Por Rádio Sol Mansi 16.07.2026
O Sindicato de Base dos Funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes anunciou o início de uma greve de cinco dias, a partir de quarta-feira, 22 de julho, no maior centro hospitalar do país. A organização sindical acusa o Governo de manter silêncio perante as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Bissau, durante uma conferência de imprensa convocada para denunciar as más condições de trabalho e a situação dos funcionários afetos à unidade hospitalar. O presidente do sindicato de base, Iburaime Sambú, afirmou que o estado em que se encontra o Hospital Nacional Simão Mendes não merece a devida atenção do Executivo de transição.
Após a conferência de imprensa, que durou cerca de uma hora, a Rádio Sol Mansi contactou o Ministério da Saúde Pública para obter uma reação do Governo. Fonte do ministério reconheceu que estão em curso diligências para responder às preocupações dos trabalhadores e assegurou que a situação será ultrapassada.
Segundo a mesma fonte, está agendada uma reunião entre o ministro da Saúde Pública e a sua equipa técnica para debater, entre outros assuntos, o diferendo entre o Governo e os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato constam a melhoria das condições de trabalho e o pagamento de mais de 30 meses de salários em atraso aos funcionários contratados para o serviço de infecciologia.
Apesar de reiterar a abertura do sindicato para o diálogo e a negociação, Iburaime Sambú denunciou que o Governo disponibiliza mensalmente cerca de 70 milhões de francos CFA para empresas privadas responsáveis pelos serviços de cozinha, limpeza e jardinagem no hospital, enquanto mantém trabalhadores com salários em atraso.
Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes reafirmaram que a paralisação dos serviços terá início na próxima semana, caso as suas reivindicações não sejam atendidas.
Além da regularização dos salários em atraso dos contratados para a higienização do serviço de infecciologia, exigem melhores condições laborais e o apetrechamento dos serviços com equipamentos e materiais adequados para o exercício das suas funções.

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