terça-feira, 21 de julho de 2026

IRÃO: Teerão ataca bases dos Estados Unidos no Golfo Pérsico... O Irão atacou hoje instalações norte-americanas de radares e defesa antiaérea em vários países do Golfo, advertindo Washington para "ataques ainda mais poderosos", num conflito que ameaça alargar-se com o envolvimento dos rebeldes houthis do Iémen.

© Kaveh Kazemi Getty Images     Por LUSA   21/07/2026  

Por seu lado, o exército dos Estados Unidos anunciou ter concluído a décima noite consecutiva de bombardeamentos contra a República Islâmica, atingindo centros de comando militar e alvos marítimos~, com o objetivo de "reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar navios comerciais que transitam no Estreito de Ormuz".

Os Guardas da Revolução afirmaram ter interceptado dois petroleiros na via marítima estratégica, ao largo de Omã, reclamando a autoria de "explosões que provocaram incêndios significativos a bordo".

A agência britânica de segurança marítima UKMTO tinha relatado anteriormente que um navio tinha sido atingido por um "projétil não identificado" a cerca de 15 quilómetros a nordeste de Limah, em Omã, acrescentando depois que a tripulação abandonou a embarcação.

O tráfego marítimo na região, no centro do confronto entre Washington e Teerão, corre o risco de sofrer ainda mais perturbações desde que os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, ameaçando a capacidade do maior exportador mundial de crude de contornar o Estreito de Ormuz, bloqueado pelas forças iranianas.

Perante a ameaça dos houthis pró-Teerão e a intensificação das hostilidades, os preços do petróleo atingiram na segunda-feira o nível mais alto em mais de um mês, recuando hoje ligeiramente.

Pouco mais de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento que deveria conduzir à paz no prazo de 60 dias, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irão pagaria "várias vezes" o preço por cada soldado norte-americano morto no Médio Oriente, e Teerão declarou enfrentar "uma guerra total".

Desde fevereiro, 17 militares norte-americanos morreram, incluindo três na Jordânia e no Iraque, os primeiros desde a retoma das hostilidades em 07 de julho. Quase 100 soldados dos EUA ficaram feridos desde essa data, a maioria ligeiramente, segundo o Pentágono.

Do lado iraniano, o último balanço oficial, divulgado na sexta-feira, aponta para, pelo menos, 50 mortos e mais de 500 feridos desde a recente escalada dos combates.

As forças armadas iranianas especificaram hoje, entre as novas ofensivas nos estados do Golfo, ter atingido dois sistemas de defesa antiaérea e uma instalação de radar em postos avançados dos Estados Unidos no Bahrein, bem como dispositivos de mísseis defensivos e de receção radar e satélite no Kuwait.

Após esses ataques, "o inimigo deve preparar-se para vagas de drones e ataques de mísseis ainda mais decisivos e poderosos", advertiram os Guardas da Revolução Islâmica em comunicado difundido pela agência oficial Irna.

O exército iraniano declarou por outro lado, através da televisão estatal, ter atingido com drones "três importantes bases" utilizadas pelos EUA no Kuwait -- Arifjan, Al-Udairi e Ahmad Al-Jaber.

Apesar da escalada, o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, assegurou que prosseguem esforços diplomáticos através de países mediadores. O ministro do Interior, Eskandar Momeni, encontra-se no Paquistão para reuniões com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chefe das forças armadas paquistanês, Asim Munir.

O Estreito de Ormuz, por onde transitava antes da guerra um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, continua a ser ponto de fricção central no conflito. O memorando de entendimento previa a sua reabertura, mas Teerão voltou a bloqueá-lo após a retoma das hostilidades, enquanto os EUA reimpuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Entretanto, o Presidente libanês, Joseph Aoun, deve ser recebido hoje pelo homólogo norte-americano Donald Trump. A Administração norte-americana pressiona Beirute para desarmar o Hezbollah pró-Irão, envolvido na guerra e concentrado sobretudo em combater Israel.

Para Israel, o desarmamento do movimento é condição para retirar tropas do sul do Líbano, uma exigência de Teerão, que exige uma solução para o Líbano que respeite as fronteiras do país em qualquer futuro acordo de paz.


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O Comando Central das forças armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje o início de uma nova ronda de ataques aéreos contra o Irão, a décima desde o fim do cessar-fogo provisório.

UCRÂNIA/RÚSSIA: China diz que três cidadãos ficaram feridos em ataques em Moscovo... Três cidadãos chineses ficaram feridos na sequência dos ataques com drones ucranianos contra a região de Moscovo, ocorridos na noite de domingo, informou hoje a Embaixada da China na Rússia, citada pela agência oficial chinesa Xinhua.

© TATYANA MAKEYEVA / AFP via Getty Images      Por LUSA   21/07/2026 

Segundo a missão diplomática, os três feridos, funcionários de um armazém explorado por uma empresa chinesa de logística na Rússia, estão a receber tratamento em hospitais locais juntamente com outras vítimas dos ataques.

A Xinhua indicou que os trabalhadores se encontravam de serviço no armazém cerca das 06:40 locais (04:40 em Lisboa), quando ouviram explosões nas instalações e correram para uma zona aberta, mas acabaram atingidos por estilhaços provocados pelos drones.

Fontes hospitalares confirmaram que o trabalhador com ferimentos mais graves foi submetido a uma cirurgia e que um segundo continua internado, enquanto o terceiro, que sofreu ferimentos ligeiros, já teve alta e regressará à China de avião.

A embaixada da China na Rússia enviou representantes ao hospital para visitar os feridos e instou as autoridades russas a adotarem "todas as medidas necessárias" para lhes prestar assistência e garantir plenamente a segurança dos cidadãos chineses no país.

Segundo o jornal oficial Global Times, a representação diplomática apelou igualmente aos cidadãos chineses na Rússia para reforçarem as medidas de segurança.

A região de Moscovo foi alvo, entre a noite de domingo e a madrugada de hoje, de ataques com cerca de 400 drones ucranianos contra várias instalações industriais e edifícios residenciais, que provocaram um total de dez feridos, incluindo um menor.


Leia Também: Ucrânia reivindica novos ataques de longo alcance em Moscovo

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reivindicou hoje novos ataques de longo alcance contra instalações logísticas e um depósito de petróleo na região de Moscovo como parte da estratégia para perturbar a economia russa.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

69.ª CIMEIRA DA CEDEAO APELA À LIBERTAÇÃO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA E REFORÇO DO DIÁLOGO INCLUSIVO

Por ODEMOCRATA  20/07/2026  

A Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) instou as autoridades de transição da Guiné-Bissau a procederem à libertação incondicional de todas as figuras políticas que permanecem detidas, incluindo o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A posição consta do Comunicado Final da 69.ª Sessão da Conferência da CEDEAO, realizada em 19 de julho de 2026, em Freetown, capital da Serra Leoa, e tornado público esta segunda-feira.

Segundo o documento consultado pelo Jornal O Democrata, a Conferência considera que a libertação das figuras políticas detidas constituiria um gesto de boa vontade suscetível de favorecer um ambiente propício ao diálogo inclusivo, reforçar a confiança da oposição e consolidar a credibilidade do processo de transição.

Relativamente à situação política na Guiné-Bissau, os Chefes de Estado designaram o Senegal como facilitador para o país, atribuindo-lhe o mandato de apoiar os esforços de diálogo conducentes a uma transição inclusiva e harmoniosa para a ordem constitucional.

O comunicado refere ainda que a Conferência tomou nota dos esforços em curso para a conclusão da transição política, nomeadamente através da realização do referendo constitucional previsto para 30 de agosto deste ano e das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro de 2026.

Neste contexto, os Chefes de Estado exortaram as autoridades a garantirem transparência e inclusão nos referidos processos, sublinhando a necessidade de priorizar a participação de todas as partes interessadas nas iniciativas destinadas ao rápido restabelecimento da ordem constitucional.

“A Conferência exortou todas as partes interessadas a demonstrarem flexibilidade e a criarem as condições necessárias para um diálogo construtivo e inclusivo, bem como a aproveitarem todas as oportunidades para participar no processo de transição, com vista a assegurar um regresso harmonioso à ordem constitucional”, lê-se no comunicado.

No que respeita à situação dos direitos humanos, a Conferência apelou igualmente às autoridades de transição para que assegurem o respeito rigoroso pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pelas garantias judiciais de todos os cidadãos guineenses, incluindo aqueles que sejam objeto de processos judiciais ou acusados no âmbito dos acontecimentos ocorridos durante o regime anterior.

O comunicado informa ainda que a Conferência incumbiu a Comissão da CEDEAO de prosseguir o diálogo com as autoridades de transição, os atores políticos, a sociedade civil e as restantes partes interessadas, de forma a assegurar uma transição credível para a ordem constitucional.

Os Chefes de Estado solicitaram igualmente à Comissão da CEDEAO que, através da Missão de Apoio à Estabilização da CEDEAO, preste garantias morais e de segurança às diferentes partes envolvidas no processo.

Por último, exortaram a Comissão a disponibilizar apoio técnico à Guiné-Bissau para facilitar e reforçar o diálogo entre os intervenientes nacionais, bem como assegurar condições para uma transição e processos eleitorais pacíficos, transparentes e inclusivos.

Por: Assana Sambú

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital recebe missão da Comissão da UEMOA

Por Ministério dos Transportes e Comunicações   20/07/2026

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, recebeu, esta segunda-feira, 20 de julho de 2026, uma delegação da Comissão da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), no âmbito da missão de atualização dos projetos do Programa Regional de Desenvolvimento da Economia Digital (PRDEN).

A missão, que decorre de 20 a 22 de julho, tem como objetivo alinhar os projetos do PRDEN às prioridades atuais da Guiné-Bissau, identificar as necessidades nacionais, apoiar a maturação e os estudos de viabilidade dos projetos, bem como definir medidas para a sua implementação a nível nacional e regional.

Durante o encontro, as partes abordaram igualmente o estado de avanço dos projetos de digitalização dos serviços públicos e das Casas Numéricas beneficiárias do apoio da Comissão da UEMOA, reafirmando o compromisso de fortalecer a transformação digital e a modernização dos serviços públicos na Guiné-Bissau.

A visita insere-se no quadro da cooperação entre o Governo da Guiné-Bissau e a Comissão da UEMOA para a promoção da economia digital e da integração regional.

Míssil russo mata seis marinheiros de navio com bandeira da Guiné-Bissau... Pelo menos seis marinheiros morreram num ataque russo com mísseis no domingo, num porto ucraniano no Mar Negro, contra um navio mercante turco de bandeira da Guiné-Bissau, que transportava cereais, informou hoje o Governo ucraniano.

© Shutterstock     Por LUSA   20/07/2026 

Outros quatro membros da tripulação continuam desaparecidos, segundo o ministro das Infraestruturas ucraniano, Mikola Kalashnik, que descreveu a tripulação do navio como composta por 17 cidadãos sírios e indianos e por um ucraniano.

Segundo a Armada ucraniana, a Rússia terá utilizado três mísseis de cruzeiro Kh-59 e Kh-69 no ataque contra o navio.

O cargueiro sofreu, pelo menos, um impacto na superestrutura, o que provocou um incêndio no convés.

Ainda segundo a marinha ucraniana, o navio atacado chama-se Golden Leo, é de propriedade turca e navegava sob a bandeira da Guiné-Bissau.

"Trata-se de mais um ataque deliberado da Rússia contra um navio civil desarmado (que navega) sob bandeira estrangeira e que não representava qualquer ameaça militar", afirma o comunicado da Marinha ucraniana, que classifica o ataque russo como um ato de "terrorismo", que viola o direito internacional humanitário.

A Rússia e a Ucrânia têm vindo a realizar, nesta fase da guerra, ataques diários contra petroleiros e cargueiros de bandeira estrangeira que carregam nos respetivos portos ou nos portos da Ucrânia ocupados pela Rússia.

Duas pessoas morreram na sexta-feira no porto ucraniano de Mikolaiv enquanto se encontravam a bordo de um navio que estava atracado nesse porto do sul do país. Outras cinco pessoas perderam a vida a 13 de julho, quando a Rússia atacou um navio que descarregava fertilizantes num porto da região ucraniana de Odessa.

A 5 de junho, as autoridades russas informaram o Azerbaijão da morte de cinco dos seus cidadãos em ataques ucranianos a dois navios no mar de Azov.

A Ucrânia iniciou este mês uma campanha de ataques com drones contra petroleiros e cargueiros que utilizam os seus portos ocupados no mar de Azov ou que exportam a partir da costa sudoeste da Federação Russa.

O Exército russo respondeu a estes ataques com uma nova campanha de bombardeamentos contra os portos ucranianos no Mar Negro e contra os navios que os utilizam, à semelhança do que já tinha feito noutras fases da guerra.

Em consequência dos ataques recíprocos, o tráfego marítimo diminuiu drasticamente tanto no Mar de Azov como nas costas ucranianas e russas do Mar Negro.

MUNDIAL2026: Mundial2026: Donald Trump entregou troféu a Espanha e... não arredou pé... Presidente dos Estados Unidos voltou a repetir atitude no Mundial de Clubes, não abandonando o palco na hora da consagração dos vencedores do Mundial2026. Infantino ainda tentou afastar Trump, mas sem sucesso.

© Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  20/07/2026 

Mais um troféu entregue por Donald Trump, mais uma imagem que fica para a posterioridade: o presidente dos Estados Unidos voltou a repetir, no domingo, aquilo que havia feito no Mundial de Clubes, há um ano, e ficou na fotografia da consagração de Espanha como a seleção vencedora do Mundial2026. 

Depois de entregar o troféu a Rodri, capitão espanhol, Trump quis permanecer em palco na hora mais esperada pelos jogadores da La Roja: erguer o tão ambicionado troféu mundial. 

Gianni Infantino, presidente da FIFA, ainda tentou intervir para afastar o líder norte-americano do local, mas tal como acontecera em 2025, voltou a não ser bem-sucedido. 

Resultado? Donald Trump volta a ficar nas fotografias que vão contar a história da competição da FIFA que ontem chegou ao fim. 

Ainda assim, desta vez Trump permaneceu ao lado dos jogadores, e não no centro do palco, como acontecera no Mundial de Clubes.

Confira a fotogaleria.

Autarca de Moscovo diz que região foi visada por mais de 400 drones... Mais de 400 drones foram lançados durante esta noite em direção à região de Moscovo, anunciou hoje o presidente da câmara da capital russa, afirmando que "a maioria" tinha sido abatida.

© Amos Chapple     Por  LUSA    20/07/2026 

"Entre as 20h30 e as 05h00 da manhã, mais de 400 drones inimigos dirigiram-se para a região de Moscovo. A maioria foi neutralizada pelas forças de defesa aérea enquanto ainda se encontravam longe da cidade. Oitenta e cinco drones foram destruídos à medida que se aproximavam de Moscovo", escreveu na rede de mensagens Telegram o presidente da câmara, Sergei Sobianin.

"Seis pessoas com ferimentos causados por uma explosão, de gravidade variável, foram transportadas para o hospital de Domodedovo (a sul de Moscovo)", indicou a instituição no Telegram, sem especificar se os ferimentos estavam ou não relacionados com o ataque de drones.

A cidade de Domodedovo alberga um dos aeroportos internacionais de Moscovo.

Os ataques ocorrem depois da capital ucraniana, Kyiv, ter sido atingida na noite de sábado para domingo por um dos "maiores ataques com mísseis balísticos", segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que lamentou um morto e 16 feridos.

Nos últimos meses, a Ucrânia também intensificou os ataques contra a Rússia, afirmando visar especialmente as infraestruturas de hidrocarbonetos, numa tentativa de esgotar a capacidade de Moscovo para financiar o esforço de guerra.

EUA concluem 9.ª ronda de ataques contra Irão após cessar-fogo provisório... Os Estados Unidos concluíram esta madrugada uma nova ronda de ataques aéreos - a nona desde o cessar provisório - contra o Irão, que disparou mísseis em direção da Jordânia, arriscando desta forma alargar o conflito a Israel.

© Lusa    20/07/2026 

O Comando Central das forças armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou ter visado "centros de comando militares iranianos, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, meios marítimos, bases de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicações" na nona ronda de ataques após a assinatura do memorando de entendimento de cessar-fogo no passado dia 17 de junho.

Não houve qualquer reação imediata por parte do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques, mas a comunicação social estatal iraniana noticiou que foram ouvidas explosões no sul e no noroeste do Irão.

"Atacámo-los com muita força novamente esta noite", afirmou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos jornalistas ao regressar a Washington após a final do Campeonato do Mundo de Futebol. "E fizemo-lo em homenagem" aos soldados mortos, acrescentou.

As forças armadas norte-americanas também começaram por justificar os novos ataques como retaliação pela morte de soldados na Jordânia na passada sexta-feira. Um militar estava desaparecido após esse ataque, e um novo comunicado do CENTCOM indicou que "restos mortais não identificados" foram encontrados este domingo e estavam a ser examinados. Desde o início da guerra, 17 militares norte-americanos foram confirmados mortos.

Pouco depois do início dos ataques esta madrugada, agência britânica de segurança marítima UKMTO anunciou que se encontrava um navio em chamas no Estreito de Ormuz, sem especificar a causa do incêndio, a 8 milhas náuticas (cerca de 15 quilómetros) a noroeste de Kumzar (Omã).

O Bahrein, Jordânia e o Kuwait ativaram novamente as defesas aéreas contra drones e mísseis iranianos esta madrugada, e a Embaixada dos EUA no Bahrein emitiu um aviso afirmando que o Irão poderia "procurar atingir locais não especificados no centro de Manama", a capital do emirado, sem dar mais pormenores.

Israel, por outro lado, alertou que mísseis lançados contra a cidade portuária jordana de Aqaba, ameaçavam fazer com que os ataques se alastrassem ao território israelita, pela primeira vez em semanas.

Eilat, a cidade israelita vizinha de Aqaba, citou autoridades de segurança israelitas, que afirmaram que dois mísseis intercetores foram lançados a partir dos arredores da cidade para impedir a queda de detritos.

As forças armadas da Jordânia afirmaram este domingo ter abatido vários mísseis iranianos. O país acolhe importantes bases norte-americanas e depende dos sistemas de defesa aérea dos EUA. Os mísseis não causaram vítimas nem danos, segundo as forças armadas da Jordânia.

Mais tarde, a Jordânia convocou o encarregado de negócios do Irão para apresentar um protesto, segundo noticiou a televisão estatal.

Decorrida que está mais de metade do prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento de paz para negociar o fim definitivo da guerra e outras questões, incluindo o programa nuclear do Irão, Washington e Teerão voltam a aproximar-se da guerra total.

Os efeitos da guerra nos preços dos combustíveis e de outros bens afetaram duramente algumas das áreas mais vulneráveis do mundo, com o Brent para entrega em setembro a regressar os valores de junho, acima dos 90 dólares por barril, esta manhã nos mercados asiáticos.

domingo, 19 de julho de 2026

FIM DA 69.ª CIMEIRA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEDEAO, A 19 DE JULHO DE 2026, EM FREETOWN, NA SERRA LEONA.

S. Ex.ª BASSIROU DIOMAYE FAYE, DO SENEGAL, ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEDEAO. 

O GENERAL BIRAME DIOP, ANTIGO MINISTRO DA DEFESA DO SENEGAL, ANTIGO CHEFE DO ESTADO-MAIOR GENERAL DO SENEGAL E ANTIGO CONSELHEIRO DO SECRETÁRIO-GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS, TORNA-SE PRESIDENTE DA COMISSÃO DA CEDEAO A PARTIR DE 1 DE SETEMBRO DE 2026, EM ABUJA, NIGÉRIA



Por Ecowas - Cedeao

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, foi eleito o novo presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) durante a 69.ª Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada este domingo, 19 de julho de 2026, em Freetown, Serra Leoa.

Por Radio TV Bantaba

Bassirou Diomaye Faye assume presidência da CEDEAO e General Birame Diop é nomeado presidente da Comissão

A 69.ª Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada este domingo, 19 de julho, em Freetown, Serra Leoa, adotou importantes decisões sobre a liderança da organização regional.

O Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, assumiu a presidência da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, passando a liderar o órgão máximo de decisão da organização.

Na mesma cimeira, os Chefes de Estado e de Governo nomearam o General Birame Diop como novo Presidente da Comissão da CEDEAO. Antigo Ministro da Defesa do Senegal, ex-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas Senegalesas e antigo Conselheiro do Secretário-Geral das Nações Unidas, Birame Diop iniciará oficialmente o seu mandato a 1 de setembro de 2026.

O novo presidente da Comissão exercerá as suas funções na sede da CEDEAO, em Abuja, capital da Nigéria 

Ataque de independentistas e jihadistas matou 50 militares no Mali... Um ataque levado a cabo por independentistas tuaregues e jihadistas contra um comboio do exército que abandonava a cidade estratégica de Anéfis, no norte do Mali, matou pelo menos 50 militares no sábado.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images   Por  LUSA  19/07/2026 

Este é um dos ataques mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que assola este país da África Ocidental há cerca de quinze anos. 

"O balanço provisório do ataque é muito pesado. Há mais de 50 militares mortos e pelo menos 24 prisioneiros", declarou à AFP um eleito local do norte do país próximo da junta militar no poder.

O comboio, que seguia em direção à grande cidade de Gao, no norte do país, partira de Anéfis, uma localidade que tem sido palco de intensos combates nas últimas semanas pelo seu controlo.

No início de julho, uma ofensiva de grande escala coordenada pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, e pelos independentistas da Frente de Libertação do Azauade (FLA), resultou na tomada temporária da cidade, cercando o quartel militar defendido pelas Forças Armadas do Mali e pelos paramilitares russos do Africa Corps.

"O balanço é muito pesado. Alguns dos nossos homens foram pura e simplesmente executados", lamentou uma fonte do exército maliano, acrescentando que estão em curso investigações para compreender as falhas táticas que conduziram a um revés desta dimensão. "Estamos a tentar perceber o que realmente tornou os nossos homens tão vulneráveis."

Os paramilitares russos que apoiam o exército maliano já tinham chegado a Gao no momento do ataque e não sofreram quaisquer baixas, segundo as fontes consultadas pela AFP.

"Não morreu nenhum russo. As vítimas mortais pertencem às fileiras do exército e das milícias do Estado", afirmou um líder comunitário da região de Gao.

"Houve um problema de coordenação entre os russos e o exército. Os russos seguiam na dianteira e chegaram a Gao sem perder um único homem", confirmou um eleito local.

O ataque foi reivindicado pelo JNIM e pelos independentistas da FLA.

O exército reconheceu no sábado que o seu comboio "caiu numa emboscada montada por grupos armados terroristas", sem, contudo, divulgar qualquer balanço de vítimas.

O Mali vive, desde 2012, uma profunda crise de segurança alimentada pela violência de grupos afiliados às organizações jihadistas Al-Qaeda e Estado Islâmico, bem como por grupos criminosos de base comunitária e movimentos independentistas tuaregues. A esta situação junta-se uma grave crise económica.

Após dois golpes de Estado consecutivos, em 2020 e 2021, o país é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restaurar a segurança e preservar a integridade territorial do Mali.


Kyiv alvo de um dos maiores ataques russos esta noite. Pelo menos 1 morto... Pelo menos uma pessoa morreu e outras 16 ficaram feridas esta noite durante um dos maiores ataques russos contra a capital ucraniana, Kyiv, desde o início da guerra com a Rússia.

© Getty Images    Por  LUSA  19/07/2026 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na rede social X que os russos dispararam mais de 40 mísseis esta noite, a maioria contra Kyiv, e mais de 120 drones contra a Ucrânia.

Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na região da capital ucraniana.

Os ataques danificaram muitos edifícios e provocaram incêndios em várias zonas da cidade.

Um dia antes, a Ucrânia tinha atacado centros logísticos na Rússia - que segundo Zelensky eram usados com fins militares - matando pelo menos oito pessoas.

Kyiv tem alertado para a crescente pressão sobre os seus sistemas de defesa aérea, pois está a esgotar os intercetores utilizados para neutralizar ataques de mísseis balísticos, após mais de três anos de guerra.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estimou que a Rússia tenha usado esta semana aproximadamente 1.450 drones de ataque, mais de 1.640 bombas guiadas e 99 mísseis de diversos tipos contra mais de uma dezena de regiões do país, incluindo Kyiv, Odessa, Zaporíjia, Sumi e Chernihiv.

Zelensky tem pedido aos aliados que agilizem a entrega dos sistemas de defesa aérea.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 alegando que o fazia para "desnazificar e desmilitarizar" o país vizinho, que se libertou da esfera política e militar de Moscovo em 1991, quando se tornou independente da então União Soviética.

A guerra russa contra a Ucrânia, com um balanço de mortes civis e militares por determinar, é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

EUA voltam a bombardear o Irão após morte de dois militares... Os Estados Unidos lançaram hoje novos bombardeamentos contra o Irão, após a morte de dois militares norte-americanos em ataques com mísseis e drones atribuídos a forças iranianas.

© Lusa    19/07/2026 

"As forças norte-americanas começaram a lançar novos ataques aéreos contra o Irão por ordem do comandante-chefe" - ou seja, o Presidente dos EUA, Donald Trump -, escreveu o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na rede social X.

"Estes ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica que lançaram ataques contra militares norte-americanos na Jordânia ontem [sábado] à noite", acrescentou.

Entretanto, as agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim noticiaram ataques norte-americanos em Sirik, um porto situado em frente ao estreito de Ormuz, no sul do país.

A agência oficial Irna deu conta de um "ataque militar inimigo norte-americano perto de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan.

O exército iraniano anunciou posteriormente ter lançado drones explosivos contra duas bases militares no Kuwait, de acordo com a televisão estatal.

Qualquer ataque norte-americano vai enfrentar "uma resposta decisiva e devastadora por parte dos combatentes leais, corajosos e poderosos das Forças Armadas iranianas", afirmou, ainda segundo a televisão estatal, o general Ali Abdollahi, comandante do exército.

"Infligir-lhes-emos custos ainda mais elevados" do que nas guerras anteriores, continuou.

No sábado, o Centcom anunciou a morte de dois militares norte-americanos --- os primeiros desde o reinício das hostilidades a 07 de julho --- e o desaparecimento de um terceiro, durante "ataques com mísseis e drones iranianos" na sexta-feira na Jordânia.

O número de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, no final de fevereiro, ascende agora a 16.

As hostilidades atingem um novo nível sem precedentes desde o cessar-fogo celebrado em abril para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.

EUA alertam norte-americanos no Médio Oriente: "Mudanças drástica"... Os EUA emitiram hoje um alerta global aos seus cidadãos devido à elevada tensão no Médio Oriente, tendo lançado novos ataques contra o Irão, e os Emirados Árabes Unidos apelaram a um cessar imediato da escalada bélica.

© Getty Images    Por LUSA  19/07/2026 

"Devido à elevada tensão no Médio Oriente, a situação de segurança continua a ser complexa, com a potencialidade de uma escalada imprevista", indicou o Departamento de Estado norte-americano, num comunicado oficial.

Os EUA alertam os norte-americanos que se encontrem na região do Médio Oriente que "é necessária cautela" e pede-lhes que estejam atentos às notícias para possíveis "mudanças drásticas". Alertam ainda para eventuais encerramentos de espaços aéreos e cancelamentos de voos.

Washington recorda que as sedes diplomáticas do país foram atacadas.

"Grupos simpatizantes do Irão poderiam atacar outros interesses dos Estados Unidos no estrangeiro ou locais vinculados aos Estados Unidos e/ou a norte-americanos em todo o mundo", advertiu o departamento.

Na última semana, as hostilidades entre os EUA e o Irão foram retomadas, apesar do cessar-fogo acordado no conhecido Memorando de Islamabad, um acordo-quadro preliminar de negociações assinado por ambos os países no passado dia 17 de junho.

Entretanto, os EUA dizem estar a lançar novos ataques aéreos contra o Irão para "punir rapidamente" a Guarda Revolucionária após ataque mortal contra tropas norte-americanas.

Por sua vez, o Governo dos Emirados Árabes Unidos fez um apelo ao "cessar imediato da escalada" bélica após os ataques dos EUA nos últimos dias ao Irão, que parecem dinamitar qualquer processo de negociação.

Pedem "que não se deem passos que possam agravar as tensões e a instabilidade na região" e "a máxima contenção para evitar graves repercussões e que a região caia em novos níveis de violência e instabilidade", segundo a agência de notícias oficial emirati, WAM.

Os Emirados defendem o fim de "todas as hostilidades" e o "regresso à mesa de negociações" para alcançar uma navegação "livre, segura e contínua" através do estratégico Estreito de Ormuz, por ser "vital" para a economia global.

No comunicado, censuram ainda os ataques contra infraestruturas civis tais como escolas, universidades, hospitais, centrais de dessalinização, a rede elétrica, os transportes e as zonas residenciais, por se tratar de uma "grave e flagrante violação dos princípios do direito internacional" que "não se pode aceitar nem justificar sob circunstância alguma".


Leia Também: Irão. Ataques causaram 50 mortos e mais de 500 feridos em três semanas

Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no Irão em ataques dos Estados Unidos registados nas últimas três semanas, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde iraniano.

sábado, 18 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia reivindica avanços no leste e ataque ucraniano faz oito mortos... O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas anunciou hoje a tomada de Krasny Liman, Piskunovka e Myrne, no leste da Ucrânia, enquanto um ataque de drones ucranianos a dois centros logísticos russos resultou em oito mortos.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images     Por LUSA   18/07/2026 

Valery Gerasimov sublinhou que as forças russas "continuam com a libertação de Donbass e Novorossiya" e destacou que "estão a avançar em todas as direções". 

Efetivos do 25.º Exército "romperam" as defesas da cidade e trabalham na eliminação de "bolsas" de resistência das forças ucranianas, de acordo com Valery Gerasimov.

No sul, as tropas russas entraram em Alekseevo-Druzhkovka e "libertaram" a localidade de Piskunovka e estão já às portas de Nikolaevka, sempre segundo a versão russa. Além disso, há efetivos russos a menos de 5 quilómetros do limite oriental de Kramatorsk.

Entretanto, na zona central, os militares russos tomaram a localidade de Myrne --- Lenina para os russos --- e asseguram que "a libertação de Shevchenko, Krasnoyarsk e Svetlie está quase completa", referem.

Na zona ocidental, conseguiram repelir uma tentativa das forças ucranianas de cruzar o rio Oskol e avançam em direção a Shevchenkovo. Além disso, continuam os combates na localidade de Podliman.

Por sua vez, um ataque de drones ucranianos contra dois centros logísticos na Rússia provocou, pelo menos, oito mortos, e um incêndio de um depósito de petróleo na região de Moscovo levou à evacuação de uma maternidade, segundo as autoridades locais.

"Sete funcionários do turno da noite foram mortos quando drones inimigos atingiram um centro logístico da Wildberries", a gigante russa do comércio eletrónico, escreveu no Telegram o governador da região de Tambov, Evgeny Pervyshov, precisando que o ataque ocorreu em Kotovsk (oeste).

Um outro armazém da Wildberries localizado em Elektrostal, na região de Moscovo, foi atingido pela queda de um drone, segundo o governador Andrei Vorobiov, que acrescentou que uma pessoa morreu.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que as "duas grandes instalações logísticas" atingidas nas regiões de Moscovo e de Tambov eram utilizadas "para fornecer componentes sob sanções destinados à produção de drones e de equipamentos de navegação".

Além disso, deflagrou um incêndio "num depósito de petróleo em Noginsk", acrescentou Vorobiov, precisando que uma maternidade nas proximidades tinha sido evacuada "por motivos de segurança".

Uma jornalista da AFP observou uma espessa fumaça negra a subir no céu acima dessa localidade esta manhã, bem como vários veículos de bombeiros a dirigir-se para lá a partir de Moscovo.

Ao final do dia, os bombeiros continuavam a lutar contra as chamas em Elektrostal, na região de Moscovo, enquanto o incêndio em Tambov já tinha sido controlado, indicaram ainda as autoridades regionais.

Quase 90 pessoas ficaram feridas durante os ataques perpetrados nestas duas regiões e foram transportadas para o hospital, informaram as autoridades regionais.

A região de Moscovo foi alvo de mais de 370 drones na noite de sábado para domingo, indicou o presidente da câmara da capital, Sergei Sobyanin.

"A maioria foi derrubada pelas defesas antiaéreas quando ainda se encontravam longe. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos na aproximação à própria cidade de Moscovo", escreveu no Telegram.

Na Ucrânia, os ataques russos provocaram cinco mortos e perto de 20 feridos em regiões situadas no sudeste do país, segundo as autoridades.


Leia Também: Após saída de ministro da Defesa, Zelensky fala em "decisões no exército"

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu hoje que poderão ocorrer mudanças no seio do exército, numa altura em que se organizam manifestações pelo terceiro dia consecutivo contra a demissão do popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.

Guineenses manifestam-se em Lisboa e pedem a Seguro que pressione comunidade internacional pela libertação de Domingos Simões Pereira... Em frente ao palácio de Belém, manifestantes acusaram Sissoco Embaló de "traidor da pátria" e apelaram à intervenção de Seguro junto da CPLP, CEDEAO e ONU.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA   Por observador.pt   18 jul. 2026

Algumas dezenas de guineenses manifestaram-se este sábado em frente ao palácio de Belém, em Lisboa, num apelo ao Presidente da República, António José Seguro, para que atue junto da comunidade internacional para a libertação de Domingos Simões Pereira.

“Queremos que o Presidente intervenha junto das instituições internacionais, nomeadamente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP], a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental [CEDEAO], a União Africana e a União Europeia e depois, posteriormente, também junto das Nações Unidas […], influenciando favoravelmente a libertação de Domingos Simões Pereira”, disse à Lusa o organizador da manifestação, Mariano Quande.

O presidente eleito da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, está “injustamente detido nas celas da Segunda Esquadra em Bissau, sem uma acusação formal, com um tribunal constituído à revelia da Constituição, propositadamente só para julgar um político”, asseverou o representante.

Na manifestação os participantes erguiam bandeiras da Guiné-Bissau e cartazes acusando o ex-Presidente da Guiné-Bissau Sissoco Embaló de “traidor da pátria”. Entoavam gritos de ordem como “a luta continua” e “abaixo os traidores”.

“É todo um conjunto de repressões que existem no país neste momento, que merecem atenção e uma voz firme de Portugal, um país comprometido com a democracia, com os valores da liberdade, da justiça, e que pode dar um apoio importante neste momento à Guiné-Bissau para que se estabeleçam canais de comunicação e de diálogo entre os guineenses que possam de facto resolver e [permitir] sair deste impasse em que se encontram”, afirmou Quande.

Os manifestantes acusaram também o ex-governante Sissoco Embaló de usar “mãos de ferro para reprimir todas as liberdades e garantias do povo”, e de ter dissolvido a Assembleia da República “para não ser escrutinado, para fazer passar leis e acordos internacionais não avalizados pelo povo guineense”.

“Queremos denunciar um referendo, a proposta de um referendo do regime que sai de um golpe de Estado sem qualquer legitimidade popular“, disse Mariano Quande.

Esse referendo que é proposto no país, acrescentou, serviria para “a validação de uma nova Constituição aprovada por representantes deste Conselho de Transição, que saiu do próprio golpe de Estado, por isso não tem qualquer reconhecimento do povo guineense”.

Um pouco por todo o mundo, incluindo em Londres, vários guineenses têm saído à rua para apelar à libertação de Domingos Simões Pereira, que foi levado para a prisão no dia 10 de julho, onde permanece encarcerado durante o desenrolar do processo no Tribunal Civil.

O cidadão Samba Só lamenta as condições em que se encontra o Comité de Estado de Gabú.

Por: Redação Rádio Sintchan Occo 18.07.2026

Acidente em Xitole deixa população em risco

Por  Radio TV Bantaba

Um acidente de viação ocorrido na tarde de ontem, na localidade de Mansambo, setor de Xitole, provocou a queda de um poste de média tensão da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), deixando várias localidades sem energia elétrica.

Segundo informações apuradas, uma viatura da marca Toyota, cabine dupla, embateu contra o poste, causando a interrupção do fornecimento de energia em Bambadinca e noutras zonas da região.

De acordo com moradores locais, o excesso de velocidade poderá ter estado na origem do acidente, embora as circunstâncias do ocorrido ainda devam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

O condutor sofreu ferimentos graves e foi imediatamente transportado para o Centro de Saúde de Bambadinca. Posteriormente, devido à gravidade do seu estado clínico, foi transferido para o Hospital Regional de Bafatá, onde recebe assistência médica.

Entretanto, os moradores manifestam preocupação com o perigo representado pelo poste derrubado e apelam a uma intervenção urgente das autoridades competentes, em particular dos serviços técnicos da EAGB na zona leste, para remover o risco e restabelecer o fornecimento de energia elétrica o mais rapidamente possível.

Zeca Braima Sama

O Conselho Nacional de Transição (CNT) manifestou o seu mais profundo e categórico repúdio às declarações do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerando que as suas posições representam uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau, em particular no funcionamento da justiça nacional.

Por Radio Voz Do Povo 

O CNT questiona Daniel Chapo sobre a sua posição relativamente aos processos judiciais envolvendo os antigos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Segundo o Conselho, se as autoridades moçambicanas defendem o respeito pelas decisões da justiça brasileira nesses casos, o mesmo princípio deve ser aplicado às decisões da justiça guineense, sem interferências externas.

O órgão considera que a Guiné-Bissau é um Estado soberano e independente, cujas instituições devem ser respeitadas, rejeitando qualquer tentativa de influenciar ou comentar decisões que são da competência exclusiva das autoridades nacionais.

O comunicado critica igualmente a situação de segurança em Moçambique, afirmando que o país continua confrontado com uma rebelião armada e ataques terroristas, sobretudo na região norte. Na ótica do CNT, o Governo moçambicano deveria concentrar os seus esforços na resolução desses desafios internos, em vez de emitir posições sobre questões políticas e judiciais da Guiné-Bissau.

O Conselho recorda ainda que o então Presidente da Guiné-Bissau esteve presente na cerimónia de investidura de Daniel Chapo, em Maputo, como gesto de solidariedade e amizade entre os dois países, defendendo que esse espírito de respeito mútuo deve continuar a orientar as relações bilaterais.

No final da nota, o CNT reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com a defesa da sua soberania, da independência das suas instituições e do princípio da não ingerência nos assuntos internos dos Estados, apelando ao respeito recíproco nas relações entre os países.

O comunicado foi divulgado pelo Gabinete do Porta-Voz do Conselho Nacional de Transição e está datado de 17 de julho de 2026.

CABO VERDE: Parlamento cabo-verdiano aprova moção de confiança no Governo... O parlamento cabo-verdiano aprovou hoje a moção de confiança ao programa do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que venceu as eleições de 17 de maio.

© Lusa     18/07/2026 

""Este programa representa um contrato de confiança renovada com o povo cabo-verdiano", resumiu o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no final do debate parlamentar.

A moção, exigida pela Constituição para o arranque da atividade do Executivo, foi aprovada com os 37 votos da maioria do PAICV, enquanto os dois partidos da oposição, Movimento para a Democracia (MpD) e União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), votaram contra, somando 32 votos.

Participaram na votação 30 dos 33 deputados do MpD e os dois da UCID.

"É uma visão realista, ambiciosa e mobilizadora para os próximos cinco anos, que conjuga responsabilidade fiscal com justiça social, modernização institucional com proximidade aos cidadãos e crescimento económico com coesão nacional", acrescentou Francisco Carvalho.

O líder do Governo reafirmou como prioridades o acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes interilhas acessível.

O líder da bancada parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, criticou o documento, considerando que "parece querer fazer tudo ao mesmo tempo" e que apresenta contradições entre reduzir a dimensão do Estado e criar estruturas.

O presidente da UCID, João Santos Luís, considerou que o programa identifica problemas do país e apresenta uma visão de transformação, mas alertou que "não pode ser apenas um catálogo de boas intenções".

Carla Lima, líder parlamentar do PAICV, apontou-o como um "documento orientador" para o "mandato de cinco anos" e referiu que os detalhes seguir-se-ão noutros instrumentos como o Orçamento de Estado.

O debate parlamentar decorreu três dias depois de o Ministério Público ter acusado Francisco Carvalho, também presidente do PAICV, de 26 alegados crimes relacionados com o período em que liderou a Câmara Municipal da Praia, cargo que ocupava desde 2020.

A acusação visa ainda três vereadores e envolve falsificação de documentos, abuso de poder, peculato, corrupção passiva e burla qualificada, entre outros ilícitos.

Francisco Carvalho rejeitou as acusações e afirmou que se tratava de uma "tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição", reiterando que considera estar a ser alvo de perseguição.

O MpD já tinha invocado o processo como argumento para rejeitar o programa de governação.


Ataque ucraniano contra centro logístico na Rússia faz sete mortos... Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia.

 A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo.Foto: X (antigo Twitter)  Por  DN/Lusa  18 Jul 2026

Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov. Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.

A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.

Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite. “A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo”, escreveu o autarca na rede Telegram.

Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.

As forças ucranianas atingiram 12 navios da chamada “frota sombra” russa no mar Negro, anunciou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, na plataforma de mensagens Telegram. De acordo com o responsável, foram atingidos nove cargueiros, um petroleiro, um navio de transporte de gás e um rebocador, durante uma ofensiva lançada na sexta‑feira.

Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde se registaram explosões em várias cidades, seguidas de incêndios em múltiplos locais.