quarta-feira, 2 de setembro de 2026

EUA prontos a voltar a atacar Irão "a qualquer momento"... O Presidente Donald Trump afirmou hoje que os Estados Unidos estão prontos para voltar a atacar o Irão "a qualquer momento", após o retomar das hostilidades entre os dois países, pondo fim a uma trégua de um mês.

© Samuel Corum/Sipa/Bloomberg via Getty Images   LUSA  02/09/2026 

"Ontem (terça-feira) à noite, atacámos em força. Destruímos todos os novos equipamentos que estavam a tentar instalar ao longo do estreito de Ormuz", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca.

"O ataque (...) foi muito violento e estamos prontos para lançar outro ataque a qualquer momento", adiantou.

Washington desativou os sistemas de radar do Irão, assegurou Trump, sublinhando que as forças norte-americanas mantêm o "controlo" sobre o estratégico estreito de Ormuz.

Trump reiterou que o seu principal objetivo é impedir o Irão de desenvolver uma arma nuclear e antecipou que o conflito "não vá demorar muito mais".

"Não sei por quanto tempo conseguirão (regime iraniano) resistir, mas aconteça o que acontecer, não importa", acrescentou sobre o calendário da ofensiva no Irão.

O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) anunciou na última noite que as suas forças concluíram com sucesso ataques contra alvos militares no Irão, que retaliou contra bases dos Estados Unidos nos países vizinhos.

"As forças norte-americanas atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação", refere o CENTCOM em comunicado sobre os ataques de terça-feira.

"Os ataques seguem-se a tentativas recentes de ataques do IGRC contra navios mercantes no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos", adianta.

"Mais de 50.000 militares norte-americanos estão atualmente a operar no Médio Oriente e mantêm-se vigilantes, letais e preparados para continuar a executar operações dirigidas pelo Comandante-Chefe", refere ainda o CENTCOM.

Esta foi a segunda vaga de ataques desde que os Estados Unidos atingiram a ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, matando duas pessoas. Segundo Washington, Teerão preparava-se para lançar no estreito de Ormuz, a partir de Larak, rockets carregados com minas marítimas.

A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.

De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.

Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país.

Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

Após a mais recente vaga de ataques, o exército jordano informou na terça-feira que intercetou 10 mísseis balísticos disparados do Irão, enquanto 3 mísseis "caíram em zonas remotas, longe de zonas povoadas",.

Segundo a IRGC o ataque, com mísseis balísticos pesados, foi dirigido contra Camp Titin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos.

Mais tarde, a IRGC reivindicou também ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, com drones.

No Kuwait, as Forças Armadas indicaram ter intercetado "alvos hostis".

Antes, a IRGC confirmou "uma onda de ataques contra alvos norte-americanos na região" e reivindicou também ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.

Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação «Pária Económico», que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.


GUERRA NA UCRÂNIA: Noruega detém navio russo a pedido da empresa ucraniana Naftogaz... As autoridades norueguesas detiveram hoje o barco russo de investigação oceanográfica 'Professor Molchanov' no arquipélago de Svalbard, situado no Oceano Glacial Ártico e integrante do reino norueguês, a pedido da empresa ucraniana Naftogaz.

© iStock   LUSA  02/09/2026 

O governador de Svalbard informou, em comunicado, que a detenção da embarcação ocorreu no seguimento de uma decisão judicial tomada na segunda-feira pelo Tribunal do Distrito Norte Troms da Noruega.

"O processo judicial e a sentença integram a luta da empresa para recuperar os fundos que a Federação Russa lhe expropriou em 2014", assinalou o governador.

O diário norueguês Aftenposten, citando fonte policiais, avançou que a apreensão do navio ocorreu perto da localidade de Barentsburg, na ilha de Spitsbergen.

O 'Professor Molchanov', com 72 metros de comprimento e 13 metros de largura, que as autoridades norueguesas tinham proibido de se aproximar de Barentsburg, é utilizado pela Federação Russa para "expedições comerciais", segundo a agência noticiosa norueguesa NTB.

"O governador encarregar-se-á da tripulação e dos passageiros embarcados", segundo o comunicado.

Segundo a NTB, a apreensão do navio "faz parte de uma iniciativa global destinada a garantir que a Federação Russa cumpre as suas obrigações pendentes", estimadas em 4,22 mil milhões de dólares, mais juros e custos, depois das expropriações sofridas pela Naftogaz com a anexação ilegal russa da Crimeia em 2014.


Diretor de televisão desaparece no Níger e RSF exige investigação... A Organização Não Governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF) defendeu hoje a abertura de um inquérito ao desaparecimento do diretor de uma estação de televisão privada no Níger, país governado com 'mão de ferro' por uma junta militar.

© Alain Pitton/NurPhoto via Getty Images   LUSA   02/09/2026

"[O diretor da estação de televisão] Moussa Kaka saiu do seu escritório em Niamey, a capital do país, no dia 31 de agosto, por volta das 19:00, para regressar a casa; nunca chegou lá", escreve a ONG, salientando que o desaparecimento de pessoas críticas do regime tem sido cada vez mais frequente.

"O desaparecimento de Moussa Kaka, jornalista de renome, é particularmente preocupante, numa altura em que o Níger atravessa um novo período de fortes tensões políticas e de segurança; a RSF acompanha a situação com atenção e apela às autoridades nigerinas para que abram imediatamente uma investigação com vista a localizá-lo", afirmou o diretor do gabinete da ONG para a África subsaariana, Sadibou Marong.

O Níger é governado desde 2023 por uma junta militar regularmente acusada pelas ONG de violações da liberdade de imprensa, e o desaparecimento do jornalista, que tinha sido detido em novembro de 2025 por "divulgação de documentos suscetíveis de perturbar a ordem pública", ocorre poucos dias após um motim que abalou Niamey durante cerca de 24 horas e que o regime reprimiu com a ajuda decisiva da Rússia.

Moussa Kaka é diretor da Radio Télévision Saraounia (RTS), um meio de comunicação audiovisual privado, e foi durante muitos anos correspondente da Radio France Internationale (RFI), meio de comunicação suspenso pela junta que, desde a chegada ao poder em 2023, tem conduzido uma política abertamente hostil à França.

Segundo o meio de comunicação Aïr Info, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), o antigo ministro da Defesa do regime derrubado, Kalla Moutari, foi também detido na terça-feira, sem que os motivos tenham sido especificados.


EUA: Ormuz recuperou o fluxo de Brent pré-guerra. Acabou a chantagem de Teerão... Com mais de 17 milhões de barris no mar e o apoio de oleodutos sauditas, o secretário da Energia norte-americano assegura que o abastecimento mundial contornou as ameaças no Golfo.

O tráfego de navios no Estreito de Ormuz está a voltar à normalidade, garantem os EUA. FOTO: Halden Krog / EPA    DN/Lusa  02 Set 2026 

Seis meses após a escalada militar com o Irão, o tráfego de crude através do Estreito de Ormuz recuperou a normalidade e atingiu o valor mais alto desde o final de fevereiro, com mais de 17 milhões de barris transportados num único dia. Para a administração norte-americana, os números marcam uma viragem estratégica no Médio Oriente: o regime de Teerão "está a perder a capacidade de manter a economia global refém" do estrangulamento das rotas marítimas do Golfo Pérsico.

A garantia foi deixada pelo secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, em entrevista à CNBC. O governante sublinhou que a segurança energética internacional foi blindada não apenas pelo regresso em massa dos petroleiros ao estreito, mas também pela ativação de rotas terrestres alternativas: somando o petróleo que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos desviam por oleodutos para contornar a passagem marítima, as exportações da região superaram mesmo os níveis anteriores à eclosão do conflito.

"Com ou sem o Irão, o petróleo e o gás continuarão a fluir da região do Golfo Pérsico, e isso está a acontecer", rematou o responsável norte-americano, afastando o cenário de disrupção dos mercados internacionais.

Antes do início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto e outros produtos petrolíferos passavam diariamente pelo estreito de Ormuz.

Os números avançados por Wright são superiores às estimativas das empresas independentes que monitorizam o tráfego marítimo através do estreito, mas o ministro de Donald Trump afirmou que Washington possui "os melhores dados disponíveis" e que estas empresas podem não estar a contabilizar embarcações que navegam "secretamente" pelo estreito.

Os números, acrescentou, mostram que "o Irão está a perder a sua capacidade de interromper o tráfego marítimo" e que, embora continue a causar "algumas interrupções", o regime de Teerão "está a perder essa vantagem".

Os Estados Unidos estabeleceram um corredor marítimo ao longo da costa de Omã, do lado oposto ao Irão no estreito, para facilitar a passagem dos petroleiros dos seus aliados do Golfo, que por vezes navegam durante a noite.

No entanto, o Irão tem atacado esporadicamente os navios que utilizam esta rota e exige que as embarcações comerciais utilizem um corredor localizado junto às suas águas.

Entretanto, o preço do crude norte-americano WTI, que fechou ontem acima dos 90 dólares por barril, depois de os Estados Unidos terem bombardeado o Irão pela segunda vez numa semana, cotava nos 89,68 dólares por barril esta manhã.

Washington e Teerão retomaram os ataques depois de quase um mês sem hostilidades e na sequência do anúncio da administração Trump de uma campanha de pressão económica contra a República Islâmica.

EUA: Ucrânia pode produzir mísseis Patriot, mas Rubio avisa: "Demora anos"... O secretário de Estado norte-americano afirmou hoje que Washington continua a negociar com Kiev a concessão de licenças para produzir mísseis intercetores para os sistemas Patriot, mas avisou que, mesmo que se concretize, o processo levará anos.

© Lusa   02/09/2026 

"Isso está a ser negociado neste preciso momento, mas não é uma solução imediata", respondeu Marco Rubio, quando questionado numa entrevista à estação Fox News sobre se opunha a que os Estados Unidos (EUA) concedessem essa licença à Ucrânia.

"Aumentar a produção, mesmo que se disponha de uma licença, é um processo que demora vários anos — o tempo necessário para construir essas fábricas — e trata-se de armas extremamente sofisticadas", adiantou Rubio no programa de rádio de Brian Kilmeade, na Fox News.

O chefe da diplomacia norte-americana disse mesmo que embora "o acordo possa vir a concretizar-se", "não resolverá realmente o problema a curto prazo" com que Kyiv se depara.

Durante uma recente visita a Washington, no final de julho, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter "discutido licenças para a produção de intercetores Patriot" com o homólogo norte-americano, Donald Trump, que tinha afirmado na cimeira da NATO em Ancara, realizada no início desse mesmo mês, que iria fornecer a Kyiv as licenças para a construção em solo ucraniano destes mísseis.

Posteriormente, o líder da Casa Branca considerou que os Estados Unidos deviam ter "muito cuidado" antes de autorizar a Ucrânia a produzir mísseis para os sistemas norte-americanos de defesa antiaérea Patriot.

"Estas armas são incríveis. Temos de ter muito cuidado antes de deixar alguém produzi-las", afirmou Trump, referindo-se também aos mísseis Tomahawk.

Ainda na entrevista à Fox News, Rubio afirmou que, neste momento, "o mundo inteiro está a pedir mais mísseis intercetores aéreos", incluindo os "países do Médio Oriente".

"É apenas uma questão de disponibilidade. E, obviamente, tenho de lembrar às pessoas que os Estados Unidos têm necessidades. Temos as nossas próprias necessidades de defesa; temos os nossos próprios requisitos de defesa. E antes de podermos ajudar os outros, temos de garantir que os nossos 'stocks' são sempre suficientes", prosseguiu Rubio.

Ainda na semana passada, um responsável da defesa dos Estados Unidos na Europa e um responsável da NATO revelaram à agência noticiosa Associated Press (AP) que as Forças Armadas norte-americanas estão a enfrentar uma escassez crítica de mísseis intercetores no continente europeu, devido ao elevado consumo na guerra com o Irão.

Hoje nas declarações à Fox News, Rubio sentiu a necessidade de comentar as alegações de escassez de armamento, apontando que o que tem sido noticiado sobre os 'stocks' dos Estados Unidos "é impreciso".

"Considero isso perigoso, porque, de certa forma, os nossos adversários leem essas notícias e acreditam que são verdadeiras, tentam pôr-nos à prova e isso pode conduzir a um conflito", argumentou.

"Temos os nossos próprios requisitos mínimos, e estes têm sempre de ser cumpridos antes de podermos fornecer ajuda a outros", continuou Rubio.

Tanto Kyiv como Moscovo intensificaram os seus bombardeamentos de longo alcance nos últimos meses, à custa de um número crescente de vítimas civis, mais de quatro anos após o início da invasão russa em grande escala da Ucrânia.

A defesa contra mísseis balísticos, particularmente difíceis de intercetar, é uma prioridade absoluta para Kyiv.


Leia Também: Tiroteio nos serviços secretos ucranianos? "Absolutamente vergonhoso"

O Presidente ucraniano classificou hoje como uma "situação absolutamente vergonhosa" o tiroteio entre duas unidades dos serviços secretos ucranianos em Kyiv e anunciou uma investigação para apurar os pormenores, bem como investigações internas das respetivas forças envolvidas.

São Tomé: PR declara despesas de mais de 500 mil euros na campanha... O Presidente reeleito de São Tomé e Príncipe entregou hoje as contas de campanha ao Tribunal Constitucional (TC) nas quais declara despesas de 503 mil euros nas eleições de 19 de julho, segundo o diretor financeiro da candidatura.

© Lusa   02/09/2026 

Segundo Posik Santos, a candidatura de Carlos Vila Nova não quis repetir o erro do passado, relativamente às eleições de 2021, quando não apresentou as contas em tempo previsto na lei, e o chefe de Estado já eleito foi multado em cerca de 15 mil euros, assim como os outros 19 candidatos.

Carlos Vila Nova foi o único a pagar a totalidade da multa e fê-lo nas véspera da campanha para as eleições de 19 de julho.

A lei determina que a apresentação das contas de campanha deve ser feita até 90 dias após a proclamação oficial dos resultados.

No dia 28 de julho, o Tribunal Constitucional são-tomense declarou Carlos Vila Nova como Presidente eleito, com 31.613 votos (55,88%).

O segundo candidato mais votado foi Nito D'Abreu, que obteve 23.457 votos (41,46%), seguido de Miques João, com 900 votos (1,59%) e Eugénio Tiny, com 604 votos (1,07%).

Pelo menos três chefes de Estados e dois primeiros-ministros marcam presença, quinta-feira, na tomada de posse do Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, que inicia o segundo mandato.

Segundo um documento divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe estão confirmadas as presenças dos Presidentes da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbassogo, da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Olingui Nguema.

Também estarão na cerimónia a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

No dia em que foram anunciados os resultados preliminares, Carlos Vila Nova afirmou contar "com todos", para reconstruir o país, incluindo com os que fizeram "uma escolha diferente".

O chefe de Estado, eleito para novo mandato de cinco anos, garantiu que "a partir deste momento não há vencedores nem vencidos" e defendeu que "o país precisa definitivamente de virar a página da divisão, do ressentimento, da perseguição e do discurso do ódio".

Numa conferência de imprensa na sede da candidatura, Vila Nova assegurou também que "a pacificação social será uma das grandes prioridades do mandato", admitindo que "não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade social, não haverá progresso sem unidade social".

"Estenderei a mão a todas as forças políticas, às Igrejas, aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos empresários, à diáspora e à sociedade civil", prometeu.

Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.

São Tomé e Príncipe prepara-se agora para as eleições legislativas, autárquicas e regional marcadas para 27 de setembro.


GUERRA NA UCRÂNIA: Kyiv com novo sistema de alerta face a bombardeamentos. Como funcionará?... O Presidente ucraniano anunciou hoje que vai introduzir um novo sistema de sirenes aéreas na Ucrânia, que distinguirá os ataques com mísseis dos ataques com drones, a fim de mitigar os impactos dos bombardeamentos russos.

© Sergei SUPINSKY / AFP via Getty Images   LUSA  02/09/2026 

Numa mensagem nas redes sociais, Volodymyr Zelensky indicou que iriam ser introduzidos dois níveis de alerta, vermelho e amarelo, com sinais sonoros diferentes.

"Regra geral, o nível amarelo sinalizará um ataque de drones, enquanto o nível vermelho indicará uma ameaça de mísseis", explicou.

No entanto, todas as semanas, o exército e as autoridades determinarão quais os indicadores específicos que darão origem a um alerta amarelo ou vermelho, detalhou Zelensky.

Segundo o líder ucraniano, estas novas medidas visam contrariar a intensificação, nos últimos meses, dos bombardeamentos russos que têm como objetivo "desgastar a população civil" e "perturbar a atividade económica".

O país enfrenta, quase diariamente, múltiplos alertas aéreos, diurnos e noturnos, que obrigam muitas repartições e edifícios públicos a encerrar temporariamente, enquanto dura o alerta.

"O principal objetivo destas alterações é proporcionar aos particulares e às empresas na Ucrânia maior previsibilidade e uma melhor compreensão de como reagir em cada situação específica", afirmou Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano referiu ainda que as autoridades ucranianas devem "estabelecer critérios claros que permitam às instituições governamentais, às autoridades locais, às empresas e a outras infraestruturas económicas e sociais" prosseguir as suas atividades em caso de ameaça de "nível amarelo".

Além disso, afirmou que uma das linhas do metro que serve a margem direita de Kyiv continuará a funcionar "em pleno" durante os alertas amarelos.

Atualmente, o funcionamento do metro na margem direita é suspenso com grande regularidade durante os alertas.

O recolher obrigatório na capital ucraniana, em vigor das 00:00 às 05:00 (das 21:00 às 01:00 em Lisboa), será também reduzido, anunciou Zelensky, e outras cidades são encorajadas a fazer o mesmo, a fim de ter em conta "as necessidades reais das pessoas em matéria de segurança e a necessidade de as empresas prosseguirem as suas atividades".

O anúncio surge após o Presidente ucraniano ter avisado, na terça-feira, que o espaço aéreo russo vai tornar-se "extremamente perigoso" e alertou as companhias aéreas para a presença de drones ucranianos.

O líder ucraniano sublinhou mesmo que, embora as autoridades russas possam não comunicar, "o céu russo será, de facto, encerrado".

"Os céus infestados de drones não são local adequado para a aviação civil", continuou Zelensky.

Hoje, Kyiv notificou oficialmente a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) de que o espaço aéreo russo "não é seguro" devido ao "aumento da atividade militar".

A Ucrânia tem conseguido atingir nos últimos meses cada vez mais alvos no interior da Rússia, como refinarias e complexos de distribuição, mas esta é a primeira vez que Kyiv faz uma ameaça deste tipo que envolva superioridade aérea no território russo.   

Por sua vez, Moscovo também tem conseguido atingir mais alvos em território ucraniano com mísseis balísticos, uma vez que Kyiv enfrenta uma escassez de mísseis intercetores para os sistemas de defesa aérea.


Leia Também: Governo israelita avisa que Irão poderá atacar durante feriados judaicos

O ministro da Defesa israelita alertou hoje que o Irão pode aproveitar o período de feriados judaicos, que começa a 11 de setembro com o Rosh Hashaná (Ano Novo judaico), para lançar um ataque contra Israel.

Gronelândia avisa que "tempos de conquistar países acabaram" e confirma diálogo com EUA sobre pretensões de Trump... Egede agradece o apoio dos Estados-membros da União Europeia, e envia mensgem aos EUA que, se interferir, com a Gronelândia também vai interferir com toda a União Europeia.

 observador.pt /Lusa  02 Set. 2026 

O chefe da diplomacia da Gronelândia avisou esta quarta-feira que acabaram os tempos em que era possível “tomar um país” e assegurou que prossegue o diálogo com os Estados Unidos, que têm pretensões sobre o território autónomo dinamarquês.

“Em 2026 alguém acredita que pode simplesmente conquistar um país? Esses tempos acabaram e devemos responder que esses tempos acabaram”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Comércio e Recursos Minerais da Gronelândia, Mute Bourup Egede, durante um debate conjunto das comissões de Negócios Estrangeiros (AFET) e Desenvolvimento (DEVE) do Parlamento Europeu, esta quarta-feira em Bruxelas.

No seu discurso aos eurodeputados, o ministro explicou que a Gronelândia e a Dinamarca criaram um grupo de altos responsáveis com os Estados Unidos (EUA) que está a trabalhar para resolver a situação, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter manifestado repetidamente a intenção de controlar, inclusive pela força, aquele território, rico em recursos minerais.

Embora o ministro gronelandês tenha evitado dar detalhes sobre as conversações, confirmou que “o diálogo continua”.

Egede agradeceu também o apoio recebido dos Estados-membros da União Europeia (UE), da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu perante a pressão dos EUA, assegurando que isso fez uma “verdadeira” diferença para a ilha do Ártico e enviou “uma mensagem forte” a Washington de que “interferir com a Gronelândia também significa interferir com toda a União Europeia”.

Egede apelou para que a Gronelândia e parceiros europeus “se mantenham juntos” numa altura em que os “autocratas” estão a aumentar o seu poder e os valores democráticos estão a ser desafiados.

“Temos de estar juntos para proteger os nossos valores”, disse, alertando que, se os países que partilham estes princípios não permanecerem unidos, não estará apenas em causa o futuro da Gronelândia, mas também a ordem internacional baseada em regras e o “futuro comum”.

Questionado pelos eurodeputados sobre uma possível reentrada da Gronelândia na União Europeia, quatro décadas após a sua saída, o ministro evitou fazer uma declaração categórica e salientou que “não é apropriado” estabelecer uma posição definitiva neste momento.

No entanto, admitiu que o “grande encargo administrativo” exigido pela adesão plena seria muito difícil de assumir para a pequena administração de um território de apenas 56.000 habitantes.

Por esta razão, Egede optou por não reabrir esse debate por agora e por dar prioridade ao fortalecimento e à expansão da atual “parceria estratégica” que a Gronelândia tem com o bloco da UE em áreas como matérias-primas, educação e alterações climáticas.

Especificamente, apontou o desenvolvimento da cooperação atual com a UE, que começou com um foco nas pescas e foi posteriormente alargada a outras áreas como educação, matérias-primas, ambiente e alterações climáticas.

Quanto à NATO, considerou que o papel da Aliança Atlântica no Ártico “se tornará mais forte” no atual cenário geopolítico e defendeu a necessidade de os aliados demonstrarem que permanecem unidos contra outras potências internacionais.

Egede apontou as matérias-primas críticas como uma das principais áreas em que a Gronelândia pretende fortalecer a sua relação com a UE e apelou a investimentos europeus para avançar no mapeamento do subsolo do território, do qual cerca de 60% ainda é desconhecido.

Apelou também às empresas europeias para se comprometerem a adquirir matérias-primas extraídas na Gronelândia, o que permitiria ao território desenvolver o setor e, ao mesmo tempo, contribuir para garantir o fornecimento de minerais críticos à UE.

“Se não houver empresas europeias, há outras partes interessadas”, alertou.

O ministro explicou que a Gronelândia procura diversificar uma economia em que 97% das exportações dependem atualmente do peixe, com a intenção de adicionar matérias-primas e turismo como dois novos grandes motores económicos.

Apelou também ao investimento europeu em conectividade, telecomunicações e outras infraestruturas críticas, recordando que os habitantes da ilha estão distribuídos em cidades sem ligações terrestres entre si e dependem principalmente do transporte marítimo e aéreo.

Tiroteio entre serviços secretos ucranianos faz vários feridos em Kyiv... Um tiroteio entre dois ramos dos serviços secretos ucranianos provocou vários feridos hoje em Kyiv, na sequência de uma operação com agentes do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) para desmantelar uma tentativa de atentado russo.

© Presidência da Ucrânia  LUSA  02/09/2026 

Segundo o jornal Kyiv Independent, o tiroteio ocorreu pela manhã durante uma investigação sobre um alegado plano terrorista contra o comandante adjunto do Corpo de Voluntários Russos - que luta do lado da Ucrânia -, Stepan Kaplunov.

Kaplunov teria sido alegadamente raptado quando se deslocou até Kyiv para as comemorações da Independência da Ucrânia, a 24 de agosto, por "indivíduos desconhecidos no pátio da sua casa", escreveu o Corpo de Voluntários Russos no Telegram.

De acordo com a Procuradoria-Geral da Ucrânia, os agentes do SBU foram atacados por "uma das unidades das Forças de Defesa da Ucrânia" enquanto conduziam uma investigação.

"Durante as ações de investigação no âmbito do processo relativo ao ato terrorista do [Serviço Federal de Segurança russo] FSB da Federação Russa, ocorreu um ataque armado contra agentes da SBU", pode ler-se numa publicação no Telegram da procuradoria ucraniana.

O conselheiro presidencial ucraniano, Dmytro Lytvyn, confirmou que as duas unidades envolvidas foram de facto a SBU e os serviços secretos militares ucranianos (GUR), segundo o Kyiv Independent, acrescentando que o Presidente, Volodymyr Zelensky, exigiu esclarecimentos aos líderes dos respetivos serviços secretos.

O SBU também tinha afirmado anteriormente num comunicado que os seus agentes de operações especiais Alfa estavam a realizar uma rusga no âmbito de uma operação destinada a impedir um ataque terrorista do FSB russo.

Os militares que se confrontaram com os agentes do SBU foram desarmados e detidos, segundo o comunicado do SBU, que reconhece que os membros do grupo Alfa se viram obrigados a utilizar as suas armas.

Já o advogado de Kaplunov, Taras Vorovski, acusou os agentes do grupo de operações especiais Alfa do SBU de se dirigem à residência do seu cliente para plantar provas incriminatórias, num vídeo publicado no Telegram.

Vorovski mostra no vídeo "camaradas" de Kaplunov vestidos à civil e explica que estes se deslocaram ao local após terem sido avisados da presença dos agentes da SBU.

O advogado de Kaplunov repreende, no vídeo, os agentes armados da SBU por se terem deslocado à residência do seu cliente sem o terem informado, na sua qualidade de advogado.

Num primeiro comunicado emitido esta manhã, logo de madrugada, pelo SBU, os serviços secretos ucranianos afirmaram ter frustrado, em conjunto com o GUR, um "ataque terrorista" dos serviços secretos russos contra "um dos líderes do movimento nacionalista da oposição russa que chegou à Ucrânia por ocasião do Dia da Independência", a 24 de agosto.

Os incidentes violentos entre a SBU e o GUR não são inéditos, de acordo com o Kyiv Independent.

Em março de 2022, um mês após a invasão russa, o corpo de um banqueiro foi atirado de uma carrinha no centro da capital ucraniana com um tiro na cabeça.

O homem, Denys Kireyev, trabalhava para o GUR e tinha fornecido informações sobre os planos iniciais do Kremlin de tomar Kiev.

Kireyev esteve depois envolvido nas negociações de paz entre Kiev e Moscovo ainda em 2022, mas tornou-se alvo de suspeitas de traição e de acusações de ser um agente duplo ao serviço da Rússia, segundo os media ucranianos.

Em 2023, o actual chefe de gabinete do Presidente ucraniano, Kyrylo Budanov, então chefe do GUR, negou que Kireyev estivesse a trabalhar para a Rússia e afirmou que este tinha sido morto por membros da SBU.

"Partilho da opinião e acredito nos factos de que o Sr. Kireyev foi morto no carro da SBU quando esta conduzia uma operação contra esta pessoa", afirmou, à data.

O Gabinete do Presidente, numa declaração de 2023, afirmou que a morte de Kireyev estava "ligada à fraca coordenação dos serviços especiais ucranianos no início da guerra", segundo o Kyiv Independent.

PORTUGAL: Ventura avança com moção de censura contra Governo (e pressiona PS)... O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que irá avançar com a moção de censura ao Governo, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  02/09/2026 

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou, esta quarta-feira, dia 2 de setembro, que vai avançar com a moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

"O Chega deu entrada hoje, no Parlamento, de uma moção de censura com um objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna, de questionar as razões pelas quais mantém Luís Neves com todas estas suspeitas, com todos estes problemas, com toda esta degradação, à frente do Ministério da Administração Interna", disse, em declarações, aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.

E acrescentou: "Tive oportunidade de transmitir, nas últimas horas, quer ao grupo parlamentar, quer ao governo sombra, quer às várias instituições do Estado, a irreversibilidade deste avanço de uma moção de censura que não desejámos, que não era um instrumento desejável, mas cuja degradação das instituições nos obrigou a fazê-lo de forma clara".

Para André Ventura, "se o primeiro-ministro não compreende que este é um problema de decência e dignidade do Estado, então o principal partido da oposição deve-lhe fazer demonstrar humildemente que é mesmo uma questão de dignidade das instituições que as instituições reagem defendendo a democracia, a decência e a integridade".

O líder do Chega ressalvou, no entanto, que, apesar da moção de censura, a comissão parlamentar de inquérito, que já havia sido anunciada pelo partido "precisamente à gestão de Luís Neves, não fica, de forma alguma, colocada em causa". 

"Se a moção de censura for aprovada, questão que depende essencialmente ao PS e se está ou não colado a Luís Neves, o Chega comprometesse a um regresso à comissão parlamentar de inquérito, logo após o início de uma nova legislatura", continuou.

No entanto, "se a moção de censura não for aprovada por inviabilização do PS e do PSD, o Chega manterá, no Parlamento, a comissão parlamentar de inquérito como forma de exigir todo o escrutínio, toda a verdade e de não haver desculpas, como houve no passado, a que as irregularidades e as irresponsabilidades sejam atiradas para baixo do tapete e escondidas do tapete".

André Ventura referiu que "não pode uma dissolução do Parlamento, uma demissão, uma qualquer outra crise política estar sempre a afastar a necessidade de escrutínio". "O escrutínio existe e exigisse neste caso", salientou.

O líder do Chega apontou ainda que "o ministro da Administração Interna pode evidentemente dizer que ficou ofendido com as minhas palavras, há instrumentos e formas para isso".

"O que quis transmitir é muito claro: estas não são suspeitas nem pequenas, nem minudências sobre o ministro. Estas são suspeitas que para quem tutela a legalidade colocam em causa de forma severa e direta a sua autoridade e nos levantam as maiores suspeitas sobre a forma como geriu o cargo de diretor da Polícia Judiciária ao longo dos últimos anos e também as maiores suspeitas sobre a forma como favores políticos foram atribuídos ou negados durante esta gestão", frisou.

E sublinhou: "Isto não pode ser anulado, nem ocultado com nenhuma moção. Isto não pode ser anulado, nem aniquilado com nenhuma eleição. Isto tem de ser esclarecido e nós vamos exigi-lo doa a quem doer".

André Ventura afirmou ainda que "o tempo do silêncio cúmplice acabou e esta moção de censura é a prova de que nós não nos vergamos, de que não nos deixamos condicionar e de que, para nós, o tempo do silêncio acabou".

De recordar que o líder do Chega reuniu com os órgãos do partido para tomar uma "decisão final" sobre a apresentação da moção de censura ao Governo.

Na terça-feira, adiantou ainda que tinha falado com o Presidente da República, António José Seguro.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou, também na terça-feira, que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.

"A mim não me intimidam, jamais me intimidarão", afirmou Luís Neves na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.

O ministro defendeu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar "o caos, porque dá jeito".


Leia Também: Polícia espanhola nega que relatório responsabilize Marrocos por Ceuta

A Polícia Nacional de Espanha garantiu hoje que o relatório que elaborou sobre Ceuta não atribui às forças de segurança marroquinas "o planeamento ou execução" da entrada de mais de 70.000 pessoas na cidade.

Uber termina operações na Nigéria e no Uganda com efeitos imediatos... A empresa de transporte TVDE Uber vai cessar as suas operações na Nigéria e no Uganda, com efeitos imediatos, anunciou hoje a empresa.

© Getty Images   LUSA  02/09/2026 

Fundada em 2009, a empresa norte-americana entrou no mercado nigeriano em 2014, no país mais populoso de África, começando pela cidade de Lagos, antes de se expandir para o resto do território. Em 2016, iniciou operações no Uganda.

"Após uma análise aprofundada das nossas operações, tomámos a difícil decisão de pôr fim às nossas atividades na Nigéria, com efeitos a partir de 02 de setembro de 2026 [hoje]", anunciou a empresa num comunicado, sem mais detalhes.

A Uber anunciou também hoje o despedimento de 3.300 trabalhadores, o equivalente a 10% dos seus funcionários em todo o mundo.

Em janeiro, a Uber tinha já abandonado a Tanzânia, após dez anos de atividade.

Os nigerianos atravessam uma grave crise do custo de vida, num contexto marcado pelas reformas económicas implementadas pelo Presidente, Bola Tinubu.

Economistas e investidores têm apoiado estas medidas, alegando que contribuíram para uma maior estabilidade macroeconómica, embora os críticos defendam que os benefícios das reformas ainda não chegaram à população em geral.

A eliminação dos subsídios aos combustíveis fez disparar os preços, e os automobilistas voltaram a ser fortemente afetados quando a guerra no Irão reduziu a oferta mundial de petróleo e fez aumentar os preços nos postos de abastecimento.

Os motoristas da Uber queixam-se há muito tempo de que as tarifas apresentadas na aplicação são demasiado baixas.

A empresa indicou que o seu serviço de apoio ao cliente continuará disponível até 23 de setembro para resolver os litígios em curso.

Aplicações concorrentes, como a Bolt e a InDrive, também estão presentes na Nigéria.

"Demos um contributo significativo para a economia nigeriana, com um impacto estimado de 34 mil milhões de nairas (cerca de 22,1 milhões de euros à taxa de câmbio atual) no mercado local", afirmou em 2023 o diretor da Uber na Nigéria, Tope Akinwumi.

ITÁLIA: Com quase 55 anos, hipopótamo mais velha da Europa dá à luz o 15.º filho... A hipopótamo mais velha da Europa, que tem cerca de 55 anos, deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, na cidade italiana de Verona. A cria é a única nascida naquele país há cinco anos.

© Parco Natura Viva   Notícias ao Minuto   02/09/2026 

Com quase 55 anos, a hipopótamo mais velha da Europa deu à luz o seu 15.º filho, no Parco Natura Viva, em Bussolengo, na cidade italiana de Verona. Trata-se da única cria nascida naquele país há cinco anos.

Camilla, como é apelidada, deu à luz sozinha na água, ao fim de uma gestação de oito meses. Segundo noticiou a agência Ansa, na terça-feira, o animal não se afastou durante os primeiros três dias de vida do filho e só começou a sair para comer quando a cria já era capaz de o seguir.

Atualmente com 10 dias de vida, o filhote passa o tempo a mamar debaixo de água e a dar os primeiros passos.

Camilla, que pesa cerca de 2.500 quilogramas, e sua cria, que pesa 50 quilogramas, partilham o espaço com a família e com uma manada de antílopes nyala, onde se incluem dois recém-nascidos.

Ninguém está autorizado a aproximar-se da cria, tanto na água como fora dela, e assim continuará nas próximas semanas.

"A Camilla chegou ao Parco Natura Viva em 1976, apenas três anos após a inauguração do primeiro safari. Está connosco há 50 anos, acompanhou toda a evolução do parque desde os primeiros anos da sua inauguração até aos dias de hoje e já a vimos criar 14 filhotes. Mas, a esta idade, que já ultrapassa a esperança de vida de um hipopótamo, ninguém jamais teria imaginado que ela ainda fosse capaz de se reproduzir", salientou o diretor zoológico do parque, Camillo Sandri, à Ansa.

Segundo responsável, quando a cria está cansada, Camilla fica imóvel e oferece-lhe o focinho como apoio, para que se possa manter à tona da água sem esforço. Aliás, os dois permanecem imóveis durante várias horas, também para se protegerem do sol e se refrescarem.

A poluição, as atividades de extração e a caça pelo marfim dos caninos e incisivos, além da redução e fragmentação dos habitats de água doce, têm vindo a colocar pressão sobre os hipopótamos, ainda presentes em 39 países africanos.

A moeda iraniana desvalorizou-se para um mínimo histórico, com 2 milhões de riais equivalentes a 1 dólar americano... (CLO) O rial iraniano caiu para uma mínima histórica em relação ao dólar americano (2 milhões de riais equivalem a 1 USD) no mercado paralelo. A desvalorização da moeda levou a aumentos acentuados nos preços de alimentos, medicamentos e muitos outros itens essenciais, enquanto a renda da população não acompanhou esse ritmo.

Em Teerã, as pessoas estão pagando mais por produtos essenciais. Antes da guerra, 2 milhões de riais compravam cerca de 4 kg de tomates, meio quilo de frango e menos de um litro de óleo de cozinha. Agora, a mesma quantia compra apenas metade disso.

Segundo dados recolhidos pela Al Jazeera, o preço do tomate aumentou em média 71%, o do frango 74%, enquanto o do óleo de cozinha subiu até 177%.

Os medicamentos também ficaram mais caros. O preço da insulina, um medicamento essencial para pessoas com diabetes, aumentou 642%. O paracetamol subiu 93% e o leite em pó infantil cerca de 95%, mesmo sendo grande parte subsidiado pelo governo .

Um mercado no Irã . Foto: Unsplash

A crise está afetando não apenas os consumidores, mas também muitas empresas. Algumas lojas estão tendo que liquidar seus estoques a preços abaixo do custo para recuperar o dinheiro perdido. Muitas empresas podem ter que fechar as portas se a situação não melhorar.

O custo de vida diário também aumentou. Estima-se que uma pessoa possa ter que gastar pelo menos 700.000 a 800.000 tomans por dia com itens como água, transporte e pequenas necessidades, sem incluir alimentação. O toman é a moeda não oficial amplamente utilizada no Irã, sendo que 1 toman equivale a 10 riais.

O maior problema para a população é que os salários não acompanharam o aumento do custo de vida. O salário mínimo no Irã gira em torno de 166 milhões de riais, o equivalente a US$ 82. Se incluirmos subsídios e benefícios, esse valor sobe para cerca de 220 milhões de riais, o equivalente a US$ 108.

Para muitos iranianos, a questão não é mais simplesmente o quanto os preços subiram, mas sim quanta comida, remédios e itens de primeira necessidade um salário mensal ainda consegue comprar para sustentar a vida.

O Irã está sujeito a sanções dos EUA há anos, principalmente relacionadas ao seu programa nuclear. Essas medidas causaram dificuldades econômicas significativas, com a desvalorização contínua do rial e a inflação em alta.

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos e Israel, que começou em 28 de fevereiro, agravou ainda mais a situação. A produção foi interrompida, o comércio foi prejudicado e as restrições às importações e exportações aumentaram o custo das mercadorias.

A ilha que desapareceu no Canadá e voltou a aparecer... 30 quilómetros depois... É uma "Jangada de Pedra" da vida real. Primeiro surgiu no meio de um enorme lago, depois desapareceu sem deixar rasto. Agora, a misteriosa ilha flutuante voltou a ser localizada, desta vez junto à margem e a dezenas de quilómetros do local onde tinha sido avistada inicialmente.

SIC Notícias  02/09/2026 

Uma ilha coberta de árvores voltou a aparecer no reservatório de Williston, na Colúmbia Britânica, no Canadá, depois de ter desaparecido das imagens de satélite semanas após a sua primeira descoberta.

Com cerca de 140 metros de comprimento e 70 metros de largura, a ilha foi inicialmente avistada por barqueiros no início de agosto. Depois de ter sido confirmada por imagens de satélite, deixou de aparecer no local onde tinha sido encontrada, dando origem a dúvidas sobre o seu paradeiro.

Agora, a ilha foi novamente localizada, mas cerca de 30 quilómetros do ponto onde tinha sido inicialmente avistada.

Desapareceu sem deixar rasto

A descoberta inicial surpreendeu moradores e autoridades, já que a ilha não aparecia em mapas ou cartas de navegação. Um vídeo captado por barqueiros mostrava uma verdadeira massa de árvores a flutuar na água.

Bob Gammer, porta-voz da BC Hydro, empresa responsável pelo reservatório, revelou à CBC que inicialmente achava que as imagens poderiam ser falsas ou até geradas por inteligência artificial. No entanto, uma imagem de satélite confirmou que a ilha existia e estava efetivamente a flutuar no reservatório.

Poucas semanas depois, porém, a estrutura desapareceu das imagens.

As autoridades chegaram a questionar se a ilha teria afundado ou se teria sido arrastada para outra zona do enorme reservatório.

A ilha voltou a aparecer

A resposta surgiu agora. Uma nova imagem de satélite voltou a localizar a ilha, desta vez junto à margem, numa área mais remota, cerca de 30 quilómetros a noroeste do local onde tinha sido identificada inicialmente.

O novo avistamento foi ainda reforçado por relatos de testemunhas, incluindo pessoas que sobrevoaram a região e um barqueiro que conseguiu fotografar a estrutura.

Para os responsáveis da BC Hydro, a ilha parece ter permanecido intacta apesar da deslocação.

Como é que uma floresta inteira começou a flutuar?

Embora o regresso da ilha tenha resolvido parte do mistério, a sua origem continua sem uma explicação definitiva.

A principal teoria é que a estrutura se tenha formado ao longo de vários anos a partir de troncos e outros detritos acumulados junto à margem. Com o tempo, plantas, musgo e árvores terão começado a crescer sobre essa massa de madeira em decomposição.

O aumento do nível da água do reservatório poderá ter acabado por libertar a estrutura da margem, fazendo-a flutuar livremente.

Segundo informações do jornal The Guardian, o reservatório atingiu este ano o nível mais elevado desde 2012, depois de um inverno com muita neve e de um verão com chuva persistente.

Um fenómeno raro

A ilha não é, contudo, um local seguro para os curiosos. As imagens mostram árvores a movimentarem-se com as ondas, sugerindo que a estrutura assenta numa camada instável de troncos e detritos.

A BC Hydro deixou, por isso, um aviso aos barqueiros para que não tentem aproximar-se demasiado, atracar ou subir para a ilha.

As autoridades vão continuar a monitorizar a estrutura para perceber se esta permanece junto à margem ou se volta a desaparecer e a iniciar uma nova viagem pelo reservatório.

72 mil entradas em 24 horas: O que mudou em Ceuta um mês depois... Estes são alguns pontos relativos ao ocorrido no enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos, em 30 e 31 de julho e nas semanas seguintes.

© Marcos Moreno/Europa Press via Getty Images    LUSA  02/09/2026 

A cidade de Ceuta viveu há um mês uma entrada inédita de dezenas de milhares de pessoas de forma ilegal em 24 horas, gerando uma crise migratória que se mantém, com consequências a diversos níveis.

Estes são alguns pontos relativos ao ocorrido no enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos, em 30 e 31 de julho e nas semanas seguintes:

Os números (ainda por esclarecer) da crise

O número de pessoas que entrou ilegalmente em Ceuta no final de julho ascendeu a 72.000 e permanecem na cidade cerca de 5.000, incluindo pelo menos 1.200 menores de idade não acompanhados, segundo o balanço mais recente e oficial do Governo de Espanha.

Mais de 90% daquelas pessoas abandonou voluntariamente a cidade nas horas e dias imediatos à avalanche de 30 e 31 de julho, outras 3.500 fizeram o mesmo entre 10 e 31 de agosto e mais 214 foram expulsas por causa de delitos, segundo as autoridades nacionais.

Já o governo da cidade autónoma disse que permanecem entre 8.000 e 9.000 migrantes e estimou que entraram 80.000 pessoas ilegalmente no território, de 83.500 habitantes.

O Governo central criou 3.400 lugares de acolhimento temporário de migrantes na cidade durante o mês de agosto e espera chegar aos 6.000 nas próximas semanas. Só com lugares de acolhimento é possível fazer o registo de todas as pessoas que continuam a dormir nas ruas, abrir os respetivos processos, com vista ao repatriamento ou à concessão de asilo, e chegar a números definitivos.

"Plano de choque" de 309 milhões de euros para responder à crise

O Governo espanhol aprovou na terça-feira um "plano de choque" para Ceuta de 309 milhões de euros, a executar até ao final do ano, para responder à crise migratória e humanitária na cidade e ao impacto na economia da entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas.

Serão destinados 90 milhões de euros ao reforço da segurança na cidade, com mais meios humanos e outros das polícias e das forças armadas, assim como 118 milhões para responder às necessidades extraordinárias de acolhimento e humanitárias de milhares de migrantes.

Haverá ainda verbas para "o reforço de serviços essenciais" (como saúde, educação ou justiça) e 80 milhões de euros para apoio a empresas e trabalhadores, entre ajudas diretas e outras, com o Governo a destacar o impacto em setores como o turismo ou o pequeno comércio de Ceuta e que houve quebras de atividade no último mês na cidade de entre 30% e 60%, conforme os setores.

Causas da avalanche inédita

O Governo de Espanha disse que ainda estão a ser investigadas as causas exatas do que ocorreu em Ceuta, situação que qualificou como um ataque à integridade territorial do país.

Segundo o executivo, aquilo que as autoridades sabem até agora é que foi deturpada uma sentença do Tribunal Supremo espanhol nas redes sociais sobre devolução de migrantes que cruzam ilegalmente uma fronteira a nado e que essa desinformação foi aproveitada por "organizações criminosas" que traficam seres humanos.

O executivo acusou também Israel, Rússia e "uma internacional de extrema-direita que usa sempre a migração não só para atacar Espanha como também a Europa", de terem amplificado o ocorrido e a desinformação relativa a Ceuta e de estarem envolvidos neste "ataque híbrido" à União Europeia e a Espanha.

Por outro lado, o Governo liderado por Pedro Sánchez, tem insistido em ilibar Marrocos de qualquer responsabilidade, contrariando a perceção e opinião generalizadas em Espanha, num aspeto que divide a própria coligação governamental, formada pelo Partido Socialista (PSOE) e pelo Somar (esquerda).

O Governo disse até agora não haver indícios ou informações por parte de forças de segurança ou serviços secretos nacionais ou outros do envolvimento de Marrocos neste caso e elogiou a cooperação de Rabat. No entanto, um relatório da Polícia Nacional de Espanha concluiu que agentes das forças de segurança de Marrocos (conhecidos como 'gendarmes') orientaram a entrada em massa de pessoas em Ceuta em julho, noticiou a imprensa espanhola.


Leia Também: Relatório da polícia espanhola envolve Marrocos na entrada em Ceuta

Um relatório da Polícia Nacional de Espanha concluiu que agentes das forças de segurança de Marrocos (conhecidos como 'gendarmes') orientaram a entrada em massa de pessoas em Ceuta em julho, noticiou hoje a imprensa espanhola.

Ucrânia: Rússia volta a atacar infraestruturas industriais e de logística... O Exército russo voltou a atacar a Ucrânia na noite passada com drones e um número limitado de mísseis, que visaram infraestruturas industriais e de logística nomeadamente nas regiões de Kyiv (norte), Odessa (sul) e Poltava (centro).

© REUTERS/Maksim Levin TPX IMAGES OF THE DAY   LUSA  02/09/2026 

Na região da capital ucraniana, as autoridades locais reportaram vários incêndios em armazéns localizados nos distritos de Bucha e Brovari, onde foram destruídos nos últimos dias inúmeros armazéns pertencentes a supermercados e outras empresas de retalho ucranianas.

Em Odessa, o governador militar descreveu o ataque à capital regional como "massivo" e reportou danos em infraestruturas civis, edifícios residenciais, armazéns, um centro comercial e duas instituições de ensino.

Em Poltava, o ataque russo atingiu uma instalação industrial.

Várias pessoas ficaram feridas no país na sequência destes e de outros ataques.

Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou quatro mísseis e 174 drones contra a Ucrânia entre a tarde de terça-feira e a manhã de hoje, tendo as defesas aéreas ucranianas conseguido abater 141 dos drones.

Como tem sido habitual desde a passada quinta-feira, a Rússia continua hoje os seus ataques com drones contra várias cidades ucranianas.

Na Rússia, pelo menos duas pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas na região de Belgorod na sequência dos ataques de Kyiv nas últimas 24 horas, informaram hoje as autoridades locais.

Dois dos feridos estão em estado grave, declarou o governador local, Alexander Shuvayev, nas redes sociais.

Segundo o responsável, as forças ucranianas atacaram a região 140 vezes ao longo da terça-feira com artilharia e drones.

De acordo com os meios de comunicação locais, mais de 100 civis em Belgorod morreram nos últimos dois meses na sequência de ataques das forças de Kyiv.

Belgorod é uma das regiões fronteiriças russas mais afetadas pela guerra na Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.


Leia Também: Costa avisa Rússia de que "não é momento de escalar" guerra

O presidente do Conselho Europeu avisou hoje a Rússia de que "não é momento de escalar" a guerra na Ucrânia e alargar a "atitude de agressão", após a Alemanha responsabilizar Moscovo pelo ataque ao aeroporto de Leipzig.

Irão condena ataque norte-americano e chama "Satanás" aos EUA... O presidente do Parlamento iraniano e negociador-chefe classificou hoje os Estados Unidos como Satanás, referindo-se diretamente ao último ataque norte-americano contra o sul do Irão e que causou 18 mortos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     LUSA    02/09/2026 

"Se uma potência age como Satanás, escolhe os alvos como Satanás e mata como Satanás, então é o Satanás", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa mensagem publicada nas redes sociais.

A expressão Satanás aplicada aos Estados Unidos é usada com frequência pelos líderes iranianos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Na mesma mensagem, o presidente do Parlamento do Irão disse que o "Grande Satanás" (Estados Unidos) protege "Satanás júnior", sem nomear os países da região aliados da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump. 

Pelo menos 18 pessoas morreram durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, esta madrugada, noticiou a agência oficial iraniana Irna.

Mohammad Bagher Ghalibaf, referiu-se também às crianças mortas na escola de Minab, no início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano.

Em resposta aos novos ataques norte-americanos, o Irão lançou drones e disparou mísseis contra Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Curdistão iraquiano onde se encontram instaladas bases militares norte-americanas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos não comentaram diretamente o ataque que atingiu a festa de casamento no sul do Irão.

No entanto, o porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), Tim Hawkins, declarou que "os militares norte-americanos nunca têm como alvo civis, ao contrário da Guarda Revolucionária" iraniana.

Os ataques norte-americanos ocorreram pouco depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter apelado no sentido de novos esforços diplomáticos, atualmente num impasse.

Pezeshkian afirmou que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas.


Leia Também: Dois petroleiros em chamas após alegado contacto com minas no estreito de Ormuz

A tensão no estreito de Ormuz voltou a aumentar esta quarta-feira, depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter relatado um novo incidente envolvendo dois petroleiros e acusado os navios de terem seguido uma rota não autorizada.

Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, em comunicação à imprensa.

 Radio TV Bantaba

CNT apela à serenidade e ao respeito institucional após resultados provisórios do Referendo

O Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) e Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” dirigiu uma comunicação ao país na sequência da divulgação dos resultados provisórios do Referendo Nacional realizado no passado dia 30 de agosto de 2026.

Na sua intervenção, o responsável sublinhou que os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) são ainda provisórios, defendendo que cabe exclusivamente ao órgão eleitoral concluir o processo de apuramento e publicar os resultados finais.

Segundo os dados provisórios apresentados, dos 914.428 eleitores inscritos, participaram na votação cerca de 572 mil cidadãos, correspondendo a aproximadamente 63% do eleitorado. Entre os votos válidos, a tendência apontava para uma vitória expressiva do SIM, com cerca de 70%, contra 30% do NÃO. Dados divulgados pela CNE confirmam igualmente esta tendência.

Apesar da satisfação perante os números provisórios, o Primeiro Vice-Presidente do CNT alertou que “não é ainda o momento de proclamar resultados definitivos”, nem de promover qualquer forma de triunfalismo.

Durante a comunicação, foi deixada uma mensagem de reconhecimento a todos os cidadãos que participaram no referendo, incluindo aqueles que enfrentaram dificuldades para chegar às assembleias de voto.

O dirigente agradeceu igualmente aos membros das mesas de voto, agentes eleitorais, autoridades administrativas e locais, forças de defesa e segurança, observadores, órgãos de comunicação social e a todos os envolvidos na realização do processo eleitoral.

A comunicação destacou também as diferenças de participação entre as várias regiões do país. Em Gabú e Bafatá, a participação aproximou-se dos 90%, com uma votação fortemente favorável ao SIM. Em Tombali, registou-se igualmente uma elevada participação e uma maioria clara favorável à mesma opção.

Por outro lado, em regiões como Quinara, Biombo e Bolama-Bijagós, apesar de o SIM ter surgido maioritário entre os votos válidos, os níveis de participação foram mais reduzidos.

No Sector Autónomo de Bissau, os resultados provisórios indicaram 64.241 votos para o NÃO e 58.957 votos para o SIM, representando uma vantagem provisória de 5.284 votos para a opção NÃO.

O responsável defendeu que todos os resultados devem ser respeitados, salientando que a democracia também se mede pela capacidade de respeitar aqueles que fizeram escolhas diferentes.

Aos cidadãos que votaram SIM, agradeceu a confiança manifestada, enquanto aos que votaram NÃO expressou igual respeito pelo exercício livre do seu direito. Aos que não participaram, afirmou que continuam a fazer parte da República e da construção do futuro da Guiné-Bissau.

O Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” afirmou ainda que, caso os resultados finais confirmem a tendência provisória, a estabilidade deverá deixar de ser apenas um lema de campanha para passar a representar uma responsabilidade.

“A estabilidade não se proclama. Constrói-se”, defendeu, sublinhando que ela deve assentar em instituições fortes, respeito pela legalidade, previsibilidade na vida pública, segurança, diálogo, respeito pelas diferenças e funcionamento regular do Estado.

A comunicação terminou com um apelo à serenidade, ao respeito e à contenção por parte dos apoiantes da campanha, bem como ao respeito pelo processo institucional em curso até à publicação dos resultados finais pelas entidades competentes.

“A República pertence a todos os guineenses”, concluiu o responsável, apelando à união do país acima das diferenças políticas do momento.

MÉDICOS ESPECIALISTAS EM MEDICINA FAMILIAR HOMENAGEAM MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social    02/09/2026 

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros foi homenageada na manhã desta quarta-feira, 2 de Setembro com um Certificado de Reconhecimento.

Uma iniciativa de um grupo de médicos de família do Sistema Nacional da Saúde.

No Certificado de Reconhecimento entre outros pode-se ler “UM AGRADECIMENTO ESPECIAL” a Dra. Assucénia Donate de Barros, madrinha do grupo na altura da receção dos títulos de Especialistas em Medicina da Família, a sua dedicação, o seu suporte constante e o afeto com que abraçou esta causa  que deram a esta celebração, o brilho e a dignidade que os novos especialistas merecem.

Dai que os novos especialistas expressaram  as suas eternas admiração, por caminhar com eles e tornar este sonho uma realidade.

Por: Gabinete de Comunicação