© Shutterstock Notícias ao Minuto 02/09/2026
Os trabalhadores estrangeiros representam 18,6% da força de trabalho e geram impacto mensal direto de 363 milhões de euros, segundo uma análise divulgada esta quarta-feira pela Randstad Research, baseada nos dados da Segurança Social, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Significa que quase um em cada cinco trabalhadores em Portugal são estrangeiros.
Significa que existiam "906.019 trabalhadores estrangeiros a descontar em junho de 2026", de acordo com um comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.
"Esta realidade gerou um saldo financeiro direto positivo para os cofres do Estado, cifrando-se numa injeção líquida de 363,13 milhões de euros num único mês", pode ler-se.
De acordo com a mesma nota, "os dados analisados de forma aprofundada demonstram que esta integração resultou na arrecadação de 427,82 milhões de euros, o que se traduz num aumento homólogo de 12,5% no valor das contribuições, sendo uma população maioritariamente jovem (com 64% dos contribuintes na faixa etária dos 20 aos 39 anos)".
"Em contrapartida, registaram-se 186.823 beneficiários estrangeiros de prestações sociais (11,3% do total), representando um encargo de 64,69 milhões de euros, um número que reflete uma diminuição homóloga de 9,7% de beneficiários (-19.947 pessoas)", pode ler-se.
Mercado de trabalho global mantém resiliência e estabilidade no desemprego
A mesma análise revela que as "estimativas provisórias revelam que, em julho de 2026, a taxa de desemprego global manteve-se inalterada face a junho, situando-se nos 5,7%".
"O número total de desempregados caiu em 2.700 pessoas, fixando-se nas 320.300 no país. A análise demográfica demonstra que esta quebra mensal do desemprego se fez sentir com especial destaque entre os adultos dos 25 aos 74 anos (-3.700 pessoas) e entre os homens (-2.100 pessoas)", pode ler-se.
Mais: "No que toca à ocupação, o emprego registou uma ligeira queda mensal de 7.100 pessoas (-0,1%). Apesar deste recuo, o número total de profissionais continua a superar a fasquia dos 5,3 milhões (5.347.000). Numa perspetiva homóloga, o mercado laboral evidencia crescimento, contabilizando mais 82.900 pessoas empregadas (+1,6%) face a julho do ano anterior. A população ativa acompanhou a descida mensal, perdendo 9.900 indivíduos para um total de 5.667.300 ativos".
Relativamente aos rendimentos, "a remuneração média por trabalho dependente declarada (referente a junho) fixou-se nos 2.058,34 €, um valor que reflete um crescimento de 24,1% face a maio e de 5,8% em comparação com o período anual homólogo".
"O mapa salarial continua a ser fortemente liderado por Lisboa (2.415,34 €) e Setúbal (2.193,30 €), contrastando com as remunerações mais baixas registadas a sul, em Faro (1.706,58 €) e Beja (1.750,17 €)", pode ler-se.
Citada no mesmo comunicado, Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, afirma que "a análise deste mês evidencia uma estabilização no mercado de trabalho português".
"Mais do que as ligeiras variações mensais na criação de emprego, o destaque vai para a consolidação estrutural que observamos através da integração de talento estrangeiro. Estes profissionais estão a contribuir ativamente para a mitigação da escassez de mão de obra em diversos setores, ao mesmo tempo que desempenham um papel cada vez mais relevante no equilíbrio financeiro e demográfico do nosso sistema de proteção social", conclui a responsável.



































