© Lusa 16/09/2026
A este balanço juntam-se pelo menos quatro mortos no mais recente ataque dos rebeldes xiitas iemenitas huthis contra um navio, a 11 de agosto, no Mar Vermelho.
A OMI estima ainda que dezenas de marinheiros terão morrido no Mar Negro e no Mar de Azov na sequência de ataques da Rússia e da Ucrânia a navios, embora seja difícil verificar os números exatos.
O secretário-geral da organização, Arsenio Dominguez, alertou que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto no setor dos transportes marítimos, com reflexo nas redes de abastecimento e na economia global.
"Estamos a chegar a um ponto em que estes conflitos estão a ser utilizados como pretexto para atacar navios mercantes e marinheiros inocentes", disse, durante uma reunião do subcomissão da OMI para o Transporte de Cargas e Contentores, que decorre esta semana em Londres.
Citado num comunicado, urgiu os representantes a intervirem junto respetivos países "para que esta questão possa ser tratada no âmbito das Nações Unidas", de forma a "abordar as causas profundas e encontrar soluções".
Dominguez reiterou que a OMI está disponível para "contribuir para soluções viáveis para o setor dos transportes marítimos que os estados-membros possam apresentar a nível técnico e operacional".
A subcomissão para o Transporte de Cargas e Contentores reúne-se até sexta-feira para debater questões de segurança relacionadas com o transporte marítimo de mercadorias perigosas, cargas a granel e contentores.
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