sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cérebro humano é composto por dois órgãos separados... O cérebro, visto pelos cientistas durante séculos como um único órgão unificado, é constituído por dois órgãos distintos que evoluíram independentemente ao longo de centenas de milhões de anos, revela um estudo divulgado hoje.

Por  RTP /  Lusa   18 Setembro 2026  

Liderada por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, a nova investigação "mostra que o cérebro humano consiste em dois sistemas nervosos antigos inteligentemente combinados", indica um comunicado da universidade.

Uma das partes, "mais primitiva", é responsável pelas funções vitais, como a frequência cardíaca, a respiração, a pressão arterial ou o sono, enquanto a outra "nos torna distintamente humanos, capazes de poesia, matemática e de questionar as nossas origens", adianta.

"Demonstrámos pela primeira vez que a parte frontal do cérebro tem origem numa célula progenitora totalmente diferente da parte posterior", disse Kyle Loh, professor associado de Biologia do Desenvolvimento da universidade e um dos autores do estudo publicado hoje na revista Nature Neuroscience.

"A nossa descoberta significa que agora podemos cultivar neurónios da parte posterior do cérebro, o rombencéfalo [frequentemente chamado de tronco cerebral], numa placa de Petri e estudar as suas funções", acrescentou, citado no comunicado.

E isto abre novos caminhos para o estudo de doenças que afetam o tronco cerebral, como as degenerativas graves atrofia muscular espinhal (AME) e esclerose lateral amiotrófica (ELA ou doença de Lou Gehrig).

O estudo, que tem Kyle Loh como autor sénior e os estudantes de pós-graduação Carolyn Dundes e Rayyan Jokhai como primeiros coautores, analisa os primeiros momentos do desenvolvimento embrionário de ratos, o que permitiu a identificação de "duas células progenitoras cerebrais diferentes".

Uma delas "está destinada a tornar-se o prosencéfalo [lida com o pensamento de nível superior-linguagem, consciência e raciocínio abstrato] e o mesencéfalo", duas das três regiões principais do cérebro, além do rombencéfalo, cuja formação está ligada à da outra célula progenitora.

Segundo o comunicado, "estas duas populações de células nunca se sobrepõem" e "são mutuamente exclusivas desde as fases iniciais do desenvolvimento".

Jokhai e Dundes descobriram que o rombencéfalo segue um caminho de desenvolvimento separado, correndo em paralelo (em vez de se ramificar) ao que cria o prosencéfalo e o mesencéfalo.

"As tentativas anteriores de criar neurónios do rombencéfalo provavelmente tentaram transformar progenitores do prosencéfalo e do mesencéfalo em células do rombencéfalo, o que o nosso estudo mostra que não é possível", explicou Jokhai, citada no comunicado.

Após a descoberta, os cientistas conseguiram, pela primeira vez, "induzir as células estaminais pluripotentes humanas (um tipo de célula capaz de criar qualquer uma do corpo humano) a tornarem-se neurónios motores funcionais do rombencéfalo em laboratório".

Até agora, estudar doenças como a AME e a ELA era quase impossível porque os cientistas não conseguiam obter tecido do tronco cerebral de doentes vivos, mas a capacidade de cultivar aqueles neurónios em laboratório abre novas possibilidades para compreender o que corre mal.

O tratamento da obesidade também pode beneficiar, já que o rombencéfalo contém circuitos que regulam a fome, sendo assim que funcionam os medicamentos para a perda de peso, como a semaglutida, também utilizado para tratar a diabetes tipo 2 e vendido sob a marca Ozempic.

"Temos agora um modelo para compreender melhor estas doenças devastadoras e trabalhar no desenvolvimento de terapias regenerativas para as mesmas", disse Jokhai, acrescentando que esta "é uma nova fronteira muito entusiasmante na investigação cerebral".

FRANÇA: Criança de 7 anos suspeita de esfaquear tia até à morte em França... Mãe do menino de 7 anos alega que o filhou esfaqueou a tia depois de as ver a discutir. A polícia ainda está a investigar e pretende apurar se foi mesmo a criança a perpetrar o crime.

©M6 Info   Por  Notícias ao Minuto  18/09/2026

Uma criança de sete anos é suspeita de ter esfaqueado a própria tia até á morte, em Val-de-Marne, em França. 

Segundo o Le Figaro, o crime aconteceu na sequência de uma discussão entre a mãe da criança e a tia, sobre alisamentos de cabelo.

Tudo aconteceu na madrugada desta sexta-feira, durante uma discussão acesa entre as duas irmãs, relata a mãe do menino.

Ao aperceber-se do conflito, o menino terá agarrado numa faca e desferiu vários golpes à tia, na zona da garganta e costas.

A vítima conseguiu sair do apartamento, acabando por desmaiar na rua. A mulher entrou em paragem cardiorrespiratória e ainda foi socorrida no local, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

A criança e a mãe foram levadas para o hospital, sob escolta policial, para serem examinadas.

A procuradoria de Créteil fez saber que não vai tecer "comentários sobre o sucedido" antes do início da próxima semana para proteger a investigação.

As autoridades ainda estarão a querer confirmar se foi mesmo a criança a autora das facadas.


ESPANHA: Cerca de 10 mil migrantes que entraram ilegalmente continuam em Ceuta... Cerca de 10.000 pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta em julho permanecem na cidade, segundo um novo cálculo do governo espanhol divulgado hoje, dia em que foram alojados 1.700 migrantes que estavam a dormir em praias.

© Lusa    18/09/2026 

Milhares de pessoas foram retiradas esta sexta-feira, um mês e meio depois da entrada em massa em Ceuta, de duas praias da cidade para serem alojadas num centro de acolhimento temporário.

Segundo o Governo de Espanha, este centro de acolhimento, instalado nos terrenos do porto de Ceuta, tem capacidade para alojar 1.700 adultos em tendas de campanha, assim como infraestruturas de saneamento e outras.

Estas 1.700 pessoas juntam-se a outras 4.160 alojadas no último mês e meio pelo Governo espanhol em locais semelhantes ao instalado junto ao porto e outros espaços de Ceuta, um enclave de Espanha no norte de África, com fronteira com Marrocos.

Há ainda 2.140 menores de idade não acompanhados registados e acolhidos em instalações do governo da cidade autónoma, segundo os dados oficiais.

O Governo de Espanha tem dito ser impossível saber com exatidão quantos migrantes permanecem em Ceuta depois de terem entrado ilegalmente na cidade dentro de uma avalanche de pelo menos 72.000 pessoas em 30 e 31 de julho.

O executivo tem sublinhado que só com o alojamento temporário em centro de acolhimento é possível fazer o registo de todas as pessoas e abrir os processos com vista ao repatriamento ou concessão de asilo, como exige a legislação nacional e europeia.

No entanto, o Governo espanhol, com base em dados das forças de segurança no terreno, disse hoje que a estimativa atual é que entre 9.000 e 10.000 pessoas das que entraram no final de julho continuem na cidade.

Atendendo a esta estimativa e ao número de pessoas já alojadas, faltam ainda entre 3.000 e 4.000 lugares de acolhimento para migrantes adultos que continuam nas ruas da cidade, mas também em zonas de montanha ou refugiados em alguns edifícios, segundo as autoridades.

Os números do Governo espanhol diferem dos do executivo da cidade autónoma, que na semana passada calculou que tenham ficado em Ceuta 13.000 pessoas após a entrada em massa no final de julho.

O primeiro-ministro de Espanha, o socialista Pedro Sánchez, disse na semana passada que o Governo espera que a situação em Ceuta esteja estabilizada até ao final do ano e tem insistido que só com o alojamento temporário e registo de todas as pessoas é possível fazer os repatriamentos porque assim o exigem as leis nacionais e europeias.

A oposição de direita espanhola tem exigido ao Governo o repatriamento imediato de todas as pessoas que entraram em Ceuta ilegalmente em julho.

O executivo tem também ouvido críticas desta oposição e de outros partidos sobre a demora na resposta à crise gerada em Ceuta, cuja gestão tem estado marcada por trocas de acusações também entre o Governo central, liderado pelos socialistas, e o local, do Partido Popular (PP, direita).

O Governo de Espanha tem-se queixado dos obstáculos que o executivo da cidade tem colocado para a disponibilização de espaços para o acolhimento dos migrantes ou em relação à transferência dos menores de idades não acompanhados para outras regiões de Espanha, acusando o PP de querer "tornar crónica a crise".

O PP e o governo local negam as acusações e dizem que o executivo de Sánchez recusa assumir as responsabilidades que tem e insistem na devolução imediata a Marrocos de todas pessoas que entraram ilegalmente na cidade, sublinhando que esta não é uma crise migratória, mas sim uma questão de defesa e segurança, considerando que o que ocorreu em julho foi "uma invasão", num ataque à fronteira e à integridade do território espanhol.


Portugal: Venda de droga falsa vai ter crime próprio, anuncia Governo... O ministro da Administração Interna (MAI) afirmou hoje que o Governo está a preparar uma alteração legislativa para penalizar a venda de droga falsa, tal como tinha sido pedido pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

© Lusa    18/09/2026 

Durante a cerimónia que assinalou o 135.⁠º aniversário da Polícia Municipal de Lisboa, Luís Neves destacou que a medida que o Governo está a preparar "cria uma tipificação própria do crime de burla, como crime público, dirigida especificamente a esta atividade, a venda de substâncias que fazem passar por estupefacientes sem o ser".

"Esta é uma ambiguidade jurídica que tem sido sistematicamente explorada por quem se dedica a este negócio, por não se tratar, do ponto de vista técnico, de uma substância estupefaciente", disse.

O governante destacou que a venda de droga falsa é uma atividade que "escapa, muitas vezes, a um enquadramento penal claro e adequado à sua gravidade", causando um "sentimento de insegurança"

Com esta alteração passaremos a dispor de um mecanismo e de um instrumento penal próprio que criminaliza de forma absolutamente inequívoca esta prática e elimina esta zona cinzenta, dando um fundamento jurídico sólido para intervir no espaço público", afirmou.


GUINÉ-BISSAU: PUBLICADA A LEI DE BASE DO ORDENAMENTO TERRITORIAL E URBANO

 Ministério Das Obras Publicas, Habitação e Urbanismo 

A Guiné-Bissau passa a contar com um novo quadro legal para o ordenamento do seu território. Foi publicada a Lei n.º 14/2026, de 23 de julho, Lei de Base do Ordenamento Territorial e Urbano (LBOTU), no 4.º Suplemento do Boletim Oficial n.º 29, de 24 de julho de 2026.

O novo diploma estabelece o quadro jurídico geral do ordenamento do território e do urbanismo na Guiné-Bissau, definindo princípios, objetivos, instrumentos e mecanismos destinados a assegurar uma organização racional, equilibrada e sustentável do território nacional.

A Lei estabelece ainda o regime aplicável aos instrumentos de gestão territorial e urbanística, regulando os procedimentos de elaboração, aprovação, execução, fiscalização e monitorização dos planos territoriais e das operações urbanísticas.

A publicação deste diploma constitui um marco importante para o reforço do quadro legal de ordenamento do território, planeamento urbano e gestão sustentável do território nacional, contribuindo para uma melhor articulação das políticas públicas e para o desenvolvimento harmonioso dos espaços urbanos e rurais.

RÚSSIA/ELEIÇÕES: Mesas de voto fechadas na cidade russa de Sochi após ataque com drone... As mesas de voto na cidade turística de Sochi, no Mar Negro, foram hoje temporariamente encerradas após ter sido emitido um alerta de ataque com drone para a região durante o primeiro dia das eleições parlamentares russas.

© Igor IVANKO / AFP via Getty Images   Por  LUSA  18/09/2026 

"Foram tomadas medidas de segurança nas secções de voto de Sochi. Membros das comissões eleitorais, observadores e eleitores que estavam nas secções foram retirados para abrigos até que o alerta de ataque com drone seja suspenso", escreveu o presidente da câmara da cidade, Andrei Proshunin, na sua conta de Telegram.

Proshunin pediu aos residentes da cidade que "permaneçam vigilantes" enquanto as forças armadas repelem o ataque com um drone.

"As mesas de voto serão reabertas assim que a segurança for restabelecida", concluiu.

As urnas começaram a abrir hoje, o primeiro dia das eleições que se prolongarão até ao próximo domingo na Península de Kamchatka e no Distrito Autónomo de Chukotka, as regiões mais orientais da Rússia.

As eleições, que decorrem entre sexta-feira e domingo, vão escolher os 450 deputados da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, para mandatos de cinco anos; metade é eleita através de listas partidárias nacionais e os restantes 225 deputados em círculos uninominais.

Esta será a primeira eleição legislativa realizada desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e também a primeira em que Moscovo inclui habitantes das quatro regiões ucranianas cuja anexação proclamou nesse mesmo ano.

O Rússia Unida (partido do Kremlin) domina atualmente a Duma e procura conservar pelo menos 300 dos 450 lugares, número que lhe permite manter a maioria de dois terços necessária para aprovar alterações constitucionais sem depender de outras forças políticas.

O sistema político russo é fortemente controlado pelas autoridades e a maior parte das forças representadas na Duma apoia a guerra e acompanha o Rússia Unida nas principais votações.

O partido liberal Yabloko, a única formação registada que se opõe abertamente à guerra, foi impedido pelo Supremo Tribunal de concorrer através de uma lista nacional, embora alguns dos seus candidatos participem em círculos uninominais.

Perante as dúvidas sobre a transparência do processo eleitoral, o líder do Rússia Unida, Dmitri Medvedev, afirmou que o partido não pretende vencer a qualquer custo e "está interessado numa vitória limpa".


Leia Também: Rússia acusa Ucrânia de lançar 350 drones contra região de Moscovo e Tula

A defesa antiaérea russa detetou 350 drones ucranianos em direção a Moscovo na última noite, véspera das eleições legislativas na Rússia, segundo um novo balanço divulgado hoje de manhã pelo presidente da câmara da cidade, Sergei Sobianin.

A maioria dos aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia foi destruída durante o percurso, com 64 a serem abatidos quando se aproximavam da capital russa, detalhou o autarca...

Peru exige à Rússia informações sobre peruanos recrutados para a guerra... O ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru indicou na quinta-feira ter exigido ao Governo da Rússia, a entrega de informações sobre o paradeiro dos peruanos recrutados para combater ao lado das forças russas na guerra na Ucrânia.

Pelo menos 11 peruanos morreram e 114 estão desaparecidos depois de terem sido enganados para combater na Rússia | Foto: Ministério da Defesa da Rússia via EPA   Por  RTP / Lusa   18 Setembro 2026  

Carlos Espá informou que convocou por duas vezes o embaixador da Rússia no Peru, Alekséi Ushakov, para exigir "respostas concretas sobre a localização dos peruanos na Rússia".

Numa entrevista ao Canal N, o ministro afirmou que "não se pode dizer que se trata de um contrato privado", referindo-se aos acordos assinados pelos peruanos que viajaram para aquele país, uma vez que a legislação estabelece que qualquer peruano que pretenda combater ao serviço de uma força estrangeira necessita de autorização governamental.

Nesse sentido, Espá afirmou exigir explicações ao Governo russo e solicitar ao embaixador que "nos dê explicações e a informação que os peruanos aguardam".

O chefe da diplomacia peruana apelou também à população para que "não continue a cair em redes de tráfico de pessoas", como terá acontecido com mais de 400 peruanos que viajaram para a Rússia com promessas de emprego na área da segurança e acabaram recrutados para combater na frente russa.

Em agosto passado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru reconheceu que pelo menos 459 peruanos foram aliciados pela Rússia para, alegadamente sob falsos pretextos, serem recrutados e enviados para a frente de guerra.

A mesma tutela indicou que pelo menos 11 morreram após terem viajado para a Rússia, enquanto 114 estão desaparecidos e três são prisioneiros nas mãos da Ucrânia.

Na passada terça-feira, um homem identificado como Vidal L. ficou sujeito a prisão preventiva por 14 meses por alegado tráfico de pessoas, por supostamente ter recrutado um homem no distrito limeño de San Martín de Porres para trabalhar na Rússia, onde alegadamente foi enviado para a frente de guerra contra a sua vontade.

De acordo com o Ministério Público, entre março e abril deste ano, o arguido terá recrutado e facilitado a deslocação internacional da vítima para a Rússia, após lhe prometer uma remuneração mensal de 2.600 dólares e garantir que o processo migratório seria gratuito.

A vítima chegou a viajar para a Rússia, onde afirma ter sido submetida a exames médicos para ingressar nas forças armadas russas, assinar um contrato redigido em russo e receber um cartão bancário no qual seriam depositados 26.000 dólares (22.641 euros).

Nessa altura, contactou a família para revelar a sua situação, o que levou a irmã a apresentar uma denúncia junto do Ministério Público e a identificar o alegado recrutador.

O ministro garantiu que, até ao momento, realizou mais de 30 reuniões com famílias afetadas, enviou um delegado especial a Moscovo para procurar informações sobre os peruanos na Rússia e contribuiu para o repatriamento de 28 cidadãos peruanos.

Austrália vai passar a prender turistas que ultrapassem prazo dos vistos... O Governo da Austrália indicou hoje que irá passar a colocar os turistas que ultrapassem a duração autorizada dos seus vistos em detenção administrativa, no âmbito de um endurecimento das políticas de imigração do país.

© Reuters   Por   LUSA   18/09/2026  

Na quinta-feira, o ministro do Interior, Tony Burke, tinha anunciado restrições aos vistos de estudante e de férias-trabalho, afirmando querer demonstrar que o Governo "controla" a imigração.

Burke indicou, nomeadamente, que serão criadas 250 novas vagas em centros de detenção e recrutados mais 100 agentes para sancionar pessoas que permaneçam no país para além do período autorizado pelos seus vistos.

O ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Matt Thistlethwaite, precisou hoje que os titulares de simples vistos de turismo também poderão ser colocados em detenção caso excedam o prazo de permanência autorizado.

"Consideramos que esta medida dissuasora garantirá, evidentemente, que as pessoas respeitem as condições" da sua estadia na Austrália, declarou à emissora News24.

A medida foi criticada pelo Conselho Australiano da Indústria do Turismo, que representa milhares de profissionais do setor. A diretora da organização, Erin McLeod, afirmou recear pelo impacto na imagem do país.

A responsável advertiu, em declarações à agência France-Presse, que a detenção de turistas poderá "tornar-se verdadeiramente prejudicial", uma vez que o turismo representa uma componente importante da economia australiana.

Organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram igualmente preocupação, com Rebecca Eckard, do Conselho Australiano para os Refugiados, a considerar ilegal a vertente "punitiva" da medida e a alertar para insuficiências no acesso a cuidados de saúde nos centros de detenção.

Segundo as autoridades, existem atualmente cerca de 77.000 pessoas a permanecer na Austrália apesar de os seus vistos, de todas as categorias, terem expirado.

O Governo trabalhista pretende reduzir o saldo migratório anual para 225.000 pessoas, face às atuais 292.000, neste país com cerca de 28 milhões de habitantes.

Na quinta-feira, Burke negou que este endurecimento da política migratória esteja relacionado com a ascensão do partido de extrema-direita One Nation, ao qual as sondagens atribuem 25% das intenções de voto, argumentando que as medidas respondem à crise habitacional que o país enfrenta.


"Tentativas de pressão económica dos Estados Unidos "vão fracassar" garante MNE cubano... O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou esta quinta-feira que os Estados Unidos "vão fracassar" na sua pressão contra a ilha após novas sanções contra oito empresas cubanas de exploração mineira e desenvolvimento militar.

Por  RTP / Lusa 18 Setembro 2026 

"O secretário de Estado [norte-americano] volta à carga contra instituições e pessoas cubanas, como parte da sua política de máxima asfixia económica e castigo coletivo contra o povo de Cuba", declarou Rodríguez na rede X, horas depois de o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, anunciar as medidas.

O representante cubano insistiu que a Administração do presidente Donald Trump "fracassará na sua tentativa" de subjugar o país caribenho.

"Não renunciaremos jamais à nossa soberania e independência, conquistadas em quase 70 anos de Revolução", concluiu.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na quinta-feira novas sanções a oito empresas cubanas de exploração mineira e desenvolvimento militar, e ainda a três oficiais militares que as comandam. 

Segundo Rubio, os novos sancionados são "quatro empresas estatais que saqueiam as reservas de níquel de Cuba em benefício do regime, quatro empresas militares dedicadas à investigação e desenvolvimento de sistemas de armas, capacidades navais e simulação de campos de batalha, e três oficiais militares que as dirigem".

O secretário de Estado norte-americano, de origem cubana, afirmou em comunicado que "durante décadas, o regime canalizou todos os recursos da ilha para uma elite militar reduzida e corrupta, deixando os cubanos comuns sem eletricidade, alimentos nem dignidade".

"A Administração Trump não ficará impassível enquanto a elite cubana se enriquece com a extração de recursos e os destina ao aparelho repressivo de segurança, enquanto o povo sofre carências", advertiu.

Desde janeiro, Washington impôs um bloqueio de crude que agravou a grave crise que Cuba atravessa, após décadas de gestão do Governo cubano, e anunciou uma série de sanções contra empresas estatais, dirigentes e funcionários, além de pressionar companhias estrangeiras a cessarem negócios com Havana.

Casa Branca acusa Conselho de Direitos Humanos da ONU de "proferir disparates sem sentido há décadas"... Reação surge depois de a organização ter divulgado um relatório polémico, criticado pela administração Trump

Por cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa, 18/09/2026 

A Casa Branca acusou esta sexta-feira o Conselho de Direitos Humanos da ONU de "proferir disparates sem sentido há décadas", reagindo ao relatório de uma comissão do organismo que atribui aos Estados Unidos crimes de guerra em bombardeamentos no Irão. 

"O Conselho de Direitos Humanos da ONU não alcançou nada em matéria de direitos humanos, enquanto há décadas profere disparates sem sentido", declarou a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, em comentários citados pelo jornal Washington Post.

Kelly realçou que "a única parte neste conflito que cometeu crimes de guerra é o regime iraniano, que assassinou milhares dos seus próprios cidadãos".

O relatório aponta a Teerão crimes contra a humanidade, devido à repressão de manifestações antigovernamentais.

A porta-voz denunciou ainda que o Irão "matou norte-americanos no estrangeiro, perpetrou atos de terrorismo no estreito de Ormuz e lançou ataques indiscriminados contra os seus vizinhos da região".

Além disso, sublinhou que o Presidente Donald Trump "está a trabalhar corajosamente para garantir que um país tão malévolo nunca possua uma arma nuclear, o que tornará o mundo inteiro mais seguro e estável".

Uma comissão da ONU, mandatada pelo organismo de direitos humanos da ONU, afirmou hoje existirem "motivos razoáveis" para determinar que os EUA cometeram crimes de guerra em bombardeamentos contra uma escola e um complexo desportivo, ocorridos no início da guerra lançada em fevereiro contra o Irão.

"Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra consistente em lançar ataques indiscriminados que causaram a morte ou ferimentos em civis, ou danos a bens de caráter civil", indicou a comissão de investigação para o Irão, na apresentação do seu relatório.

A comissão especificou que as forças norte-americanas lançaram ataques com mísseis Tomahawk contra a escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab — um centro escolar "claramente identificável" — e outro com mísseis munidos de ogivas de tungsténio contra um complexo desportivo em Lamerd, também "claramente identificável".

A missão da ONU apontou que o primeiro ataque, que resultou em mais de 150 mortos [incluindo 120 menores], atingiu uma escola situada junto a um complexo naval da Guarda Revolucionária do Irão. O complexo militar ficava a cerca de 70 metros da escola e não havia informações que indicassem que estivesse a ser utilizado para fins militares no momento do bombardeamento.

Quanto ao bombardeamento contra o complexo desportivo de Lamerd, que fez mais de vinte mortos, observou-se que o edifício "está visivelmente separado" de um outro complexo da Guarda Revolucionária da região, sublinhando que tal como no caso da escola de Minab, "não há informações que indiquem que fosse utilizado para fins militares no momento do ataque".

A missão recordou que o direito internacional humanitário "proíbe dirigir ataques contra bens de caráter civil" e "estabelece a obrigação de distinguir entre bens de caráter civil e objetivos militares", por isso, concluiu que os Estados Unidos "incumpriram a sua obrigação de fazer todo o possível para verificar se se tratava de um objetivo militar" ao bombardear a escola em Minab.

A missão de investigação apontou ainda que as autoridades iranianas reprimiram os protestos antigovernamentais entre dezembro e fevereiro de uma forma que pode ser descrita como "um ataque sistemático e generalizado" contra a população civil, o que poderá levar à sua classificação como crime contra a humanidade.

O relatório determinou que as ações das forças de segurança iranianas representaram "uma escalada sem precedentes em relação a medidas repressivas anteriores, caracterizada pelo uso generalizado de força letal — que provocou mortes e ferimentos em massa — e por detenções em larga escala".

"As informações disponíveis indicam que as mortes [mais de 3.000 para o Governo iraniano e cerca de 30 mil para fontes independentes e médicas] provocadas pelas forças de segurança ocorreram a uma escala impressionante e sem precedentes nas 31 províncias", afirmou a missão, detalhando que a capital, Teerão, e as cidades de Karaj, Mashhad, Isfahan e Rasht registaram o maior número de vítimas mortais.

Está previsto que o Conselho dos Direitos Humanos, composto por 47 membros, receba na próxima segunda-feira este relatório.

NIGÉRIA: Dezenas de mineiros ilegais morrem na Nigéria após terem sido detidos... Dezenas de mineiros presumidamente ilegais morreram após a sua detenção por um corpo das forças da ordem no centro da Nigéria, e a polícia abriu uma investigação sobre estas mortes.

© bbc.com  Por  LUSA  18/09/2026  

O Estado do Níger, com um território mais de duas vezes maior que a Bélgica, é rico em recursos minerais e atrai milhares de mineiros artesanais que extraem maioritariamente ouro.

O chefe da polícia deste Estado "ordenou a abertura imediata de uma investigação sobre a lamentável morte de presumíveis mineiros ilegais no centro de detenção" do Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria (NSCDC), segundo um comunicado.

A Defesa Civil apoia a polícia para garantir a segurança, proteger os ativos nacionais sensíveis e as infraestruturas.

A polícia e a Defesa Civil não divulgaram números concretos, mas os meios de comunicação locais indicaram um balanço de 33 mortos.

A Defesa Civil afirmou ter detido "dezenas de mineiros presumidamente ilegais" na terça e quarta-feira.

"Na noite de 17" de setembro de 2026, dezenas de suspeitos detidos foram encontrados mortos, na sequência de uma suspeita de surto de doença, acrescentou.

Um vídeo de 40 segundos publicado online mostra os corpos de dezenas de jovens deitados no chão ao ar livre, parecendo na sua maioria adolescentes.

Voluntários com luvas examinam-nos e mulheres procuram entre os corpos por familiares, enquanto se ouvem vozes a lançar acusações contra os responsáveis.

Um relatório de inteligência consultado pela agência de notícias francesa AFP indica que "informações preliminares sugerem que as mortes poderão dever-se à superlotação e à ventilação insuficiente num centro de detenção".

Estas mortes desencadearam manifestações de "grupos de menores e simpatizantes" na capital regional, Minna, onde foram vandalizados carros, segundo a mesma fonte.

A luta pelos lucros da extração ilegal de ouro alimenta também a violência de gangues criminosos no Estado do Níger, segundo responsáveis locais e especialistas.

Os gangues extorquem os mineiros e exigem uma parte do ouro extraído para os deixarem aceder aos locais de mineração.

A maior parte do ouro extraído ilegalmente é transferida para os Emirados Árabes Unidos e introduzida no mercado mundial de ouro na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia e na África do Sul, segundo um relatório de 2024 da ONG SwissAid.

O solo do Estado do Níger é também rico, nomeadamente em cobre e lítio, um recurso muito procurado para o desenvolvimento de veículos elétricos e de energia limpa.


Leia Também: Ex-diretor de prisão síria condenado a 60 anos nos EUA por tortura

Um antigo diretor de uma prisão de Damasco entre 2005 e 2008 foi condenado a 60 anos de prisão nos Estados Unidos por atos de tortura, anunciou na quinta-feira o Departamento de Justiça norte-americano.

Samir Ousman Alsheikh, que dirigia a célebre prisão de Adra sob o regime de Bashar al-Assad, foi considerado culpado de ter "cometido atrocidades contra os direitos humanos na Síria, incluindo para silenciar opositores políticos", ao "ordenar e participar na tortura de prisioneiros", detalha o comunicado...

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Von der Leyen anuncia mais 3.300 milhões de euros para apoio a Kyiv... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje a transferência de mais 3,3 mil milhões de euros para a Ucrânia, destinados à aquisição de mísseis e drones, após conversa com o Presidente Volodymyr Zelensky.

© Lusa   17/09/2026 

"A Rússia está a atacar Kiev sem tréguas, tentando tornar impossível a vida quotidiana dos seus habitantes. Amanhã (sexta-feira), entregaremos mais 3,3 mil milhões de euros à Ucrânia para a aquisição de mísseis e drones", afirmou Von der Leyen em comunicado, reiterando que Bruxelas está "ao lado de todos os ucranianos".

"Na semana passada, aprovámos o financiamento da UE para os sistemas Patriot através do nosso Empréstimo de Apoio à Ucrânia", adiantou a presidente da comissão, ressalvando que "é claro que é preciso mais" e que, este ano, Bruxelas já mobilizou "quase 15 mil milhões de euros" a Kiev.

"Estamos dispostos a utilizar os restantes recursos do programa SAFE para lançar um novo programa de projetos conjuntos de Defesa entre a UE e a Ucrânia (...) Poderemos combinar a experiência no campo de batalha e a inovação da Ucrânia com a tecnologia e a força industrial da Europa", referiu.

Von der Leyen salientou ainda que o apoio do bloco "vai muito além da defesa", referindo-se ao processo de adesão da Ucrânia.

"A minha mensagem aos amigos da Ucrânia em todo o mundo será simples: a Europa está a dar um passo em frente. Agora, os outros também devem intensificar o seu apoio", concluiu.

Zelensky confirmou a conversa, descrevendo-a como "muito produtiva", e informou que voltará a reunir-se com Von der Leyen na próxima semana em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

"Analisámos as medidas necessárias para garantir a nossa resiliência em matéria de Defesa, concentrando-nos detalhadamente na questão do financiamento da Defesa da Ucrânia. (...) A iniciativa de utilizar os restantes recursos do programa SAFE para apoiar novos projetos de Defesa que envolvam a Ucrânia e a União Europeia é muito oportuna e verdadeiramente necessária", afirmou Zelensky nas redes sociais.

O Governo ucraniano aprovou o orçamento para o ano de 2027 com uma necessidade de financiamento estrangeiro de cerca de 45,8 mil milhões de euros e de gastos militares a um nível recorde, divulgou hoje a imprensa internacional.

De acordo com o documento, disponível para consulta hoje no portal do Ministério das Finanças, "as necessidades de apoio internacional em 2027 totalizarão 52,6 mil milhões de dólares (cerca de 45,8 mil milhões de euros)", segundo a agência de notícias AFP.

"Prevê-se a mobilização de recursos provenientes da União Europeia (UE), dos países do G7 (…), do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BM), do Reino Unido e de outros parceiros internacionais", indicou o texto.

O principal setor de despesa é o da Defesa e Segurança, com 95,9 mil milhões de euros previstos, um aumento de 11,9% face a 2026. Este montante representa 43,8% do Produto Interno Bruto (PIB) da Ucrânia, uma fatia recorde desde o início da guerra e a mais elevada do mundo.

Em comparação, os gastos militares da Rússia representam oficialmente 5,5% do PIB no orçamento de 2026 e têm uma previsão de queda no de 2027, embora alguns gastos possam ser opacos, segundo uma análise do jornal da oposição Novaya Gazeta.

Volodymyr Zelensky tinha anunciado na terça-feira que planeava adotar medidas "difíceis e impopulares" para "cobrir" o défice orçamental.

A Ucrânia, que depende em grande parte da ajuda financeira dos seus aliados ocidentais para fazer face à invasão russa, enfrenta uma situação económica em deterioração. Há vários meses que o país está envolvido numa escalada de ataques de longo alcance com Moscovo, o que levou à utilização antecipada dos recursos previstos para o resto de 2026.

Os ataques russos atingiram duramente os setores da metalurgia e das exportações agrícolas, que são fundamentais para a economia ucraniana.

Segundo Roksolana Pidlassa, presidente da Comissão de Orçamento do Parlamento ucraniano, cada dia de guerra custa 190 milhões de dólares (cerca de 165 milhões de euros) à Ucrânia, e o país não tem condições para suportar sozinho estes custos.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.


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As assembleias de voto para as eleições legislativas russas abriram nas regiões do Extremo Oriente, dando início a três dias de votação, com a oposição limitada pelo regime de Vladimir Putin, cujo partido é o vencedor esperado, em plena guerra na Ucrânia.

As agências russas Ria Novosti e TASS informaram que as primeiras secções de voto abriram às 8h00 locais de sexta-feira (20h00 GMT de quinta-feira) na península de Kamchatka e no distrito autónomo de Chukotka.

A votação decorre até domingo, e metade dos 450 deputados da Duma (o parlamento russo) será eleita através de listas partidárias nacionais, enquanto os restantes 225 resultarão de círculos uninominais, nos quais vence o candidato mais votado...

Estados Unidos aprovam venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita... Os Estados Unidos aprovaram a venda de 48 caças furtivos F-35 à Arábia Saudita, em plena crise militar entre Riade e os rebeldes Huthis do Iémen, aliados do Irão, anunciou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

© Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images   Por   LUSA  17/09/2026 

"A venda proposta aumentará a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a sua defesa nacional e melhorando a interoperabilidade com as forças norte-americanas", afirmou a diplomacia de Washington em comunicado.

A Arábia Saudita há muito que procura adquirir caças F-35, mas Israel — o único país da região a operar estes aviões de combate — manifestou fortes reservas.

O valor da transação hoje anunciada ascende a 24,3 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), segundo o comunicado do Governo norte-americano, que frisa que a transferência deste equipamento "não irá alterar o equilíbrio militar na região".

A venda "aumentará o número de aeronaves operacionais da Arábia Saudita e reforçará as suas capacidades de autodefesa ar-ar e ar-solo", segundo o Departamento de Estado, que disse já ter informado o Congresso norte-americano para que o negócio seja aprovado, em conformidade com a legislação nacional.

Esta é a mais recente de uma série de grandes compras de equipamento militar da Arábia Saudita durante este ano, em pleno conflito na região, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva israelo-americana contra o Irão, a que se seguiu o reatamento dos confrontos entre os Huthis e as forças do Governo do Iémen, apoiado por Riade.

No início de setembro, o Departamento de Estado anunciou a aprovação da venda de mais de 10.000 bombas à Arábia Saudita, por cinco mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros).

Após anos de relativa calma, a guerra voltou há dois meses ao Iémen, que foi arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Os Huthis lançaram desde a semana passada operações militares no Iémen contra as posições das forças do Governo internacionalmente reconhecido e tomaram posições no oeste do país, ao longo da costa do mar Vermelho e aproximando-se do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem marítima tem sido usada como alternativa ao estreito de Ormuz, que foi por sua vez colocado sob ameaça militar desde fevereiro pelas forças iranianas, afetando o trânsito de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos e a economia global.

O recomeço dos confrontos no Iémen levou a bombardeamentos cruzados entre as forças de Riade e os Huthis, que colocaram também sob bloqueio os navios sauditas que transitam no mar Vermelho.

Os Huthis alegam que as suas operações no Iémen não constituem qualquer ameaça ao corredor marítimo do mar Vermelho, exceto para os navios pertencentes à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Na quarta-feira, Riade acusou os rebeldes de atacarem a cidade sagrada de Meca, que recebe milhões de peregrinos, sunitas e xiitas, todos os anos, provocando uma forte reação no mundo árabe e muçulmano.

Os Huthis negaram veementemente as acusações, afirmando que estavam a atacar apenas instalações petrolíferas ou bases militares, "longe de locais sagrados".

A União Europeia transmitiu hoje a sua "total solidariedade" à Arábia Saudita e pediu aos Huthis que cessem "todas as ações militares".

O portal Axios revelou no final da semana passada, citando dois responsáveis de Washington, que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou pedidos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, para atacar os Huthis, alegando que não quer desviar-se do foco militar no Irão.

Os preços do petróleo voltaram a subir acima da marca dos 100 dólares na semana passada com esta nova crise e, na quarta-feira, o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, a referência internacional, rondava os 104 dólares.

A frágil trégua acordada em 2022 entre as partes em conflito entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem no Iémen de um avião com representantes iranianos.

O conflito que assola o país mais pobre da Península Arábica obrigou mais de 100 mil pessoas a fugir das suas casas, segundo as Nações Unidas.


EUA concedem vistos a Teerão para participar em Assembleia-Geral da ONU... Os Estados Unidos decidiram autorizar a delegação iraniana, incluindo o presidente, Massud Pezeshkian, a participar na Assembleia-Geral da ONU, na próxima semana em Nova Iorque, apesar do conflito em curso, indicou hoje o Departamento de Estado.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images   Por  LUSA  17/09/2026 

"Em conformidade com as nossas obrigações enquanto país anfitrião, a delegação principal do regime iraniano poderá participar na semana de alto nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

Uma fonte próxima confirmou à agência de notícias francesa AFP que a medida se aplica, de facto, ao chefe de Estado iraniano e também ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

Tal como no ano passado, os representantes iranianos estarão sujeitos a algumas restrições de deslocação durante a sua estada em Nova Iorque e também à proibição de adquirir artigos de luxo.

Além disso, a delegação de Teerão será mais pequena este ano, precisou ainda o Departamento de Estado.

A medida é invulgar devido ao conflito entre o Irão e os Estados Unidos, que dura há mais de seis meses, e à ausência de sinais de que estejam iminentes acordos para reabrir o Estreito de Ormuz ou retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Ocorre também numa altura em que os rebeldes iemenitas Huthis, apoiados pelo Irão, intensificaram os ataques às infraestruturas sauditas e às embarcações no mar Vermelho — outra importante rota marítima da região, onde os obstáculos têm contribuído para uma escalada dos preços globais do petróleo.

Além disso, o Irão continua a ser o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo, segundo os Estados Unidos, que impuseram sanções significativas ao país e lançaram, nas últimas semanas, uma nova campanha destinada a cortar "canais financeiros vitais".

Como país onde se situa a sede das Nações Unidas, os Estados Unidos têm geralmente uma capacidade de ação limitada no que diz respeito a impedir a deslocação de líderes estrangeiros para participar na Assembleia-Geral.

No entanto, o país já anteriormente negou vistos — ou desencorajou pedidos — de líderes envolvidos em conflitos em curso com os Estados Unidos.

Para as reuniões dos líderes mundiais na ONU no ano passado - realizadas antes do início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, mas após os ataques aéreos norte-americanos e israelitas a instalações nucleares iranianas, em junho de 2025 -, o Departamento de Estado aprovou também um número limitado de vistos para diplomatas iranianos, mas impôs restrições rigorosas às deslocações da delegação.

A decisão sobre os vistos iranianos foi anunciada apenas um dia depois de o Departamento de Estado ter negado vistos ao presidente palestiniano, Mahmud Abbas, e à sua delegação para participarem na Assembleia-Geral.

A diplomacia norte-americana acusou a Autoridade Palestiniana — que administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel — de tentar "internacionalizar" a guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, ao apresentar casos no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI), bem como de continuar a pagar ajudas financeiras a prisioneiros detidos em Israel por ataques a cidadãos israelitas.

A Autoridade Palestiniana condenou a medida e classificou as ações de Israel como "a verdadeira ameaça à solução de dois Estados e a perspetivas de paz".

Afirmou igualmente que se manteve empenhada em negociações há muito paralisadas, mas defendeu os seus esforços para obter o reconhecimento palestiniano através de organismos e tribunais internacionais.

"Medidas punitivas e restrições impostas às autoridades palestinianas não contribuem para promover a paz ou combater a violência", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade num comunicado.

"Pelo contrário, enfraquecem o parceiro palestiniano empenhado numa solução política e encorajam forças que trabalham para minar a solução de dois Estados e impor a realidade da ocupação, da colonização e da anexação pela força", lê-se ainda no comunicado.

Os Estados Unidos não reconhecem a Autoridade Palestiniana como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas, embora a Assembleia-Geral e alguns órgãos e agências especializadas da ONU o tenham feito.


Leia Também: ONU aprova participação da Palestina na Assembleia por vídeoconferência

A maioria dos membros da ONU aprovou hoje a participação da Autoridade Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas por videoconferência, depois de os Estados Unidos ter negado o visto ao seu presidente, Mahmoud Abbas, e ao seu Governo.

AAssembleia Geral da organização aprovou a resolução com uma maioria de 152 votos a favor, contra 4 abstenções - Colômbia, Honduras, Panamá e Peru - e votos contra de Estados Unidos, Israel e Paraguai...

Rússia está a recorrer a milhares de "estudantes" norte-coreanos para fabricar drones para a guerra... Relatório do MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025

Por  CNN Portugal,  17/09/2026 

A Rússia está a empregar cidadãos norte-coreanos na produção de drones militares, avançou esta quarta-feira a Multilateral Sanctions Monitoring Team (MSMT), entidade criada para verificar a implementação de sanções contra a Coreia do Norte.

De acordo com o relatório do mecanismo, a Rússia "criou um regime de vistos de estudante para disfarçar os trabalhadores norte-coreanos na Rússia como estudantes”, numa clara violação das sanções internacionais.

A mesma fonte afirma que Moscovo e Pyongyang desenvolveram "um vasto ecossistema de atividades de evasão às sanções e de corrupção lideradas pelo Estado", incluindo "a utilização de vistos de estudante e de turista em vez de autorizações de trabalho, a adaptação da legislação russa para permitir que os titulares de vistos de estudante obtenham rendimentos, e o suborno de universidades russas".

Segundo o relatório, estima-se que o número de trabalhadores norte-coreanos ande entre os 15 mil e os 30 mil, sendo que a maioria estará a “fabricar drones militares para a Rússia em solo russo”.

O MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025.

O país governado por Kim Jong-un reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.

Em junho de 2024, os dois países assinaram o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, numa parceria que abrange fortemente o setor da defesa. O artigo 4.º do tratado requer a ambas as nações prestar assistência militar imediata e de outra natureza "com todos os meios" caso a outra parte seja alvo de uma invasão armada e se encontre em estado de guerra.

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO INDEMNIZA FAMÍLIAS AFETADAS POR OBRAS E PELAS CHUVAS EM BIOMBO

Por  Radio TV Bantaba   17/09/2026 

O Governo procedeu, esta quinta-feira, 17 de setembro, ao pagamento de indemnizações às famílias afetadas pelas obras de construção da estrada que liga Quinhamel ao interior da Região de Biombo, bem como às famílias cujas habitações foram danificadas pelas fortes chuvas.

A iniciativa, realizada sob orientação do Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, foi executada através dos Ministérios das Obras Públicas e da Mulher e Solidariedade Social.

Mais de 20 beneficiários receberam cheques com valores entre 1 e 5 milhões de francos CFA, de acordo com a situação e os prejuízos apurados.

O ato de entrega foi presidido pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, acompanhado pelos ministros responsáveis pelos setores envolvidos.

Com esta medida, o Governo procura assegurar a compensação das famílias diretamente afetadas pela execução das obras públicas e prestar assistência às vítimas dos danos provocados pelas chuvas na Região de Biombo.

GUINÉ-BISSAU: CONGRESSO DO MADEM-G15: BRAIMA CAMARÁ APELA À ESPERA PELA DECISÃO DA JUSTIÇA

Por Tiago Seide JORNAL ODEMOCRATA  17/09/2026   

A Coordenação Nacional do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), liderada por Braima Camará, considera que o congresso anunciado por uma outra ala do partido não foi convocado em conformidade com os seus Estatutos.

Num comunicado, consultado por O Democrata, datado de 17 de setembro de 2026, a Coordenação orienta os dirigentes, militantes e demais membros das estruturas partidárias a não participarem no referido congresso, seja na qualidade de delegados, convidados ou representantes do partido.

No documento, Braima Camará, antigo primeiro-ministro, afirma que o litígio judicial relacionado com a liderança do MADEM-G15 ainda não foi definitivamente resolvido. Segundo explica, a decisão proferida pelo Tribunal Regional de Bissau foi alvo de recurso e encontra-se atualmente sob apreciação do Tribunal de Relação.

Por essa razão, sustenta que o processo não deve ser apresentado como encerrado ou definitivamente decidido.

A Coordenação Nacional reafirma ainda o compromisso do MADEM-G15 com o respeito pelos Estatutos, pela disciplina interna e pela legalidade, apelando aos militantes para que aguardem a decisão da Justiça e se abstenham de participar em iniciativas que possam contribuir para a divisão do partido.

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢... A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se, em formato virtual, no dia 17 de setembro de 2026, sob a presidência do camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, marcada, nomeadamente, pela recusa do Comando Militar e do Governo de Transição em autorizar a retoma plena da atividade política e a reabertura das sedes dos partidos, bem como pela tentativa de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional.

Por  PAIGC 2023  17/09/2026 

A Comissão Permanente constata, com profunda preocupação, que as autoridades de facto persistem na via de atropelos sucessivos às leis, sendo que o último ato dessa saga é uma Resolução do Comando Militar que insta os partidos políticos a abandonarem as suas sedes situadas a menos de 500 metros de algumas instituições (Presidência da República, Primatura, Hospitais, Unidades Militares e Paramilitares e Representações Diplomáticas), num prazo de sete dias.

Esta Resolução levanta um conjunto de questões extremamente graves. Apesar de ser apresentada como uma Resolução do Comando Militar, não se identifica o seu signatário, suscitando, por isso, dúvidas quanto à sua autenticidade. O mais grave, porém, é que a Resolução é absolutamente ilegal, porque: (a) a entidade que a produziu não tem legitimidade para o fazer; (b) a disposição legal em que assenta (Lei n.º 07/2026, de 24 de fevereiro) viola o princípio da segurança jurídica; e (c) qualquer decisão de despejo é da competência exclusiva dos tribunais e não de um Comando Militar.

Apesar de o PAIGC não ter sido oficialmente notificado da Resolução, não podendo, portanto, iniciar o processo da sua apreciação, a Comissão Permanente vem lembrar ao Comando Militar que, ao abrigo da Lei n.º 3/91, de 7 de maio, aprovada pela Assembleia Nacional Popular, as instalações da Sede Nacional do PAIGC constituem património do PAIGC. Sendo património do PAIGC, nenhuma disposição nova pode pôr em causa esse direito de propriedade.

Historicamente, o PAIGC antecedeu o Estado da Guiné-Bissau e, logo a seguir à conquista da independência, o Partido transferiu para o Estado todo o património que sutentou o surgimento do Estado guineense. Este, por sua vez, de forma livre, decidiu ceder ao PAIGC, a título definitivo e gratuito, o edifício onde se encontra instalada a sua Sede Nacional, como expressão de eterna gratidão ao Partido que organizou e dirigiu vitoriosamente a luta de libertação nacional.

A Comissão Permanente lamenta que um grupo de oficiais militares, que deviam honrar os seus precursores, os nossos gloriosos combatentes da liberdade da Pátria, tome decisões políticas que desrespeitam a nossa história e a nossa luta de libertação nacional, com o único propósito de satisfazer os interesses mesquinhos de um indivíduo. Há muito tempo que o Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, cuja agenda está a ser meticulosamente cumprida pelo Comando Militar, está obcecado com a ideia de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional, e ninguém tem dúvidas de que esta Resolução do Comando Militar visa concretamente o PAIGC.

Perante estes factos e após ampla discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Repudiar a Resolução do Comando Militar, cujo único propósito é agredir o PAIGC e a sua memória histórica, através da tentativa de desapossamento ilegal e abusivo da sua Sede Nacional, a fim de satisfazer os caprichos do Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló;

2. Reafirmar que, ao abrigo da Lei n.º 3/91, de 7 de maio, as instalações onde funciona a Sede Nacional do PAIGC, assim como as Sedes Regionais, constituem património do PAIGC, não podendo nenhuma outra disposição pôr em causa esse direito de propriedade;

3. Reiterar a determinação do PAIGC em usar todos os recursos legais à sua disposição para proteger todo o seu património e, particularmente, as instalações onde funciona a sua Sede Nacional, na Praça dos Heróis Nacionais, competindo exclusivamente aos órgãos do partido a tomada de qualquer decisão sobre o destino a dar a esse património;

4. Responsabilizar o Comando Militar por eventuais extravios e perdas de documentos históricos que possam ocorrer na Sede Nacional do PAIGC, enquanto depositário da memória histórica e institucional do partido, dos combatentes da liberdade da pátria e do país, sobretudo do período anterior à independência;

5. Instruir o Secretariado Nacional a identificar, com a maior celeridade, possíveis espaços para a instalação e o funcionamento provisório da Comissão Nacional Preparatória do Congresso e do Secretariado Nacional do Partido, e a promover contactos com todos os cidadãos de boa vontade, no sentido de contribuir para o apetrechamento desses espaços;

6. Apelar aos responsáveis, militantes e simpatizantes do PAIGC para estarem atentos às orientações da Direção Superior do Partido relativamente aos espaços para o funcionamento das estruturas do Partido;

7. Convidar, mais uma vez, o Comando Militar a privilegiar um diálogo nacional verdadeiramente inclusivo, evitando esta atuação de permanente perseguição ao PAIGC e criando as condições adequadas para a rápida reposição da ordem constitucional.

Bissau, 17 de setembro de 2026.

A Comissão Permanente 

GUINÉ-BISSAU: FALSO CAPITÃO DETIDO APÓS PERTURBAR FUNCIONAMENTO DO HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES.

Por FARP Guiné-Bissau  17.09.2026 

Um indivíduo, com aparentemente 34 anos, identificado como Anison João Tchuda, foi detido nesta quinta feira, 17 de setembro, após causar perturbação no Hospital Nacional Simão Mendes.

Na terça feira, dia 16 de setembro, o homem entrou no hospital portando um cartão de grupo sanguíneo com fotografia militar falso, alegando ter o posto de capitão. A documentação não permitia identificar qualquer unidade militar válida.

Devido a situação, Anison João Tchuda, foi encaminhado pela Polícia Militar ao Estado Maior Geral das Forças Armadas para verificação do seu perfil e da legitimidade do posto de Capitão que utilizava.

O Chefe de Operação da Polícia Militar, Capitão Sifna Nhaga, declarou que não foi constatada qualquer ligação de Anison João Tchuda, com as Forças Armadas. Segundo o oficial, trata se de uma pessoa que se camufla como militar, o que pode denigrir a reputação das Forças Armadas junto da sociedade guineense e a comunidade internacional. 

Após os procedimentos, o caso será transferido à Polícia de Ordem Publica para tramitações legais e continuidade do processo judiciaria.   

Texto: Soldado Augusto Demna M’Bar

Fotografia: Alferes Januário Umaro Injai

FA/IM 17.09.2026

Trump vai receber Xi Jinping na chegada aos Estados Unidos... O presidente norte-americano, Donald Trump, vai conceder ao homólogo chinês, Xi Jinping, a rara honra de o receber pessoalmente na próxima quarta-feira à chegada aos Estados Unidos.

Por  JN/Agências  17 de setembro, 2026 

Uma cerimónia de receção com a presença de Trump está prevista na Base Aérea de Andrews, nos arredores de Washington, onde o avião presidencial chinês deverá aterrar por volta das 16 horas locais (21 horas em Portugal continental), segundo disse uma autoridade norte-americana.

É pouco habitual o presidente norte-americano deslocar-se ao aeroporto para receber dirigentes estrangeiros, que geralmente encontra na Casa Branca.

Um dos precedentes mais recentes ocorreu durante a cimeira com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, há pouco mais de um ano.

Trump pretende assim receber Xi Jinping com todas as honras antes da visita à Casa Branca, marcada para 24 de setembro.

Não são esperados grandes avanços nem confrontos abertos durante o encontro, numa altura em que Washington e Pequim mantêm divergências em várias áreas, incluindo comércio, inteligência artificial e as relações da China com o Irão.

Os dois líderes procuram que a visita decorra sem incidentes apesar das divergências entre as duas potências.

Trump recebe o presidente chinês num momento marcado pelo conflito no Médio Oriente e pela aproximação das eleições legislativas norte-americanas.


Leia Também: Trump diz "não" aos carros chineses, mas há uma forma de os aceitar

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, rejeita a entrada de carros chineses no mercado, mas admite a possibilidade de fábricas chinesas se estabelecerem no país com trabalhadores locais.

Há vários anos que os Estados Unidos da América dificultam e tornam particularmente inviável a entrada de fabricantes chineses no seu mercado - em especial com pesadas tarifas.

O presidente Donald Trump vê o impacto prejudicial que estes estão a ter na indústria automóvel europeia e, apesar de garantir que não critica os carros em si, só vê uma porta de entrada nos EUA...

Pelo menos um morto por restos de drone intercetado a leste de Meca... Pelo menos um cidadão iemenita morreu hoje atingido por estilhaços de um drone lançado pelos rebeldes Huthis do Iémen e intercetado pelas forças sauditas na província de Taif, a leste de Meca, indicou a Defesa Civil saudita.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   17/09/2026 

"Na quinta-feira, 17 de setembro, a Defesa Civil da província de Taif lidou com a queda de estilhaços de um drone, após intercetado e destruído, que tinha sido lançado pela milícia terrorista dos Huthis, e isso causou a morte de um habitante de nacionalidade iemenita", declarou a Defesa Civil numa mensagem publicada na sua conta oficial da rede social X.

Também uma mulher saudita ficou ferida e um cidadão paquistanês encontra-se em estado crítico, anunciou a mesma fonte, referindo igualmente danos em vários edifícios e veículos.

Até ao momento, os Huthis não reagiram a este ataque à província de Taif, situada no sudoeste da Arábia Saudita e a leste de Meca, o lugar mais sagrado do Islão.

Este ato ocorreu também mais de 24 horas depois de a Arábia Saudita ter acusado os Huthis de lançarem um drone contra Meca, alegação que os rebeldes iemenitas negaram.

Nos últimos dias, os Huthis, cujo principal aliado é o Irão, procederam a uma escalada da sua ofensiva contra a Arábia Saudita, que lidera a coligação militar que há mais de uma década intervém no Iémen contra os rebeldes.

Os Huthis reivindicaram igualmente vários ataques a infraestruturas energéticas e militares do reino árabe desde que, em julho deste ano, se rompeu a trégua 'de facto' entre as duas partes, mediada pela ONU em 2022.

Por outro lado, o oleoduto Leste-Oeste, que até à passada sexta-feira permitia ao maior exportador mundial de petróleo transportar até sete milhões de barris diários, continua encerrado pelas autoridades sauditas, após atacado há uma semana por drones que Riade assegurou foram lançados do Iraque, aparentemente por milícias alinhadas com o Irão, apesar de tanto esses grupos como Teerão terem negado qualquer envolvimento no ataque.