terça-feira, 8 de setembro de 2026

Rubio diz ver "mão" de Teerão por trás de ataque dos houthis à Arábia Saudita... O secretário de Estado americano Marco Rubio disse hoje que o Irão esteve por trás dos ataques lançados pelos Houthis na Arábia Saudita.

Por dnoticias.pt/Agência Lusa   09 set 2026 

"Por muitos aspetos, os Houthis são agentes e aliados dos iranianos. Acho que a mão do Irão está claramente por trás de parte destes acontecimentos", afirmou o chefe da diplomacia americana em resposta a uma pergunta sobre os ataques levados a cabo pelos rebeldes pró-iranianos em território saudita, que causaram dezenas de feridos.

Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam".

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA) chegou hoje à cidade de Barranquilla (norte da Colômbia) para se reunir com o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, com quem irá falar sobre segurança, comércio e cooperação regional.

Rubio aterrou no aeroporto Ernesto Cortissoz, no município de Soledad, que serve Barranquilla, às 13:02, hora local (18:02 GMT), para iniciar a viagem que também o levará esta semana ao Equador e ao Peru, países com os quais Washington também quer estreitar laços políticos.

O chefe da diplomacia americana foi recebido no aeroporto pelo ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Omar Bula, e pela embaixadora do país sul-americano em Washington, María Consuelo Araújo.

Depois, foi recebido com honras militares sob o calor da capital do departamento colombiano do Atlântico, onde a temperatura ultrapassa os 32 graus centígrados e a humidade passa os 70%.

Petroleiro iraniano atingido por mísseis norte-americanos ao largo da ilha de Kharg... Um petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis norte-americano junto à ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, num momento de forte tensão entre Washington e Teerão. O ataque surge depois de o Irão ter ameaçado retaliar contra bases dos EUA na região.

A ilha de Kharg situa-se no norte do Golfo Pérsico, ao largo da costa do Irão, na província de Bushehr, a cerca de 25 a 30 km da costa iraniana e a noroeste do Estreito de Ormuz.GALLO IMAGES / GETTY IMAGES      Por  SIC Notícias/Lusa   08 set.2026 

Um petroleiro iraniano foi alvo de um ataque norte-americano esta terça-feira à noite, segundo uma agência de notícias iraniana, depois de terem sido ouvidas explosões no Golfo Pérsico e nas imediações do estreito de Ormuz.

"O som de várias explosões foi ouvido há poucos minutos em diversas áreas da Ilha de Kharg", relatou a agência Mehr, enquanto a Fars descreveu explosões a ocorrer "em duas fases, com um curto intervalo entre elas", na cidade de Jask, perto do estreito de Ormuz.

Já a agência de notícias Tasnim divulgou que as forças armadas norte-americanas realizaram um ataque com mísseis contra um petroleiro iraniano perto da ilha iraniana de Kharg, no norte do Golfo Pérsico.

"Um pequeno petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis levado a cabo pelas forças militares terroristas norte-americanas, a quatro milhas (aproximadamente 6,4 quilómetros) da ilha de Kharg", afirmou a agência, referindo que a tripulação do navio estava a ser retirada.

Pouco antes, o Irão tinha ameaçado voltar a atacar bases norte-americanas na região caso os seus navios-tanque continuassem a ser alvo de ataques.

Companhias aéreas iranianas sujeitas a sanções económicas

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão, revelou ter “capturado um dos mais modernos drones submarinos das forças armadas dos EUA (...) de madrugada”, segundo um comunicado transmitido pela televisão estatal.

Os Estados Unidos responderam mais tarde, afirmando que um dos seus drones de vigilância submarina --- utilizado para apoiar as operações --- tinha apresentado uma "falha técnica" mais de um dia antes. Nos céus, a Guarda Revolucionária afirmou ainda ter “intercetado e destruído” um drone sobre o estreito estratégico.

O Departamento do Tesouro referiu esta terça-feira que "todas as companhias aéreas iranianas" estão agora sujeitas a sanções económicas. As principais companhias aéreas iranianas, Mahan Air e Iran Air, já estavam sob sanções. Agora, juntam-se a elas 27 empresas que operam a nível local ou regional.

O Departamento do Tesouro dos EUA acusa as autoridades iranianas de "utilizar o setor da aviação (...) para transportar armas, pessoal e cargas ilícitas".

A administração norte-americana liderada por Donald Trump decidiu também suspender as isenções para o transporte aéreo, como aquela que permitia às companhias aéreas não americanas voar com aviões de fabrico norte-americano para o Irão.

"Progressos significativos" sobre a gestão do estreito de Ormuz

No campo diplomático, as autoridades iranianas relataram "progressos significativos" nas negociações com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz, uma afirmação regularmente nas últimas semanas.

As discussões visam estabelecer um corredor "permanente" e definir a “futura gestão do estreito”, bem como um mecanismo para "prestar os serviços de navegação e segurança necessários", reiterou o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

O estratégico estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, foi bloqueado por Teerão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, na sequência dos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão. Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

O Irão insiste que não haverá regresso ao regime de livre navegação existente antes da guerra e pretende cobrar taxas de serviço às embarcações que utilizam o estreito, uma medida firmemente rejeitada por Washington e por vários países da região.

90 jovens agroempreendedores estão a ser capacitados em empresariado agrícola 🌱... A FAO, através do projeto IRA/MIJA, iniciou uma nova etapa de capacitação destinada a 90 jovens, raparigas e rapazes, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, com vista ao desenvolvimento de competências no domínio do empresariado agrícola.

Por  FAO Guiné-Bissau  8/09/2026

A formação abrange jovens das regiões de Cacheu, Oio e Gabú, com 30 participantes por região, e decorre durante três dias em cada uma delas.

Esta iniciativa dá continuidade ao trabalho de capacitação dos jovens no setor agrícola. Recentemente, foi concluída a formação teórica e prática de 120 jovens das plataformas MIJA de Oio, Cacheu e Pirada, centrada em práticas de agricultura sustentável e responsável.

🎯 Através destas ações, a FAO pretende reforçar as capacidades dos jovens, estimular o espírito empreendedor e contribuir para a criação de oportunidades no agronegócio, promovendo simultaneamente uma agricultura mais sustentável na Guiné-Bissau.

Trump promete usar "todo o poder" dos EUA para impedir novo 9/11... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos usarão "todo o seu poder" para impedir que volte a acontecer outro atentado como o de 11 de Setembro de 2001.

© REUTERS/Nathan Howard      LUSA   08/09/2026 

Washington, 08 set 2026 - O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os Estados Unidos usarão "todo o seu poder" para impedir que volte a acontecer outro atentado como o de 11 de Setembro de 2001.

"Ninguém consegue sequer imaginar que uma coisa assim possa voltar a acontecer, e usaremos todo o nosso poder para nos assegurarmos de que não acontecerá", declarou Trump numa cerimónia para assinalar o 25.º aniversário do 11 de Setembro, em frente à Casa Branca.

Descrevendo aquele dia como "um dia como nenhum outro", Trump recordou que os Estados Unidos (EUA) estão atualmente em guerra com o Irão e prometeu que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.

"Nunca esqueceremos aqueles que perdemos e nunca esqueceremos os heróis imortais do 11 de Setembro de 2001. E digo-vos que, neste momento, estamos a lutar porque há um país que queria uma arma nuclear. O Irão não terá uma arma nuclear", sublinhou.

O chefe de Estado norte-americano participou num evento organizado pela fundação Tunnel to Towers, que apoia familiares de polícias, militares e bombeiros que morreram em consequência das operações de socorro às vítimas dos atentados do 11 de Setembro.

O evento decorreu no parque The Ellipse, um parque contíguo à Casa Branca, onde foi instalada uma viga de aço de uma das Torres Gémeas de Nova Iorque, derrubadas nos atentados da organização terrorista Al-Qaida.

Num discurso por ocasião da exposição itinerante "Steel Across America" ("Aço pela América") — que percorreu já 21 estados norte-americanos com uma viga de aço do World Trade Center com pouco mais de seis metros de comprimento -, o líder norte-americano destacou o simbolismo da exposição, agora que já passou um quarto de século desde o ataque perpetrado pela Al-Qaida.

"Este fragmento de aço maltratado que temos aqui hoje recorda-nos que os Estados Unidos são abençoados com uma força que nenhum fogo pode consumir, nenhum mal pode vencer e nenhuma era pode destruir", afirmou.

Trump, que durante décadas foi um magnata da construção civil em Nova Iorque, recordou que aquela manhã, ao olhar pela janela, lhe pareceu "uma manhã bonita", mas depois viu nas notícias imagens que espera "nunca voltar a ver".

"O mundo mudou para sempre", disse ter pensado nesse dia.

Também recordou a experiência do atual secretário do Comércio, Howard Lutnick, presente na cerimónia, que sobreviveu aos atentados, porque nessa manhã foi levar o filho à escola e chegou tarde ao escritório, situado no World Trade Center.

O 11 de Setembro foi um atentado terrorista levado a cabo pela Al-Qaida nos Estados Unidos, que incluiu o embate com aviões comerciais desviados nas Torres Gémeas de Nova Iorque e no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), fazendo quase 3.000 mortos e 25.000 feridos e desencadeando a chamada Guerra ao Terrorismo, com a invasão norte-americana do Afeganistão, a 07 de outubro do mesmo ano.

Com este ato simbólico junto à Casa Branca, a coincidir com a passagem da exposição por Washington, Trump inaugurou as cerimónias para assinalar os 25 anos do atentado terrorista às Torres Gémeas, ao Pentágono, e a um alvo que ficou por conhecer – pensa-se que poderia ser o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca -, porque os passageiros do quarto avião comercial sequestrado confrontaram os terroristas e fizeram com que o aparelho se despenhasse num descampado na Pensilvânia.

Tratou-se do acontecimento mais marcante da viragem do século, não só pelo número de vítimas, mas por representar um ataque sem precedentes ao coração económico e militar dos Estados Unidos, desafiando como nunca antes o papel do país como potência hegemónica incontestável.

Trump vai assinalar a 11 de setembro o 25.º aniversário dos atentados no memorial instalado no Pentágono, ao invés de fazê-lo no 'Ground Zero' em Manhattan, onde se erguiam as Torres Gémeas.

Segundo o diário The New York Times, o Presidente tomou essa decisão porque no 'Ground Zero' são proibidos os discursos de dirigentes políticos, uma versão que foi negada pela Casa Branca.


Leia Também: Rubio lamenta tensões na Cisjordânia mas afasta sanções a israelitas

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, lamentou hoje as "tensões na Cisjordânia ocupada" entre os colonos israelitas e a população palestiniana, mas afastou sanções semelhantes às anunciadas por 12 países ocidentais, incluindo Portugal.

No entanto, Huckabee criticou hoje as sanções ocidentais, considerando-as "uma decisão irracional" e "discriminação contra o governo israelita, discriminação contra os judeus".

GUINÉ-BISSAU: JOVEM MORRE APÓS QUEDA NA PASSADEIRA AÉREA EM BANDIM... Um jovem guineense, de aproximadamente 25 anos de idade, morreu na noite desta segunda-feira, por volta das 22h30, na sequência de uma queda numa passadeira aérea, na zona de Bandim, em Bissau. Informações familiares dão conta que o jovem teria cometido suicídio.

Por Rádio Sol Mansi  08 09 2026

Segundo informações recolhidas junto de familiares residentes em Bafatá, o jovem terá sofrido ferimentos graves durante a queda, que acabaram por provocar a sua morte. No quarto do jovem foram encontrados os seus pertences pessoais como telemóvel, documentos e a chave ainda estava na porta.

Os mesmos relatos indicam que, antes da ocorrência, o jovem teria tido um desentendimento com a sua namorada, durante o qual esta terá sofrido ferimentos nas mãos e na cabeça. Os dois jovens são naturais de Bafatá e estão em Bissau para concluir os estudos superiores.

A jovem foi posteriormente encaminhada para uma unidade hospitalar em Bissau, onde estará a receber tratamento médico. Segundo as informações disponíveis, encontra-se fora de perigo.

Há ainda relatos segundo os quais o jovem, após o incidente com a companheira, teria acreditado que os ferimentos provocados poderiam ter resultado na sua morte e, posteriormente, teria decidido cometer o suicídio.

No entanto, esta versão não foi oficialmente confirmada pelas autoridades, pelo que as circunstâncias que conduziram à queda e a sequência exata dos acontecimentos permanecem por esclarecer.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes, que poderão determinar as circunstâncias da morte e esclarecer os acontecimentos que antecederam a ocorrência.

Os familiares informaram que os restos mortais do jovem deverão ser trasladados para Bafatá, sua cidade de origem, onde deverá decorrer o funeral.

A Direção Superior do PRS reuniu-se, esta terça-feira (08.09), para analisar a recente renúncia de alguns militantes. Após o encontro, o porta-voz do partido, Ancelmo Mendes, falou à imprensa e apresentou os esclarecimentos sobre o caso.

Radio Voz Do Povo

UM NOVO RELATÓRIO APONTA INSTABILIDADE POLÍTICA COMO MAIOR OBSTÁCULO AOS INVESTIMENTOS CHINESES NA GUINÉ-BISSAU

 Rádio Sol Mansi    08.09.2026

O relatório intitulado “Investimento e Cooperação Cinturão e Rota China-África” aponta a instabilidade política como o principal desafio aos investimentos chineses na Guiné-Bissau.

O estudo foi divulgado esta terça-feira, em Bissau, pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Economia e Gestão da Universidade Jean Piaget.

O documento analisa as potencialidades económicas da Guiné-Bissau para o investimento privado chinês, as principais áreas de investimento da China nos países africanos, a situação da iniciativa Cinturão e Rota, bem como as políticas chinesas e as perspetivas futuras de cooperação com os países africanos.

No caso da Guiné-Bissau, o coordenador do grupo de pesquisa, Ansu Mancal, defende que o país deve criar condições para que as empresas chinesas conheçam melhor as suas potencialidades e encontrem oportunidades de investimento.

Segundo o relatório, entre as empresas consultadas, 19% manifestaram interesse em investir no setor das infraestruturas e engenharia de construção, enquanto 45% rejeitaram a possibilidade de investir nos países africanos, particularmente na Guiné-Bissau.

Ansu Mancal considera ainda que a Guiné-Bissau deve alinhar-se com a iniciativa Cinturão e Rota, lançada pela China em 2013, como forma de mobilizar mais investimentos para o país.

O documento revela igualmente que, entre 2021 e o período abrangido pelo estudo, a China investiu mais de 295 mil milhões de dólares em África, numa relação económica que tem vindo a ganhar maior dimensão.

Entre os principais fatores considerados pelas empresas chinesas antes de investir nos países africanos estão o ambiente sociocultural, o contexto político e legal, as condições de apoio à cadeia industrial, as políticas de cooperação China-África e o potencial de crescimento do mercado.

O relatório recomenda, por isso, que a Guiné-Bissau melhore as condições políticas, legais e económicas para aumentar a confiança dos investidores chineses e aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pela iniciativa Cinturão e Rota.

GUINÉ-BISSAU: Mais partidos e jornalismo instrumentalizado preocupam na Guiné-Bissau... O bastonário da Ordem dos Jornalistas guineenses defendeu hoje que a proliferação de formações políticas "sem matrizes clássicas" e a crescente instrumentalização do jornalismo estão a comprometer a estabilidade institucional e democrática na Guiné-Bissau.

© Lusa    08/09/2026 

A posição de António Nhaga foi publicada pelo jornal online Capital News, órgão consultado pela Lusa nas redes sociais.

Para o também editor-chefe do jornal "O Democrata", o cenário político guineense "tem assistido, desde 2018, ao surgimento contínuo de pequenos grupos" que se "autodenominam partidos políticos, mas que, na prática, divergem dos modelos clássicos de representação".

Para António Nhaga, tirando os partidos históricos e tradicionais guineenses, nomeadamente, o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), a RGB (Resistência da Guiné-Bissau), o PRS (Partido da Renovação Social) e a UM (União para a Mudança), todas as formações políticas criadas no país "não são partidos".

As declarações surgiram no âmbito de uma análise do jornalista sobre a situação política guineense, com base nas indicações de que estará em curso a criação do Partido Popular Guineense (PPG), que tem sido atribuído ao atual primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té.

Nos últimos dias, dirigentes de várias formações políticas têm apresentado renúncias aos seus partidos, alegadamente para se juntarem ao PPG, ainda não anunciado formalmente.

"Estas novas formações funcionam frequentemente como estruturas de interesses particulares, propensas às alianças a facções militares para promover a instabilidade e fomentar golpes de Estado, uma tendência na qual se enquadra o recente debate em torno do autoproclamado Partido Popular Guineense", assinalou António Nhaga.

O analista sublinhou que a fragmentação política na Guiné-Bissau tem gerado reflexos diretos na coesão dos próprios partidos tradicionais, citando os casos do PRS, que, disse, enfrenta divisões internas refletidas em três a quatro facções, enquanto o PAIGC lida com pressões e ameaças de cisão fomentadas externamente.

"Tudo isso acontece num contexto onde está na moda assaltar o Estado e assumir o poder", frisou Nhaga, para quem a crise de governação e o enfraquecimento institucional arrastaram igualmente o setor da imprensa guineense.

O cenário, disse o bastonário da Ordem dos Jornalistas, acaba por gerar um fenómeno em que profissionais da comunicação social, ou indivíduos que exercem a atividade, assumem o papel de "bocas de aluguer", limitando-se a defender agendas de pequenos grupos políticos.

"O ambiente informativo guineense caracteriza-se por uma crescente polarização onde o contraditório é penalizado ao ponto de quem procura escrutinar e apresentar contrapontos à narrativa dos detentores do poder é rotulado de imediato como militante do PAIGC ou de outras forças da oposição", salientou.

Na opinião de Nhaga, a anulação prática do contraditório jornalístico independente "é uma estratégia intencional que alimenta a atual balbúrdia política" no país.

Diante deste cenário de "erosão democrática", o jornalista considera ser urgente que se crie uma frente unida entre os profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.

O resgate da imprensa enquanto "quarto poder" independente, pautado pela solidariedade mútua entre jornalistas, é para Antonio Ngaga "um pré-requisito fundamental para devolver o país aos eixos" da legalidade democrática e restabelecer o contraditório na esfera pública.

ÁFRICA: BAD aprova cinco mil milhões de dolares para mitigar impacto em África... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento que pode ultrapassar os cinco mil milhões de dólares para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia e dos fertilizantes nos países africanos, anunciou hoje a instituição.

© Lusa    08/09/2026 

"O Quadro Global de Resposta à Crise da Energia e dos Fertilizantes (…) permite ao Grupo Banco prestar apoio oportuno e direcionado para dar resposta às necessidades imediatas decorrentes da crise e para reforçar os países africanos membros face a futuros choques", lê-se num comunicado do BAD.

O instrumento é financiado em 4,1 mil milhões de dólares (cerca de 3,53 mil milhões de euros) "em empréstimos do BAD e em até 960 milhões de dólares (826 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento", a entidade do Grupo Banco responsável pelos empréstimos concessionais, detalha.

Embora "concebido para proporcionar ajuda imediata, ao mesmo tempo lança as bases para economias africanas mais fortes, mais autossuficientes e mais resilientes", refere.

No total, aponta-se ainda no comunicado, a meta de empréstimos para 2026 será, assim, aumentada para cerca de 12,7 mil milhões de dólares.

"A crise em curso no Médio Oriente continua a representar um choque externo significativo para as economias africanas, refletido no aumento dos preços globais da energia, dos alimentos, dos fertilizantes e de outras matérias-primas, das quais muitos países africanos continuam fortemente dependentes, e que importam em grande escala", aponta o BAD.

A instituição diz que "as perturbações nas rotas comerciais globais e na logística, incluindo corredores marítimos essenciais, estão a agravar estas pressões ao aumentar os custos de transporte, atrasar as entregas e amplificar a fragilidade da cadeia de abastecimento".

De acordo com o BAD, os principais objetivos deste novo instrumento são estabilizar as condições macroeconómicas, garantir os sistemas críticos de abastecimento de alimentos, energia e fertilizantes, proteger as despesas essenciais e os agregados familiares vulneráveis e sustentar reformas para o reforço da resiliência a médio e longo prazo.


Israel fecha consulado britânico em Jerusalém em retaliação a sanções... O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita anunciou hoje o encerramento do consulado britânico em Jerusalém em retaliação pelas sanções contra os colonatos israelitas na Cisjordânia, impostas por Londres e outros países ocidentais.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images    LUSA  08/09/2026 

O encerramento do consulado britânico em Jerusalém implica também a retirada dos representantes britânicos do centro de coordenação em Gaza e a suspensão das atividades de formação britânicas para as forças da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, segundo Gideon Saar.

Além disso, o ministro avançou que Israel vai proibir a entrada em Israel de 12 cidadãos britânicos considerados "anti-Israel" e "antissemitas", sem especificar quem eram.

Posteriormente, o executivo israelita especificou que entre os visados estão 11 deputados britânicos, incluindo o antigo líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn, bem como um advogado que representou o movimento islamita palestiniano Hamas.

"O povo judeu tem o direito de viver em toda a terra de Israel", declarou o chefe da diplomacia israelita numa declaração feita em hebraico e inglês, sem responder a perguntas.

O Governo britânico tinha anunciado, pouco antes, novas sanções que visam proibir a importação de bens provenientes dos colonatos israelitas na Cisjordânia.

Numa declaração feita no parlamento, o líder da diplomacia britânica, Ed Miliband, explicou que as medidas sancionatórias também visam empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos, acusando "colonos terroristas" de serem responsáveis por "uma limpeza étnica dos palestinianos".

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, a decisão do Governo britânico constitui uma "grave interferência no processo eleitoral" de Israel, na véspera das eleições legislativas marcadas para outubro.

A intervenção de Miliband no parlamento britânico foi seguida de um comunicado de 12 países, incluindo Reino Unido e Portugal, a anunciar a introdução de restrições nacionais e o apoio de medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

No comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido afirmaram que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos".

O grupo exigiu que o Governo de Israel "suspenda imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconheceu ainda os "legítimos interesses de segurança de Israel" e manteve a condenação ao ataque terrorista do Hamas de 07 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto", mas reiterou o compromisso com a solução de dois Estados - israelita e palestiniano -, conforme as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia igualmente desde 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.


Trump pede fim da guerra a Putin, que diz não ter “planos hostis” contra Europa

Correio da Manhã Canadá  Setembro 8, 2026

Moscovo, 08 set 2026 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao homólogo russo, Vladimir Putin, para um fim rápido da guerra na Ucrânia, numa conversa telefónica em que este garantiu não ter “planos hostis” contra a Europa.

“Trump expressou claramente a ideia de que seria desejável um fim rápido do conflito, o que abriria imediatamente caminho para o pleno restabelecimento das relações entre os Estados Unidos e a Rússia”, disse o conselheiro político do Kremlin (presidência russa), Yuri Ushakov, numa conferência de imprensa por telefone.

O inquilino da Casa Branca (presidência norte-americana) expressou também interesse em que esse “progresso ocorra durante o seu mandato presidencial”, que termina em janeiro de 2029.

Para tal, acrescentou o conselheiro, o líder russo explicou-lhe os passos que Washington poderá “realmente” dar para “um rápido fim das hostilidades” na Ucrânia, iniciadas há quatro anos e meio com a invasão russa do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022.

A conversa entre os dois chefes de Estado, a primeira desde 04 de julho, centrou-se nas reuniões realizadas no fim de semana em Moscovo e Kiev pelos enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

Ambos consideraram “positivos” os resultados dessas consultas e concordaram que tais contactos se manterão no futuro.

Tal como fez com os mediadores norte-americanos no sábado, Putin informou Trump sobre os progressos da campanha militar russa, “as perspetivas de avanços no campo de batalha e a conquista dos objetivos estabelecidos”.

“Sobre as especulações sobre alegados planos hostis em relação a países europeus, foi sublinhado que nunca nos passaram pela cabeça planos agressivos contra a Europa”, afiançou também Ushakov.

A Alemanha acusou a Rússia de estar por detrás do incidente ocorrido em agosto com um drone com explosivos no aeroporto de Leipzig, o que Putin associou às eleições regionais naquele país, ao passo que a Hungria expulsou hoje dez diplomatas russos.

O principal resultado das reuniões do fim de semana entre os mediadores norte-americanos e Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi a própria retomada dos contactos após mais de seis meses de pausa, devido à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

As conversações não deram frutos e, de facto, ambas as partes no conflito retomaram hoje os ataques às duas capitais, após uma trégua de 72 horas, embora os Estados Unidos tenham esperança de convocar em breve uma reunião trilateral, semelhante à realizada em fevereiro em Genebra, Suíça.

Os especialistas independentes consideram que o líder russo endureceu a sua posição nos últimos meses devido aos bem-sucedidos ataques ucranianos à sua retaguarda, destruindo infraestruturas logísticas, militares e energéticas.

Defendem também que as consultas com os enviados dos Estados Unidos fazem parte do esforço de guerra e que Putin não negociará a sério até ter conquistado todo o Donbass (leste ucraniano), objetivo que espera alcançar este ano, o que os especialistas pensam ser improvável.

ANC // SCA

Lusa/Fim


Leia Também: Hungria expulsa 10 diplomatas russos. Moscovo promete resposta "dolorosa"

O Governo pró-europeu da Hungria anunciou hoje a expulsão de dez membros da missão diplomática russa devido a "atividades inaceitáveis", enquanto a Rússia prometeu uma resposta severa e dolorosa.

Alemanha retira mísseis Patriot do próprio stock para enviar à Ucrânia... A Alemanha vai fornecer mísseis Patriot à Ucrânia, onde são "necessários com muita urgência" face à intensificação dos ataques da Rússia, anunciou hoje o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.

© Lusa    08/09/2026 

Os mísseis destinam-se ao sistema de defesa aérea da Ucrânia e sairão do 'stock' das Forças Armadas da Alemanha, disse Pistorius.

"Apelo a todos os membros do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia a verificarem os seus próprios 'stocks' e a fazerem fornecimentos similares", afirmou ainda o ministro alemão.

Boris Pistorius fez este anúncio no final de uma reunião por videoconferência do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, criado em abril de 2022 para coordenar o apoio militar internacional à Ucrânia e que integra cerca de 50 países, incluindo Portugal.

Desconhece-se para já a quantidade de mísseis que a Alemanha vai enviar ou quando concretizará o fornecimento à Ucrânia, país atacado e invadido militarmente pela Rússia há mais de quatro anos.

Por outro lado, Espanha anunciou, no final da mesma reunião, o fornecimento em breve à Ucrânia de equipamentos autónomos de energia que garantam abastecimento elétrico.

Num comunicado, o Ministério da Defesa espanhol lembrou que Espanha enviou já para a Ucrânia mais de 70 mísseis de defesa aérea de diversos tipos, incluindo Patriot, e garantiu que Madrid continuará a dar todo o apoio que conseguir a Kyiv em matéria de defesa aérea.

Estes anúncios somam-se a outro de hoje da União Europeia (UE), que autorizou a Ucrânia a utilizar fundos do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros para comprar mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos.

"Saúdo o acordo alcançado pelos Estados-membros sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa publicação nas redes sociais.

A líder do executivo comunitário salientou que, com esta autorização, o próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros do empréstimo vai permitir que a Ucrânia "proteja melhor os seus céus contra os ataques indiscriminados da Rússia".

"Este montante acresce aos 8,4 mil milhões de euros já desembolsados ao abrigo do empréstimo, incluindo para defesa aérea", indicou Von der Leyen, prometendo ainda que a UE vai continuar a trabalhar "para apoiar a Ucrânia e reforçar a capacidade de defesa da Europa".

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também saudou o acordo hoje alcançado entre os Estados-membros e recordou que, no ano passado, a Aliança Atlântica disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,60 mil milhões de euros) através da Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL), o mecanismo através do qual é coordenada a aquisição de armamento para Kyiv.

"A UE e a NATO vão continuar a trabalhar lado a lado para apoiar a Ucrânia. É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades", afirmou Rutte, numa publicação nas redes sociais.

Com o acordo hoje alcançado, a UE abre assim uma exceção à regra de "preferência europeia" que tinha estabelecido no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, permitindo que Kiev compre, com dinheiro europeu, equipamento norte-americano para os mísseis Patriot.

Kiev tem alertado para a necessidade urgente de mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos e os únicos capazes de neutralizar os mísseis balísticos russos, que voam a grande velocidade em trajetórias muito inclinadas.

Os ataques russos contra o território ucraniano, nomeadamente Kyiv, intensificaram-se nos últimos meses.

Na segunda-feira à noite, novos ataques causaram pelo menos duas mortes e oito feridos na capital ucraniana, após uma trégua por ocasião de uma visita de emissários norte-americanos para tentar relançar as negociações de paz entre Moscovo e Kyiv.


UE autoriza Kiev a comprar mísseis Patriot com empréstimo de 90 mil milhões de euros... A União Europeia (UE) autorizou esta terça-feira a Ucrânia a utilizar fundos do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros para comprar mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, anunciou a presidente da Comissão Europeia.

Foto: Alina Smutko - Reuters   Por  RTP/Lusa  08/09/2026 

"Saúdo o acordo alcançado pelos Estados-membros sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot", afirmou Ursula von der Leyen numa publicação nas redes sociais.

A presidente da Comissão Europeia salientou que, com esta autorização, o próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros do empréstimo vai permitir que a Ucrânia "proteja melhor os seus céus contra os ataques indiscriminados da Rússia".

"Este montante acresce aos 8,4 mil milhões de euros já desembolsados ao abrigo do empréstimo, incluindo para defesa aérea", indicou Von der Leyen, prometendo ainda que a UE vai continuar a trabalhar "para apoiar a Ucrânia e reforçar a capacidade de defesa da Europa".

Por sua vez, igualmente numa publicação nas redes sociais, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também saudou o acordo hoje alcançado entre os Estados-membros e recordou que, no ano passado, a Aliança Atlântica disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,60 mil milhões de euros) através da Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL), o mecanismo através do qual é coordenada a aquisição de armamento para Kiev.

"A UE e a NATO vão continuar a trabalhar lado a lado para apoiar a Ucrânia. É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades", afirmou Rutte.

Com o acordo hoje alcançado, a UE abre assim uma exceção à regra de "preferência europeia" que tinha estabelecido no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, permitindo que Kiev compre, com dinheiro europeu, equipamento norte-americano para os mísseis Patriot.

Este anúncio foi feito numa altura em que Kiev tem alertado para a necessidade urgente de mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, e os únicos capazes de neutralizar os mísseis balísticos russos, que voam a grande velocidade em trajetórias muito inclinadas.

Os ataques russos contra o território ucraniano, nomeadamente Kiev, intensificaram-se nos últimos meses.

Na segunda-feira à noite, novos ataques causaram duas mortes e oito feridos na capital ucraniana, após uma trégua por ocasião de uma visita de emissários norte-americanos para tentar relançar as negociações de paz entre Moscovo e Kiev.


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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou hoje, após mais um ataque russo em grande escala que fez pelo menos dois mortos, as dificuldades que a Ucrânia está a enfrentar para intercetar os mísseis balísticos russos.

Portugal e mais 11 países anunciam sanções a colonatos israelitas na Cisjordânia... Os 12 países exigem que o Governo de Israel “interrompa imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis” na Cisjordânia, que vive “níveis sem precedentes de violência” por parte dos colonos.

RANEEN SAWAFTA   Por  SIC Notícias/Lusa  08/09/2026 

Doze países, entre os quais Portugal, confirmaram esta terça-feira a intenção de introduzir restrições nacionais e apoiar medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

Num comunicado conjunto divulgado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, os 12 Estados - Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido - afirmam que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos".

"Hoje, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido confirmam a sua intenção de introduzir restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de bens com colonatos considerados ilegais ao abrigo do direito internacional, ou de estarem a considerar ativamente estas e outras medidas, segundo os seus procedimentos nacionais", indicam os países signatários na nota conjunta.

Os 12 países exigem que o Governo de Israel "interrompa imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconhece os "legítimos interesses de segurança de Israel" e reitera a condenação do ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto".

Os signatários reafirmam o compromisso com a solução de dois Estados, "conforme as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU", que permita a Israel e a um Estado palestiniano "soberano, democrático e viável" viverem "lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo", dentro de fronteiras "seguras e internacionalmente reconhecidas".

“Limpeza étnica dos palestinianos”

O comunicado dos 12 países foi publicado quase em simultâneo com uma declaração do chefe da diplomacia britânica, Ed Miliband, no parlamento britânico para anunciar um novo regime abrangente de sanções, que visa proibir a importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia e sancionar empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos.

Miliband acusou "colonos terroristas" de serem responsáveis por "uma limpeza étnica dos palestinianos".

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia igualmente desde 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.


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Ramallah, Palestina, 08 set 2026 (Lusa) – A Autoridade Palestiniana saudou hoje o anúncio de que serão impostas sanções contra os colonatos israelitas na Cisjordânia por vários países ocidentais, considerando-o um “passo importante” para responsabilizar as autoridades israelitas.

Após o anúncio feito por 12 países, incluindo Portugal, Reino Unido e França, a liderança palestiniana emitiu um comunicado no qual apela à “transição rápida destas posições em medidas vinculativas”...


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O Governo do Reino Unido anunciou hoje a proibição de importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia, invocando "uma limpeza étnica dos palestinianos" por "colonos terroristas".



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O Presidente israelita afirmou hoje que o Reino Unido estará do "lado errado da história" se impuser sanções aos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, poucas horas antes de Londres anunciar tais medidas.

Os erros ao tomar ibuprofeno que podem ser perigosos... Médicos e o serviço de saúde do Reino Unido alertam para alguns dos erros mais comuns ao tomar ibuprofeno que podem ser perigosos e levá-lo até ao hospital. Perceba o que está em causa e evite-os.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   08/09/2026 

O NHS, o serviço de saúde do Reino Unido, e alguns médicos alertam para erros ao tomar medicamentos, em especial o ibuprofeno, que podem acabar por ser algo perigosos. Em situações mais graves, poderá mesmo de ter de ir até ao hospital. 

De acordo com dados do NHS, no Reino Unido mais de mil idosos são internados todos os dias devido a reações a medicamentos que estão a tomar. “Quantos mais comprimidos toma, maior a probabilidade de haver interações e reações, e isto pode acontecer com mais frequência quanto mais velho for”, revelou ao The Times o médico Jugdeep Dhesi.

Os erros ao tomar buprofeno

Revela que alguns medicamentos usados para controlar a pressão arterial podem reagir com outros e causar quedas perigosas na pressão arterial no caso dos idosos. Por outro lado, analgésicos como o ibuprofeno estão associados a 30% das reações que levam várias pessoas às urgências e a serem vistas por médicos.

Desta forma, o NHS alertou para a toma de ibuprofeno com outros anti-inflamatórios em altas doses. Esta combinação é responsável pelo aumento de úlceras no estômago e por sangramento gastrointestinal.

Também a combinação deste fármaco com medicamentos anticoagulantes poderá levar ao risco de hemorragia interna grave. Deve ainda ter cuidado quando os mistura com medicamentos para a pressão arterial. O ibuprofeno pode reduzir a sua eficácia e sobrecarregar os rins.

Atenção ainda à toma de diuréticos. Aqui está também em causa a diminuição do seu efeito o que poderá levar à insuficiência renal, especialmente se existir desidratação. Desta forma, é sempre importante consultar o seu médico para perceber se é se existe ou não problema em combinar certo tipo de fármacos.

Ibuprofeno vs. paracetamol: As diferenças e quando tomar um ou outro

Marta Jonet, da rede de saúde CUF, começou por revelar ao website deste estabelecimento de saúde quais as diferenças entre entres dois medicamentos.

A especialista aponta que o “ibuprofeno faz parte da família dos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE’s) utilizados para tratar a dor, reduzir a inflamação e diminuir a temperatura (febre)”. Já o paracetamol “tem ação analgésica (alivia a dor), antipirética (reduz a febre) e pode ser administrado em combinação com outro tipo de medicamentos e a sua dose deve ser sempre ajustada ao peso corporal do doente”.

Uma das principais diferenças que aponta está relacionada com o facto de o paracetamol não ter propriedades anti-inflamatórias significativas, como é algo verificado no ibuprofeno.

Quando usar ibuprofeno e paracetamol?

Uma vez que se tratam de medicamentos diferentes, acabam por ter também utilizações distintas. Assim, ibuprofeno é mais indicado para aliviar a dor que esteja associada a condições como dor muscular, articulações, dor de cabeça, enxaqueca ou dores menstruais. 

“É usado para reduzir a inflamação em casos de infeções agudas (otite, amigdalite) e em algumas condições inflamatórias como artrite”, revela a médica. No que diz respeito ao paracetamol, é usado para aliviar uma dor moderada, como dor de cabeça, muscular ou dentes, mas também para reduzir a febre.


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É sabido que o consumo excessivo de álcool prejudica a saúde do fígado, contudo, existe um outro medicamento muito comum, o paracetamol, que tomado em doses muito elevadas pode ser igualmente negativo. Especialistas do EatingWell explicam porquê.


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A tensão alta é, na maioria das vezes, uma condição silenciosa, sendo por isso considerada perigoso pelos médicos cardiologistas. No entanto, há sinais que o seu corpo poderá dar em caso de hipertensão. Um artigo do EatingWell destaca quatro.

Ministro israelita pede a Netanyahu que reconheça as Malvinas como "território argentino ocupado"... Ben Gvir defende que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino"

Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel (Ronen Zvulun/Pool/AFP via Getty Images)  Cnnportugal.iol.pt/ Agência Lusa   08/09/2026  

O ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que reconheça publicamente as Malvinas — administradas pelo Reino Unido desde 1833 e cuja soberania é reivindicada pela Argentina — como "território argentino ocupado".

"É hora de o Estado de Israel reconhecer publicamente que as Ilhas Malvinas são território argentino ocupado, que os britânicos roubam violentamente ao povo argentino", afirmou numa publicação na rede social X o ministro, colono e ex-presidiário.

Ben Gvir, que considera o território palestiniano da Cisjordânia como parte fundamental do Estado de Israel, apesar de ser considerado ocupado pela comunidade internacional, acrescentou que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino".

A presidência da Argentina anunciou esta segunda-feira que apresentará uma queixa criminal contra várias subsidiárias da petrolífera israelita Navitas por operarem nas Malvinas sem autorização do país sul-americano.

A Argentina alega que essas empresas "supostamente dispõem de licenças concedidas pelo governo ilegítimo do Reino Unido para a exploração e/ou extração de hidrocarbonetos na Bacia das Malvinas do Norte", em "violação" das leis argentinas.

"Lanço um apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que reconheça a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas e imponha sanções à Grã-Bretanha enquanto a ocupação se mantiver", concluiu a publicação do ministro radical israelita.

Desde que, em 1833, as forças britânicas ocuparam as Ilhas Malvinas e expulsaram os seus habitantes e as autoridades argentinas, o país sul-americano nunca deixou de reivindicar os direitos soberanos sobre o arquipélago no Atlântico Sul, palco de uma guerra que, em 1982, terminou com a derrota e a rendição da Argentina perante as forças britânicas.

As declarações de Ben Gvir surgem num momento em que se prevê que o Governo do Reino Unido anuncie restrições à compra de produtos agrícolas provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, segundo a imprensa britânica.

Trump ameaça travar vendas de aviões da canadiana Bombardier nos Estados Unidos... A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

 SIC Notícias /Lusa  08/09/2026

Donald Trump ameaçou, na segunda-feira, travar as vendas de aviões da canadiana Bombardier, horas antes da entrada em vigor das tarifas canadianas contra vários produtos norte-americanos, no quadro do conflito comercial entre os dois vizinhos.

"Acabaram-se as vendas da Bombardier nos Estados Unidos", anunciou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social, sem especificar como tenciona alcançar o resultado. "Se querem o nosso mercado, têm de fabricar aqui e deixar de tratar a América como um porquinho-mealheiro", acrescentou.

Em janeiro, Trump já tinha ameaçado retirar a certificação de aviões fabricados no Canadá, em particular dos jatos da Bombardier, e impor direitos aduaneiros de "50% sobre todas as aeronaves vendidas nos Estados Unidos", em alegada retaliação contra o facto de Otava estar a "recusar" certificações a aviões norte-americanos.

A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

"Os aviões da Bombardier são construídos a partir de componentes fabricados nos Estados Unidos, tais como motores, aviónica e muitos outros sistemas essenciais fornecidos por grandes empresas americanas", acrescentou o fabricante num comunicado, considerando que "a indústria aeroespacial americana é claramente beneficiária em termos de comércio e exportações".

A guerra comercial de Trump ao Canadá

Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Canadá tem estado na linha da frente da guerra comercial lançada pelo Presidente republicano, que reitera a intenção de fazer do vizinho do norte o "51º Estado" dos Estados Unidos.

Algumas horas antes das ameaças contra a Bombardier, Trump publicou na Truth Social um mapa em que a bandeira norte-americana cobre toda a América do Norte, o México e as Caraíbas, bem como a Gronelândia - território autónomo dinamarquês que o chefe de Estado diz querer anexar aos Estados Unidos - e a Islândia.

Os direitos aduaneiros canadianos de 15, 25 ou 50%, que devem entrar esta terça-feira m vigor, afetam cerca de 20 mil milhões de dólares em produtos norte-americanos, desde o aço aos produtos lácteos, passando pela eletrónica e pela pasta de papel.

O montante corresponde, segundo Otava, ao dos produtos canadianos alvo, desde 22 de agosto, de sobretaxas norte-americanas de 50%.

O conflito comercial entre os dois países vizinhos atingiu um nível sem precedentes desde que, em 21 de agosto, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney rompeu as negociações com a Casa Branca.

Carney, antigo governador do banco central canadiano, acusou os Estados Unidos de pretenderem impor um acordo “injusto” e de terem, em última análise, como objetivo transformar o Canadá numa "filial" e "destruir" a sua indústria, nomeadamente a automóvel.

Ataques hutis fazem 73 feridos na Arábia Saudita segundo Riade... Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   LUSA  08/09/2026 

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam". 

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

Os ataques atingiram, nomeadamente, a prisão de al-Hazm, na província de Jawf, causando 11 mortos, informou à AFP um responsável provincial.

O Iémen, que voltou a mergulhar na guerra em julho, num contexto de agitação regional, foi palco na semana passada de uma nova ofensiva dos hutis com o objetivo, nomeadamente, de avançarem para as zonas na margem do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb.

Estes confrontos com as forças pró-governamentais no sudoeste do Iémen causaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, levando muitas famílias a abandonar as suas casas.

Bab el-Mandeb, que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho e do Canal do Suez, ganhou importância fundamental desde o início da guerra no Médio Oriente e do bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iémen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de fevereiro.

O cessar-fogo em vigor desde 2022 foi quebrado em julho, quando os hutis desafiaram a hegemonia de Riade sobre o espaço aéreo iemenita.

Desde então, os rebeldes, apoiados pela República Islâmica do Irão, têm multiplicado os ataques contra instalações militares e zonas controladas pelo governo iemenita.

Os hutis anunciaram igualmente um bloqueio marítimo da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e tomar como alvos os petroleiros do país e infraestruturas no território saudita, nomeadamente uma refinaria.

A guerra no Iémen, que teve início em 2014, causou centenas de milhares de mortos e mergulhou o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.


Leia Também: Autoridades iemenitas exigem resposta internacional mais forte contra Hutis

O Governo do Iémen exigiu hoje uma resposta internacional mais forte contra os Hutis, após o afundamento de um navio indiano no mar Vermelho, alertando que o ataque é uma ameaça ao comércio marítimo global.

Portugal: Parlamento debate e vota hoje moção de censura do Chega... A Assembleia da República debate e vota hoje a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.

© Lusa    08/09/2026 

A moção intitula-se "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições" e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.

Na apresentação da moção, na quarta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, disse ter "o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna".

Luís Montenegro classificou a moção como "mero jogo político" sem sentido, considerou que o ministro da Administração Interna tem mostrado aptidão para resolver os problemas nos seus setores de responsabilidade, e assegurou estar tranquilo em relação a todos os membros da sua equipa governativa.

O primeiro-ministro já disse que o Governo manterá o diálogo com todos os partidos, incluindo o Chega, e na segunda-feira André Ventura confirmou que continuará a dialogar com o executivo PSD/CDS-PP "em áreas fundamentais", dizendo já ter recebido um pedido de reunião do executivo sobre o próximo Orçamento do Estado.

De manhã, o ministro Luís Neves é ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais e, à tarde, o debate da moção tem arranque marcado para as 15:00 e uma duração de pouco menos de três horas (171 minutos), sendo aberto e encerrado pelo primeiro dos signatários da moção – André Ventura -, tendo o primeiro-ministro o direito de intervir imediatamente após e antes dessas intervenções.

Na fase de abertura, Chega e Governo têm 12 minutos cada, enquanto no período de debate cada grupo parlamentar dispõe de cinco minutos para o primeiro pedido de esclarecimento. No encerramento, Governo e Chega poderão intervir durante dez minutos.

A moção de censura pode ser retirada até ao termo do debate. Segundo o Regimento, caso não o seja, procede-se à votação "se requerido por qualquer grupo parlamentar"

Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que vai abster-se.

Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.

A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.

Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.

Na história da democracia portuguesa, a censura do parlamento ao Governo já foi rejeitada por 35 vezes e apenas uma foi aprovada: em 04 de abril de 1987, a apresentada pelo PRD ao X Governo Constitucional do PSD, liderado pelo primeiro-ministro Cavaco Silva, que viria a alcançar a maioria absoluta nas eleições nesse mesmo ano.


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A Linha SOS Voz Amiga vai disponibilizar 48 horas de escuta contínua para assinalar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, com um alerta para os homens com mais de 60 anos que precisam de ajuda e raramente a pedem.

Segundo as últimas estatísticas divulgadas, citou, em cada 100 suicídios, 80 são homens e 20, mulheres, uma situação que diz estar ligada à ideia que ainda prevalece, "que o homem não chora, o homem não demonstra sofrimento e depois o resultado é este".