Rádio Sol Mansi 08.09.2026
O relatório intitulado “Investimento e Cooperação Cinturão e Rota China-África” aponta a instabilidade política como o principal desafio aos investimentos chineses na Guiné-Bissau.
O estudo foi divulgado esta terça-feira, em Bissau, pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Economia e Gestão da Universidade Jean Piaget.
O documento analisa as potencialidades económicas da Guiné-Bissau para o investimento privado chinês, as principais áreas de investimento da China nos países africanos, a situação da iniciativa Cinturão e Rota, bem como as políticas chinesas e as perspetivas futuras de cooperação com os países africanos.
No caso da Guiné-Bissau, o coordenador do grupo de pesquisa, Ansu Mancal, defende que o país deve criar condições para que as empresas chinesas conheçam melhor as suas potencialidades e encontrem oportunidades de investimento.
Segundo o relatório, entre as empresas consultadas, 19% manifestaram interesse em investir no setor das infraestruturas e engenharia de construção, enquanto 45% rejeitaram a possibilidade de investir nos países africanos, particularmente na Guiné-Bissau.
Ansu Mancal considera ainda que a Guiné-Bissau deve alinhar-se com a iniciativa Cinturão e Rota, lançada pela China em 2013, como forma de mobilizar mais investimentos para o país.
O documento revela igualmente que, entre 2021 e o período abrangido pelo estudo, a China investiu mais de 295 mil milhões de dólares em África, numa relação económica que tem vindo a ganhar maior dimensão.
Entre os principais fatores considerados pelas empresas chinesas antes de investir nos países africanos estão o ambiente sociocultural, o contexto político e legal, as condições de apoio à cadeia industrial, as políticas de cooperação China-África e o potencial de crescimento do mercado.
O relatório recomenda, por isso, que a Guiné-Bissau melhore as condições políticas, legais e económicas para aumentar a confiança dos investidores chineses e aproveitar melhor as oportunidades oferecidas pela iniciativa Cinturão e Rota.


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