Imagem Ilustrativa Por RTB/Notabanca
Cidadãos guineenses que viajam regularmente pelo território senegalês denunciam a continuidade de cobranças consideradas ilegais em vários postos de controlo, uma situação que, segundo os afetados, persiste há vários anos sem uma resposta eficaz das autoridades da Guiné-Bissau.Esta terça-feira, quatro autocarros transportando mais de 150 passageiros, maioritariamente guineenses, foram novamente alvo das referidas cobranças por parte de agentes da Polícia de Fronteiras senegalesa (DPAF), segundo relatos recolhidos no local.
Os passageiros afirmam que são obrigados a pagar entre 4.000 e 5.000 francos CFA em cada um dos postos de controlo localizados em Gulombi, Nhanauo, Kacudjala e Mandaduainhe, todos situados em território senegalês. De acordo com as denúncias, os pagamentos são exigidos sem qualquer explicação formal e sem a emissão de comprovativos.
“Quem se recusa a pagar corre o risco de ser impedido de continuar a viagem ou de entrar no Senegal”, relatam alguns dos viajantes afetados.
No terreno, um repórter da Notabanca constatou a situação e ouviu queixas de passageiros que consideram estar perante uma prática discriminatória. Segundo os relatos, cidadãos senegaleses e gambianos que apresentam documentos de identidade da CEDEAO circulam sem serem submetidos às mesmas exigências financeiras.
Os viajantes lamentam o que classificam como uma sucessão de abusos nas fronteiras e criticam o silêncio das autoridades guineenses perante um problema que afeta diariamente centenas de cidadãos.
Perante a persistência das denúncias, os passageiros apelam ao Governo da Guiné-Bissau para que encete diligências diplomáticas junto das autoridades senegalesas, com vista a pôr termo às cobranças e garantir o respeito pelos princípios da livre circulação de pessoas no espaço da CEDEAO.

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