Foto: Alina Smutko - Reuters Por RTP/Lusa 08/09/2026
"Saúdo o acordo alcançado pelos Estados-membros sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot", afirmou Ursula von der Leyen numa publicação nas redes sociais.
A presidente da Comissão Europeia salientou que, com esta autorização, o próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros do empréstimo vai permitir que a Ucrânia "proteja melhor os seus céus contra os ataques indiscriminados da Rússia".
"Este montante acresce aos 8,4 mil milhões de euros já desembolsados ao abrigo do empréstimo, incluindo para defesa aérea", indicou Von der Leyen, prometendo ainda que a UE vai continuar a trabalhar "para apoiar a Ucrânia e reforçar a capacidade de defesa da Europa".
Por sua vez, igualmente numa publicação nas redes sociais, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também saudou o acordo hoje alcançado entre os Estados-membros e recordou que, no ano passado, a Aliança Atlântica disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,60 mil milhões de euros) através da Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL), o mecanismo através do qual é coordenada a aquisição de armamento para Kiev.
"A UE e a NATO vão continuar a trabalhar lado a lado para apoiar a Ucrânia. É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades", afirmou Rutte.
Com o acordo hoje alcançado, a UE abre assim uma exceção à regra de "preferência europeia" que tinha estabelecido no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, permitindo que Kiev compre, com dinheiro europeu, equipamento norte-americano para os mísseis Patriot.
Este anúncio foi feito numa altura em que Kiev tem alertado para a necessidade urgente de mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, e os únicos capazes de neutralizar os mísseis balísticos russos, que voam a grande velocidade em trajetórias muito inclinadas.
Os ataques russos contra o território ucraniano, nomeadamente Kiev, intensificaram-se nos últimos meses.
Na segunda-feira à noite, novos ataques causaram duas mortes e oito feridos na capital ucraniana, após uma trégua por ocasião de uma visita de emissários norte-americanos para tentar relançar as negociações de paz entre Moscovo e Kiev.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou hoje, após mais um ataque russo em grande escala que fez pelo menos dois mortos, as dificuldades que a Ucrânia está a enfrentar para intercetar os mísseis balísticos russos.


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