Por Rádio Sol Mansi 17 08 2026
Cerca de 379 famílias, correspondentes a um total estimado de 3.302 pessoas, foram afetadas por um desastre registado na aldeia de Sintcham Bassirou, localizada na secção de Paunka, setor de Sonaco, região de Gabú, no leste da Guiné-Bissau.
O desastre ocorreu na noite de 10 de agosto de 2026, por volta das 19h00, quando a comunidade foi atingida por uma forte tempestade, acompanhada de chuvas intensas e ventos fortes.
O fenómeno provocou danos significativos nas habitações e agravou as necessidades humanitárias da população afetada.
De acordo com uma avaliação rápida realizada por voluntários comunitários na madrugada de 11 de agosto, um total de 120 casas foi afetado, das quais 70 ficaram totalmente destruídas e 50 parcialmente danificadas.
Entre as casas destruídas, 45 tinham cobertura de zinco e 25 cobertura de colmo. Das 50 habitações parcialmente danificadas, 20 tinham cobertura de zinco e 30 cobertura de colmo.
Segundo os dados preliminares da Cruz Vermelha, a população afetada inclui 855 mulheres, 249 homens e 1.095 crianças, sendo 452 rapazes e 643 raparigas. Foram ainda registadas quatro pessoas feridas e quatro idosos.
As famílias afetadas perderam as suas habitações e bens essenciais, incluindo reservas de alimentos, material escolar, utensílios domésticos e outros bens pessoais. Perante a destruição das suas casas, algumas famílias foram obrigadas a procurar abrigo temporário junto de 44 famílias de acolhimento nas comunidades vizinhas.
Os números apresentados são ainda preliminares, estando as avaliações em curso, sobretudo no que diz respeito ao número e à capacidade das famílias de acolhimento que atualmente recebem as pessoas deslocadas.
As previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas condições adversas, aumentando o receio de que a situação humanitária se agrave e provoque maior vulnerabilidade entre as famílias afetadas e as comunidades que as acolhem.
Face à situação, é necessária assistência humanitária imediata, com prioridade para abrigo, alimentação, artigos não alimentares e proteção, bem como apoio às famílias de acolhimento, que enfrentam uma pressão adicional devido à receção das populações deslocadas.





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