segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Guarda Nacional da Guiné-Bissau capacita investigadores criminais em parceria com o Ministério Público e a Polícia Judiciária

Por  GN - Guarda Nacional   14/09/2026

Bissau, 14 de setembro de 2026 – A Guarda Nacional (GN) da Guiné-Bissau está a realizar, entre os dias 2 e 18 de setembro, um ciclo intensivo de sessões de capacitação destinado aos seus operacionais da área de investigação criminal. 

A iniciativa decorre em Bissau e abrange cerca de 50 investigadores criminals de diferentes valências da corporação. 

Na manhã de hoje, 14 de setembro, o programa contou com uma palestra subordinada ao tema "Ministério Público, enquanto titular de ação penal, Órgão de Polícia Criminal e sua relação institucional com o Ministério Público". 

A sessão foi proferida pelo Mestre Henrique Augusto Pinhel, Magistrado do Ministério Público, Presidente da Associação Sindical Livre dos Magistrados do Ministério Público e Docente Universitário.

O programa formativo reflete a forte partilha de sinergias entre as diferentes forças de segurança e a magistratura nacional para a consolidação do Estado de Direito. 

A formação principal é ministrada pelo Mestre Domingos Etiene Gomes, Subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau. 

Ao longo de duas semanas, os formandos têm acesso a uma componente programática diversificada e focada nos desafios operacionais modernos:

Técnicas de Investigação Criminal: Métodos avançados de recolha de indício;

Gestão do Local de Crime: Preservação e análise da cena do crime; 

Técnicas de Entrevista e Interrogatório: 

Procedimentos na audição de suspeitos e testemunhas; 

Procedimentos Táticos e Legais: Regras para a realização de buscas e revistas, além de ações de seguimento e vigilância; 

Combate a Crimes Específicos: Foco no combate a crimes de furto e roubo; 

Provas e Meios de Obtenção de Provas: Sessões dedicadas à recolha e validação de provas em contexto judicial. 

Com esta formação, a GN reforça o cumprimento estrito das garantias legais e a eficácia na resposta à criminalidade na Guiné-Bissau.

DONALD TRUMP: "Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos. Rússia aceitou o mesmo"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, no âmbito da guerra aberta entre os dois países.

© Lusa    14/09/2026 

"A Ucrânia aceitou não atacar alvos energéticos russos. A Rússia aceitou fazer o mesmo!", indicou Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.

"O aumento do preço do gasóleo a nível mundial deve-se principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não ao Irão", acrescentou o presidente norte-americano na mesma mensagem, publicada na rede Truth Social.

Trump pretendia assim desvincular o aumento do preço dos combustíveis nos últimos meses do conflito que os Estados Unidos mantêm com o Irão, a que Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio de petróleo bruto.

Os preços do petróleo começaram a semana com uma subida acentuada, com o barril a situar-se acima dos 100 dólares, num contexto marcado pelo encerramento de um oleoduto estratégico na Arábia Saudita e por novos ataques no estreito de Ormuz.

Os constantes ataques ucranianos contra as refinarias russas causaram um défice de gasolina e gasóleo na Rússia que obrigou o Governo a restringir a venda de combustível nos postos de abastecimento russos e a proibir a exportação de derivados.

No domingo, Trump afirmou ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe pedir o fim dos ataques a refinarias da Rússia porque está a causar "uma escassez de gasóleo".

O Presidente norte-americano manteve na passada terça-feira uma conversa com o homólogo russo, Vladimir Putin, a quem pediu que pusesse fim à guerra iniciada há mais de quatro anos com a invasão em larga escala da Ucrânia.

A conversa telefónica ocorreu depois de os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, terem visitado Moscovo e Kyiv para reativar as conversações de paz após seis meses de pausa.

Ataque terrorista mata pelo menos 50 militares no Mali... Pelo menos 50 militares malianos e cinco paramilitares russos do Africa Corps foram mortos quinta-feira durante um ataque terrorista contra o acampamento militar de Dioura, centro do Mali, confirmaram hoje fontes de segurança e locais.

© Shutterstock   LUSA  14/09/2026 

O ataque, reivindicado logo na quinta-feira pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaida, é um dos mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que devasta o país da África Ocidental há cerca de 15 anos. 

Várias fontes contactadas pela agência France-Presse (AFP) relataram um balanço ainda mais elevado, entre 60 e 80 militares mortos. Várias dezenas de soldados malianos foram também feitos prisioneiros, segundo essas fontes.

"O balanço é elevado. Sem falar dos feridos, posso dizer que lamentamos a morte de mais de 50 dos nossos elementos, incluindo cinco elementos do Africa Corps" - força paramilitar que substituiu as operações mercenárias do Grupo Wagner - declarou à AFP um oficial presente nas operações.

Outra fonte de segurança em Mopti (centro do país) deu conta de "mais de 60 soldados mortos no ataque, além de cerca de 60 outros prisioneiros".

Por sua vez, um cidadão local contactado pela AFP mencionou "pelo menos 80 militares mortos e numerosos prisioneiros".

"Os terroristas atacaram o acampamento de Dioura e regressaram no dia seguinte (...) o exército não enviou reforços para o local", acrescentou a mesma fonte.

Desde 2012, o Mali enfrenta uma profunda crise de segurança, alimentada sobretudo pela violência de grupos terroristas, dos seus aliados separatistas tuaregues da Frente de Libertação do Azawad (FLA) e de grupos criminosos comunitários.

Este país do Sahel, dirigido por uma junta militar, aproximou-se da Rússia, cujos paramilitares do grupo Africa Corps o ajudam na sua luta antiterrorista.

O país está mergulhado numa situação de segurança ainda mais crítica desde o final de abril de 2026.

Os terroristas do JNIM, aliados à rebelião da FLA, lançaram então uma série de ataques coordenados contra posições estratégicas da junta e do exército em várias cidades, incluindo nos arredores de Bamaco, a capital. Esses ataques custaram, nomeadamente, a vida ao ministro da Defesa.

Num comunicado publicado no domingo relativo à situação de Dioura, o exército maliano anunciou "operações aeroterrestres em curso contra os atacantes de Dioura", dando conta da "neutralização", a sudoeste da cidade, de "vários elementos terroristas em motociclo que tentavam esconder-se sob a vegetação".

Cabo Verde: José Maria Neves anuncia candidatura a segundo mandato... O Presidente da República, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua candidatura a um segundo mandato à Presidência da República, defendendo que o próximo ciclo presidencial deve estar orientado para os desafios futuros do país e não para a repetição dos últimos cinco anos.

Por  expressodasilhas.cv   14 set 2026 

“Por isso, hoje, perante todos os Cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, anuncio a minha candidatura a um segundo mandato como Presidente da República de Cabo Verde”, declarou José Maria Neves, no anúncio formal da candidatura.

O chefe de Estado afirmou que a decisão resulta da sua vontade de continuar a servir o país, mas também dos apelos que recebeu de cidadãos, organizações, partidos políticos e personalidades independentes para permanecer no mais alto cargo da República.

“Não vos peço apenas confiança em mim, peço-vos confiança em nós”, afirmou, apelando à mobilização dos cabo-verdianos em torno de um projecto nacional.

José Maria Neves apresentou o primeiro mandato como um período de trabalho, proximidade institucional e reforço da unidade nacional. Recordou a promessa feita em 2021 de “unir, cuidar e proteger Cabo Verde” e considerou ter cumprido esse compromisso.

Entre os aspectos que destacou estão a chamada “Presidência na Ilha e na Diáspora”, o diálogo com diferentes sectores da sociedade, a agenda ligada aos oceanos, a preservação do património natural e cultural africano e a realização do encontro internacional da Criolidade Atlântica.

O Presidente salientou também a estabilidade política e institucional durante o mandato, incluindo a realização de eleições autárquicas e legislativas e a alternância governativa.

Mas José Maria Neves reconheceu que o segundo mandato, caso seja eleito, não deverá limitar-se a dar continuidade ao trabalho realizado.

“Esta candidatura não é uma candidatura para repetir os últimos cinco anos. É uma candidatura para os próximos cinco anos”, afirmou.

Segundo o Presidente, o país enfrenta um contexto marcado pela inteligência artificial, pelas alterações climáticas, pela transição energética, pelo envelhecimento da população, pela saída de jovens e pelas desigualdades de oportunidades entre as ilhas.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de antecipar transformações, aproximar gerações, promover a renovação e reforçar os consensos políticos necessários para acelerar reformas.

Suspensão imediata do mandato

Questionado sobre os passos seguintes ao anúncio da candidatura, José Maria Neves anunciou que vai suspender imediatamente o mandato presidencial, ao abrigo da legislação eleitoral.

“Suspendo imediatamente o mandato nos termos da lei eleitoral e a Presidente da Assembleia [Janira Hopffer Almada] assumirá imediatamente a presidência interina da República”, declarou.

O Presidente revelou ainda que já manteve contactos com vários partidos políticos, incluindo o PAICV, e com personalidades independentes.

A candidatura pretende, segundo afirmou, constituir “um grande movimento nacional”, capaz de mobilizar cabo-verdianos nas ilhas e na diáspora, independentemente das suas sensibilidades políticas ou opções partidárias.

“Temos de remar juntos, com todas as nossas forças”, afirmou José Maria Neves, apontando o dia 15 de Novembro como a data em que os cabo-verdianos poderão, nas suas palavras, “vencer em todos os campos da vida nacional”.

Durante a conferência de imprensa, o Presidente confirmou ainda Mário Lúcio Sousa como seu mandatário nacional. Indicou igualmente Lúcia Fortes como mandatária nacional para as mulheres e Viviane Brito como mandatária nacional para a juventude. Os mandatários para as diferentes ilhas e para a diáspora serão anunciados posteriormente.

Sobre os potenciais adversários, José Maria Neves afirmou que ainda não conhece oficialmente o conjunto de candidatos, uma vez que o prazo de apresentação das candidaturas ainda está a decorrer, mas garantiu respeito por todos os concorrentes e disponibilidade para dialogar e debater com todos “com muita elevação” e “muito respeito”.

O Presidente concluiu reafirmando que o objectivo da candidatura é colocar a experiência adquirida ao serviço do futuro de Cabo Verde, defendendo que “o melhor de Cabo Verde não ficou para trás”, mas “está diante de nós”.

Reino Unido: Mulher fez quimioterapia durante 11 anos para cancro que nunca teve... Becky Jones foi diagnosticada com um cancro cerebral aos 21 anos. Volvida mais de uma década descobriu que afinal se submeteu desnecessariamente a tratamentos de quimioterapia. E não é caso único.

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bbc  Por  Notícias ao Minuto   14/09/2026 

Becky Jones tinha apenas 21 anos quando descobriu que tinha um cancro cerebral e, alegadamente, apenas alguns meses de vida.

O diagnóstico, feito por um médico especialista em cancro, levou a mulher a submeter-se a 11 anos de quimioterapia, que mudaram a sua vida e o seu estado de saúde. 

Segundo conta Becky, foi-lhe dito que sem tratamentos não sobreviveria e que, provavelmente, teria que se submeter aos mesmos até ao resto da sua vida.

"Foi-me dito, vezes sem conta, que se não fizesse quimioterapia que iria morrer", recorda.

Agora, com 34 anos, a britânica descobriu que afinal nunca teve um cancro. Sofria antes de uma inflamação cerebral que podia ter sido tratada com esteroides, noticia a BBC.

Becky é apenas um de 40 pacientes que estão a tomar ações legais contra o Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire (UHCW), por terem sido sujeitos a tratamentos para o cancro que eram desnecessários.

A verdade foi descoberta precisamente depois de Becky saber que o hospital estava a reavaliar vários diagnósticos de cancro, no ano passado.

Mais tarde, recebeu uma chamada telefónica dando-lhe conta que os tratamentos iam ser interrompidos e que o médico que a diagnosticara estava agora reformado.

"Nunca tive um cancro no cérebro. Fui mal diagnosticada e sujeitei-me a toda esta dor durante toda a minha vida adulta", contesta a mulher, a quem disseram que não conseguiria ter filhos, pese embora seja hoje mãe de duas crianças.

A BBC conversou com vários outros afetados que revelaram ter contraído outros problemas de saúde na sequência dos tratamentos de quimioterapia a que se submeteram. 

Entretanto, o centro hospitalar informou que está a ser conduzida uma investigação e assegurou que toda a comunidade de pacientes está segura e que os eu bem-estar está no topo das prioridades da UHCW.

EX-PR SISSOCO EMBALÓ FALA AOS FAMILIARES APÓS DE PRESTAR A ÚLTIMA HOMENAGEM A ORLANDO MENDES VIEGAS EM PARIS... O Ex-Presidente da República prestou hoje a sua última e emocionada homenagem em Paris ao falecido Orlando Mendes Viegas, numa cerimónia marcada por dor e silêncio.

Ex-PR EMBALÓ CHEGA A PARIS PARA DESPEDIDA FINAL DE ORLANDO MENDES VIEGAS... Ex-presidente da República General Umaro Sissoco Embaló “Leão do Punjab” acabou de aterrar em Paris e já está a caminho para render a última homenagem ao falecido Ministro Orlando Mendes Viegas a quem considera do irmão.👇🏻

 Radio Voz Do Povo

GUINÉ-BISSAU: MAIS DE 30 RECLUSOS INICIAM GREVE DE FOME NA PRISÃO DE ALTA SEGURANÇA, EM BAFATÁ

Por Rádio Sol Mansi  14 09 2026

Mais de 30 reclusos que cumprem penas na Prisão de Alta Segurança no país, na cidade de Bafatá, iniciaram, esta segunda-feira (14), uma greve de fome, em protesto contra a alegada proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

Segundo informações apuradas pela Rádio Sol Mansi (RSM), junto de uma fonte ligada aos reclusos, a situação estará relacionada com uma suposta orientação da Direção-Geral dos Serviços Prisionais, que terá determinado que nenhum guarda prisional deve substituir ou apoiar outro colega durante o seu período de serviço.

De acordo com a mesma fonte, a medida estará a contribuir para a falta de efetivos na prisão. A fonte afirma que cerca de seis guardas prisionais afetos ao estabelecimento encontram-se atualmente em Bissau, por motivos de estudos, reduzindo o número de agentes disponíveis para assegurar o normal funcionamento da prisão.

A mesma fonte disse à RSM que, devido à situação, os reclusos terão permanecido dentro das celas durante mais de 24 horas no último domingo, sem acesso ao pátio de repouso.

Segundo a denúncia, a situação começou na sexta-feira passada e, caso não seja encontrada uma solução, os reclusos poderão permanecer vários dias sem sair das celas.

Perante a situação, mais de 30 reclusos decidiram iniciar uma greve de fome, exigindo condições que permitam a saída regular das celas para o pátio de repouso.

A Rádio Sol Mansi tentou, por várias vezes, contactar telefonicamente responsáveis pelos serviços prisionais em Bafatá, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre a situação, mas não conseguiu obter qualquer reação.

A RSM contactou igualmente o Gabinete de Comunicação do Ministério da Justiça, mas, até ao momento, não foi possível obter uma reação oficial sobre o caso.

A Rádio Sol Mansi continuará a acompanhar a situação e a procurar ouvir todas as partes envolvidas.

Acidente entre três veículos deixa 21 mortos em rodovia na África do Sul... Colisão ocorreu entre duas vans e um SUV; polícia investiga as causas e outros ocupantes foram hospitalizados

A rodovia N1 está fechada em ambos os sentidos. — Foto: Departamento de Mobilidade do Cabo Ocidental    Por O Globo com AFP   14/09/2026 

Pelo menos 21 pessoas morreram após uma colisão envolvendo duas vans de transporte coletivo e um SUV, no domingo à noite, em uma rodovia entre Leeu-Gamka e Prince Albert, na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. O acidente ocorreu a cerca de 380 quilômetros a nordeste da Cidade do Cabo, segundo a Corporação de Gestão de Tráfego Rodoviário (RTMC).

O órgão informou nesta segunda-feira que as vítimas sofreram ferimentos fatais. A colisão aconteceu por volta das 21h30 (horário local), segundo a AFP, e provocou o fechamento da estrada. Outros ocupantes dos veículos ficaram feridos e foram levados a hospitais.

Polícia investiga acidente

A polícia abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias da batida. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as possíveis causas do acidente.

Apesar de ter uma das redes rodoviárias mais desenvolvidas da África, a África do Sul registra um número elevado de mortes no trânsito. Entre os fatores apontados pelas autoridades estão excesso de velocidade, direção imprudente, veículos mal conservados e falta do uso de cintos de segurança.

Em 2025, 11.485 pessoas morreram em acidentes de trânsito no país, uma redução de pouco mais de 5% em relação ao ano anterior, de acordo com a RTMC. Pedestres representaram a maior parcela das vítimas.


Leia Também:  Portugal/Colisão entre camião e autocarro na A8, na zona da Malveira, faz 10 feridos... Os feridos já foram transportados para o hospital

Uma colisão entre um camião e um autocarro provocou, na manhã desta segunda-feira, 10 feridos na A8, na zona da Malveira. Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, o alerta foi dado às 08:15, depois de o camião ter embatido na traseira do autocarro. 

Várias ambulâncias de corporações de bombeiros da Malveira estiveram no local para prestar os primeiros socorros e transportar os feridos para os respetivos hospitais. Uma viatura de emergência médica do INEM também esteve no local...

Rússia afirma ter intercetado 399 drones ucranianos no seu território... Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Por  cmjornal.pt/Lusa   14 de setembro de 2026 

As autoridades russas reclamaram esta segunda-feira o abate de 399 drones lançados contra os seus territórios durante a madrugada pelas forças da Ucrânia, não se registando vítimas nos ataques.

O Ministério da Defesa russo informou, num breve comunicado publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 399 aparelhos aéreos não tripulados em várias regiões do país, bem como sobre as águas do mar Negro e na Península da Crimeia.

Entretanto, a Força Aérea ucraniana indicou que as tropas russas lançaram 108 drones durante a noite e afirmou que 85 foram intercetados na Ucrânia.

Kiev confirmou impactos em sete pontos do país e alertou que o ataque da Rússia continua, dado que existem drones no espaço aéreo ucraniano.

Os últimos dias foram marcados pelo agravamento dos ataques mútuos entre a Rússia e a Ucrânia, após a visita de enviados do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ambos os países, com o objetivo de tentar desbloquear o processo de negociações diplomáticas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


Leia Também:  Ataque russo a comboio ucraniano "visou assustar"

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse hoje que o ataque russo contra um comboio ucraniano no domingo "visou assustar" os países aliados da Ucrânia para que cessem o apoio a Kyiv.

A Ucrânia e a Polónia denunciaram no domingo os ataques russos que danificaram um comboio com destino a Varsóvia, muito perto da fronteira polaca, num local por onde tinha passado um outro comboio que transportava autoridades europeias...

Irão impedido pelos EUA de participar em reunião da agência nuclear da ONU... O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, viu negada a sua entrada na Áustria devido às pressões norte-americanas.

Mohammad Eslami, chefe da agência nuclear iranianaVAHID SALEMI / AP   Por  SIC Notícias / Lusa   14/09/2026 

O chefe da agência nuclear iraniana, Mohammad Eslami, que deveria participar numa reunião internacional em Viena, foi impedido de o fazer devido à pressão dos Estados Unidos da América (EUA), declarou esta segunda-feira a televisão estatal iraniana.

"Mohammad Eslami e a sua delegação embarcaram num voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no percurso devido às obstruções dos Estados Unidos", indicou a televisão, acrescentando que o responsável iraniano regressou a Teerão.

Eslami era esperado na sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) - o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) que fiscaliza as atividades nucleares -, em Viena, para a conferência geral anual da entidade, que decorre até sexta-feira.

O responsável iraniano tinha participado na conferência do ano anterior, em setembro de 2025, ocasião em que proferiu um discurso em nome do Irão, que é um Estado-membro da AIEA.

Uma fonte diplomática em Viena confirmou, sob anonimato, que a entrada de Eslami na Áustria foi negada devido às pressões norte-americanas.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma guerra contra o Irão, alegando que o seu programa nuclear representava um perigo.

Estes dois países, assim como as nações europeias, suspeitam há décadas que o Irão pretende obter armas nucleares, algo que Teerão nega categoricamente.


Leia Também: Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas ao Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou hoje informações de que entidades chinesas terão fornecido a Teerão imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados norte-americanos.

"Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos", afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas...

ESTUDO: Anemia na gravidez pode afetar cérebro do bebé, alerta estudo... De acordo com um estudo publicado na revista Brain Communications, a anemia na gravidez pode estar associada ao risco de desenvolvimento do cérebro do bebé. A investigação acompanhou quase 400 mães.

© Shutterstock  Por  noticiasaominuto.com   14/09/2026 

Um estudo publicado na revista Brain Communications alertou para os riscos de mulheres grávidas terem anemia. A investigação alerta para o facto de tal situação afetar o desenvolvimento do cérebro do bebé. Foram acompanhadas quase 400 mães ao longo deste estudo.

A investigação usou um aparelho de ressonância magnético e descobriu diferenças no volume do cérebro que começaram a surgir aos 12 meses. Assim, apontam que um dos riscos está no facto de as mães terem tido anemia durante a gravidez.

Anemia na gravidez

O estudo mostrou que em média os bebés cujas mães tiveram anemia apresentaram um cérebro 4% menor do que as mães sem este problema de saúde. As diferenças foram identificadas em partes do cérebro ligada a regiões associadas ao movimento, aprendizagem e regulação emocional.

Em alguns casos, aos 24 meses a diferença do tamanho do cérebro já tinha aumentado para os 6%. Concluíram que as diferenças podem ser detectadas a partir de um ano de idade.

"O que impressiona nestes resultados é a forma com que conseguimos detectá-los. Observar diferenças volumétricas tão significativas em bebés expostos à anemia no útero reforça a importância de otimizar as intervenções para mulheres antes e durante a gravidez”, revela Jessica Ringshaw, uma das autoras do estudo, aqui citado pelo Medical Express.

“Em contextos com múltiplos fatores de risco sobrepostos, como desnutrição e doenças infeciosas, é importante considerar como podem estar a atuar em conjunto para causar anemia e, consequentemente, afetar o desenvolvimento cerebral. Ao adaptar as intervenções ao contexto local, podemos dar uma contribuição significativa à sociedade, oferecendo às crianças a melhor hipótese de atingir o seu pleno potencial de desenvolvimento, não apenas sobreviver, mas prosperar”, continua a especialista.

A gravidez muda a estrutura cerebral das mulheres, por cerca de dois anos

Um estudo de 2016 mostrou através de ressonância magnética que estar grávida provoca efeitos de longa duração no cérebro da mulher.

O grupo de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, liderado pela professora Elseline Hoekzema, concluiu que o ‘estado de graça’ provoca alterações na matéria cinzenta que fazem com que a mãe cuide melhor do novo bebé.

O estudo publicado na revista Nature Neuroscience sugere que as mulheres quando são mães pela primeira vez demonstram uma redução consistente no volume da massa cinzenta, o que pode indicar que os seus cérebros são optimizados e reconectados para as ajudar a atender às necessidades dos seus bebés - efeitos que duram pelo menos dois anos.

Portugal: Táxis no Aeroporto de Lisboa ganham preço fixo: Confira os valores... A partir de 15 de outubro, os táxis que saem do Aeroporto de Lisboa terão preços fixos. O valores são estipulados por zonas, confira aqui quais são os preços.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto com Lusa  14/09/2026 

Já há um protocolo que fixa o preço nos táxis a partir do Aeroporto de Lisboa, o que na opinião da Associação Turismo de Lisboa (ATL) melhora a transparência do serviço e a experiência da chegada à capital e valoriza os profissionais. A medida aplica-se a partir do dia 15 de outubro. 

Afinal, quais são os preços? 

O sistema de vouchers emitidos pela Associação do Turismo de Lisboa organiza os destinos no concelho de Lisboa em duas zonas: nos dias úteis, entre as 07:00 e as 22:00, o preço é de 16 euros para a zona 1 e de 19 euros para a zona 2, incluindo o transporte de até quatro passageiros e a bagagem normalmente acondicionável.

Aos fins de semana, feriados nacionais e no período noturno, entre as 22:00 e as 07:00, os valores são de 20 ou 23 euros consoante seja para a zona 1 ou 2.

Para veículos com capacidade superior a quatro lugares, quando transportem efetivamente mais de quatro passageiros, o valor é de 20 euros para a zona 1 e de 23 euros para a zona 2. Aos fins de semana, feriados nacionais e durante o período noturno, os preços passam para 24 euros e 28 euros, respetivamente.

A zona 1 integra as freguesias de Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas, Beato, Lumiar, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Penha de França e Santa Clara.

A zona 2 abrange Ajuda, Alcântara, Arroios, Belém, Benfica, Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António, São Domingos de Benfica e São Vicente.

O preço indicado no voucher é fechado e definitivo, não sendo admitida a cobrança de suplementos adicionais.

O valor do serviço é definido e publicitado autonomamente pela Associação do Turismo de Lisboa e já se encontra em utilização.

A sua adoção no âmbito do protocolo tem natureza referencial e voluntária, não correspondendo a uma tarifa administrativamente fixada pelo Município de Lisboa.

Medida é "muito positiva"

"Consideramos muito positiva a implementação de um preço fixo para o serviço de táxi no Aeroporto de Lisboa. É uma medida que reforça a transparência, dá maior segurança ao visitante e contribui para uma experiência de chegada mais simples e previsível", sublinhou António Valle, diretor-geral da ATL, citado em comunicado.

Para António Valle, a adoção de um preço fixo nas viagens de táxi a partir do Aeroporto Humberto Delgado beneficia todos, desde os visitantes que chegam a Lisboa, os residentes que regressam a casa e os profissionais de táxi, "que passam a prestar um serviço assente em regras mais claras e numa relação de maior confiança com os passageiros".

O protocolo de Cooperação e Autorregulação para o Serviço de Táxi no Aeroporto Humberto Delgado, envolveu o município de Lisboa, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), a Federação Portuguesa do Táxi (FPT), a Associação Turismo de Lisboa (ATL) e a ANA - Aeroportos de Portugal.

Para o responsável, a medida deve ser entendida "como parte de uma ambição mais ampla para o turismo em Lisboa", considerando que a qualidade da experiência de quem visita o destino "não começa no hotel ou nos locais turísticos, mas sim no momento da chegada".

"Lisboa é hoje uma das principais portas de entrada turística da Europa e temos a responsabilidade de garantir que quem nos visita encontra, desde o primeiro momento, qualidade, confiança e profissionalismo", sublinhou.

Segundo o responsável, a experiência turística começa no aeroporto e o organismo que representa quer que a mesma "comece bem", lembrando que não se pode "ambicionar um turismo de excelência sem garantir excelência à porta de entrada da cidade".

O diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa destacou também o impacto positivo da previsibilidade do preço para todos os passageiros, incluindo os residentes que regressam à cidade.

"Um preço previamente definido beneficia todos: o visitante que chega a Lisboa, o residente que regressa a casa e os próprios profissionais de táxi, que passam a prestar um serviço com regras mais claras e uma maior confiança por parte dos passageiros", frisou.

António Valle considera ainda que o protocolo valoriza o papel dos taxistas enquanto primeiro ponto de contacto de muitos visitantes com a cidade.

Coreia do Norte confirma lançamento de mísseis balísticos num "exercício de ataque"... A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”

Por  Cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa  14/09/2026  

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter realizado um “exercício de ataque” que envolveu unidades de artilharia e o lançamento de mísseis balísticos, depois de a Coreia do Sul ter reportado vários projéteis norte-coreanos de curto alcance, na sequência do fim de exercícios militares realizados em conjunto com os Estados Unidos e o Japão.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA indicou que, em 12 de setembro, sábado, teve lugar um “exercício conjunto de ataque com fogo de unidades de artilharia de longo alcance e mísseis, pertencentes a unidades combinadas de todos os níveis” do Exército do país asiático.

A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”. “Todos os sistemas demonstraram o enorme poder destrutivo do fogo ao atingir os alvos com uma precisão de 100%”, acrescentou a KCNA.

A confirmação das autoridades norte-coreanas surge depois de o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ter informado, no sábado, que detetou, por volta das 05:20 locais (20:20 GMT de sexta-feira), o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Japão, a partir da cidade portuária de Wonsan, no leste do país.

No dia anterior, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão concluíram exercícios militares com a duração de cinco dias, que reuniram “forças marítimas, aéreas, médicas e cibernéticas dos três países para um treino destinado a melhorar a coordenação, otimizar a interoperabilidade e reforçar a preparação defensiva trilateral”.

Esta semana, o ministro da Defesa norte-coreano, Kim Song-gi, ameaçou adotar contramedidas em resposta aos exercícios “Freedom Edge”, acusando Washington de realizar exercícios militares de forma contínua, segundo declarações divulgadas pela agência estatal KCNA.

Os exercícios decorreram conforme previsto, apesar de a Coreia do Sul e os Estados Unidos terem reduzido, no mês passado, o seu exercício anual “Ulchi Freedom Shield”, num contexto marcado pelo interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

ESTUDO: Mulheres são minoria em governos e chegam ao poder com maior exigência... Portugal teve apenas 15% de ministras nas últimas cinco décadas e as mulheres ainda "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", revela um estudo divulgado hoje.

© Lusa   14/09/2026 

Esta conclusão consta de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos intitulado "Quem Governa Portugal? Perfis ministeriais em perspetiva comparada", coordenado pelos investigadores António Costa Pinto e Marcelo Camerlo, que analisou os perfis de todos os ministros portugueses desde 1976 até 2025 e compara o caso português com outras democracias do sul da Europa, como Espanha, Itália e Grécia.

Num texto intitulado "Género e acesso ao poder executivo", da autoria de Edna Costa, conclui-se que "entre 1976 e 2025, dos 398 detentores de pastas ministeriais que integraram os governos inaugurais, apenas 60 eram mulheres (15%), contrastando com 338 homens (85%)".

"Esta disparidade, tanto em termos percentuais como em números absolutos, evidencia a persistente sub-representação feminina no acesso aos cargos executivos, mesmo num contexto de democratização e de crescente valorização da igualdade de género", lê-se no texto.

A análise revela que até 1985 verificou-se "uma ausência quase total de mulheres", ocorrendo a primeira nomeação com Leonor Beleza no X Governo liderado por Cavaco Silva, para a pasta da Saúde.

A partir deste ponto, observa‑se "um crescimento lento". Se em 1995, António Guterres regista "maior abertura à nomeação de ministras", e os governos de José Sócrates "aprofundam esta tendência, ultrapassando pela primeira vez os 30% em 2009", em 2011, Passos Coelho nomeia apenas duas ministras (18%).

Embora António Costa, em 2015, suba este número para quatro, a aproximação a um executivo paritário aconteceria apenas em 2019, altura em que, sob a liderança de Costa, o Governo torna-se o primeiro a ultrapassar o limiar de 40% e em 2022, alcança mesmo os 53% de representação feminina.

"Mais recentemente, os governos de Luís Montenegro (2024‑2025) mantêm valores elevados (41% e 37,5%), sugerindo uma possível consolidação, embora seja prematuro afirmar a durabilidade desta tendência", acrescenta a autora.

Outra das conclusões deste estudo é a de que as ministras possuem qualificações académicas superiores à dos ministros (50% com doutoramento versus 25% dos homens) e "dependem desproporcionalmente de credenciais técnicas para aceder ao poder", sendo-lhes exigida maior especialização técnica para assumir um cargo governativo.

No que toca à distribuição de pastas, tendo em conta o período de 1976 até 2025, "as mulheres que detêm pastas ministeriais em Portugal estão mais concentradas em pastas periféricas e na área social".

"A presença feminina no núcleo estratégico do Governo — onde se concentram o poder decisório e os recursos orçamentais mais significativos — é residual, confirmando a persistência de barreiras no acesso ao centro governativo. Esta sub‑representacao nas pastas centrais limita substancialmente a capacidade de influência das mulheres ministras sobre as decisões estruturantes do executivo", lê-se no texto.

O estudo realça ainda outro fator determinante: entre as mulheres, a filiação partidária funciona como condição necessária para aceder ao núcleo duro do Governo, enquanto nas pastas periféricas mais de metade das ministras (53,7%) são independentes, recrutadas pelo seu capital técnico.

Exército israelita nega ter planeado ataque a Gaza que previa morte de 500 civis... O Exército de Israel classificou como "totalmente falsas" as acusações de que as suas forças planearam e executaram um ataque na Faixa de Gaza que previa cerca de meio milhar de vítimas civis.

Por  RTP/Lusa  14/09/2026 

O comunicado surgiu como resposta à divulgação, este domingo, nas redes sociais, de um excerto de 'NAZA' - o novo documentário dos realizadores de 'No Other Land', Yuval Abraham e Rachel Szor - em que um militar israelita, faz essa afirmação sob anonimato.

"Isso é totalmente falso. As Forças de Defesa de Israel (FDI) nunca planearam, aprovaram nem levaram a cabo um ataque em Gaza em que se previsse a morte de 500 civis ou de um número sequer próximo desse valor", declarou o Exército nas redes sociais.

O Exército israelita disse também que "não foi apresentada durante toda a guerra qualquer alegação credível que sugerisse que um ataque das FDI tenha causado um número de vítimas mortais sequer próximo desse número".

As forças israelitas criticaram os realizadores por "não terem forma de verificar esta afirmação, não existirem provas reais que a sustentem e, ainda assim, a terem publicado".

"Além disso, não é possível comprovar nem verificar de forma independente qualquer dado sobre o entrevistado, nem o seu serviço nem a sua função", argumentou o Exército israelita sobre o documentário, que se apoia em testemunhos de militares não identificados entrevistados para expor o uso de Inteligência Artificial (IA) em ataques contra civis em Gaza.

"Nunca se planeou, aprovou ou executou qualquer ataque desse tipo e, no entanto, esta é a afirmação que os realizadores escolheram para promover o seu filme. Julguem o resto em conformidade", concluiu o Exército.

Na sequência referida pelas FDI, um militar israelita descreve o funcionamento da NAZA, nome da IA que dá título ao documentário e que é um acrónimo militar derivado do termo hebraico `nezek agavi`, usado pelas tropas para indicar o número de civis que se prevê morrerem num ataque aéreo como dano colateral.

Esboçando numa caderneta o funcionamento do sistema, o militar afirma que este não faz "qualquer distinção" entre menores e adultos e que "alguns bombardeamentos mataram 20, 30 e até 300 pessoas".

Questionado sobre o ataque mais mortal, disse não saber "quantos morreram na realidade, porque nunca foi avaliado, mas houve uma aprovação uma vez para matar 500".

O documentário - produzido pelo jornal The Guardian - é candidato ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, tendo recebido a ovação mais longa alguma vez registada da história do festival para uma estreia, quase 25 minutos.

Em 80 minutos, o documentário analisa a campanha de ataques sistemáticos de Israel no enclave palestiniano através do testemunho de 24 oficiais e soldados de Inteligência, que detalham estratégias de espionagem telefónica e sistemas de IA para identificar alvos.

Segundo denunciam os realizadores, este mecanismo funciona como um sistema em larga escala que provoca deliberadamente a morte de centenas de civis colaterais num único ataque.

domingo, 13 de setembro de 2026

Radicais iranianos sabotaram acordo de paz de Teerão com Trump, diz NYT... Radicais iranianos sabotaram o acordo de paz de Teerão com o Presidente dos Estados Unidos ao lançarem um ataque não autorizado contra um navio no Estreito de Ormuz, violando o cessar-fogo acordado, noticiou hoje o New York Times.

© Artur Widak/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  13/09/2026 

Segundo o jornal norte-americano, que cita responsáveis do Irão, uma fação iraniana mais conservadora está por trás do ataque a uma embarcação com bandeira do Qatar no Estreito de Ormuz, a 7 de julho, sem o conhecimento do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ou do comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi.

O artigo, baseado em fontes anónimas, afirma que grande parte da liderança do país desconhecia que uma fação radical tinha decidido agir por conta própria, o que contribuiu para o colapso das negociações com a administração de Donald Trump, que reimpôs o bloqueio naval ao Irão a 14 de julho, após os ataques.

"Estes esforços clandestinos frustraram o ímpeto dos pragmáticos mais moderados no Irão para conseguir o fim das hostilidades com os Estados Unidos e a recuperação da debilitada economia do país", indica o texto, citado pela agência noticiosa espanhola EFE e que tem por base testemunhos de cinco altos funcionários iranianos e dois membros da Guarda Revolucionária.

O diário alega que os radicais tiveram sucesso, em parte, porque o novo Líder Supremo, o ayatollah Mojtaba Khamenei, a única figura com autoridade para resolver tais disputas, não aparece em público desde março.

A notícia surge no mesmo dia em que o Presidente Trump declarou que os Estados Unidos "sairão" do Irão "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo", depois de, no sábado, ter afirmado que a guerra terminaria após as eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro.

A atual fase do bloqueio dos EUA ao Irão começou a 14 de julho, a pedido de Trump, quando terminou o acordo de cessar-fogo que tinha assinado com a República Islâmica a 17 de junho em resposta aos persistentes ataques de Teerão a navios no Estreito de Ormuz.

Cerca de 20% dos hidrocarbonetos a nível mundial passavam pelo Estreito de Ormuz antes do início do conflito, no final de fevereiro, desencadeado por ataques israelo-americanos contra Teerão.

Na sequência disso, o Irão lançou ataques contra as ricas monarquias petrolíferas aliadas de Washington e reivindicou o controlo do estreito, levando os Estados Unidos a impor, em retaliação, um bloqueio dos portos iranianos.



Leia Também: Adiada reunião entre Irão e países do Golfo prevista para segunda-feira

Omã anunciou hoje o adiamento da reunião prevista para segunda-feira entre o Irão e os países do Golfo sobre o futuro do estreito de Ormuz, rota marítima estratégica há meses bloqueada devido à guerra entre Washington e Teerão.

"Foi decidido adiar para uma data posterior a reunião regional que deveria ter lugar na segunda-feira em Salalah, a fim de criar as condições propícias a um diálogo construtivo", anunciou a agência noticiosa oficial de Omã, a ONA...


GUINÉ-BISSAU: TRABALHADORES DOMÉSTICOS DAS ESCOLAS RECUSAM REGRESSAR ÀS ESCOLAS SEM SALÁRIOS... A Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau afirma que os auxiliares de limpeza e segurança das escolas não regressarão ao trabalho enquanto não receberem os salários em atraso.

Por  Rádio Sol Mansi  / Radio TV Bantaba     13. 09. 2026 

Os associados da Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos da Guiné-Bissau confirmam que não vão retomar o trabalho nas escolas sem o pagamento dos salários em dívida.

A posição foi anunciada esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa, após a divulgação do encerramento do ano letivo 2025/2026 e da abertura do novo ano escolar 2026/2027.

Quinta Ialá defende que o Ministério da Educação deve incluir as preocupações do pessoal menor nas negociações, para que os seus direitos sejam debatidos em igualdade com os restantes trabalhadores.

Entretanto, o presidente da associação, Sene Bacai Cassamá, lamenta que o relatório do ano letivo tenha ignorado a situação dos auxiliares de limpeza e dos agentes de segurança das escolas.

Segundo Sene Bacai Cassamá, estes trabalhadores não receberam qualquer salário durante todo o ano letivo findo e, caso a dívida não seja regularizada, a associação poderá avançar com ações de reivindicação.

A Associação considera que a falta de uma política de proteção para os auxiliares de limpeza e segurança agrava a precariedade destes profissionais e apela ao Governo para liquidar, com urgência, os salários em atraso antes do início do novo ano escolar.

SUÉCIA: Sociais-Democratas suecos disponíveis para coligações à esquerda ou centro... Os Sociais-Democratas venceram hoje as eleições legislativas na Suécia, mas com votação muito fragmentada que torna incerto o cenário de governação, tendo a sua líder declarado já disponibilidade para coligações à esquerda ou ao centro.

© Jonas EKSTROMER / TT News Agency / AFP via Getty Images / Sweden OUT   LUSA  13/09/2026 

"Nós Sociais-Democratas estaremos sempre prontos a assumir a nossa responsabilidade pelos resultados", disse a líder social-democrata, Magdalena Andersson, reafirmando a disponibilidade para diferentes coligações que garantam a não recondução da coligação de direita atualmente no Governo.

Com cerca de 85% dos votos apurados, os Sociais-Democratas, de centro-esquerda, estão à frente com 28% dos votos. Apesar da queda de cerca de 2,4% (resultados preliminares), o partido de centro-esquerda vence em termos individuais.

No global, o conjunto da oposição (Sociais-democratas, Partido da Esquerda, Verdes e Partido do Centro) tem, no momento, 175 mandatos, contra 174 dos partidos de Governo (Moderados, Liberais e Democratas-Cristãos, que têm apoio dos Democratas Suecos).

A incerteza proporcionou uma longa noite eleitoral no Hotel Radison, no centro de Estocolmo, onde se reuniram os Sociais-Democratas.

Os resultados preliminares foram oscilando ao longo da noite, com 175 e 174 mandatos distribuídos para cada lado alternadamente: ora o conjunto do Governo tinha mais um mandato, ora tinha a oposição. Na casa dos Sociais-Democratas foi-se festejando consoante o resultado do momento, numa noite de grande incerteza.

Magdalena Andersson, recebida em grande festa pelos militantes, reafirmou o programa trabalhista do partido: "Aqui deveremos ter boas condições, bons salários (...). O movimento trabalhista sueco vai de encontro ao futuro, juntos".

Há várias combinações possíveis para levar Magdalena Andersson à liderança do Governo. Os sociais-democratas têm-se mostrado disponíveis para se juntarem a partidos à sua esquerda, mas também ao centro.

A antiga primeira-ministra aconselhou, contudo, cautela: "Agora devemos esperar pelos resultados finais".

Na casa dos Moderados, do primeiro-ministro Ulf Kristersson, o líder deixou uma mensagem à oposição: "Os três partidos à esquerda falharam, mais uma vez, em reunir uma maioria no parlamento sueco".

O partido de Kristersson atingiu os 19,9%, em resultados preliminares ao final da noite de domingo. O actual chefe de Governo disse que respeitará os resultados e a vontade de Magdalena Andersson se a antiga primeira-ministra "quiser tentar juntar os Verdes, o Partido da Esquerda e o Partido do Centro numa mesma solução de Governo", mas lembrou as dificuldades destas constelações governativas, pelas linhas vermelhas que cada partido tem em relação a outros.

"Não tenho pressa. É mais importante fazer bem, do que fazer rápido", disse sobre as negociações que se aproximam.

Entre os Democratas Suecos, da direita radical nacionalista, o ambiente esteve em baixo toda a noite após a saída das primeiras projecções, de acordo com a cobertura da televisão pública sueca. No entanto, o líder Jimmie Åkesson mostrou-se optimista.

"Nesta eleição fomos vencedores, porque há muito mais pessoas neste país que já não têm vergonha de dizer que são Democratas Suecos, que têm orgulho de o dizer", disse Åkesson em reacção aos resultados preliminares que colocam o seu partido em terceiro lugar com 17,7%.

"Nós ainda temos possibilidade de ganhar", disse Åkesson, que tem um acordo com o actual primeiro-ministro em que, caso os partidos hoje no Governo ganhem, os Democratas Suecos deverão fazer parte do executivo.

À esquerda houve também motivos de celebração. "Amigos, conseguimos!", disse a líder do Partido da Esquerda, Nooshi Dadgostar. "Nós fomos o partido que mais cresceu", comentou sobre os 8,1% que obteve, no momento em que cerca de 85% dos votos estavam apurados. "Faremos todos os possíveis para dizer adeus a Tidö", prometeu.

O Partido do Centro obteve também um melhor resultado do que em 2022: 7,1%. A líder dos centristas, Elisabeth Thand Ringqvist, mostrou-se feliz e satisfeita com o resultado, mas sublinhou que o cenário final é "muito incerto".

"Os extremos não devem dominar o Governo", disse ainda. "os que votaram em nós, votaram numa política de centro", acrescentou, prometendo que os centristas terão uma atitude "construtiva" nas negociações que agora se seguem.

Entre os Democratas-Cristãos, um dos partidos no Governo, Ebba Busch agradeceu ao actual primeiro-ministro e traçou as prioridades para uma eventual reeleição: "Energia nuclear, imigração, luta contra a criminalidade, economia [...] Este é mandato que o povo sueco nos deu".

A líder dos Democratas-Cristãos tinha dito, poucos dias antes do dia das eleições, que caso o Governo Tidö caísse, os Democratas-Cristãos seriam oposição, o que quer dizer que não farão parte de uma outra solução de Governo que não a actual.

Também os Verdes tiveram uma noite feliz: "Estas foram umas boas eleições para nós", disse Daniel Helldén, um dos dois porta-vozes do partido, reagindo aos 6,1% preliminares, um aumento de 1% face às últimas eleições e um resultado histórico para o partido. Helldén e a co-porta-voz Amanda Lind falaram aos militantes em ambiente de festa e deram a entender querer ser parte de uma solução de governo.

No fundo da lista, com 5,4% ao final da noite, os Liberais seguram a representação parlamentar, que necessita de um mínimo de 4%. "Isto é histórico", disse Simona Mohamsson em reacção aos resultados. "Votaremos não a Magdalena Andersson como primeira-ministra", disse, acresentando: "Mais quatro anos", aludindo à manutenção do actual Governo de coligação de que os Liberais fazem parte, juntamente com os Moderados e os Democratas-cristãos.

Os resultados finais poderão ainda levar alguns dias a ser anunciados. Com base nesses números, os partidos irão para negociações para formar Governo.


Leia Também: Extrema-direita sobe 12 pontos percentuais nas eleições da Baixa Saxónia

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) subiu quase 12 pontos percentuais nas eleições regionais de hoje no estado da Baixa Saxónia, noroeste do país, onde ocupa agora o terceiro lugar.

Estas eleições eram consideradas um barómetro após a vitória do partido na semana passada no estado da Saxónia-Anhalt.

De acordo com os cálculos da Infratest Dimap, baseados nos resultados preliminares das eleições municipais e distritais, a União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, manteve-se como o partido mais votado na Baixa Saxónia, embora tenha descido quatro pontos percentuais, para 27,7%.

O Partido Social-Democrata (SPD) ficou em segundo lugar, também com uma descida de 5,5 pontos percentuais, para 24,5%....

Guiné-Bissau: Será maldade ou negligência do governo?🇬🇼🚨... A Ilha de Bubaque é conhecida por fornecer um dos melhores pescados do nosso país. Mas como é possível que os seus cidadãos ainda careçam de uma alimentação saudável?

Por  Djamilatú Bá   Digital Mídia Global TV    13 de setembro de 2026       

Nos últimos tempos, os moradores de Bubaque têm sofrido com a carência de pescado. Segundo relatos, pescadores e mulheres vendeiras acabam transferindo todo o pescado de melhor qualidade para fora da ilha, deixando para a população local apenas o que é menos consumido.

A constatação é da responsável de Relações Públicas da DMG TV, que se encontra neste momento em Bubaque. Ela conversou com alguns pescadores e mulheres vendeiras para entender a origem da carência local.

Em entrevista exclusiva, as mulheres vendeiras e os pescadores lamentam a falta de poder de compra por parte da população local. Por esta razão, preferem, muitas das vezes, transferir o pescado para o mercado da cidade de Bissau, onde conseguem melhores preços.

Por outro lado, a população lamenta profundamente a subida exorbitante do preço do pescado. Trata-se de uma comunidade que vive numa zona onde o poder de compra é baixo.

Mas de quem é a culpa? Dos pescadores, das vendeiras ou do governo que não fiscaliza? São esses pequenos detalhes que fazem toda a diferença na vida quotidiana da população local.

GUINÉ-BISSAU. PORTA-VOZ DO PAIGC: “LIDERANÇA PARTIDÁRIA DO PRIMEIRO-MINISTRO LEVANTA DÚVIDAS SOBRE A TRANSPARÊNCIA ELEITORAL”

Por: Assana Sambú    JORNAL ODEMOCRATA  13/09/2026  

O porta-voz do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Muniro Conté, afirmou que a liderança partidária do primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, suscita dúvidas quanto à transparência e à imparcialidade do processo eleitoral previsto para dezembro deste ano.

Em entrevista ao jornal O Democrata, o dirigente político observou que a criação do Partido Popular Guineense (PPG), liderado pelo chefe do Governo e ministro das Finanças, contraria a prática observada em anteriores períodos de transição política no país.

“A criação do Partido Popular Guineense (PPG), tendo à testa o titular de um órgão de soberania, vem contrariar aquilo que tem sido a lógica e a realidade das transições políticas no país, nas quais as autoridades instituídas não têm participado nas disputas, em resposta ao desígnio de assegurar a transparência e a justeza do processo”, afirmou.

Muniro Conté questionou ainda as garantias de igualdade entre os diferentes concorrentes.

“Quem nos garante que um primeiro-ministro e ministro das Finanças, liderando um partido, não irá usar a sua influência política e financeira para angariar militantes?”, interrogou.

As declarações foram feitas em entrevista ao semanário O Democrata, numa reação aos resultados do referendo realizado a 30 de agosto e às recentes declarações do enviado especial da União Africana para a Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, sobre a eventual reabertura do espaço político.

Para o dirigente do PAIGC, a possibilidade de levantamento das restrições à atividade política ocorre num contexto que considera coincidente com a emergência de uma nova força partidária liderada pelo atual primeiro-ministro.

No entendimento do partido, Ilídio Vieira Té não deveria assumir a liderança de um projeto político durante o período de transição.

“É uma situação que pode ser comparada à de alguém que é árbitro e jogador ao mesmo tempo”, resumiu.

PAIGC denuncia “referendo-farsa” e mantém abertura ao diálogo político

Muniro Conté afirmou que o PAIGC considera o referendo realizado em 30 de agosto uma “farsa” e classificou o processo como “mais um golpe de Estado”. Apesar disso, garantiu que o partido continua disponível para participar num diálogo inclusivo com as autoridades de transição.

“Perante este processo fraudulento, não nos resta outro posicionamento que não seja o de rejeição ou de não reconhecimento do referendo. No entanto, continuamos abertos ao diálogo, como já manifestámos por várias vezes, sem resposta do regime. Defendemos que apenas através de um diálogo inclusivo e participativo será possível encontrar soluções duradouras para a crise”, declarou.

O porta-voz criticou os resultados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), alegando que os números anunciados não refletem o que, segundo afirma, se observou durante a votação.

“Pese embora as ilegalidades, irregularidades e vícios decorrentes do processo, assistimos a uma resposta categórica dos eleitores, que boicotaram massivamente o referendo. Em contradição com essa realidade, surgiu um anúncio de resultados que não corresponde ao ambiente vivido no dia da votação”, afirmou.

Na sua opinião, os partidos políticos e o eleitorado foram afastados de mecanismos de fiscalização que poderiam reforçar a credibilidade do processo.

“É, no mínimo, contraproducente que um Conselho Nacional de Transição que se arroga falar em nome do povo exclua esse mesmo povo de um processo tão sensível como a revisão constitucional”, criticou.

PAIGC considera ilegais restrições às atividades políticas

Relativamente ao processo de regularização dos partidos políticos e às restrições impostas à atividade partidária, Muniro Conté considerou que as medidas constituem uma limitação indevida dos direitos e liberdades fundamentais.

“Colocaram a Guiné-Bissau muito mal na fotografia, se não mesmo na órbita dos regimes ditatoriais”, afirmou.

Segundo o dirigente, a interdição de reuniões políticas, conferências de imprensa e outras atividades partidárias enfraqueceu o Estado de Direito Democrático.

“Num país em que os partidos políticos e a imprensa livre veem os seus direitos limitados, torna-se difícil falar de um verdadeiro Estado de Direito Democrático”, defendeu.

Referindo-se à situação da sede nacional do PAIGC, Conté afirmou que o partido dispõe de suporte legal que sustenta o direito de utilização do edifício.

“Não vamos implorar para não sermos despejados. Existe um Boletim Oficial de 30 de agosto de 1991 que publica o decreto que cedeu, a título gratuito, o edifício onde funciona a sede nacional do PAIGC”, declarou.

Na sua perspetiva, qualquer eventual revisão jurídica da matéria não deveria conduzir à perda da sede partidária.

Sobre a anunciada reabertura do espaço político, considerou que a decisão peca por tardia.

“Há muito que deveria ter sido tomada esta medida. Aliás, entendemos que estas restrições nunca deveriam ter existido”, sustentou.

PAIGC acusa CEDEAO e União Africana de inação perante a crise

Questionado sobre o papel da comunidade internacional na promoção de um processo político inclusivo na Guiné-Bissau, Muniro Conté distinguiu as diferentes organizações envolvidas.

Segundo afirmou, a União Europeia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm assumido posições mais claras quanto à necessidade do restabelecimento da ordem constitucional.

Por outro lado, considerou insuficiente a atuação das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana.

“As Nações Unidas têm mantido uma postura politicamente correta, sem ir além dos apelos à legalidade e à transparência. Já a CEDEAO e a União Africana, apesar de terem designado mediadores, pouco ou nada fizeram para promover avanços concretos”, criticou.

O dirigente foi particularmente crítico em relação ao enviado especial da União Africana, Patrice Trovoada, acusando-o de falta de imparcialidade.

“Uma mediação que deveria ser inclusiva, ouvindo todas as partes envolvidas, tem-se limitado a contactos com as autoridades da transição. Isso transmite uma perceção de parcialidade”, afirmou.

Na opinião do porta-voz do PAIGC, a ausência de uma mediação mais ativa tem limitado as possibilidades de consenso político.

“Por esse andar, dificilmente poderemos contar com eles para ajudar a construir uma solução inclusiva para a crise”, concluiu.

Trump diz que EUA sairão do Irão, a não ser que decidam "ficar com o petróleo"... O Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos irão sair do Irão, a menos que decidam ficar com o seu petróleo, como na Venezuela.

Por  Jornaldenegocios.pt/Lusa  13/09/2026

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste domingo que os Estados Unidos sairão do Irão, "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo, como na Venezuela", país onde ainda não vê condições para a realização de eleições.

"Acabaremos por sair [do Irão], a menos que decidamos permanecer e ficar com o petróleo, como na Venezuela. Já não se fala da Venezuela, pois não? Recebemos milhares e milhares e milhares de milhões de dólares. Pagámos a guerra muitas vezes", disse o Presidente aos jornalistas em Doonbeg, na Irlanda, onde assistia a um torneio no seu próprio clube de golfe.

Trump respondia às perguntas sobre a reunião que iria decorrer na segunda-feira entre Omã e o Irão, onde deveriam estar presentes a Arábia Saudita, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, a propósito do futuro do estreito de Ormuz. No entanto, Omã já veio dizer neste domingo ao final do dia que o encontro foi adiado.

Depois de, no sábado, ter antecipado que a guerra no Médio Oriente terminaria após as eleições intercalares de novembro nos EUA, Donald Trump comparou a situação no Irão à da Venezuela, onde, segundo afirmou, "as pessoas viviam numa situação difícil, e agora as empresas petrolíferas estão a chegar e a ganhar muito dinheiro".

Questionado sobre a possibilidade de se realizarem eleições na Venezuela, onde os Estados Unidos têm estado a apoiar a Presidente interina, Delcy Rodríguez, desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, Trump realçou que estas acontecerão "quando estiverem prontos".

"Era um país muito triste. E agora o povo está muito feliz. O povo da Venezuela está muito feliz. E eles veem o que está a acontecer. E, aliás, estão a ser criados milhares de empregos. Todas as grandes empresas que realmente não podiam ou não queriam ir para lá, estão todas lá agora", acrescentou.

Entretanto, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, declarou hoje que o acordo assinado com Omã sobre o estreito de Ormuz, que deveria ser anunciado na segunda-feira, não levará à reabertura desta via navegável até que os Estados Unidos reafirmem os compromissos assumidos no memorando de entendimento para a paz assinado em junho.


Leia Também: Irão. Guerra bloqueia acesso dos iranianos a alimentos e medicamentos

O Presidente iraniano denunciou hoje que a guerra dos EUA contra o Irão trava o acesso da população a "alimentos e medicamentos", referindo-se ao recrudescimento das sanções e ao bloqueio naval de Washington contra Teerão.

"Se são humanos, por que privam a população de acesso à água, aos alimentos e aos medicamentos?", disse Masud Pezeshkian numa publicação na sua conta no X.

O Presidente acusou os EUA de empreenderem "uma guerra contra as infraestruturas civis, os recursos alimentares e os meios de subsistência da população"...