sexta-feira, 31 de julho de 2026

Israel duvida que Hamas se desarme, mas compromete-se com acordo... O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, manifestou hoje ceticismo sobre o desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas em Gaza, mas assegurou o "compromisso" do seu país com o acordo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

© Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images     Por  LUSA    31/07/2026 

"Ninguém confia numa organização terrorista. É preciso verificar o que fazem, não o que dizem. Mas estamos comprometidos com o plano", declarou Danon em entrevista à CNN. 

O embaixador israelita afirmou ter informações de que o Hamas está "a considerar a ideia de transferir armas de um depósito para outro".

"Isto não é desarmamento (...). O desarmar significa retirar completamente as armas da Faixa de Gaza, para que o Hamas nunca mais tenha a capacidade de tocar nessas armas", acrescentou.

Questionado sobre a condição imposta pelo movimento palestiniano, de que Israel retirasse as suas tropas para a fronteira demarcada pela ONU antes do desarmamento, Danon sugeriu que estas são questões que "podem ser discutidas e resolvidas".

No entanto, reiterou a falta de confiança de Israel no Hamas: "Se estão a jogar sujo e a oferecer soluções superficiais, isso não vai funcionar para nós".

Danon afastou a ideia de que Trump devesse preparar-se para uma resposta israelita que frustrasse os seus planos.

"Se realmente [o Hamas] concordar e estiver disposto a entregar as armas, veremos progressos. Mas se for apenas um jogo, teremos de voltar à mesa das negociações", concluiu.

Enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silêncio, Trump afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza.

Questionado pelos jornalistas durante uma reunião com membros da sua administração se tinha garantias de que o executivo israelita concordava com o acordo, Trump respondeu: "Sim, temos um entendimento com Israel. Israel está muito satisfeito com isso".

Anteriormente, um alto membro da administração de Washington disse à imprensa norte-americana que Donald Trump ficará "muito, muito desapontado" se Israel não cumprir a sua parte do acordo de paz na Faixa de Gaza.

"Não estamos a pedir mais nada a Israel para além de que aceite o plano de 20 pontos que inicialmente endossaram. Por isso estamos totalmente confiantes de que o respeitarão. Se não o fizerem, obviamente o Presidente Trump ficaria muito, muito desapontado", afirmou o responsável.

O líder norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas, mas Netanyahu, que se encontrou com Trump esta semana na Casa Branca, ainda não se pronunciou, entre divergências já conhecidas sobre a interpretação do entendimento.

Nas suas declarações hoje à imprensa em Camp David, nos arredores de Washington, o político republicano não deu detalhes quando questionado se os israelitas precisam concluir a sua retirada do enclave palestiniano antes do desarmamento do Hamas, ou o inverso, insistindo que o acordo é um "grande avanço" para a paz na Faixa de Gaza.

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa israelita, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual 'linha amarela' sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo, firmado em 10 de outubro de 2025, e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

No primeiro pronunciamento de um membro do Governo israelita, o ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou, pelo seu lado, que o acordo é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território palestiniano.

Para o político de extrema-direita, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

O roteiro para a cessação das hostilidades inclui a eliminação progressiva das capacidades militares do Hamas, o desmantelamento de túneis no território e arsenais de armas e um sistema de monitorização internacional durante o processo.

O documento estabelece ainda que a primeira condição para o progresso será a cessação completa das operações militares e o cumprimento das obrigações estipuladas no acordo de cessar-fogo, além de contemplar uma retirada gradual das forças israelitas.

O Conselho da Paz, órgão criado por Trump no seu plano para a Faixa de Gaza aceite pelas Nações Unidas, publicou hoje os pontos deste roteiro na rede social X, advertindo que Israel deve "cumprir sem demora os compromissos pendentes do Protocolo de Sharm el-Sheikh, particularmente a cessação das operações militares", tal como o Hamas.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Trump alega que Israel está "muito satisfeito" com acordo em Gaza

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que Israel está "muito satisfeito" com o acordo para "o desarmamento total" do grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, permanece em silencio.

Trump acusa Teerão de mentir a avisa que está a "perder a fé" no diálogo

Por   dnoticias.pt  31 jul 2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou hoje os negociadores iranianos de mentirem e disse que está "a perder a fé" nas conversações para pôr fim ao conflito com a República Islâmica.

"Estou a perder a fé neles porque mentem", disse o líder da Casa Branca aos jornalistas durante uma reunião com a sua administração realizada no retiro presidencial de Camp David, nos arredores de Washington.

Trump alegou que as forças iranianas "dispararam cinco mísseis", depois de os Estados Unidos terem interrompido os seus ataques na última semana para abrir espaço às negociações.

"Intercetámo-los, mas estávamos no meio das negociações", condenou.

O Presidente norte-americano insistiu que "os iranianos querem sempre conversar, mas quebram a sua palavra com demasiada frequência", embora os seus enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, bem como o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, continuem envolvidos nas negociações.

Após cinco meses de conflito, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a guerra voltou a intensificar-se nas últimas semanas com o colapso do cessar-fogo assinado em junho.

Há meses que Trump procura um acordo com Teerão para pôr fim a uma guerra impopular entre o eleitorado norte-americano e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos.

Se as negociações falharem, o líder dos Estados Unidos tem insistido na ameaça de que os ataques aéreos serão retomados, depois de terem sido interrompidos na semana passada, ao fim de 13 dias consecutivos. 

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano.

No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano. 

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, informa os funcionários e agentes da Administração Pública, os trabalhadores e empregadores do setor privado, bem como o público em geral, que segunda-feira, dia 3 de Agosto, é dia normal de trabalho em todo o território nacional, como pode ver no comunicado.

Por  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

Seguranças da Presidência recuperam cidadão alegadamente raptado em Bandim

O cidadão Amadu Baldé, alegadamente raptado na tarde desta sexta-feira no Mercado de Bandim, em Bissau, foi recuperado pelas forças de segurança da Presidência da República.

Segundo informações, os indivíduos desconhecidos que transportavam a vítima colocaram-se em fuga, enquanto Amadu Baldé foi encontrado sã e salvo e encontra-se neste momento nas instalações do Palácio da República.

Por Radio TV Bantaba

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 ... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

Por  PAIGC 2023 

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online nos dias 24 de julho e 31 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, com especial destaque para os seguintes pontos:

a) Situação judicial do Presidente do Partido;

b) Decisões da última Cimeira da CEDEAO;

c) Preparativos para o XI Congresso do PAIGC.

Relativamente à situação judicial do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, o Coordenador do seu Coletivo de Advogados, camarada Mário Lino da Veiga, explicou os desenvolvimentos recentes do processo, designadamente a suspensão da prisão preventiva, que permitiu a sua deslocação a Lisboa, no passado dia 23 de julho, bem como as diligências em curso para o pleno restabelecimento da sua liberdade.

A Comissão Permanente tomou conhecimento do Acórdão da Câmara Crime do Supremo Tribunal de Justiça, que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade insanável de todos os atos por este praticados no processo do camarada Domingos Simões Pereira. Esta decisão confirma o que já era do conhecimento geral: a farsa judicial montada para tentar encobrir a perseguição política movida contra o Presidente do PAIGC.

No que concerne à última Cimeira da CEDEAO, realizada em Lungi, a 19 de julho de 2026, a Comissão Permanente tomou nota do Comunicado Final relativo à Guiné-Bissau e foi informada da posição do PAIGC expressa, designadamente, no Comunicado Conjunto PAI-TR e API-CG, de 22 de julho de 2026, no qual se condena a posição da CEDEAO que, ao normalizar o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025  e a transição militar em curso, se afastou das decisões da Cimeira de Abuja, de dezembro de 2025. A Comissão Permanente tomou nota, igualmente, da designação do Senegal como mediador da crise política na Guiné-Bissau.

Por fim, no âmbito dos preparativos do XI Congresso do Partido, a Comissão Permanente apreciou os avanços registados e incentivou a Comissão Nacional Preparatória a prosseguir os trabalhos, com vista a criar as condições necessárias para o êxito deste importante evento.

Após ampla discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Saudar a suspensão, por motivos médicos, da prisão preventiva do Presidente do PAIGC, camarada Domingos Simões Pereira, e manifestar o seu reconhecimento a todas as entidades nacionais e internacionais que contribuíram para a sua liberdade condicional;

2. Agradecer ao Governo Português pela decisão de acolher o camarada Domingos Simões Pereira e de lhe garantir as condições necessárias para um acompanhamento médico adequado;

3. Congratular-se com o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que declarou a incompetência do Tribunal Militar Superior e a nulidade de todos os atos por este praticados, reafirmando a natureza política e persecutória deste processo forjado contra o Presidente do Partido; 

4. Apelar às autoridades de facto para que ponham termo à perseguição política contra o camarada Domingos Simões Pereira, a qual constitui uma flagrante violação dos seus direitos fundamentais, e reiterar a sua total solidariedade para com o Presidente do Partido;

5. Condenar o posicionamento incoerente da CEDEAO na Cimeira de Lungi, que, ao não reconhecer a gravidade da ruptura da ordem constitucional na Guiné-Bissau, optou pela normalização do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, afastando-se das decisões da Cimeira de Abuja de Dezembro de 2025;

6. Apelar ao Senegal, enquanto mediador designado pela CEDEAO, para que leve a cabo uma mediação verdadeiramente imparcial, com garantias concretas de neutralidade e de transparência;

7. Reiterar o convite ao Comando Militar para um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, com vista à procura de soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

8. Encorajar a Comissão Nacional Preparatória do Congresso a prosseguir os trabalhos de preparação deste importante evento, criando as melhores condições para a sua realização;

9. Exortar todas as estruturas do PAIGC a manterem-se mobilizadas para os próximos desafios políticos e eleitorais e a prepararem-se para o cumprimento das orientações dos órgãos superiores do Partido;

10. Felicitar as mulheres guineenses pela celebração, hoje, 31 de julho, do Dia da Mulher Africana.

Bissau, 31 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

Ministro ultranacionalista de Israel rejeita acordo com Hamas

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir  Foto: Abir Sultan / AFP  Por  JN/Agências 31 de julho, 2026 

O ministro da Segurança Nacional israelita, o ultranacionalista Itamar Ben-Gvir, considerou esta sexta-feira que o acordo anunciado com o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza é "inaceitável para Israel", defendendo a continuação da ofensiva no território.

Na primeira reação de um membro do Governo israelita ao acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o ministro de extrema-direita no Governo de coligação rebateu na rede Telegram os princípios essenciais do entendimento, sobre a retirada gradual das tropas de Israel e o desarmamento do Hamas.

Para Ben-Gvir, terminar as operações na Faixa de Gaza "equivale a aceitar que o Hamas se prepara para o próximo massacre", referindo-se aos ataques em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra no enclave palestiniano.

"Após o massacre de 7 de outubro, o sangue de cada membro do Hamas está sobre a sua cabeça", afirmou o ministro israelita, acrescentando que "os assassínios em Gaza devem continuar, o incentivo à emigração [dos habitantes palestinianos] deve acontecer, Israel deve vencer".

O chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu, ainda não se pronunciou.

Desarmamento do Hamas em Gaza

O presidente norte-americano anunciou na quinta-feira um acordo sobre o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza, um elemento-chave da segunda fase do plano de paz da Casa Branca.

O Hamas confirmou que foi alcançado um acordo relativamente à questão das armas e à retirada gradual das forças israelitas.

As negociações para a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra, decorriam há semanas no Egito.

Esta fase inclui o desarmamento do Hamas, uma retirada gradual de Israel do território palestiniano e o envio de uma força internacional de estabilização, sob orientação do Conselho da Paz, criado por Trump e aceite pelas Nações Unidas, bem como o estabelecimento de um governo tecnocrático palestiniano.

"Hoje, o Conselho de Paz chegou a um acordo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza. Este é um passo monumental para uma paz e segurança duradouras", escreveu o líder da Casa Branca na rede Truth Social.

Trump afirmou ainda que as forças israelitas se retirarão do território "assim que o desarmamento estiver concluído", apesar de as primeiras reações das partes sugerirem divergências sobre esta questão.

Na sua primeira declaração oficial, o Hamas avisou que não entregará o seu armamento pesado até que as tropas israelitas abandonem a Faixa de Gaza.

O grupo palestiniano sublinha que o acordo referente à recolha de armas pesadas está "vinculado e condicionado" ao cumprimento, por parte de Israel, de dez exigências, incluindo a cessação de todos os ataques israelitas e a retirada de todas as suas tropas.

A declaração refere ainda outras exigências que encontram oposição no Governo israelita, como "a reconstrução, a garantia do direito à autodeterminação, o estabelecimento de um Estado palestiniano independente e a proteção dos direitos dos cidadãos".

Um autodesignado "alto responsável" anónimo do exército israelita afirmou, numa declaração enviada à imprensa do seu país, que "não haverá retirada das Forças de Defesa de Israel da atual "linha amarela" sem o desarmamento genuíno do Hamas", referindo-se à demarcação da presença do exército no território.

Israel expandiu as suas posições desde o acordo de cessar-fogo e reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

Cessar-fogo inclui trocas de reféns

A primeira fase do cessar-fogo incluiu a libertação dos últimos reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das tropas de Israel e a entrada de ajuda humanitária.

Desde o anúncio da trégua, pelo menos 1214 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, cujos números são considerados fiáveis ​​pela ONU.

O exército israelita relatou ter perdido cinco soldados durante o mesmo período, além de um funcionário civil contratado.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Ben-Gvir elogia ironicamente "diversidade humana" em Espanha

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, dirigiu hoje uma mensagem irónica ao primeiro-ministro espanhol sobre a crise migratória em Ceuta, desafiando-o a "conceder refúgio" aos habitantes de Gaza que desejem emigrar.

Porto com menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos 5 anos

Por dnoticias.pt    31 jul 2026 

O Porto registou menos 204 pessoas em situação de sem-abrigo nos últimos cinco anos, tendo terminado 2025 com 526 pessoas a viver na rua, avançou hoje fonte municipal.

Dados da Câmara do Porto revelados hoje à Lusa indicam que nos últimos cinco anos (2021-2025) houve uma redução média de 51 pessoas por ano de pessoas em situação de sem-abrigo no município do Porto, totalizando menos 204 pessoas a viver nas ruas.

Em 2025 foram registadas 526 pessoas em situação de sem-abrigo, uma diminuição de 4,9% face a 2024, a quebra mais baixa dos últimos cinco anos.

Os números da autarquia revelam que, neste período, o maior pico de pessoas sem-abrigo no município foi em 2021, com 730 pessoas a viver na rua.

Em 2022, o Porto registou 647 casos, uma descida de 11,4% face a 2021.

Em 2023, a descida foi na ordem dos 7,7%, com 597 casos.

Em 2024, a tendência da descida do número de pessoas em situação de sem-abrigo mantinha-se, situando-se nos 7,4%, com 553 casos.

Um destaque nos dados é que revelam que o ano de 2025 regista a menor descida (-4,9%).

Os dados avançados à Lusa pela Câmara do Porto são os dados que o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Porto (NPISA Porto) enviou à Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas sem Abrigo (ENIPSSA), uma política pública de âmbito nacional.

Na análise da naturalidade, a maior parte não é do Porto, dividindo-se em 39,9% vindos de outros municípios, 8,2% dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), 1,6% de países da União Europeia e 3,4% de outros locais.

A nacionalidade portuguesa é maioritária (88,4%), mas os dados mostram um ligeiro aumento (+1,8%) de pessoas em situação de sem-abrigo vindas dos PALOP.

Em fevereiro deste ano, a Lusa noticiou que os Albergues Noturnos, um centro de alojamento temporário, retirou nove pessoas em situação de sem-abrigo das ruas do Porto em cerca de seis meses, com uma equipa que estuda o perfil das pessoas para fazerem o 'match' (combinação perfeita) com as casas.

"Fazemos o matching da pessoa com a casa", explicava em entrevista à Lusa a diretora-geral da instituição no centro do Porto Albergues Noturnos, Carmo Fernandes, referindo que havia pelo menos "100 pessoas sinalizadas na cidade" que viviam cronicamente nas ruas da cidade do Porto.

No final de maio, a Câmara do Porto anunciou que a antiga Escola Básica EB1 de Lordelo seria transformada no Centro de Pernoita em Lordelo em 2026, e que teria capacidade para acolher 120 pessoas em situação de sem-abrigo.

O futuro espaço de alojamento noturno oferecerá banhos, roupa lavada e pequeno-almoço com o objetivo de garantir uma resposta imediata e mitigar a exclusão social na cidade.

O Centro Joaquim Urbano também oferece apoio e há uma rede de restaurantes solidários.

Faten Al-Azizi, jogadora marroquina, morre na travessia até Ceuta... Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado desde Marrocos até à cidade espanhola de Ceuta, que já causou mais de 50 mortes.

© Getty Images    Por  Davide Rodrigues Araújo  31/07/2026 

Atravessia de Marrocos até Ceuta já causou dezenas de mortes por afogamento desde esta quinta-feira e já se sabe a identidade de uma das pessoas que perdeu a vida na tentativa de chegar a território espanhol. Faten Al-Azizi, jogadora marroquina do Moghreb Athlétic de Tanger (MAT), não sobreviveu a esta viagem a nado.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo Tanja24 e dá conta de que a comunidade local de Tanger está chocada com o desfecho desta travessia, com várias homenagens dessa cidade a surgirem nas redes sociais.

Balanço de mortos continua a subir em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, na tentativa de alcançar a nado a costa de Ceuta.

As autoridades não excluem que o número de vítimas mortais continue a aumentar nas próximas horas.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o Governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15:30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: Sobe para 57 o número de mortos durante entrada em massa em Ceuta

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar a nado a Ceuta a partir de Marrocos, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local.

Itália suspende acordo Schengen com Espanha e reforça fronteiras... O Ministério do Interior italiano ordenou a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   31/07/2026

O Ministério do Interior de Itália ordenou, esta sexta-feira, a suspensão do acordo Schengen com Espanha, ditando, por isso, o encerramento das fronteiras marítimas e aéreas com aquele país, devido à crise migratória em Ceuta.

A decisão foi tomada após a avaliação das informações mais recentes por parte do Comité de Análise sobre Imigração e Segurança das Fronteiras, presidido esta manhã pelo ministro do Interior, Matteo Piantedosi, de acordo com a agência Ansa.

O governante manteve ainda uma conversa telefónica com o seu homólogo francês, Laurent Nuñez, durante a qual ficou assente reforço dos controlos ao longo da fronteira terrestre entre os dois países.

Recorde-se que, após a divulgação de imagens de milhares de marroquinos a entrarem ilegalmente ao enclave de Ceuta, na quinta-feira à noite, o governo de direita e extrema-direita de Giorgia Meloni, que tem como uma das grandes bandeiras o combate à imigração ilegal, defendeu "o encerramento do espaço Schengen [de livre circulação de pessoas] com Espanha".

O ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro, Antonio Tajani, acusou Madrid de ter encorajado "o tráfico de seres humanos" ao "conceder a cidadania espanhola a 500 mil imigrantes irregulares". Mais tarde, Meloni defendeu também a adoção de "instrumentos extraordinários para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, como a suspensão do espaço Schengen com Espanha", face às "imagens chocantes" da fronteira em Ceuta.

A posição de Roma foi severamente criticada pelo chefe da diplomacia espanhola, José Luis Albares, que deplorou "a demagogia" de Itália e convocou mesmo o embaixador italiano em Madrid, tendo recebido o apoio do Partido Democrático (PD), principal força política da oposição em Itália, de centro-esquerda, da família socialista europeia, tal como o chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez.

Em comunicado, o responsável pelos Assuntos Externos do PD, Peppe Provenzano, acusou Meloni de "propaganda mesquinha" e considerou que a chefe de governo abriu uma crise diplomática com Espanha para não perder eleitores para a nova figura que está a despontar na direita radical italiana, Roberto Vannacci, que recentemente fundou um novo partido, o Futuro Nacional.

"Uma presidente do Conselho que desencadeia uma crise diplomática com a Espanha devido à louca perseguição a Vannacci. Um ministro dos Negócios Estrangeiros que, evidentemente, ignora que Ceuta é um enclave em África e apela ao encerramento do espaço Schengen com Espanha. É um governo de irresponsáveis e manipuladores, que há quatro anos não resolve um único problema e recorre diariamente à propaganda mais mesquinha", acusou o dirigente.

A completar o comunicado, Provenzano apontou que, "entretanto, a realidade é que Espanha cresce a um ritmo de 2,7% e Itália permanece estagnada, e quem paga a conta são os cidadãos, com salários cada vez mais baixos e um custo de vida cada vez mais insustentável".

Na sequência das declarações de Tajani, o homólogo espanhol lamentou a intervenção, que classificou como inapropriada, por parte de "um país parceiro e amigo de quem se espera solidariedade europeia e não demagogia partidária".

Além dos Irmãos de Itália, partido pós-fascista liderado por Meloni, e do Força Itália, partido de centro-direita encabeçado por Tajani, também o outro partido que integra a coligação governamental, a Liga, força de extrema-direita liderada por Matteo Salvini, defendeu a suspensão do acordo de Schengen com Espanha, comentando que "a chegada de quase 50 mil imigrantes clandestinos a Ceuta em menos de 24 horas comprova o desastroso fracasso do governo socialista de Pedro Sánchez, referência da esquerda italiana".

Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar alcançar Ceuta a nado, segundo um novo balanço da delegação do Governo espanhol na cidade autónoma e a polícia local. Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira desde o início do ano.

Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, ascende assim a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta, depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60.000 o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o governo espanhol aponta para cerca de 50.000.

Segundo fontes governamentais, cerca de 37.500 pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos até às 15h30 de hoje (hora local, menos uma hora em Lisboa).


Leia Também: UE nega deslocações de pessoas de Ceuta para a Europa continental

O comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, negou hoje que estejam a ocorrer deslocações de pessoas de Ceuta para o continente europeu, classificando, contudo, a situação na cidade autónoma espanhola como "inaceitável".

Donald Trump anuncia acordo para "desarmamento total" do Hamas... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que o Conselho de Paz chegou a um acordo para o "desarmamento total" do Hamas e de outros grupos armados em Gaza.

© Fox News  Por  LUSA  31/07/2026 

O republicano descreveu este passo como histórico rumo à criação de um novo governo palestiniano no enclave.

Trump adiantou através da sua rede social, Truth Social, que "o acordo será implementado em fases cuidadosamente estruturadas" e que, uma vez concluído o desarmamento, "as forças israelitas retirarão".

Com a saída das forças israelitas do enclave, uma Força Internacional de Estabilização atuará ao lado de uma nova força policial palestiniana para garantir a segurança de Gaza, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano realçou que o acordo permitirá que Gaza fique sob o controlo de "um novo governo palestiniano" e agradeceu ainda ao Egito, ao Qatar e à Turquia pelos seus esforços de mediação, bem como à sua equipa de negociação por ter alcançado o pacto.

Segundo o portal de notícias Axios, a pressão externa e a crescente crise económica na Faixa de Gaza, pela qual o Hamas é responsabilizado, levaram o grupo a aceitar o acordo de desarmamento.

O Presidente dos EUA descreveu o acordo como um "marco importante" na implementação do seu plano de 20 pontos para Gaza, apresentado a 29 de setembro de 2025, juntamente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

O plano traça um roteiro para pôr fim à guerra, libertar reféns, estabelecer uma estrutura de segurança para Israel e avançar para uma administração palestiniana tecnocrática no enclave.

Uma fonte diplomática e outra ligada ao grupo islamita palestiniano Hamas já tinha adiantado na quinta-feira que as negociações de paz na Faixa de Gaza, a decorrer no Cairo, registaram progressos sobre o desarmamento do Hamas.

Há semanas que decorrem negociações no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor em outubro do ano passado e visa pôr fim definitivo à guerra no enclave palestiniano.

Fonte do Hamas tinha destacado à agência de notícias France-Presse (AFP) uma "ampla convergência" em vários pontos relacionados com o armamento e disse que o grupo palestiniano apresentou alterações ao roteiro proposto por Washington aos mediadores e aguarda a resposta de Israel.

"Continuamos a avançar com o roteiro", comentou uma fonte diplomática familiarizada com as negociações, que pediu à AFP para não ser identificada.

A mesma fonte reiterou que o plano estipula o "desmantelamento de todas as armas", especificando que não haverá exceções, de forma a "transferir toda a autoridade para o governo tecnocrático".

De acordo com o plano de paz, a gestão corrente da Faixa de Gaza no período pós-conflito será assegurada por um organismo de tecnocratas palestinianos, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).

A transferência de armas para o CNAG será realizada, segundo a fonte diplomática, em coordenação com a Força Internacional de Estabilização (FIE), uma estrutura destinada a reunir tropas multinacionais sob os auspícios do Conselho de Paz proposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Do lado israelita, uma fonte política disse à AFP que "não haverá retirada israelita da 'linha amarela' até que o Hamas esteja completamente desarmado e a Faixa de Gaza totalmente desmilitarizada".

A "linha amarela" é o nome dado por Israel à demarcação entre as áreas controladas pelo Hamas e pelo exército israelita no enclave palestiniano.

Israel reclama o controlo atual de mais de 60% do território.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Navio da Marinha parte de Lisboa para missão em 15 países africanos... O navio da Marinha NRP Álvares Cabral partiu hoje de Lisboa para uma missão de diplomacia e segurança pela costa ocidental africana, que prevê a visita a 15 países, incluindo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Marinha Portuguesa  NRP ÁLVARES CABRAL     Por  LUSA   30/07/2026 

"O NRP Álvares Cabral estará em missão nos próximos meses, contribuindo para que Portugal use o mar, através da defesa coletiva e expedicionária, da proteção dos interesses nacionais e da diplomacia naval, da patrulha, vigilância e fiscalização, da segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar", destacou a Marinha numa nota enviada à Lusa sobre a 'Iniciativa Mar Aberto 2026'.

A missão prevê a visita a 15 países: Cabo Verde (Mindelo), Gana (Tema), São Tomé e Príncipe (Príncipe e Baía Ana Chaves), Angola (Luanda), Nigéria (Lagos), Benim (Cotonou), Togo (Lomé), Costa do Marfim (Abidjan), Libéria (Monróvia), Serra Leoa (Freetown), Guiné (Conacri), Guiné-Bissau (Bissau), Gâmbia (Banjul), Senegal (Dakar) e Espanha (Las Palmas).

A 'Iniciativa Mar Aberto 26' tem como objetivo "contribuir para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal junto dos países da CPLP e de outros países do Golfo da Guiné".

Procura também "reforçar o esforço coletivo de segurança cooperativa promovido pela comunidade internacional, em particular pela União Europeia (UE), no âmbito das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) ao longo da costa ocidental africana", pode ler-se na nota da Marinha.

Durante a missão irá decorrer também a 'viagem de instrução' dos cadetes do 3.º e 4.º anos da Escola Naval, entre hoje e 22 de agosto, estando igualmente prevista a participação do navio em diversas atividades enquadradas no projeto SWAIMS (Support to West Africa Integrated Maritime Security), um programa da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), financiado pela UE.

O navio largou hoje à tarde desde a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com 188 pessoas, comandado pelo capitão-de-fragata Nelson Santos Martins.

A cerimónia de despedida do navio foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o almirante Jorge Nobre de Sousa, que sublinhou que esta missão é "uma das mais importantes expressões da ação externa da Marinha".

"Ao longo dos anos, esta missão tem permitido reforçar a segurança marítima, estreitar laços de cooperação, desenvolver capacidades e aprofundar relações de confiança com os países amigos da costa ocidental africana, em especial com os estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", realçou.

Irão: Resolução contra ataques dos EUA chumba no Senado... Uma resolução do Senado norte-americano que pressionava o Presidente Donald Trump a suspender os ataques ao Irão foi hoje rejeitada por margem mínima.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA   30/07/2026

A chamada Resolução sobre os Poderes de Guerra visava suspender as hostilidades no Irão, alegando que não foram autorizadas pelo Congresso, mas a iniciativa era sobretudo simbólica, dado o poder de veto de Trump sobre legislação do Congresso. 

Três senadores da maioria republicana - Susan Collins, Lisa Murkowski e Rand Paul - votaram com os democratas, num total de 49 votos a favor da resolução, enquanto o democrata John Fetterman se juntou aos republicanos, somando 50 votos contra.

Na passada sexta-feira, Trump decidiu suspender os ataques aéreos contra o Irão numa tentativa de negociar um acordo para pôr fim à guerra, mas a ofensiva contra a República Islâmica foi retomada na quarta-feira, em resposta aos ataques iranianos contra interesses norte-americanos no Médio Oriente.

A guerra começou a 28 de fevereiro, e a lei norte-americana estipula que a Casa Branca tem 60 dias para solicitar autorização ao Congresso para prosseguir as hostilidades.

Trump declarou o fim dos combates com o cessar-fogo anunciado em abril e defende agora que o prazo de 60 dias deveria começar a contar em julho, quando o memorando assinado entre Washington e Teerão em junho foi violado.


Leia Também: EUA apontam "extrema-esquerda" de Espanha por crise migratória

A Casa Branca atribuiu hoje às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta, onde milhares de pessoas vindas de Marrocos atravessaram irregularmente a fronteira para território espanhol.

Invasão Ceuta. Itália quer suspender acordo de Espaço Schengen em Espanha... A suspensão espanhola do Espaço Schengen foi proposta pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após centenas de imigrantes ilegais terem chegado a Ceuta, esta quinta-feira. Madrid denunciou a "demagogia" de Itália e convocou o embaixador italiano, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha.

Foto: Jaime Lopez - Reuters   Por  RTP   30 Julho 2026

A crise surgiu com a chegada ilegal ao enclave espanhol de centenas de migrantes vindos a nado de Marrocos.

Ceuta apelou ao governo central espanhol para declarar uma situação de "emergência nacional", pedido rejeitado por Madrid. O enclave não tem condições para alojar todos os imigrantes chegados nos ultimos dias e em particular esta quinta-feira, com os centros de asilo esgotados.

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O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, vai deslocar-se na sexta-feira a Ceuta, cidade autónoma que pediu ao Governo espanhol o encerramento da fronteira com Marrocos de forma "urgente e inadiável". 

O governo espanhol anunciou o envio de soldados para garantir a segurança neste território ao largo da costa norte de África.

Embora o número exato não tenha sido especificado, a Guarda Civil será reforçada com 70 agentes adicionais, que se juntarão aos 80 já presentes, e serão também enviadas equipas de mergulho e embarcações da guarda costeira.

Em Marrocos, a polícia tem tido dificuldades em conter e dispersar a multidão reunida na localidade de Castillejos, perto da fronteira com Ceuta, segundo constatou a agência de notícias espanhola EFE no local. 

As autoridades ativaram o dispositivo para travar as tentativas de aproximação ao perímetro fronteiriço e começaram a usar contra a multidão material contra distúrbios, como gás lacrimogéneo e canhões de água. 

Milhares de pessoas, maioritariamente jovens oriundos de todo o país, continuam a chegar ao local, com a intenção de fazer a travessia até à cidade espanhola, uma maré humana de mais de cinco quilómetros que acabou por sobrecarregar a polícia marroquina.

Marrocos não divulgou até agora dados oficiais sobre o número de detidos, pessoas resgatadas ou mortos por afogamento no mar durante esta crise.

Itália pede suspensão de Schengen

Denunciando as "imagens chocantes" vindas de Ceuta, a primeira-ministra italiana reagiu, escrevendo, "a Itália não ficará de braços cruzados".

"Estamos a reunir as autoridades competentes e, após estas reuniões, estamos preparados para agir, inclusive através de medidas excecionais", anunciou, "como a suspensão do acordo de Schengen com Espanha". 

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, já tinha declarado horas antes ser "favorável ao encerramento do Espaço Schengen com Espanha".

Antonio Tajani, membro do partido Forza Italia (direita conservadora), aliado de Giorgia Meloni, invocou “as imagens vindas de Ceuta" para criticar "a decisão do governo de Madrid, de conceder a cidadania espanhola, e portanto europeia, a mais de 500 mil imigrantes indocumentados", a qual, acusou, "incentiva o tráfico de pessoas”.

Matteo Salvini, também vice-primeiro-ministro de Itália e líder da Liga (extrema-direita), pediu na rede X que se “suspenda o Acordo de Schengen” e se “defenda as fronteiras da Europa”.

Bruxelas propõe ajuda

Espanha e Marrocos atribuíram esta crise em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.

Os dois governos anunciaram também um acordo para o repatriamento, "o antes possível", das pessoas que entraram em Ceuta de forma irregular nos últimos dias.

O comissário Europeu para o Interior e Migração, o austríaco Magnus Brunner, falou hoje com o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a quem transmitiu "a disponibilidade da UE" para aumentar esta colaboração.

O responsável também afirmou que estão em contacto com as autoridades marroquinas "para garantir que todos os esforços necessários são feitos para evitar estas viagens perigosas".

As imagens chocantes correram mundo. Nos Estados Unidos,

a Casa Branca atribuiu às "políticas globalistas de extrema-esquerda" de Espanha e outros países europeus a crise migratória em Ceuta.

"O Presidente [Donald] Trump há muito que alerta a Europa para as consequências de continuar a implementar políticas globalistas de extrema-esquerda, como a facilitação da migração em massa. Espanha e outros países que adotaram esta filosofia destrutiva devem corrigir imediatamente o rumo ou correm o risco da sua própria ruína", disse à EFE a secretária de imprensa da Casa Branca, Ana Kelly.

A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) afirmou, quinta-feira à noite, que o afluxo em massa de imigrantes ao enclave espanhol de Ceuta se deve a "múltiplos" fatores, admitindo o efeito de chamada de uma recente decisão judicial.

c/agências