segunda-feira, 21 de setembro de 2026

ONU acusa Rússia de exportar "reinado do medo" para outros países... A relatora especial da ONU para a Rússia acusou hoje o regime de se tornar um dos principais intervenientes na repressão transnacional, exportando o seu "reinado de medo" desde a invasão da Ucrânia, Moscovo tem-se destacado como

© Fabrice COFFRINI / AFP via Getty Images    Por   LUSA  21/09/2026 

"Nos últimos três anos, descrevi perante este Conselho o reinado do medo na Rússia. Hoje, dou conta da forma como a Rússia exporta esse reinado do medo", declarou a especialista, Mariana Katzarova, perante o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

"A repressão transnacional não é uma série de incidentes isolados, mas sim a continuação, para além das fronteiras russas, do mesmo sistema estrutural de repressão, apoiado pelo Estado, que documentei na Rússia", acrescentou.

O seu relatório, apresentado diante do Conselho, baseia-se em cerca de 400 casos documentados. A relatora concluiu que esta repressão transnacional constitui "uma estratégia de Estado sistemática e institucionalizada, indissociável da consolidação do regime autoritário no seu território e da guerra de agressão contra a Ucrânia".

A Rússia não reagiu imediatamente ao relatório e não assistiu à sessão do Conselho dos Direitos Humanos.

A perseguição aos exilados políticos "faz parte das práticas do Estado soviético e russo há mais de um século", mas a Rússia tornou-se desde a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022 "um dos principais autores de repressão transnacional", segundo Katzarova.

"Esta prática ganhou força, diversificou os seus métodos e expandiu-se geograficamente, voltando-se para os meios clandestinos, administrativos e digitais, assim como para o uso de intermediários, o que torna mais difícil determinar a autoria", observou.

Segundo a especialista - que trabalha sob mandato do Conselho de Direitos Humanos, mas não fala em nome da organização -, a repressão transnacional conduzida pela Rússia envolve, entre outras coisas, vigilância digital, ameaças e intimidações, pressões administrativas ou judiciais e o recurso a intermediários para visar opositores no estrangeiro.

Desde fevereiro de 2022, entre 650 mil e 900 mil pessoas abandonaram a Rússia, sendo a maior onda de emigração política do país desde o século XX, afirmou Katzarova.

"As autoridades russas negam qualquer envolvimento e, por vezes, promovem ou homenageiam os alegados autores" dos crimes, lamentou a especialista.

A relatora da ONU defendeu a adoção de uma convenção internacional vinculativa sobre a repressão transnacional, visando prevenir esta prática, estabelecer responsabilidades e proteger melhor as pessoas visadas.


EUA negam vistos à equipa de comunicação do Presidente iraniano... Os Estados Unidos negaram vistos a parte da delegação do Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, que vai participar na Assembleia Geral da ONU, divulgaram hoje os meios de comunicação do Irão.

© Iranian Presidency/Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  21/09/2026  

Pezeshkian vai sair do Irão na terça-feira com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos, sede das Nações Unidas.

"Numa medida hostil sem precedentes por parte do Governo [do Presidente norte-americano, Donald] Trump recusou conceder vistos a alguns membros da delegação de alto nível do Presidente, incluindo membros da sua equipa de comunicação", indicou a agência de notícias estatal Irna.

A agência Mehr repercutiu a informação e citou um porta-voz da Presidência, Habibollah Abbassi, detalhando que Pezeshkian discursará na quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, antes de regressar a Teerão no sábado.

Os Estados Unidos autorizaram a delegação iraniana a ir à ONU, apesar do conflito em curso, mas estará sujeita — tal como no ano passado — a restrições de deslocação.

A delegação não poderá comprar produtos de luxo nem outros artigos, sublinhou na quinta-feira o Departamento de Estado norte-americano, acrescentando que o grupo era "mais pequeno do que no ano passado".

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, que integra a comitiva, partiu ainda no domingo à noite e fez uma escala no Qatar, mediador do conflito entres os EUA e o Irão.

Não foram divulgados detalhes sobre esta paragem, que acontece numa altura em que o Irão afirma ter transmitido novamente aos Estados Unidos, através do mediador qatari, as suas condições para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, ponto central do conflito entre Teerão e Washington.

O tráfego nesta via marítima, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, tem sido fortemente perturbado por Teerão desde o início do conflito.

Em resposta, os Estados Unidos impõem um bloqueio aos portos iranianos. Embora as negociações continuem num impasse, tem-se observado uma trégua nos últimos dias entre os dois lados em conflito.

Os Estados Unidos não realizam ataques em solo iraniano desde 01 de setembro — quando uma série de bombardeamentos fez cinco mortos e dezenas de feridos, incluindo durante um casamento no sudeste do país —, muito embora os ataques frequentes a navios continuem a ocorrer no estreito de Ormuz.

Um navio foi alvo, mais uma vez, de "um projétil de origem desconhecida" na região, deixando dois tripulantes com ferimentos ligeiros, informou na segunda-feira a agência de segurança marítima britânica UKMTO, na rede social rede social X.

Além disso, a retórica tornou-se mais belicosa: a Guarda Revolucionária, a poderosa força militar da República Islâmica, ameaçou retaliar contra "novos alvos com novas armas".


Derrotas da CDU não travam Governo alemão: "Sim, absolutamente"... O Governo alemão assegurou hoje que pretende continuar no poder apesar das derrotas sofridas no domingo pela União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim.

© Sean Gallup/Getty Images     LUSA  21/09/2026 

"Sim, absolutamente", respondeu o porta-voz adjunto do Governo de coligação formado pela CDU, pela sua aliada bávara União Social-Cristã (CSU) e pelo Partido Social-Democrata (SPD), Sebastian Hille, quando questionado sobre a capacidade do executivo para continuar a governar e tomar decisões.

A CDU sofreu uma derrota em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde, pela primeira vez na sua história, não conseguiu representação no parlamento regional e viu a Alternativa para a Alemanha (AfD, extrema-direita) ultrapassar o SPD.

Em Berlim, os democratas-cristãos perderam o governo regional, que lideravam desde 2023 em coligação com os sociais-democratas, após uma vitória inédita do partido A Esquerda (Die Linke).

Apesar dos resultados eleitorais e da baixa popularidade do chanceler Friedrich Merz, o dirigente recusou no domingo abandonar a chefia do Governo ou a presidência da CDU e prometeu manter o programa de reformas, mesmo que os resultados não sejam imediatos.

Numa intervenção após a divulgação das primeiras sondagens à boca das urnas, quando ainda não era conhecida a exclusão da CDU do parlamento de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Merz classificou o resultado como "um desastre".

Antes de se dirigir aos apoiantes na sede do partido, em Berlim, o chanceler reuniu-se com a direção da CDU e com os oito chefes de governos regionais democratas-cristãos, que não lhe retiraram a confiança.

Segundo a revista Stern, os dirigentes regionais voltaram, contudo, a reunir-se separadamente durante mais de duas horas, na representação da Renânia-Palatinado em Berlim, sem a presença de Merz.

Questionado sobre o significado desse encontro, Hille desvalorizou a possibilidade de uma contestação interna ao chanceler.

"Não é proibido em lado nenhum, nem há nada de suspeito no facto de os políticos se reunirem e falarem entre si", afirmou Hille, que afastou igualmente a possibilidade de os resultados eleitorais comprometerem o calendário das reformas económicas e sociais previstas pelo executivo.

Entre as medidas em discussão está o fim da possibilidade de reforma antecipada aos 63 anos, sem penalização, para trabalhadores com 45 anos de contribuições, proposta contestada por três chefes de governos regionais do leste alemão.

O porta-voz recordou que Merz transmitiu no domingo "um sinal muito claro sobre a direção a seguir", ao afirmar que o Governo manterá o programa de reformas.

Reconheceu, ainda assim, que existem vozes no SPD favoráveis a ajustamentos e que "a política consiste constantemente em reconsiderar e refletir sobre as coisas".

"Mas isso não significa que vamos agora questionar todo o rumo das reformas", insistiu Merz.


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Um dirigente do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) previu hoje que o chanceler alemão, Friedrich Merz, já não estará no poder "no final do ano".

"O crepúsculo do chanceler começou", disse em conferência de imprensa Leif-Erik Holm, que venceu no domingo as eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha...

UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia reclamou ter abatido 244 drones ucranianos na última noite... As defesas antiaéreas russas abateram 244 drones na última noite — um ataque menor do que foi registado domingo, último dia das eleições legislativas na Rússia, quando foram destruídos mais de 1.600 aparelhos, disse hoje o Ministério da Defesa.

© Lusa   21/09/2026  

De acordo com uma nota difundida pelo Ministério da Defesa da Rússia, os drones ucranianos foram lançados sobre 19 regiões e o Mar Negro, não tendo atingido a Península anexada da Crimeia, alvo constante dos drones ucranianos.

Na região de Orel, foram abatidos 32 drones, segundo o governador local, Andrei Klichkov, destruindo três casas.

Na região de Rostov, no sul da Rússia, cerca de 50 drones foram abatidos sobre seis distritos, informou o governador Yuri Slusar.

Além dos 244 drones abatidos sobre território russo, o agrupamento militar Norte, que combate na Ucrânia, afirmou à agência de notícias TASS ter abatido, durante a última noite, outros 125 drones ucranianos sobre as regiões de Kharkiv e Sumi, onde as forças russas tentam criar uma zona de segurança.

Por outro lado, as Forças Armadas da Rússia atacaram, durante a noite passada, centros logísticos, armazéns, instalações ligadas ao setor da energia e portos ucranianos nas regiões de Kiev e Odessa pertencentes ao Exército ucraniano.

O comando militar russo afirmou que as forças de Moscovo atacaram, na região de Kiev, o centro BDU Logistic — localizado na localidade de Shchastlive, além de uma distribuidora de gás na localidade de Boyarka que abastecia o Exército ucraniano.

No sul da Ucrânia, os militares russos atacaram um navio de carga que transportava mantimentos militares no porto de Odessa, bem como a infraestrutura portuária do porto de Izmail.

O Ministério da Defesa russo tinha avisado domingo, após os ataques ucranianos durante as eleições legislativas russas, que as Forças Armadas da Rússia iriam continuar e intensificar os ataques com armamento de alta precisão contra alvos militares em Kiev.

Paralelamente, na Rússia, o partido do Presidente Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), tem praticamente garantida a maioria na câmara baixa do parlamento (Duma), após a contagem de mais de 90% dos votos, disse hoje a comissão eleitoral.

A formação governamental obteve 57,86% dos votos registados nas eleições legislativas realizadas nos últimos três dias — o que lhes garantiria cerca de 130 lugares na Duma — e lideram em 208 dos 225 círculos eleitorais.

A Rússia utiliza um sistema misto em que metade dos lugares da Duma é distribuída por listas partidárias e a outra metade por círculos eleitorais, totalizando 450 lugares.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


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O exército israelita deteve hoje várias pessoas no âmbito de uma grande operação que decorre numa cidade da Cisjordânia ocupada, onde vivia um palestiniano suspeito de matar um colono judeu no domingo, avançaram as autoridades palestinianas.

Cisjordânia, Palestina, 21 set 2026 - O exército israelita deteve hoje várias pessoas no âmbito de uma grande operação que decorre numa cidade da Cisjordânia ocupada, onde vivia um palestiniano suspeito de matar um colono judeu no domingo, avançaram as autoridades palestinianas...

SINDICATO: Greve de professores angolanos arrancou a rondar os 100% de adesão... A greve nacional de professores angolanos arrancou hoje conforme previsto, com um nível de adesão que ronda os 100%, avançou à lusa fonte sindical.

© Lusa   21/09/2026 

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) angolano, Admar Jinguma, referiu que "a greve é um facto", salientando que "na maioria das províncias o nível [de adesão] está a rondar os 100%".

O Sinprof convocou quatro períodos de greve, o primeiro para 21 de setembro, em protesto contra o alegado incumprimento do acordo celebrado com o executivo, em janeiro.

"Aqui em Luanda não há literalmente aulas em nenhuma instituição pública e público-privada de ensino, as outras províncias também já temos a fotografia através das imagens que estão a chegar, a greve é efetiva", referiu Admar Jinguma.

Segundo o sindicalista, na quarta-feira foi realizado o último encontro entre as partes, mas não foi alcançado nenhum entendimento, nos pontos que ainda dividem professores e o Ministério a Educação, os dois primeiros do caderno reivindicativo.

"Estão relacionados com a progressão na carreira dos agentes e o nivelamento das carreiras e gestão do perfil académico, são esses os pontos que ainda nos dividem, não temos qualquer aproximação", disse.

Admar Jinguma avançou que estava previsto um encontro para sábado, mas os professores entenderam não reunir nesse dia, estando disponíveis para reunir a partir de hoje.

A greve, subdividida em quatro fases, tem a primeira programada para o período entre 21 de setembro e 15 de outubro, a segunda para o período entre 02 e 18 de dezembro, a terceira para o período entre 10 e 26 de fevereiro de 2027, e a quarta para o período entre 17 de maio e 18 de junho de 2027.

No anúncio da greve, o sindicato avançou que "face aos incumprimentos e à violação dos termos do acordo celebrado a 8 de janeiro", o Conselho Nacional do Sinprof decidiu decretar greve no ensino geral, técnico-profissional, formação de professores e educação de adultos.

Na reunião de onde saiu a decisão da greve, a presidente do Sinprof, Hermínia Maria da Conceição Ferreira do Nascimento, citada no comunicado, afirmou que "o professor angolano está cansado de promessas não cumpridas".

"Há três décadas que reivindicamos as mesmas questões, e é chegada a hora de respostas concretas", apontou.

Antes da greve as partes realizaram alguns encontros, mas sem resultados positivos.

Na reunião de sábado, para a qual o Sinprof se manifestou indisponível a participar, em declarações à imprensa o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, enumerou um conjunto de ações já realizadas pelo Governo, considerando que foram já cumpridas integralmente as reivindicações apresentadas pelos professores.

Pedro Filipe referiu que o caderno reivindicativo apresentado em janeiro tinha nove pontos, entre os quais se destacava o processo de promoção de categoria de 53.755 agentes, que ficaram fora do processo em 2024.

O governante angolano realçou que, no próximo mês, inicia a primeira fase deste processo, que prevê abranger 27.000 agentes da educação, dos quais professores e funcionários administrativos, admitidos entre 2017 e 2018, enquanto os que foram admitidos, entre 2019 e 2020, começam a ver as suas categorias atualizadas no primeiro trimestre de 2027.

De acordo com Pedro Filipe, foi também atendida a exigência sobre o processamento do subsídio de férias em folhas separadas, para redução da carga tributária, a distribuição dos manuais escolares, o reforço orçamental para as escolas e o pagamento integral do 13.º mês, bem como do prémio de exame aos detentores de cargos de direção e chefia.

Para o governante angolano, não há fundamento para se avançar com a greve, que arrancou hoje e decorre até 15 de outubro, nesta primeira fase.

"Não saia de casa. A greve não se faz no local de trabalho. Deixe o local de trabalho às moscas. O único professor que lá estará será o piquete de greve, que estará à entrada da escola", apela a direção do Sinprof numa mensagem aos professores.


Hamas condena decisão dos EUA de negar visto a Abbas para Assembleia da ONU... Assim como ocorreu no ano passado, presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e outros altos funcionários palestinos, não foram autorizados para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York

Por  Infomoney.com.br  21/09/2026 

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou nesta segunda-feira (21) a decisão do governo dos Estados Unidos de não conceder visto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e a outros altos funcionários palestinos para que se deslocassem a Nova York a fim de participar, nesta semana, da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Condenamos e denunciamos a decisão do governo dos Estados Unidos de negar, pelo segundo ano consecutivo, os vistos de entrada à delegação palestina que iria a Nova York para participar dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas”, afirmou o porta-voz do grupo islâmico palestino, Hazem Qasem.

Assim, ele ressaltou que a decisão “representa uma violação flagrante das normas e acordos internacionais que regulam o funcionamento da sede da ONU”, antes de destacar que “constitui mais um passo na política de parcialidade total em favor da ocupação sionista”.

Qasem afirmou ainda que a decisão, criticada igualmente pelo governo palestino e pela Al Fatah, o partido de Abbas, representa também “uma tentativa de impedir que a justa narrativa palestina seja transmitida (em um fórum internacional)”, conforme relatado pelo jornal palestino ‘Filastin’.

A condenação do Hamas ocorre dias depois de o Ministério das Relações Exteriores palestino ter criticado a decisão de Washington como “injustificada” e argumentado que ela “minam os esforços para reconstruir a confiança, fortalecer as relações palestino-americanas e avançar rumo a uma solução de dois Estados”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na semana passada que continuará negando vistos aos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina devido à “falta de reformas” acordadas com Washington e às “atividades contínuas que minam as perspectivas de paz”.


Leia também: China confirma: Xi Jinping vai mesmo aos EUA. Chega já na quarta-feira

A China confirmou hoje que o Presidente, Xi Jinping, vai realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro, a convite do homólogo norte-americano, Donald Trump, deslocação já anunciada por Washington...

RÚSSIA/ELEIÇÕES: Putin renova maioria parlamentar com recorde de deputados... O partido que apoia o regime do Presidente Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram hoje as autoridades eleitorais russas.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images  Por  LUSA  21/09/2026 

O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.

Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, disse que os resultados preliminares indicavam que o RU deverá obter pelo menos 355 lugares dos 450 que compõem a Duma Federal, a câmara baixa da Assembleia Federal.

Pamfilova congratulou-se com um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.

"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.

O ex-presidente e atual líder do partido RU, Dmitri Medvedev, saudou os resultados como uma manifestação de confiança no poder.

O aliado de Putin prometeu "apoiar a linha definida pelo Presidente" e "aproximar [o país] da vitória".

A votação decorreu entre sexta-feira e domingo, naquelas que foram as primeiras legislativas russas desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022.

A votação também se realizou na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.

A Ucrânia denunciou como ilegal a votação nas cinco regiões, cuja soberania reclama a Moscovo com o apoio dos aliados ocidentais de Kiev.

Já a China felicitou hoje a Rússia pelas "bem-sucedidas eleições" e considerou que "os resultados refletem a vontade popular".

"A China apoia firmemente a escolha independente [dos eleitores] e está preparada para trabalhar com a Rússia para avançar nas relações bilaterais", disse o porta-voz da diplomacia de Pequim Guo Jiakun, citado pela agência espanhola EP.

O Kremlin procurou que as eleições servissem para demonstrar o apoio popular à guerra e esforçou-se por evitar riscos políticos, esmagando qualquer dissidência, de acordo com a AP.

O partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.

O Yabloko apresentou apenas algumas dezenas de candidatos em círculos uninominais.

Alguns políticos antiguerra foram presos ou forçados a fugir para o estrangeiro antes da campanha eleitoral.

O Yabloko e o Partido Comunista, que criticou alguns aspetos da política governamental mas evitou cuidadosamente qualquer crítica a Putin, disseram que muitos dos seus observadores foram impedidos de entrar nas assembleias de voto.

A Rússia não convidou observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo a acusar o organismo de "duplos critérios" pelas críticas a Moscovo.

As eleições decorreram num contexto de incessantes ataques de drones ucranianos.

No domingo, o Ministério da Defesa russo disse que as defesas antiaéreas derrubaram 1.110 aeronaves não tripuladas ucranianas durante a noite em toda a Rússia, bem como sobre a Crimeia e o mar Negro.

Os ataques causaram três mortos e 38 feridos na região de Moscovo, disseram as autoridades.


Leia Também: UE ameaça sancionar responsáveis por votação na Ucrânia ocupada

A União Europeia (UE) ameaçou hoje com sanções os responsáveis pela organização de eleições legislativas russas nos territórios ocupados da Ucrânia e condenou o que considerou erosão da democracia na Rússia.

Segundo um comunicado da Alta Representante para a Política Externa da UE, em nome dos 27, "aqueles que estiverem envolvidos na organização destas eleições simuladas ou que se apresentarem como candidatos nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, bem como os responsáveis por minar a possibilidade de eleições livres e justas no interior da Rússia, serão sancionados"...

domingo, 20 de setembro de 2026

ALEMANHA/ELEIÇÕES: AfD vence em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9%... O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu hoje as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 37,9% dos votos, mas aquém de uma maioria que lhe permita governar, segundo resultados provisórios quase finais.

© Lusa   20/09/2026 

Duas semanas após uma vitória contundente na Saxónia-Anhalt, a AfD volta a vencer umas eleições regionais num estado do Leste da Alemanha (e antiga RDA) ao mais do que duplicar o resultado obtido em 2021 (16,7%) e bater por cerca de dois pontos os sociais-democratas do SPD (socialistas, centro-esquerda, atualmente no poder), que obtiveram 35,7%, de acordo com resultados atualizados depois das 22:00 locais (21:00 de Lisboa), quando faltam poucos círculos eleitorais por apurar.

Para os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), o resultado foi um "desastre", como reconheceu o chanceler alemão, Friedrich Merz, já que se quedam pelos 5%, o pior resultado do partido em qualquer eleição estadual desde a Segunda Guerra Mundial.

A comissão eleitoral anunciou hoje à noite que apenas na segunda-feira ao início da tarde serão publicados os resultados, pelo que deverá ser necessário esperar até lá para se confirmar se efetivamente a CDU alcança sequer representação parlamentar, pois 5% é precisamente o limiar para entrar no parlamento estadual, e o mesmo suspense abala a Aliança Sarah Wagenknecht (BSW, populista de esquerda), atualmente nos 4,9%.

Numa eleição em que se verificou uma forte subida da afluência às urnas (de 70,8% em 2021 para 79% este ano), a terceira força mais votada foi o partido de esquerda radical Die Linke (A Esquerda), com 6,5%, tendo ainda garantido assento parlamentar os Verdes, com 5,6%.

Apesar do triunfo e de reclamar um "mandato para governar" Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD não tem condições para o fazer já que deverá eleger 27 ou 28 deputados, aquém dos 36 assentos necessários para uma maioria absoluta, e todos os outros partidos rejeitam liminarmente coligações com a extrema-direita.

A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda.

A cabeça de lista do SPD e atual ministra-presidente do estado, Manuela Schwesig – considerada a figura do partido mais popular em toda a Alemanha –, já afirmou hoje que "a AfD não vai conseguir formar governo" e disse estar disposta a conversar com as forças democráticas em busca de uma solução governativa, avançando analistas que o cenário mais provável é a ampliação da atual coligação SPD-Esquerda aos Verdes.

As eleições de hoje em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental eram aguardadas com grande expectativa face ao crescente sucesso da extrema-direita na Alemanha e à retumbante vitória alcançada pela AfD há apenas duas semanas nas eleições na Saxónia-Anhalt (também no Leste da Alemanha), com 43,8% dos votos, o maior triunfo eleitoral da história do partido, que deixou em estado de choque a cena política alemã, abalada hoje com novo triunfo da direita radical.


Leia Também: Washington restringe deslocações de funcionários norte-americanos na Arábia Saudita.

Os Estados Unidos vão restringir as deslocações dos funcionários públicos norte-americanos a duas cidades sauditas, após ataques repetidos dos houthis do Iémen contra o país do Golfo, anunciou hoje o Departamento de Estado.

"Devido à atual situação de segurança na Arábia Saudita, os funcionários do governo norte-americano que trabalham no reino têm agora de obter uma autorização especial para qualquer deslocação, profissional ou pessoal, às cidades de Taif e Yanbu", anunciou o Departamento de Estado norte-americano num comunicado divulgado no X...

Meloni anuncia proibição de burca e niqab na escola... Giorgia Meloni anunciou domingo medidas para proibir o véu integral nas escolas italianas e limitar alunos estrangeiros sem domínio do italiano, seguindo exemplos de outros países europeus.

Direitos de autor LaPresse.  Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni  Por  pt.euronews.com  20/09/2026 

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni anunciou no Conselho de Ministros uma medida legislativa centrada na escola, com o objetivo de proibir o uso de burca ou niqab na sala de aula e de impor um limite ao número de alunos estrangeiros por turma.

A proibição de cobrir o rosto em espaços públicos foi introduzida no passado em vários países europeus, entre os quais França e Bélgica, e mais recentemente foi também proibida nas escolas austríacas. Noutros, como Espanha e Polónia, a liberdade de consciência e de religião está protegida pela Constituição. Em Portugal, o parlamento aprovou este ano a chamada "lei da burca".

“Está a chegar ao Conselho de Ministros uma medida que, por lei, fixa o número máximo de alunos estrangeiros por turma e uma medida que impõe aos pais de alunos estrangeiros com graves problemas de inserção escolar aprender italiano e que introduz a proibição do burca e do niqab na escola”, disse Meloni durante a sua intervenção na Fenix, a festa da Gioventù Nazionale, movimento juvenil do seu partido Fratelli d’Italia.

Ao justificar a iniciativa, Meloni criticou a gestão passada do tema, afirmando: “Não é admissível que, numa turma italiana, quem se sinta encostado a um canto sejam as crianças italianas porque se tornaram minoria. Não se pode fazer. Chamar a tudo isto integração é outra mentira, uma mentira cómoda para quem vive de ideologia, para quem nos faz a moral nos salões e depois envia os próprios filhos para escolas onde este problema não existe”.

Itália: iniciativas e propostas legislativas anteriores

O anúncio de Meloni insere-se num percurso institucional já iniciado nos meses anteriores. No início de agosto, o ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara, tinha antecipado uma intervenção sobre o véu integral através de uma proposta de alteração ao projeto de lei sobre segurança.

No final de julho, na Câmara dos Deputados, o Futuro Nazionale, partido fundado pelo eurodeputado de extrema-direita Roberto Vannacci, que já se declarou favorável à medida anunciada por Meloni, apresentou uma resolução contra o véu integral na comissão Cultura da Câmara, aprovada com os votos do centro-direita após uma reformulação pedida pelo governo.

Em março foi apresentado um projeto de lei no Senado pela Liga para alterar o artigo 5.º da lei ‘Reale’ de 1975, introduzida pelo então ministro da Justiça Oronzo Reale nos anos de chumbo para proibir o disfarce em espaços públicos, com o objetivo de criar um novo crime de constrangimento ao ocultamento do rosto, punido com pena de prisão de 1 a 2 anos, multas de 10 mil a 30 mil euros e como causa impeditiva para a concessão da cidadania.

Europa: definições e normas sobre o véu integral

Meloni, durante o seu discurso, falou de proibição do burqa e do niqab: o primeiro é tradicionalmente uma veste integral de cor azul que cobre todo o corpo e inclui uma rede semitransparente à altura dos olhos; o segundo é um véu preto que cobre totalmente o rosto, deixando apenas uma fenda para os olhos. O hijab, para completar, é o lenço tradicional que cobre cabelo e pescoço, deixando o rosto descoberto.

A nível europeu, a regulamentação da ocultação do rosto em espaços públicos foi adotada por vários Estados ao longo dos anos. França introduziu uma proibição absoluta de ocultar o rosto em todos os locais públicos em abril de 2011, posteriormente confirmada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

A Bélgica aprovou uma proibição total em espaços públicos em julho de 2011, com sanções pecuniárias e penas de prisão em caso de violação. A Bulgária proibiu o uso do véu integral nas instituições estatais, administrativas e educativas a partir de setembro de 2016.

A Áustria aprovou em outubro de 2017 a lei anti-ocultação do rosto, que impõe que os traços do rosto sejam plenamente visíveis em espaços públicos e, a partir de setembro de 2026, proíbe às alunas, até completarem 14 anos, usar na escola um véu que “cubra a cabeça segundo as tradições islâmicas”.

A Dinamarca introduziu uma proibição nacional em agosto de 2018, com sanções económicas crescentes em caso de reincidência. Os Países Baixos optaram por uma proibição parcial a partir de agosto de 2019, aplicada especificamente a escolas, hospitais, serviços públicos e transportes públicos.

A Suíça ratificou uma proibição federal em espaços públicos na sequência de um referendo nacional e da legislação de aplicação que entrou em vigor em 2023. Por fim, Portugal concluiu o processo legislativo com a promulgação, em agosto de 2026, de uma lei que proíbe ocultar o rosto em espaços públicos, prevendo sanções pecuniárias.

Na Alemanha não vigora uma proibição nacional geral, mas a legislação federal impede que funcionários públicos, juízes, forças armadas e automobilistas cubram o rosto enquanto conduzem. Além disso, vários Estados federados (Länder) aplicam restrições específicas que proíbem o véu integral em escolas e universidades para alunos e docentes. Esta abordagem fragmentada assenta no princípio da neutralidade do Estado e na segurança rodoviária, diferenciando-se das proibições totais existentes noutros países europeus.

Alunos estrangeiros por turma e comparação com outros países europeus

Se for aprovada a norma que introduz um teto máximo de alunos estrangeiros por turma, a Itália tornar-se-á o primeiro país a ter regras deste tipo na Europa.

Até agora, em Itália, o limite de 30% de alunos não italianos foi definido em 2010 por uma circular ministerial da então ministra da Educação, Mariastella Gelmini, que muitas vezes não foi aplicada devido às dinâmicas demográficas locais e à escassez de capacidade logística nas periferias urbanas.

Nos restantes países da União preferem‑se instrumentos diferentes.

A Dinamarca é o país europeu com políticas mais rígidas: o governo permitiu às escolas secundárias introduzir tetos máximos até 50% para alunos de “origem não ocidental” ou provenientes de bairros desfavorecidos; além disso, as turmas são distribuídas com base no rendimento dos pais para forçar a mistura social e étnica, um modelo que o governo italiano observa com interesse.

Em França, fixar quotas com base na origem seria inconstitucional, uma vez que a República proíbe por lei a recolha de estatísticas em função da origem étnica ou religiosa. Para evitar guetos escolares, no país atua-se através da “zonagem”: os municípios redesenham os limites das áreas de influência das escolas de modo a juntar um bairro popular a outro mais abastado. Além disso, nas zonas com forte concentração migratória, o Estado reduz de forma drástica o número total de alunos por turma.

Críticas à proposta de Meloni

O anúncio de Giorgia Meloni suscitou reações favoráveis da parte dos membros da maioria, mas também críticas da oposição e de alguns especialistas. Entrevistado pela agência ANSA, Salvatore Curreri, docente de Direito Constitucional na Universidade de Enna, explicou que, segundo o artigo 34 da Constituição, “a escola está aberta a todos”, incluindo os filhos de estrangeiros, para quem constitui um importante espaço e instrumento de integração.

“Se a medida for tão restritiva ao ponto de implicar o desenraizamento de menores e das suas famílias para outros territórios, muito afastados daqueles onde vivem, essa solução pode revelar‑se excessiva precisamente por entrar em conflito com o objetivo funcional predominante da integração, com o risco de lesar um direito reconhecido pela Constituição”, afirmou Curreri.

“Mais uma vez, em vez de se ocupar da escola, segue a direita neofascista da AfD e de Vannacci, que propôs turmas diferenciadas para alunos com deficiência. A verdade é que à presidente do Conselho o funcionamento da escola não interessa nada. Os salários dos nossos professores estão entre os mais baixos da Europa”, disse, por seu lado, Angelo Bonelli, deputado da Avs e co-porta-voz da Europa Verde.

Moscovo promete intensificar ataques após larga ofensiva de Kiev em dia de eleições

Por correiodamanhacanada.com   Setembro 20, 2026 

Moscovo, 20 set 2026 (Lusa) — A Rússia vai intensificar os seus ataques contra a Ucrânia, indicou hoje o Ministério da Defesa russo, dizendo que é a resposta aos ataques de drones ucranianos em dia de eleições legislativas no país.

“Em resposta aos ataques do regime de Kiev contra alvos civis no território russo, as forças armadas russas continuarão e intensificarão os seus ataques com armas de alta precisão contra alvos militares em Kiev”, disse, acusando a Ucrânia de ter querido “frustrar a expressão democrática da vontade dos cidadãos russos”.

A Rússia foi alvo de um ataque de mais de mil drones ucranianos e ataques informáticos, atingindo uma refinaria e áreas residenciais e provocando incêndios, destinado a perturbar o último dia das eleições legislativas que, sem surpresa, deverão dar a vitória do partido de Vladimir Putin, o atual Presidente.

Pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas, de acordo com as autoridades russas.

O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, referiu que mais de 450 drones foram abatidos no maior ataque contra a capital russa desde o início da guerra.

Por sua parte, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que Kiev havia atacado instalações chave da indústria petrolífera russa e um centro logístico, o que, disse, representa milhares de milhões de dólares a menos para a máquina de guerra do Kremlin.

As eleições legislativas russas, as primeiras desde o início, em 2022, da ofensiva militar em grande escala contra a Ucrânia, têm como objetivo renovar os 450 lugares da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e decorrem também nos territórios da Ucrânia ocupados e anexados pela Rússia.


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O partido de Vladimir Putin, Rússia Unida (RU), venceu as eleições legislativas realizadas nos últimos três dias no país com 57,54 % dos votos, de acordo com os primeiros resultados oficiais divulgados hoje.

Segundo a Comissão Eleitoral Central (CEC), que apurou 13,88% dos votos, o Partido Comunista da Rússia é o segundo mais votado, com 13,67% dos votos.

Seguem-se os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático da Rússia, com 9,27%, e os liberais do "Povo Novo2", com 7,96%. Por fim, o "Rússia Justa" entrou no parlamento como quinta formação, com 5,16%...

FRANÇA: "Rei dos ladrões". Português roubou 42 camiões em França para vender cá... Um cidadão português de 37 anos está em prisão preventiva em França desde junho de 2025. O homem é acusado de liderar um grupo que furtou 42 veículos pesados na região de Paris, causando prejuízos superiores a um milhão de euros.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com 20/09/2026 

Um cidadão português de 37 anos encontra-se em prisão preventiva em França, desde junho de 2025, por furtar mais de 40 camiões para os vender em Portugal. Segundo o jornal Le Parisien, o homem, identificado como Raphael C., foi presente esta semana a tribunal.

Raphael C. foi formalmente acusado de associação criminosa, furto cometido por grupo organizado e branqueamento de capitais, em Nanterre, na região de Île-de-France.

O "rei dos ladrões de camiões e máquinas de construção", como é descrito pela imprensa francesa, é suspeito, juntamente com o irmão e outro cúmplice, de ter furtado 42 veículos pesados na região de Paris. Depois, enviava-os para Portugal e revendia-os. No total, causou prejuízos de cerca de 1,3 milhões de euros.

A investigação começou em fevereiro de 2025, quando um camião foi roubado na zona de Puteaux, nos subúrbios de Paris. Foi nessa altura que a polícia de Hauts-de-Seine começou a investigar e apurou que estava perante um grupo criminoso organizado que cometia pelo menos um roubo por semana, utilizando sempre o mesmo método. 

Para cometer os crimes, os suspeitos faziam viagens noturnas à procura dos camiões a furtar. Depois, abriam a cabine e desligavam o sistema de geolocalização, utilizando também um dispositivo eletrónico para ligar o veículo. 

Após os furtados, os camiões eram levados para parques de estacionamento, onde ficavam "alguns dias" para garantir que não tinham outro dispositivo de localização. Por fim, os veículos eram trazidos pelo cúmplice dos irmãos, que fazia a viagem até Portugal pela autoestrada e já com matrículas falsas. 

Os suspeitos acabaram por ser detidos no final de junho e, durante uma busca domiciliária, a polícia francesa encontrou 27.000 euros em numerário e 80.000 em ferramentas e equipamentos na casa de Raphael. 

O português, que vive em França há 13 anos, tem dois filhos e trabalhava no restaurante da mulher e na construção civil. Antes de emigrar, chegou a gerir uma sucata em Portugal.

Tanto Raphael quanto o irmão negaram os crimes, apesar de o primeiro ter admitido que poderá ter estado no local de um dos roubos, sem saber, contudo, que estava a ser cometido algo ilícito. Já o cúmplice, um homem identificado como Paolo, confessou a prática criminosa e assumiu toda a responsabilidade, mas acabou por ser libertado em junho.

Agora, o advogado de Raphael, Me Alexandre Simonin, pediu ao Tribunal de Instrução de Versalhes que ponha fim a "este desastre judicial" e liberte o seu cliente. No entanto, não teve sucesso.


Chanceler alemão diz que permanecerá no cargo após 'desastre' nas eleições e crescente pressão.

O chanceler alemão Friedrich Merz faz uma declaração após a divulgação das primeiras pesquisas de boca de urna das eleições estaduais de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, na sede da CDU em Berlim.CRÉDITO,REUTERS      Por  bbc.com  20 setembro 2026

O pressionado chanceler alemão Friedrich Merz prometeu permanecer no cargo, apesar de pesquisas de boca de urna em duas eleições locais indicarem derrotas significativas para seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita.

No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste do país, a projeção era de que o partido conseguisse entrar no parlamento estadual por uma margem apertada, enquanto o partido de direita radical Alternativa para a Alemanha (AfD) estava a caminho de obter o maior número de votos.

Merz classificou o resultado como "um desastre" para seu partido.

Em Berlim, a CDU, que governa a cidade, também deveria ser derrotada pelo partido de esquerda Die Linke.

Merz está sob crescente pressão, com baixos índices de aprovação e rumores de que ele poderia até ser substituído no meio do mandato em uma chamada troca de chanceler.

As eleições ocorreram neste domingo (20/9), duas semanas depois de a CDU ter visto sua votação cair pela metade, quando a AfD obteve uma grande vitória no estado da Saxônia-Anhalt.

Repetindo comentários que fez após aquela derrota, Merz disse a jornalistas no domingo que seguiria adiante com os planos de seu governo de coalizão para aprovar um pacote de reformas econômicas, tributárias e de assistência social.

"As reformas precisam acontecer", insistiu. "Estou assumindo essa responsabilidade porque quero fazer nosso país avançar."

Trump faz novas revelações sobre o arco que planeia construir em Washington... Presidente norte-americano afirmou que o enorme arco que quer construir entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington poderá tornar-se um “complexo militar de primeira categoria”

Por  cnnportugal.iol.pt /Agência Lusa, 20/09/2026

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este domingo que o enorme arco que quer construir entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington poderá tornar-se um “complexo militar de primeira categoria”.

O arco, “capaz de acolher drones e atiradores furtivos, além de armazenar munições”, é mais um exemplo de como Trump insiste em que as suas iniciativas para embelezar a Casa Branca e a cidade também servem um propósito defensivo.

O Presidente dos Estados Unidos tem também chamado ao novo salão de baile da Casa Branca um “complexo militar” e argumenta que é necessário por razões de segurança nacional.

O Presidente republicano afirmou numa publicação nas redes sociais que tinha concordado, a “forte pedido” dos militares, em transformar o arco memorial previsto, com 76 metros de altura, “um Complexo Militar/Arco do Triunfo” de primeira categoria.

O complexo teria capacidade para alojar, armazenar e de utilizar rapidamente grandes quantidades de drones, além de atiradores furtivos, tanto no telhado como nas áreas da praça, e, adicionalmente, ter e armazenar também um importante volume de munições justamente para os para "snipers".

O arco, proposto para uma rotunda adjacente à Memorial Bridge, é um dos vários projetos que o Presidente republicano está a promover para deixar a sua marca duradoura em Washington.

Entre os outros estão o salão de baile da Casa Branca, a mudança de nome e renovação do Kennedy Center, a recuperação do espelho de água do Lincoln Memorial e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderá reduzir significativamente o acesso do público aos percursos pedonais e cicláveis.

Liga Árabe critica "escalada" dos ataques hutis contra a Arábia Saudita... A Liga Árabe criticou hoje os ataques dos rebeldes hutis do Iémen contra a Arábia Saudita, considerando-os uma "escalada perigosa" para o conturbado Médio Oriente no meio das tensões provocadas pela guerra do Irão.

© Mohammed Hamoud/Getty Images  LUSA  20/09/2026 

Num comunicado, a organização pan-árabe, composta por 22 países, advertiu que "a continuação destes ataques representa uma escalada perigosa e inaceitável [...] o que aumentaria a tensão e colocaria em perigo a segurança e a estabilidade da região" do Médio Oriente, já afetado pelo encerramento do estreito de Ormuz e pelas crescentes restrições às exportações de energia.

Além disso, reiterou plena solidariedade com Riade e o apoio às medidas que adotar para proteger a segurança dos seus cidadãos e residentes e a soberania do território".

Para a organização, "a segurança do reino é parte integrante da segurança nacional árabe".

A condenação surge depois de os huthis, apoiados pelo Irão, terem assegurado sexta-feira e sábado ter atacado com mísseis balísticos e "impacto preciso" a capital saudita, Riade, bem como instalações da maior petrolífera mundial, a Aramco, no porto de Yanbu, no mar Vermelho e ponto-chave para a exportação do petróleo saudita perante o encerramento de Ormuz pelo Irão.

A Arábia Saudita confirmou nas últimas horas ter intercetado e destruído um míssil lançado contra Riade, sem se referir aos alegados lançamentos huthis contra Yanbu que, a confirmarem-se, representariam o segundo ataque grave em menos de duas semanas contra as instalações do oleoduto Este-Oeste.

A 11 deste mês, Riade anunciou o encerramento do oleoduto, através do qual exportava cerca de sete milhões de barris diários de crude, após um ataque com mísseis e drones dos huthis, que terá danificado parte da infraestrutura e estações de bombagem.

Os huthis garantem que continuarão os ataques contra o vizinho do norte, bem como o bloqueio marítimo que impõem aos navios sauditas no mar Vermelho, até que Riade cesse os seus ataques aéreos contra as suas posições em apoio ao Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Neste contexto, acusam a Arábia Saudita de intensificar os bombardeamentos sobre o Iémen, com centenas de voos de aviões militares, após a ofensiva huthi que permitiu aos insurgentes expulsar as forças do Governo internacionalmente reconhecido de toda a costa ocidental do país e controlar o estreito de Bab el-Mandeb, na porta sul do mar Vermelho e vital para o comércio internacional.


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O ministro do Trabalho de Taiwan viajou hoje para a China para participar numa reunião da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), numa rara visita ministerial e numa altura em que as relações entre os dois países continuam tensas...

IMPASSE NA FRONTEIRA: CÔNSUL GUINEENSE SEM RESPOSTA DE BISSAU E DE ZIGUINCHOR SOBRE PARALISAÇÃO DOS TRANSPORTES

Por: Tiago Seide e Alison Cabral  JORNAL ODEMOCRATA  20/09/2026 

O cônsul da Guiné-Bissau em Ziguinchor, Orlando Wam Sambú, revelou que o Consulado comunicou oficialmente às autoridades competentes as dificuldades relacionadas com a circulação de viaturas entre a Guiné-Bissau e o Senegal e realizou diligências junto das partes envolvidas para procurar soluções para o problema.

“Fizemos aquilo que está ao nosso alcance. Enviámos uma carta ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e ao Governador da Região de Ziguinchor, informando-os sobre o sucedido, mas, até hoje, não recebemos qualquer resposta”, afirmou em entrevista ao jornal O Democrata.

O diplomata acrescentou que o assunto está a ser tratado ao mais alto nível, razão pela qual preferiu não avançar mais detalhes.

“INFORMÁMOS O GOVERNO DE BISSAU E AS AUTORIDADES DE ZIGUINCHOR”

O Democrata apurou que, desde 12 de agosto deste ano, os transportes públicos da Guiné-Bissau deixaram de entrar no Senegal, deixando de seguir diretamente para a central de transportes de Ziguinchor, como acontecia habitualmente. Em sentido inverso, os veículos de transporte público senegaleses também deixaram de entrar em território guineense.

A situação tem provocado sérios constrangimentos aos cidadãos dos dois países, particularmente aos guineenses, que são obrigados a recorrer a mototáxis entre Djegue, na fronteira, e Mpack, no Senegal, pagando por vezes cerca de cinco mil francos CFA. Posteriormente, têm ainda de utilizar um transporte público até à central de transportes de Ziguinchor, mediante o pagamento adicional de mil francos CFA.

“O assunto está a ser tratado ao mais alto nível. Por isso, não posso avançar com mais detalhes. Estamos a aguardar as medidas que serão tomadas pelos dois governos para resolver este problema”, declarou aos enviados especiais do Jornal O Democrata, que estiveram na semana passada em Ziguinchor para acompanhar a situação.

Orlando Wam Sambú revelou igualmente que a maioria dos cidadãos guineenses residentes em Ziguinchor não possui cartão consular, situação que, segundo disse, está na origem de vários problemas relacionados com a documentação e a circulação.

Por isso, apelou aos guineenses residentes no Senegal para regularizarem a sua situação junto do Consulado, lembrando que o cartão consular é frequentemente solicitado pelas autoridades senegalesas.

“Os cidadãos têm a obrigação de possuir documentos. Se não tiverem documentos, terão dificuldades para circular”, advertiu.

O cônsul acrescentou que, durante ações de fiscalização, para além do bilhete de identidade ou do passaporte, as autoridades podem igualmente solicitar o cartão consular.

Segundo explicou, muitos cidadãos apenas procuram os serviços consulares quando enfrentam problemas com as autoridades locais.

“Muitos dos nossos cidadãos só aparecem no Consulado quando têm problemas. Nesses casos, somos obrigados a fazer diligências para encontrar uma solução”, referiu.

Orlando Wam Sambú assinalou ainda a existência de vários casos envolvendo cidadãos guineenses e as forças policiais senegalesas, sobretudo por falta de documentação adequada.

Questionado sobre denúncias de alegadas cobranças ilícitas nas zonas fronteiriças entre a Guiné-Bissau e o Senegal, o diplomata reconheceu a existência de situações de tensão, mas considerou que determinados comportamentos também contribuem para o agravamento dos conflitos.

“Assisti várias vezes a discussões entre os nossos cidadãos e as autoridades”, relatou.

Segundo explicou, alguns cidadãos chegam a insultar agentes das autoridades em crioulo quando se sentem insatisfeitos com a demora na devolução dos seus documentos.

“Nós tentamos resolver todos os problemas que estão ao nosso alcance e que justificam uma intervenção do Consulado”, garantiu.

CÔNSUL: “MAIS DE TRÊS MIL GUINEENSES VIVEM E TRABALHAM EM ZIGUINCHOR”

Apesar das dificuldades, Orlando Wam Sambú considera que as relações entre a Guiné-Bissau e o Senegal permanecem positivas.

“O Senegal é um país amigo e irmão da Guiné-Bissau. Existe sempre uma boa relação entre os dois países”, afirmou.

Recordou ainda que o Consulado da Guiné-Bissau em Ziguinchor está instalado desde 1982.

O responsável consular explicou que parte dos problemas decorre da aplicação das normas e regulamentos de cada país numa região caracterizada por intensa circulação de pessoas e mercadorias.

“Existe uma grande circulação de pessoas e bens na fronteira. Muitos guineenses atravessam a fronteira para cultivar as suas terras e os senegaleses fazem igualmente o mesmo”, observou.

Sambú reconheceu não dispor de dados totalmente atualizados sobre a comunidade guineense residente em Ziguinchor, uma vez que muitos cidadãos adquiriram documentação senegalesa.

Ainda assim, estima que mais de três mil guineenses vivam atualmente na cidade.

“No passado, tínhamos registados mais de 800 guineenses”, precisou ao jornal O Democrata.

Segundo o diplomata, o Senegal continua a acolher a maior comunidade guineense na diáspora, particularmente em Ziguinchor e Dakar.

O Consulado, disse, mantém um acompanhamento regular das associações de guineenses e procura responder às principais preocupações da comunidade.

No domínio da educação, a instituição acompanha também os estudantes guineenses, identificando os locais de residência, os estabelecimentos de ensino frequentados e a sua evolução académica.

Orlando Wam Sambú revelou que o número de estudantes guineenses em Ziguinchor tem diminuído nos últimos anos.

Atualmente, os estudantes frequentam instituições como o Instituto Superior de Gestão (ISM), a Universidade Católica da África Ocidental (UCAO) e a Universidade Assane Seck.

Segundo explicou, o Consulado estabeleceu contactos com a Universidade Assane Seck para facilitar o acesso dos estudantes guineenses a bolsas de estudo.

“Neste ano letivo enviámos à universidade os processos de sete estudantes que solicitaram bolsas através do Consulado”, informou.

Questionado sobre as principais dificuldades enfrentadas pela representação diplomática, preferiu não entrar em pormenores.

“Existem dificuldades, mas cabe ao Governo procurar as soluções. É tudo o que posso dizer”, declarou.

Na mensagem dirigida à comunidade guineense residente no Senegal, apelou à unidade e ao respeito pelas leis do país de acolhimento.

“Quero pedir aos guineenses que se mantenham unidos, fortes e conscientes de que estão num país estrangeiro. Devem respeitar as leis e as regras do país onde vivem”, afirmou.

SEM ACORDO DE COOPERAÇÃO NA EDUCAÇÃO, CONSULADO FACILITA ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO

Por sua vez, o secretário do Consulado, Mamadjam Djaló, esclareceu que atualmente não existe qualquer acordo formal de cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal no setor da educação.

Contudo, devido ao significativo fluxo de estudantes guineenses para Ziguinchor, o Consulado estabeleceu uma parceria com a Universidade Assane Seck para facilitar o acesso ao ensino superior público e reduzir os custos suportados pelos estudantes.

“A nível do Consulado, tivemos de estabelecer contactos com a universidade pública para minimizar as dificuldades dos estudantes guineenses, porque as instituições privadas são bastante dispendiosas”, explicou aos enviados especiais de O Democrata.

No âmbito desta parceria, os estudantes selecionados pagam uma propina anual de 35 mil francos CFA.

Mamadjam Djaló revelou ainda que os beneficiários têm acesso à cantina universitária, onde podem tomar pequeno-almoço, almoçar e jantar por apenas 300 francos CFA por dia.

Segundo explicou, um pagamento mensal de nove mil francos CFA permite garantir as refeições durante todo o mês, sendo o alojamento o único benefício não abrangido pelo acordo.

O responsável informou que a parceria com a Universidade Assane Seck teve início em 2015 e já permitiu o acesso de diversos estudantes guineenses a cursos como Medicina, Línguas Estrangeiras Aplicadas, Economia, Contabilidade, Física, Matemática e Administração.

Recordou igualmente que, em anos anteriores, Ziguinchor chegou a acolher cerca de 800 estudantes guineenses, número que caiu consideravelmente.

“Hoje muitos procuram Portugal. No entanto, quando chegam lá, a maioria acaba por não prosseguir os estudos”, afirmou.

Atualmente, segundo Mamadjam Djaló, existem cerca de 40 estudantes guineenses em Ziguinchor.

O secretário do Consulado apelou aos estudantes para que se registem junto da instituição e possam beneficiar das oportunidades disponibilizadas através da universidade pública.

“A porta do Consulado está aberta. Apelo aos estudantes para que venham inscrever-se e aproveitar as oportunidades existentes”, declarou.

Mamadjam Djaló garantiu que a relação institucional com a Universidade Assane Seck continua positiva e que os estudantes encaminhados pelo Consulado são bem recebidos.

Segundo explicou, entre os fatores que explicam a redução do número de estudantes encontram-se os elevados custos do ensino privado, as desistências e a perda de vagas devido às reprovações sucessivas.

Discurso de Domingos Simões Pereira nas comemorações dos 70 anos do PAIGC

  Radio TV Bantaba 

EUA temem "rápida escalada" após ataques dos Hutis à Arábia Saudita... Os Estados Unidos alertaram no sábado para o risco de uma "rápida escalada" das hostilidades no Médio Oriente, na sequência dos ataques dos Hutis do Iémen contra a Arábia Saudita, cuja capital foi visada por estes combatentes pró-iranianos.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   Por  LUSA  20/09/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que deveria passar todo o fim de semana na residência presidencial de Camp David, no estado do Maryland, regressou a Washington no sábado à noite, sem explicação oferecida pela Casa Branca.

Mas este regresso antecipado ocorre quando foi ultrapassado um novo patamar nas hostilidades entre a Arábia Saudita e os Hutis, que controlam grande parte do vizinho Iémen e combatem as forças governamentais, apoiadas por uma coligação liderada por Riade.

Fortes explosões foram ouvidas duas vezes no sábado na capital saudita com um depósito de combustível com o logótipo da gigante petrolífera saudita Aramco em chamas perto do aeroporto, reportou a agência France-Presse.

"Este conflito militar tem potencial para uma rápida escalada", considerou o Departamento de Estado norte-americano, num aviso publicado na rede social X dirigido aos cidadãos norte-americanos que se encontram no Médio Oriente.

O rápido avanço dos Hutis nas últimas semanas no Iémen causou centenas de mortos e, segundo a ONU, mais de 110.000 deslocados.

Estes combates e as hostilidades que se seguiram com o reino vizinho já perturbaram o tráfego marítimo e as exportações da Arábia Saudita, primeiro fornecedor mundial de petróleo.

Como consequência, o barril de petróleo disparou para cima dos 100 dólares (87 euros), fazendo disparar os preços dos combustíveis para os consumidores de todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, onde se aproximam as eleições intercalares.

Na noite de sábado, a coligação liderada pela Arábia Saudita confirmou na rede social X que um míssil tinha sido lançado na noite anterior pelos Hutis em direção a Riade, garantindo que tinha sido destruído.

Segundo a coligação, estes combatentes tentaram também atingir "civis e bens civis" em várias cidades do oeste do reino, incluindo o porto de Yanbu, no mar Vermelho, a partir do qual Riade exporta petróleo. Ataques que foram "frustrados", segundo a mesma fonte.

Os Hutis reivindicaram, por seu lado, dois ataques com mísseis e 'drones', um contra "locais sensíveis em Riade" e outro contra "instalações da Aramco em Yanbu".

Os ataques dos Hutis contra o reino tinham até agora visado sobretudo instalações petrolíferas e bases militares no sul ou na costa do mar Vermelho. A capital saudita não era ameaçada desde o recomeço, em julho, das hostilidades com os combatentes pró-iranianos.

Riade tinha, em contrapartida, sido atingida no auge da guerra regional desencadeada no final de fevereiro pelo ataque norte-americano e israelita contra o Irão, que respondeu lançando ataques contra os países do Golfo aliados dos Estados Unidos.

Em resposta a estes ataques, a Arábia Saudita tem bombardeado diariamente e em larga escala as zonas controladas pelos combatentes no Iémen, sem, contudo, ter conseguido até agora enfraquecê-los.

Os Hutis, que lançaram no início de setembro uma vasta ofensiva no Iémen, controlam agora todo o litoral junto ao mar Vermelho, reforçando o seu domínio sobre o estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do canal do Suez, ganhou importância após o início da guerra no Médio Oriente, quando o Irão começou a perturbar fortemente o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Duas fontes do movimento Huti disseram no sábado à AFP que os combatentes estavam a instalar radares e a escavar túneis ao longo da costa do mar Vermelho, acrescentando que membros dos Guardas da Revolução, poderosa força armada do Irão, se deslocaram recentemente à região.

Sob pressão, a Arábia Saudita tem intensificado os contactos diplomáticos, com o meio de comunicação norte-americano Axios a afirmar na semana passada que os Estados Unidos tinham recusado atacar os Hutis a pedido de Riade.

Em declarações à Al-Jazeera, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaï, afirmou que Teerão transmitiu indiretamente a Washington as suas condições prévias para qualquer recomeço das negociações, incluindo o fim das hostilidades em todas as frentes e o fim do bloqueio norte-americano aos portos iranianos.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que o Irão está a trocar mensagens com os Estados Unidos através de mediadores, nas quais transmitiu as condições para pôr fim à guerra que os opõe desde 28 de fevereiro.

"Foram trocadas mensagens nas quais as nossas condições foram explicitamente esclarecidas à outra parte através de intermediários", afirmou Mohamad Baqer Qalibaf num discurso numa sessão por videoconferência do Parlamento, segundo a agência noticiosa estatal ISNA.

Qalibaf, que lidera a equipa de negociação com os Estados Unidos, insistiu que enquanto as condições de Teerão não forem cumpridas "não haverá possibilidade de regressar ao estado anterior das negociações nem de reabrir o estreito de Ormuz"...