domingo, 19 de julho de 2026

FIM DA 69.ª CIMEIRA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEDEAO, A 19 DE JULHO DE 2026, EM FREETOWN, NA SERRA LEONA.

S. Ex.ª BASSIROU DIOMAYE FAYE, DO SENEGAL, ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEDEAO. 

O GENERAL BIRAME DIOP, ANTIGO MINISTRO DA DEFESA DO SENEGAL, ANTIGO CHEFE DO ESTADO-MAIOR GENERAL DO SENEGAL E ANTIGO CONSELHEIRO DO SECRETÁRIO-GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS, TORNA-SE PRESIDENTE DA COMISSÃO DA CEDEAO A PARTIR DE 1 DE SETEMBRO DE 2026, EM ABUJA, NIGÉRIA



Por Ecowas - Cedeao

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, foi eleito o novo presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) durante a 69.ª Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada este domingo, 19 de julho de 2026, em Freetown, Serra Leoa.

Por Radio TV Bantaba

Bassirou Diomaye Faye assume presidência da CEDEAO e General Birame Diop é nomeado presidente da Comissão

A 69.ª Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), realizada este domingo, 19 de julho, em Freetown, Serra Leoa, adotou importantes decisões sobre a liderança da organização regional.

O Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, assumiu a presidência da Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, passando a liderar o órgão máximo de decisão da organização.

Na mesma cimeira, os Chefes de Estado e de Governo nomearam o General Birame Diop como novo Presidente da Comissão da CEDEAO. Antigo Ministro da Defesa do Senegal, ex-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas Senegalesas e antigo Conselheiro do Secretário-Geral das Nações Unidas, Birame Diop iniciará oficialmente o seu mandato a 1 de setembro de 2026.

O novo presidente da Comissão exercerá as suas funções na sede da CEDEAO, em Abuja, capital da Nigéria 

Ataque de independentistas e jihadistas matou 50 militares no Mali... Um ataque levado a cabo por independentistas tuaregues e jihadistas contra um comboio do exército que abandonava a cidade estratégica de Anéfis, no norte do Mali, matou pelo menos 50 militares no sábado.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images   Por  LUSA  19/07/2026 

Este é um dos ataques mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que assola este país da África Ocidental há cerca de quinze anos. 

"O balanço provisório do ataque é muito pesado. Há mais de 50 militares mortos e pelo menos 24 prisioneiros", declarou à AFP um eleito local do norte do país próximo da junta militar no poder.

O comboio, que seguia em direção à grande cidade de Gao, no norte do país, partira de Anéfis, uma localidade que tem sido palco de intensos combates nas últimas semanas pelo seu controlo.

No início de julho, uma ofensiva de grande escala coordenada pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, e pelos independentistas da Frente de Libertação do Azauade (FLA), resultou na tomada temporária da cidade, cercando o quartel militar defendido pelas Forças Armadas do Mali e pelos paramilitares russos do Africa Corps.

"O balanço é muito pesado. Alguns dos nossos homens foram pura e simplesmente executados", lamentou uma fonte do exército maliano, acrescentando que estão em curso investigações para compreender as falhas táticas que conduziram a um revés desta dimensão. "Estamos a tentar perceber o que realmente tornou os nossos homens tão vulneráveis."

Os paramilitares russos que apoiam o exército maliano já tinham chegado a Gao no momento do ataque e não sofreram quaisquer baixas, segundo as fontes consultadas pela AFP.

"Não morreu nenhum russo. As vítimas mortais pertencem às fileiras do exército e das milícias do Estado", afirmou um líder comunitário da região de Gao.

"Houve um problema de coordenação entre os russos e o exército. Os russos seguiam na dianteira e chegaram a Gao sem perder um único homem", confirmou um eleito local.

O ataque foi reivindicado pelo JNIM e pelos independentistas da FLA.

O exército reconheceu no sábado que o seu comboio "caiu numa emboscada montada por grupos armados terroristas", sem, contudo, divulgar qualquer balanço de vítimas.

O Mali vive, desde 2012, uma profunda crise de segurança alimentada pela violência de grupos afiliados às organizações jihadistas Al-Qaeda e Estado Islâmico, bem como por grupos criminosos de base comunitária e movimentos independentistas tuaregues. A esta situação junta-se uma grave crise económica.

Após dois golpes de Estado consecutivos, em 2020 e 2021, o país é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restaurar a segurança e preservar a integridade territorial do Mali.


Kyiv alvo de um dos maiores ataques russos esta noite. Pelo menos 1 morto... Pelo menos uma pessoa morreu e outras 16 ficaram feridas esta noite durante um dos maiores ataques russos contra a capital ucraniana, Kyiv, desde o início da guerra com a Rússia.

© Getty Images    Por  LUSA  19/07/2026 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na rede social X que os russos dispararam mais de 40 mísseis esta noite, a maioria contra Kyiv, e mais de 120 drones contra a Ucrânia.

Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na região da capital ucraniana.

Os ataques danificaram muitos edifícios e provocaram incêndios em várias zonas da cidade.

Um dia antes, a Ucrânia tinha atacado centros logísticos na Rússia - que segundo Zelensky eram usados com fins militares - matando pelo menos oito pessoas.

Kyiv tem alertado para a crescente pressão sobre os seus sistemas de defesa aérea, pois está a esgotar os intercetores utilizados para neutralizar ataques de mísseis balísticos, após mais de três anos de guerra.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estimou que a Rússia tenha usado esta semana aproximadamente 1.450 drones de ataque, mais de 1.640 bombas guiadas e 99 mísseis de diversos tipos contra mais de uma dezena de regiões do país, incluindo Kyiv, Odessa, Zaporíjia, Sumi e Chernihiv.

Zelensky tem pedido aos aliados que agilizem a entrega dos sistemas de defesa aérea.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 alegando que o fazia para "desnazificar e desmilitarizar" o país vizinho, que se libertou da esfera política e militar de Moscovo em 1991, quando se tornou independente da então União Soviética.

A guerra russa contra a Ucrânia, com um balanço de mortes civis e militares por determinar, é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

EUA voltam a bombardear o Irão após morte de dois militares... Os Estados Unidos lançaram hoje novos bombardeamentos contra o Irão, após a morte de dois militares norte-americanos em ataques com mísseis e drones atribuídos a forças iranianas.

© Lusa    19/07/2026 

"As forças norte-americanas começaram a lançar novos ataques aéreos contra o Irão por ordem do comandante-chefe" - ou seja, o Presidente dos EUA, Donald Trump -, escreveu o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na rede social X.

"Estes ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica que lançaram ataques contra militares norte-americanos na Jordânia ontem [sábado] à noite", acrescentou.

Entretanto, as agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim noticiaram ataques norte-americanos em Sirik, um porto situado em frente ao estreito de Ormuz, no sul do país.

A agência oficial Irna deu conta de um "ataque militar inimigo norte-americano perto de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan.

O exército iraniano anunciou posteriormente ter lançado drones explosivos contra duas bases militares no Kuwait, de acordo com a televisão estatal.

Qualquer ataque norte-americano vai enfrentar "uma resposta decisiva e devastadora por parte dos combatentes leais, corajosos e poderosos das Forças Armadas iranianas", afirmou, ainda segundo a televisão estatal, o general Ali Abdollahi, comandante do exército.

"Infligir-lhes-emos custos ainda mais elevados" do que nas guerras anteriores, continuou.

No sábado, o Centcom anunciou a morte de dois militares norte-americanos --- os primeiros desde o reinício das hostilidades a 07 de julho --- e o desaparecimento de um terceiro, durante "ataques com mísseis e drones iranianos" na sexta-feira na Jordânia.

O número de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, no final de fevereiro, ascende agora a 16.

As hostilidades atingem um novo nível sem precedentes desde o cessar-fogo celebrado em abril para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.

EUA alertam norte-americanos no Médio Oriente: "Mudanças drástica"... Os EUA emitiram hoje um alerta global aos seus cidadãos devido à elevada tensão no Médio Oriente, tendo lançado novos ataques contra o Irão, e os Emirados Árabes Unidos apelaram a um cessar imediato da escalada bélica.

© Getty Images    Por LUSA  19/07/2026 

"Devido à elevada tensão no Médio Oriente, a situação de segurança continua a ser complexa, com a potencialidade de uma escalada imprevista", indicou o Departamento de Estado norte-americano, num comunicado oficial.

Os EUA alertam os norte-americanos que se encontrem na região do Médio Oriente que "é necessária cautela" e pede-lhes que estejam atentos às notícias para possíveis "mudanças drásticas". Alertam ainda para eventuais encerramentos de espaços aéreos e cancelamentos de voos.

Washington recorda que as sedes diplomáticas do país foram atacadas.

"Grupos simpatizantes do Irão poderiam atacar outros interesses dos Estados Unidos no estrangeiro ou locais vinculados aos Estados Unidos e/ou a norte-americanos em todo o mundo", advertiu o departamento.

Na última semana, as hostilidades entre os EUA e o Irão foram retomadas, apesar do cessar-fogo acordado no conhecido Memorando de Islamabad, um acordo-quadro preliminar de negociações assinado por ambos os países no passado dia 17 de junho.

Entretanto, os EUA dizem estar a lançar novos ataques aéreos contra o Irão para "punir rapidamente" a Guarda Revolucionária após ataque mortal contra tropas norte-americanas.

Por sua vez, o Governo dos Emirados Árabes Unidos fez um apelo ao "cessar imediato da escalada" bélica após os ataques dos EUA nos últimos dias ao Irão, que parecem dinamitar qualquer processo de negociação.

Pedem "que não se deem passos que possam agravar as tensões e a instabilidade na região" e "a máxima contenção para evitar graves repercussões e que a região caia em novos níveis de violência e instabilidade", segundo a agência de notícias oficial emirati, WAM.

Os Emirados defendem o fim de "todas as hostilidades" e o "regresso à mesa de negociações" para alcançar uma navegação "livre, segura e contínua" através do estratégico Estreito de Ormuz, por ser "vital" para a economia global.

No comunicado, censuram ainda os ataques contra infraestruturas civis tais como escolas, universidades, hospitais, centrais de dessalinização, a rede elétrica, os transportes e as zonas residenciais, por se tratar de uma "grave e flagrante violação dos princípios do direito internacional" que "não se pode aceitar nem justificar sob circunstância alguma".


Leia Também: Irão. Ataques causaram 50 mortos e mais de 500 feridos em três semanas

Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no Irão em ataques dos Estados Unidos registados nas últimas três semanas, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde iraniano.

sábado, 18 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia reivindica avanços no leste e ataque ucraniano faz oito mortos... O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas anunciou hoje a tomada de Krasny Liman, Piskunovka e Myrne, no leste da Ucrânia, enquanto um ataque de drones ucranianos a dois centros logísticos russos resultou em oito mortos.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images     Por LUSA   18/07/2026 

Valery Gerasimov sublinhou que as forças russas "continuam com a libertação de Donbass e Novorossiya" e destacou que "estão a avançar em todas as direções". 

Efetivos do 25.º Exército "romperam" as defesas da cidade e trabalham na eliminação de "bolsas" de resistência das forças ucranianas, de acordo com Valery Gerasimov.

No sul, as tropas russas entraram em Alekseevo-Druzhkovka e "libertaram" a localidade de Piskunovka e estão já às portas de Nikolaevka, sempre segundo a versão russa. Além disso, há efetivos russos a menos de 5 quilómetros do limite oriental de Kramatorsk.

Entretanto, na zona central, os militares russos tomaram a localidade de Myrne --- Lenina para os russos --- e asseguram que "a libertação de Shevchenko, Krasnoyarsk e Svetlie está quase completa", referem.

Na zona ocidental, conseguiram repelir uma tentativa das forças ucranianas de cruzar o rio Oskol e avançam em direção a Shevchenkovo. Além disso, continuam os combates na localidade de Podliman.

Por sua vez, um ataque de drones ucranianos contra dois centros logísticos na Rússia provocou, pelo menos, oito mortos, e um incêndio de um depósito de petróleo na região de Moscovo levou à evacuação de uma maternidade, segundo as autoridades locais.

"Sete funcionários do turno da noite foram mortos quando drones inimigos atingiram um centro logístico da Wildberries", a gigante russa do comércio eletrónico, escreveu no Telegram o governador da região de Tambov, Evgeny Pervyshov, precisando que o ataque ocorreu em Kotovsk (oeste).

Um outro armazém da Wildberries localizado em Elektrostal, na região de Moscovo, foi atingido pela queda de um drone, segundo o governador Andrei Vorobiov, que acrescentou que uma pessoa morreu.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que as "duas grandes instalações logísticas" atingidas nas regiões de Moscovo e de Tambov eram utilizadas "para fornecer componentes sob sanções destinados à produção de drones e de equipamentos de navegação".

Além disso, deflagrou um incêndio "num depósito de petróleo em Noginsk", acrescentou Vorobiov, precisando que uma maternidade nas proximidades tinha sido evacuada "por motivos de segurança".

Uma jornalista da AFP observou uma espessa fumaça negra a subir no céu acima dessa localidade esta manhã, bem como vários veículos de bombeiros a dirigir-se para lá a partir de Moscovo.

Ao final do dia, os bombeiros continuavam a lutar contra as chamas em Elektrostal, na região de Moscovo, enquanto o incêndio em Tambov já tinha sido controlado, indicaram ainda as autoridades regionais.

Quase 90 pessoas ficaram feridas durante os ataques perpetrados nestas duas regiões e foram transportadas para o hospital, informaram as autoridades regionais.

A região de Moscovo foi alvo de mais de 370 drones na noite de sábado para domingo, indicou o presidente da câmara da capital, Sergei Sobyanin.

"A maioria foi derrubada pelas defesas antiaéreas quando ainda se encontravam longe. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos na aproximação à própria cidade de Moscovo", escreveu no Telegram.

Na Ucrânia, os ataques russos provocaram cinco mortos e perto de 20 feridos em regiões situadas no sudeste do país, segundo as autoridades.


Leia Também: Após saída de ministro da Defesa, Zelensky fala em "decisões no exército"

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu hoje que poderão ocorrer mudanças no seio do exército, numa altura em que se organizam manifestações pelo terceiro dia consecutivo contra a demissão do popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.

Guineenses manifestam-se em Lisboa e pedem a Seguro que pressione comunidade internacional pela libertação de Domingos Simões Pereira... Em frente ao palácio de Belém, manifestantes acusaram Sissoco Embaló de "traidor da pátria" e apelaram à intervenção de Seguro junto da CPLP, CEDEAO e ONU.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA   Por observador.pt   18 jul. 2026

Algumas dezenas de guineenses manifestaram-se este sábado em frente ao palácio de Belém, em Lisboa, num apelo ao Presidente da República, António José Seguro, para que atue junto da comunidade internacional para a libertação de Domingos Simões Pereira.

“Queremos que o Presidente intervenha junto das instituições internacionais, nomeadamente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP], a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental [CEDEAO], a União Africana e a União Europeia e depois, posteriormente, também junto das Nações Unidas […], influenciando favoravelmente a libertação de Domingos Simões Pereira”, disse à Lusa o organizador da manifestação, Mariano Quande.

O presidente eleito da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, está “injustamente detido nas celas da Segunda Esquadra em Bissau, sem uma acusação formal, com um tribunal constituído à revelia da Constituição, propositadamente só para julgar um político”, asseverou o representante.

Na manifestação os participantes erguiam bandeiras da Guiné-Bissau e cartazes acusando o ex-Presidente da Guiné-Bissau Sissoco Embaló de “traidor da pátria”. Entoavam gritos de ordem como “a luta continua” e “abaixo os traidores”.

“É todo um conjunto de repressões que existem no país neste momento, que merecem atenção e uma voz firme de Portugal, um país comprometido com a democracia, com os valores da liberdade, da justiça, e que pode dar um apoio importante neste momento à Guiné-Bissau para que se estabeleçam canais de comunicação e de diálogo entre os guineenses que possam de facto resolver e [permitir] sair deste impasse em que se encontram”, afirmou Quande.

Os manifestantes acusaram também o ex-governante Sissoco Embaló de usar “mãos de ferro para reprimir todas as liberdades e garantias do povo”, e de ter dissolvido a Assembleia da República “para não ser escrutinado, para fazer passar leis e acordos internacionais não avalizados pelo povo guineense”.

“Queremos denunciar um referendo, a proposta de um referendo do regime que sai de um golpe de Estado sem qualquer legitimidade popular“, disse Mariano Quande.

Esse referendo que é proposto no país, acrescentou, serviria para “a validação de uma nova Constituição aprovada por representantes deste Conselho de Transição, que saiu do próprio golpe de Estado, por isso não tem qualquer reconhecimento do povo guineense”.

Um pouco por todo o mundo, incluindo em Londres, vários guineenses têm saído à rua para apelar à libertação de Domingos Simões Pereira, que foi levado para a prisão no dia 10 de julho, onde permanece encarcerado durante o desenrolar do processo no Tribunal Civil.

O cidadão Samba Só lamenta as condições em que se encontra o Comité de Estado de Gabú.

Por: Redação Rádio Sintchan Occo 18.07.2026

Acidente em Xitole deixa população em risco

Por  Radio TV Bantaba

Um acidente de viação ocorrido na tarde de ontem, na localidade de Mansambo, setor de Xitole, provocou a queda de um poste de média tensão da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), deixando várias localidades sem energia elétrica.

Segundo informações apuradas, uma viatura da marca Toyota, cabine dupla, embateu contra o poste, causando a interrupção do fornecimento de energia em Bambadinca e noutras zonas da região.

De acordo com moradores locais, o excesso de velocidade poderá ter estado na origem do acidente, embora as circunstâncias do ocorrido ainda devam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

O condutor sofreu ferimentos graves e foi imediatamente transportado para o Centro de Saúde de Bambadinca. Posteriormente, devido à gravidade do seu estado clínico, foi transferido para o Hospital Regional de Bafatá, onde recebe assistência médica.

Entretanto, os moradores manifestam preocupação com o perigo representado pelo poste derrubado e apelam a uma intervenção urgente das autoridades competentes, em particular dos serviços técnicos da EAGB na zona leste, para remover o risco e restabelecer o fornecimento de energia elétrica o mais rapidamente possível.

Zeca Braima Sama

O Conselho Nacional de Transição (CNT) manifestou o seu mais profundo e categórico repúdio às declarações do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerando que as suas posições representam uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau, em particular no funcionamento da justiça nacional.

Por Radio Voz Do Povo 

O CNT questiona Daniel Chapo sobre a sua posição relativamente aos processos judiciais envolvendo os antigos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Segundo o Conselho, se as autoridades moçambicanas defendem o respeito pelas decisões da justiça brasileira nesses casos, o mesmo princípio deve ser aplicado às decisões da justiça guineense, sem interferências externas.

O órgão considera que a Guiné-Bissau é um Estado soberano e independente, cujas instituições devem ser respeitadas, rejeitando qualquer tentativa de influenciar ou comentar decisões que são da competência exclusiva das autoridades nacionais.

O comunicado critica igualmente a situação de segurança em Moçambique, afirmando que o país continua confrontado com uma rebelião armada e ataques terroristas, sobretudo na região norte. Na ótica do CNT, o Governo moçambicano deveria concentrar os seus esforços na resolução desses desafios internos, em vez de emitir posições sobre questões políticas e judiciais da Guiné-Bissau.

O Conselho recorda ainda que o então Presidente da Guiné-Bissau esteve presente na cerimónia de investidura de Daniel Chapo, em Maputo, como gesto de solidariedade e amizade entre os dois países, defendendo que esse espírito de respeito mútuo deve continuar a orientar as relações bilaterais.

No final da nota, o CNT reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com a defesa da sua soberania, da independência das suas instituições e do princípio da não ingerência nos assuntos internos dos Estados, apelando ao respeito recíproco nas relações entre os países.

O comunicado foi divulgado pelo Gabinete do Porta-Voz do Conselho Nacional de Transição e está datado de 17 de julho de 2026.

CABO VERDE: Parlamento cabo-verdiano aprova moção de confiança no Governo... O parlamento cabo-verdiano aprovou hoje a moção de confiança ao programa do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que venceu as eleições de 17 de maio.

© Lusa     18/07/2026 

""Este programa representa um contrato de confiança renovada com o povo cabo-verdiano", resumiu o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no final do debate parlamentar.

A moção, exigida pela Constituição para o arranque da atividade do Executivo, foi aprovada com os 37 votos da maioria do PAICV, enquanto os dois partidos da oposição, Movimento para a Democracia (MpD) e União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), votaram contra, somando 32 votos.

Participaram na votação 30 dos 33 deputados do MpD e os dois da UCID.

"É uma visão realista, ambiciosa e mobilizadora para os próximos cinco anos, que conjuga responsabilidade fiscal com justiça social, modernização institucional com proximidade aos cidadãos e crescimento económico com coesão nacional", acrescentou Francisco Carvalho.

O líder do Governo reafirmou como prioridades o acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes interilhas acessível.

O líder da bancada parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, criticou o documento, considerando que "parece querer fazer tudo ao mesmo tempo" e que apresenta contradições entre reduzir a dimensão do Estado e criar estruturas.

O presidente da UCID, João Santos Luís, considerou que o programa identifica problemas do país e apresenta uma visão de transformação, mas alertou que "não pode ser apenas um catálogo de boas intenções".

Carla Lima, líder parlamentar do PAICV, apontou-o como um "documento orientador" para o "mandato de cinco anos" e referiu que os detalhes seguir-se-ão noutros instrumentos como o Orçamento de Estado.

O debate parlamentar decorreu três dias depois de o Ministério Público ter acusado Francisco Carvalho, também presidente do PAICV, de 26 alegados crimes relacionados com o período em que liderou a Câmara Municipal da Praia, cargo que ocupava desde 2020.

A acusação visa ainda três vereadores e envolve falsificação de documentos, abuso de poder, peculato, corrupção passiva e burla qualificada, entre outros ilícitos.

Francisco Carvalho rejeitou as acusações e afirmou que se tratava de uma "tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição", reiterando que considera estar a ser alvo de perseguição.

O MpD já tinha invocado o processo como argumento para rejeitar o programa de governação.


Ataque ucraniano contra centro logístico na Rússia faz sete mortos... Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia.

 A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo.Foto: X (antigo Twitter)  Por  DN/Lusa  18 Jul 2026

Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov. Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.

A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.

Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite. “A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo”, escreveu o autarca na rede Telegram.

Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.

As forças ucranianas atingiram 12 navios da chamada “frota sombra” russa no mar Negro, anunciou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, na plataforma de mensagens Telegram. De acordo com o responsável, foram atingidos nove cargueiros, um petroleiro, um navio de transporte de gás e um rebocador, durante uma ofensiva lançada na sexta‑feira.

Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde se registaram explosões em várias cidades, seguidas de incêndios em múltiplos locais.

Irão reivindica morte de militares norte-americanos em ataques no Kuwait e Barém

 A Guarda Revolucionária iraniana informou igualmente ter realizado "operações contundentes.Foto: ABEDIN TAHERKENAREH / EPA  Por  DN/Lusa   18 Jul 2026

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque na Síria.

O Irão anunciou este sábado, 18 de julho, que vários soldados norte-americanos morreram em novos ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova vaga de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém. Os ataques atingiram bases militares, radares, centros de comunicações, depósitos de combustível, aeronaves e várias pontes.

"Os poderosos combatentes das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária atacaram o local de concentração das forças agressoras em Arifjan (Kuwait) e provocaram a morte de vários militares", afirmou a força militar de elite iraniana num comunicado divulgado pela agência Fars e citado pela EFE.

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque à zona militar de Al Tanf, na Síria. A Guarda Revolucionária indicou ainda que, noutro ataque com drones, destruiu o radar da base norte-americana de Ali al Salem, no Kuwait, bem como um hangar de reparação e manutenção de armamento e um abrigo para ‘drones’.

Num outro comunicado, a Guarda Revolucionária informou igualmente ter realizado "operações contundentes" com drones e mísseis contra o cais de apoio e abastecimento de combustível da frota norte-americana no porto de Al Ahmadi, no Kuwait, e contra a área de concentração de aeronaves de combate inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.

O Kuwait disse hoje que uma segunda central de energia e dessalinização de água foi atacada pelo Irão, o que provocou um incêndio e forçou a paralisação de várias unidades de produção. Além disso, o Irão afirmou ter destruído o centro de dados de inteligência do inimigo conhecido como "Batelco", no Barém, bem como um centro norte-americano de sinais e comunicações no Kuwait.

Um jornalista da agência AFP, na capital do país, Manama ouviu várias explosões durante a manhã, após terem sido acionadas as sirenes de alerta. "Os sistemas de defesa antiaérea da Força de Defesa do Barém intercetaram e destruíram vários ataques aéreos iranianos traiçoeiros este sábado", declarou o exército em comunicado, depois de o Ministério do Interior ter anunciado que as sirenes de alerta foram acionadas por quatro vezes desde o amanhecer.

Por sua vez, o Exército iraniano anunciou que atacou os hangares de aeronaves e os depósitos de combustível das forças norte-americanas na base de Sheikh Isa, no Barém, bem como várias pontes.

Segundo as Forças Armadas do Irão, estes ataques foram realizados em resposta aos bombardeamentos norte-americanos contra território iraniano, que prosseguiram durante a madrugada deste sábado pelo sétimo dia consecutivo. "Os países que acolhem militares norte-americanos e que colocaram os seus territórios à disposição destes agressores criminosos para atacar o Irão devem preparar-se para receber uma resposta equivalente", advertiu a Guarda Revolucionária no seu comunicado.

A força militar iraniana afirmou que, para já, optou por atacar objetivos militares nos países que acolhem forças dos Estados Unidos, mas alertou que a resposta poderá ser alargada caso os ataques contra o Irão continuem.

Conselheiro especial do presidente senegalês demite-se após visita de Macky Sal ao Palácio

Por correiokianda.info  18/07/2026 

O conselheiro especial do Presidente da República do Senegal anunciou a sua demissão, por alegadas divergências com a nova orientação política adotada pelo poder, tecendo críticas a recepção do ex-presidente Macky Sall no Palácio da República.

O agora ex-conselheiro afirmou num comunicado divulgado em véspera da chegada de Maccky Sal ao país, ter apresentado a sua carta de demissão ao Presidente Bassirou Diomaye Faye, encerrando mais de dois anos de serviço na Presidência da República, onde exerceu funções ligadas à comunicação e ao protocolo presidencial.

O responsável agradeceu a confiança depositada pelo chefe de Estado, destacando ter sido nomeado como o mais jovem conselheiro presidencial e reconhecendo o apoio recebido durante a sua missão ao serviço do Estado.

Segundo o ex-conselheiro, o seu compromisso político sempre esteve ligado aos ideais militantes, anti-imperialistas e pan-africanistas que defende desde 2016. No entanto, considera que a actual linha política se afastou desses princípios.

“A chegada de Macky Sall ao Palácio foi a decisão de mais. Este homem deve explicações ao povo senegalês”, declarou, responsabilizando o antigo presidente por vários problemas que o país enfrenta actualmente.

O ex-conselheiro citado pela imprensa senegalesa afirmou ainda que a reaproximação com Macky Sall contribui para restaurar a imagem do antigo chefe de Estado, algo com o qual diz não concordar nem pretende associar-se.

A demissão surge poucas horas depois do encontro entre o Presidente Bassirou Diomaye Faye e Macky Sall, que regressou a Dakar para solicitar o apoio do Senegal à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas (ONU).


BANJUL: PRESIDENTE DA GÂMBIA RECEBE MACKY SALL E UMARO SISSOCO EMBALÓ PARA APOIAR CANDIDATURA À ONU

Por Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, recebeu esta sexta-feira no Palácio Presidencial de Banjul o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, acompanhado pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

O encontro teve como tema central a candidatura de Macky Sall ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. Segundo declarações após a reunião, a candidatura “é a de toda a África” e “carrega a nossa visão comum: uma África unida, erguida, um ator em paz, segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável no mundo”.

Umaro Sissoco Embaló agradeceu ao Presidente Barrow pela “recepção fraternal e ouvimento”, sublinhando o apelo à unidade continental: “Juntos, carregemos orgulhosamente esta ambição continental”.

A deslocação a Banjul surge nesta sexta-feira depois de Macky Sall e Umaro Sissoco Embaló terem sido recebidos em Dakar pelo Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, numa série de contactos diplomáticos para promover a candidatura africana à liderança da ONU.

O atual Secretário-Geral, António Guterres, termina o segundo mandato a 31 de dezembro de 2026. A eleição do próximo líder das Nações Unidas está prevista para o segundo semestre do próximo ano.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Milhares protestam em Kyiv contra saída do ministro da Defesa... Milhares de pessoas protestaram hoje à noite em Kiev contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, decisão tomada pelo presidente Volodymyr Zelensky no âmbito de uma remodelação governamental controversa.

© Getty Images     Por LUSA   17/07/2026 

Concentrados pelo segundo dia consecutivo na capital ucraniana, os manifestantes agitaram bandeiras da Ucrânia e exibiram cartazes, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

"Devolvam Fedorov!", podia ler-se num cartaz, enquanto outro pedia "respeito e consideração pelo povo". Um terceiro denunciava a medida como "autossabotagem".

Jovem reformista e defensor da alta tecnologia no campo de batalha, Mykhailo Fedorov anunciou a sua demissão na quarta-feira, menos de seis meses depois de ter assumido a liderança do Ministério da Defesa.

Popular entre os ucranianos e bem visto pelos aliados ocidentais da Ucrânia, Fedorov explicou que tinha entrado em conflito com o comandante-chefe do Exército, Oleksandr Syrsky, que prefere uma abordagem mais tradicional às operações militares.

Volodymyr Zelensky apresentou poucas explicações para a sua decisão de substituir Fedorov, mas disse que queria preservar a união do comando militar em plena guerra com a Rússia.

Mykhailo Fedorov foi substituído interinamente por Yevhen Khmara, um funcionário pouco conhecido do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) sem experiência política.

O Parlamento ainda não votou estas alterações, e não foi agendada nenhuma sessão.

Mais de mil pessoas já se tinham manifestado na quinta-feira em Kiev e noutras cidades ucranianas para exigir a reintegração de Fedorov.

A remodelação governamental revelou também sinais de divisão dentro da hierarquia militar ucraniana em relação à condução das operações, mais de quatro anos após o início da invasão russa.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente. 

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  

Veja as imagens da manifestação 


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Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados hoje na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

Sindicato suspende greve no Hospital Nacional Simão Mendes após acordo com a direção

Por Radio TV Bantaba 

O Sindicato de Base dos Trabalhadores do Hospital Nacional Simão Mendes suspendeu, esta sexta-feira (17), o pré-aviso de greve que estava marcado para decorrer entre os dias 22 e 28 de julho, na sequência de um entendimento alcançado com a direção da maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau.

De acordo com um comunicado assinado pelas duas partes, a decisão de suspender a paralisação resulta do consenso obtido durante as negociações realizadas entre a direção do hospital e os representantes sindicais.

A greve havia sido convocada para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de um conjunto de exigências apresentadas pelo sindicato. Com o acordo alcançado, a estrutura sindical optou por suspender a ação de protesto, abrindo espaço para a implementação dos compromissos assumidos.

O documento que formaliza a suspensão do pré-aviso de greve foi assinado por representantes da direção do Hospital Nacional Simão Mendes e do Sindicato de Base dos Trabalhadores, pondo termo, para já, ao diferendo que esteve na origem da convocação da paralisação.

EUA lançam nova vaga de ataques pelo sétimo dia consecutivo... As forças armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, pela sétima noite consecutiva, visando "enfraquecer as capacidades militares iranianas", adiantou o Comando Central norte-americano (Centcom).

© Lusa    17/07/2026 

Os novos ataques começaram pelas 20:00 (hora de Lisboa), referiu o Centcom na rede social X.

"[Os ataques] Visam continuar a enfraquecer as capacidades militares iranianas", conforme ordens do Presidente norte-americano, Donald Trump, acrescentou a mesma fonte.

Esta nova escalada começou no passado sábado, depois de Trump ter rescindido o memorando de entendimento assinado com o Irão em meados de junho, devido aos ataques iranianos contra navios comerciais no estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos também restabeleceram o cerco naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz, dois dias depois de o Irão ter voltado a declarar o encerramento desta passagem marítima estratégica.

Washington divulgou hoje que, desde que restabeleceram o bloqueio, as suas forças na zona desviaram quatro navios mercantes, incapacitaram um e abordaram outro.

"As forças norte-americanas mantêm-se vigilantes, ao mesmo tempo que aplicam rigorosamente o bloqueio naval contra o Irão", frisou numa outra nota o Centcom, sobre os resultados após os primeiros três dias da retoma do bloqueio aos portos e navios iranianos.

Desde a implementação inicial do bloqueio, que começou em 13 de abril, as forças norte-americanas desviaram mais de 140 embarcações, desativaram nove navios que desobedeceram às ordens e permitiram a passagem de mais de 50 embarcações comerciais que transportavam ajuda humanitária, segundo o Centcom.

Antes, o Centcom tinha anunciado a destruição de uma torre de vigilância que as forças iranianas utilizavam para atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz, para proteger a navegação livre na via.

A torre era utilizada pela Guarda Revolucionária Islâmica para rastrear navios, segundo a mesma fonte, sublinhando também que a sua destruição "reduz diretamente a capacidade" das forças iranianas de atacar tripulações civis inocentes.

Já a Guarda Revolucionária garantiu hoje que mantém o "controlo total" do estreito de Ormuz e advertiu que, enquanto as ações norte-americanas continuarem, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada desta região".

O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que negociado em junho, sob mediação do Paquistão.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


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A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje que se aproxima a "hora zero" para uma operação contra os navios do Comando Central dos Estados Unidos destacados nas águas da região, num contexto de crescente escalada entre as partes.

EX-PR SENEGALÊS MACKY SALL REÚNE-SE COM PRESIDENTE DO SENEGAL NA COMPANHIA DO EX-PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU UMARO SISSOCO EMBALÓ

Por  Radio Voz Do Povo 

O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, foi recebido esta sexta-feira pelo atual chefe de Estado, Bassirou Diomaye Faye, num encontro em Dakar que contou também com a presença do ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo nota oficial, a reunião decorreu “sob o signo do diálogo e da irmandade africana” e enquadra-se numa “dinâmica internacional que traz esperança”. 

O encontro foi associado à “grande ambição” do Senegal “no serviço ao multilateralismo e às Nações Unidas”.

Não foram divulgados detalhes sobre a agenda ou os temas específicos abordados entre os três líderes. Macky Sall deixou a presidência do Senegal em 2024, sendo sucedido por Bassirou Diomaye Faye após eleições. Umaro Sissoco Embaló que foi deposto no puder através do golpe de estado como Presidente da Guiné-Bissau.

A reunião reforça os laços diplomáticos entre os dois países da África Ocidental e sinaliza o papel ativo do Senegal no contexto multilateral.

O presidente do Gâmbia, Adama Barrow, receberá o ex-presidente do Senegal, Macky Sall, que é candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU. A reunião faz parte da turnê de campanha regional do candidato, que está visitando líderes africanos para angariar apoio...

©  State House of The Gambia

President Barrow to Receive Aspiring UN Secretary-General 

His Excellency President Adama Barrow will receive in audience the aspiring UN Secretary-General, His Excellency Macky Sall, former President of the Republic of Senegal, accompanied by H.E. Umaru Sissoco Embalo, former Head of State of the Republic of Guinea-Bissau.  

The Vice President, His Excellency Muhammed B.S. Jallow, will receive their Excellencies at the Banjul International Airport at 7:00 PM on Friday, 17th July 2026 before proceeding to the State House. 

H.E. Macky Sall is on a campaign tour as he vies for the position of UN Secretary-General

Filipinas protesta contra vídeo chinês que retrata filipinos como macacos... O governo das Filipinas apresentou hoje um protesto formal à China por considerar que um vídeo divulgado pelo jornal estatal China Daily retrata os filipinos como macacos, exigindo a remoção imediata do conteúdo.

© China Daily    Por LUSA    17/07/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros filipino disse que a série de vídeos e caricaturas de opinião, em particular uma animação publicada na página do jornal na rede social Facebook, em 10 de julho, centra-se na rejeição por Pequim da decisão arbitral de 2016, que invalidou as reivindicações territoriais chinesas sobre grande parte do mar do Sul da China.

As Filipinas recorreram ao tribunal internacional, sediado em Haia, em 2013, depois de a China ter assumido o controlo de um baixio a oeste do arquipélago, na sequência de um impasse entre os dois países.

Pequim contestou a jurisdição do tribunal, recusou participar no processo e rejeitou o acórdão, que classificou como uma fraude.

O vídeo publicado pelo China Daily - e que pode ver na galeria acima - mostra um macaco a segurar uma folha onde se lê "Sentença Arbitral sobre o mar do Sul da China", vestido com roupas que lembram um traje tradicional filipino. Em seguida, duas mãos identificadas como "EUA" e "Japão" lançam o macaco ao mar, onde este é atingido por um canhão de água disparado por um navio semelhante a um da guarda costeira chinesa.

A legenda do vídeo afirma que a decisão arbitral "não é um remédio para a paz, mas uma fonte de confronto disfarçada de lei", acrescentando que, ao "agarrar-se a forças externas e provocar problemas no mar do Sul da China", os políticos filipinos estão a transformar o país "num peão do jogo geopolítico de outros".

Na quinta-feira, Manila transmitiu a "firme objeção ao conteúdo ofensivo" ao embaixador chinês nas Filipinas, Jing Quan.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros filipino, Leo Herrera-Lim, exigiu a retirada dos conteúdos, sublinhando que "esse tipo de material é incompatível com o respeito mútuo esperado entre Estados", indicou o Ministério.

No protesto, Manila afirmou que o China Daily "ultrapassou os limites do debate político legítimo ao recorrer a representações degradantes, desumanizantes e racistas dos filipinos", acrescentando que "as divergências sobre questões jurídicas e políticas não justificam o recurso a imagens que não têm lugar no discurso público de Estados responsáveis".

A embaixada filipina em Pequim enviou também uma carta ao diretor do China Daily, reiterando o pedido para a remoção imediata do material considerado ofensivo.

Questionado sobre o caso, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou hoje que o vídeo "não representa a posição oficial" da China e recusou fazer mais comentários.

No entanto, reiterou que Pequim considera a arbitragem sobre o mar do Sul da China "uma farsa política disfarçada de processo jurídico", sustentando que a decisão arbitral é "ilegal, nula e sem qualquer força vinculativa".

O Governo filipino assinalou o aniversário da decisão de 12 de julho de 2016 como uma vitória histórica do Estado de direito face à agressão.

Os Estados Unidos, o Reino Unido, mais de uma dezena de países ocidentais e asiáticos e a União Europeia voltaram também a reafirmar o apoio à decisão arbitral.

Os confrontos territoriais no disputado mar do Sul da China intensificaram-se nos últimos anos, sobretudo entre forças e frotas pesqueiras da China, das Filipinas e do Vietname. As disputas envolvem igualmente a Malásia, o Brunei e Taiwan.

Kyiv reivindica ataque bombardeiro russo e alvos energéticos... As forças ucranianas destruíram um bombardeiro russo Tu-95 e atingiram também, entre outros alvos, uma refinaria na Rússia e um terminal de produtos petrolíferos na península ocupada da Crimeia, numa série de ataques de longo alcance, anunciou hoje Kyiv.

© ukrinform.net     Por  LUSA    17/07/2026 

A destruição do bombardeiro russo foi anunciada pelo próprio Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que, numa publicação nas redes sociais, salientou que o aeródromo militar de Engels, onde se encontrava estacionado o aparelho, fica a cerca de 800 quilómetros da fronteira ucraniana.

Regozijando-se por a Ucrânia estar a conseguir "aumentar o preço que a Rússia paga pela sua agressão", Zelensky adiantou ainda que o exército ucraniano também atacou durante a noite "instalações da indústria petrolífera russa" e alvos inimigos situados nos territórios ocupados da Ucrânia, sem fornecer mais detalhes.

Entretanto, o Estado-Maior de Ucrânia informou, em comunicado, que as forças ucranianas conseguiram atingir, numa série ataques de longo alcance realizados na última madrugada, uma refinaria situada na região de Yaroslavl, na Federação Russa, e o terminal de produtos petrolíferos de Kerch, no leste da península ocupada da Crimeia.

De acordo com Kyiv, a refinaria de Yaroslavl processa cerca de 15 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz vários tipos de combustível e outros derivados do petróleo utilizados, entre outros, pelo Exército russo.

Além do terminal portuário de Kerch, a Ucrânia atingiu também, de acordo com o Estado-Maior, um depósito de combustível e lubrificantes nesse porto da Crimeia, fundamental para as ligações da península com o território da Federação Russa, assim como um navio patrulha militar russo

Por fim, e ainda segundo as autoridades militares, a Ucrânia conseguiu danificar dois navios de transporte de petróleo e gás e um rebocador nas águas do Mar Negro e do Mar de Azov, além de ter atingido durante a passada madrugada um depósito de combustível na localidade de Shajtarsk, na parte da região de Donetsk ocupada.


Leia Também:  "Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"...             

O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.