quarta-feira, 12 de agosto de 2026

UCRÂNIA: Kyiv estima prejuízos de mais de mil milhões em ataques à "Amazon russa"... A Ucrânia estima que os ataques aos armazéns e centros de distribuição da empresa Wildberries, conhecida como a "Amazon russa", causaram prejuízos de mais de 100 mil milhões de rublos (acima de mil milhões de euros).

© Danylo Antoniuk/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   12/08/2026 

Segundo os serviços de informações de Kiev, a campanha de ataques com drones contra a Wildberries atingiu pelo menos 14 centros de distribuição da empresa e "destruiu o modelo de negócio da maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, que vendia anualmente produtos equivalentes a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional".

Através da rede social Telegram, os serviços de informações indicaram que a empresa perdeu pelo menos 20% da sua capacidade de armazenamento em poucas semanas e acumulou prejuízos acima de 100 mil milhões de rublos, com as estimativas mais extremas a apontarem para o dobro.

Kiev calcula ainda que as necessidades totais de financiamento da Wildberries ascendem já a 1,3 biliões de rublos, ou cerca de 13,6 mil milhões de euros.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou os ataques à Wildberries desde meados de julho argumentando que a empresa russa armazena mantimentos militares e componentes de drones.

Já hoje, Zelensky afirmou que as forças ucranianas recapturaram 26 localidades na região de Zaporijia, no sul do país, e nas regiões vizinhas de Dnipro e Donetsk, numa ofensiva lançada em janeiro último.

Esta campanha militar permitiu a libertação de 745 quilómetros quadrados de território, declarou o líder ucraniano nas redes sociais, após uma reunião com as chefias militares.

Zelensky disse também que o exército atacou "o último grande bastião da frota russa no Mar Negro", localizado na base naval de Novorossisk, na região de Krasnodar, e que alberga um importante terminal petrolífero internacional e também instalações de armazenamento e escoamento de cereais.

Segundo as autoridades russas, os ataques resultaram em duas mortes.

O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, detalhou que, durante a noite, as defesas aéreas russas repeliram "um ataque massivo de centenas de drones" que "infelizmente causou mortes e feridos", incluindo um rapaz de 8 anos em Novorossisk.

"Foram confirmados impactos em posições de defesa aérea, docas e infraestruturas portuárias", escreveu, pelo seu lado, Zelensky nas redes sociais, elogiando o sucesso dos ataques, com recurso a drones Palianitsia e mísseis Neptune, a instalações situadas a mais de 300 quilómetros da linha da frente.

"A frota de ocupação e todas as infraestruturas que a apoiam não estarão seguras enquanto a agressão russa continuar", ameaçou Zelensky, reiterando que "todas as propostas diplomáticas razoáveis se mantêm em cima da mesa" para negociar o fim da guerra o mais rapidamente possível.

Os ataques aéreos intensificaram-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, resultando num número crescente de vítimas civis.

Os drones de última geração desenvolvidos por Kiev desde a invasão russa, há mais de quatro anos, têm visado repetidamente a frota russa no mar Negro, incluindo navios de guerra e petroleiros.

As autoridades ucranianas acreditam que o Presidente russo, Vladimir Putin, está determinado em prosseguir a invasão da Ucrânia, apesar da acumulação de baixas e sem conquistas de relevo no terreno, a par de uma economia em dificuldades e concentrada no esforço de guerra.

No entanto, Putin está a planear "uma mobilização rápida adicional de várias centenas de milhares de russos até ao final do ano", disse Zelensky nas redes sociais na noite de terça-feira, citando relatórios dos serviços de informações ucranianos.

Os relatórios afirmaram também recentemente que a Rússia está a expandir a produção de mísseis balísticos e de drones a jato, ambos difíceis de serem neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia está também a tentar aumentar a sua produção de armas através de acordos com países parceiros, uma vez que ambos os países continuam longe de uma solução negociada, apesar das tentativas de mediação dos Estados Unidos.

Na Crimeia, ilegalmente anexada desde 2014, as defesas aéreas derrubaram 115 drones ucranianos sobre Sebastopol durante a noite, disse o governador local, acrescentando que 10 edifícios de apartamentos e 25 casas particulares foram danificados.

Na Ucrânia, os bombardeamentos russos atingiram várias regiões na última noite e duas pessoas foram mortas e outras ficaram feridas em ataques com drones em Kherson, no sul do país.

De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou mísseis e 138 drones durante a última noite, dos quais 112 foram abatidos ou intercetados.

A Rússia reclama também avanços terrestres na província de Donetsk, no leste da Ucrânia, que tenta capturar na totalidade desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022. quando já ocupava partes da região.

Israel reafirma que tropas permanecerão no Líbano, Síria e Gaza... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, deslocou-se hoje ao sul do Líbano, reafirmando a determinação de Telavive de manter tropas naquela região, bem como na Síria e em Gaza.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images    Por LUSA    12/08/2026 

"Como o primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] e eu próprio afirmámos claramente, não nos retiraremos desta zona de segurança", termo pelo qual Israel designa a faixa territorial que ocupa no sul do Líbano, afirmou Katz, citado numa nota informativa divulgada pelo seu gabinete.

"O exército está aqui para proteger as localidades do norte" de Israel e "as suas próprias forças. Vamos limpar esta zona (...). Não nos retiraremos, em caso algum, das zonas de segurança: nem no Líbano, nem na Síria, nem em Gaza", insistiu.

As forças israelitas estão destacadas no sul do Líbano e prosseguem as suas operações numa faixa de cerca de 10 quilómetros no interior do país vizinho, ao longo da fronteira.

O exército "está a destruir as infraestruturas subterrâneas" na zona e "todas as casas", afirmou ainda o ministro.

Israel e o Líbano, ainda tecnicamente em estado de guerra, assinaram um acordo-quadro no final de junho que prevê a mobilização do exército libanês no sul.

O entendimento prevê a criação de "zonas-piloto" no sul do país, das quais os militares israelitas se devem retirar e entregar o seu controlo às forças regulares do Líbano, mas o compromisso firmado entre Telavive e Beirute conta com a oposição do grupo xiita Hezbollah.

O movimento islamita, pró-iraniano, rejeita este acordo e recusa depor as armas.

Apesar de um cessar-fogo em vigor desde junho, Israel prossegue com ataques pontuais no Líbano.

LGDH CONTESTA REFERENDO CONSTITUCIONAL E ALERTA PARA RISCOS À DEMOCRACIA E AOS DIREITOS DOS CIDADÃOS

Por  Rádio Sol Mansi   12/08/2026 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifesta forte preocupação com a convocação do referendo popular sobre a revisão constitucional, alertando que a iniciativa poderá colidir com a legislação em vigor e fragilizar as garantias democráticas no país.

A posição foi expressa esta quarta-feira, em Bissau, pelo presidente da LGDH, Bubacar Turé, durante as comemorações do 35.º aniversário da organização, criada em 1991 para a promoção e defesa dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Segundo Bubacar Turé, o n.º 2 do artigo 9.º da Lei n.º 12/2026, de 16 de junho, Lei do Referendo Popular, estabelece expressamente que é proibida a convocação e a realização de referendo entre a data da marcação e a realização de eleições para os órgãos de soberania ou do poder local.

Para o presidente da LGDH, a realização de um referendo durante esse período confronta-se, por isso, com uma proibição legal expressa, levantando sérias dúvidas sobre a conformidade do processo com a legislação nacional.

Bubacar Turé defende ainda que uma eventual revisão constitucional deve resultar de um processo amplamente participado, inclusivo, transparente e baseado no consenso, envolvendo diferentes setores da sociedade guineense.

A Liga alerta igualmente que a eliminação da fiscalização da constitucionalidade poderá retirar uma das principais garantias contra o exercício arbitrário do poder, enfraquecer a proteção dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e comprometer a segurança jurídica.

Segundo Bubacar Turé, uma Constituição sem mecanismos efetivos de controlo da constitucionalidade corre o risco de proclamar a sua própria supremacia sem dispor dos instrumentos necessários para fazer respeitar os seus princípios.

A LGDH reforça que a Constituição não deve ser uma lei feita à medida de quem exerce o poder, mas sim o pacto fundamental que submete todo o poder ao Direito, protege os cidadãos e assegura a estabilidade das instituições.

Para a organização, qualquer processo de revisão constitucional deve colocar no centro o interesse nacional, a proteção dos direitos fundamentais e a consolidação do Estado de Direito, e não interesses políticos ou conjunturais.


Leia Também:  LGDH ALERTA: ENFRAQUECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES E DETENÇÕES ILEGAIS AMEAÇAM A DEMOCRACIA NA GUINÉ-BISSAU

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, alerta que a alteração da ordem constitucional e o enfraquecimento das instituições democráticas continuam a comprometer a confiança dos cidadãos e a dificultar a consolidação de uma democracia estável e participativa na Guiné-Bissau.

LGDH ALERTA: ENFRAQUECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES E DETENÇÕES ILEGAIS AMEAÇAM A DEMOCRACIA NA GUINÉ-BISSAU

Por  Rádio Sol Mansi  12/08/2026 

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, alerta que a alteração da ordem constitucional e o enfraquecimento das instituições democráticas continuam a comprometer a confiança dos cidadãos e a dificultar a consolidação de uma democracia estável e participativa na Guiné-Bissau.

A preocupação foi manifestada esta quarta-feira, em Bissau, durante a comemoração dos 35 anos da Liga Guineense dos Direitos Humanos, organização criada em 1991 para a promoção e defesa dos direitos humanos no país.

Na ocasião, Bubacar Turé denunciou igualmente a situação de cidadãos civis e militares que, segundo a organização, permanecem ilegalmente privados da liberdade há mais de um ano.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige a libertação imediata de todas as pessoas ilegalmente detidas ou privadas da liberdade sem fundamento legal.

Bubacar Turé defende que, quando existirem indícios da prática de infrações penais, os suspeitos devem ser apresentados às autoridades judiciais competentes e beneficiar plenamente do direito à defesa, ao contraditório e ao devido processo legal.

A organização manifesta ainda profunda inquietação perante a ausência de progressos nas investigações sobre as alegadas execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari.

Para o ativista dos direitos humanos, será difícil construir um futuro sustentável de paz, estabilidade e desenvolvimento sem uma justiça verdadeiramente independente.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos chama também atenção para a situação crítica do setor da saúde no país, apontando limitações relacionadas com equipamentos, medicamentos, profissionais de saúde, água e eletricidade.

A organização considera que estas fragilidades continuam a colocar em causa o direito fundamental dos cidadãos à saúde e apelam a medidas concretas para garantir condições dignas de atendimento nos serviços públicos.

Comissão Técnica do Conselho Nacional de Transição (CNT) está em conferência de imprensa, para prestar esclarecimentos sobre o processo do referendo.

Radio TV Bantaba

Ataques causam mortos e feridos na Ucrânia e Rússia (incluindo criança)... Ataques ucranianos mataram duas pessoas, incluindo uma criança de 8 anos, na região russa meridional de Krasnodar, enquanto ataques russos causaram dois mortos na Ucrânia, anunciaram hoje as autoridades de ambos os países.

© Lusa   12/08/2026 

A criança foi morta num ataque com drones contra a cidade portuária de Novorossiysk, nas margens do mar Negro, precisou o governador regional, Veniamin Kondratyev, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Oito pessoas ficaram feridas no mesmo ataque, incluindo um menor.

Imagens publicadas em meios de comunicação russos, cuja autenticidade não foi verificada pela AFP, mostram um impacto num edifício residencial com a fachada parcialmente enegrecida.

"Destroços de drones" caíram sobre edifícios residenciais e empresariais, afirmou Kondratyev, acrescentando que centros de acolhimento temporário receberam 90 pessoas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reivindicou um ataque contra a base naval de Novorossiysk, que qualificou como o "último grande bastião da frota russa no mar Negro", a mais de 300 quilómetros da frente.

Zelensky disse nas redes sociais que posições de defesa aérea e infraestruturas portuárias foram atingidas pelo ataque das forças armadas ucranianas.

Outro ataque com drones matou uma pessoa na aldeia de Volna, situada um pouco mais a norte, perto da península da Crimeia anexada, de acordo com o governador.

Quatro pessoas ficaram feridas por outros ataques nas cidades de Anapa e Gelendzhik, também na região de Krasnodar, disse a mesma fonte.

O Ministério da Defesa russo disse ter abatido 502 drones ucranianos que sobrevoavam o território da Rússia e o mar Negro durante a noite.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, quatro anos e meio após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia.

Na Ucrânia, ataques russos visaram várias regiões nas últimas horas.

Duas pessoas foram mortas e outras ficaram feridas por drones em Kherson, grande cidade do sul muito próxima da linha de frente, anunciaram as autoridades locais.

Um drone atingiu um autocarro na região meridional de Zaporijia, fazendo um ferido, disse o governador Ivan Fedorov.

Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou durante a noite mísseis e 138 drones, dos quais 112 foram abatidos ou intercetados.

A mesma fonte não mencionou a interceção de mísseis.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 para, entre outros objetivos, "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como anunciou na altura o Presidente russo, Vladimir Putin.

É considerado o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com um número de vítimas mortais por calcular, tanto civis como militares, mas que várias fontes consideram ser significativamente elevado.

A guerra causou também a destruição de muitas infraestruturas na Ucrânia, que tem contado com o apoio de aliados ocidentais no financiamento da economia e de armamento.

Putin exige o reconhecimento da soberania russa em partes da Ucrânia e garantias de que o país vizinho nunca será membro da NATO, a aliança de defesa ocidental.

Zelensky recusa as exigências de Putin e reclama a retirada das tropas russas do território ucraniano, bem como a reposição das fronteiras de 1991, quando o país se tornou independente da então União Soviética.

Tal exigência inclui a devolução da península da Crimeia, que a Rússia invadiu e anexou já em 2014.


Leia Também: Putin ameaça apreender navios ocidentais como medida de retaliação

O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou hoje apreender navios ocidentais em retaliação ao apresamento por países europeus de barcos suspeitos de pertencerem à "frota fantasma" russa.

SAÚDE DO FÍGADO: É isto que deve beber de manhã para melhorar a saúde do seu fígado... Saiba como o café pode beneficiar a saúde do seu fígado. Neste artigo, exploramos os efeitos positivos desta bebida e a quantidade ideal para o seu consumo diário, com base nas indicações de uma nutricionista.

© Shutterstock   Por noticiasaominuto.com  12/08/2026 

De manhã é que se começa o dia e ainda mais com um café. Num artigo do Verywell Health, a nutricionista Amy Brownstein revela porque esta bebida faz bem ao fígado.

Porque é que o café é a melhor bebida para o seu fígado?

O café contém uma mistura única de nutrientes e antioxidantes. Os compostos químicos encontrados no café podem fornecer um apoio antioxidante que ajuda a proteger contra danos e acumulação de gordura no fígado. 

Qual a quantidade ideal de café para a saúde do seu fígado?

Pesquisas mostram que o maior benefício é obtido com duas ou mais chávenas de café por dia. No entanto, deverá ficar atento à ingestão total de cafeína, pois consumir mais de 400 miligramas (mg) por dia pode ter efeitos adversos à saúde. 

Como deve ser o seu café para a saúde do fígado

Segundo uma grande análise, todos os tipos de café, incluindo moído, instantâneo e descafeinado, reduzem o risco de doenças hepáticas. Contudo, deverá ter atenção ao que acrescenta ao seu café. Neste sentido destacam-se dois ingredientes: 

Açúcar: bebidas adoçadas com açúcar estão associadas a uma pior saúde do fígado. Embora muitas das bebidas analisadas em estudos contenham mais açúcar do que se adiciona normalmente ao café, limitar o consumo de açúcar tem um efeito positivo na saúde do fígado. 

O açúcar adicionado contribui para a esteatose hepática, aumentando o risco de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Mesmo apenas uma bebida adoçada com açúcar por semana pode afetar a saúde do fígado. 

Leite: estudos sugerem que o tipo de leite consumido influencia os seus efeitos na saúde do fígado. O leite com baixo teor de gordura tende a estar associado a menor risco de doença hepática (MASLD), enquanto o leite com elevado teor de gordura pode estar relacionado a piores desfechos hepáticos.

Ou seja, o segredo é manter o seu café o mais simples possível. 

EUA: Raio atinge centro de correção nos EUA e 16 reclusos são hospitalizados... Raio atingiu um Centro de Correção no Ohio, EUA, na noite desta terça-feira, e 16 reclusos tiveram de ser hospitalizados. Um deles foi transportado de helicóptero para o hospital.

© Getty Images     Por  Notícias ao Minuto  12/08/2026 

Dezasséis pessoas tiveram de ser hospitalizadas depois de um raio ter atingido um centro de correção nos Estados Unidos da América.

O raio atingiu o Grafton Correctional Institution na noite desta terça-feira, dia 11 de agosto, com 16 dos reclusos deste espaço a terem de receber tratamento hospitalar. Uma das vítimas teve de ser transportada de helicóptero para uma unidade de saúde, noticia o ABC News.

O raio atingiu o edifício na altura em que os reclusos regressavam às suas celas depois de terem estado a jantar.

Esta instituição acolhe pouco mais de dois mil reclusos nos níveis de segurança mínima e média e está em funcionamento desde 1988.

As autoridades afirmaram que continuam a avaliar e a acompanhar a situação e que, neste momento, não há novidades adicionais.

Mês marcado por episódios semelhantes (no mundo)

Este é já o terceiro episódio do género este mês a envolver pessoas hospitalizadas após terem sido atingidas por um raio.

No início do mês, um adolescente de 14 e um jovem de 21 anos foram atingidos por um raio durante uma forte tempestade nos Pireneus, perto de Cauterets. As duas vítimas, que foram hospitalizadas, faziam parte de grupo de excursão com cerca de quinze pessoas.

Mais tarde, no sul da Tailândia, uma partida de futebol terminou em tragédia quando um futebolista morreu após ter sido atingido por um raio em pleno jogo de carácter particular.

Tudo aconteceu durante um duelo da Taça Golok, competição regional realizada no Estádio Santiphap, na província de Narathiwat. O incidente provocou a morte de um jogador e deixou outros 12 atletas feridos.

A vítima fatal foi identificada como Safwan Awae, de 24 anos. O atleta foi socorrido imediatamente após a descarga elétrica e encaminhado a uma unidade hospitalar em estado grave, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

GUINÉ-BISSAU ENTRE OS PAÍSES LUSÓFONOS COM MENOR TAXA DO DESEMPREGO JUVENIL

Por Rádio Sol Mansi  12.08.2026 

A Guiné-Bissau regista uma das mais baixas taxas de desemprego juvenil entre os países de língua portuguesa, com 3,2%, segundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as tendências globais do emprego para os jovens em 2026.

O documento, intitulado “Tendências Globais do Emprego para os Jovens 2026: de volta ao futuro”, alerta, no entanto, para o agravamento do desemprego entre os jovens a nível mundial.

A taxa global de desemprego juvenil passou de 12,3%, em 2023 e 2024, para 12,4% em 2025, correspondendo a cerca de 67 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos fora do mercado de trabalho.

Entre 2023 e 2025, as taxas de desemprego juvenil aumentaram em oito das 11 sub-regiões analisadas pela OIT. A organização aponta como principais fatores a desaceleração do crescimento económico, a fraca criação de empregos, as tensões geopolíticas e as rápidas mudanças tecnológicas.

Apesar da taxa de 3,2% na Guiné-Bissau, o relatório chama atenção para um problema mais amplo: cerca de 257 milhões de jovens no mundo não trabalham, não estudam nem frequentam formação profissional, o equivalente a um em cada cinco jovens.

A situação é ainda mais preocupante entre as mulheres. Em 2025, 27,4% das jovens estavam nessa condição, mais do dobro da taxa registada entre os homens, de 13,1%.

Entre os países de língua portuguesa, Angola apresenta a maior taxa de desemprego juvenil, com 17,6%, seguida de Portugal, com 13,1%, Moçambique, 10,9%, Brasil, 10,5%, e São Tomé e Príncipe, 6,9%. Guiné-Bissau e Timor-Leste registam 3,2%.

Segundo especialista em emprego da OIT, o desafio não consiste apenas em criar mais postos de trabalho para os jovens, mas também em investir nas suas competências, garantir direitos e proteção social e assegurar que a tecnologia seja utilizada para ampliar as oportunidades.

A organização defende, por isso, políticas capazes de facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho e garantir oportunidades de emprego digno num cenário marcado por profundas transformações económicas e tecnológicas.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cidadãos guineenses apelam ao primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, para interceder junto das entidades competentes com vista ao restabelecimento do serviço de internet Wi-Fi no país... O apelo, feito esta terça-feira (11.08), surge perante a importância do acesso à internet para a comunicação, educação, negócios e desenvolvimento económico.

Os cidadãos defendem que a reposição do serviço contribuirá para facilitar o acesso à informação e melhorar as oportunidades digitais para a população.

Por Radio Voz Do Povo

ONU estima que 16 mil civis ucranianos continuem detidos na Rússia... Mais de 16.000 civis capturados pela Rússia durante a guerra na Ucrânia continuam detidos, muitos dos quais incomunicáveis e sob justificações que não estão em conformidade com o direito internacional, segundo uma estimativa da ONU.

© Tetiana DZHAFAROVA / AFP via Getty Images     Por LUSA   11/08/2026 

A"tortura e os maus-tratos generalizados e sistemáticos" a civis ucranianos detidos e prisioneiros de guerra pela Rússia continuam, incluindo a violência sexual, afirmou a secretária-geral adjunta da ONU para os direitos humanos , Claudia Fuentes Julio, durante uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU.

A reunião foi convocada na segunda-feira pela Letónia e pelo Reino Unido, para discutir no Conselho de Segurança, no qual a Rússia tem lugar permanente e direito de veto, a situação de civis e soldados capturados desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Claudia Fuentes Julio disse que a equipa de direitos humanos da ONU entrevistou 910 prisioneiros de guerra ucranianos e 403 civis detidos após a sua libertação.

A ONU não conseguiu visitar os centros de detenção na Rússia, e o seu número estimado de detidos não especifica quantos são adultos ou crianças.

Mais de 95% dos prisioneiros de guerra ucranianos e 85% dos civis detidos relataram ter sido torturados ou maltratados, muitas vezes de forma repetida, disse a dirigente da ONU.

Também foram relatadas agressões sexuais e condições desumanas, incluindo privação de alimentos e serviços médicos inadequados.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, com sede em Genebra, "documentou a execução de 129 prisioneiros de guerra ucranianos no início do seu cativeiro e a morte de outros 48 prisioneiros sob custódia, resultantes de tortura, negação de cuidados médicos ou outras condições desumanas de detenção", disse a secretária-geral adjunta da ONU.

Novas nomeações para cargos estratégicos no Irã expõem tensão entre pragmáticos e linha-dura... O governo iraniano anunciou no domingo (9) e na segunda-feira (10) as nomeações de um novo secretário-geral para o Conselho Supremo de Segurança Nacional e de um novo comandante das Forças Armadas, oriundo da Guarda Revolucionária do Irã. Essas nomeações confirmam as suspeitas de tensões dentro do aparato estatal iraniano e reforçam o controle dos setores religiosos e da linha dura sobre o poder, indicam analistas ouvidos pela RFI.

Mohsen Rezaei é o novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a mais alta instância de segurança do Irã. Foto de arquivo de junho de 2021 AFP - MORTEZA FAKHRI NEZHAD   Por:  RFI  11/08/2026 

Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária, assume o cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a mais alta instância de segurança do país, que conecta os setores civil e militar. Sua nomeação foi anunciada no domingo.

Na segunda-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, nomeou o general da Guarda Revolucionária Ali Abdollahi para chefiar o Estado-Maior das Forças Armadas. Até então, Abdollahi comandava o quartel-general central Khatam al-Anbiya, uma das principais estruturas de coordenação militar do país, responsável por supervisionar operações conjuntas. Sua chegada ao posto reforça a influência da Guarda Revolucionária, a poderosa força militar ideológica da República Islâmica, sobre a cúpula militar iraniana.

O líder supremo também nomeou o general de brigada Ahmad Vahidi para o comando da Guarda Revolucionária Islâmica. Com a promoção, ele passa a ostentar a patente de major-general.

Essas foram as primeiras nomeações militares de alto escalão feitas por Khamenei desde que assumiu como líder supremo, no início da guerra no Oriente Médio, após a morte do pai em ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

Mudança de rumo no cenário internacional

As nomeações de dois aliados próximos do líder supremo para posições estratégicas sugerem que existem divergências de opinião no mais alto escalão do Estado iraniano, segundo analistas entrevistados pela RFI. Com Mohsen Rezaei na direção do Conselho Supremo de Segurança Nacional e Ali Abdollahi no comando das Forças Armadas, o Irã poderá promover uma mudança de rumo diplomático no cenário internacional.

No domingo, alguns meios de comunicação iranianos já haviam antecipado a iminente renúncia do então secretário do Conselho Supremo, Mohammad Bagher Zolghadr, que estava no cargo desde março de 2026. Zolghadr, também ex-general da Guarda Revolucionária, havia sido nomeado após a morte de Ali Larijani em um bombardeio norte-americano, em um primeiro sinal de firmeza do poder iraniano. Ao que parece, ele não convenceu plenamente o regime dos aiatolás.

“Embora Zolghadr não fizesse parte do campo reformista, recentemente havia um processo de aproximação entre ele e o governo”, afirma o sociólogo franco-iraniano exilado Didier Idjadi. O especialista faz referência aos setores favoráveis a uma solução diplomática para o conflito com os Estados Unidos.

Na realidade, a saída de Zolghadr do cargo já havia sido sugerida por pessoas próximas ao líder supremo.

Massoud Pezeshkian enfraquecido

A renúncia de Mohammad Bagher Zolghadr foi noticiada por um porta-voz da Presidência iraniana na rede X, poucas horas após o anúncio de uma rara reunião entre o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian. No mesmo comunicado, o assessor presidencial informou que Pezeshkian indicava Mohsen Rezaei para o cargo.

A escolha do secretário do Conselho Supremo cabe tradicionalmente ao presidente da República Islâmica. Mas, no domingo, a conta no X atribuída ao “Aiatolá Mojtaba Khamenei” antecipou o anúncio da nomeação de “Rezaei, destacando sua valiosa experiência, para ser meu representante no Conselho Supremo de Segurança Nacional”. Na prática, a saída de Zolghadr do cargo já havia sido sugerida por pessoas próximas ao próprio líder supremo.

O gesto foi interpretado como mais um sinal do fortalecimento gradual do controle religioso sobre o Estado, com o objetivo de conter as iniciativas do presidente.

Defensores da diplomacia contra conservadores

Duas grandes correntes se enfrentam hoje no topo do poder iraniano. De um lado estão os defensores da diplomacia, representados pelo presidente Massoud Pezeshkian e por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento e principal negociador da delegação iraniana nas conversações com os Estados Unidos.

Do outro lado estão determinados religiosos e membros da Guarda Revolucionária, adeptos de uma postura de “linha dura” e contrários a qualquer negociação com os países ocidentais envolvidos no conflito.

Embora esses dois grupos estejam longe de ser homogêneos, “Mojtaba aparentemente é favorável a uma abordagem mais rígida e, portanto, à rejeição das negociações”, observa Didier Idjadi.

O protocolo de entendimento para um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, assinado em 18 de junho e amplamente criticado no país, teria intensificado essas divisões. Durante a votação no Conselho Supremo, apenas um dos doze integrantes presentes teria se oposto à ratificação do acordo. O voto contrário foi o do representante do líder supremo no órgão.

A promoção de Mohsen Rezaei, que até então atuava como conselheiro militar de Khamenei, seria também uma forma de “conter a influência excessiva de Mohammad Bagher Ghalibaf”, segundo Hamidreza Azizi, especialista em segurança iraniana citado pelo jornal norte-americano New York Times.

Rede de influência

Em uma publicação na rede X datada de 3 de agosto, Mohsen Rezaei advertiu que “se o bloqueio naval dos Estados Unidos continuar, navios e forças norte-americanas enfrentarão sérios riscos e sofrerão perdas”. Essa é apenas uma das várias ameaças feitas por ele em pronunciamentos públicos.

Aos 71 anos, ex-comandante da Guarda Revolucionária entre 1981 e 1997, Rezaei personifica a linha-dura defendida pelo líder supremo e possui uma ampla rede de influência dentro das estruturas do poder iraniano, algo que seu antecessor não tinha na mesma dimensão.

Sua trajetória vai muito além das atividades militares durante a guerra Irã-Iraque. Candidato derrotado em várias eleições presidenciais, ex-ministro da Economia e figura conservadora de atuação multifacetada, Rezaei construiu relações em diversos círculos de poder do Estado.

“A característica que talvez melhor defina a carreira política de Rezaei é sua capacidade de transitar entre a linguagem da coerção militar e a da negociação política”, destaca Mohammad Ghaedi, pesquisador de ciência política da Universidade George Washington, em seu blog.

Com Ali Abdollahi e Ahmad Vahidi ao seu lado, recém-nomeados, respectivamente, chefe do Estado-Maior e comandante da Guarda Revolucionária, e ambos integrantes do Conselho Supremo de Segurança Nacional, a visão mais belicista defendida pelo líder supremo pode acabar prevalecendo sobre os esforços de negociação e paz.

Essa estratégia, ainda pouco transparente, poderá provocar atritos com o imprevisível presidente norte-americano. “Como isso evoluirá daqui a um mês ou dois meses?”, questiona Didier Idjadi. “Hoje, a rede de Rezaei domina, mas alianças são formadas e desfeitas, e as correlações de força também podem mudar no futuro”, conclui, com cautela, o sociólogo.

MALI: Cerca de 40.000 pessoas deslocadas no Mali após novos confrontos... Cerca de 40.000 pessoas abandonaram as suas casas no Mali, desde o final de abril, após o ressurgimento dos confrontos e bombardeamentos no norte e centro do país, anunciaram hoje fontes humanitárias, locais e de segurança.

© Shutterstock     Por LUSA   11/08/2026 

"Milhares de pessoas chegaram a cidades como Gao e Ménaka [norte] desde os acontecimentos de 25 de abril, seguidos dos confrontos recentes na zona de Anéfis", cidade estratégica e palco recente de combates entre o exército e os rebeldes tuaregues pelo seu controlo, indicou o responsável de uma Organização Não-Governamental (ONG) à agência de notícias France-Press (AFP).

Um responsável pelo desenvolvimento social declarou que "cerca de 40.000 pessoas" deixaram as localidades onde viviam.

Nos últimos meses, os combates voltaram a intensificar-se no Mali desde uma vasta ofensiva, no final de abril, levada a cabo por uma coligação formada por extremistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM) - afiliado da Al-Qaeda - e por separatistas da Frente de Libertação do Azawad (FLA), durante a qual o ministro da Defesa maliano foi morto e a cidade estratégica de Kidal (Norte) foi tomada por esta coligação.

Segundo uma fonte local, só na cidade de Gao, a maior do Norte do Mali, há "mais de 7.000 novos deslocados nos últimos três meses", um afluxo de uma magnitude sem precedentes num período tão curto nos últimos anos neste país do Sahel.

Além disso, "há duas semanas que o exército intensificou os bombardeamentos aéreos em zonas como Tinzawatene, [região de Kidal], destruindo centros de saúde e provocando novas deslocações de populações", afirmou uma fonte de segurança.

Os deslocados, que chegaram a Gao e Ménaka, provêm na sua maioria de Kidal, na sequência da deterioração da situação nessa região, que se tornou zona de combate afetada por ataques regulares do exército.

O Mali conta oficialmente com mais de 400.000 deslocados, mas este número é considerado subestimado por muitos intervenientes do setor.

Este país africano está a atravessar, desde 2012, uma profunda crise de segurança.

Desde dois golpes de Estado sucessivos em 2020 e 2021, é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restabelecer a segurança e preservar a sua integridade territorial.


MEDICAMENTOS: Farmacêutica alerta: Estas pessoas devem evitar ibuprofeno no verão... Durante o verão, há pessoas que devem evitar tomar ibuprofeno. O aviso é deixado por uma farmacêutica que explica o que pode acontecer e os riscos que poderá está a correr. Saiba tudo.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com  11/08/2026 

O ibuprofeno é um medicamento comum e usado por muitas pessoas no alívio de dores. Durante o verão, e de forma a aliviar dores musculares causadas pelo tempo quente, há quem o tome sem pensar nas consequências. Uma farmacêutica deixou o alerta e revela as pessoas que devem evitar tomar ibuprofeno durante os meses de verão.

Ao Mirror, a farmacêutica Hanna Yusuf explicou o que está em causa e o principal motivo que deve fazer com que algumas pessoas deixem de tomar este medicamento comum durante as semanas mais quentes do verão.

Ibuprofeno: Quem deve evitar no verão

“Algumas pessoas notam que suas articulações ficam mais inchadas ou desconfortáveis ​​durante o tempo quente. Temperaturas mais altas podem causar a dilatação dos vasos sanguíneos e contribuir para a retenção de líquidos em algumas, o que pode piorar os sintomas articulares já existentes”, começa por explicar a farmacêutica.

Desta forma, avisa que existem cinco grupos de pessoas que devem evitar a toma de ibuprofeno durante dias muito quentes. Um deles são as grávidas, especialmente as com mais de 20 semanas. 

“O ibuprofeno pode afetar o desenvolvimento do bebé, incluindo o coração e a quantidade de líquido amniótico, portanto, só deve ser tomado com a autorização médica.”

Por outro lado, pessoas com insuficiência cardíaca ou doença hepática também devem evitar ibuprofeno. “O ibuprofeno pode agravar estas condições, faz com que o corpo retenha líquidos e sal em excesso, sobrecarregando ainda mais um coração ou fígado já debilitados.”

Os riscos de tomar ibuprofeno durante o tempo quente

Também quem sofre de doença renal deve ter mais atenção. “O ibuprofeno aumenta a pressão sobre os rins, que já estão debilitados, podendo levá-los a um risco ainda maior de falência renal.”

A farmacêutica Hanna Yusuf alertou ainda para pessoas que tomam medicamentos para a pressão arterial e a quem já teve algum tipo de reação adversa a ibuprofeno e a analgésicos. 

“O ibuprofeno é um dos analgésicos mais usados e, para a maioria das pessoas, tomá-lo ocasionalmente não é motivo de preocupação. O problema é que o clima quente pode aumentar o risco de desidratação, e a desidratação é um dos fatores que podem tornar o ibuprofeno mais prejudicial para os rins. Isso é particularmente importante para pessoas que já têm doença renal, insuficiência cardíaca, problemas no fígado ou que tomam certos medicamentos para pressão arterial”, avisa a especialista.

Ainda assim, mesmo que pertença a um destes grupos de risco, não quer dizer que deva deixar de lado este medicamento. O melhor é sempre consultar o seu médico.

“Não digo que as pessoas devam parar de tomar os medicamentos prescritos ou deitar fora o ibuprofeno. O importante é que, se pertence a um dos grupos de maior risco, vale a pena conversar com um farmacêutico sobre a opção mais segura para si durante uma onda de calor. Em muitos casos, o paracetamol pode ser uma escolha mais adequada”, continua Hanna Yusuf.


Leia Também: 8 medicamentos que não deve misturar com álcool, segundo médicos

A combinação de determinados medicamentos com álcool poderá inibir os efeitos destes no corpo. Especialistas revelaram ao EatingWell as substâncias que nunca deverão ser misturadas com bebidas alcóolicas, uma vez que tal poderá levar a efeitos adversos.

NOVOS AGENTES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA DA GUINÉ-BISSAU FICAM EM CASA E EXIGEM EFETIVAÇÃO E CINCO MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Rádio Sol Mansi  11.08.2026 

Os novos agentes da Polícia Judiciária guineense encontram-se em casa, por tempo indeterminado, em protesto contra a falta de efetivação e o atraso de cerca de cinco meses de salários.

Segundo informações avançadas esta terça-feira por uma fonte ligada à instituição judiciária, mais de 90 novos agentes decidiram suspender as atividades até que as suas reivindicações sejam atendidas pelo Governo.

A mesma fonte, consultada pela Rádio Sol Mansi, explica que a decisão surge na sequência de várias promessas feitas pelo chefe do Governo de transição, que teria garantido a resolução das reivindicações apresentadas pelos agentes.

Segundo a fonte, desde os primeiros contactos e negociações com o Executivo, nenhum dos principais pontos da reivindicação foi ainda solucionado.

Os agentes da Polícia Judiciária denunciam igualmente a realização de vários encontros com a Direção Nacional da instituição e com o Governo, durante os quais foram feitas promessas de resolução das questões em causa.

Os 96 novos agentes de investigação criminal da Polícia Judiciária foram empossados no dia 12 de março de 2026. Na mesma ocasião, receberam as insígnias e credenciais da corporação, depois de concluírem dois anos de formação em diversas áreas de investigação criminal e de realizarem estágios profissionais.

A cerimónia de posse, presidida pelo então ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Carlos Pinto Pereira, serviu também para a promoção de vários agentes da Polícia Judiciária às categorias de chefes de núcleo, chefes de posto, subinspetores, inspetores coordenadores e inspetores superiores.

Os novos agentes são, na sua maioria, jovens com formação superior, incluindo nas áreas de medicina, enfermagem e cursos técnicos profissionais.

SÍRIA: Bashar al-Assad condenado à pena de morte por crimes contra a humanidade... Um tribunal da Síria condenou hoje à pena de morte, à revelia, o ex-presidente Bashar al-Assad, derrubado em dezembro de 2024. Governou o país com mão de ferro durante 24 anos, reprimindo de forma sangrenta uma rebelião que se transformou em guerra, uma das mais brutais do século XXI.

© OMAR HAJ KADOUR/AFP via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa   11/08/2026 

Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte por crimes contra a humanidade na Síria, avança a AFP.

O antigo governante foi condenado após o ter considerado culpado das acusações de "crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade" cometidos durante a guerra civil no país.

A sentença contra Assad, que fugiu com a família para Moscovo, na Rússia, em dezembro de 2024, é a primeira proferida pelas autoridades de transição.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, cujo regime foi derrubado em 2024, governou o país com mão de ferro durante 24 anos, reprimindo de forma sangrenta uma rebelião que se transformou em guerra, uma das mais brutais do século XXI.

O percurso político de Bashar al-Assad 

Nascido em 11 de setembro de 1965, Bashar não estava destinado a tornar-se presidente, mas a sua vida mudou radicalmente quando o seu irmão mais velho, Bassel, que sucederia ao seu pai, morreu num acidente de viação em 1994.

Teve então de abandonar os estudos em Londres, onde conheceu a futura mulher, Asma, uma mulher sunita sírio-britânica, com quem teve três filhos.

Quando o pai morreu, em 2000, Bashar tornou-se presidente por referendo, sem oposição.

Quando prestou juramento, aos 34 anos, para muitos sírios que procuravam mais liberdades, Bashar personificava a imagem de um reformador, capaz de pôr fim a anos de repressão e de estabelecer uma economia mais liberal num país com um controlo estatal sufocante.

No início da sua presidência, Bashar apareceu em público a conduzir o seu carro e a jantar num restaurante sozinho com a mulher, acabando por afrouxar algumas das restrições impostas pelo pai.

Mas a imagem de reformador dissipou-se muito rapidamente, com a detenção e prisão de intelectuais, professores e outros adeptos do movimento reformista, no final de uma breve "Primavera de Damasco".

Quando a Primavera Árabe se espalhou pela Síria, em março de 2011, a população organizou manifestações pacíficas para apelar à mudança.

Bashar al-Assad, que era também o comandante em chefe das Forças Armadas, liderou então uma repressão brutal, rapidamente seguida por uma guerra civil.

Durante a guerra, que deixou mais de 500 mil mortos e deslocou metade da população, Bashar manteve-se sempre firme nas suas posições.

Com o apoio dos seus patrocinadores iranianos e russos, conseguiu reconquistar dois terços do território. Internamente, a sua "perseverança e rigor" conseguiram "monopolizar os poderes de decisão e garantir o apoio total do exército", explica um investigador em Damasco.

Mesmo no auge da guerra civil, Bashar permaneceu imperturbável, convencido da sua capacidade de esmagar uma rebelião que denunciou como "terrorista" e produto de "uma conspiração" de países inimigos para o derrubar.

Abandonado pelos seus aliados russos e iranianos, eles próprios muito enfraquecidos, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Bashar al-Assad foi obrigado hoje a fugir do país, 11 dias após o lançamento, a 27 de novembro, de uma ofensiva relâmpago dos rebeldes, à qual as suas forças quase não ofereceram resistência.

O colapso do regime de Bashar al-Assad aconteceu às mãos dos insurgentes liderados pela Organização de Libertação do Levante (OLL ou Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), apoiados pela Turquia, que tomaram Damasco após uma ofensiva quase sem resistência.

Entre os símbolos mais fortes da queda de Damasco está a libertação da sinistra prisão de Sednaya, onde milhares de opositores ao poder da dinastia al-Assad foram presos, torturados e assassinados.

"Um inominável" regime, como hoje o classificou o ministério português dos Negócios Estrangeiros, numa mensagem na rede social X: "Portugal, com os parceiros europeus, segue de perto a situação na Síria. O fim do inominável regime de Assad deve conduzir a uma transição pacífica e inclusiva de todas as comunidades, na linha da Resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O povo sírio tem direito à paz".

Zelensky acusa Rússia de usar mísseis balísticos da Coreia do Norte... A cidade de Zaporijia, que tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra, foi alvo de um ataque "massivo" que fez pelo menos seis mortos e 19 feridos, segundo o governador regional Ivan Fedorov.

 
Por  SIC Notícias    11/08/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que as Forças Armadas russas usaram "mísseis balísticos norte-coreanos" para atacar a cidade de Zaporijia, no sul da Ucrânia, matando pelo menos seis pessoas durante à noite.

"A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, com mísseis Zircon [russos] e bombas aéreas guiadas", disse Zelensky na rede social X, denunciando um "ataque brutal planeado para causar o máximo de danos".

A cidade de Zaporijia, que tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra, foi alvo de um ataque "massivo" que fez pelo menos seis mortos e 19 feridos, segundo o governador regional Ivan Fedorov.

A Coreia do Norte é aliada da Rússia e as relações entre os dois países têm-se reforçado desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.

Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte-coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, entre 2024 e 2025. A Ucrânia já acusou a Rússia de utilizar armas fabricadas na Coreia do Norte.

Texto: LUSA


Leia Também:  Rússia confirma ataques a centros e fábricas em Kyiv e Zaporijia

As forças russas atacaram centros logísticos, armazéns e empresas industriais em Kyiv, capital da Ucrânia, e Zaporijia, capital da região parcialmente ocupada pela Rússia, com mísseis de alta precisão durante à noite, confirmou hoje o Ministério da Defesa russo.

TRABALHO: Afinal, com que idade se pode trabalhar em Portugal? E quando pode parar?... A idade mínima de admissão para prestar trabalho é de 16 anos, de acordo com o Código do Trabalho. Este ano, a idade legal da reforma está nos 66 anos e nove meses.

© Shutterstock   Por  Notícias ao Minuto  11/08/2026 

O Código do Trabalho estabelece que a idade mínima para a admissão de um trabalhador em Portugal é de 16 anos, sendo que a idade legal da reforma está, atualmente, nos 66 anos e nove meses. 

A idade mínima (com regras)

O Artigo 68.º do Código do Trabalho estabelece que "a idade mínima de admissão para prestar trabalho é de 16 anos", sendo que há regras: "Só pode ser admitido a prestar trabalho o menor que tenha completado a idade mínima de admissão, tenha concluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar o nível secundário de educação e disponha de capacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de trabalho". 

Mais: O menor com idade inferior a 16 anos que tenha concluído a escolaridade obrigatória ou esteja matriculado e a frequentar o nível secundário de educação pode prestar trabalhos leves que consistam em tarefas simples e definidas que, pela sua natureza, pelos esforços físicos ou mentais exigidos ou pelas condições específicas em que são realizadas, não sejam suscetíveis de o prejudicar no que respeita à integridade física, segurança e saúde, assiduidade escolar, participação em programas de orientação ou de formação, capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou ainda ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral, intelectual e cultural". 

No caso de uma "empresa familiar, o menor com idade inferior a 16 anos deve trabalhar sob a vigilância e direção de um membro do seu agregado familiar, maior de idade".

Em suma, "ter 16 anos não é, por si só, suficiente. Um jovem de 16 ou 17 anos que tenha deixado a escola sem concluir o 12.º ano e sem estar matriculado no secundário não cumpre todos os requisitos legais para trabalhar", conforme explica o blog Salto do Santander. 

A idade legal da reforma

Por cá, em 2026 a idade da reforma está nos 66 anos e 9 meses, mas vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027. Esta é a idade de referência, mas os trabalhadores também podem deixar de trabalhar mais cedo, aderindo à reforma antecipada. 

De uma maneira geral, a reforma antecipada passa por abandonar mais cedo o trabalho e começar a receber a pensão antes da idade legal, mas nem toda a gente o pode fazer, já que há determinadas condições que se devem verificar. 

De acordo com a Segurança Socia, tem direito à pensão de velhice antecipada se cumprir com, pelo menos, uma das seguintes situações: 

  • ter pelo menos 60 anos e completar 40 anos de registo de salários enquanto tiver essa idade ou;
  • ter 60 anos ou mais e já tiver 40 anos de registo de salários ou;
  • estar numa situação de desemprego involuntário de longa duração (tendo esgotado o total de dias concedidos no subsídio de desemprego inicial) ou; 
  • ter uma atividade profissional de natureza penosa ou desgastante como mineiros, trabalhadores marítimos profissionais de pesca, controladores de tráfego aéreo, bailarinos, trabalhadores portuários, bordadeiras da Madeira, trabalhadores da indústria das pedreiras (cumprindo as condições determinadas por lei) ou;
  • estar abrangido por medidas de proteção específicas ou;
  • por carreiras contributivas muito longas, pessoas com:
  • - 60 anos ou mais e, pelo menos, 48 anos civis com registo de salários relevantes para o cálculo da pensão;
  • - 60 anos ou mais e, pelo menos, 46 anos civis com registo de salários relevantes para o cálculo da pensão, se iniciou a carreira contributiva no regime geral de segurança social ou no regime de proteção social convergente antes dos 17 anos. 

Foguetão chinês falha lançamento pela primeira vez em 6 anos... A missão do foguetão Longa Marcha 7A transportava o satélite de comunicações ChinaSat-4B.

Por  SIC Notícias   11/08/2026 

A China informou que um foguetão Longa Marcha 7A, que transportava o satélite ChinaSat-4B, falhou após uma anomalia em voo, pouco depois da descolagem do centro de lançamento espacial de Wenchang, na província insular de Hainan, no sul do país, na segunda-feira.

Com um satélite de comunicações ChinaSat 4B a bordo, o foguetão Longa Marcha 7A foi lançado sem sucesso na noite de segunda-feira (tarde em Lisboa) na ilha de Hainan (sul), onde se encontra o Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, integrado no programa espacial chinês.

"O foguetão apresentou uma anomalia durante o voo e a missão de lançamento falhou", informou a agência de notícias Xinhua.

Esta foi a primeira falha conhecida do Longa Marcha 7A desde o seu voo inaugural em março de 2020, segundo a Xinhua. A China já lançou centenas de missões recorrendo a foguetões Longa Marcha para colocar satélites de internet e de comunicação na órbita baixa da Terra.

Foguetão Long March 5B CNSA.GOV.CN
Programa espacial chinês

A China está a preparar-se para a missão lunar Chang'e-7, prevista para o segundo semestre de 2026, que irá explorar o polo sul da Lua, incluindo crateras permanentemente na sombra que podem conter gelo de água.

Utilizará um foguete Longa Marcha 5, maior e diferente do Longa Marcha 7A. Peritos afirmam que a falha do Longa Marcha 7A não terá um impacto significativo no calendário de lançamento do Chang'e-7.

Governo colombiano reconhece soberania israelita sobre Montes Golã... A Colômbia reconheceu a soberania de Israel sobre os Montes Golã, território estratégico na Síria e ocupado pelo Estado judaico desde 1967, anunciou o Governo do novo Presidente, Abelardo de la Espriella.

© JALAA MAREY/AFP via Getty Images         Por  LUSA     11/08/2026 

"Considerando a persistente instabilidade regional no Médio Oriente e a importância estratégica dos Montes Golã para a segurança de Israel, o governo colombiano reconhece a soberania israelita sobre este território, bem como o direito deste Estado de se proteger contra ameaças externas", destacou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado na segunda-feira na rede social X.

O planalto os Montes Golã, rico em água, é um ponto estratégico sobre a região israelita da Galileia e o Mar da Galileia na parte controlada por Israel, bem como sobre a estrada que conduz a Damasco, capital da síria.

O território foi conquistado por Israel à Síria durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) e anexado efetivamente em 1981.

A decisão de Bogotá surge semanas depois de a Colômbia, na sequência da derrota da esquerda de Gustavo Petro nas últimas presidenciais, ter anunciado o restabelecimento das relações diplomáticas com as autoridades israelitas.

"Durante décadas, Israel enfrentou desafios de segurança persistentes e existenciais nas suas fronteiras. Estas ameaças intensificaram-se significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis ataques terroristas de 07 de outubro, que realçaram a gravidade e a natureza evolutiva dos perigos que o povo israelita enfrenta", acrescentou a diplomacia colombiana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Bogotá sublinhou ainda que "manter o controlo e a soberania de Israel sobre os Montes Golã" é essencial para a defesa de Israel e "a sua capacidade de proteger e salvaguardar os seus cidadãos".

O ministério de Omar Bula Escobar realçou que, "com esta decisão, a Colômbia reafirma o seu compromisso com a procura de uma paz estável e duradoura no Médio Oriente", mesmo que a anexação dos Montes Golã por Israel não seja reconhecida pela comunidade internacional.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, expressou a sua gratidão ao Presidente De la Espriella, que descreveu como um "bom amigo", e ao seu homólogo colombiano, pelo que classificou como uma decisão histórica.

"Com isto, o Presidente da Colômbia demonstrou, numa das suas primeiras decisões no cargo, a sua liderança, os seus valores e o seu compromisso com Israel e com a segurança de Israel. Israel é um país pequeno, sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para que Israel garanta a existência do povo judeu na sua pátria histórica", destacou Saar nas redes sociais.

O chefe da diplomacia israelita apontou também que a decisão é o resultado do seu encontro com o Presidente colombiano em Barranquilla na quinta-feira e garantiu que continuará a trabalhar para garantir que mais países se juntem aos Estados Unidos e à Colômbia "no reconhecimento da soberania de Israel nos Montes Golã, sobre as quais a lei israelita foi aplicada há 45 anos".

O anúncio surge dias depois de as autoridades colombianas e israelitas terem retomado as relações diplomáticas, que tinham sido cortadas em maio de 2024 pelo então Presidente Petro, em resposta às acusações contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.


Leia Também: Israel anuncia exercícios militares nos Montes Golã

As Forças de Defesa de Israel anunciaram que vão realizar hoje exercícios militares nos Montes Golã tendo alertado as populações locais para "um movimento intenso" de forças de segurança e de veículos.