© Stringer/picture alliance via Getty Images Por LUSA 04/08/2026
"A verdade é que a maior ajuda a Israel veio daquele que escolheu o Líbano para aventuras militares de 'apoio' sem sentido e deu-lhes pretextos para atacar o nosso país, espezinhar a sua soberania, destruir as suas cidades e vilas, matar o seu povo e deslocar centenas de milhares", disse Nawaf Salam na rede social X.
O primeiro-ministro reagiu a um discurso do líder do Hezbollah, Naim Qassem, que hoje voltou a criticar as negociações de paz entre o Líbano e Israel, retomadas hoje em Roma, reiterando a exigência do grupo de que o diálogo seja suspenso porque estes contactos "só trouxeram vergonha" ao país.
O Líbano tem sido palco de uma nova ofensiva israelita desde 02 de março, quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel em apoio ao Irão - um aliado do grupo xiita libanês e que está em guerra com os israelitas e norte-americanos -, o que desencadeou um conflito que resultou em mais de 4.300 mortos e mais de um milhão de deslocados no território libanês.
Nem o Estado libanês nem o Exército intervieram nesta guerra, razão pela qual Salam criticou indiretamente o grupo xiita por "decidir unilateralmente entrar em guerra" e ignorar "os interesses dos seus vizinhos e do povo libanês".
Israel e Líbano realizam uma nova ronda de negociações entre hoje e quinta-feira, em Roma, sob os auspícios dos Estados Unidos, para avançar com a implementação do acordo-quadro assinado em junho e finalizar a retirada das tropas israelitas do sul do país, onde o Exército libanês ficará posicionado no seu lugar.

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