© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images Por LUSA 15/09/2026
"Classificamos esta iniciativa francesa, para falar com suavidade e muita diplomacia, de imprudente. Claro que isto cria riscos para nós", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Moscovo.
Maria Zakharova disse que a instalação de um dispositivo nuclear francês mais perto das fronteiras da Rússia, que tem armamento nuclear, apenas o tornaria "mais fácil" de ser atingido pelo exército russo em caso de conflito.
Evocando o "mito de uma ameaça russa", Zakharova apelou aos países ocidentais para que deitem "um olhar lúcido sobre o mundo".
Os países ocidentais devem ainda levar os avisos de Moscovo "muito a sério", acrescentou, citada pela agência francesa AFP.
A Finlândia, país vizinho da Rússia, decidiu aderir à "dissuasão nuclear avançada" proposta pela França, tornando-se o décimo parceiro europeu a juntar-se à iniciativa lançada no início do ano pelo Presidente Emmanuel Macron.
Numa declaração conjunta divulgada na segunda-feira, os dois países anunciaram que "será criado nos próximos meses um grupo de coordenação nuclear para dar início à implementação da cooperação".
A Estónia, outro país fronteiriço com a Rússia, anunciou na segunda-feira estar em conversações com a França sobre uma eventual participação na iniciativa.
A França o único país da União Europeia dotado de armas atómicas.
A iniciativa de "dissuasão avançada" visa associar outros Estados europeus voluntários, nomeadamente através de exercícios e consultas estratégicas, mas sem qualquer partilha da decisão final de recurso ao armamento.

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