quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Espanha aprova nacionalidade para até 200 mil sarauís e descendentes... O parlamento de Espanha aprovou hoje o acesso à nacionalidade espanhola para os nascidos no Saara Ocidental até 1977 e descendentes, após ano e meio de debate e uma mudança de posição dos socialistas, liderados por Pedro Sánchez.

© Getty Images     LUSA   10/09/2026 

Madrid, 10 set 2026 - O parlamento de Espanha aprovou hoje o acesso à nacionalidade espanhola para os nascidos no Saara Ocidental até 1977 e descendentes, após ano e meio de debate e uma mudança de posição dos socialistas, liderados por Pedro Sánchez.

O PSOE, que está à frente do Governo de Espanha, votou hoje a favor desta lei, na votação final no plenário, depois de ter votado contra na primeira apreciação, na generalidade, em fevereiro de 2025.

No debate na especialidade (em comissão parlamentar) de mais de um ano, e após algumas mudanças na proposta, o PSOE acabou por alterar o sentido de voto e hoje foi um dos partidos que apoiou a lei.

O Partido Popular (PP, direita) e o independentista Juntos pela Catalunha (JxCat, conservador) abstiveram-se, o Vox (extrema-direita) votou contra e os restantes partidos votaram a favor.

A iniciativa foi do Somar, a plataforma de esquerda que está na coligação governamental com os socialistas, e foi aprovada num momento em que a atualidade espanhola está marcada pela entrada ilegal de mais de 70.000 pessoas em Ceuta em 30 e 31 de julho e as relações com Marrocos.

A última votação na especialidade, que determinou que a lei avançaria para validação final pelo plenário dos deputados, ocorreu em 23 de julho, poucos dias antes dessa entrada em massa em Ceuta, cidade autónoma espanhola no norte de África que faz fronteira com Marrocos.

Os restantes partidos têm acusado o PSOE e o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, de subserviência a Marrocos na crise de Ceuta e a maioria dos espanhóis, segundo várias sondagens, consideram que Rabat esteve por trás do ocorrido no enclave espanhol.

O Saara Ocidental teve administração espanhola até fevereiro de 1976, quando, na sequência de uma ocupação militar de Marrocos, Espanha comunicou às Nações Unidas que cessava a sua presença no território.

Entre 1958 e 1976, o território teve mesmo estatuto de província espanhola, em pé de igualdade com as restantes 52 que ainda hoje existem em Espanha, uma estratégia da então ditadura de Francisco Franco para contornar as reivindicações de descolonização da ONU.

Nesse período em que o Saara Ocidental foi a 53.ª província de Espanha, os nascidos no território tinham bilhete de identidade espanhol e acediam à Função Pública ou às Forças Armadas.

Em agosto de 1976, Espanha reconheceu o direito à nacionalidade dos nascidos no Saara Ocidental até fevereiro daquele ano e dava um ano, até 29 de setembro de 1977, para serem apresentados os pedidos.

"Mas a administração espanhola já tinha abandonado o território, tornando, portanto, impossível o exercício efetivo dessa opção, tal como pôs de manifesto o Tribunal Supremo" em sentenças de 1998 e 1999, lê-se no texto da iniciativa do Somar.

A lei hoje aprovada reconhece ainda o direito à nacionalidade espanhola para os filhos dos nascidos no Saara Ocidental até 29 de setembro de 1977.

Por outro lado, os sarauís passarão a precisar apenas de dois anos de residência em Espanha para terem também acesso à nacionalidade, sendo-lhes aplicado o mesmo regime extraordinário que já existe para cidadãos dos países da comunidade ibero-americana (incluindo Portugal e Andorra), da Guiné Equatorial e das Filipinas (também antigas colónias espanholas) e descendentes de sefarditas.

Os partidos que apoiaram hoje a lei consideraram que se trata de uma questão de justiça e de "reparação histórica" em relação ao povo sarauí, que vê assim "a reposição de um direito" que lhe foi reconhecido há meio século mas nunca pôde exercer.

Apesar da mudança de posição, o PSOE e Pedro Sánchez voltaram hoje a ouvir críticas das restantes bancadas por causa da política em relação a Marrocos, lembrando a "carta clandestina", sem prévio aviso ao parlamento, que o primeiro-ministro enviou ao Rei Mohamed VI em 2022, após um ano de crise diplomática, a apoiar a proposta de Rabat para que o Saara Ocidental seja uma região autónoma marroquina.

Aquela carta foi uma mudança em relação à posição histórica de Espanha de defesa de um referendo de autodeterminação no Saara Ocidental.

A deputada do Somar Teslem Andaia Ubbi, nascida num campo de refugiados sarauís na Argélia, lembrou no arranque do debate da iniciativa, em fevereiro de 2025, o seu próprio caso, que incluiu a exigência de pelo menos dez anos de residência certificada e continuada em Espanha para aceder à nacionalidade, quando a quem tem estatuto de refugiado se exigem cinco.

A deputada sublinhou ainda "o limbo legal" em que vivem milhares de sarauís deslocados para os campos de refugiados na Argélia ou já ali nascidos, a maioria sem documentos reconhecidos internacionalmente que lhes certifiquem uma nacionalidade.

Segundo as estimativas dos autores da iniciativa, entre 100.000 e 200.000 pessoas deverão ter direito à nacionalidade espanhola com esta lei, entre residentes no atual território do Saara Ocidental e pessoas que vivem nos acampamentos sarauís na Argélia.

Antes de entrar em vigor, a lei terá ainda de passar pela apreciação do Senado (câmara alta das Cortes Espanholas), que não tem porém poder de veto de iniciativas aprovadas pelo Congresso dos Deputados (câmara baixa do parlamento).


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Com quase 2 metros, Hugo é o maior cavalo do mundo (e está no Guinness)... Um equídeo da raça Shire foi considerado o maior cavalo vivo do mundo pelo Guinness World Records. Hugo vive em Towcester, no Reino Unido, e ainda está em crescimento - apesar de ter quase dois metros de altura.

© Guinness World Records   Notícias ao Minuto  10/09/2026 

Um equídeo da raça Shire foi considerado o maior cavalo vivo do mundo pelo Guinness World Records. A roçar os dois metros de altura (199 centímetros), Hugo vive em Towcester, no condado inglês de Northamptonshire, e ainda pode crescer mais.

A estatura do animal de quatro anos foi confirmada por um veterinário, que o mediu sem ferraduras, para assegurar um resultado rigoroso, noticiou a BBC News.

O dono de Hugo, Brett Masters, contou ter sido abordado por representantes do Guinness World Records, já que o animal era “famoso na região” por ser “enorme”. Além disso, tem um “estilo de vida de cinco estrelas”, que inclui cuidados de um quiroprático, dentista, veterinário e massagista.

“Tem um quiroprático, recebe massagens regulares, o dentista visita-o de seis em seis meses e o veterinário examina-o constantemente, uma vez que as suas placas de crescimento estão hiperativas. Toma muitos suplementos e segue um regime alimentar cuidadoso. Tem um estilo de vida de cinco estrelas, não lhe falta nada”, asseverou o cuidador.

Isto porque, conforme adiantou, Hugo “ainda tem três anos de crescimento pela frente” e “não vai parar até ter cerca de oito anos e meio”, o que “vai causar problemas”. “Temos de ter muito cuidado com ele”, disse Masters, que garantiu que, quando adquiriu o cavalo, aos 18 meses de idade, não fazia ideia de que seria “anormalmente alto”.

“Sempre que ele sai, as pessoas param, filmam-no e gritam-nos que ‘ele é enorme’, É o cavalo mais bondoso e gentil que existe”, complementou.

No entanto, Hugo não é o cavalo mais alto de que há registo. De facto, esse título pertence a Sampson, também da raça Shire, que media 2.19 metros. O animal, que passou a chamar-se Mammoth, foi criado por Thomas Cleaver, em Bedfordshire, no ano 1850.


Vários mortos em acidente de autocarro turístico na Suíça... Um acidente que envolveu um autocarro turístico no leste da Suíça fez vários mortos e feridos, informou a polícia esta quinta-feira.

Por  Jn.pt  10 de setembro, 2026 

O acidente ocorreu entre os municípios de Susch e Zernez, no cantão de Graubünden, no extremo leste do país.

"Várias pessoas morreram no acidente com o autocarro em Susch. Várias outras também ficaram feridas", escreveu a polícia cantonal na rede social X, sem adiantar pormenores sobre as circunstâncias do acidente ou a identidade das vítimas.

Segundo a imprensa suíça, o autocarro pertencia ao operador turístico neerlandês Oad, que oferece viagens por toda a Europa, de acordo com a mesma publicação, mas este é um detalhe não confirmado pelas autoridades suíças. A bordo seguiram 48 pessoas.

Zernez é a porta de entrada para os visitantes do Parque Nacional Suíço, uma vasta reserva alpina que se estende por mais de 100 quilómetros quadrados pelo vale montanhoso da Engadina.

Notícia em atualização...

GUINÉ-BISSAU/DUCAÇÃO: DISPARIDADE NO VALOR DAS MATRÍCULAS NAS ESCOLAS PÚBLICAS PREOCUPA PAIS E LEVANTA QUESTÕES SOBRE A LEGALIDADE

Por: Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz   10/09/2026

Uma reportagem realizada pela Rádio Bemba di Malafo em diferentes escolas públicas constatou uma significativa disparidade nos valores cobrados para a matrícula de alunos do 1º e 2º ciclo do ensino básico.

Na secção de Gã-Mamudo, sector de Mansoa, região de Oio, a reportagem constatou que, nas escolas públicas de Malafo, Massina e Gã-Mamudo, o valor indicado para a matrícula é de 1.500 francos CFA.

A reportagem foi igualmente realizada no sector de Bambadinca, região de Bafatá, onde uma fonte próxima das escolas públicas informou que, na Escola 20 de Janeiro, a matrícula custa 2.600 francos CFA.

Na Escola Armando Malu, segundo a mesma fonte, o valor é de 2.000 francos CFA para alunos do 1º ciclo e 2.500 francos CFA para os do 2º ciclo.

A investigação da Rádio Bemba di Malafo foi ainda mais longe, chegando ao sector de Farim, onde uma fonte próxima da Escola Pública de Cuboroto indicou que a matrícula do 1º ciclo custa 1.050 francos CFA.

Os dados recolhidos mostram, assim, diferenças consideráveis entre escolas públicas, o que levou a Rádio Bemba a procurar ouvir pais e encarregados de educação.

Os pais e encarregados de educação ouvidos pela reportagem lamentaram a situação e manifestaram preocupação perante a disparidade dos valores praticados.

Segundo os pais, tratando-se de escolas públicas e de níveis de ensino semelhantes, é necessário que o Ministério da Educação Nacional esclareça se existe uma tabela oficial para as matrículas e quais são os valores legalmente aplicáveis.

Os encarregados de educação pedem ainda maior transparência e informações claras para evitar que as famílias sejam obrigadas a pagar valores diferentes de uma escola para outra.

Sobre a situação, a reportagem ouviu o presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau, CONAEGUIB, Carimo Malam Mané.

O responsável disse que a organização já tem conhecimento do assunto e que deverá tomar as suas posições sobre a matéria.

Carimo Malam Mané considera que a disparidade dos preços das matrículas pode constituir uma barreira ao acesso à educação, sobretudo para famílias com menores condições económicas.

O presidente da CONAEGUIB pede, por isso, o reforço da fiscalização por parte do Ministério da Educação Nacional, para que sejam esclarecidas as razões das diferenças verificadas.

Carimo Malam Mané apelou igualmente aos pais e encarregados de educação para que não aceitem pagar valores que considerem não estar de acordo com as orientações oficiais.

A Rádio Bemba ouviu também o jurista Sene Djassi, que fez o enquadramento da questão à luz da Lei do Sistema Educativo da Guiné-Bissau.

Segundo o jurista, de acordo com a legislação por ele analisada, a matrícula nos níveis de ensino em causa é isenta de pagamento.

Sene Djassi esclareceu ainda que a prática de cobranças em desconformidade com a lei pode trazer consequências para os responsáveis.

No ambito da reportagem, a Radio Bemba tentou igualmente ouvir a reação da Direção Regional de Educação de Oio, através do seu delegado, para esclarecer os valores constatados nas escolas públicas da região e conhecer a posição das autoridades educativas sobre a matéria.

Entretanto, até ao momento da realização da reportagem, não foi possível obter a reação do responsável.

A Radio Bemba mantém-se disponível para divulgar posteriormente a posição da Direção Regional de Educação de Oio, caso esta seja apresentada.

Grega de 54 anos dá à luz menina a partir de embrião congelado há 22 anos... Uma mulher deu à luz uma menina a partir de um embrião congelado há 22 anos, numa clínica em Atenas, na Grécia. O nascimento deu-se meses depois de o filho da mulher, que nasceu após o mesmo tratamento, ter morrido num acidente de viação, em outubro de 2025.

© Konstantinos Pantos  Por  Notícias ao Minuto  10/09/2026 

Uma mulher de 54 anos deu à luz uma menina a partir de um embrião congelado há 22 anos, esta quarta-feira, numa clínica em Atenas, na Grécia. O momento foi particularmente especial, uma vez que o filho da mulher, que nasceu no rescaldo do mesmo tratamento, em 2004, morreu num acidente de viação, em outubro do ano passado.

“Para a Cristina Rapti-Tzelepi, o nascimento de hoje [quarta-feira] tem um significado emocional especial. Em 2004, após uma transferência de embriões, teve um menino saudável à primeira tentativa. Em outubro de 2025, a família sofreu a trágica perda do rapaz num acidente de viação, aos 21 anos de idade”, contextualizou o ginecologista Konstantinos Pantos, na rede social Facebook.

O médico complementou que a mulher “decidiu aproveitar os embriões que permaneciam criopreservados desde o seu tratamento inicial”, o que implicou “uma corrida contra o tempo”.

“Christina Rapti-Tzelepi teve de concluir atempadamente os procedimentos previstos e obter a autorização necessária da Autoridade Nacional de Reprodução Assistida, dentro do limite etário em vigor para a reprodução assistida, que tem um prazo estrito de 54 anos. O caso de Cristina Rapti-Tzelepi destaca as possibilidades da criopreservação moderna de embriões, mas também a necessidade de que o cumprimento rigoroso das regras seja acompanhado por uma avaliação substantiva das circunstâncias específicas de cada mulher. Quando uma mulher se depara com uma perda pessoal tão grave, a falta de flexibilidade e os prazos sufocantes podem transformar um processo já de si difícil numa corrida de resistência exaustiva”, considerou o profissional de saúde.

Konstantinos Pantos deu ainda conta de que a menina nasceu na maternidade Mitera, às 39,2 semanas de gravidez, com um peso de 3.490 gramas. A transferência do embrião criopreservado a 17 de março de 2004 realizou-se na véspera de Natal, a 23 de dezembro de 2025, na clínica Genesis de Atenas.

O nascimento “está associado à criopreservação de material genético autólogo de maior duração, publicada a nível internacional, que tenha conduzido ao nascimento de uma criança”. O médico especificou que, “desde a criopreservação até ao dia de hoje, decorreram 22 anos, 5 meses e 23 dias”, sendo que “a duração mais longa anteriormente publicada a nível internacional foi de 18 anos e 3 meses, no Japão”.

“De acordo com a revisão bibliográfica da equipa científica da Genesis de Atenas, não se encontra, na literatura científica internacional publicada e avaliada, qualquer caso registado de gravidez e nascimento bem-sucedidos com um período de criopreservação de embriões mais prolongado”, pelo que os investigadores já reuniram os dados clínicos e laboratoriais do caso, que submeterá para publicação na literatura internacional.

“O nascimento da filha de Cristina Rapti-Tselepi constitui um avanço clínico e científico particularmente significativo. Ao mesmo tempo, é uma história de resiliência, amor e esperança, à qual abordamos com absoluto respeito pelo percurso pessoal da família. A medicina deve funcionar com regras e segurança, mas também com humanidade. Cada caso tem a sua própria realidade e os procedimentos institucionais têm de ser capazes de a ter em conta de forma substancial e com flexibilidade, especialmente quando o tempo não está do lado da mulher”, resumiu Konstantinos Pantos.


A Polícia de Ordem Pública (POP) proibiu, esta quinta-feira (10), a venda de lâmpadas de choque e dispositivos com luzes semelhantes às policiais. A corporação apela aos proprietários para entregarem os equipamentos às autoridades... A POP anunciou ainda a detenção de uma quadrilha suspeita de assaltos à mão armada e roubos com recurso a motociclos.

Radio Voz Do Povo/ Rádio Sol Mansi    10/09/2026

‎MINISTÉRIO DO INTERIOR PROÍBE VENDA E USO DE “LUZ POLICIAL” PARA REFORÇAR COMBATE À CRIMINALIDADE 

‎O Ministério do Interior e da Ordem Pública anunciou esta quinta-feira a proibição da venda e do uso de um modelo de lanterna conhecido como “luz policial”, alegadamente utilizado em agressões e assaltos à mão armada no país.

‎O anúncio foi feito nas instalações do Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública, em Bissau, pelo porta-voz do Ministério do Interior e da Ordem Pública, Joazinho Tonecas Djatá.

‎Segundo o responsável, o equipamento já está a circular no mercado nacional e tem sido associado a atos criminosos, razão pela qual as autoridades decidiram proibir a sua comercialização e utilização.

‎De acordo com dados avançados pela polícia, cerca de 360 lanternas deste tipo foram introduzidas no país. No entanto, menos de metade da quantidade disponível no mercado já foi recuperada pelas forças de segurança.

‎Perante esta situação, as autoridades apelam aos cidadãos que possuam o referido equipamento para procederem à sua entrega voluntária nas instalações policiais.

‎Na mesma ocasião, Joazinho Tonecas Djatá garantiu a continuidade das operações de patrulhamento em diferentes zonas do país, com o objetivo de prevenir e combater os assaltos à mão armada.

‎Durante a conferência de imprensa, as autoridades apresentaram ainda vários suspeitos alegadamente envolvidos em roubos e assaltos à mão armada.

‎Nos últimos meses, têm aumentado os relatos e denúncias de roubos e assaltos, sobretudo na cidade de Bissau, uma situação que continua a preocupar a população.

SELEÇÃO NACIONAL SUB-20 DIVULGA PRÉ-CONVOCATÓRIA PARA O TORNEIO UFOA-A

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) tornou pública a pré-convocatória da Seleção Nacional Sub-20, que dará início aos trabalhos de preparação para a participação no Torneio UFOA-A Sub-20, previsto para decorrer no Mali ainda este ano.

A convocatória marca o arranque da preparação da jovem seleção guineense para a competição regional, com a equipa técnica a reunir os jogadores selecionados para iniciar os trabalhos de preparação e definir o grupo que representará o país no torneio.

FFGB/ Radio TV Bantaba

Água empacotada. ACOBES DENUNCIA ESPECULAÇÃO DE PREÇO POR ALGUMAS EMPRESAS DEVIDO AO ENCERRAMENTO DE EMPRESAS DO MESMO RAMO

Por Rádio Sol Mansi   10 09 2026

A Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) denunciou esta quinta-feira o aumento do preço da água empacotada em sacos plásticos na Guiné-Bissau, após o encerramento de várias empresas do setor.

A denuncia é feito pelo Secretário executivo da organização Bambo Sanhá que afirma que o preço de um pacote de água teria aumentado de 500 para 700 francos CFA em algumas empresas.

A ACOBES considera que o aumento pode configurar especulação de preços, aproveitando a redução do número de produtores no mercado. A organização pede ao ministério responsável que tome medidas para proteger os consumidores.

O secretário executivo da ACOBES, Bambo Sanhá, também questiona a falta de datas de validade nas embalagens e as condições de conservação da água comercializada.

Neste sentido, apoia o encerramento de empresas que não cumpriam as condições mínimas de higiene.

Uma equipa interministerial de inspetores, coordenada pelo Ministério dos Recursos Naturais, juntamente com a ACOBES, determinou o encerramento de 18 estabelecimentos de empacotamento de água em sacos plásticos em Bissau.

Segundo as inspeções, algumas unidades funcionavam em condições higiénicas consideradas inadequadas, com imagens que documentariam o estado precário .dos estabelecimentos.

Senegal registra 8 mortes por difteria desde 1º de agosto.

Por  Xinhua  10/09/2026 

DAKAR, 9 de setembro (Xinhua) -- O Senegal registrou 57 casos confirmados de difteria, incluindo oito mortes, desde que o primeiro caso foi confirmado em 1º de agosto, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde e Higiene Pública do país.

Até terça-feira, os casos confirmados foram detectados principalmente na região sudeste de Kedougou, que registrou 27 casos, seguida por Louga, no norte, com oito casos, e Dakar, a capital, com sete casos. Casos também foram relatados em diversas outras regiões do país.

Em resposta, o ministério instou os pais a seguirem o calendário de vacinação do Programa Ampliado de Imunização, verificarem o estado vacinal de seus filhos e, se necessário, administrarem as doses perdidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a difteria pode afetar pessoas de todas as idades, mas as pessoas não vacinadas ou com vacinação incompleta são particularmente vulneráveis. Crianças pequenas correm maior risco de morte pela doença. Ela é transmitida principalmente por contato direto ou por gotículas respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

FMI trava nomeação de português para economista-chefe por criticar Trump... O Fundo Monetário Internacional (FMI) travou, à última hora, a nomeação de Ricardo Reis para economista-chefe da instituição, depois de ter tido conhecimento das críticas do académico português à política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.

© Shutterstock   Por  Notícias ao Minuto  10/09/2026 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) travou, à última hora, a nomeação de Ricardo Reis para economista-chefe da instituição, depois de ter tido conhecimento das críticas do académico português à política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump. 

A notícia é avançada pelo Financial Times, que cita três fontes anónimas e lembra que a instituição liderada por Kristalina Georgieva se preparava para anunciar a nomeação do professor português da London School of Economics (LSE) no verão.

Em causa estará o facto de Ricardo Reis ter alertado, depois do anúncio das tarifas em abril de 2025, que as medidas iriam pressionar a taxa de inflação nos EUA. 

Depois, num podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos, terá voltado a criticar as tarifas de Trump, considerando que estas fariam subir os preços e tornariam a produção norte-americana "mais difícil, mais cara e mais ineficiente"..

Quem é Ricardo Reis? 

Ricardo Reis é doutorado pela universidade de Harvard, é professor de Economia na London School of Economics, sendo titular da cátedra A.W. Phillips. A sua investigação em Macroeconomia e Finanças recebeu o prémio Carl Menger em 2022, a medalha Yrjö Jahnsson em 2021, e o prémio Bernácer em 2016, segundo a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Além disso, é consultor académico do Banco de Inglaterra, do Riksbank e da Reserva Federal de Richmond, dirige o Centre for Macroeconomics no Reino Unido, sendo também conselheiro de múltiplas organizações. Em Portugal, escreve semanalmente no jornal Expresso.

Ricardo Reis é doutorado pela universidade de Harvard © Fundação Francisco Manuel dos Santos

Em julho, recorde, o FMI acabou por escolher Silvana Tenreyro, antiga responsável do Banco de Inglaterra, para o cargo. Segundo as fontes citadas pelo mesmo jornal, Tenreyro também partilha a opinião de que as tarifas prejudicam o crescimento económico, mas terá feito menos críticas à administração de Trump. 

Trump ameaça excluir produtos canadianos das compras estatais dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que o seu Governo irá excluir os produtos de origem canadiana de determinados programas de compras do Executivo norte-americano.

Isto, se o Canadá não oferecer aquilo que Trump considera ser uma reciprocidade plena e justa para as empresas e agricultores dos EUA.

O Chefe de Estado dos EUA fez o anúncio na sua conta do Truth Social e afirmou que os programas representam mais de 50.000 milhões de dólares anuais (43 mil milhões de euros).

A medida afeta os chamados Programas de Adjudicação Múltipla, um sistema através do qual o Governo federal dos Estados Unidos e outras entidades públicas podem adquirir produtos e serviços comerciais através de contratos previamente estabelecidos pela Administração de Serviços Gerais.

Trump ordenou à Administração de Serviços Gerais que trabalhe com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para retirar desses programas os produtos de origem canadiana, e condicionou o seu regresso a que Otava restabeleça uma "reciprocidade plena e justa" para os agricultores e empresas dos EUA.

A medida anunciada pelo republicano acontece no mesmo dia em que entraram em vigor as tarifas de retaliação impostas pelo Canadá a produtos americanos, no valor de cerca de 27.600 milhões de dólares canadianos (20.000 milhões de dólares americanos), com taxas entre 15% e 50%.

As tarifas afetam setores como o aço, móveis, produtos eletrónicos e diversos bens de consumo, e são a resposta de Otava às tarifas de 50% impostas por Washington no mês passado a determinados produtos canadianos.


Leia Também: FMI nega ter afastado Ricardo Reis por críticas às tarifas de Trump

O Fundo Monetário Internacional (FMI) negou hoje ter afastado o economista português Ricardo Reis da corrida a economista-chefe devido às críticas deste à política económica de Donald Trump, nomeadamente ao impacto das tarifas aduaneiras.



Leia Também: Trump prevê que guerra pare "imediatamente" após legislativas nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu quarta-feira que a guerra com o Irão pare "imediatamente após as eleições" legislativas de início de novembro nos Estados Unidos, num momento em que as hostilidades voltaram a aumentar.

GUARDA NACIONAL DETÉM 27 SUSPEITOS APÓS INCIDENTE DE JUSTIÇA POPULAR EM CATIÓ

Por   GN - Guarda Nacional 

A Guarda Nacional informa que interveio, na madrugada de 9 de setembro de 2026, na sequência de um grave incidente de justiça popular na aldeia de Botche-Minde, setor de Catió. 

O ato de violência terá sido motivado pelo suposto furto de gado caprino (cabras). 

A ação violenta resultou na morte por espancamento do cidadão Júlio Biútcha, de 30 anos, e causou ferimentos graves a um jovem de 19 anos, que se encontra internado no Hospital de Catió. Ambas as vítimas eram naturais e residentes em Cablom, na Região de Tombali. 

Em resposta imediata ao ocorrido, a GN procedeu à detenção de 27 cidadãos, suspeitos de envolvimento direto nos crimes de agressão e homicídio. 

Estão em curso as necessárias investigações policiais e judiciais para apurar as circunstâncias do caso e determinar o grau de responsabilidade criminal de cada um dos detidos. 

A GN reitera o seu compromisso com a manutenção da ordem pública e recorda que a aplicação da justiça é uma competência exclusiva dos órgãos judiciais do Estado, sendo a violência popular um ato ilegal e punível por lei.

Arábia Saudita realizou 40 ataques aéreos contra os huthis do Iémen... A Arábia Saudita realizou cerca de 40 ataques aéreos no Iémen nas últimas horas, afirmaram as forças huthis — apoiados pelo Irão — após novos ataques contra o território saudita.

© Lusa   10/09/2026 

"A aviação do inimigo saudita realizou cerca de 40 ataques nas últimas horas nas províncias de Taiz, Hodeida, Al-Jawf e Marib", informou a agência de notícias Saba, das forças huthis que controlam parte do território do Iémen, incluindo a capital, Sana.

Os ataques aéreos sauditas atingiram quatro províncias iemenitas, depois de ataques huthis contra a Arábia Saudita terem provocado incêndios em várias instalações petrolíferas provocando dezenas de feridos.

Entretanto, as forças xiitas huthis do Iémen assumiram o controlo de toda a província de Al-Hodeida (oeste) depois de expulsarem as tropas do Governo reconhecido internacionalmente da cidade de Hays, e encontram-se a cerca de 15 quilómetros do porto de Mocha, no Mar Vermelho.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a ofensiva intensificou-se durante a última noite, quando os huthis completaram a tomada do distrito de Hays, a sul da província costeira de Al-Hodeida, sendo que as tropas leais ao Governo reconhecido foram obrigadas a recuar em direção a Mocha, a cerca de 80 quilómetros de distância.

Anteriormente, os meios de comunicação estatais iranianos informaram que as forças do Irão atingiram vários navios-tanque e duas embarcações norte-americanas em retaliação a ataques norte-americanos contra navios iranianos na terça-feira.

As forças armadas dos Estados Unidos negaram que os navios de guerra norte-americanos tenham sido atingidos.


Leia Também: Drones e mísseis disparados pelos houthis voltam a atingir Arábia Saudita.

Drones e mísseis disparados pelos houthis atingiram hoje infraestruturas no sul da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque de grande envergadura dos rebeldes iemenitas que fez 73 feridos no reino, anunciou a coligação militar liderada por Riade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Impasse no transporte Bissau–Ziguinchor mantém-se, sindicatos recorrem à mediação dos Estados

Por: Aguinaldo Ampa,  JORNAL ODEMOCRATA  09/09/2026 

A Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau e a Associação dos Motoristas e Transportadores de Ziguinchor (Senegal) reuniram-se esta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, com o objetivo de ultrapassar o diferendo que opõe as duas partes e que impede a entrada de transportes públicos dos dois países no Senegal e na Guiné-Bissau.

Segundo soube o jornal O Democrata, desde 12 de agosto deste ano, os transportes públicos da Guiné-Bissau deixaram de entrar no Senegal, deixando de seguir diretamente para a paragem central de Ziguinchor, como era habitual. Da mesma forma, os transportes públicos senegaleses deixaram de entrar em território guineense.

A situação tem provocado constrangimentos aos cidadãos de ambos os países, particularmente aos guineenses, que, por vezes, são obrigados a pagar cerca de cinco mil francos CFA por uma viagem de mototáxi entre Djegue, na linha de fronteira, e Mpack, no Senegal. Posteriormente, têm ainda de apanhar um transporte público, pagando mais mil francos CFA para chegarem à paragem central de Ziguinchor.

O diferendo surgiu entre os condutores guineenses e os agentes das alfândegas do Porto de Ziguinchor, devido à cobrança de uma taxa sobre as bagagens. A parte guineense alega já ter efetuado o pagamento dessa taxa aos agentes do posto de Ponte, razão pela qual se recusou a pagar novamente aos agentes do Porto de Ziguinchor.

A cobrança da taxa de bagagem pelas alfândegas do Porto de Ziguinchor, associada às taxas exigidas pelo sindicato da paragem central daquela cidade e às cobranças efetuadas nos postos de controlo de ambos os lados da fronteira, acabou por agravar a crise. Em consequência, os transportadores guineenses suspenderam a circulação para o Senegal, limitando as suas operações à zona do posto de controlo de Mpack.

Os motoristas senegaleses decidiram igualmente suspender a circulação para a Guiné-Bissau. Quase um mês após o início da crise, as partes reuniram-se hoje em Bissau, num restaurante situado no centro da cidade, com o propósito de encontrar uma solução para o impasse. Contudo, após cinco horas de negociações, os trabalhos foram suspensos e as duas organizações decidiram solicitar a mediação das autoridades dos respetivos países.

Os dois sindicatos decidiram remeter o problema às autoridades competentes, sobretudo no que se refere às cobranças denunciadas pelos cidadãos nos postos de controlo. Relativamente às taxas cobradas aos transportes públicos da Guiné-Bissau na paragem de Ziguinchor, os representantes senegaleses assumiram o compromisso de procurar uma solução, mas solicitaram que, antes, seja realizada uma concertação com a direção do sindicato.

“Não existe conflito entre os sindicatos do Senegal e da Guiné-Bissau”, diz dirigente senegalês

O vice-presidente da Associação dos Motoristas e Transportadores de Ziguinchor, Ousmane Thiam, afirmou ao O Democrata que a reunião realizada em Bissau teve como principal objetivo encontrar soluções para os problemas que afetam os motoristas de transportes públicos que operam nas rotas transfronteiriças entre a Guiné-Bissau e o Senegal, particularmente na região de Ziguinchor.

O responsável reconheceu que não existe qualquer conflito entre os dois sindicatos e sublinhou que ambas as organizações enfrentam os mesmos constrangimentos. Admitiu, contudo, que poderão ter ocorrido falhas de comunicação ou desentendimentos que acabaram por originar algumas anomalias.

“Esta situação já se arrasta há algum tempo, mas estamos aqui para encontrar soluções possíveis e capazes de pôr fim a este problema”, afirmou.

O sindicalista aproveitou ainda a ocasião para apelar à intervenção das autoridades guineenses e senegalesas, defendendo que devem ajudar a encontrar soluções adequadas para ultrapassar os problemas registados nas fronteiras.

Thiam explicou que os dois sindicatos continuam a trabalhar em conjunto sobre a situação na fronteira e garantiu:

“Se, num curto espaço de tempo, as autoridades guineenses e senegalesas não reagirem, então nós, em conjunto com o sindicato da Guiné-Bissau, procuraremos uma solução adequada para resolver este problema.”

Motoristas do Senegal e da Guiné-Bissau exigem o fim das cobranças nos postos de controlo

Por sua vez, o presidente da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Izequel Domingos Agebane, anunciou que a sua organização e os transportadores de Ziguinchor conseguiram ultrapassar o mal-entendido que existia entre ambas as associações.

Segundo o dirigente, cabe agora aos governos dos dois países resolver, com a maior brevidade possível, a questão das cobranças efetuadas nas fronteiras. Caso contrário, poderá verificar-se uma paralisação total dos transportes que asseguram a ligação entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Agebane informou igualmente ao repórter O Democrata que, durante o encontro, as duas organizações concordaram em unir esforços numa luta comum para resolver os problemas que afetam os motoristas e os passageiros. Segundo explicou, os principais prejudicados pela situação continuam a ser os profissionais do setor e os cidadãos que utilizam esta rota.

Questionado sobre a eventual data de início de uma paralisação, o responsável esclareceu que ainda não foi definido qualquer prazo. Acrescentou, no entanto, que cada organização irá comunicar a situação às autoridades do respetivo país e aguardar por compromissos concretos. Caso não haja resposta, poderá ser desencadeada uma greve conjunta dos motoristas senegaleses e guineenses.

“As duas organizações sindicais não têm qualquer problema entre si. Houve apenas algumas anomalias entre motoristas, mas, com este encontro, ultrapassámos a situação e agora vamos travar uma luta conjunta para resolver todos os problemas que dificultam o trabalho dos motoristas de ambos os lados. Somos todos transportadores com objetivos comuns, pelo que não pode haver desentendimento entre nós. Vamos aguardar que as autoridades dos dois países resolvam a questão dos pagamentos o mais rapidamente possível, porque quem paga a fatura mais elevada são os cidadãos da Guiné-Bissau e do Senegal”, sublinhou.

Cidades europeias no centro dos perigos das alterações climáticas... O alerta surge num relatório sobre saúde e alterações climáticas. O documento sublinha que as temperaturas extremas e os incêndios florestais registados este verão deixaram clara a vulnerabilidade das cidades perante as alterações climáticas.

Por  SIC Notícias/Lusa   09 set.2026 

As cidades europeias estão na "linha da frente" da crise climática e do impacto que tem na saúde pública, com os riscos a aumentarem especialmente no sul do continente, indica um estudo divulgado esta quarta-feira.

O alerta faz parte das conclusões de um relatório sobre saúde e alterações climáticas, "Lancet Countdown Europe Cities Report on Health and Climate Change", no qual se destaca que o calor extremo e os incêndios florestais deste verão tornaram evidente a exposição das cidades às mudanças do clima.

"Novos dados a nível municipal mostram que o aumento do calor, o risco de doenças infecciosas, o perigo de incêndios florestais e a exposição ao pólen estão a aumentar os riscos para a saúde de milhões de residentes urbanos em toda a Europa", afirma-se num comunicado de divulgação do relatório, no qual se apontam os riscos acrescidos para o sul da Europa.

Nas cidades do sul da Europa a mortalidade relacionada com o calor aumentou 160% entre 1991-2000 e 2015-2024, e o perigo de incêndios florestais também aumentou mais nas cidades do sul no período estudado 2003-2023.

Os autores do documento admitem que as cidades estão a tomar medidas, criando mais espaços verdes, mas advertem que o progresso não acompanha o aumento dos riscos para a saúde e que as ameaças para a saúde continuam a aumentar.

A adequação climática para a disseminação de dengue aumentou 369,3% nas cidades do leste europeu no período 2015-2024, em comparação com o período 1982-2010.

As cidades, defende-se no relatório, necessitam de mais investimento e de um planeamento mais focado na saúde.

Os autores sugerem bairros mais verdes, ar mais limpo, transportes públicos e alimentação mais saudável, que podem reduzir emissões e melhorar a saúde física e mental das pessoas.

O relatório abrange mais de 850 cidades, incluindo algumas das maiores cidades portuguesas, através de 28 indicadores desenvolvidos por 58 investigadores de 31 instituições académicas, que analisam as tendências urbanas relacionadas com as alterações climáticas e a saúde.

Recordando que a Europa está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outra região do mundo, os autores indicam que as ilhas de calor urbanas, as elevadas densidades populacionais e os ambientes construídos estão a amplificar a exposição das pessoas a riscos climáticos e a afetar desproporcionalmente a saúde de crianças, idosos, trabalhadores ao ar livre e comunidades de baixos rendimentos.

Além de tornar as condições climáticas mais favoráveis a doenças infecciosas, o aquecimento global também aumentou as concentrações de pólen, que mais do que duplicaram nas cidades do sul e do leste.

O projeto "Lancet Countdown Europe" junta 65 investigadores de topo da Europa, Estados Unidos e Austrália para monitorizar e compreender as relações entre as alterações climáticas e a saúde humana na Europa.


Drones e mísseis disparados pelos houthis voltam a atingir Arábia Saudita... Drones e mísseis disparados pelos houthis atingiram hoje infraestruturas no sul da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque de grande envergadura dos rebeldes iemenitas que fez 73 feridos no reino, anunciou a coligação militar liderada por Riade.

© Fadhel MADHAN / AFP via Getty Images   LUSA  09/09/2026 

"A milícia lançou vários mísseis balísticos e drones em direção às cidades de Khamis Mushait, Abha e Jazan", referiu o porta-voz da coligação, Turki al-Maliki, numa mensagem publicada no X, sem mencionar vítimas.

Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, reportaram hoje, por sua vez, mais de 50 ataques sauditas em várias regiões do país, um dia depois de uma ofensiva de grande envergadura contra a Arábia Saudita que fez dezenas de feridos.

Esta nova escalada acontece numa altura em que o conflito no Iémen, que começou em 2014, mas contido por uma trégua desde 2022, foi retomado nas últimas semanas, tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente.

"Nas últimas 12 horas, a aviação saudita realizou 54 ataques aéreos e teve como alvo as províncias de Al-Jawf, Marib, Taiz, Hodeida e Saada", declarou o porta-voz dos rebeldes, Yahya Saree.

Riade não comentou de imediato esta informação, mas tinha reafirmado na terça-feira o seu "direito legítimo de tomar todas as medidas necessárias para defender a sua soberania", após os ataques sofridos pelo reino.

Segundo o Instituto Institute for the Study of War, a cidade portuária de Hodeida, controlada pelos houthis, poderá ser o "objetivo final" das forças governamentais iemenitas, apoiadas por uma coligação liderada pela Arábia Saudita.

A cidade é "crucial para o envio de bens civis e militares aos houthis, e a sua perda representaria um revés significativo", acrescentou o instituto.

No dia anterior, segundo as autoridades do reino, 73 pessoas ficaram feridas na Arábia Saudita após uma onda de ataques houthis, e várias instalações petrolíferas tiveram de ser temporariamente paralisadas.

Uma guerra opôs os houthis às forças pró-governamentais, apoiadas por Riade, entre 2014 e 2022, deixando centenas de milhares de mortos e mergulhando o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.

As hostilidades foram retomadas em julho, quando os rebeldes desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao autorizarem a aterragem de um avião iraniano no Iémen.

O governo reconhecido pela comunidade internacional reagiu atacando o aeroporto, uma ação que os rebeldes atribuem ao seu aliado saudita.

Desde então, os houthis têm intensificado os ataques contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governamentais.

Na semana passada, lançaram uma grande ofensiva visando avançar em direção às zonas próximas do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem, que liga a Ásia à Europa através do mar Vermelho e do canal do Suez, ganhou importância desde o início da guerra no Médio Oriente, com o bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz, do outro lado da península.

Desde o início da ofensiva dos houthis , na quinta-feira, os combates fizeram mais de 500 mortos no Iémen, na sua maioria combatentes de ambos os lados, segundo um levantamento da agência France-Presse (AFP).

Os rebeldes anunciaram também um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e atacaram os seus navios-tanque, bem como infraestruturas no seu território, incluindo uma refinaria.


COMUNICADO À IMPRENSA


 Gervasio Silva Lopes

ONU deplora "silêncio ensurdecedor" face a restrições dos talibãs... O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou hoje para as inúmeras restrições impostas pelas autoridades talibãs aos afegãos, particularmente às mulheres e raparigas, deplorando o "silêncio ensurdecedor" perante o seu sofrimento.

© Lusa    09/09/2026 

"A situação de muitas pessoas no Afeganistão continua a piorar. Milhões estão mergulhados na pobreza", disse Volker Turk, citado em comunicado.

"Mês após mês, as autoridades [talibãs] apertam o cerco e implementam medidas opressivas. No entanto, parece que o mundo se esqueceu e abandonou o povo afegão, deixando-o a enfrentar uma situação que se agrava de dia para dia. Este silêncio é ensurdecedor", sublinhou.

Turk deplorou "as restrições que dificultam o acesso à educação, ao emprego, à liberdade de circulação e à vida pública, a imposição de códigos de vestuário rígidos e a completa ausência de mulheres em todos os órgãos públicos de decisão".

O alto comissário apelou à comunidade internacional para que intensifique esforços que garantam que as autoridades talibãs respeitam o Direito Internacional.

Para o líder da agência da ONU para os direitos humanos, a "exclusão sistemática das mulheres e raparigas da vida pública, normalizada e institucionalizada pelas autoridades, equivale a um 'apartheid' de género".

Aproximadamente 2,4 milhões de jovens afegãs foram privadas do ensino secundário desde que os talibãs regressaram ao poder, há cinco anos, segundo a UNESCO.

O alto comissário alertou ainda que decretos recentes aumentaram as dificuldades de as mulheres se divorciarem e legitimaram implicitamente o casamento infantil e a violência contra as mulheres e crianças.

Há um ano, as autoridades talibãs proibiram as mulheres afegãs, incluindo as funcionárias da ONU, de aceder às instalações da organização no país.

Pelo menos 449 homens e mulheres foram sujeitos a castigos corporais pelas autoridades talibãs durante o primeiro semestre do ano, de acordo com a UNESCO, que acrescenta que as minorias religiosas, particularmente as comunidades xiitas e ismaelitas, continuam a enfrentar restrições.

O alto comissário denunciou ainda "a censura" dos meios de comunicação afegãos e as detenções de jornalistas.

Apesar da situação dramática dos direitos humanos, os regressos forçados ao Afeganistão continuam, com mais de 400 mil afegãos a serem devolvidos à força este ano, segundo a ONU, principalmente do Irão e do Paquistão, afirmou o gabinete do Alto Comissariado.

A agência salientou também que "vários Estados-membros da UE reforçaram a sua coordenação com as autoridades 'de facto' relativamente ao regresso de afegãos" ao seu país, onde 21,9 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 45% da população, necessitam de ajuda humanitária.


UCRÂNIA/RÚSSIA: Drone ucraniano atinge região nos Urais a 3.000 km da fronteira... A Rússia relatou hoje que um drone ucraniano atingiu uma região nos Urais, a 3.000 quilómetros (km) da fronteira, um ataque extremamente raro de longo alcance que causou um incêndio numa instalação industrial.

© Lusa   09/09/2026 

"Hoje, um ataque de drone a um dos locais industriais em Novy Urengoy foi repelido. A queda dos destroços causou um incêndio", disse o governador do território autónomo da Iamália-Nenétsia, Dmitri Artyukov.

O ataque não causou mortes nem feridos, indicou o responsável, que pediu aos habitantes da região que "mantenham a calma" e assegurou que "a situação está sob controlo".

A cidade de Novy Urengoy foi construída na década de 1970 após a descoberta de um depósito de gás natural, o Campo de Urengoy.

Durante os últimos meses, a Ucrânia e a Rússia têm intensificado ataques com fogo de longo alcance, visando locais industriais, militares e logísticos.

Este ataque nos Urais foi reivindicado pelo grupo Fire Point, um dos principais arquitetos de ataques em profundidade contra a Rússia.

O bloguista e antigo conselheiro do Ministério da Defesa ucraniano, Serguei Sternenlo, estimou que, ao voar uma trajetória de 3.000 km desde a fronteira com a Ucrânia, este drone estabeleceu um "novo recorde".

Esta não é a primeira vez que a Ucrânia bombardeia regiões russas afastadas. No final de julho, lançou drones contra regiões distantes como Bascortostão e Chuváxia.


Leia Também: Vice-procuradora da Ucrânia demite-se dias depois do Procurador-Geral

A vice-Procuradora-Geral da Ucrânia, Maria Vdovichenko, apresentou hoje a demissão, poucos dias após a saída do Procurador-Geral Ruslan Kravchenko, em plena investigação das autoridades anticorrupção de um esquema na Procuradoria-Geral.

GUINÉ-BISSAU: Antigo ministro da Guiné-Bissau Orlando Mendes Viegas morre aos 66 anos... O antigo ministro guineense e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) Orlando Mendes Viegas morreu hoje em França, aos 66 anos, vítima de doença, avançaram órgãos de comunicação social guineenses.

© Lusa   09/09/2026 

Nascido a 26 de junho de 1960 em Catió, na região de Tombali, no sul do país, Orlando Mendes Viegas era licenciado em Ciências Agro-Económicas pela Universidade Agrária Estatal de Tasquente, na antiga URSS, tendo construído um percurso de relevo na vida política, governamental e administrativa da Guiné-Bissau.

Viegas foi vice-presidente e membro da Comissão Executiva do PRS e deputado ao parlamento eleito em várias legislaturas.

Ao nível do Governo, foi ministro do Comércio; das Pescas; dos Recursos Naturais e Energia; dos Transportes e das Telecomunicações e ainda secretário de Estado do Tesouro.

Orlando Mendes Viegas exerceu igualmente o cargo de presidente da Câmara Municipal de Bissau entre 2002 e 2003, além de ter sido diretor-geral das Alfândegas e diretor nacional do Fundo Rodoviário.

Figura inicialmente próxima ao ex-Presidente guineense Kumba Ialá, já falecido, Orlando Mendes Viegas destacou-se ultimamente como um dos principais apoiantes do deposto chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló.


11 SET/25 ANOS: Nova Iorque ocultou informação sobre toxicidade do ar após 11 de Setembro... O presidente da Câmara de Nova Iorque anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre o 11 de Setembro que revelam, segundo o autarca, que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar após os ataques.

© noticias.uol.com.br  Por LUSA   09/09/2026 

"Estes documentos mostram o que a cidade sabia sobre a presença de ar tóxico em redor do Ground Zero, quando tomou conhecimento disso e como agiu para limitar a sua responsabilidade legal", destacou hoje Zohran Mamdani durante uma conferência de imprensa.

Esta divulgação online surge após um acordo judicial com a 9/11 Health Watch, um grupo de defesa das vítimas que tinha recorrido aos tribunais para obrigar a cidade a tornar pública a informação que detinha.

Além das 2.977 pessoas que morreram nos Estados Unidos no dia dos ataques de 11 de Setembro, sobretudo em Nova Iorque, mais de 9.400 outras morreram devido a doenças ligadas à exposição às consequências dos ataques, segundo o programa federal criado para prestar acompanhamento médico a estas pessoas.

Após a nuvem de poeira inicial causada pelo colapso das torres do World Trade Center, seguiram-se meses de poluição e poeira residual, levando a condições como o cancro, doenças de que milhares de nova-iorquinos ainda hoje sofrem.

"As pessoas adoeceram porque os líderes em quem confiavam lhes mentiram, dizendo que era seguro respirar o ar tóxico", salientou Zohran Mamdani.

Estes documentos, que serão divulgados online em lotes ao longo dos próximos 12 meses, poderão comprometer dois dos seus antecessores, Rudy Giuliani, que estava em funções na altura dos ataques, e Michael Bloomberg, que assumiu o cargo no Inverno de 2002.

Alguns dos 173 mil documentos divulgados hoje dizem respeito a "discussões que a administração Giuliani mantinha na altura sobre responsabilidade jurídica e riscos para a saúde", explicou Steven Banks, procurador-chefe da cidade de Nova Iorque, durante a conferência de imprensa.

Um outro documento destaca "informações fornecidas pelo deputado Jerry Nadler" durante a gestão de Michael Bloomberg "sobre as preocupações dos residentes de Lower Manhattan" em relação à qualidade do ar que respiravam.

Quando lhe foi pedido que mencionasse os nomes dos políticos que tinham omitido informações do público, Zohran Mamdani evitou a pergunta, referindo apenas que "isto envolve um grande número de pessoas em quem os nova-iorquinos confiavam".

"O que todos sabíamos — aqueles de nós que viviam em Lower Manhattan — era que havia substâncias tóxicas no ar e no solo, nos parapeitos das janelas e nos aparelhos de ar condicionado (...) e que tinham permanecido lá durante meses", frisou o comediante Jon Stewart, um importante defensor das vítimas do 11 de Setembro.

Ben Chevat, diretor da associação 9/11 Health Watch, agradeceu a Zohran Mamdani por ter sido "a primeira autoridade em 25 anos a começar finalmente a abordar a questão".

Em 11 de Setembro de 2001, dois aviões desviados por terroristas atingiram as torres gémeas do World Trade Center, um terceiro embateu contra o Pentágono e um quarto, aparentemente tendo como alvo o Capitólio ou a Casa Branca, despenhou-se numa zona arborizada perto de Shanksville, na Pensilvânia, após uma reação dos passageiros.