sexta-feira, 26 de junho de 2026

Governo reforça combate ao paludismo com distribuição de 1,5 milhão de mosquiteiros

Por: Natcha Mário M’Bundé  odemocratagb.com  26/06/2026.  

Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, afirmou que o paludismo continua a ser uma das principais causas de doença e morte no país, afetando sobretudo crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.

Quinhin Nantote fez estas declarações na sexta-feira, 26 de junho de 2026, durante o lançamento oficial da 6.ª campanha nacional de distribuição de redes mosquiteiras impregnadas de longa duração.

A distribuição decorrerá em todo o território nacional, com exceção do Setor Autónomo de Bissau, onde a implementação acontecerá numa fase posterior.

A campanha prevê a distribuição de cerca de um milhão e meio de mosquiteiros em todo o país, assegurando uma cobertura média de um mosquiteiro para cada duas pessoas, com vista à proteção das famílias, especialmente das crianças menores de cinco anos e das mulheres grávidas, grupos mais vulneráveis à doença.

A iniciativa conta com o apoio financeiro e técnico de parceiros como o Fundo Global/PNUD, a Roll Back Malaria (RBM), a Aliança de Prevenção do Paludismo (AMP), a Comissão de Coordenação Multissectorial (CCM), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF, entre outros, refletindo um compromisso conjunto no reforço do sistema de saúde e na proteção das populações.

No seu discurso, Nantote sublinhou que a campanha representa mais do que uma simples distribuição de mosquiteiros, constituindo também um compromisso do Governo da Guiné-Bissau com a proteção da vida, o bem-estar das populações e o fortalecimento do sistema de saúde.

“Ao disponibilizar gratuitamente mosquiteiros impregnados às famílias guineenses, estamos a investir na prevenção, na redução das despesas com a doença e na construção de comunidades mais saudáveis e produtivas”, destacou.

O governante apelou às famílias para utilizarem corretamente as redes e dormirem protegidas todas as noites, sublinhando que “um mosquiteiro só salva vidas quando é efetivamente utilizado”.

Nantote agradeceu ainda aos parceiros técnicos e financeiros, nomeadamente o Fundo Global, OMS, CCM, PNUD, UNICEF e todos aqueles que continuam a apoiar a Guiné-Bissau na luta contra o paludismo.

O ministro reafirmou a determinação do Governo em continuar a investir na prevenção e no controlo da doença, em parceria com as comunidades, com vista à cobertura universal e à redução da sua incidência.

Por sua vez, Sandra Martins, em representação do representante do UNICEF, Inoussa Kabouré, afirmou que, todos os anos, cerca de 4.300 crianças menores de cinco anos morrem no país devido a doenças evitáveis.

“Em cada dez mortes de crianças, o paludismo é responsável por uma parte significativa e representa metade das consultas e hospitalizações no país”, disse.

Sandra Martins destacou ainda que, nos últimos 20 anos, a Guiné-Bissau registou progressos importantes, com o aumento da percentagem de crianças que dormem sob redes mosquiteiras de 39% para 94%. No mesmo período, 13.374 crianças menores de cinco anos foram vacinadas em regiões de alta prevalência.

“O desafio ainda não está superado. Estes progressos encorajam-nos, mas também reforçam a urgência de continuar a agir com determinação, até que cada criança esteja protegida e tenha oportunidade de sobreviver e prosperar”, afirmou.

Na ocasião, sublinhou que, atualmente, cerca de 84% da população utiliza redes mosquiteiras.

“Mudar o rumo e a história de cada criança neste país exige uma ação coletiva, coordenada e urgente”, reforçou.

O UNICEF reiterou o seu compromisso em continuar a apoiar o Governo da Guiné-Bissau, garantindo que todas as crianças tenham as condições necessárias para desenvolver o seu potencial, com o direito à saúde e ao desenvolvimento plenamente assegurado.

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