quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Oitenta navios atacados e 22 tripulantes mortos em Ormuz desde março... Oitenta navios foram atacados no estreito de Ormuz e pelo menos 22 tripulantes mortos desde o início do conflito entre os EUA e o Irão, no final de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

© Lusa   16/09/2026 

A este balanço juntam-se pelo menos quatro mortos no mais recente ataque dos rebeldes xiitas iemenitas huthis contra um navio, a 11 de agosto, no Mar Vermelho.

A OMI estima ainda que dezenas de marinheiros terão morrido no Mar Negro e no Mar de Azov na sequência de ataques da Rússia e da Ucrânia a navios, embora seja difícil verificar os números exatos.

O secretário-geral da organização, Arsenio Dominguez, alertou que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto no setor dos transportes marítimos, com reflexo nas redes de abastecimento e na economia global.

"Estamos a chegar a um ponto em que estes conflitos estão a ser utilizados como pretexto para atacar navios mercantes e marinheiros inocentes", disse, durante uma reunião do subcomissão da OMI para o Transporte de Cargas e Contentores, que decorre esta semana em Londres.

Citado num comunicado, urgiu os representantes a intervirem junto respetivos países "para que esta questão possa ser tratada no âmbito das Nações Unidas", de forma a "abordar as causas profundas e encontrar soluções".

Dominguez reiterou que a OMI está disponível para "contribuir para soluções viáveis para o setor dos transportes marítimos que os estados-membros possam apresentar a nível técnico e operacional".

A subcomissão para o Transporte de Cargas e Contentores reúne-se até sexta-feira para debater questões de segurança relacionadas com o transporte marítimo de mercadorias perigosas, cargas a granel e contentores.


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O relatório, Arquitetos de Atrocidades: A Maquinaria Estatal a Orquestrar Crimes contra a Humanidade na Revolta “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022 no Irão — com mais de 1000 páginas — detalha como as autoridades iranianas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente homicídio, tortura, desaparecimento forçado, detenção, violação e perseguição por motivos políticos, de género, étnicos e religiosos, a fim de reprimir a revolta. Documenta também operações mortíferas de repressão aos protestos e as estruturas de comando, identificando 87 responsáveis que devem ser alvo de investigação criminal por crimes contra a humanidade...

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