Rafael Grossi "condena o incidente relatado, que descreve como um ataque inaceitável contra a central e a sua administração, ameaçando seriamente a segurança nuclear", escreveu a agência de vigilância nuclear na noite de quarta-feira, poucas horas depois do ataque.
"A AIEA apela à cessação imediata de todos os ataques que visem ou ocorram perto de instalações nucleares e dos seus funcionários", acrescentou Grossi.
A central nuclear de Zaporijia encontra-se sob o controlo das forças russas e, nos últimos dias, a região circundante foi palco de uma escalada de ataques mútuos, um dos quais -- ocorrido na quarta-feira - resultou na morte do engenheiro-chefe da instalação e do seu motorista.
Capturada pelo exército russo em março de 2022, no início da ofensiva de grande escala contra a Ucrânia, a maior central nuclear da Europa tem sido desde então uma fonte recorrente de preocupação em relação à sua segurança.
Ambos os lados acusam-se regularmente de realizar ataques ao complexo, localizado em Energodar, nas margens do rio Dnieper, que marca a linha da frente nesta região.
As equipas da AIEA mantêm uma presença permanente em Zaporijia desde setembro de 2022 e todos os seis reatores estão desativados desde então.
A agência da ONU insta continuamente Moscovo e Kiev a exercerem moderação, temendo que uma ação militar possa desencadear um grande acidente nuclear.

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