sábado, 5 de setembro de 2026

EUA anunciam destruição de 3 petroleiros da Guarda Revolucionária do Irão... Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

correiodamanhacanada.com  05/09/2026 

Washington, 05 set 2026 (Lusa) – Os Estados Unidos relataram hoje ter destruído três petroleiros que pertenciam à Guarda Revolucionária do Irão, em resposta a um ataque a dois navios de guerra norte-americanos destacados na área do estreito de Ormuz.

As forças dos EUA “desativaram permanentemente” os petroleiros da Guarda Revolucionária “M/T Downy” ao largo da costa da Ilha Kharg e “M/T Stark 1” perto de Jask e “destruíram completamente” o petroleiro vazio “M/T Kylo”, também conhecido como “Noxen”, no golfo de Omã, com vários impactos em “locais de importância crítica” para o tornar inoperacional após ordenar à tripulação que abandonasse o navio.

O ataque é uma retaliação ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra dois navios da Marinha dos EUA que patrulhavam águas regionais.

“Um porta-aviões dos EUA e um contratorpedeiro guiado por mísseis impediram vários ataques não provocados por parte do Irão. Nenhum militar americano ficou ferido”, explicou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Os três petroleiros destruídos em retaliação pertenciam à “frota fantasma” do Irão que serve para financiar a Guarda Revolucionária, segundo o comunicado militar dos EUA, que sublinha que os três navios “não tinham meios para se defender”.

“Que a mensagem para a Guarda Revolucionária seja clara: se dispararem contra dois dos nossos navios, aplicaremos um custo económico maior e eliminaremos três dos vossos”, disse o comandante do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Brad Cooper.

“Não hesitaremos em defender as forças dos EUA e, se necessário, destruir a limitada e vulnerável frota petrolífera do Irão”, acrescentou.

Os meios de comunicação iranianos tinham noticiado antes “várias explosões” ouvidas perto da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal petrolífero do país.

A agência de notícias Fars noticiou que não havia fumo visível após as explosões, enquanto a agência de notícias local SNN noticiou que “um petroleiro iraniano foi alvo dos Estados Unidos” perto da ilha.

Os confrontos entre os dois lados recomeçaram no domingo com ataques dos EUA contra o Irão, quando o conflito entra no seu sétimo mês. Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

O Irão anunciou na quinta-feira que as suas forças armadas atacaram bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingança por um ataque com míssil que atingiu uma festa de casamento, que foi atribuído aos Estados Unidos.

JH (CSR) // CFF

Lusa/Fim

RDCONGO: Incêndio em casamento na RDCongo: 22 pessoas morreram... Pelo menos 22 pessoas morreram num incêndio na sexta-feira à noite durante uma festa de casamento em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDCongo), revelaram hoje as autoridades locais.

© GLODY MURHABAZI / AFP via Getty Images     LUSA   05/09/2026 

"O balanço provisório do número de mortos esta manhã, 05 de setembro de 2026, é de 22, com vários feridos admitidos nas urgências" de vários hospitais da região, disse o presidente do município de Lingwala (situado no norte de Kinshasa), Norbert Mushiga Nzindula, em declarações à imprensa local.

O incêndio começou enquanto a cerimónia de casamento decorria num salão de festas chamado Panacée, no primeiro andar de um edifício comercial no Boulevard Triomphal, uma das principais avenidas da capital da RDCongo.

A situação de fogo foi complicada pelas condições do espaço, que tinha apenas uma porta de saída, "aparentemente demasiado estreita para permitir a saída de um grande número de pessoas ao mesmo tempo", explicou Nzindula.

"O pânico resultante pode explicar o elevado número de mortos. O fumo também impediu a fuga das pessoas. Mas, para já, a causa do incêndio é desconhecida", afirmou o autarca.

Além das vítimas mortais e feridos, o incêndio também causou danos materiais significativos, sendo que vários objetos no interior do edifício ficaram "completamente queimados", segundo o responsável.

Imagens divulgadas pela imprensa da RDCongo mostram o edifício em chamas e enegrecido esta manhã, com parte da fachada carbonizada, bem como as cadeiras e mesas redondas no seu interior.


ALEMANHA: "Preços da Lua". Milhares saem às ruas de Berlim contra rendas... Um homem vestido de astronauta atravessa a multidão com um cartaz onde se lê "as vossas rendas são preços da Lua", numa manifestação que leva hoje a crise da habitação às ruas de Berlim.

 © REUTERS/Axel Schmidt    LUSA   05/09/2026 

No palco montado junto ao Rotes Rathaus, Andre, membro da associação Deutsche Wohnen & Co Enteignen, resume num receio em alta voz aquilo que, diz, sentem muitos inquilinos: "Temos medo quando vamos ao correio e abrimos uma carta do senhorio".

Pessoas de várias idades e provenientes de diferentes zonas da cidade concentram-se para exigir rendas mais baixas e mais habitação acessível. Muitos chegaram de bicicleta.

A manifestação é organizada pelo Bündnis gegen Verdrängung und Mietenwahnsinn (Aliança contra a Expulsão e a Loucura das Rendas) e acontece duas semanas antes das eleições regionais de Berlim, marcadas para 20 de setembro.

A CDU e a SPD, que atualmente governam Berlim, apresentam propostas centradas na construção de novas habitações e no combate às rendas excessivas. A Esquerda (Die Linke) coloca o fim do poder das grandes empresas imobiliárias entre as suas principais reivindicações.

Entre os manifestantes está Alessandro, que conta ter visto a sua renda aumentar várias vezes nos últimos dois anos.

"É impossível continuar a suportar estes aumentos. Berlim já não é para quem cá vive, é para os grandes investidores, capitalistas, não para as pessoas", confessou à Lusa.

Nas eleições regionais de 20 de setembro, diz que vai votar Die Linke, por considerar que é o partido "mais preocupado" com a questão da habitação.

As sondagens mais recentes mostram os conservadores da CDU e a Esquerda empatados ou praticamente empatados, com cerca de 20% das intenções de voto, seguidos pelo partido de direita radical, Alternativa para a Alemanha (AfD), com cerca de 18%, e pelos Verdes, entre 15% e 18%. O Partido Social Democrata alemão (SPD) surge mais atrás, entre 11% e 15%, enquanto o BSW e o FDP permanecem abaixo da barreira dos 5%.

Há música, carros alegóricos e bandeiras de diferentes organizações. Alguns partidos políticos também aproveitam a oportunidade para apelar ao voto. O Sozialistische Gleichheitspartei (SGP), partido socialista de orientação trotskista, entrega panfletos de várias páginas a explicar o programa.

"Enteigner enteignen" — "Expropriar os expropriadores" — lê-se num grande cartaz junto ao palco. Outros resumem algumas das principais reivindicações do protesto: "Mieten ohne Angst" ("Rendas sem medo"), "Unsere Stadt, unsere Wahl" ("A nossa cidade, a nossa escolha") e "Wohnen ist Menschenrecht" ("A habitação é um direito humano").

Para Kim Meyer, do Bündnis gegen Verdrängung und Mietenwahnsinn, a habitação é "o tema decisivo" das eleições em Berlim.

"Queremos um Governo que nos proteja enquanto inquilinos e nos garanta uma casa segura", revelou, em declarações à Lusa.

O movimento espera a implementação do resultado do referendo de 2021 sobre a socialização de grandes empresas imobiliárias e defende a introdução de um teto às rendas, começando pelas empresas imobiliárias públicas de Berlim e, posteriormente, a nível nacional.

"Mas só fazer cumprir a legislação de arrendamento que já existe e garantir segurança jurídica aos inquilinos já seria uma grande ajuda", acrescentou.

Segundo Meyer, o objetivo passa sobretudo por representar os interesses dos cerca de 85% dos berlinenses que vivem em casas arrendadas, e não os das empresas imobiliárias privadas que, acusa, fazem subir as rendas.

A questão da habitação é uma das principais preocupações da campanha para as eleições de setembro. O Berliner Mieterverein, uma das maiores organizações de defesa dos inquilinos da cidade, tem apelado a medidas para garantir rendas acessíveis e reforçar a proteção dos inquilinos.

A organização tinha registado 20 mil participantes, mas revelou mais tarde que o número não terá ultrapassado as 11 mil pessoas. A manifestação, acrescentaram, pretende ser também uma mensagem aos partidos que disputarão o futuro Governo da cidade. "Her mit den Wohnungen! Runter mit den Mieten!" — "Queremos as casas! Baixem as rendas!".

E, no meio da música, dos carros alegóricos e das bandeiras, o astronauta continua a circular entre os manifestantes, lembrando com humor aquilo que para muitos deixou de ter graça: o preço de viver em Berlim.


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A polícia alemã anunciou hoje estar a investigar duas novas tentativas de sabotagem perto de subestações elétricas no leste do país, existindo buscas desde sexta-feira por um suspeito de atos semelhantes.

Cinco mortos em ataques ucranianos na região de Lugansk... As autoridades locais de Lugansk, região ocupada pela Rússia, denunciaram hoje que os ataques levados a cabo pela Ucrânia nas últimas 24 horas causaram cinco mortos e cinco feridos.

© Dmitri Chirciu/Anadolu via Getty Images    LUSA    05/09/2026 

Segundo Leonid Pasechnik, o governador da região, próximo da Rússia, o ataque ucraniano na localidade de Brianka atingiu um automóvel, matando uma jovem de 23 anos e a sua mãe, de 63, enquanto um outro ataque semelhante com drones vitimou um homem de 35 anos.

Um ataque no distrito de Krasnodon provocou várias explosões, causando a morte a um jovem de 14 anos e ferindo outro de 13, e um condutor de trator de 29 anos morreu na sequência da explosão de uma mina em Lisichansk.

Nas últimas semanas, o exército ucraniano intensificou os ataques na região de Lugansk, anexada pela Rússia em 2022 e a partir da qual Moscovo tenta tomar o norte da região de Donetsk, sob controlo de Kiev desde o início da guerra.

A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra.

Witkoff, o enviado especial da Casa Branca, e Kushner, genro de Trump, vão reunir-se hoje com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo, e mais tarde viajarão para Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano.

A viagem tem estado em negociação há várias semanas, segundo fontes norte-americanas citadas pelo jornal The New York Times, que detalharam que Washington quer que a Ucrânia e a Rússia suspendam temporariamente os seus ataques enquanto os enviados norte-americanos estiverem na região.

A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.

Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).


Guiné-Bissau: O Presidente da União Nacional dos Estudantes da Guiné-Bissau, Matchu Indi, esclareceu este sábado, em Bissau, o que considera falsas declarações sobre a organização. Reafirmou que a sua direção é a única legítima e legal para falar em nome da UNE e anunciou o apoio do Instituto da Juventude à organização.

Radio Voz Do Povo

PORTUGAL/EDUCAÇÃO: Regresso às aulas: custo de um ano letivo no ensino público pode chegar aos 1.500 euros... No ano passado, uma família portuguesa gastava em média 604 euros, na altura do regresso às aulas, mais seis do que em 2024.

SIC Notícias  05/09/2026 

O início do ano letivo está à porta e já se preparam os últimos dias para a corrida ao material escolar. Os preços aumentam e a despesa total representa uma parte significativa do orçamento das famílias.

No ano passado, uma família portuguesa gastava em média 604 euros, na altura do regresso às aulas, mais seis do que em 2024. Este ano, o valor poderá ser superior. Com a inflação a subir as famílias já notam que o material escolar está mais caro.

A SIC foi tentar perceber quanto é que as famílias estão a gastar este ano. A base é uma lista disponibilizada no site Doutor Finanças, só com os materiais indispensáveis para um aluno do ensino básico.

A estimativa da plataforma é que o custo de um ano letivo no ensino público se aproxime dos 1.500 euros.

Restam poucos dias para a corrida ao material escolar, sendo que as aulas começam entre 11 e 15 de setembro, à exceção do ensino secundário, onde que o início foi adiado para dia 21.

Deputado do Hezbollah admite que resistência contra Israel diminuiu... O deputado do movimento xiita libanês Hezbollah, Hassan Ezzedine, admitiu hoje que o "nível de dissuasão" do chamado eixo da resistência liderado pelo Irão diminuiu desde 2023, embora continue a lutar para impedir mais avanços de Israel.

© Ahmed Younis / Middle East Images / AFP via Getty Images    LUSA  05/09/2026 

"Conseguirá a resistência hoje atingir o nível de dissuasão que existia antes de 2023 [quando começou a guerra em Gaza]? Acho difícil. Nada é impossível, mas não é fácil", disse, num discurso no Líbano durante um serviço memorial em homenagem a um combatente falecido da formação armada.

"Serei transparente e direi francamente: estamos atualmente a enfrentar uma crise política, mas isso não significa que o inimigo esteja calmo. O inimigo [Israel] está em crise, os americanos estão em crise, e nós, no Líbano, também enfrentamos uma crise", afirmou.

No entanto, sublinhou que a resistência "continua a enfrentar este inimigo para impedir que se expanda e avance mais".

Sublinhou que o pacto de Islamabad alcançado entre os Estados Unidos e o Irão em junho passado é "um entendimento que não deve ser esquecido", porque contribuiu significativamente para a redução dos ataques a líderes e combatentes.

No entanto, o parlamentar libanês salientou que Israel "continua com os seus assassinatos, destruição, agressão e bombardeamentos".

Depois, perguntou: "Qual é a saída?", respondendo: "Temos de ser realistas. A saída é o Irão, para ser honesto".

Na sexta-feira, pelo menos quatro pessoas foram mortas em ataques israelitas ano sul do Líbano, indicou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês, referindo que houve feridos numa outra ação israelita em Bekaa, no leste do país.

Ezzedine criticou o governo libanês devido às conversações atuais – das quais o Hezbollah não faz parte – entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, as primeiras em três décadas.

"O que conseguiram as conversações de Islamabad? Trouxeram o Líbano para as negociações e foram elas que levaram ao cessar-fogo. Não as conversações em Washington, nem as negociações diretas, nem as reuniões subsequentes em Roma. Todas as suas reuniões não resultaram. Honestamente, esta autoridade é enganada e continua teimosamente a insistir em permanecer aliada dos Estados Unidos, que nem sequer a reconhecem totalmente", condenou.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.  

As conversações entre as autoridades libanesas e israelitas levaram à assinatura de um acordo-quadro no final de junho passado que prevê a retirada gradual das forças israelitas dos territórios que invadiram, embora sob a condição de que o Hezbollah se desarme.

Desde então, Israel continuou a atacar o sul do Líbano, embora a violência tenha sido significativamente reduzida.

O chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, é composto pelo Hezbollah (Líbano), Hamas (Faixa de Gaza), Huthis (Iémen) e milícias xiitas no Iraque.


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Os Estados Unidos alertaram os seus cidadãos para evitarem viagens à província moçambicana de Niassa, após ataque insurgente a um acampamento turístico associado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz, que causou um morto e dois mil deslocados.

GUERRA NA UCRÂNIA: Vladimir Putin anuncia cessar-fogo de três dias com Ucrânia... O presidente russo, Vladimir Putin anunciou este sábado um cessar-fogo de três dias com a Ucrânia. A suspensão dos ataques começará a partir da meia-noite de hoje, segundo um porta-voz russo.

© Sergei ILYIN / POOL / AFP via Getty Images     Notícias ao Minuto   05/09/2026 

O presidente russo, Vladimir Putin anunciou este sábado um cessar-fogo de três dias com a Ucrânia. A suspensão dos ataques começará à meia-noite de hoje.

De acordo com a imprensa russa, que cita o porta-voz do Dmitry Peskov, Putin ordenou que nenhum ataque seja realizado a partir da meia noite deste sábado.

"O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a suspensão dos ataques a Kyiv durante três dias, a partir da meia-noite de hoje. Isto deve-se à preparação e condução das reuniões dos norte-americanos em Kyiv", disse Dmitry Peskov.

O porta-voz confirmou ainda que Putin irá reunir-se com os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner.

Recorde-se que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia afirmado que a Ucrânia não iria realizar nenhum ataque durante a visita da delegação norte-americana e pediu que a Rússia fizesse o mesmo.

Uma delegação norte-americana chegou este sábado a Moscovo para iniciar conversações para pôr fim à guerra na Ucrânia. 

Steve Witkoff e Jared Kushner foram recebidos pelo enviado presidencial Kirill Dmitriev, um forte aliado de Putin. 

Depois da reunião com o presidente russo, os enviados dos Estados Unidos viajarão para Kyiv onde irão prosseguir as negociações com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Witkoff e Kashner "levam uma proposta para acabar com a guerra", sublinhando que o próprio acabou com "oito guerras". 

Trump, que falou aos jornalistas na Sala Oval, reconheceu que esperava que a guerra na Ucrânia fosse mais fácil de resolver do que outros conflitos, mas afirmou que Putin e Zelensky "se odeiam profundamente", o que, disse, torna as negociações de paz difíceis.

A viagem, sublinhe-se, esteve em negociação há várias semanas, segundo fontes norte-americanas citadas pelo jornal The New York Times, que detalharam que Washington quer que a Ucrânia e a Rússia suspendam temporariamente os seus ataques enquanto os enviados norte-americanos estiverem na região.

O jornal The New York Times nota que não está claro se Witkoff e Kushner apresentarão uma nova proposta de paz ou se irão pressionar para encerrar as questões pendentes da anterior, incluindo quem controlará o Donbass, território no leste ucraniano parcialmente ocupado pelas forças russas.



Leia Também: Enviados dos EUA chegam a Moscovo para negociar fim da guerra na Ucrânia

Os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner já chegaram à capital russa, Moscovo, para iniciar conversações de forma a pôr fim à guerra na Ucrânia. Amanhã, domingo, os dois norte-americanos viajarão para Kyiv onde se encontrarão com o presidente ucraniano. 

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) obteve um cessar-fogo perto de Zaporíjia para reparar a linha de transmissão de energia da usina nuclear... A AIEA está pressionando por um cessar-fogo limitado em Zaporíjia para reparar a única linha de transmissão de energia da usina nuclear e evitar um possível apagão total.

POR AGÊNCIAS  DEMOCRATA   5 DE SETEMBRO DE 2026

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou no sábado que um cessar-fogo limitado entrou em vigor na área da usina nuclear de Zaporizhzhia, com o objetivo de facilitar os reparos na linha de transmissão de energia que abastece a instalação, após uma interrupção prolongada causada pelo fogo cruzado entre a Ucrânia e a Rússia.

“Entra em vigor mais um cessar-fogo localizado negociado pela AIEA para permitir os reparos necessários na linha de transmissão de energia e restabelecer o fornecimento externo de energia à usina nuclear de Zaporíjia”, confirmou a agência da ONU em uma mensagem nas redes sociais.

A agência explicou que, em meio à troca de tiros entre as forças russas e ucranianas, "a usina perdeu a conexão com sua única linha de energia restante - a Ferosplavna-1 de 330 quilovolts - em 20 de agosto", o que nas últimas semanas obrigou a usina a depender de geradores a diesel de emergência para manter o resfriamento de seus seis reatores e das piscinas onde o combustível usado é armazenado.

“A usina está ficando sem reservas de diesel e corre o risco de um apagão total em poucos dias, a menos que o fornecimento de energia externa seja restabelecido ou que mais reservas de combustível possam ser transportadas para a instalação, localizada em uma zona de guerra ativa”, alertou a AIEA, acrescentando que técnicos ucranianos começariam os reparos na linha de energia ainda naquele dia, “assim que a área fosse desminada”.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou que Moscou e Kiev têm colaborado “construtivamente” para fortalecer a segurança nuclear. Ele também explicou que uma equipe da AIEA estará no local para monitorar os trabalhos durante o cessar-fogo, o sétimo desse tipo em torno da usina, com o objetivo de minimizar o risco de um acidente nuclear.


Leia Também: Ucrânia: 4 mortos em ataque contra empresa industrial em Dnipropetrovsk

Um ataque russo com mísseis contra uma empresa industrial em Kamianske, na região ucraniana de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país, causou quatro mortos e cinco feridos, segundo o chefe da Administração Militar da região, Oleksandr Ganzha.

Media do Irão noticia explosões perto da Ilha de Kharg... Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje "várias explosões" ouvidas perto da ilha de Kharg, onde se situa o principal terminal petrolífero do país, quando as hostilidades contra os Estados Unidos voltaram a escalar.

© Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2024    LUSA   05/09/2026 

A agência de notícias Fars noticiou que não havia fumo visível após as explosões, enquanto a agência de notícias local SNN noticiou que "um petroleiro iraniano foi alvo dos Estados Unidos" perto da ilha.

Até ao momento, nem as autoridades iranianas nem as norte-americanas comentaram o incidente.

Os confrontos entre os dois lados recomeçaram no domingo com ataques dos EUA contra o Irão, quando o conflito entra no seu sétimo mês. Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.

O Irão anunciou na quinta-feira que as suas forças armadas atacaram bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingança por um ataque com míssil que atingiu uma festa de casamento, que foi atribuído aos Estados Unidos.


Leia Também: Trump desvaloriza guerra com Irão: "Para nós é uma coisa pequena"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou hoje que a guerra contra o Irão é uma "coisa pequena" para os Estados Unidos, apesar de se prolongar há mais de seis meses e das baixas provocadas nas forças armadas...           "Muitas pessoas não lhe chamam guerra. Eu digo que é um conflito militar, porque para nós é uma coisa pequena. Não é grande coisa", comentou, referindo-se a uma intensidade "intermitente" nos combates.



Leia Também: Sobe para 1.344 número de mortos pelas cheias de agosto no Nepal

O número de mortos devido às inundações devastadoras no Nepal aumentou para 1.344 e o de desaparecidos situa-se em 4.886, prosseguindo as operações de busca e salvamento nas zonas afetadas, aponta hoje o último balanço das autoridades.

UNIÃO EUROPEIA: Cinco países da UE estão preparando centros em países terceiros para deportar migrantes a partir de 2027... Alemanha, Áustria, Dinamarca, Grécia e Holanda concordaram com um modelo comum para "centros de retorno" destinados à transferência de estrangeiros sem direito de permanência na UE para fora do país. Os governos pretendem finalizar um acordo inicial com um país parceiro até o final deste ano e iniciar as transferências em 2027.

POR AGÊNCIAS/DEMOCRATAS   5 DE SETEMBRO DE 2026

Cinco países da União Europeia deram mais um passo rumo à  terceirização de parte de sua política de deportação . Alemanha, Áustria, Dinamarca, Grécia e Holanda concordaram nesta sexta-feira, em Copenhague, com um modelo comum para a criação de  centros de retorno  em países terceiros. Essas instalações poderiam abrigar migrantes em situação irregular na UE que receberam ordem de retorno. O objetivo declarado do grupo é chegar a um acordo ainda este ano com pelo menos um Estado disposto a sediar esses centros e estar em condições de realizar  as primeiras transferências em 2027.

Por enquanto, os cinco governos  não revelaram com quais países estão negociando , embora diversas reportagens apontem Ruanda e Uganda entre os possíveis candidatos. O Ministro da Imigração e Integração da Dinamarca, Morten Bødskov, afirmou após a reunião que as conversas estão em estágio avançado e indicou que esperam chegar a um entendimento comum com um país parceiro por volta do Ano Novo. O grupo se reunirá novamente no final de setembro em Munique para continuar aprimorando o projeto.

Um novo instrumento para efetuar expulsões

A iniciativa visa especificamente  cidadãos de países terceiros que não têm o direito de permanecer na União , incluindo requerentes de asilo cujos pedidos foram rejeitados e cuja deportação para o seu país de origem não pode ser efetuada de imediato. Esses migrantes podem ser enviados para um país terceiro que tenha concordado em recebê-los mediante um acordo prévio com o país europeu responsável pelo seu retorno. Portanto, o objetivo não é transferir para fora da UE qualquer requerente de asilo que chegue à Europa, mas sim aplicar o mecanismo a indivíduos para os quais já tenha sido emitida uma decisão de retorno.

Os cinco governos sustentam que esses centros aumentariam a baixa porcentagem de ordens de retorno que são efetivamente cumpridas e, ao mesmo tempo, enviariam uma mensagem dissuasora contra a imigração irregular. A Áustria chegou a estabelecer como objetivo político a redução drástica das chegadas irregulares, enquanto a Dinamarca insiste que os futuros centros  não devem funcionar como prisões , mas sim como instalações a partir das quais os afetados possam posteriormente retornar aos seus países de origem ou reconstruir suas vidas no Estado parceiro.

Bruxelas abre as portas para 'polos de retorno'

O projeto ganhou viabilidade após o Parlamento Europeu aprovar a reforma do sistema de retorno da UE em 17 de junho, com  418 votos a favor, 218 contra e 30 abstenções . O novo quadro permite expressamente que um Estado-Membro celebre acordos com países terceiros para transferir indivíduos sujeitos a uma ordem de retorno, desde que o país de acolhimento respeite os direitos humanos, o direito internacional e o princípio da não repulsão. A reforma inclui também maiores obrigações de cooperação para indivíduos sujeitos a processos de deportação e amplia os motivos de detenção quando existe risco de fuga ou falta de cooperação.

O regulamento estabelece salvaguardas importantes:  menores não acompanhados estão excluídos dos centros de retorno , embora o mecanismo possa ser estendido a famílias com crianças. Os Estados-Membros também terão de informar a Comissão Europeia e outros parceiros da UE sobre os acordos assinados com países terceiros antes de os implementarem.

Dúvidas sobre direitos humanos e eficácia.

O projeto, no entanto, enfrenta importantes questões legais e práticas. O Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O'Flaherty, alertou diretamente os cinco governos em julho de que os centros poderiam gerar  "riscos consideráveis ​​aos direitos humanos"  e solicitou avaliações de risco prévias, monitoramento independente permanente, cláusulas juridicamente vinculativas e mecanismos para suspender os acordos quando as salvaguardas necessárias não forem respeitadas.

Existem também dúvidas sobre a sua real eficácia. Um relatório do serviço de investigação do Parlamento Europeu salienta que experiências semelhantes fora da UE resultaram em  custos elevados, dificuldades legais e um número limitado de pessoas efetivamente realocadas . A Itália já tem um precedente com as suas instalações na Albânia, enquanto outras tentativas de externalização encontraram obstáculos legais, políticos e económicos nos últimos anos.

Apesar dessas reservas, o acordo entre Berlim, Viena, Copenhague, Atenas e Haia demonstra o quanto  a terceirização das deportações passou de uma proposta controversa a um pilar da nova política migratória europeia . O próximo passo será encontrar um terceiro país disposto a receber os deportados e determinar quem assumirá sua custódia, sustento e eventual transferência subsequente; essas questões determinarão se os primeiros centros poderão de fato entrar em operação até 2027 ou se o projeto enfrentará novamente os problemas legais e logísticos que prejudicaram iniciativas anteriores.


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Alguns estiveram casados apenas um mês e meio, outros conseguiram passar o meio ano e há ainda aqueles para quem um ano de matrimónio foi suficiente para perceber que o melhor era o divórcio...          Alguns estiveram casados apenas um mês e meio, outros conseguiram passar o meio ano e há ainda aqueles para quem um ano de matrimónio foi suficiente para perceber que o melhor era o divórcio.

Humorista enfrenta 10 anos de prisão por insultar Presidente da Turquia... A justiça turca acusou um humorista por insultos dirigidos ao Presidente Recep Tayyip Erdogan, após um espetáculo de stand-up satírico em junho, acusação que pode resultar em vários anos de prisão.

© Yasin AKGUL / AFP via Getty Images    LUSA   05/09/2026 

Inicialmente processado por "insultar o Islão" e preso em julho, Deniz Goktas, de 32 anos, foi libertado em 28 de agosto por um tribunal, para ser novamente detido no mesmo dia, sem que lhe fosse permitido sair da cela, noticiou a comunicação social turca citada pela agência France-Presse (AFP).

A acusação desta vez é de "apologia a um crime", de acordo com uma cópia da acusação datada de 03 de setembro, consultada na sexta-feira pela AFP.

Em ambos os casos, as acusações baseiam-se em comentários feitos em palco por este comediante, cujos espetáculos atraíram dezenas de milhares de espetadores e geraram nove milhões de visualizações na rede social YouTube.

A sua detenção é a mais recente de uma ampla repressão contra qualquer pessoa considerada crítica ao governo islamista-conservador da Turquia ou aos seus valores.

Esta repressão já levou à detenção de centenas de políticos, artistas, músicos e jornalistas, entre outros.

A primeira audiência está marcada para 28 de setembro. Os meios de comunicação turcos estimam que o humorista possa ser condenado até dez anos de prisão.

A acusação alega que algumas das declarações de Goktas "ultrapassaram os limites da crítica e provavelmente prejudicaram a honra, a dignidade e a reputação do presidente perante a sociedade".

Deniz Goktas, que afirmou estar de férias no estrangeiro quando a investigação começou, foi detido no aeroporto quando regressava à Turquia, em 02 de julho.

Segundo os meios de comunicação social turcos, o humorista nascido em Ancara iniciou a sua carreira num teatro de Istambul em 2019. Desde então, tem atuado em vários locais da Europa e dos Estados Unidos.

Dezenas de milhares de pessoas foram processadas na Turquia nos últimos anos, principalmente por "insultar o presidente", por vezes por publicações nas redes sociais datadas de há vários anos.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Comunicado da Presidente da Comissão da União Africana sobre a Adoção da Resolução “Corrigir o Mapa”

União Africana   4 de setembro de 2026

O Presidente da Comissão da União Africana, Sua Excelência Mahmoud Ali Youssouf, congratula-se com a adoção, hoje pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da resolução defendida pela República do Togo em nome do Grupo Africano, que apela a uma representação cartográfica mais justa e precisa de África e de outras regiões do mundo.

O Presidente elogia particularmente a liderança da República do Togo e o empenho do Presidente do Conselho, Sua Excelência Faure Essozimna Gnassingbé, sob cuja liderança o Togo defendeu esta iniciativa em nome de África e ajudou a mobilizar um amplo apoio na comunidade internacional. Felicita também os Estados-Membros da União Africana e o Grupo Africano em Nova Iorque pela sua unidade e mobilização coletiva em apoio a esta iniciativa.

A adoção desta resolução representa um importante passo em frente. Concebida no século XVI, principalmente para fins de navegação, a projeção de Mercator não reflete com precisão as áreas relativas das diferentes regiões do mundo e subestima significativamente a verdadeira dimensão do continente africano.

Para além da cartografia, esta iniciativa sublinha a importância de representar África com base em realidades objetivas e cientificamente comprovadas. A este respeito, a Presidente incentiva as instituições internacionais, os sistemas educativos, as editoras e as plataformas digitais a promoverem progressivamente a utilização de representações cartográficas que reflitam com maior precisão as áreas territoriais reais.

A Comissão da União Africana continuará a trabalhar com o Togo, os Estados-Membros e os parceiros relevantes para apoiar os esforços rumo à implementação desta iniciativa.

A África deve ser representada como realmente é: em suas verdadeiras dimensões e no lugar que lhe cabe no mundo.

ONU aprova alteração dos mapas para melhor refletir dimensão de África... A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução, apresentada pelo Togo e apoiada pela União Africana (UA), que promove uma representação mais precisa nos mapas das áreas terrestres dos continentes, nomeadamente de África.

©tvi.iol.pt   LUSA    04/09/2026 

A resolução, intitulada "Corrigir o Mapa", foi aprovada com 164 votos a favor, um contra (Estados Unidos) e seis abstenções: Estónia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia.

Os defensores da resolução argumentam que a projeção de Mercator, desenvolvida no século XVI pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator e usada até hoje, faz com que a África pareça muito menor do que realmente é, ao mesmo tempo que exagera visualmente as regiões próximas aos polos.

Isso faz com que a Gronelândia e a África pareçam ter tamanhos semelhantes nos mapas, quando na realidade o continente africano é cerca de 14 vezes maior.

A resolução defende o abandono do uso da projeção cartográfica de Mercator e a sua substituição por uma que mostre com mais precisão o tamanho de continentes, incentivando os Estados-membros, organizações internacionais e outras entidades relevantes a adotarem a projeção Equal Earth, que mostra países e continentes em tamanhos proporcionais.

Antes da votação, o Togo indicou que a persistência destas distorções nos mapas provocou, ao longo do tempo, consequências significativas.

"Contribuiu para minimizar simbolicamente a dimensão de África, assim como de outras regiões, o que criou uma visão desequilibrada da geografia global. Portanto, (...) vai muito para além da esfera da cartografia", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey.

"Tem a ver com a justiça cognitiva, com o acesso a um conhecimento geográfico preciso, a dignidade dos povos, a memória histórica e a luta contra as representações que herdamos e que influenciam a nossa perceção", acrescentou, em Nova Iorque.

Caso a modificação seja efetivamente aplicada, França, Estados Unidos e Rússia ficariam consideravelmente menores nos mapas, enquanto África, América Latina e Sul da Ásia ganhariam espaço.

"Esta iniciativa marca um passo histórico para uma representação cartográfica global precisa e equitativa", celebrou a União Africana após a votação, numa publicação feita na rede social Instagram.

"A resolução de hoje promove mapas de áreas iguais, como o Equal Earth, nas salas de aula, nos meios de comunicação social e nas instituições internacionais, garantindo que o mapa-mundo reflete finalmente a verdadeira escala, importância e lugar de África no mundo", acrescentou.

Como as resoluções da Assembleia-Geral da ONU não têm força jurídica obrigatória (ao contrário das decisões do Conselho de Segurança), a aplicação depende da vontade política dos Estados-membros e das próprias organizações internacionais.

Os Estados Unidos, único país a votar contra a resolução, criticaram duramente a resolução, considerando que "ridiculariza o trabalho e o propósito" da ONU.

"Embora esta iniciativa seja apresentada como um esforço inócuo para atualizar as proporções cartográficas, os Estados Unidos percebem claramente que não pode ser separada do projeto ideológico muito maior e mais radical a que pertence", argumentou Washington antes da votação.

"Em vez de se concentrar em problemas genuínos de paz internacional, prosperidade ou boas relações, este organismo está a debater projetos cartográficos do século XVI e o seu papel na promoção de reparações e justiça cognitiva. Resoluções como esta e a agenda ideológica que promovem são (...) a razão pela qual esta instituição está a perder a sua credibilidade", acrescentou a diplomata norte-americana.

A posição de Washington surge na mesma semana em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, propôs renomear o estreito de Ormuz como "estreito Trump" e poucos dias após ter assinado uma ordem executiva para mudar o nome do lago Ontário, localizado na fronteira canadiana, para "lago América".

No ano passado, Trump ordenou que o Golfo do México fosse renomeado "Golfo da América" e tanto as gigantes tecnológicas Apple como a Google atualizaram o nome nos seus mapas nos EUA.


GUINÉ-BISSAU: ‎🇬🇼𝗢𝗙𝗜𝗖𝗜𝗔𝗟 𝗗𝗔𝗦 𝗙𝗢𝗥Ç𝗔𝗦 𝗔𝗥𝗠𝗔𝗗𝗔𝗦 𝗗𝗜𝗭 𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗢𝗠𝗜𝗡𝗚𝗢𝗦 𝗦𝗜𝗠Õ𝗘𝗦 𝗣𝗘𝗥𝗘𝗜𝗥𝗔 “𝗡𝗨𝗡𝗖𝗔 𝗩𝗔𝗜 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗘𝗚𝗨𝗜𝗥” 𝗚𝗢𝗩𝗘𝗥𝗡𝗔𝗥 𝗦𝗘𝗠 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢 𝗗𝗢𝗦 𝗠𝗜𝗟𝗜𝗧𝗔𝗥𝗘𝗦.

Rádio Voz da Guiné   4/09/2026

Um oficial das Forças Armadas da Guiné-Bissau considera que a relação de Domingos Simões Pereira com os militares e a atuação de alguns dos seus apoiantes nas redes sociais podem constituir obstáculos às suas ambições políticas.

‎‎As declarações foram proferidas esta semana, em Bissau, sob anonimato durante uma conversa informal. 

‎‎Apesar de reconhecer a popularidade do líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) junto de uma parte da população guineense, o militar considera que Domingos Simões Pereira comete um erro ao procurar manter as Forças Armadas afastadas da esfera do poder.

‎“Na África e não só, não pode governar sem apoio ou suporte das Forças Armadas.”

‎‎Na avaliação do oficial, as Forças Armadas continuam a desempenhar, em vários países africanos, um papel determinante nas disputas e na sustentação do poder político.

‎“Querendo governar um país e colocando estes nos seus respectivos cantos, esquece.”

‎‎O oficial criticou igualmente a atuação de alguns ativistas ligados a Domingos Simões Pereira nas redes sociais.

‎‎Para o militar, apesar da crescente influência das redes sociais na mobilização política e na formação da opinião pública, algumas intervenções de apoiantes do líder do PAIGC acabam por produzir efeitos negativos para a sua imagem política.

‎“Ele tem bastantes ativistas que têm prejudicado ele pensando que estão a ajudá-lo.”

‎‎Na opinião deste responsável militar, Domingos Simões Pereira deveria reunir-se com esses apoiantes e estabelecer uma estratégia mais clara para a comunicação política nas redes sociais.

‎“No fim de tudo, é ele quem sai prejudicado com a atuação destes.”

‎‎Durante a conversa, o oficial referiu-se também ao processo do referendo constitucional realizado na Guiné-Bissau no domingo, 30 de agosto de 2026.

‎‎Num tom irónico, questionou:

‎“A nossa Constituição passou ou não passou? Nós sabíamos que ia passar.”

‎A declaração ocorre num contexto de forte controvérsia política em torno do referendo. Setores da oposição classificaram o processo como um “fracasso total” e defenderam que a abstenção teria ultrapassado os 90%, interpretando a ausência às urnas como uma rejeição ao regime militar.

‎‎Os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), entretanto, apontaram para a vitória do “sim”. Segundo os dados provisórios, o “sim” obteve 383.117 votos, correspondentes a 70%, contra 160.904 votos do “não”. A CNE indicou ainda uma participação de 572.714 eleitores, num universo de 914.428 inscritos.

‎‎O referendo incidiu sobre alterações constitucionais que reforçam os poderes do Presidente da República e reduzem a composição parlamentar, entre outras mudanças.

‎‎Na mesma ocasião, o oficial revelou que pretende entrar na política depois de deixar as Forças Armadas.

‎“Eu, quando for para a reforma, vou também fazer política, porque tenho a minha formação superior e posso ser um excelente político.”

‎‎Ao analisar a atual conjuntura política, considerou que o país atravessa uma situação complexa e atribuiu parte dos problemas nacionais àquilo que classificou como “ambiguidade dos homens”.

‎‎Apesar de reconhecer a popularidade de Domingos Simões Pereira, o militar não demonstrou confiança numa eventual chegada do líder do PAIGC à Presidência da República.

‎‎Paralelamente às declarações do oficial, continuam a registar-se movimentações no interior de diferentes formações políticas guineenses, num momento em que o país se aproxima das eleições gerais previstas para dezembro.

‎‎O Presidente da República de Transição, Horta Inta-A, fixou 6 de dezembro de 2026 como data para a realização das eleições presidenciais e legislativas, através do Decreto Presidencial n.º 02/2026.

‎‎Uma suposta carta, datada de 28 de agosto e que circula nas redes sociais, indica que Ilídio Vieira Té, atual primeiro-ministro de transição e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), terá apresentado a sua renúncia “irrevogável e imediata” à militância da formação política.

‎‎Na alegada missiva, Ilídio Vieira Té afirma que foram anos de “entrega, participação ativa e de contribuição institucional”, mas considera ter chegado o momento de encerrar esse ciclo, em coerência com as suas convicções pessoais.

‎‎Também circulam informações segundo as quais Ilídio Vieira Té estaria a ponderar a criação de uma nova formação política, alegadamente denominada Partido Popular Guineense (PPG). 

‎A mesma onda de movimentações envolve, segundo declarações e documentos que circulam nas redes sociais, Uffé Vieira, que exercia o cargo de presidente da Juventude do PRS.

‎‎Na declaração que lhe é atribuída, Uffé Vieira afirma ter tomado a decisão “com serenidade e respeito”, reconhecendo o período vivido, as experiências adquiridas e as oportunidades obtidas ao longo da sua trajetória política.

‎Também são apontadas como tendo deixado a formação política Abulai Dafé e Farid Michel Tavares Fadul, associados ao PRS da ala liderada por Félix Nandunguê.

‎‎No Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), liderado pelo antigo ministro do Interior Botche Candé, também foi anunciada uma saída.

‎‎O deputado Ba Seco Cassamá, conhecido por Baiseck Cassamá, terá renunciado à militância no PTG.

‎Na declaração que circula nas redes sociais, o deputado afirma que a decisão resulta de uma reflexão pessoal, tomada “com serenidade e sentido de responsabilidade”, tendo em consideração o seu percurso pessoal e profissional e as suas perspetivas para o futuro.

‎‎Com as eleições presidenciais e legislativas previstas para 6 de dezembro, o cenário político guineense começa a registar novos alinhamentos, possíveis desfiliações e movimentações internas nos partidos.

‎‎As declarações do oficial das Forças Armadas acrescentam outro elemento ao debate, ao colocar em discussão a relação entre os partidos políticos, as Forças Armadas e o processo democrático.

‎‎𝗣𝗼𝗿: 𝗥á𝗱𝗶𝗼 𝗩𝗼𝘇 𝗱𝗮 𝗚𝘂𝗶𝗻é  

‎𝗥𝗘𝗗𝗔ÇÃ𝗢 𝗖𝗘𝗡𝗧𝗥𝗔𝗟

‎𝗣𝗨𝗕𝗟𝗜𝗖𝗔𝗗𝗢 𝗘𝗠: [𝟬4-𝟬𝟵-𝟮𝟲]

NOMEAÇÃO A NÍVEL DA JUVENTUDE DO PRS... DR. EDIMILSON ALBERTO NAMBEIA, nomeado Presidente da Juventude do PRS, em substituição de Dr. UFFÉ VIEIRA GOMES.

  𝐂𝐚𝐧𝐚𝐥 𝐏𝐑𝐒-𝐓𝐕   Bissau, 04/09/2026

A DIREÇÃO DA COMUNICAÇÃO E IMAGEM DO PRS


Leia Também: GUINÉ-BISSAU: ILÍDIO VIEIRA TÉ APRESENTA RENÚNCIA IRREVOGÁVEL À MILITÂNCIA DO PRS

O Presidente do Conselho Nacional de Jurisdição do Partido da Renovação Social (PRS), Ilídio Vieira Té, apresentou a sua renúncia irrevogável e imediata à militância e ao exercício de qualquer responsabilidade partidária vinculada ao partido.

PORTO: Transportes gratuitos no Porto já chegaram a mais de 100 mil pessoas... Mais de 100 mil pessoas já aderiram ao passe de transportes públicos gratuitos no cartão municipal Porto., disse hoje aos jornalistas o presidente da Câmara portuense, Pedro Duarte, sobre a medida tomada em 10 de julho.

© Getty Images     LUSA   04/09/2026 

"Nós temos hoje em dia mais de 100 mil cartões Porto. que estão já distribuídos e, portanto, acho que isso enche-nos, por um lado, de orgulho, mas também de responsabilidade, porque agora os transportes públicos têm de responder àquilo que, de facto, é um sinal que a cidade foi dando também a nós próprios na Câmara Municipal", disse hoje aos jornalistas Pedro Duarte.

O autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL falava aos jornalistas sobre a gratuitidade dos transportes públicos, medida do seu programa eleitoral implementada em 10 de julho, após ter viajado no elétrico 22 da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), entre o Carmo e a Batalha, que retomou o serviço em 01 de agosto.

Segundo Pedro Duarte, entre as 100 mil pessoas que utilizam os transportes gratuitos no Porto, cerca de "50 mil já utilizavam o passe" Andante, mas há "outros 50 mil que são novas adesões ao cartão".

Voltando a responder acerca da pressão criada noutros municípios que não têm a mesma capacidade financeira que o Porto para implementar esta medida, Pedro Duarte disse compreender que "do ponto de vista político, não é muitas vezes simpático e não é fácil de gerir".

"Tenho mostrado disponibilidade para trabalhar com eles [outros autarcas], para caminharmos naquilo que eu acho que um dia virá a acontecer, que é toda a área metropolitana aderir a uma medida desta natureza", vaticinou.

O autarca insistiu no "efeito social muito importante da medida, porque ajuda muito as famílias", mas falou também num "efeito na mudança de paradigma de mobilidade, que é muito importante".

"Isso vai sentir-se provavelmente a médio e longo prazo. Portanto, eu não estou à espera que haja uma grande transferência modal no curto prazo. É bom que coloquemos as expectativas no lugar certo. Mas eu acho que nós, dentro de quatro, cinco, seis anos, vamos olhar para trás e vamos perceber que a relação dos cidadãos com o transporte público mudou", antecipou.

Para Pedro Duarte, isso é importante para as pessoas quebrarem algumas barreiras e começarem a colocar em primeiro lugar o transporte público e utilizarem o transporte individual apenas quando é essencial ou é inevitável a sua utilização, havendo casos "em que isso vai continuar a acontecer".

Em 15 de julho, cinco dias depois da implementação dos transportes públicos gratuitos, o município contava 30 mil adesões no cartão Porto.

Desde 10 de julho, formaram-se longas filas à porta do Gabinete do Munícipe para aderir à gratuitidade, com a autarquia a apelar ao uso dos meios 'online'.

Os transportes públicos para quem tem morada fiscal no Porto são gratuitos desde 10 de julho e desde que o residente detenha o Cartão Porto.

Os beneficiários podem viajar por toda a Área Metropolitana do Porto (AMP) de forma gratuita nos diferentes modos de transporte: autocarros (STCP e Unir), elétrico, metro, comboios e barco.

Os estudantes que residam no Porto, ainda que com morada fiscal noutra localidade, podem pedir também o Cartão Porto.

Além do Gabinete do Munícipe, a adesão ao cartão municipal pode ser feita 'online' (https://cartao.porto.pt/) e noutros locais.

No 'site' do cartão municipal, basta clicar no botão "Aderir" no topo da página e fazer o seu registo.

GUINÉ-BISSAU: FALTA DE RADIOGRAFIA NAS REGIÕES CONTINUA A DIFICULTAR DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS NA GUINÉ-BISSAU

 Rádio Sol Mansi  04/09/2026  

A ausência de equipamentos de radiografia nas estruturas sanitárias regionais há mais de uma década continua a limitar o diagnóstico de pacientes na Guiné-Bissau, situação que tem levado várias pessoas a procurar tratamento médico no estrangeiro.

A revelação foi feita esta sexta-feira, durante o ato de entrega, pela primeira vez, de carteiras profissionais a 65 técnicos de imagiologia de todo o país.

Em representação da Organização Mundial da Saúde, Walter Molombo afirmou que a OMS, em colaboração com o Governo guineense, está a trabalhar para minimizar as dificuldades existentes no setor de imagiologia.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Profissionais de Imagiologia da Guiné-Bissau, Benigno Soares, denuncia as enormes dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área.

Entre os principais problemas, destaca a falta de aparelhos de dosimetria, utilizados para controlar a quantidade de radiação a que os técnicos estão expostos durante o exercício das suas funções.

A Associação dos Profissionais de Imagiologia da Guiné-Bissau apela ainda aos diretores dos hospitais para exigirem que os técnicos da área estejam devidamente habilitados e munidos da respetiva carteira profissional.