terça-feira, 4 de agosto de 2026

CEUTA: Menino suplica a militar espanhol em Ceuta: "Não, Marrocos não"... Um menino de 12 anos, em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos. Recorde-se que, desde quinta-feira passada, Ceuta vive um crise migratória, tendo entrado na cidade, em apenas 24 horas. cerca de 72.000 pessoas.

© Henry Nicholls / AFP via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto   04/08/2026 

Ceuta tem vivido uma crise migratória desde quinta-feira passada quando milhares de marroquinos entraram na cidade autónoma espanhola a nado. A mais recente história é a de um menino de 12 anos que, lavado em lágrimas, implorou a um militar espanhol que não o mandasse de volta para Marrocos.

Num vídeo, partilhado nas redes sociais, é possível ver a criança, que estaria sozinha, sem família, a agarrar-se ao militar enquanto chorava.

Dois militares encaminham-no em direção à fronteira, tendo o rapaz continuado a implorar até que outro soldado, um tenente-coronel, tomou conta da situação, explica a Telecinco. 

De acordo com a rádio Cadena SER, o menino repetia: "Não, Marrocos não".

"Estava acompanhado, mas deixaram-no sozinho", ouve-se um dos militares a dizer. "Com quem? Não, isso não pode ser", refere de volta o tenente-coronel, levando o menino.

Vários jornalistas terão testemunhado o momento, tendo relatado que o menor de 12 anos quase foi levado para a fronteira e que a intervenção de algumas mulheres, que estavam no local, traduziram o que o menino dizia.

"O menino mal conseguia falar, estava agarrado à senhora e a olhar para nós", contou o jornalista Nicolás Castellano, tendo ainda acrescentado que, segundo o tenente-coronel, o militar tinha "cometido um erro e que a lei garante que uma criança não pode ser expulsa sozinha".

O tenente-coronel entregou depois o menino a um agente da Guardia Civil, tendo sido mais tarde, foi entregue à Cruz Vermelha.

 De salientar que cerca de 72.000 pessoas entraram em Ceuta de forma irregular em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, adiantou, esta terça-feira, o ministro da Administração Interna espanhol.

Fernando Grande-Marlaska assegurou que não houve qualquer "movimento secundário" e que "em nenhum momento ficou comprometido o espaço Schengen".

Ceuta, um pequeno território situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.


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O governo de Ceuta disponibilizou dois armazéns industriais com capacidade para aproximadamente 500 pessoas cada para acolher os cerca de mil menores desacompanhados que entraram de forma ilegal na cidade, foi hoje divulgado.

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