segunda-feira, 7 de setembro de 2026

França considera vitória da extrema-direita na Alemanha "momento grave"... O Governo da França considerou no domingo que o triunfo eleitoral do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na região da Saxónia-Anhalt é um "momento grave na Europa" e apelou a que não se esqueça a história.

© Magali Cohen / Hans Lucas / AFP via Getty Images    LUSA   07/09/2026 

"Devemos ouvir com humildade as indignações, as preocupações e os receios, e dar-lhes resposta. Mas o nacionalismo e a xenofobia nunca serão uma solução. Não devemos nunca deixar de defender os nossos valores democráticos e o projeto europeu", expressou o ministro delegado da Europa, Benjamin Haddad, a primeira personalidade do Governo francês a manifestar-se.

Numa mensagem na rede social X, Benjamin Haddad acrescenta: "Não podemos esquecer a nossa história. Esse é o sentido das decisões de França e da Alemanha".

Em França, o avanço da extrema-direita também é uma realidade, dado que as sondagens põem Marine Le Pen como favorita para as eleições presidenciais de 2027, que se realizarão a 18 de abril e 2 de maio.

O partido de extrema-direita AfD venceu este domingo as eleições na região oriental da Saxónia-Anhalt, ao obter entre 44,3% e 44,4% dos votos, segundo as primeiras projeções, que o colocam às portas da maioria absoluta e, por conseguinte, do primeiro Governo regional de uma força de extrema-direita no país centro-europeu.

Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, a AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF.

A extrema-direita deverá conquistar 39 lugares, menos três do que a maioria absoluta, no parlamento regional, abrindo caminho a um período de negociações.

Para alcançar esse objetivo, terá de atrair elementos de outros partidos, como a CDU, ou formar uma aliança temporária com o movimento de esquerda pró-Rússia BSW, por exemplo, que, segundo a ZDF e a ARD, tem quatro assentos parlamentares e está aberto a negociar caso a caso.

Os sociais-democratas (SPD), o partido de esquerda radical Die Linke e os Verdes têm até agora todos cerca de 9% - uma percentagem demasiado baixa para impedir que o AfD governe.

Nenhuma região alemã foi governada pela extrema-direita desde 1945.


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Com quase 44% dos votos na Saxónia-Anhalt nas eleições regionais, um dos seus bastiões na antiga Alemanha de Leste, o partido de extrema-direita AfD está muito à frente da CDU, que obteve 17,5%, segundo os resultados preliminares divulgados pelas estações de televisão públicas ARD e ZDF...



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