforçar defesas aéreas e fornecimento de mísseis e outras munições.

Este valor faz parte do empréstimo de 90 mil milhões de euros que a Ucrânia vai receber da União Europeia até 2027 e do qual Zelensky pretende uma antecipação das transferências como forma de cobrir o défice imprevisto de 27 mil milhões de dólares (23,1 mil milhões de euros) que o Ministério da Defesa enfrenta este ano.

Além dos equipamentos de defesa, a coligação para a boa vontade aprovou também o fornecimento de assistência energética adicional para ajudar a Ucrânia a reforçar o seu sistema antes do próximo inverno.

A Ucrânia receia voltar a enfrentar uma nova campanha de ataques contra a sua infraestrutura energética, como a que deixou milhões de pessoas em toda a Ucrânia sem eletricidade, água canalizada e aquecimento durante o último inverno.

Os líderes aliados de Kyiv destacaram também a necessidade de prosseguir o apoio à economia ucraniana face à campanha de ataques russos que provocou uma queda acentuada da atividade dos portos ucranianos nas últimas semanas.

A coligação para a boa vontade, fruto de uma iniciativa franco-britânica, tornou-se num fórum de apoio à Ucrânia, num ambiente de incerteza provocada pelo regresso do republicano Donald Trump a Casa Branca (presidência norte-americana), em janeiro do ano passado, e alteração radical da política de apoio de Washington a Kyiv desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Entre as consequências desta alteração, de acordo com Zelensky, os Estados Unidos reduziram para quase metade desde 2023 as entregas dos sistemas avançados Patriot, de que a Ucrânia depende para proteger o seu espaço aéreo e cuja disponibilidade diminuiu com o começo da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro, contra o Irão.

Os membros da coligação também apelaram hoje para uma maior pressão sobre a Rússia, com uma repressão mais rigorosa da chamada “frota fantasma”, utilizada para contornar as sanções internacionais e manter as suas exportações, em particular de bens petrolíferos.

A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, anunciou hoje que irá propor "sanções mais duras" contra a Rússia e a sua “frota fantasma” durante o outono, somando-se aos 21 pacotes de medidas restritivas já adotados desde a invasão da Ucrânia.

"Apertaremos ainda mais o cerco à frota fantasma russa para privar Moscovo dos fundos necessários para financiar a guerra. Quanto mais fortes tornarmos a Ucrânia, mais rapidamente forçaremos a Rússia à mesa de negociações", afirmou a chefe da diplomacia de Bruxelas, que também participou na reunião da coligação.


Leia Também: Kallas vai propor 22.º pacote de sanções contra a Rússia a membros da UE

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) anunciou hoje que, neste outono, irá propor aos Estados-membros “sanções mais severas” contra a Rússia que, a confirmarem-se, constituirão o 22.º pacote de medidas contra Moscovo.

CEUTA: Governo identificou quase 3 mil menores em Ceuta após entrada maciça... O governo de Ceuta identificou até agora mais de 2.900 menores migrantes na cidade autónoma espanhola localizada no norte de África, após a entrada maciça de migrantes ilegais ocorrida no final de julho, procedentes de Marrocos.

© Getty Images    Por  LUSA   24/08/2026 

“Neste momento, o número de crianças que foram registadas, ou seja, identificadas, neste caso, pelas autoridades, é um pouco superior a 2.900”, declarou hoje o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Comércio e Negócios espanhol, Carlos Cuerpo, após uma reunião com o presidente da Câmara de Ceuta, Juan Jesús Vivas, no Palácio da Assembleia da cidade.

O titular da Economia explicou que o trabalho de identificação em curso visa “agilizar ao máximo” o processamento destes casos.

Salientou ainda que a ação pública constitui uma resposta ao interesse primordial dos menores para encontrar uma solução para uma situação potencialmente “crítica”.

Esse trabalho está a ser realizado pelos Ministérios do Interior e das Migrações espanhóis em colaboração com o Ministério da Juventude e Infância e as autoridades locais.

Cuerpo indicou que a coordenação entre departamentos pretende solucionar e melhorar a situação das crianças sob tutela.

“Em muitos casos, constatamos que são meninas, algumas com menos de 13 anos, nem sequer adolescentes. Esta é, portanto, uma enorme prioridade para nós”, sublinhou.

O Governo não especificou quantos destes 2.900 menores são migrantes não-acompanhados.

De qualquer modo, o Ministério da Juventude e da Infância vai reunir-se na quinta-feira com as comunidades autónomas na Conferência Setorial para discutir a atribuição extraordinária de 25 milhões de euros a Ceuta, destinados ao acolhimento de menores migrantes não-acompanhados que se encontram naquele enclave espanhol no norte de África.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, convocou para terça-feira uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação em Ceuta após a entrada em julho de mais de 72.000 migrantes num período de 24 horas (mais de 70.000 dos quais regressaram durante a semana seguinte de forma voluntária a Marrocos, segundo as autoridades).

Fontes governamentais confirmaram à agência de notícias espanhola EFE esta informação, inicialmente divulgada pelo diário El País, sobre uma reunião que decorrerá antes da reunião do Conselho de Ministros desta terça-feira, a primeira após a pausa de verão.

Durante o mês de agosto, Sánchez realizou duas reuniões por videoconferência para coordenar a situação em Ceuta, concretamente nos dias 07 e 17, nas quais participaram vários ministros do seu executivo.

Entretanto, o vice-primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai declarar na terça-feira a “situação de interesse para a segurança nacional” em Ceuta e vai constituir um comando único para coordenar a resposta à crise migratória, além de ampliar o plano socioeconómico de 2022 para a cidade.

Essa estrutura será dirigida pelo ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Victor Torres.

Carlos Cuerpo anunciou também um alargamento extraordinário e imediato do Plano Integral de Desenvolvimento Socioeconómico de Ceuta para 2022, até agora dotado de mais de 180 milhões de euros, e que incluirá medidas para reforçar a segurança, gerir os retornos e reativar a economia da cidade.

O ministro espanhol explicou que ambas as ações se destinam a lidar tanto com a situação criada pelo afluxo maciço de migrantes no final de julho como com as suas consequências para a população e a atividade económica da cidade autónoma.

Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.


Kyiv denuncia ataques durante Dia da Independência... As autoridades ucranianas denunciaram hoje vários bombardeamentos russos contra zonas residenciais em diferentes regiões do país que fizeram dezenas de feridos, ataques que coincidem com as comemorações do Dia da Independência.

© Francisco Richart/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  24/08/2026 

Um ataque com drones contra edifícios residenciais na cidade de Chernigov, a norte de Kyiv, fez cerca de 20 feridos, de acordo com as autoridades locais.

“Qualquer ataque do inimigo contra alvos civis, independentemente da data, da hora ou de outras circunstâncias, é absolutamente cínico e criminoso”, denunciou a câmara municipal da cidade ucraniana num comunicado divulgado nas redes sociais.

O município salientou que Chernigov sofreu três ondas de ataques durante as quais a Rússia “atacou um edifício residencial de nove andares no centro da cidade”.

“Até ao momento, foram confirmadas 18 vítimas, entre as quais duas crianças”, indicou, atualizando posteriormente o balanço para 20 feridos, três dos quais menores.

Em consequência do ataque, deflagrou-se um incêndio no local, que foi extinto pelas unidades do Serviço Estatal de Emergências, detalhou a Câmara Municipal de Chernigov, que indicou que os serviços especializados estavam a trabalhar no local para prestar apoio às pessoas afetadas.

Esta onda de ataques ocorre no momento em que a Ucrânia celebra o 35.º aniversário da sua independência da União Soviética, um dia marcado pelo conflito e em que também se registaram ataques em Odessa, Kharkiv e Donetsk.

As autoridades ucranianas também registaram que pelo menos sete pessoas ficaram feridas em ataques aéreos contra a localidade de Sloviansk, na província de Donetsk.

“Por volta das 10:10, os russos lançaram vários ataques contra a cidade. Foram registados quatro impactos na zona central de Sloviansk”, informou o governador de Donetsk, Vadym Filashkin, numa mensagem nas suas redes sociais.

Segundo indicou, entre as vítimas encontra-se um jovem de 16 anos, estando todos os feridos “a receber os cuidados médicos necessários”.

“No Dia da Independência, os russos demonstram mais uma vez o que trazem à Ucrânia: sofrimento para o povo e destruição das cidades. Serão responsabilizados por todos os seus crimes”, denunciou Filashkin.

Por ocasião da independência, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelesnky, apelou à unidade dos ucranianos, numa altura em que o país atravessa uma situação que classificou de “realmente difícil”, no contexto da guerra desencadeada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 2022.


Leia Também: EUA reafirmam compromisso com soberânia da Ucrânia

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reafirmou hoje o compromisso dos Estados Unidos (EUA) com a soberania da Ucrânia e defendeu uma solução negociada para terminar com o conflito iniciado em 2022 após a invasão russa.