sexta-feira, 17 de julho de 2026

"Esperança média de vida de soldado russo na Ucrânia é 30 minutos"... O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que a "esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia é 20 a 30 minutos". O responsável atribui este cenário ao impacto dos drones com Inteligência Artificial usados pelas forças ucranianas.

© Shutterstock    Por  noticiasaominuto.com   17/07/2026 

O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, revelou que a esperança média de vida de um soldado russo no campo de batalha na Ucrânia "está estimada entre os 20 e os 30 minutos".

Segundo o responsável, que discursou numa Cimeira de Defesa e Inovação na Pensilvânia, as forças ucranianas têm conseguido limitar o avanço das tropas russas, em grande parte graças às inovações em vários tipos de drones, incluindo alguns equipados com Inteligência Artificial.

"O que eu diria é que a nossa inteligência está de acordo com alguns dos relatórios de fontes abertas que podem ter visto na Ucrânia", disse Ratcliffe. "Assim sendo, a esperança média de vida de um recruta russo, neste momento, ao chegar ao campo de batalha na Ucrânia, está estimada entre os 20 e os 30 minutos."

"E isto deve-se ao facto de os drones com Inteligência Artificial se terem tornado máquinas de matar especializadas e de baixo custo. E é por isso que já estamos há quatro anos e meio neste conflito", acrescentou.

Sublinhe-se que quase 500 mil soldados russos morreram desde o início da guerra na Ucrânia, segundo estimou, em maio, a agência de espionagem e segurança britânica (GCHQ, na sigla em inglês). 

Já, segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o número de soldados russos mortos na guerra desde o início deste ano terá ascendido a 86 mil.

Desde janeiro até ao final de maio, a Rússia terá registado também pelo menos 59 mil feridos graves e mais de 800 militares russos foram feitos prisioneiros pelas forças ucranianas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito armado mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No entanto, desconhece-se o número de oficial de baixas da guerra, tanto civis como militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que será muito elevado.

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