terça-feira, 8 de setembro de 2026

GUINÉ-BISSAU: Mais partidos e jornalismo instrumentalizado preocupam na Guiné-Bissau... O bastonário da Ordem dos Jornalistas guineenses defendeu hoje que a proliferação de formações políticas "sem matrizes clássicas" e a crescente instrumentalização do jornalismo estão a comprometer a estabilidade institucional e democrática na Guiné-Bissau.

© Lusa    08/09/2026 

A posição de António Nhaga foi publicada pelo jornal online Capital News, órgão consultado pela Lusa nas redes sociais.

Para o também editor-chefe do jornal "O Democrata", o cenário político guineense "tem assistido, desde 2018, ao surgimento contínuo de pequenos grupos" que se "autodenominam partidos políticos, mas que, na prática, divergem dos modelos clássicos de representação".

Para António Nhaga, tirando os partidos históricos e tradicionais guineenses, nomeadamente, o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), a RGB (Resistência da Guiné-Bissau), o PRS (Partido da Renovação Social) e a UM (União para a Mudança), todas as formações políticas criadas no país "não são partidos".

As declarações surgiram no âmbito de uma análise do jornalista sobre a situação política guineense, com base nas indicações de que estará em curso a criação do Partido Popular Guineense (PPG), que tem sido atribuído ao atual primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té.

Nos últimos dias, dirigentes de várias formações políticas têm apresentado renúncias aos seus partidos, alegadamente para se juntarem ao PPG, ainda não anunciado formalmente.

"Estas novas formações funcionam frequentemente como estruturas de interesses particulares, propensas às alianças a facções militares para promover a instabilidade e fomentar golpes de Estado, uma tendência na qual se enquadra o recente debate em torno do autoproclamado Partido Popular Guineense", assinalou António Nhaga.

O analista sublinhou que a fragmentação política na Guiné-Bissau tem gerado reflexos diretos na coesão dos próprios partidos tradicionais, citando os casos do PRS, que, disse, enfrenta divisões internas refletidas em três a quatro facções, enquanto o PAIGC lida com pressões e ameaças de cisão fomentadas externamente.

"Tudo isso acontece num contexto onde está na moda assaltar o Estado e assumir o poder", frisou Nhaga, para quem a crise de governação e o enfraquecimento institucional arrastaram igualmente o setor da imprensa guineense.

O cenário, disse o bastonário da Ordem dos Jornalistas, acaba por gerar um fenómeno em que profissionais da comunicação social, ou indivíduos que exercem a atividade, assumem o papel de "bocas de aluguer", limitando-se a defender agendas de pequenos grupos políticos.

"O ambiente informativo guineense caracteriza-se por uma crescente polarização onde o contraditório é penalizado ao ponto de quem procura escrutinar e apresentar contrapontos à narrativa dos detentores do poder é rotulado de imediato como militante do PAIGC ou de outras forças da oposição", salientou.

Na opinião de Nhaga, a anulação prática do contraditório jornalístico independente "é uma estratégia intencional que alimenta a atual balbúrdia política" no país.

Diante deste cenário de "erosão democrática", o jornalista considera ser urgente que se crie uma frente unida entre os profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.

O resgate da imprensa enquanto "quarto poder" independente, pautado pela solidariedade mútua entre jornalistas, é para Antonio Ngaga "um pré-requisito fundamental para devolver o país aos eixos" da legalidade democrática e restabelecer o contraditório na esfera pública.

ÁFRICA: BAD aprova cinco mil milhões de dolares para mitigar impacto em África... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento que pode ultrapassar os cinco mil milhões de dólares para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia e dos fertilizantes nos países africanos, anunciou hoje a instituição.

© Lusa    08/09/2026 

"O Quadro Global de Resposta à Crise da Energia e dos Fertilizantes (…) permite ao Grupo Banco prestar apoio oportuno e direcionado para dar resposta às necessidades imediatas decorrentes da crise e para reforçar os países africanos membros face a futuros choques", lê-se num comunicado do BAD.

O instrumento é financiado em 4,1 mil milhões de dólares (cerca de 3,53 mil milhões de euros) "em empréstimos do BAD e em até 960 milhões de dólares (826 milhões de euros) do Fundo Africano de Desenvolvimento", a entidade do Grupo Banco responsável pelos empréstimos concessionais, detalha.

Embora "concebido para proporcionar ajuda imediata, ao mesmo tempo lança as bases para economias africanas mais fortes, mais autossuficientes e mais resilientes", refere.

No total, aponta-se ainda no comunicado, a meta de empréstimos para 2026 será, assim, aumentada para cerca de 12,7 mil milhões de dólares.

"A crise em curso no Médio Oriente continua a representar um choque externo significativo para as economias africanas, refletido no aumento dos preços globais da energia, dos alimentos, dos fertilizantes e de outras matérias-primas, das quais muitos países africanos continuam fortemente dependentes, e que importam em grande escala", aponta o BAD.

A instituição diz que "as perturbações nas rotas comerciais globais e na logística, incluindo corredores marítimos essenciais, estão a agravar estas pressões ao aumentar os custos de transporte, atrasar as entregas e amplificar a fragilidade da cadeia de abastecimento".

De acordo com o BAD, os principais objetivos deste novo instrumento são estabilizar as condições macroeconómicas, garantir os sistemas críticos de abastecimento de alimentos, energia e fertilizantes, proteger as despesas essenciais e os agregados familiares vulneráveis e sustentar reformas para o reforço da resiliência a médio e longo prazo.


Israel fecha consulado britânico em Jerusalém em retaliação a sanções... O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita anunciou hoje o encerramento do consulado britânico em Jerusalém em retaliação pelas sanções contra os colonatos israelitas na Cisjordânia, impostas por Londres e outros países ocidentais.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images    LUSA  08/09/2026 

O encerramento do consulado britânico em Jerusalém implica também a retirada dos representantes britânicos do centro de coordenação em Gaza e a suspensão das atividades de formação britânicas para as forças da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, segundo Gideon Saar.

Além disso, o ministro avançou que Israel vai proibir a entrada em Israel de 12 cidadãos britânicos considerados "anti-Israel" e "antissemitas", sem especificar quem eram.

Posteriormente, o executivo israelita especificou que entre os visados estão 11 deputados britânicos, incluindo o antigo líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn, bem como um advogado que representou o movimento islamita palestiniano Hamas.

"O povo judeu tem o direito de viver em toda a terra de Israel", declarou o chefe da diplomacia israelita numa declaração feita em hebraico e inglês, sem responder a perguntas.

O Governo britânico tinha anunciado, pouco antes, novas sanções que visam proibir a importação de bens provenientes dos colonatos israelitas na Cisjordânia.

Numa declaração feita no parlamento, o líder da diplomacia britânica, Ed Miliband, explicou que as medidas sancionatórias também visam empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos, acusando "colonos terroristas" de serem responsáveis por "uma limpeza étnica dos palestinianos".

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, a decisão do Governo britânico constitui uma "grave interferência no processo eleitoral" de Israel, na véspera das eleições legislativas marcadas para outubro.

A intervenção de Miliband no parlamento britânico foi seguida de um comunicado de 12 países, incluindo Reino Unido e Portugal, a anunciar a introdução de restrições nacionais e o apoio de medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

No comunicado conjunto, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido afirmaram que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos".

O grupo exigiu que o Governo de Israel "suspenda imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconheceu ainda os "legítimos interesses de segurança de Israel" e manteve a condenação ao ataque terrorista do Hamas de 07 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto", mas reiterou o compromisso com a solução de dois Estados - israelita e palestiniano -, conforme as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia igualmente desde 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.


Trump pede fim da guerra a Putin, que diz não ter “planos hostis” contra Europa

Correio da Manhã Canadá  Setembro 8, 2026

Moscovo, 08 set 2026 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao homólogo russo, Vladimir Putin, para um fim rápido da guerra na Ucrânia, numa conversa telefónica em que este garantiu não ter “planos hostis” contra a Europa.

“Trump expressou claramente a ideia de que seria desejável um fim rápido do conflito, o que abriria imediatamente caminho para o pleno restabelecimento das relações entre os Estados Unidos e a Rússia”, disse o conselheiro político do Kremlin (presidência russa), Yuri Ushakov, numa conferência de imprensa por telefone.

O inquilino da Casa Branca (presidência norte-americana) expressou também interesse em que esse “progresso ocorra durante o seu mandato presidencial”, que termina em janeiro de 2029.

Para tal, acrescentou o conselheiro, o líder russo explicou-lhe os passos que Washington poderá “realmente” dar para “um rápido fim das hostilidades” na Ucrânia, iniciadas há quatro anos e meio com a invasão russa do país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022.

A conversa entre os dois chefes de Estado, a primeira desde 04 de julho, centrou-se nas reuniões realizadas no fim de semana em Moscovo e Kiev pelos enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner.

Ambos consideraram “positivos” os resultados dessas consultas e concordaram que tais contactos se manterão no futuro.

Tal como fez com os mediadores norte-americanos no sábado, Putin informou Trump sobre os progressos da campanha militar russa, “as perspetivas de avanços no campo de batalha e a conquista dos objetivos estabelecidos”.

“Sobre as especulações sobre alegados planos hostis em relação a países europeus, foi sublinhado que nunca nos passaram pela cabeça planos agressivos contra a Europa”, afiançou também Ushakov.

A Alemanha acusou a Rússia de estar por detrás do incidente ocorrido em agosto com um drone com explosivos no aeroporto de Leipzig, o que Putin associou às eleições regionais naquele país, ao passo que a Hungria expulsou hoje dez diplomatas russos.

O principal resultado das reuniões do fim de semana entre os mediadores norte-americanos e Putin e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi a própria retomada dos contactos após mais de seis meses de pausa, devido à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

As conversações não deram frutos e, de facto, ambas as partes no conflito retomaram hoje os ataques às duas capitais, após uma trégua de 72 horas, embora os Estados Unidos tenham esperança de convocar em breve uma reunião trilateral, semelhante à realizada em fevereiro em Genebra, Suíça.

Os especialistas independentes consideram que o líder russo endureceu a sua posição nos últimos meses devido aos bem-sucedidos ataques ucranianos à sua retaguarda, destruindo infraestruturas logísticas, militares e energéticas.

Defendem também que as consultas com os enviados dos Estados Unidos fazem parte do esforço de guerra e que Putin não negociará a sério até ter conquistado todo o Donbass (leste ucraniano), objetivo que espera alcançar este ano, o que os especialistas pensam ser improvável.

ANC // SCA

Lusa/Fim


Leia Também: Hungria expulsa 10 diplomatas russos. Moscovo promete resposta "dolorosa"

O Governo pró-europeu da Hungria anunciou hoje a expulsão de dez membros da missão diplomática russa devido a "atividades inaceitáveis", enquanto a Rússia prometeu uma resposta severa e dolorosa.

Alemanha retira mísseis Patriot do próprio stock para enviar à Ucrânia... A Alemanha vai fornecer mísseis Patriot à Ucrânia, onde são "necessários com muita urgência" face à intensificação dos ataques da Rússia, anunciou hoje o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.

© Lusa    08/09/2026 

Os mísseis destinam-se ao sistema de defesa aérea da Ucrânia e sairão do 'stock' das Forças Armadas da Alemanha, disse Pistorius.

"Apelo a todos os membros do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia a verificarem os seus próprios 'stocks' e a fazerem fornecimentos similares", afirmou ainda o ministro alemão.

Boris Pistorius fez este anúncio no final de uma reunião por videoconferência do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, criado em abril de 2022 para coordenar o apoio militar internacional à Ucrânia e que integra cerca de 50 países, incluindo Portugal.

Desconhece-se para já a quantidade de mísseis que a Alemanha vai enviar ou quando concretizará o fornecimento à Ucrânia, país atacado e invadido militarmente pela Rússia há mais de quatro anos.

Por outro lado, Espanha anunciou, no final da mesma reunião, o fornecimento em breve à Ucrânia de equipamentos autónomos de energia que garantam abastecimento elétrico.

Num comunicado, o Ministério da Defesa espanhol lembrou que Espanha enviou já para a Ucrânia mais de 70 mísseis de defesa aérea de diversos tipos, incluindo Patriot, e garantiu que Madrid continuará a dar todo o apoio que conseguir a Kyiv em matéria de defesa aérea.

Estes anúncios somam-se a outro de hoje da União Europeia (UE), que autorizou a Ucrânia a utilizar fundos do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros para comprar mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos.

"Saúdo o acordo alcançado pelos Estados-membros sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa publicação nas redes sociais.

A líder do executivo comunitário salientou que, com esta autorização, o próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros do empréstimo vai permitir que a Ucrânia "proteja melhor os seus céus contra os ataques indiscriminados da Rússia".

"Este montante acresce aos 8,4 mil milhões de euros já desembolsados ao abrigo do empréstimo, incluindo para defesa aérea", indicou Von der Leyen, prometendo ainda que a UE vai continuar a trabalhar "para apoiar a Ucrânia e reforçar a capacidade de defesa da Europa".

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também saudou o acordo hoje alcançado entre os Estados-membros e recordou que, no ano passado, a Aliança Atlântica disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,60 mil milhões de euros) através da Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL), o mecanismo através do qual é coordenada a aquisição de armamento para Kyiv.

"A UE e a NATO vão continuar a trabalhar lado a lado para apoiar a Ucrânia. É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades", afirmou Rutte, numa publicação nas redes sociais.

Com o acordo hoje alcançado, a UE abre assim uma exceção à regra de "preferência europeia" que tinha estabelecido no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, permitindo que Kiev compre, com dinheiro europeu, equipamento norte-americano para os mísseis Patriot.

Kiev tem alertado para a necessidade urgente de mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos e os únicos capazes de neutralizar os mísseis balísticos russos, que voam a grande velocidade em trajetórias muito inclinadas.

Os ataques russos contra o território ucraniano, nomeadamente Kyiv, intensificaram-se nos últimos meses.

Na segunda-feira à noite, novos ataques causaram pelo menos duas mortes e oito feridos na capital ucraniana, após uma trégua por ocasião de uma visita de emissários norte-americanos para tentar relançar as negociações de paz entre Moscovo e Kyiv.


UE autoriza Kiev a comprar mísseis Patriot com empréstimo de 90 mil milhões de euros... A União Europeia (UE) autorizou esta terça-feira a Ucrânia a utilizar fundos do empréstimo europeu de 90 mil milhões de euros para comprar mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, anunciou a presidente da Comissão Europeia.

Foto: Alina Smutko - Reuters   Por  RTP/Lusa  08/09/2026 

"Saúdo o acordo alcançado pelos Estados-membros sobre a derrogação que permite à Ucrânia adquirir produtos essenciais para os sistemas de defesa aérea Patriot", afirmou Ursula von der Leyen numa publicação nas redes sociais.

A presidente da Comissão Europeia salientou que, com esta autorização, o próximo desembolso de 3,2 mil milhões de euros do empréstimo vai permitir que a Ucrânia "proteja melhor os seus céus contra os ataques indiscriminados da Rússia".

"Este montante acresce aos 8,4 mil milhões de euros já desembolsados ao abrigo do empréstimo, incluindo para defesa aérea", indicou Von der Leyen, prometendo ainda que a UE vai continuar a trabalhar "para apoiar a Ucrânia e reforçar a capacidade de defesa da Europa".

Por sua vez, igualmente numa publicação nas redes sociais, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também saudou o acordo hoje alcançado entre os Estados-membros e recordou que, no ano passado, a Aliança Atlântica disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,60 mil milhões de euros) através da Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL), o mecanismo através do qual é coordenada a aquisição de armamento para Kiev.

"A UE e a NATO vão continuar a trabalhar lado a lado para apoiar a Ucrânia. É mais um exemplo da Europa a assumir as suas responsabilidades", afirmou Rutte.

Com o acordo hoje alcançado, a UE abre assim uma exceção à regra de "preferência europeia" que tinha estabelecido no empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, permitindo que Kiev compre, com dinheiro europeu, equipamento norte-americano para os mísseis Patriot.

Este anúncio foi feito numa altura em que Kiev tem alertado para a necessidade urgente de mísseis intercetores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, e os únicos capazes de neutralizar os mísseis balísticos russos, que voam a grande velocidade em trajetórias muito inclinadas.

Os ataques russos contra o território ucraniano, nomeadamente Kiev, intensificaram-se nos últimos meses.

Na segunda-feira à noite, novos ataques causaram duas mortes e oito feridos na capital ucraniana, após uma trégua por ocasião de uma visita de emissários norte-americanos para tentar relançar as negociações de paz entre Moscovo e Kiev.


Leia Também: Zelensky admite dificuldades na interceção de mísseis balísticos russos

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou hoje, após mais um ataque russo em grande escala que fez pelo menos dois mortos, as dificuldades que a Ucrânia está a enfrentar para intercetar os mísseis balísticos russos.

Portugal e mais 11 países anunciam sanções a colonatos israelitas na Cisjordânia... Os 12 países exigem que o Governo de Israel “interrompa imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis” na Cisjordânia, que vive “níveis sem precedentes de violência” por parte dos colonos.

RANEEN SAWAFTA   Por  SIC Notícias/Lusa  08/09/2026 

Doze países, entre os quais Portugal, confirmaram esta terça-feira a intenção de introduzir restrições nacionais e apoiar medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

Num comunicado conjunto divulgado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, os 12 Estados - Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido - afirmam que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos".

"Hoje, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido confirmam a sua intenção de introduzir restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de bens com colonatos considerados ilegais ao abrigo do direito internacional, ou de estarem a considerar ativamente estas e outras medidas, segundo os seus procedimentos nacionais", indicam os países signatários na nota conjunta.

Os 12 países exigem que o Governo de Israel "interrompa imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconhece os "legítimos interesses de segurança de Israel" e reitera a condenação do ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto".

Os signatários reafirmam o compromisso com a solução de dois Estados, "conforme as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU", que permita a Israel e a um Estado palestiniano "soberano, democrático e viável" viverem "lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo", dentro de fronteiras "seguras e internacionalmente reconhecidas".

“Limpeza étnica dos palestinianos”

O comunicado dos 12 países foi publicado quase em simultâneo com uma declaração do chefe da diplomacia britânica, Ed Miliband, no parlamento britânico para anunciar um novo regime abrangente de sanções, que visa proibir a importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia e sancionar empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos.

Miliband acusou "colonos terroristas" de serem responsáveis por "uma limpeza étnica dos palestinianos".

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.

Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

A violência intensificou-se na Cisjordânia igualmente desde 07 de outubro de 2023, com ataques quase diários de colonos e incursões regulares em aldeias palestinianas.


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Ramallah, Palestina, 08 set 2026 (Lusa) – A Autoridade Palestiniana saudou hoje o anúncio de que serão impostas sanções contra os colonatos israelitas na Cisjordânia por vários países ocidentais, considerando-o um “passo importante” para responsabilizar as autoridades israelitas.

Após o anúncio feito por 12 países, incluindo Portugal, Reino Unido e França, a liderança palestiniana emitiu um comunicado no qual apela à “transição rápida destas posições em medidas vinculativas”...


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O Governo do Reino Unido anunciou hoje a proibição de importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia, invocando "uma limpeza étnica dos palestinianos" por "colonos terroristas".



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O Presidente israelita afirmou hoje que o Reino Unido estará do "lado errado da história" se impuser sanções aos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, poucas horas antes de Londres anunciar tais medidas.

Os erros ao tomar ibuprofeno que podem ser perigosos... Médicos e o serviço de saúde do Reino Unido alertam para alguns dos erros mais comuns ao tomar ibuprofeno que podem ser perigosos e levá-lo até ao hospital. Perceba o que está em causa e evite-os.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   08/09/2026 

O NHS, o serviço de saúde do Reino Unido, e alguns médicos alertam para erros ao tomar medicamentos, em especial o ibuprofeno, que podem acabar por ser algo perigosos. Em situações mais graves, poderá mesmo de ter de ir até ao hospital. 

De acordo com dados do NHS, no Reino Unido mais de mil idosos são internados todos os dias devido a reações a medicamentos que estão a tomar. “Quantos mais comprimidos toma, maior a probabilidade de haver interações e reações, e isto pode acontecer com mais frequência quanto mais velho for”, revelou ao The Times o médico Jugdeep Dhesi.

Os erros ao tomar buprofeno

Revela que alguns medicamentos usados para controlar a pressão arterial podem reagir com outros e causar quedas perigosas na pressão arterial no caso dos idosos. Por outro lado, analgésicos como o ibuprofeno estão associados a 30% das reações que levam várias pessoas às urgências e a serem vistas por médicos.

Desta forma, o NHS alertou para a toma de ibuprofeno com outros anti-inflamatórios em altas doses. Esta combinação é responsável pelo aumento de úlceras no estômago e por sangramento gastrointestinal.

Também a combinação deste fármaco com medicamentos anticoagulantes poderá levar ao risco de hemorragia interna grave. Deve ainda ter cuidado quando os mistura com medicamentos para a pressão arterial. O ibuprofeno pode reduzir a sua eficácia e sobrecarregar os rins.

Atenção ainda à toma de diuréticos. Aqui está também em causa a diminuição do seu efeito o que poderá levar à insuficiência renal, especialmente se existir desidratação. Desta forma, é sempre importante consultar o seu médico para perceber se é se existe ou não problema em combinar certo tipo de fármacos.

Ibuprofeno vs. paracetamol: As diferenças e quando tomar um ou outro

Marta Jonet, da rede de saúde CUF, começou por revelar ao website deste estabelecimento de saúde quais as diferenças entre entres dois medicamentos.

A especialista aponta que o “ibuprofeno faz parte da família dos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE’s) utilizados para tratar a dor, reduzir a inflamação e diminuir a temperatura (febre)”. Já o paracetamol “tem ação analgésica (alivia a dor), antipirética (reduz a febre) e pode ser administrado em combinação com outro tipo de medicamentos e a sua dose deve ser sempre ajustada ao peso corporal do doente”.

Uma das principais diferenças que aponta está relacionada com o facto de o paracetamol não ter propriedades anti-inflamatórias significativas, como é algo verificado no ibuprofeno.

Quando usar ibuprofeno e paracetamol?

Uma vez que se tratam de medicamentos diferentes, acabam por ter também utilizações distintas. Assim, ibuprofeno é mais indicado para aliviar a dor que esteja associada a condições como dor muscular, articulações, dor de cabeça, enxaqueca ou dores menstruais. 

“É usado para reduzir a inflamação em casos de infeções agudas (otite, amigdalite) e em algumas condições inflamatórias como artrite”, revela a médica. No que diz respeito ao paracetamol, é usado para aliviar uma dor moderada, como dor de cabeça, muscular ou dentes, mas também para reduzir a febre.


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É sabido que o consumo excessivo de álcool prejudica a saúde do fígado, contudo, existe um outro medicamento muito comum, o paracetamol, que tomado em doses muito elevadas pode ser igualmente negativo. Especialistas do EatingWell explicam porquê.


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A tensão alta é, na maioria das vezes, uma condição silenciosa, sendo por isso considerada perigoso pelos médicos cardiologistas. No entanto, há sinais que o seu corpo poderá dar em caso de hipertensão. Um artigo do EatingWell destaca quatro.

Ministro israelita pede a Netanyahu que reconheça as Malvinas como "território argentino ocupado"... Ben Gvir defende que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino"

Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel (Ronen Zvulun/Pool/AFP via Getty Images)  Cnnportugal.iol.pt/ Agência Lusa   08/09/2026  

O ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que reconheça publicamente as Malvinas — administradas pelo Reino Unido desde 1833 e cuja soberania é reivindicada pela Argentina — como "território argentino ocupado".

"É hora de o Estado de Israel reconhecer publicamente que as Ilhas Malvinas são território argentino ocupado, que os britânicos roubam violentamente ao povo argentino", afirmou numa publicação na rede social X o ministro, colono e ex-presidiário.

Ben Gvir, que considera o território palestiniano da Cisjordânia como parte fundamental do Estado de Israel, apesar de ser considerado ocupado pela comunidade internacional, acrescentou que "os britânicos não se contentam apenas em ocupar o território, mas também realizam perfurações petrolíferas [nomeadamente por empresas israelitas] no local e roubam o dinheiro ao povo argentino".

A presidência da Argentina anunciou esta segunda-feira que apresentará uma queixa criminal contra várias subsidiárias da petrolífera israelita Navitas por operarem nas Malvinas sem autorização do país sul-americano.

A Argentina alega que essas empresas "supostamente dispõem de licenças concedidas pelo governo ilegítimo do Reino Unido para a exploração e/ou extração de hidrocarbonetos na Bacia das Malvinas do Norte", em "violação" das leis argentinas.

"Lanço um apelo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que reconheça a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas e imponha sanções à Grã-Bretanha enquanto a ocupação se mantiver", concluiu a publicação do ministro radical israelita.

Desde que, em 1833, as forças britânicas ocuparam as Ilhas Malvinas e expulsaram os seus habitantes e as autoridades argentinas, o país sul-americano nunca deixou de reivindicar os direitos soberanos sobre o arquipélago no Atlântico Sul, palco de uma guerra que, em 1982, terminou com a derrota e a rendição da Argentina perante as forças britânicas.

As declarações de Ben Gvir surgem num momento em que se prevê que o Governo do Reino Unido anuncie restrições à compra de produtos agrícolas provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, segundo a imprensa britânica.

Trump ameaça travar vendas de aviões da canadiana Bombardier nos Estados Unidos... A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

 SIC Notícias /Lusa  08/09/2026

Donald Trump ameaçou, na segunda-feira, travar as vendas de aviões da canadiana Bombardier, horas antes da entrada em vigor das tarifas canadianas contra vários produtos norte-americanos, no quadro do conflito comercial entre os dois vizinhos.

"Acabaram-se as vendas da Bombardier nos Estados Unidos", anunciou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social, sem especificar como tenciona alcançar o resultado. "Se querem o nosso mercado, têm de fabricar aqui e deixar de tratar a América como um porquinho-mealheiro", acrescentou.

Em janeiro, Trump já tinha ameaçado retirar a certificação de aviões fabricados no Canadá, em particular dos jatos da Bombardier, e impor direitos aduaneiros de "50% sobre todas as aeronaves vendidas nos Estados Unidos", em alegada retaliação contra o facto de Otava estar a "recusar" certificações a aviões norte-americanos.

A Bombardier reagiu, recordando que os seus aviões "geram dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos, graças à crescente presença da empresa no país, bem como à sua cadeia de abastecimento, composta por cerca de 2.800 empresas americanas espalhadas por 47 estados".

"Os aviões da Bombardier são construídos a partir de componentes fabricados nos Estados Unidos, tais como motores, aviónica e muitos outros sistemas essenciais fornecidos por grandes empresas americanas", acrescentou o fabricante num comunicado, considerando que "a indústria aeroespacial americana é claramente beneficiária em termos de comércio e exportações".

A guerra comercial de Trump ao Canadá

Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Canadá tem estado na linha da frente da guerra comercial lançada pelo Presidente republicano, que reitera a intenção de fazer do vizinho do norte o "51º Estado" dos Estados Unidos.

Algumas horas antes das ameaças contra a Bombardier, Trump publicou na Truth Social um mapa em que a bandeira norte-americana cobre toda a América do Norte, o México e as Caraíbas, bem como a Gronelândia - território autónomo dinamarquês que o chefe de Estado diz querer anexar aos Estados Unidos - e a Islândia.

Os direitos aduaneiros canadianos de 15, 25 ou 50%, que devem entrar esta terça-feira m vigor, afetam cerca de 20 mil milhões de dólares em produtos norte-americanos, desde o aço aos produtos lácteos, passando pela eletrónica e pela pasta de papel.

O montante corresponde, segundo Otava, ao dos produtos canadianos alvo, desde 22 de agosto, de sobretaxas norte-americanas de 50%.

O conflito comercial entre os dois países vizinhos atingiu um nível sem precedentes desde que, em 21 de agosto, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney rompeu as negociações com a Casa Branca.

Carney, antigo governador do banco central canadiano, acusou os Estados Unidos de pretenderem impor um acordo “injusto” e de terem, em última análise, como objetivo transformar o Canadá numa "filial" e "destruir" a sua indústria, nomeadamente a automóvel.

Ataques hutis fazem 73 feridos na Arábia Saudita segundo Riade... Uma série de ataques dos hutis do Iémen deixou 73 civis feridos no sudoeste da Arábia Saudita, anunciou hoje a coligação liderada por Riade, aliada do governo iemenita, que prometeu uma resposta contra o grupo rebelde pró-iraniano.

© Mohammed Hamoud/Getty Images   LUSA  08/09/2026 

Os ataques visaram "alvos civis e económicos" nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, escreveu na rede social X o porta-voz da coligação, general Turki Al-Maliki, que garantiu que serão tomadas "todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar o perigo que representam". 

O meio de comunicação Ansarollah, próximo dos hutis, informou igualmente que os rebeldes tinham atacado, com drones e mísseis, o aeroporto internacional de Abha, a base aérea King Khalid e instalações da gigante petrolífera Aramco em Abha e Jizan.

Os hutis, que nos últimos dias conduziram uma ofensiva mortífera no Iémen, acusaram na segunda-feira a Arábia Saudita de ter bombardeado várias zonas do país, numa guerra que se intensifica.

Os ataques atingiram, nomeadamente, a prisão de al-Hazm, na província de Jawf, causando 11 mortos, informou à AFP um responsável provincial.

O Iémen, que voltou a mergulhar na guerra em julho, num contexto de agitação regional, foi palco na semana passada de uma nova ofensiva dos hutis com o objetivo, nomeadamente, de avançarem para as zonas na margem do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb.

Estes confrontos com as forças pró-governamentais no sudoeste do Iémen causaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, levando muitas famílias a abandonar as suas casas.

Bab el-Mandeb, que liga a Ásia à Europa através do Mar Vermelho e do Canal do Suez, ganhou importância fundamental desde o início da guerra no Médio Oriente e do bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iémen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de fevereiro.

O cessar-fogo em vigor desde 2022 foi quebrado em julho, quando os hutis desafiaram a hegemonia de Riade sobre o espaço aéreo iemenita.

Desde então, os rebeldes, apoiados pela República Islâmica do Irão, têm multiplicado os ataques contra instalações militares e zonas controladas pelo governo iemenita.

Os hutis anunciaram igualmente um bloqueio marítimo da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, e tomar como alvos os petroleiros do país e infraestruturas no território saudita, nomeadamente uma refinaria.

A guerra no Iémen, que teve início em 2014, causou centenas de milhares de mortos e mergulhou o país, o mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.


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O Governo do Iémen exigiu hoje uma resposta internacional mais forte contra os Hutis, após o afundamento de um navio indiano no mar Vermelho, alertando que o ataque é uma ameaça ao comércio marítimo global.

Portugal: Parlamento debate e vota hoje moção de censura do Chega... A Assembleia da República debate e vota hoje a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.

© Lusa    08/09/2026 

A moção intitula-se "Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições" e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.

Na apresentação da moção, na quarta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, disse ter "o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna".

Luís Montenegro classificou a moção como "mero jogo político" sem sentido, considerou que o ministro da Administração Interna tem mostrado aptidão para resolver os problemas nos seus setores de responsabilidade, e assegurou estar tranquilo em relação a todos os membros da sua equipa governativa.

O primeiro-ministro já disse que o Governo manterá o diálogo com todos os partidos, incluindo o Chega, e na segunda-feira André Ventura confirmou que continuará a dialogar com o executivo PSD/CDS-PP "em áreas fundamentais", dizendo já ter recebido um pedido de reunião do executivo sobre o próximo Orçamento do Estado.

De manhã, o ministro Luís Neves é ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais e, à tarde, o debate da moção tem arranque marcado para as 15:00 e uma duração de pouco menos de três horas (171 minutos), sendo aberto e encerrado pelo primeiro dos signatários da moção – André Ventura -, tendo o primeiro-ministro o direito de intervir imediatamente após e antes dessas intervenções.

Na fase de abertura, Chega e Governo têm 12 minutos cada, enquanto no período de debate cada grupo parlamentar dispõe de cinco minutos para o primeiro pedido de esclarecimento. No encerramento, Governo e Chega poderão intervir durante dez minutos.

A moção de censura pode ser retirada até ao termo do debate. Segundo o Regimento, caso não o seja, procede-se à votação "se requerido por qualquer grupo parlamentar"

Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que vai abster-se.

Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.

A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.

Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.

Na história da democracia portuguesa, a censura do parlamento ao Governo já foi rejeitada por 35 vezes e apenas uma foi aprovada: em 04 de abril de 1987, a apresentada pelo PRD ao X Governo Constitucional do PSD, liderado pelo primeiro-ministro Cavaco Silva, que viria a alcançar a maioria absoluta nas eleições nesse mesmo ano.


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A Linha SOS Voz Amiga vai disponibilizar 48 horas de escuta contínua para assinalar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, com um alerta para os homens com mais de 60 anos que precisam de ajuda e raramente a pedem.

Segundo as últimas estatísticas divulgadas, citou, em cada 100 suicídios, 80 são homens e 20, mulheres, uma situação que diz estar ligada à ideia que ainda prevalece, "que o homem não chora, o homem não demonstra sofrimento e depois o resultado é este".  

Rússia retoma ataques sobre Kiev após três dias de suspensão... O alerta aéreo foi acionado esta noite em Kiev devido a um ataque russo, após três dias de suspensão devido à visita dos emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, anunciaram as autoridades ucranianas.

Foto: Gleb Garanich - Reuters   Rtp.pt   8 Setembro 2026 

"A defesa aérea está ativada em Kiev", indicou a administração militar da capital ao final da noite segunda-feira. Os serviços de emergência relataram que edifícios foram atingidos nos distritos de Boryspil e Fastiv, nos subúrbios.

A agência estatal russa Tass confirmou igualmente que "a moratória de três dias sobre os ataques contra Kiev, instituída por ocasião da visita dos negociadores norte-americanos à Ucrânia, chegou ao fim".

A Ucrânia também tinha suspendido os ataques contra a região de Moscovo.

Steve Witkoff, que realizou este fim de semana visitas às duas capitais, na primeira deslocação à Ucrânia desde o início da guerra, considerou na segunda-feira que esta ronda de visitas permitiu "progressos substanciais" com vista à organização de negociações tripartidas para pôr fim ao conflito desencadeado pela Rússia em fevereiro de 2022.

EUA: Trump publica mapa com bandeira que abrange México, Caraíbas e Canadá... Donald Trump partilhou segunda-feira um mapa na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, no qual as listas vermelhas e brancas da bandeira norte-americana cobrem o México, as Caraíbas e o Canadá, bem como a Gronelândia e a Islândia.

© Reprodução/ Truth Social    LUSA  08/09/2026 

Washington, 08 set 2026 - Donald Trump partilhou segunda-feira um mapa na sua plataforma de redes sociais, Truth Social, no qual as listas vermelhas e brancas da bandeira norte-americana cobrem o México, as Caraíbas e o Canadá, bem como a Gronelândia e a Islândia.

O Presidente norte-americano publicou o mapa sem comentários na Truth Social, horas depois de ter sugerido na mesma plataforma que o Estado norte-americano do Novo México deveria ser renomeado para "Nova América", em consonância com a sua reivindicação ao "Golfo da América".

O republicano costuma partilhar memes e imagens gerados pelos seus apoiantes ou por inteligência artificial nesta rede social, e a origem do mapa que publicou hoje não é clara, noticiou a agência Efe.

No entanto, o Presidente já deixou várias vezes claras as suas ambições expansionistas em relação a territórios como a Gronelândia e até o Canadá durante o seu segundo mandato, e não descartou uma intervenção militar para tomar Cuba.

Sem mencionar explicitamente o mapa divulgado por Trump, a Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, publicou hoje uma mensagem no X a esclarecer que o território mexicano "não é nem será uma colónia ou protetorado de nenhum país estrangeiro".

O mapa de Trump foi também divulgado dias depois de ter assinado uma ordem executiva que renomeava o Lago Ontário, que faz parte da fronteira entre os EUA e o Canadá, para "Lago América".


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O embargo norte-americano a Cuba gerou um impacto financeiro recorde de oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) entre março de 2025 e fevereiro de 2026, alegou hoje o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rússia condena instalação de sistemas de mísseis dos EUA na Noruega... A Rússia condenou hoje o "carácter desestabilizador" da instalação na Noruega de sistemas de mísseis norte-americanos capazes de lançar projéteis de curto e de alcance intermédio.

© ShutterStock    LUSA   07/09/2026 

"Consideramos a instalação de lançadores de mísseis norte-americanos de alcance intermédio e curto (INF) na Europa como mais um passo na interminável série de ações altamente desestabilizadoras dos países da Aliança Atlântica", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, num comunicado publicado no portal oficial da diplomacia russa.

A mesma porta-voz acrescentou que se tratou de um passo que "exibido abertamente", para realçar a intenção da NATO de adquirir "amplas capacidades de ataque com mísseis contra alvos situados nas profundezas do território" da Rússia. 

No mesmo documento, Zakharova referiu que se tratam de lançadores Mk-41, concebidos para disparar mísseis capazes de atingir alvos tanto terrestres como marítimos.

"Temos também em conta que estes sistemas podem ser utilizados para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance. A instalação no país do norte da Europa permite cobrir um setor significativo da Rússia europeia, incluindo Moscovo", indicou Zakharova.

A nota sublinhou que os sistemas de mísseis podem ser utilizados em "ações agressivas" por parte dos países da NATO para atingir alvos estratégicos russos.

Maria Zakharova referiu ainda que o diálogo com os Estados Unidos sobre a estabilidade estratégica "não está estagnado, mas antes interrompido unilateralmente" pelos Estados Unidos.

"Não foram criadas condições favoráveis para um diálogo estratégico significativo e profícuo com os Estados Unidos", constatou, sublinhando que a instalação dos sistemas de mísseis na Europa inviabiliza as condições prévias para um diálogo construtivo sobre questões estratégicas.

O Tratado INF, assinado entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética em 1987, foi suspenso após a decisão norte-americana de se retirar do pacto em 2019.

A Rússia estabeleceu, nesse mesmo ano, uma moratória unilateral à implantação de mísseis deste tipo, que revogou em agosto do ano passado, argumentando que os Estados Unidos e a NATO avançaram com a implantação dos sistemas na Europa e na Ásia.


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O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos admitiu hoje estar horrorizado com notícias de que as forças armadas russas terão utilizado um drone autónomo na Ucrânia para realizar um ataque que matou três pessoas.

Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação por estrada... A Rússia e a Coreia do Norte, que partilham apenas 20 quilómetros de fronteira, inauguraram hoje uma ponte, primeira ligação por estrada entre os dois países.

© X/RadioSputnik    LUSA   07/09/2026 

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia por videoconferência, considerou esta nova ligação histórica e relacionou a nova infraestrutura com a necessidade de aumentar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento foi construída sobre o rio Tumannaya, na região de Primorsky Krai, na Rússia, cuja capital é Vladivostok.

Mishustin disse que até 300 veículos por dia vão poder atravessar a fronteira, no âmbito de um projeto iniciado em abril do ano passado, depois de ter recebido a aprovação de ambos os líderes, Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

"As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se atualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam ativamente em praticamente todas as áreas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regional", acrescentou.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida a Kim Il-sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era a ponte da Amizade, uma ligação ferroviária, levando os dois lados a afirmar que a nova estrada vai permitir o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de julho, Putin recebeu a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano.

Durante esta visita, Putin expressou mais uma vez gratidão pela assistência militar da Coreia do Norte na campanha militar russa na Ucrânia, algo que, disse, a Rússia "nunca esquecerá".

Putin viajou para Pyongyang em meados de 2024 pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

Ministro israelita ameaça Autoridade Palestiniana: "Guerra total"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje a Autoridade Palestiniana com uma "guerra total" caso ocorra um ataque contra os colonatos judaicos na Cisjordânia.

© Lusa   07/09/2026 

O ministro da Defesa acrescentou que caso se verifique um ataque semelhante ao do movimento islamita palestiniano Hamas ocorrido a 07 de outubro de 2023, Israel admite responder com "guerra total".

"Na eventualidade de (...) confirmarmos que se estão a preparar para lançar um ataque terrorista semelhante ao de 07 de outubro contra as forças [de Israel] e a população judaica dos colonatos, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e eu instruímos o Exército para se preparar para uma guerra total contra a liderança e as estruturas da Autoridade Palestiniana", declarou Katz.

A posição de Israel Katz foi difundida através de um comunicado do Ministério da Defesa israelita e ocorre em período de pré-campanha eleitoral, estando as legislativas marcadas para 27 de outubro.

Esta manhã (hora local) um colono israelita ficou ferido num ataque com arma branca ocorrido num posto avançado de um colonato em território palestiniano da Cisjordânia e, em resposta, o Exército israelita matou o alegado atacante palestiniano.

Pouco depois, o Exército israelita comunicou que "o terrorista armado" responsável pelo ataque fugiu do local, altura em que os soldados isolaram a zona.

As autoridades localizaram o homem perto do veículo que conduzia na região de Qabalan.

Segundo a fonte militar, "o terrorista" tentou esfaquear os soldados, mas um comandante "respondeu com disparos e neutralizou-o".


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