sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ILÍDIO VIEIRA TÉ LEVA À ONU A MENSAGEM DE UMA GUINÉ-BISSAU COMPROMETIDA COM O REGRESSO À ORDEM CONSTITUCIONAL E COM UM MULTILATERALISMO MAIS JUSTO

Por Radio TV Bantaba / Radio Voz Do Povo   25/09/2026 

Nova Iorque, 25 de setembro de 2026 — O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, discursou hoje perante a 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentando à comunidade internacional as prioridades diplomáticas do país, a situação da transição política guineense e a visão de Bissau sobre os grandes desafios internacionais.

A intervenção ocorreu durante o Debate Geral da 81.ª sessão, que decorre em Nova Iorque entre 22 e 28 de setembro. A sessão é presidida pelo diplomata e Ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, sob o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: umas Nações Unidas que produzem resultados para todos”. 

No início da sua intervenção, Ilídio Vieira Té evocou o 53.º aniversário da Independência Nacional da Guiné-Bissau, celebrado ontem, 24 de Setembro, levando às Nações Unidas uma mensagem de paz, liberdade, soberania e fraternidade entre os povos.

O Chefe do Governo destacou a necessidade de respostas coletivas aos conflitos, às alterações climáticas, ao terrorismo, ao crime organizado transnacional, às desigualdades, ao endividamento dos países em desenvolvimento e às dificuldades de financiamento do desenvolvimento.

Uma das mensagens centrais foi a defesa da reforma da governação mundial, particularmente do Conselho de Segurança, considerando que África continua insuficientemente representada nas estruturas internacionais onde são tomadas decisões fundamentais sobre a paz, a segurança e o desenvolvimento.

TRANSIÇÃO POLÍTICA E ELEIÇÕES DE 6 DE DEZEMBRO

No plano nacional, Ilídio Vieira Té abordou diretamente a situação política resultante dos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, que qualificou como uma interrupção da ordem constitucional.

O Primeiro-Ministro apresentou o referendo constitucional de 30 de agosto de 2026 como uma etapa do processo de transição e afirmou perante a comunidade internacional que o Governo está empenhado em criar condições para que as eleições presidenciais e legislativas previstas para 6 de dezembro decorram de forma “inclusiva, livre, transparente e credível”.

Agradeceu igualmente o acompanhamento da CEDEAO, União Africana e demais parceiros internacionais no processo destinado ao retorno à normalidade constitucional.

ECONOMIA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO

O Primeiro-Ministro apresentou também a leitura do Governo sobre a evolução económica e social do país, citando um crescimento real de 5,8% em 2025, redução da inflação e progressos em indicadores sociais.

Destacou ainda a importância da interligação energética da OMVG, bem como os investimentos em infraestruturas, emprego e empreendedorismo, particularmente dirigidos aos jovens e às mulheres.

GUINÉ-BISSAU CANDIDATA AO CONSELHO DE SEGURANÇA

Um dos pontos de maior projeção diplomática do discurso foi a reafirmação da candidatura da Guiné-Bissau a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2028–2029.

Ilídio Vieira Té sintetizou a orientação dessa candidatura em três palavras:

“PREVENÇÃO. COOPERAÇÃO. PAZ.”

Segundo o discurso, a Guiné-Bissau pretende privilegiar a diplomacia preventiva, as soluções políticas dos conflitos, a participação das mulheres e dos jovens nos processos de paz, o combate ao terrorismo e ao crime organizado, a cooperação ONU–organizações regionais e a relação entre alterações climáticas, paz e segurança.

O Primeiro-Ministro recordou igualmente que a Guiné-Bissau exerce uma das Vice-Presidências da Assembleia Geral nesta 81.ª sessão, responsabilidade que o país pretende desempenhar com imparcialidade, diálogo e espírito construtivo.

No plano internacional, o discurso abordou ainda a questão do Saara Ocidental, manifestando apoio ao processo político conduzido pelas Nações Unidas, e reiterou o apelo guineense ao levantamento do embargo económico, comercial e financeiro contra Cuba.

A intervenção terminou com uma defesa firme do multilateralismo, da solidariedade internacional e da ação coletiva, particularmente importantes para os pequenos Estados em desenvolvimento.

A mensagem final condensou a visão apresentada pela Guiné-Bissau em Nova Iorque: trabalhar por “um mundo mais pacífico, mais justo, mais solidário e mais sustentável”, no qual a paz deixe de ser apenas uma promessa, o desenvolvimento seja um direito e ninguém seja deixado para trás.

Com esta intervenção, o Governo colocou perante os 193 Estados representados na Assembleia Geral — órgão central deliberativo e representativo das Nações Unidas — tanto a agenda interna da transição guineense como as prioridades que pretende defender na diplomacia multilateral.

Irão propõe plano para reabrir Ormuz em sete dias (e chegar a "acordo")... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse, esta sexta-feira, que Teerão apresentou um plano para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o seu programa nuclear no espaço de sete dias, se os Estados Unidos cumprirem uma série de condições.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  25/09/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, adiantou, esta sexta-feira, que Teerão propôs reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações sobre o seu programa nuclear no espaço de sete dias, caso os Estados Unidos levantem o bloqueio naval aos portos iranianos, suspendam as sanções sobre as vendas de petróleo iraniano e respeitem um cessar-fogo que inclua o Líbano.

“O prazo de sete dias terá início assim que os Estados Unidos aceitarem este plano”, disse, à saída do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com a Associated Press.

Araghchi detalhou que seriam necessários entre quatro a cinco dias para concluir as primeiras etapas, sendo que, ao sexto dia, a passagem seria reaberta.

“E no sétimo dia, serão iniciadas as negociações com os Estados Unidos para o acordo final sobre assuntos mutuamente acordados”, indicou, referindo-se ao programa nuclear.

A agência de notícias apontou ainda que Casa Branca limitou-se a afirmar que as autoridades norte-americanas estão a manter conversações positivas e construtivas com os mediadores e que os Estados Unidos estão a facilitar a exportação de petróleo através do Estreito de Ormuz.

Recorde-se que, com as negociações entre Irão e Estados Unidos paralisadas desde o colapso do memorando de entendimento, em julho, as autoridades de ambos os países realizaram esta semana conversações em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

O Irão apresentou sete condições para interromper os ataques no Estreito de Ormuz, via marítima internacional cujo controlo reivindica, incluindo o levantamento das sanções contra a sua economia e a libertação dos seus bens congelados no estrangeiro.

🇬🇼🇺🇳 A Guiné-Bissau intervém hoje no Debate Geral da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas... Acompanhe o discurso do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, em nome da República da Guiné-Bissau, através do link abaixo. 📺

Por Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

VLADIMIR PUTIN nega planos de ataques contra a Europa: "Não temos motivos"... O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu esta sexta-feira que Moscovo "não está a preparar nenhuma ação militar contra a Europa", classificando os alertas como um "exagero deliberado". As declarações surgem após notícias sobre eventuais ataques com drones.

© Mikhail METZEL / POOL / AFP via Getty Images    Por  noticiasaominuto.com  25/09/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu esta sexta-feira que "não está a preparar nenhuma ação militar contra a Europa", depois de ter sido avançado que a CIA, agência de inteligência norte-americana, tinha avisado vários países europeus sobre eventuais ataques russos.

"Quero enfatizar mais uma vez: não nos estamos a preparar para nenhuma ação militar contra a Europa. Não temos tais planos e, o mais importante, não temos motivos para isso, nem incentivos reais para agravar a situação com a Europa", garantiu o presidente russo em declarações aos jornalistas, citado pela agência de notícias Interfax.

Segundo o presidente russo, as notícias sobre um eventual ataque “são certamente um exagero deliberado da situação e uma provocação". 

“Todos estão a dizer, muitos na Europa, que esperam um ataque da Federação Russa e que, por isso, devem preparar-se para uma ação militar, para uma guerra com a Rússia", acrescentou.

Na quinta-feira, o jornal espanhol El Mundo noticiou que os Estados Unidos terão partilhado informações com vários governos europeus sobre eventuais ataques com drones que a Rússia estaria a preparar contra Espanha, França ou Itália.

As aeronaves não tripuladas seriam lançadas do mar a partir de navios mercantes, disse ao jornal uma fonte próxima do Ministério da Defesa da Lituânia, sob a condição de não ser identificada.

Os três eventuais alvos realizam eleições em 2027 e a Rússia poderá querer explorar a seu favor a participação de forças políticas radicais, justificaram analistas.

A Rússia considera que o fornecimento de armamento, dados de inteligência e assessores militares à Ucrânia transforma os países ocidentais em participantes do conflito e alvos legítimos.

O El Mundo noticiou também que informações sobre os planos russos circulam nas capitais europeias desde a viagem do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, em 25 de agosto, na qual advertiu a Rússia contra provocações à NATO.

No entanto, horas depois, o presidente francês, Emmanuel Macron, negou que a CIA tenha transmitido informações sobre um possível ataque de drones russos contra a Europa, embora tenha considerado possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque.

"Podemos desmentir esta informação, a CIA não enviou este aviso", frisou Macron numa entrevista conjunta às televisões TF1 e France 2.

Mas Macron considerou possível que a França seja alvo de uma tentativa de ataque com um drone carregado de explosivos, semelhante ao que ocorreu recentemente no aeroporto de Leipzig, que a Alemanha atribuiu à Rússia.

A França ainda não sofreu ataques deste tipo, "mas quando me perguntam 'isso pode acontecer? ', a minha resposta é sim", referiu o chefe de Estado francês na entrevista, acrescentando que a Rússia considera que "a Europa é a profundidade estratégica da Ucrânia".

Trump considera visita de Xi "muito positiva" para EUA e China... O presidente norte-americano, Donald Trump, considerou hoje "muito positiva para ambos os países" a visita de Estado do homólogo chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, que termina hoje.

© SAUL LOEB / AFP via Getty Images  Por LUSA  25/09/2026 

Xi admitiu, a partir da Casa Branca, a possibilidade de voltar a encontrar-se com Trump por duas vezes até ao final do ano, nas cimeiras da Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico (APEC) e do G20.

O presidente chinês convidou Trump e a primeira-dama, Melania Trump, para participarem na cimeira da APEC, prevista para meados de novembro em Shenzhen, na China.

"Será um prazer receber o senhor Presidente e a primeira-dama para uma visita à China", afirmou Xi.

Trump respondeu: "Iremos, e conversaremos bastante".

Os dois líderes poderão voltar a encontrar-se um mês depois, na cimeira do G20, que decorrerá no Trump National Doral Miami, na Florida.

Enquanto Trump recebia Xi em Washington, manifestações contra o líder chinês decorreram quase ininterruptamente na quinta-feira junto à Casa Branca.

Os manifestantes defendiam diferentes causas, incluindo maior autonomia religiosa e mais liberdades no Tibete, em Hong Kong e em Xinjiang, região de maioria muçulmana, além de exigirem que Pequim se mantenha afastado de Taiwan, território com governo próprio que a China reivindica como seu.

Trump deverá acompanhar hoje Xi numa visita aos Arquivos Nacionais, onde estão conservados alguns dos documentos fundamentais da história política dos Estados Unidos, encerrando assim a visita de Estado de três dias.

A visita decorre numa altura em que os Estados Unidos assinalam o 250.º aniversário da sua fundação.

Trump afirmou na quinta-feira que pretendia mostrar ao líder chinês "alguns dos maiores tesouros desta história de orgulho".

Na quinta-feira, Trump mostrou a Xi um exemplar da Declaração de Independência que mantém exposto no Salão Oval.

O Presidente norte-americano afirmou também que pretende mostrar ao homólogo chinês objetos relacionados com a história das relações entre Washington e Pequim.

"Assim como os nossos antepassados atravessaram o oceano há séculos para comercializar, aprender e construir um mundo melhor, os nossos dois países fazem, na verdade, a mesma coisa, e temos muito orgulho nisso", afirmou Trump.

A visita de Estado foi marcada por um forte programa cerimonial e por manifestações de empenho dos dois líderes em preservar a estabilidade das relações entre as duas maiores economias mundiais.

Não foram, contudo, anunciados avanços significativos em algumas das principais questões que dividem Washington e Pequim, nomeadamente o comércio e a segurança relacionada com a inteligência artificial.

Xi deverá deixar Washington após a visita aos Arquivos Nacionais.

Exército dos EUA prepara-se para possível ação militar relacionada com Cuba... O Exército dos Estados Unidos está a preparar-se para uma possível ação militar relacionada com Cuba, noticiou esta sexta-feira o canal televisivo norte-americano CBS News, após ter tido acesso a uma mensagem interna.

Foto: Adalberto Roque / AFP    Por  JN/Agências  25 de setembro, 2026 

A Reserva do Exército norte-americano está a analisar se pode fornecer ao Comando Sul das Forças Armadas reforços policiais, profissionais de saúde e outras unidades de apoio nos próximos quatro meses, segundo essa informação.

O pedido faz parte do planeamento militar relacionado com Cuba, segundo explicaram várias autoridades norte-americanas à estação televisiva, apesar de a mensagem não conter referências diretas ao país latino-americano.

O documento, datado da semana passada, surge numa altura de intensa pressão do Governo do presidente republicano, Donald Trump, sobre a ilha caribenha.

Embora não se especifique quantos militares seriam necessários nem conste que alguma unidade tenha recebido ordens de destacamento, a mensagem solicita aos comandos subordinados informações sobre a disponibilidade de seis unidades que ficariam sob a autoridade do Comando Sul dos Estados Unidos e que seriam necessárias dentro de "90 a 120 dias".

Entre as unidades, encontra-se um batalhão de apoio logístico de combate especializado na coordenação da logística, como transportes, manutenção, combustível e abastecimentos, bem como um batalhão de engenharia.

O documento prevê ainda a criação de uma brigada médica para comandar e coordenar as unidades de saúde.

Segundo a CBS, um porta-voz do Comando Sul dos Estados Unidos declarou que, apesar de não revelarem pormenores sobre as suas operações por razões de segurança, a unidade "está em permanente coordenação com a Força Conjunta para avaliar vários potenciais requisitos na sua área de responsabilidade, em apoio às missões atribuídas".

O mais recente atrito entre Trump e as autoridades cubanas ocorreu esta semana, na Assembleia-Geral da ONU, quando o presidente norte-americano afirmou que Cuba "é um Estado falhado" e a delegação cubana abandonou nesse momento o plenário.

"É um Estado que falhou completamente. Está a falhar como nunca e acabará por cair", declarou Trump, afirmando que o seu Governo "pretende uma mudança fundamental em Cuba", um processo que, segundo ele, está a ser liderado pelo seu secretário de Estado, Marco Rubio.

Devido ao embargo económico generalizado dos Estados Unidos e, mais recentemente, ao bloqueio energético intensificado no início deste ano, Cuba enfrenta uma grave crise económica e energética, dependendo de ajuda humanitária internacional e de doações de vários países para mitigar a escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis.

Portugal: Custo de vida? Seguro está "muito preocupado" e pede ação da UE... O Presidente da República manifestou-se hoje "muito preocupado" com as dificuldades sentidas em Portugal devido ao aumento de preços e, sem comentar a atuação do Governo, defendeu que é preciso ação, também da União Europeia.

© Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images  Por  LUSA   25/09/2026 

"Estou muito preocupado com a situação. Nós vivemos um momento de extrema dificuldade para muitos portugueses cujo dinheiro, cujos rendimentos, a sua pensão, o seu salário, não chega ao final do mês", declarou António José Seguro aos jornalistas, à saída do Centro de Congressos do Estoril, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

O chefe de Estado defendeu que "os governos, e designadamente também a União Europeia, têm que olhar para esta situação como uma situação excecional e proteger os setores que estão mais vulneráveis, quer as famílias, quer as empresas".

Escusando-se a avaliar se são suficientes as medidas adotadas pelo executivo PSD/CDS-PP, o Presidente considerou que este é o momento "de agir" e que a situação provocada pelos constrangimentos no Estreito de Ormuz deve ser encarada também no quadro da União Europeia.

"O Governo já anunciou um conjunto de medidas, tanto quanto sei está a estudar outras medidas", referiu.

"Mas esta questão é uma questão que ultrapassa o nosso país, tem uma dimensão global e, neste caso, tem uma dimensão europeia. E todos nós devemos olhar para esta situação como uma situação especial para diminuir o sofrimento e as dificuldades por que passam famílias e empresas", acrescentou.

Seguro mencionou que teve oportunidade de abordar este assunto na sua audiência com o Papa Leão XIV, na quinta-feira, no Vaticano, e salientou que "há uma causa para esta situação concreta, que tem a ver com o facto de haver guerras, e designadamente, de não estar e exigir uma livre circulação no Estreito de Ormuz".

"Essa é a causa principal, que precisa de todo o nosso empenho, daqueles que possam pressionar para que as partes beligerantes possam chegar a um acordo", afirmou.

Turquia e Qatar rejeitam acusações feitas por Netanyahu na ONU... A Turquia e o Qatar rejeitaram hoje as acusações feitas pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante o seu discurso na Nações Unidas, no qual criticou os representantes destes países por alegadamente "difamarem" as autoridades israelitas.

© Alexi J. Rosenfeld/Getty Images  Por  LUSA  25/09/2026 

O responsável pelo departamento de comunicação da Presidência da Turquia, Burhanettin Duran, rejeitou, numa mensagem nas redes sociais, as "acusações infundadas" feitas pelo "genocida" Benjamin Netanyahu.

Duran lembrou que o líder israelita é alvo de um pedido do Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra na Faixa de Gaza.

"É incompatível com os ideais de paz, legalidade e diálogo representados pelas Nações Unidas que o genocida Netanyahu — contra quem o TPI emitiu um mandado de captura por crimes de guerra e crimes contra a humanidade — utilize a tribuna da ONU para lançar acusações infundadas contra a Turquia e o seu Presidente [Recep Tayyip Erdogan]", afirmou o responsável turco.

Na sua intervenção na quinta-feira na 81.ª Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro israelita de ser "um tirano".

Netanyahu acusou ainda o líder turco de deter "o recorde mundial" de prisão de jornalistas e líderes da oposição, negar o genocídio na Arménia, ocupar "ilegalmente o norte de Chipre, membro da UE", de querer apoderar-se da Síria - país que faz fronteira com Israel -, de violar "regularmente os direitos da Grécia, membro da NATO", e de querer governar Jerusalém.

"As declarações insolentes e vis de Netanyahu dirigidas ao nosso Presidente não podem ocultar os seus massacres, a catástrofe humanitária em Gaza nem os procedimentos judiciais contra ele, em conformidade com o direito internacional", afirmou, antes de defender que "a comunidade internacional também reconhece esta realidade" e que "Netanyahu ficou mais isolado do que nunca".

Duran enfatizou que "a Turquia continuará a defender os direitos dos oprimidos" e, em particular, os dos "irmãos e irmãs palestinianos", bem como "um mundo mais justo e a paz, mantendo-se firme perante a injustiça e a opressão".

O representante da missão turca junto das Nações Unidas rejeitou também as "acusações maliciosas e infundadas" feitas por Netanyahu contra o Governo turco.

Já o secretário adjunto da missão permanente do Qatar junto das Nações Unidas, Abdulaziz Fadhalá al-Sulaiti, declarou que as acusações de Netanyahu não mereciam sequer ser refutadas.

O primeiro-ministro israelita acusou o Qatar de financiar mentiras através de universidades norte-americanas e da estação Al-Jazeera, e de fazer uma "lavagem cerebral" às mentes dos jovens para odiar Israel, os Estados Unidos e o Ocidente.

Além disso, defendeu que uma escalada retórica contra o Qatar ou outros países não pode desviar a atenção das "violações" de Israel em território palestiniano ocupado, nem das suas repercussões humanitárias, apesar da tentativa do líder israelita de influenciar a opinião pública mundial, sobretudo entre os jovens.

Foi desta forma que responderam a Netanyahu, que, no seu discurso, criticou duramente ambos os países por "difamarem" Israel com "mentiras" sobre a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.

"Israel fez tudo o que era possível para que [os palestinianos] não corressem perigo. Enviámos milhões de mensagens de texto a alertar os civis para que se retirassem das zonas de combate", afirmou Netanyahu durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU esta semana.


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O primeiro-ministro israelita defendeu hoje nas Nações Unidas que Israel está a combater em sete frentes e vai vencer "porque não tem outra escolha".

"Vamos vencer, não temos outra escolha", disse Benjamin Netanyahu na sua intervenção na 81.ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, referindo que Israel combate inimigos em sete frentes.

"Hamas, Hezbollah , Huthis, Irão, milícias no Iraque e na Síria, terroristas palestinianos na Judeia e Samaria [como os israelitas se referem à Cisjordânia]. Todos eles aliaram-se contra nós para nos erradicar da face da terra. Falharam", continuou Netanyahu...

GUERRA NA UCRÂNIA: UE desbloqueia 6,6 mil milhões de euros de apoio militar a Kyiv... A União Europeia chegou hoje a acordo para desbloquear 6,6 mil milhões de euros de apoio militar à Ucrânia ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, após três anos de bloqueio pela Hungria.

© OLEKSII FILIPPOV / AFP via Getty Images    Por  LUSA  25/09/2026 

"Os Estados-membros da União Europeia (UE) chegaram a acordo sobre os termos para desbloquear os 6,6 mil milhões de euros do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz para a Ucrânia", anunciou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, numa publicação nas redes sociais.

Segundo refere Kaja Kallas, 4,7 mil milhões de euros destes fundos vão ser utilizados para reembolsar os Estados-membros que tinham doado armas e munições à Ucrânia, apesar de "alguns já terem afirmado que irão canalizar a respetiva quota-parte" a Kiev.

A chefe da diplomacia acrescenta ainda que 900 milhões vão ser disponibilizados na missão de assistência militar da UE para a Ucrânia e os restantes mil milhões para "financiar novas aquisições conjuntas de equipamento".

A Alta Representante da UE afirma que os "ataques híbridos da Rússia estão a tentar intimidar a Europa para que reduza o seu apoio à Ucrânia".

Mas "a Europa está a fazer o contrário", acrescenta.

A presidente da Comissão Europeia também reagiu a esta decisão dos Estados-membros através de uma publicação nas redes sociais, na qual considera que se trata de uma "excelente notícia".

"Significa mais apoio para a defesa da Ucrânia, de treino a equipamento. Complementa aquilo que estamos a fazer através do nosso pacote de apoio à Ucrânia, tanto para o Estado como para a Defesa. E haverá mais caminho, muito em breve", promete.

O Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, criado em março de 2021, é um instrumento da UE para ações externas de segurança e de defesa, como fornecimento de material militar ou apoio técnico.

Apesar de já ter sido mobilizado para outros países, como Moçambique, Líbano ou Somália, este mecanismo ganhou maior relevo quando, após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, passou a ser um dos principais instrumentos europeus de apoio militar a Kiev.

Através deste mecanismo, a UE reembolsava parcialmente as doações de armas e munições que os Estados-membros estavam a fazer à Ucrânia, dotando o mecanismo de um orçamento total de 17 mil milhões de euros, do qual uma fatia substancial foi afeta a Kiev.

No entanto, em 2023, o Governo húngaro de Viktor Orbán começou a bloquear novas decisões para a Ucrânia ao abrigo deste fundo (que requeriam a aprovação por unanimidade), resultando nos 6,6 mil milhões de euros que ficaram bloqueados e cuja utilização foi hoje finalmente acordada.

Após as eleições legislativas na Hungria em abril, que ditaram a derrota de Viktor Orbán, o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, tinha decidido em junho levantar o veto a este mecanismo, abrindo caminho para o acordo hoje alcançado.


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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concedeu à Ucrânia licenças para produzir mísseis de defesa aérea 'Patriot', que Kyiv exige para abater mísseis balísticos russos...

MALÁRIA: Líderes africanos pedem reforço de verbas contra malária e deixam alerta... Líderes africanos apelaram hoje ao reforço do financiamento para a malária nos orçamentos e planos de desenvolvimento nacionais, alertando que eventuais cortes na verba destinada à doença podem causar centenas de milhares de mortes.

© alma2030     Por  LUSA    25/09/2026 

"A África representa 94% de todos os casos de malária a nível mundial, e 95% das mortes por ela causadas. Os progressos estagnaram e o risco de ressurgimento está a aumentar, à medida que os países estão a braços com grandes défices de financiamento, eventos climáticos extremos, aumento da resistência aos inseticidas e medicamentos, e crises humanitárias", disse a Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA, na sigla inglesa) num comunicado.

O apelo foi lançado à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, durante um evento de alto nível promovido pelo Presidente do Botsuana e da ALMA, Duma Gideon Boko, em parceria com a Comissão da União Africana e a Parceria RBM para Eliminar a Malária.

Segundo pesquisas da ALMA e da organização Malaria No More UK, uma redução de 30% no financiamento do combate à doença pode resultar em 146 milhões de casos adicionais, cerca de 400 mil mortes e perdas de 37 mil milhões de dólares no Produto Interno Bruto (PIB) de África até 2030.

"Quando o investimento é sustentado, a malária recua. Mas quando o financiamento reduz, a malária intensifica-se", alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhando a urgência de manter recursos.

Duma Boko reforçou a capacidade do continente em liderar o processo, afirmando que "África tem as ferramentas, a experiência e a liderança necessárias para mudar a trajetória da malária".

Boko salientou que o continente precisa de um "financiamento sustentável e [de uma] ação coletiva", ao nível da ambição de um "futuro livre de malária".

Durante a reunião, os participantes instaram os Estados-membros a incluir a verba contra a doença nos orçamentos nacionais, reconhecendo contudo as dificuldades económicas do continente.

Por sua vez, o vice-Presidente da Gâmbia, Muhammad Jallow, recordou as limitações orçamentais de vários Governos.

"Temos de estar cientes e atentos às restrições orçamentais que muitos dos nossos países enfrentam. O financiamento interno por si só não pode sustentar o nível de investimento necessário para a eliminação. Por isso precisamos de parcerias internacionais mais fortes e de financiamento previsível em apoio aos países na fase final da eliminação", disse o governante gambiano.

A dimensão financeira junto das instituições multilaterais foi também abordada pela diretora executiva do Grupo África 1 do Banco Mundial, Zarau Kibwe, que garantiu empenho nas negociações do programa IDA22 - 22.ª Reposição de Recursos da Associação Internacional de Desenvolvimento.

"À medida que se aproximam as negociações da IDA22, temos de ter a malária como prioridade. E nós, os vossos embaixadores, trabalharemos convosco para garantir que ela entre no compromisso político", salientou Zarau Kibwe.

Entre os compromissos ministeriais, a África do Sul prometeu reforçar a cooperação transfronteiriça na região austral, enquanto o Zimbabué e Angola se comprometeram com a produção local de redes e medicamentos.

Já a Tanzânia destacou o desenvolvimento de investigação genética em laboratórios nacionais para prevenir a transmissão através dos mosquitos.

"África está preparada para liderar, mas a eliminação da malária continua a ser responsabilidade partilhada (...). A escolha que temos é clara. Podemos permitir que o défice de financiamento inverta os progressos alcançados, ou podemos escolher liderar", concluiu o chefe de Estado do Botsuana.

As organizações internacionais como o Fundo Global, a Fundação Gates, a Gavi e a GLIDE reafirmaram o apoio à resposta africana, garantindo a mobilização de fundos e a distribuição de vacinas às populações mais vulneráveis.

EUA: Senado rejeita resolução para limitar poderes de guerra de Trump... O Senado norte-americano rejeitou quinta-feira, por uma margem estreita, uma resolução sobre os poderes de guerra que procurava travar a ação militar do Presidente Donald Trump, apontada como a causa para a subida dos preços dos combustíveis.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA  25/09/2026 

A votação no Senado, com um resultado de 49-50, realizada dias depois do discurso inflamado de Trump nas Nações Unidas, no qual ameaçou aniquilar o Irão, representou provavelmente a última oportunidade para os legisladores registarem oficialmente as suas posições sobre a guerra antes das eleições intercalares novembro.

Mais republicanos estão a distanciar-se do presidente republicano à medida que o conflito se prolonga, numa rara demonstração de oposição a Trump, enquanto fazem campanha pelo controlo do Congresso.

A iniciativa no Senado não foi bem-sucedida, embora quatro senadores republicanos se tenham juntado à maioria dos democratas a favor da resolução.

"Eles têm vindo a defender esta guerra ridícula e ilegal há meses a fio, sem ouvir os seus eleitores", sublinhou o senador Tim Kaine (democrata pela Virgínia), autor da resolução sobre os poderes de guerra.

Cerca de metade dos eleitores norte-americanos das zonas rurais acredita que a economia está agora em pior situação do que quando Trump tomou posse, de acordo com uma nova sondagem da agência Associated Press (AP) em parceria com a KFF.

Os custos com a alimentação, a gasolina e a assistência médica figuram como as principais preocupações destes eleitores rurais.

"Precisamos de quebrar este ciclo", destacou, por sua vez, o senador Thom Tillis (republicano pela Carolina do Norte), que votou a favor da medida.

Os senadores republicanos Susan Collins (Maine), Lisa Murkowski (Alasca) e Rand Paul (Kentucky) também votaram a favor da resolução para pôr fim à guerra, tal como fizeram nas votações anteriores, enquanto o senador democrata John Fetterman votou contra.

Esta foi a 14.ª vez que o Senado analisou uma resolução sobre os poderes de guerra desde que Trump iniciou o conflito, em 28 de fevereiro.

As resoluções sobre os poderes de guerra são, em grande parte, declarações políticas sem força de lei plena, mas figuram entre os instrumentos mais contundentes que a Câmara dos Representares (câmara baixa) e o Senado (câmara alta) possuem para manifestar desaprovação em relação à Casa Branca, sem chegar ao ponto de cortar verbas para as ações militares de Trump.

Por serem resoluções, não são enviadas para a mesa do presidente para sanção.


Tempestade Gonzalo inunda ruas na ilha cabo-verdiana do Sal... A tempestade tropical Gonzalo está a provocar inundações em Santa Maria, na ilha do Sal, tendo derivado de uma depressão vinda do Atlântico que se aproximava de Cabo Verde, avançou hoje o Centro de Furacões dos Estados.

Por LUSA 25/09/2026

A tempestade está a atingir o arquipélago com chuva forte e rajadas de vento nalgumas ilhas, provocando queda de árvores, cortes de energia e subida no nível do mar no Sal, disse à Lusa fonte da proteção civil.

Em Santa Maria, na Ilha do Sal, um dos principais locais de circulação turística do arquipélago, o mar está a provocar inundações urbanas nalgumas ruas, de acordo com imagens e testemunhos ouvidos pela agência Lusa.

Um vídeo nas redes sociais confirmado à Lusa por um dos residentes, mostra uma clínica rodeada de água numa das avenidas de Santa Maria que liga alguns dos principais hotéis da ilha.

As autoridades emitiram alertas na quinta-feira para "um agravamento significativo do estado do mar, com ondas de este e sudeste" que podem chegar a seis metros nalgumas ilhas e para "o impacto do vento nas zonas altas".

As previsões apontam para uma intensificação da tempestade tropical Gonzalo, seguindo-se uma fase de enfraquecimento ao longo do fim de semana.

Cabo Verde é um arquipélago árido, mas sujeito a períodos de tempestades e chuvas repentinas.

Em agosto de 2025, a tempestade Erin matou nove pessoas na ilha de São Vicente e, em novembro, chuvas repentinas provocaram uma vítima mortal na ilha de Santiago.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas, 2025 terá sido o segundo ou terceiro ano mais quente desde que há registos, com o aquecimento dos oceanos a intensificar tempestades e a agravar a subida do nível do mar.


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O vereador da proteção civil no Sal, ilha mais turística de Cabo Verde, disse hoje que os hotéis "estão a sofrer" com a "forte" agitação marítima e inundações devido à subida da maré durante a tempestade tropical Gonzalo.

"Nós estamos numa situação diferenciada [das outras ilhas] relativamente à agitação marítima, um cenário que praticamente não se tinha vivido aqui. Os hotéis aqui estão a sofrer com este temporal", afirmou Hidércio Gomes, em declarações aos jornalistas, numa alusão às inundações urbanas em Santa Maria...

Rússia propõe subir impostos dias após prometer que não o faria... O Ministério das Finanças russo propôs aumentar vários impostos a fim de financiar a guerra na Ucrânia, dias depois das eleições legislativas nas quais o Kremlin prometeu não aumentar impostos.

Por LUSA 25/09/2026

As propostas visam, entre outros, rendimentos passivos, compras 'online' do estrangeiro, viagens aéreas e importação de automóveis e têm como objetivo garantir armamento e modernizar a defesa, além de pagar abonos aos militares.

A intenção contradiz declarações anteriores às eleições – realizadas entre 18 e 20 de setembro - tanto do porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitry Peskov, como do ministro das Finanças, Anton Siluanov, que prometeram não aumentar impostos.

"Para unificar a tributação do rendimento pessoal em 13-22%, propõe-se incluir os rendimentos 'passivos' na base tributável geral do imposto sobre o rendimento", afirmou o Ministério das Finanças no seu portal oficial da internet.

Segundo o ministério, esta medida abrangerá "rendimentos de dividendos e outros investimentos em ações, juros sobre depósitos, transações com títulos e direitos digitais, venda de imóveis e ações de empresas, bem como rendimentos provenientes de contratos de seguros e doações".

Atualmente, "os rendimentos 'passivos' estão sujeitos a uma taxa de 13-15%", observou o ministério.

No caso dos dividendos pagos a cidadãos estrangeiros não residentes, das chamadas contas 'C' - contas bancárias especiais e bloqueadas criadas pela Rússia como resposta às sanções económicas ocidentais no âmbito da guerra na Ucrânia -, o imposto passará a ser de 35%.

Segundo o Ministério das Finanças, o pacote de propostas de lei, que inclui a do orçamento geral para 2027-2029, visa "cumprir todos os compromissos sociais do Estado, garantir as necessidades de defesa e segurança do país, prestar apoio social aos combatentes na Ucrânia e assegurar a liderança tecnológica da Rússia".

Além de aumentar os impostos sobre os rendimentos passivos, o Ministério das Finanças propõe impostos sobre as compras 'online' do estrangeiro e sobre as remessas de países terceiros.

Especificamente, os russos teriam de pagar 100 rublos (cerca de um dólar) por remessas do estrangeiro avaliadas em mais de 200 euros.

A proposta inclui ainda a imposição de um imposto sobre os passageiros aéreos, que teriam de pagar até 2.000 rublos (cerca de 24 dólares) por bilhete, e um aumento dos impostos sobre os estafetas e os motoristas independentes de 4-6% para 13%.

Por fim, os impostos relativos à importação de automóveis poderão ser aumentados de 10% para 20%, uma medida que já foi implementada anteriormente e que fez subir os preços dos veículos na Rússia nos últimos anos.

Trump autorizou Kyiv a produzir mísseis 'Patriot'... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concedeu à Ucrânia licenças para produzir mísseis de defesa aérea 'Patriot', que Kyiv exige para abater mísseis balísticos russos.

Por LUSA 25.09.2026

"Durante a nossa última reunião, o Presidente Trump confirmou-me que sim, tinha tomado uma decisão final: a Ucrânia receberá licenças para a produção de mísseis 'Patriot'", afirmou numa mensagem de voz aos jornalistas, depois de se ter reunido com o seu homólogo norte-americano em Nova Iorque esta semana.

O 'Patriot' é um dos sistemas de defesa aérea de médio e longo alcance mais avançados do mundo e é produzido pelos Estados Unidos.

Devido à intensa utilização na Guerra da Ucrânia e aos conflitos no Médio Oriente, os 'stocks' globais do míssil enfrentam uma pressão sem precedentes, mas a sua produção já tinha começado a ser descentralizada, quando foi dada licença à Alemanha para produzir os mísseis intercetores na Europa.

Zelensky tinha estimado, esta semana, que o começo da produção de 'Patriot' na Ucrânia poderia demorar "um a um ano e meio".

No início de setembro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que os Estados Unidos estavam a negociar com a Ucrânia uma licença para produzir intercetores 'Patriot', uma questão sobre a qual Donald Trump pareceu mudar de ideias por diversas vezes.

Rubio, no entanto, realçou que a concessão de licenças não proporcionaria uma "solução imediata" para os problemas que a Ucrânia enfrenta atualmente.

Embora Kyiv consiga intercetar a maioria dos drones russos, os mísseis balísticos, que são ainda mais destrutivos, são também muito mais difíceis de neutralizar, e a Rússia está a utilizá-los com uma frequência crescente, principalmente para atacar as principais cidades ucranianas.

Segundo Kyiv, os intercetores PAC-3 para sistemas 'Patriot' são os únicos capazes de destruir mísseis balísticos.

Durante uma visita a Washington, em julho, Volodymyr Zelensky afirmou ter "discutido as licenças para a produção de intercetores 'Patriot'" com Donald Trump.

O Presidente norte-americano, por sua vez, defendeu que os Estados Unidos devem ser "muito cautelosos" antes de autorizar a Ucrânia a produzir mísseis para os sistemas 'Patriot'.

‎TRABALHADORES DOMÉSTICOS SAÚDAM FIXAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL EM 50 MIL FCFA

Por RSM 25-09-2026

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‎O presidente da Associação Nacional da Proteção dos Trabalhadores Domésticos (ANAPROMED), Sene Bacai Cassamá, manifestou esta sexta-feira satisfação com a decisão do Executivo de Transição de fixar em 50 mil francos CFA o salário mínimo nacional.

‎A posição foi expressa aos jornalistas no Ministério da Administração Pública, onde dezenas de membros da associação se reuniram para assinalar a medida anunciada pelo Governo.

‎Segundo Sene Bacai Cassamá, mais de metade dos trabalhadores domésticos representados pela organização recebia menos de 20 mil francos CFA por mês. Por isso, considera que a decisão aprovada pelo Conselho de Ministros representa um avanço significativo para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores do setor.

‎Apesar de elogiar a iniciativa, o responsável alertou para os desafios da sua implementação. O dirigente apelou ao Governo para criar mecanismos eficazes de controlo e fiscalização, argumentando que poderá haver resistência por parte de alguns empregadores no cumprimento do novo salário mínimo.

‎O pagamento do salário mínimo nacional de 50 mil francos CFA deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2027.

‎Por sua vez, o inspetor-geral da Administração Pública, Bubacar Manó, garantiu que a medida será acompanhada por ações de fiscalização. Segundo explicou, a Inspeção-Geral da Administração Pública irá mobilizar os seus técnicos para verificar o cumprimento da nova disposição junto das empresas e entidades empregadoras.

‎A fixação do salário mínimo nacional em 50 mil francos CFA foi aprovada pelo Conselho de Ministros e deverá beneficiar trabalhadores de diferentes setores de atividade.

GUINÉ-BISSAU: 𝗡𝗼𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮 𝗦𝗲𝗱𝗲 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 𝗲 𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗼𝗽𝗿𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼

 


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