© Lusa 08/09/2026
"O Quadro Global de Resposta à Crise da Energia e dos Fertilizantes (…) permite ao Grupo Banco prestar apoio oportuno e direcionado para dar resposta às necessidades imediatas decorrentes da crise e para reforçar os países africanos membros face a futuros choques", lê-se num comunicado do BAD.
O instrumento é financiado em 4,1 mil milhões de dólares (cerca de 3,53 mil milhões de euros) "em empréstimos do BAD e em até 960 milhões de dólares (826 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento", a entidade do Grupo Banco responsável pelos empréstimos concessionais, detalha.
Embora "concebido para proporcionar ajuda imediata, ao mesmo tempo lança as bases para economias africanas mais fortes, mais autossuficientes e mais resilientes", refere.
No total, aponta-se ainda no comunicado, a meta de empréstimos para 2026 será, assim, aumentada para cerca de 12,7 mil milhões de dólares.
"A crise em curso no Médio Oriente continua a representar um choque externo significativo para as economias africanas, refletido no aumento dos preços globais da energia, dos alimentos, dos fertilizantes e de outras matérias-primas, das quais muitos países africanos continuam fortemente dependentes, e que importam em grande escala", aponta o BAD.
A instituição diz que "as perturbações nas rotas comerciais globais e na logística, incluindo corredores marítimos essenciais, estão a agravar estas pressões ao aumentar os custos de transporte, atrasar as entregas e amplificar a fragilidade da cadeia de abastecimento".
De acordo com o BAD, os principais objetivos deste novo instrumento são estabilizar as condições macroeconómicas, garantir os sistemas críticos de abastecimento de alimentos, energia e fertilizantes, proteger as despesas essenciais e os agregados familiares vulneráveis e sustentar reformas para o reforço da resiliência a médio e longo prazo.

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