terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ataques hutis fazem 73 feridos na Arábia Saudita segundo Riade... Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   LUSA  08/09/2026 

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam". 

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

Os ataques atingiram, nomeadamente, a prisão de al-Hazm, na província de Jawf, causando 11 mortos, informou à AFP um responsável provincial.

O Iémen, que voltou a mergulhar na guerra em julho, num contexto de agitação regional, foi palco na semana passada de uma nova ofensiva dos hutis com o objetivo, nomeadamente, de avançarem para as zonas na margem do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb.

Estes confrontos com as forças pró-governamentais no sudoeste do Iémen causaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, levando muitas famílias a abandonar as suas casas.

Bab el-Mandeb, que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho e do Canal do Suez, ganhou importância fundamental desde o início da guerra no Médio Oriente e do bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iémen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de fevereiro.

O cessar-fogo em vigor desde 2022 foi quebrado em julho, quando os hutis desafiaram a hegemonia de Riade sobre o espaço aéreo iemenita.

Desde então, os rebeldes, apoiados pela República Islâmica do Irão, têm multiplicado os ataques contra instalações militares e zonas controladas pelo governo iemenita.

Os hutis anunciaram igualmente um bloqueio marítimo da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e tomar como alvos os petroleiros do país e infraestruturas no território saudita, nomeadamente uma refinaria.

A guerra no Iémen, que teve início em 2014, causou centenas de milhares de mortos e mergulhou o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.


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O Governo do Iémen exigiu hoje uma resposta internacional mais forte contra os Hutis, após o afundamento de um navio indiano no mar Vermelho, alertando que o ataque é uma ameaça ao comércio marítimo global.

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