sexta-feira, 17 de julho de 2026

Irão: Teerão ameaça com mais ataques enquanto sofrer bombardeamentos... Os Guardas da Revolução, exército ideológico da República Islâmica, advertiram hoje que vão continuar os seus ataques enquanto os Estados Unidos mantiverem os bombardeamentos no sul do Irão e no estreito de Ormuz.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

"Os nossos ataques eficazes e direcionados, lançados a partir de todo o território iraniano contra o inimigo, vão continuar até ao regresso da calma à costa sul e ao estreito de Ormuz", declarou o comandante Força Aeroespacial dos guardas, Majid Mousavi.

A declaração, divulgada nas redes sociais e citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), surge após o Irão ter bombardeado alvos norte-americanos no Kuwait, Qatar e Jordânia.

Os ataques seguiram-se a bombardeamentos dos Estados Unidos no sul do Irão durante a noite, que causaram oito mortos e 20 feridos.

O exército do Kuwait informou que soldados do emirado ficaram feridos na sequência "da agressão criminosa iraniana".

O Governo do Kuwait também anunciou que "uma das centrais elétricas e de destilação de água" foi visada pelas forças iranianas.

O bombardeamento "provocou um incêndio, danos e avarias em várias unidades de produção", disse o Ministério da Eletricidade do Kuwait.

O ministério apelou aos utilizadores "para que racionalizem o consumo de eletricidade durante a fase excecional" que o país árabe está a viver.

O Irão também reivindicou ataques a bases militares norte-americanas no Qatar e na Jordânia.

Na Síria, uma fonte militar desmentiu à AFP que o Irão tenha bombardeado a base militar de Al-Tanf (sudeste), situada no triângulo fronteiriço com a Jordânia e o Iraque.

O primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, denunciou hoje "ataques injustificados" do Irão contra a região autónoma do norte do Iraque e exortou Teerão a pôr-lhes fim.

As forças de defesa aérea tinham anunciado anteriormente que abateram drones sobre Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, no segundo incidente do género esta semana.

Nove rebeldes curdos iranianos foram mortos no norte do Iraque em ataques aéreos, anunciou o respetivo grupo, atribuindo a responsabilidade ao Irão.

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


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A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares norte-americanas no Qatar para "castigar o agressor", em retaliação pelos ataques realizados durante a noite contra o Irão.

Nigéria repatriou 1.490 cidadãos ameaçados por xenofobia na África do Sul... A Nigéria anunciou esta semana que concluiu o repatriamento de 1.490 cidadãos nigerianos da África do Sul, onde os protestos anti-imigração levaram dezenas de milhares de estrangeiros a abandonar o país nos últimos meses.

© Lusa    17/07/2026 

Durante várias semanas, cidadãos estrangeiros de diversos países africanos, incluindo Gana, Nigéria, Maláui, Moçambique, Uganda e Zimbabué, abandonaram a África do Sul no âmbito de programas de repatriamento apoiados pelos respetivos governos.

O país, que é há muito um destino preferencial para os trabalhadores africanos, tem sido abalado há várias semanas por protestos e agitação contra os imigrantes, acusados de tirar empregos aos sul-africanos.

"Acabou", disse hoje Kimiebi Ebienfa, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano, à agencia France-Presse, depois de os 1490 nigerianos terem regressado da África do Sul.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, Kimiebi Ebienfa indicou que um quinto voo operado pela Air Peace tinha partido de Joanesburgo nessa manhã com 305 nigerianos a bordo, juntamente com três funcionários do Governo encarregados de supervisionar a operação.

"O Governo federal já repatriou um total de 1.490 nigerianos da África do Sul através de uma série de voos humanitários coordenados" entre junho e julho, afirmou o porta-voz do ministério.

Uma operação decidida "em resposta às preocupações de segurança decorrentes dos ataques xenófobos em curso contra estrangeiros, incluindo nigerianos", acrescentou, no comunicado.

A violência xenófoba já matou 11 moçambicanos, segundo dados do Governo, que tem agora outros dois cidadãos gravemente feridos num ataque armado na terça-feira na província sul-africana de Gauteng, associado à violência contra imigrantes, segundo informação divulgada pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo).

Moçambique recebeu até agora 1.363 cidadãos repatriados vítima da violência, além de 6.156 malauianos que entraram no país em trânsito afetados pela mesma situação.

O Maláui informou, no início de julho, que tinha repatriado 38.000 cidadãos em apenas um mês, e o Zimbabué, 21.300.

"Não há sinais de que a situação esteja a melhorar", declarou a primeira ministra da Nigéria, anunciando novos voos de repatriamento e pedindo a Pretória que investigasse as mortes de dois nigerianos, que atribuiu à campanha anti-imigração, apesar da polícia sul-africana ter afirmado que estas mortes não tinham qualquer relação com os protestos.

A violência que tem marcado esta recente campanha anti-imigração fica ainda marcada por pilhagens e incêndios criminosos em estabelecimentos comerciais.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital recebe delegação do Fundo de Solidariedade Africano

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações 

Bissau, 16 de julho de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, recebeu, esta quinta-feira, no seu gabinete, uma delegação do Fundo de Solidariedade Africano (FSA), no âmbito de uma visita de trabalho destinada ao reforço das relações de cooperação entre a instituição e a Guiné-Bissau.

Durante o encontro, as duas partes abordaram questões de interesse comum, com enfoque nas oportunidades de cooperação em áreas estratégicas para o desenvolvimento económico do país, nomeadamente nos setores dos transportes, das telecomunicações e da economia digital.

Como demonstração de reconhecimento e consideração institucional, o representante do Fundo de Solidariedade Africano distinguiu o Ministro Florentino Mendes Pereira com a Medalha do Fundo de Solidariedade Africano, um gesto que simboliza o fortalecimento das relações de parceria e amizade entre a organização e a República da Guiné-Bissau.

Importa recordar que o Fundo de Solidariedade Africano (FSA) é uma instituição financeira multilateral composta por 24 Estados-membros, cuja missão é apoiar o financiamento de projetos de desenvolvimento em África, promovendo o crescimento económico e a integração regional.

A visita reafirma o compromisso das duas partes em aprofundar a cooperação e criar novas oportunidades de parceria que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau e para a concretização de projetos estruturantes em benefício da população. 

Pontes e aeroporto perto do estreito de Ormuz atacados pelos EUA... Ataques aéreos norte-americanos atingiram hoje à noite um aeroporto e duas pontes no sul do Irão, perto do estreito de Ormuz, segundo media estatais iranianos.

© Lusa   16/07/2026 

A emissora estatal IRIB referiu que o Aeroporto de Iranshahr (sudeste) foi atingido por "pelo menos um projétil do inimigo americano".

Também esta noite, a imprensa estatal iraniana noticiou uma série de explosões que abalou várias áreas no sul do Irão, após o anúncio dos Estados Unidos de uma nova ronda de ataques aéreos.

A cidade portuária de Bushehr, que alberga a única central nuclear do país, foi alvo dos ataques, segundo o governador, citado pela televisão estatal, que afirmou que "a agressão do inimigo americano continua".

Explosões também foram ouvidas na cidade costeira de Bandar Abbas.

A agência de notícias estatal IRNA noticiou ataques nas proximidades de Ahvaz, onde residentes assustados disseram à agência France-Presse (AFP) que ouviram intensos ataques aéreos pela segunda noite consecutiva.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos lançaram novas salvas de bombardeamentos contra o Irão, que atacou países da região aliados de Washington, num cenário que se repete há vários dias.


Agentes? Justiça da UE considera regras da FIFA potencialmente ilegais... O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que várias regras da FIFA relativas ao exercício da atividade de agente de futebolistas e treinadores podem ser incompatíveis com o direito comunitário da concorrência da União Europeia.

© Julien Warnand / Belga / Europa Press via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

De igual modo, o TJUE entende que outras normas da entidade que rege o futebol mundial podem dificultar a livre prestação de serviços destes agentes desportivos, embora tenha deixado nas mãos dos tribunais nacionais a decisão em cada caso.

Em causa, um pedido de decisão prejudicial -- esclarecimento na forma de interpretar - apresentado por um tribunal alemão, num processo que teve origem numa ação inibitória movida por dois agentes de futebolistas.

Entre outras, estão em causa regras que proíbem a representação simultânea de várias partes numa transferência, o limite máximo de remuneração dos agentes, as condições de obtenção e manutenção da licença profissional da FIFA, bem como as normas sobre a angariação de novos clientes e a comunicação de informações à federação.

Os dois agentes alegam que este conjunto de regras viola o direito da União, nomeadamente as proibições de cartéis e de abuso de posição dominante, a liberdade de prestação de serviços e o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).

No acórdão hoje divulgado, o TJUE esclarece que cabe, em última instância, ao tribunal alemão determinar se as regras da FIFA violam a proibição de cartéis, fornecendo várias orientações para essa apreciação.

No que toca ao abuso de posição dominante, o TJUE entende que a FIFA se enquadra nesse perfil nos mercados dos serviços de agentes e do emprego de jogadores e treinadores, atendendo aos poderes de regulamentação, controlo e sanção que exerce sobre os mesmos.

Caberá, também aqui, ao tribunal nacional avaliar se as regras em causa constituem um abuso dessa posição e se podem ser justificadas.

Já no que respeita à livre prestação de serviços, o TJUE identifica como entraves a esta liberdade as regras sobre representação múltipla, as condições de acesso à licença de agente e as normas relativas às abordagens a clientes de outros agentes.

Neste caso, o tribunal alemão terá de apurar se estas restrições podem justificar-se por objetivos legítimos, como evitar conflitos de interesses, fixar padrões éticos mínimos, proteger jogadores e treinadores no início de carreira ou garantir a integridade do sistema de transferências.

Sobre o RGPD, o TJUE recorda que este regulamento apenas se aplica ao tratamento de dados de pessoas singulares, cabendo ao tribunal nacional avaliar se a comunicação de dados pessoais à FIFA é necessária para a prossecução de interesses legítimos.

À luz das orientações emanadas pelo TJUE, a decisão final sobre a compatibilidade das regras da FIFA com o direito da União cabe agora ao tribunal alemão que suscitou a decisão prejudicial.


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O Reino Unido pediu hoje à FIFA uma investigação à Argentina por jogadores sul-americanos terem exibido uma faixa a reivindicar as ilhas Malvinas nos festejos da vitória de quarta-feira sobre Inglaterra, no Mundial de futebol

Comité condena novas restrições dos EUA a jornalistas internacionais... O Comité para a Proteção dos Jornalistas condenou hoje a decisão do Governo norte-americano de impor novas restrições de visto a correspondentes internacionais, com as quais procura limitar a permanência de profissionais estrangeiros nos EUA a 240 dias.

© BASTIEN OHIER/Hans Lucas/AFP via Getty Images   Por  LUSA 16/07/2026 

A organização norte-americana sem fins lucrativos considerou, em comunicado, que as novas normas abandonam uma política de décadas que permitia a jornalistas estrangeiros reportar nos Estados Unidos "sem o receio de que o seu estatuto de visto pudesse ser usado contra eles".

"Com estas restrições, a administração de Trump moveu-se para negar --- mais uma vez --- o acesso com base na sua fiscalização individual do trabalho jornalístico", denunciou hoje José Zamora, diretor regional do Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) para as Américas.

"Esta é a mais recente escalada documentada pelo CPJ, seguindo um padrão de violações profundamente preocupantes da liberdade de imprensa por parte deste Governo. É o comportamento de uma democracia em retrocesso, não da vanguarda internacional da liberdade de expressão", acrescentou.

O Governo dos Estados Unidos divulgou hoje uma proposta para endurecer os requisitos de visto para estudantes, participantes de programas de intercâmbio cultural e para jornalistas estrangeiros, no âmbito da política de controlo da imigração defendida por Donald Trump.

As novas regulamentações do Departamento de Segurança Interna propõem como principal mudança que os vistos F (estudante), J (intercâmbio) e I (jornalista) passem do sistema atual --- que concede uma "duração de estatuto" que pode ser de vários anos --- para um sistema em que serão concedidos períodos de permanência fixos e mais curtos no país, exigindo que as prorrogações sejam solicitadas com muito mais frequência para quem deseja permanecer em território norte-americano.

A regulamentação deverá ser publicada no Registo Federal (equivalente ao Diário da República) na sexta-feira e entrará em vigor 60 dias após a publicação, embora a aplicação das novas regras esteja sujeita à revisão do Congresso.

Atualmente, a maioria dos portadores de vistos F, J e I são admitidos nos Estados Unidos através de um sistema de "duração de estatuto", que lhes permite permanecer no país enquanto mantiverem as suas atividades como estudantes, participantes de programas de intercâmbio ou funcionários de órgãos de comunicação social nesse período, que pode ser de vários anos.

As normas agora propostas estipulam que os novos solicitantes desses vistos receberão --- caso sejam aprovados pelo Departamento de Segurança Interna --- uma autorização de permanência com data de validade fixa no Formulário I-94, documento que verifica formalmente a situação migratória de pessoas com vistos temporários ou de não imigrante, como os vistos F, J e I.

No caso da Categoria I, para profissionais de comunicação social, a proposta estabelece um prazo máximo de 240 dias, período que se reduz para 90 dias no caso de jornalistas de nacionalidade chinesa.

Para prorrogar a validade dessas datas no formulário I-94, será necessário enviar um pedido de prorrogação antes da data de vencimento ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em território norte-americano ou numa secção consular norte-americana no exterior.

"Essas mudanças terão impacto em milhares de jornalistas estrangeiros e nas suas famílias que estão nos Estados Unidos com o visto de não imigrante 'I' para representantes da imprensa estrangeira", lamentou a CPJ, frisando que, no ano fiscal de 2024, o Departamento de Segurança Interna registou 37.330 admissões na categoria de visto I.

O Departamento de Segurança Interna propôs estas mudanças em 2025, tendo o CPJ, juntamente com organizações parceiras, enviado um parecer público instando o Governo de Trump a abandonar as mudanças propostas.

O CPJ instou agora o Congresso a garantir que as decisões sobre a emissão de vistos não levem em consideração o conteúdo das reportagens jornalísticas e pediu ao Governo de Trump "que revogue imediatamente essa política anti-imprensa".

EUA restringe permanência de jornaslitas e estudantes estrangeiros

Por  swissinfo.ch 16. julho 2026 

O governo dos Estados Unidos decidiu restringir o período de permanência legal de jornalistas e estudantes estrangeiros, segundo um documento administrativo divulgado nesta quinta-feira (16), em mais um endurecimento da política migratória do presidente Donald Trump.

Salvo se o Congresso impedir a medida, ela entrará em vigor em setembro.

De acordo com a nova regulamentação, os estrangeiros portadores de visto de estudante não poderão permanecer por mais de quatro anos em território americano.

As estadias de jornalistas estrangeiros serão limitadas a 240 dias, cerca de oito meses, embora seja possível solicitar prorrogações por períodos iguais.

Os jornalistas chineses estarão sujeitos a regras particularmente restritivas, com vistos de duração máxima de 90 dias.

A mudança, que entrará em vigor 60 dias após sua publicação no Registro Federal, prevista para esta sexta-feira, afetará jornalistas credenciados de centenas de veículos de comunicação estrangeiros nos Estados Unidos.

Uma centena de veículos de comunicação e organizações internacionais de imprensa, entre eles a AFP, afirmou em uma carta aberta que a medida “reduziria a quantidade e a qualidade da cobertura” da atualidade americana.

O Partido Republicano, de Trump, que prometeu acabar com a imigração irregular e limitar a imigração legal, possui maioria no Congresso.

Até agora, os Estados Unidos concediam vistos válidos por toda a duração do programa de estudos aos estudantes e vistos de até cinco anos para jornalistas.

Desde seu retorno ao poder, Trump promoveu deportações em massa de imigrantes em situação irregular e impôs uma série de restrições à entrada legal de cidadãos estrangeiros.

Além disso, o presidente ataca regularmente jornalistas e a cobertura de determinados veículos de comunicação, que acusa de divulgar notícias falsas.

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) advertiu que a medida constitui uma “violação direta” da liberdade de expressão e de imprensa e alertou que ela poderá “tornar extremamente difícil, quando não impossível, o funcionamento dos meios de comunicação internacionais em território americano”.

A medida já havia sido proposta pelo governo no ano passado, dando início a uma fase de consultas públicas.

Para justificar sua decisão, o Departamento de Segurança Interna, responsável pela gestão dos fluxos migratórios, apontou para um “aumento significativo” nos últimos anos do número de estudantes e jornalistas beneficiados por esses vistos.

Isso “representa um desafio para a capacidade do Departamento de supervisionar e monitorar esses não imigrantes durante sua permanência nos Estados Unidos”, acrescentou.

Em 2024, o Departamento registrou mais de 1,8 milhão de entradas com visto de estudante, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

As associações de ensino superior haviam criticado a proposta de limitar a permanência de estrangeiros, classificando-a como um obstáculo burocrático desnecessário que desestimularia estudantes talentosos.


Leia Também: Trump afasta procurador de Seattle uma hora após ser escolhido

O presidente norte-americano, Donald Trump, destituiu na quarta-feira o novo procurador federal de Seattle, Roger Rogoff, apenas uma hora após os juízes federais da região o terem nomeado por unanimidade.

Guiné-Bissau: Hospital Nacional Simão Mendes: SINDICATO DENUNCIA QUE O GOVERNO PAGA MENSALMENTE CERCA DE 70 MILHÕES DE FRANCOS CFA PARA EMPRESAS PRIVADAS, ENQUANTO MANTÉM TRABALHADORES COM SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Rádio Sol Mansi   16.07.2026 

O Sindicato de Base dos Funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes anunciou o início de uma greve de cinco dias, a partir de quarta-feira, 22 de julho, no maior centro hospitalar do país. A organização sindical acusa o Governo de manter silêncio perante as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Bissau, durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar as más condições de trabalho e a situação dos funcionários afetos à unidade hospitalar. O presidente do sindicato de base, Iburaime Sambú, afirmou que o estado em que se encontra o Hospital Nacional Simão Mendes não merece a devida atenção do Executivo de transição.

Após a conferência de imprensa, que durou cerca de uma hora, a Rádio Sol Mansi contactou o Ministério da Saúde Pública para obter uma reação do Governo. Fonte do ministério reconheceu que estão em curso diligências para responder às preocupações dos trabalhadores e assegurou que a situação será ultrapassada.

Segundo a mesma fonte, está agendada uma reunião entre o ministro da Saúde Pública e a sua equipa técnica para debater, entre outros assuntos, o diferendo entre o Governo e os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato constam a melhoria das condições de trabalho e o pagamento de mais de 30 meses de salários em atraso aos funcionários contratados para o serviço de infecciologia.

Apesar de reiterar a abertura do sindicato para o diálogo e a negociação, Iburaime Sambú denunciou que o Governo disponibiliza mensalmente cerca de 70 milhões de francos CFA para empresas privadas responsáveis pelos serviços de cozinha, limpeza e jardinagem no hospital, enquanto mantém trabalhadores com salários em atraso.

Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes reafirmaram que a paralisação dos serviços terá início na próxima semana, caso as suas reivindicações não sejam atendidas. 

Além da regularização dos salários em atraso dos contratados para a higienização do serviço de infecciologia, exigem melhores condições laborais e o apetrechamento dos serviços com equipamentos e materiais adequados para o exercício das suas funções.

Boris Nadejdine: "Putin conduz a Rússia para uma catástrofe"... O opositor russo Boris Nadejdine, alvo de um processo judicial que compromete a sua candidatura às eleições legislativas e poderá conduzi-lo à prisão, afirmou hoje que o Presidente Vladimir Putin está a conduzir a Rússia para uma possível "catástrofe".

© Alexander NEMENOV / AFP via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

"Temos de dizer a verdade às pessoas. Temos de dizer que a política com que Putin governa o país conduz ao caos e talvez, Deus nos livre, a uma catástrofe", afirmou Nadejdine, numa entrevista hoje divulgada e dada na quarta-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) em Dolgoprudny, nos arredores de Moscovo, onde reside.

O político, de 63 anos, pretende candidatar-se à Duma, a câmara baixa do parlamento russo, nas eleições legislativas de setembro, mas terá de comparecer na sexta-feira num tribunal de Dolgoprudny, acusado de "exibição de símbolos extremistas".

Por esta alegada infração administrativa arrisca uma pena máxima de 15 dias de detenção, embora não esteja excluída a possibilidade de as autoridades russas avançarem posteriormente com acusações de maior gravidade.

Nadejdine afirmou à AFP que ponderou nos últimos dias abandonar a Rússia caso se confirme a ameaça de prisão, embora tenha garantido que não pretende deixar o país e que se sente "ligado à pátria".

Contudo, essa possibilidade poderá já não existir. O opositor anunciou hoje, através da aplicação Telegram, que durante a noite foi notificado pelas autoridades de uma "proibição de sair do país", medida que está a analisar com os seus advogados.

Nadejdine é uma das poucas figuras na Rússia que continuam a criticar publicamente Putin e a ofensiva militar na Ucrânia sem estarem presas ou no exílio.

No final de 2023, o antigo deputado da Duma (2000-2003) foi o único opositor à guerra a apresentar uma candidatura contra Putin nas eleições presidenciais de março de 2024, mas as autoridades eleitorais recusaram validá-la, alegando irregularidades na recolha de assinaturas.

"É preciso fazer tudo o que estiver ao vosso alcance. Se forem políticos, devem dizer a verdade e tentar ser eleitos para que as pessoas vos apoiem. Se forem cidadãos comuns, podem ir votar e não votar na Rússia Unida", o partido pró-Kremlin, declarou.

Nadejdine afirmou agir "sempre exclusivamente dentro da legalidade" e defendeu que os esforços da oposição visam "uma mudança de poder na Rússia por meios pacíficos".

Na semana passada, foi incluído na lista de "agentes estrangeiros", estatuto imposto pelas autoridades russas que implica fortes restrições e cujo incumprimento pode ser punido com multas ou penas de prisão.

Devido a essa classificação e ao processo judicial em curso, a candidatura às legislativas, para a qual estava a recolher assinaturas, ficou seriamente comprometida.

Nadejdine disse que a abertura do processo tem a ver com o aumento da sua popularidade após o lançamento da campanha eleitoral, por representar, para o Kremlin (presidência russa), "a perspetiva indesejável" do aparecimento de um deputado da oposição na Duma.

"Hoje, absolutamente todos os deputados apoiam Putin e a guerra", afirmou.

Após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo intensificou a repressão interna, prendendo centenas de críticos da guerra. A quase totalidade das principais figuras da oposição encontra-se atualmente presa, morreu ou vive no exílio.

Nadejdine classificou como "ridículas" e "absurdas" as acusações de "exibição de símbolos extremistas" que lhe são imputadas.

Segundo explicou, as acusações baseiam-se apenas no facto de, em 2023, ter divulgado no seu canal na rede social Telegram o anúncio de um programa de outra opositora no qual, "ao minuto 48, surge fugazmente uma fotografia de Navalny".

O opositor Alexei Navalny, declarado "extremista" pelas autoridades russas, morreu na prisão em 2024. Os seus colaboradores sustentam que foi envenenado por ordem de Putin. Desde então, as autoridades têm acusado regularmente cidadãos de promover o "extremismo" por partilharem declarações ou até fotografias de Navalny.

"É como se eu fosse convidado para casa de uma jovem que tivesse um retrato de Navalny na parede e depois me dissessem: como visitou uma casa onde havia um retrato de Navalny, é extremista. Os nossos tribunais consideram que as fotografias de Navalny são símbolos de uma organização extremista. É um delírio", ironizou.


JAPÃO: Adeus gravata! Onda de calor leva japoneses a repensar visual de trabalho... Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e as opiniões dividem-se.

© Philip FONG / AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  16/07/2026 

Os japoneses estão a ser encorajados a adotar um novo visual de trabalho devido às altas temperaturas que tem vindo a fazer-se sentir no país e que inclui dizer adeus às gravatas e olá aos calções. No país, muitos trabalhadores são obrigados a usar fato no emprego e o novo estilo de vestir tem dividido as opiniões.

O Japão está a preparar-se para mais um verão escaldante e o governo de Tóquio está a incentivar os funcionários a deixarem de lado os fatos e gravatas a favor dos calções, t-shirts e ténis. A ideia surge numa iniciativa chamada "Tokyo Cool Biz" lançada pela governadora da cidade, uma versão atualizada da antiga "Cool Biz", implementada pelo ministério do Meio Ambiente em 2005.

O objetivo é reduzir o consumo de eletricidade e as emissões de dióxido de carbono, mantendo os ares-condicionados a temperaturas mais altas, enquanto os funcionários se vestem de forma mais confortável.

Ainda hoje em dia, o ambiente corporativo japonês é marcado por fatos escuros e camisas brancas, mesmo durante os meses mais quentes.

"No início, foi um pouco estranho", explicou Suda, um funcionário público de 34 anos, à Reuters. Envergava uma camisa polo azul-clara e calções azul-marinho pelos joelhos, no escritório, no centro de Tóquio, enquanto descrevia que a sensação de constrangimento foi desaparecendo gradualmente à medida que mais dos seus colegas começaram a adotar o estilo casual.

Outro funcionário governamental, Noboru Watanabe, de 50 anos, admitiu: "Sinceramente, já me habituei e é difícil voltar para trás". O homem, que lidera uma equipa de Tóquio para as medidas de combate às mudanças climáticas, considera ainda que apesar disso "as ocasiões formais ainda exigem trajes formais" e que tendo isso em conta ajusta a roupa tendo em conta "a tarefa e a situação".

Embora algumas empresas que atendem diretamente o público ainda esperem um visual formal, há um número crescente de empregadores a permitir aos funcionários uma maior liberdade na forma de vestir, principalmente quando não estão em reunião com clientes.

A campanha tem, no entanto, dividido opiniões, conta a AFP. Sachie Koike, uma agente imobiliária de 52 anos, confessou à agência que não se importava que os homens dispensassem a gravata ou o fato, mas que usar calções já era demais. "Associo calções a um dia de folga", explicou, acrescentando: "Acho que pernas peludas não ficam muito bem num ambiente de trabalho".

Na quarta-feira, a Agência Meteorológica do Japão e o Ministério do Meio Ambiente emitiram em conjunto alertas de insolação para a capital, os primeiros deste verão, recomendando a que as pessoas limitem as atividades ao ar livre e usem ar condicionado.

Pode ver algumas imagens do novo visual.⤵

Washington aprovou venda de armas à Arábia Saudita... O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.

© Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

A guerra foi desencadeada pela ofensiva lançada em fevereiro pelas forças norte-americanas e de Israel contra o Irão.

Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a aprovação da venda de material militar à Arábia Saudita envolvendo "sistemas de armas avançadas guiadas com precisão".

Washington especificou que vai comprar compra de até 10 mil secções ar-ar e outras 10 mil secções ar-solo para os sistemas de armas avançadas guiadas com precisão (APKWS-II).

O pacote inclui lançadores, ogivas, motores de foguete, equipamento de suporte, dispositivos de lançamento, peças sobressalentes, documentação técnica e formação especializada.

No documento, salienta-se que o negócio vai melhorar a segurança de "um importante aliado não pertencente à Aliança Atlântica".

O Departamento de Estado disse ainda que a venda vai melhorar a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a defesa e melhorando a operacionalidade conjunta com as forças dos Estados Unidos, da região e da NATO.

O contrato principal vai ficar a cargo da empresa BAE Systems, com sede em New Hampshire, Estados Unidos.

O anúncio da diplomacia norte-americana ocorreu depois de um porta-voz do Departamento de Estado ter manifestado o "apoio firme" de Washington a Riade face à "agressão iraniana".


Leia Também: Rebeldes Huthis retaliam contra sauditas após ataque ao aeroporto de Sana

Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje o ataque a um aeroporto no sul da Arábia Saudita em retaliação por uma ofensiva que atribuem a Riade contra o aeroporto de Sana, que controlam.

Agência de Energia Atómica condena ataque a central de Zaporijia... O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) condenou um ataque à central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, que resultou na morte do engenheiro-chefe das instalações, e pelo qual as forças russas e ucranianas se culpam mutuamente.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images   Por LUSA   16/07/2026 

Rafael Grossi "condena o incidente relatado, que descreve como um ataque inaceitável contra a central e a sua administração, ameaçando seriamente a segurança nuclear", escreveu a agência de vigilância nuclear na noite de quarta-feira, poucas horas depois do ataque.

"A AIEA apela à cessação imediata de todos os ataques que visem ou ocorram perto de instalações nucleares e dos seus funcionários", acrescentou Grossi.

A central nuclear de Zaporijia encontra-se sob o controlo das forças russas e, nos últimos dias, a região circundante foi palco de uma escalada de ataques mútuos, um dos quais -- ocorrido na quarta-feira - resultou na morte do engenheiro-chefe da instalação e do seu motorista.

Capturada pelo exército russo em março de 2022, no início da ofensiva de grande escala contra a Ucrânia, a maior central nuclear da Europa tem sido desde então uma fonte recorrente de preocupação em relação à sua segurança.

Ambos os lados acusam-se regularmente de realizar ataques ao complexo, localizado em Energodar, nas margens do rio Dnieper, que marca a linha da frente nesta região.

As equipas da AIEA mantêm uma presença permanente em Zaporijia desde setembro de 2022 e todos os seis reatores estão desativados desde então.

A agência da ONU insta continuamente Moscovo e Kiev a exercerem moderação, temendo que uma ação militar possa desencadear um grande acidente nuclear.

Irão ameaça destruir infraestruturas regionais se os EUA atacarem a sua... O Estado-Maior iraniano avisou hoje que destruirá infraestruturas nos países do Médio Oriente se as suas forem atacadas, após ameaças de Donald Trump de atingir pontes e centrais elétricas na próxima semana, caso Teerão não concorde com negociações.

© AFP via Getty Images      Por LUSA   16/07/2026 

"Toda a infraestrutura da região será esmagada pelo aço das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irão, a tal ponto que não restará qualquer vestígio, como se nunca tivesse existido", afirmou o Comando Conjunto iraniano num comunicado em resposta às ameaças feitas pelo Presidente dos EUA.

O coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, advertiu que a resposta iraniana será "mais intensa, mais abrangente e mais devastadora do que nunca".

"O que as Forças Armadas iranianas vão fazer não será um golpe equivalente, mas sim um golpe superior", declarou o oficial militar.

As novas ameaças iranianas surgem depois de Trump ter voltado a ameaçar, na quarta-feira, atacar centrais elétricas e pontes iranianas caso a República Islâmica não retome as negociações com os Estados Unidos.

"Na próxima semana, todas as centrais elétricas e pontes serão destruídas", disse Trump em entrevista à cadeia norte-americana Fox News.

O Irão acusou os Estados Unidos, na terça-feira, de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra, após novas vagas de ataques norte-americanos em território iraniano desde o passado fim de semana, depois de Trump ter declarado o fim do cessar-fogo com Teerão.

Os Estados Unidos também reimplantaram um bloqueio naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz na terça-feira, depois de a Guarda Revolucionária ter declarado o encerramento da via navegável no domingo em resposta aos ataques americanos contra o Irão.

Teerão também lançou ataques com mísseis e drones contra alvos norte-americanos em países da região, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.


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Três pessoas morreram na Rússia na sequência de ataques ucranianos durante a última noite e os mísseis russos que atingiram a capital ucraniana fizeram dois mortos.

Kuwait diz ter intercetado mais de 20 drones iranianos no seu espaço aéreo... O Governo do Kuwait informou hoje que as suas forças armadas intercetaram mais de 20 drones iranianos e ainda vários mísseis de cruzeiro, em plena escalada militar entre o Irão e os Estados Unidos.

© Stringer/Anadolu via Getty Images      Por  LUSA   

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o porta-voz do Ministério da Defesa, o coronel Saud Abdulaziz al-Atuan, anunciou a entrada de "quatro mísseis de cruzeiro e 21 drones inimigos" no espaço aéreo do Kuwait, esclarecendo que todos foram "intercetados e neutralizados"

Apesar de não se registarem vítimas até agora, o responsável confirmou "danos materiais" em instalações "vitais" do país na sequência do ataque, que descreveu como uma "flagrante agressão iraniana".

Abdulaziz Al-Atuan referiu ainda que as forças armadas vão permanecer em "alerta constante para reforçar a segurança nacional e proteger o bem-estar dos cidadãos e residentes".

O conflito entre Irão e Estados Unidos foi retomado no passado fim de semana, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão, que vigorava desde 17 de junho.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecerem o bloqueio naval em Ormuz, na terça-feira, e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.


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Uma aeronave militar norte-americana disparou hoje contra um petroleiro sem carga que tentava furar o bloqueio aos portos iranianos, anunciaram as forças norte-americanas.

FRANÇA: Musk manifesta apoio a Le Pen: "Última esperança de França"... Elon Musk manifestou apoio a Marine Le Pen após a líder da extrema-direita francesa formalizar a candidatura às presidenciais de 2027. O multimilionário norte-americano afirmou, na rede social X, que Le Pen é "a última esperança de França".

© Getty Images   Por  noticiasaominuto.com   com Lusa 

Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X e antigo responsável Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos (DOGE, na sigla em inglês), manifestou o seu apoio a Marine Le Pen, após a líder da extrema-direita francesa ter formalizado a sua candidatura às eleições presidenciais de abril de 2027.

"Ela é a última esperança de França", sublinhou o multimilionário na rede social X, reagindo aos resultados de uma sondagem que apontava Le Pen como a grande favorita à vitória.

A sondagem em causa, divulgada na semana passada, davam a líder da União Nacional como a favorita para vencer as eleições presidenciais, se estas se realizassem no domingo passado.

No passado dia 7 de julho, Le Pen anunciou que será candidata às eleições presidenciais de 2027, horas depois de ter sido condenada a uma pena de um ano de prisão efetiva, sob vigilância eletrónica.

Marine Le Pen foi condenada a um ano de prisão, com a possibilidade de uso de pulseira eletrónica, por desvio de fundos públicos europeus, mas a instância também decidiu reduzir o seu período de inelegibilidade.

Numa entrevista ao canal TF1, na qual compareceu com o presidente da União Nacional, Jordan Bardella, Marine Le Pen declarou-se inocente e anunciou que irá interpor um recurso junto do Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa, o que "suspende os efeitos do acórdão" do Tribunal de Recurso de Paris.

"Farei, portanto, campanha sem pulseira eletrónica", acrescentou.

As sondagens indicam que, mesmo apesar da condenação que pesa sobre Le Pen por desvio de fundos, a líder de extrema-direita obteria entre 34% e 36% dos votos, de acordo com informações recolhidas pelo jornal Les Échos.

"A sua condenação não teve qualquer impacto negativo. Pelo contrário, o anúncio da sua candidatura teve um efeito positivo e isso foi o mais relevante", explicou Bruno Jeanbard, vice-presidente da OpinionWay, em declarações ao jornal Les Échos.

"Marine Le Pen encontra-se num nível comparável ao de Jordan Bardella nos seus melhores momentos", acrescentou, referindo-se ao presidente da União Nacional.

Os dados desta sondagem indicam que apenas alguns candidatos têm possibilidades reais de alcançar o segundo lugar na primeira volta das eleições: os antigos primeiros-ministros do governo do presidente Emmanuel Macron, Édouard Philippe e Gabriel Attal, e o líder do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon.

Philippe, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Câmara de Le Havre, obteria 22% dos votos se fosse o único candidato centrista na primeira volta, eliminando assim o outro ex-chefe de Governo, Gabriel Attal.

Se ambos se candidatassem, Édouard Philippe (18%) superaria largamente Gabriel Attal (7%).

No entanto, Attal obteria 16% dos votos se fosse o único candidato centrista e, de acordo com esta sondagem, poderia qualificar-se para a segunda volta, à frente de Jean-Luc Mélenchon.

Exclusivo: funcionários foram convidados a entregar os telemóveis na Casa Branca

Por  CNN 

Donald Trump quer identificar a pessoa responsável por divulgar informações sobre falhas de segurança de um avião que foi oferecido ao presidente dos EUA pelo Catar

A chefe de gabinete Susie Wiles, a assessora mais próxima do presidente Donald Trump, e o diretor do FBI, Kash Patel, ajudaram pessoalmente a orquestrar, na semana passada, uma investigação de grande envergadura na Casa Branca, com o objetivo de determinar quem do governo divulgou informações sobre as falhas de segurança de um avião oferecido pelo Catar, destinado a ser utilizado como Air Force One - tendo sido pedido a alguns funcionários que entregassem os seus telemóveis aos investigadores nas instalações da Casa Branca, segundo fontes familiarizadas com o assunto contaram à CNN.

Trump ficou furioso com as revelações sobre o novo avião, disseram as fontes, e o seu governo lançou rapidamente uma intensa investigação sobre o vazamento de informação que agitou o governo. À medida que a investigação avançava, pelo menos uma agência federal enviou um e-mail aos funcionários a alertá-los de que, caso fossem contactados por agências externas a solicitar informação e dispositivos, deveriam contactar imediatamente os advogados da sua própria agência, revelou uma fonte à CNN.

As fontes afirmaram que Patel - que se preparava para viajar para Chicago - foi desviado para a Casa Branca na sexta-feira para assumir um papel ativo na condução da investigação, que se tornou pública na madrugada do dia seguinte, quando o New York Times noticiou que o Departamento de Justiça tinha emitido intimações a quatro dos seus jornalistas que tinham noticiado as preocupações de segurança em torno do novo avião.

Patel permaneceu num gabinete ao lado do de Wiles durante cerca de sete horas, enquanto os dois criavam o que uma fonte designou como uma "sala de guerra" na Ala Oeste.

Para além de solicitarem telemóveis, os investigadores procuraram obter informações junto daqueles que viajavam com Trump ou que desempenhavam algum papel na viagem, incluindo funcionários de várias agências. Nem todos os funcionários a quem foi pedido que entregassem os seus dispositivos o fizeram, revelou uma das fontes à CNN.

Esta iniciativa reflete até que ponto a Casa Branca estava disposta a exercer controlo sobre uma investigação das autoridades policiais - uma violação significativa da independência histórica do Departamento de Justiça, embora se tenha tornado algo comum na administração de Trump. A CNN já tinha noticiado anteriormente que Trump também falou com Patel ao telefone sobre a investigação ao furo jornalístico.

A CNN contactou a Casa Branca e o FBI para obter comentários.

Jornalistas e defensores da liberdade de imprensa criticaram a decisão do Departamento de Justiça de intimar os jornalistas do New York Times, considerando-a uma afronta à Primeira Emenda, e o Times afirmou que tenciona contestar a intimação em tribunal.

As preocupações em torno do novo jato, no valor de 400 milhões de dólares, oferecido pelo Catar, passaram a dominar as conversas em Washington na semana passada, quando Trump anunciou abruptamente que iria enviar o novo avião antecipadamente para a Base Aérea de Mildenhall, em Inglaterra, pouco antes de partir de uma cimeira da NATO na Turquia. Trump afirmou numa publicação nas redes sociais que a mudança de avião se destinava simplesmente a dar aos militares norte-americanos estacionados na base "a oportunidade de visitar a aeronave". Anteriormente, ele já tinha elogiado o avião, que foi remodelado e repintado de acordo com os seus gostos.

"Estão todos tão entusiasmados, e achámos que deviam ser os primeiros", escreveu ele.

Trump partiu num avião mais antigo, tendo depois voltado a trocar de avião numa base aérea norte-americana segura no Reino Unido. Ele minimizou a ideia de que a segurança tivesse sido a razão para a troca, embora fontes tenham dito à CNN e a outros meios de comunicação que foi essa a razão.

"Não houve qualquer preocupação de segurança, exceto que o enviámos um pouco mais cedo, e o mesmo se aplica ao regresso. Enviámo-lo um pouco mais cedo, para que pudéssemos deixá-los ver", afirmou Trump.

Fontes revelaram à CNN que, depois de Trump ter viajado para a Turquia para a cimeira, a avaliação de segurança mudou, e Wiles informou Trump de que este teria de deixar o país num avião mais antigo. O avião do Catar, segundo as fontes, tinha sido rapidamente adaptado com capacidades de defesa, mas ainda assim não era tão seguro como a versão mais antiga, que tinha sido construída para proteger presidentes em viagens ao estrangeiro.

Um oficial afirmou anteriormente à CNN que o 747 oferecido pelo Catar foi, em grande parte, considerado pelas forças armadas e pelo Serviço Secreto como tendo sido colocado em serviço "à pressa". Em contrapartida, o responsável referiu que dois novos jatos adquiridos no âmbito de um acordo renegociado por Trump durante o seu primeiro mandato têm enfrentado atrasos graves e não se prevê que estejam prontos antes de, pelo menos, 2028. Tal deve-se, em parte, ao conjunto de medidas de comunicação e defesa classificadas que têm de ser instaladas, aos requisitos de conceção abrangentes impostos pelas forças armadas e ao tempo necessário para formar os pilotos nesta aeronave única.

A natureza exata das diferenças de segurança entre os aviões antigos e os novos não é totalmente clara. Observadores da aviação que analisaram imagens das aeronaves disseram à CNN que o novo avião parece não apresentar modificações externas no cone da cauda associadas a um tipo de sistema direcional de defesa contra mísseis por infravermelhos. No entanto, a ausência de características visíveis não determina de forma definitiva quais os sistemas que estão ou não instalados.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

CABO VERDE: PAICV diz que PM de Cabo Verde é alvo de "assédio judicial"... O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) considerou hoje que o primeiro-ministro tem sido alvo de "assédio judicial permanente", reagindo à acusação do Ministério Público por 26 alegados crimes cometidos enquanto presidente da Câmara da Praia.

© Lusa   15/07/2026 

"O presidente do PAICV e primeiro-ministro tem sido alvo recorrente daquilo que podemos considerar assédio judicial permanente. Estamos perante uma situação de judicialização da política", referiu Vladmir Ferreira, secretário-geral do partido, em conferência de imprensa.

Segundo referiu, "na história de Cabo Verde democrático, nunca nenhum titular de cargo político foi alvo de um processo tão agressivo e intenso de assédio jurídico como aquele por que Francisco Carvalho passou de 2020 até agora".

"Esse assédio jurídico é consentâneo com algumas afirmações" do anterior primeiro-ministro e presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, e do atual secretário-geral, Agostinho Lopes, que o PAICV classifica como apelos a derrotar ou travar Francisco Carvalho.

"Temos aqui uma agenda coerente", sustentou Vladmir Ferreira.

O PAICV venceu as eleições de 17 de maio com maioria absoluta no parlamento, ao cabo de dois mandatos do MpD, entre 2016 e 2026.

Os 72 lugares do parlamento empossado em junho têm uma nova distribuição: o PAICV volta a ter maioria absoluta (37 deputados) e o MpD regressa à oposição (33 deputados) ao lado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, dois deputados).

"A oposição não pode significar a promoção permanente da instabilidade, da desconfiança institucional ou da degradação do ambiente político. O interesse nacional deve prevalecer sobre qualquer estratégia partidária", disse Vladmir Ferreira.

O secretário-geral do PAICV considerou ainda que "a escolha desta semana para tornar pública uma notícia desta natureza não é obra do acaso", numa referência à votação da moção de confiança, acompanhada pelo programa de Governo, agendada para sexta-feira, no parlamento, e que marcam o arranque do trabalho do executivo.

"Esta estratégia de permanente assédio jurídico à volta de Francisco Carvalho não deu resultados até agora, portanto não vai dar no futuro", concluiu.

Vladmir Ferreira falava horas depois de o primeiro-ministro ter classificado como "tentativa de golpe de Estado" a acusação do Ministério Público, divulgada na terça-feira.

"O que estamos a ver é uma tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição. Mas, enquanto alguns procuram criar crises, este Governo continuará a fazer aquilo para que foi eleito, que é governar", referiu Francisco Carvalho.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) cabo-verdiana anunciou que o Ministério Público deduziu acusação contra o primeiro-ministro por 26 crimes alegadamente praticados quando presidia à Câmara da Praia.

Em causa está "a responsabilidade criminal de quatro arguidos", Francisco Carvalho e três vereadores, por atos ocorridos entre 2021 e 2025, implicando falsificação de documentos públicos, abuso de poder, peculato, recebimento indevido de vantagem, violação de norma de execução orçamental, atentado contra o Estado de Direito, corrupção passiva, burla qualificada, violação de regras urbanísticas e defraudação de interesses patrimoniais públicos.

"O Ministério Público determinou o encerramento da instrução, no dia 07 de julho, deduziu acusação e requereu julgamento em processo comum ordinário, perante o Tribunal da Relação do Sotavento, em coletivo", informou a PGR.


Leia Também: PM de Cabo Verde fala em "tentativa de golpe de Estado"

Primeiro-ministro cabo-verdiano diz que acusação do Ministério Público é "tentativa de golpe de Estado"... O primeiro-ministro cabo-verdiano considera que as acusações de 26 crimes enquanto autarca proferidas pelo MP são uma "tentativa de golpe de Estado", afirmando que vai continuar a "governar".

Com  observador.pt  15 Julho 2026

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Francisco Carvalho, classificou esta quarta-feira como “tentativa de golpe de Estado” a acusação do Ministério Público, divulgada na terça-feira, por 26 crimes alegadamente praticados quando presidia à Câmara da Praia.

Numa comunicação ao país, o chefe do Governo afirmou que a utilização de processos judiciais para criar suspeições sobre responsáveis políticos pode afetar a imagem internacional de Cabo Verde. Francisco Carvalho assegurou ainda que o Executivo manterá o foco na implementação do programa de governação, com prioridade para a redução do custo de vida, melhoria dos serviços públicos, educação, saúde e transportes.

O Ministério Público acusou Francisco Carvalho e quatro antigos vereadores da Câmara Municipal da Praia por alegados crimes relacionados com a gestão do município. O processo segue agora para apreciação judicial, cabendo ao tribunal decidir sobre a eventual pronúncia dos arguidos.

Ucrânia: Pelo menos 13 mortos em ataques aéreos russos... Os ataques aéreos russos na Ucrânia provocaram ao longo do dia a morte a pelo menos 13 pessoas e feriram cerca de 50 em várias regiões, divulgaram hoje autoridades locais.

© Karina Galunova/Suspilne Ukraine/JSC "UA:PBC"/Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA   15/07/2026 

A Ucrânia enfrentou um total de 122 drones de ataque, dos quais 101 foram abatidos, e dois mísseis disparados pela Rússia durante a noite, informou a Força Aérea Ucraniana no seu relatório diário.

Em Sumi, três pessoas foram mortas e 17 ficaram feridas, incluindo um rapaz de 16 anos, por bombas planadoras russas, informou Oleg Grygorov, governador desta região fronteiriça com a Rússia, através da rede social Telegram.

A região de Odessa foi alvo de mísseis e drones russos pelo quinto dia consecutivo, resultando em três mortos e oito feridos, anunciou o governador regional, Oleg Kiper, no Telegram.

Segundo o responsável, um armazém, um gasoduto e outro edifício foram danificados.

Durante o dia, as autoridades ucranianas e os serviços de resgate reportaram mais uma morte na região de Mykolaiv (sul), uma morte em Kryvyi Rig, no leste do país, e duas mortes na região de Donetsk (leste), que está quase totalmente ocupada pelas forças russas.

Na região de Zaporijia (sul), ataques aéreos russos mataram três pessoas e feriram 15, informaram os serviços de resgate no Telegram, publicando imagens que mostram bombeiros a retirar corpos e feridos, bem como edifícios com fachadas destruídas.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa, os ataques aéreos em ambos os lados da fronteira são diários e têm vindo a intensificar-se há vários meses, resultando num número crescente de vítimas civis.

Segundo a ONU, junho de 2026 foi o mês mais letal para os civis na Ucrânia desde abril de 2022.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou ter realizado ataques aos portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro-Bug, "utilizados para abastecer as forças armadas ucranianas".

O texto menciona ainda ataques a depósitos de combustível, fábricas de drones e navios de abastecimento militar.

As forças ucranianas também intensificaram os seus ataques a navios de carga no mar de Azov nos últimos dias.

Esta zona marítima é uma rota crucial para o transporte de produtos agrícolas russos vendidos no estrangeiro, bem como para o abastecimento da Crimeia anexada.

Estes ataques levaram a Rússia a examinar "rotas de transporte alternativas", anunciou o Ministério da Agricultura na terça-feira.


EUA lançam segunda vaga de ataques contra alvos militares iranianos... Os Estados Unidos lançaram hoje uma segunda vaga de ataques contra o Irão, visando capacidades militares que, segundo Washington, estão a ser utilizadas para ameaçar os navios que transitam pelo estreito de Ormuz.

© Lusa    15/07/2026 

O Comando Central dos EUA (Centcom) adiantou, numa nota na rede social X, que a ofensiva começou às 20:00 (hora de Lisboa) e afirmou que os bombardeamentos visam degradar a capacidade de Teerão de comprometer a navegação nesta via navegável estratégica do Golfo Pérsico, crucial para o comércio global.

O ataque segue-se a outro executado pelas Forças Armadas norte-americanas horas antes contra alvos militares iranianos, que "diminuiu ainda mais as capacidades do Irão".

Durante a ofensiva, as forças norte-americanas utilizaram munições de precisão contra sistemas de defesa costeira e depósitos e locais de lançamento de mísseis de cruzeiro localizados na ilha de Tunb, no Golfo Pérsico.

Entretanto, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou o Irão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos com os seus ataques contra os seus vizinhos árabes, membros desta aliança política e económica, bem como contra a Jordânia.

Os ataques norte-americanos fazem parte de uma ofensiva, retomada no passado fim de semana, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter terminado o cessar-fogo com Teerão.

O Irão acusou os Estados Unidos de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra ao restabelecer o bloqueio naval e reportou a morte de mais de 30 civis nos recentes ataques norte-americanos.

Trump, por sua vez, declarou esta semana que não deseja negociar com o Irão para já, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram contacto durante o dia, enquanto Teerão continua a procurar um acordo com Washington.