quarta-feira, 2 de setembro de 2026

PORTUGAL/TRABALHADORES ESTRANGEIROS: Quase 1 em cada 5 trabalhadores são estrangeiros: Qual o impacto?... Os trabalhadores estrangeiros representam 18,6% da força de trabalho em Portugal, gerando um impacto mensal de 363 milhões de euros, segundo uma análise da Randstad Research, com base em dados da Segurança Social e do INE.

© Shutterstock   Notícias ao Minuto   02/09/2026 

Os trabalhadores estrangeiros representam 18,6% da força de trabalho e geram impacto mensal direto de 363 milhões de euros, segundo uma análise divulgada esta quarta-feira pela Randstad Research, baseada nos dados da Segurança Social, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Significa que quase um em cada cinco trabalhadores em Portugal são estrangeiros. 

Significa que existiam "906.019 trabalhadores estrangeiros a descontar em junho de 2026", de acordo com um comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

"Esta realidade gerou um saldo financeiro direto positivo para os cofres do Estado, cifrando-se numa injeção líquida de 363,13 milhões de euros num único mês", pode ler-se.

De acordo com a mesma nota, "os dados analisados de forma aprofundada demonstram que esta integração resultou na arrecadação de 427,82 milhões de euros, o que se traduz num aumento homólogo de 12,5% no valor das contribuições, sendo uma população maioritariamente jovem (com 64% dos contribuintes na faixa etária dos 20 aos 39 anos)".

"Em contrapartida, registaram-se 186.823 beneficiários estrangeiros de prestações sociais (11,3% do total), representando um encargo de 64,69 milhões de euros, um número que reflete uma diminuição homóloga de 9,7% de beneficiários (-19.947 pessoas)", pode ler-se. 

Mercado de trabalho global mantém resiliência e estabilidade no desemprego

A mesma análise revela que as "estimativas provisórias revelam que, em julho de 2026, a taxa de desemprego global manteve-se inalterada face a junho, situando-se nos 5,7%".

"O número total de desempregados caiu em 2.700 pessoas, fixando-se nas 320.300 no país. A análise demográfica demonstra que esta quebra mensal do desemprego se fez sentir com especial destaque entre os adultos dos 25 aos 74 anos (-3.700 pessoas) e entre os homens (-2.100 pessoas)", pode ler-se. 

Mais: "No que toca à ocupação, o emprego registou uma ligeira queda mensal de 7.100 pessoas (-0,1%). Apesar deste recuo, o número total de profissionais continua a superar a fasquia dos 5,3 milhões (5.347.000). Numa perspetiva homóloga, o mercado laboral evidencia crescimento, contabilizando mais 82.900 pessoas empregadas (+1,6%) face a julho do ano anterior. A população ativa acompanhou a descida mensal, perdendo 9.900 indivíduos para um total de 5.667.300 ativos".

Relativamente aos rendimentos, "a remuneração média por trabalho dependente declarada (referente a junho) fixou-se nos 2.058,34 €, um valor que reflete um crescimento de 24,1% face a maio e de 5,8% em comparação com o período anual homólogo".

"O mapa salarial continua a ser fortemente liderado por Lisboa (2.415,34 €) e Setúbal (2.193,30 €), contrastando com as remunerações mais baixas registadas a sul, em Faro (1.706,58 €) e Beja (1.750,17 €)", pode ler-se. 

Citada no mesmo comunicado, Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, afirma que "a análise deste mês evidencia uma estabilização no mercado de trabalho português".

"Mais do que as ligeiras variações mensais na criação de emprego, o destaque vai para a consolidação estrutural que observamos através da integração de talento estrangeiro. Estes profissionais estão a contribuir ativamente para a mitigação da escassez de mão de obra em diversos setores, ao mesmo tempo que desempenham um papel cada vez mais relevante no equilíbrio financeiro e demográfico do nosso sistema de proteção social", conclui a responsável. 


Alemanha fecha portas à Rússia. "Erro" ou "terrorismo"? O que se sabe... O sobrevoo de um drone num aeroporto alemão, em agosto, está a melindrar as relações entre a Alemanha e a Rússia. Berlim acusa Moscovo de "falta de escrúpulos" e Putin já respondeu, salientando, que se está a cometer "um erro". Da parte de Portugal, prometem-se medidas e embaixador russo já foi convocado - a UE fala em "terrorismo".

© Sean Gallup/Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa   02/09/2026 

Em agosto, o aeroporto alemão de Leipzig foi alvo de uma tentativa de ataque com um drone com carga explosiva. A investigação aponta para que a responsabilidade seja dos serviços secretos russos, e a Alemanha anunciou, na terça-feira, medidas que visam punir a ação russa.

Berlim responsabiliza Moscovo pelo "ataque híbrido" e conta já com o apoio e "solidariedade" da UE (incluindo Portugal), que acusam a Rússia de "terrorismo patrocinado por um Estado".

"Ordenei as seguintes medidas, de acordo com o chanceler federal [Friedrich Merz]: o consulado-geral da Rússia em Bona será encerrado a 18 de setembro. O contrato da 'Casa Russa' em Berlim será rescindido", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul.

A decisão acontece uma semana depois de a Alemanha ter garantido que faria os autores de ataques híbridos “pagarem pelos seus atos”, considerando que “os agressores estão a agir com uma crescente falta de escrúpulos e aceitam até causar graves danos materiais, bem como feridos e mortos”.

Rússia diz que Alemanha está a cometer um "erro"

A Rússia reagiu e promete uma "resposta adequada" à Alemanha, referindo que Berlim "agravou as relações com Moscovo sob um pretexto totalmente inverosímil e forçado".

"Berlim está manchada pelo seu envolvimento no conflito ucraniano e em ataques terroristas, e Moscovo irá responder a todas as decisões antirrussas", continuou a porta-voz da diplomacia russa.

Segundo Zakharova, a "Casa Russa e o consulado-geral da Rússia em Bona têm sido, há muito, motivo de preocupação para as autoridades alemãs, que inventaram um pretexto para os encerrar".

Já o presidente do país defendeu que a Alemanha está a cometer "um erro". 

"Penso que este é outro grande erro. E, na minha opinião, vai claramente contra os interesses do povo alemão", disse Putin quando questionado sobre o assunto durante uma conferência de imprensa transmitida pela agência de notícias russa TASS.

UE, NATO e Portugal expressam "solidariedade" e união

Após a conclusão da investigação das autoridades alemãs, a presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da NATO manifestaram "total solidariedade" com a Alemanha após o que qualificaram como um ataque híbrido levado a cabo pela Rússia contra o aeroporto de Leipzig em agosto.

"Garanti-lhe que a União Europeia (UE) está plenamente solidária com a Alemanha perante este ataque levado a cabo pela Rússia", indicou Von der Leyen.

Já a chefe da diplomacia da União Europeia (UE) descreveu hoje como "terrorismo patrocinado por um Estado" o ataque falhado num aeroporto alemão atribuído à Rússia e anunciou ter convocado o representante russo em Bruxelas.

Por cá, também houve reações. O ministro dos Negócios Estrangeiros transmitiu ao homólogo alemão, Johann Wadephul, a "total solidariedade de Portugal", salientando que "a segurança coletiva na Europa assenta nesta solidariedade constante e inabalável". Já hoje, Paulo Rangel informou que irá convocar o embaixador russo em Portugal que "evidentemente algumas medidas serão tomadas".

"Sem dúvida que a UE terá uma reação forte, como aliás já teve a Alemanha, relativamente a interesses russos que são altamente problemáticos hoje em dia no contexto europeu", disse.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, seguiu a mesma linha de "solidariedade", referindo que "a unidade de todos os Aliados é um pilar essencial da nossa segurança coletiva e não vacilaremos na sua defesa, tal como não hesitaremos na denúncia dos que nos tentam dividir".

Incidente em aeroporto da Alemanha não foi caso único

Na noite de 4 de agosto, foi encontrado um drone com carga explosiva no aeroporto de Leipzig e, de acordo com a investigação preliminar, o alvo era um avião de carga ucraniano Antonov, utilizado para o transporte de material bélico.

O alegado atentado terá falhado devido a uma avaria no detonador da bomba.

Além disso, os serviços de segurança alemães acreditam que um segundo drone possa ter colidido pouco depois com um avião de carga da DHL, obrigado a abortar a aterragem em Leipzig devido ao encerramento do aeroporto.

As inspeções à aeronave, que, após a colisão, tinha sido desviada para a cidade de Hanôver, encontraram danos no estabilizador da aeronave que não podiam ter sido causados pelo impacto com uma ave.

Além disso, os investigadores encontraram, a 14 de agosto, outro veículo aéreo não tripulado (drone) perto do aeródromo, bem como explosivos, noticiaram as emissoras públicas regionais WDR e NDR e o jornal Süddeutsche Zeitung.

O novo drone foi encontrado num campo em Kabelsketal, no estado federado da Saxónia-Anhalt, que faz fronteira diretamente com a parte ocidental do aeroporto de Leipzig, na Saxónia.


Leia Também: Incidente em subestação elétrica em Bargheim foi deliberado, diz polícia

A polícia alemã admitiu hoje que o incidente de terça-feira na subestação elétrica da operadora Amprion em Bergheim, oeste da Alemanha foi um ato deliberado ocorrido um dia após outro ataque semelhante contra uma instalação de energia em Brandemburgo.

Guiné-Bissau: Guarda Nacional da Guiné-Bissau reforça competências com formação em Investigação Criminal... Iniciativa decorre em Bissau até 18 de setembro e abrange cerca de 50 militares de várias especialidades da corporação.

 GN - Guarda Nacional   2/09/2026 

A Guarda Nacional (GN) da Guiné-Bissau deu início, esta quarta-feira (2 de setembro), a um ciclo intensivo de sessões de capacitação destinado aos seus operacionais da área de investigação criminal. 

O programa formativo, que se estende até ao próximo dia 18 de setembro, decorre na capital do país e conta com a participação de cerca de 50 militares provenientes de diferentes valências da instituição. 

A formação é ministrada pelo Mestre Domingos Etiene Gomes, Subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, refletindo a cooperação institucional e a partilha de sinergias entre as diferentes forças de segurança e ordens jurídicas do país para a consolidação do Estado de Direito. 

Ao longo de duas semanas, os formandos terão acesso a uma componente programática diversificada e focada nos desafios atuais do combate à criminalidade. Entre as matérias centrais do plano de estudos destacam-se Técnicas de Investigação Criminal, Gestão do Local de Crime e Técnicas de Entrevista e Interrogatório.  

O curso dedica ainda especial atenção a procedimentos táticos e legais indispensáveis para o dia a dia operacional, tais como as regras para a realização de Buscas e Revistas, ações de Seguimento e Vigilância, além do combate a crimes de Furto e Roubo. 

A recolha e validação de provas em contexto judicial será igualmente debatida no módulo dedicado às Provas e Meios de Obtenção de Provas. 

Com esta iniciativa, o comando da Guarda Nacional reforça a aposta na qualificação técnica contínua dos seus quadros, visando aumentar a eficácia das investigações e otimizar a resposta securitária perante a criminalidade urbana e organizada no país.



Foto: Ianik Matos

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Guiné-Bissau completa exercício IMET em todo o SNAP

 IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas   1/09/2026

Um marco importante para a conservação na Guiné-Bissau: o IBAP concluiu o exercício IMET em todas as Áreas Protegidas do país, cobrindo o Complexo Dulombi-Boé-Tchetche, garantindo, pela primeira vez, uma avaliação atualizada da eficácia de gestão de todo o Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNAP).

O IMET – Integrated Management Effectiveness Tool, permite avaliar a eficácia da gestão das Áreas Protegidas, identificar avanços, desafios e prioridades e orientar melhor a planificação e os investimentos. O exercício é realizado de forma participativa, envolvendo as equipas de gestão e outros atores diretamente ligados às Áreas Protegidas.

Para além da cobertura integral do exercício IMET, a Guiné-Bissau passa a contar com 3 coaches IMET nacionais lusófonos, capazes de acompanhar as futuras atualizações no país e apoiar outros países de língua portuguesa.

Este importante resultado contou com o apoio do RAMPAO, do Projeto WACA, financiado pelo Banco Mundial através do WACA BAR/UICN, e do Projeto PICVERT, financiado pela União Europeia, através da UICN.

GUERRA NA UCRÂNIA: Putin rejeita negociar com "terroristas" após alerta de Zelensky... O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou hoje negociar "com terroristas", após o homólogo ucraniano ter alertado as companhias aéreas que os drones ucranianos tornarão "extremamente perigoso" o espaço aéreo russo enquanto a guerra continuar.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images    LUSA   01/09/2026

"Estão a pedir-nos para retomar as negociações, estão a pedir encontros presenciais, mas não negociamos com terroristas", disse Putin, questionado sobre as declarações de Volodymyr Zelensky, que alertou a aviação civil para os riscos no espaço aéreo russo, sublinhando que não era esse o alvo.

"Se isto foi dito em voz alta, é simplesmente uma declaração de terrorismo de Estado", afirmou Putin, em conferência de imprensa transmitida pela agência de notícias russa TASS.

Antes, Zelensky, alertou no seu discurso diário, dirigindo-se "às companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo russo, todas as seguradoras e todos aqueles que ainda servem os principais aeroportos russos", que os céus russos estão "a tornar-se extremamente perigosos".

Embora não seja um alvo "em si", a aviação civil "não tem lugar em céus infestados por drones", adiantou.

"A Ucrânia não quer que se percam vidas inocentes. É por isso que estamos a alertar os nossos parceiros: os dias de espaço aéreo seguro na Rússia acabaram", continuou.

Esta, defendeu, é uma resposta "justa" ao "desejo da Rússia de prolongar a guerra e intensificar a escala dos ataques".

"O espaço aéreo sobre a Rússia é atualmente para drones. Não para a aviação civil. Enquanto a guerra continuar", insistiu.

O tráfego aéreo de e para os aeroportos russos é regularmente interrompido pela aproximação de drones ucranianos, cujo número tem aumentado nos últimos meses.

A Ucrânia, afirmou Zelensky, responderá favoravelmente aos pedidos dos seus parceiros para não interromper os voos de e para a Rússia "em horários específicos e para destinos específicos", no "espírito da diplomacia e das negociações".

Mais de quatro anos e meio após o início da invasão russa da Ucrânia, a Rússia tem atacado Kiev de forma praticamente ininterrupta desde quinta-feira, sobretudo com drones, numa campanha de bombardeamentos dirigida principalmente contra armazéns de supermercados e outras empresas dedicadas ao comércio a retalho.

Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em Kiev e arredores, num novo ataque da Rússia com mísseis balísticos e drones contra a região da capital, disse o Serviço de Emergências da Ucrânia.

Seis das vítimas mortais conhecidas até ao momento são trabalhadores da ferroviária pública ucraniana, Ukrzaliznytsia, foi anunciado pela própria empresa. O ataque russo desta madrugada teve as infraestruturas ferroviárias entre os principais alvos.

Outras três pessoas morreram em ataques a infraestruturas industriais e a um posto de abastecimento na localidade de Borispil, perto de Kiev.

Vários edifícios residenciais sofreram danos devido à queda de drones ou mísseis russos na região.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, escreveu na rede social X que o novo ataque contra Kiev demonstra que, ao de Volodymyr Zelensky, que propôs um cessar-fogo e solicitou uma reunião entre os presidentes para discutir o fim da guerra, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, não está interessado na paz.

Sibiga apelou para que se intensifique a pressão sobre a Rússia com a aprovação, pelo parlamento dos EUA, de uma lei promovida, entre outros, pelo falecido senador republicano próximo do líder norte-americano Donald Trump, Lindsey Graham, que conferiria poderes adicionais ao Presidente para impor sanções secundárias sob a forma de direitos aduaneiros a quem continuar a financiar o esforço de guerra russo através da compra de petróleo.

O chefe da diplomacia ucraniana apelou também a novas sanções internacionais que afetem a capacidade da Rússia de continuar a produzir mísseis balísticos e instou os parceiros a destinarem os ativos russos congelados, sobretudo na União Europeia, à ajuda à Ucrânia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).


Leia Também:  Zelensky avisa companhias aéreas que sobrevoar Rússia será perigoso

O Presidente ucraniano advertiu hoje para o perigo de sobrevoar o espaço aéreo da Rússia, avisando as companhias aéreas de que "haverá drones" ucranianos no céu russo "enquanto a guerra

Jordânia interceta 10 mísseis balísticos disparados do Irão... O exército jordano informou hoje que intercetou 10 mísseis balísticos disparados do Irão, que reivindicou o ataque numa vaga de retaliação contra bases norte-americanas, que terá incluído também o Bahrein.

© FADEL SENNA/AFP via Getty Images    LUSA   01/09/2026 

"O Reino Hachemita da Jordânia foi alvo, nas últimas horas, de um ataque com mísseis com origem em território iraniano", disse um porta-voz do exército jordano citado pela AFP.

Dos 13 mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país, o exército conseguiu "intercetar e destruir 10, enquanto 3 mísseis caíram em zonas remotas, longe de zonas povoadas", acrescentou.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irão (GRI) o ataque, com mísseis balísticos pesados, foi dirigido contra Camp Titin, uma base do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americanos.

Mais tarde, a GRI reivindicou também ataques à Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, com drones.

No Kuwait, as Forças Armadas indicaram que as defesas aéreas estavam ativas esta noite a intercetar "alvos hostis".

Antes, a GRI confirmou "uma onda de ataques contra alvos norte-americanos na região" e reivindicou também ter abatido um drone avançado MQ-9 dos Estados Unidos.

O Irão iniciou hoje a resposta militar aos últimos ataques norte-americanos, visando bases e interesses dos Estados Unidos no Médio Oriente, informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.

Segundo a Tasnim, "as bases e os interesses americanos na região estão a ser alvejados por mísseis e drones iranianos".

Esta é a segunda vaga de ataques desde que os Estados Unidos atingiram a ilha de Larak entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, matando duas pessoas. Segundo Washington, Teerão preparava-se para lançar no estreito de Ormuz, a partir de Larak, rockets carregados com minas marítimas.

Segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM), pelas 17:00 de Portugal continental as suas forças "iniciaram ataques contra alvos da Guarda Revolucionária no Irão".

"Os ataques seguem-se a recentes investidas da GRI contra navios mercantes no Estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região", afirmou o CENTCOM.

A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.

De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.

Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país, matando duas pessoas e deixando outras feridas.

Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação «Pária Económico», que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.


Leia Também: Irão. Guarda Revolucionária reivindica ataque a base dos EUA na Jordânia

A Guarda Revolucionária do Irão (GRI) reivindicou hoje um ataque a uma base norte-americana na Jordânia, em resposta aos ataques das forças dos Estados Unidos contra a República Islâmica.

Rússia está a ajudar secretamente o Irão a desenvolver mísseis de cruzeiro supersónicos... O principal objetivo do programa C430L é ajudar o Irão a desenvolver um sistema de propulsão ramjet, um motor que permite a um míssil de cruzeiro manter um voo várias vezes mais rápido do que o som.

Vladimir Putin aperta a mão ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.DMITRI LOVETSKY   SIC Notícias / Lusa

A Rússia tem ajudado secretamente o Irão a desenvolver mísseis de cruzeiro supersónicos avançados, numa das transferências mais significativas conhecidas de tecnologia militar estratégica de Moscovo para Teerão, segundo o Financial Times (FT).

Segundo uma investigação do jornal britânico, o programa secreto iniciado em 2023, com o nome de código C430L, recrutou alguns dos mais experientes especialistas em mísseis da Rússia para ajudar o Irão a desenvolver uma nova classe de armamento capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra norte-americanos no Médio Oriente.

O programa continuou durante a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no final de fevereiro, adianta o FT, que teve acesso a correspondência russa, registos de viagens e análise de patentes militares.

O principal objetivo do C430L é ajudar o Irão a desenvolver um sistema de propulsão ramjet, um motor que permite a um míssil de cruzeiro manter um voo várias vezes mais rápido do que o som.

Especialistas em mísseis e assuntos militares afirmaram que a tecnologia se destina quase certamente a mísseis de cruzeiro antinavio e de ataque terrestre.

"Esta é a transferência de uma tecnologia militar altamente sensível e estratégica da Rússia, que os iranianos desejam adquirir há décadas", disse ao FT Fabian Hinz, especialista em mísseis iranianos e analista sénior da Conflict Armament Research, uma organização britânica de rastreio de armas.

"Um programa como este exigiria a aprovação política ao mais alto nível na Rússia", adiantou.

Mísseis combinam a velocidade com capacidade de voar a baixa altitude

Os mísseis de cruzeiro supersónicos combinam a velocidade com a capacidade de voar a baixa altitude, reduzindo o tempo disponível para que sofisticados sistemas de defesa aérea e antimíssil os detetem e intercetem.

Isto é especialmente relevante para o Irão no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e os seus aliados regionais operam sistemas avançados de defesa terrestre e marítima.

O Irão construiu e testou em voo o sistema de propulsão ramjet, embora não haja provas de que tenha sido implantado um míssil de cruzeiro supersónico com assistência russa.

"Para os iranianos, isto dar-lhes-ia um sistema de armas estratégicas qualitativamente novo, capaz de ameaçar os navios da Marinha dos Estados Unidos", disse ao FT Jim Lamson, antigo analista militar da CIA especializado em Irão e atualmente no Centro James Martin de Estudos de Não Proliferação.

A correspondência divulgada mostra que as negociações sobre o programa continuaram até ao verão.

Isto faz parte da relação militar estratégica cada vez mais estreita entre a Rússia e o Irão.

Teerão forneceu a Moscovo drones de ataque Shahed, que se tornaram uma parte importante da guerra da Rússia na Ucrânia, e ajudou Moscovo a estabelecer a sua produção dentro da Rússia.

As autoridades ucranianas e ocidentais acusaram ainda a Rússia de prestar assistência no campo de batalha ao Irão durante a guerra com Estados Unidos e Israel, incluindo imagens de satélite, apoio para drones e componentes de armas.


Leia Também:  Centenas de residentes de Ceuta voltam a manifestar-se contra imigrantes

Várias centenas de residentes de Ceuta voltaram hoje à noite às ruas da cidade em protesto contra a presença de milhares de migrantes que permanecem naquela cidade desde a entrada em massa nos dias 30 e 31 de julho.

RÚSSIA: Putin diz que sanções alemãs à Rússia por drone de Leipzig são "erro"... O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que as sanções alemãs contra a Rússia, anunciadas após Berlim ter acusado formalmente Moscovo de enviar um drone carregado de explosivos para o aeroporto de Leipzig, são "outro erro".

© Contributor/Getty Images    LUSA  01/09/2026 

"Penso que este é outro grande erro. E, na minha opinião, vai claramente contra os interesses do povo alemão", disse Putin quando questionado sobre o assunto durante uma conferência de imprensa transmitida pela agência de notícias russa TASS. 

Para o Presidente russo, a reação das autoridades alemãs está ligada às "próximas campanhas eleitorais" na Alemanha.

O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, atribuiu hoje aos serviços secretos russos a responsabilidade pelo "ataque híbrido" levado a cabo com um drone carregado de explosivos no início de agosto no aeroporto de Leipzig, uma plataforma fundamental para o exército alemão, a NATO e o apoio logístico à Ucrânia.

Na noite de 04 de agosto, um drone carregado com explosivos foi encontrado na área de operações de carga do aeroporto, próximo de vários aviões de carga ucranianos, e um segundo aparelho terá atingido pouco depois um avião da transportadora DHL.

Dez dias depois, os investigadores encontraram um terceiro drone num campo em Kabelsketal, no estado da Saxónia-Anhalt, junto à zona ocidental do aeroporto.

Foi ainda encontrada no local uma substância contendo cerca de 50 gramas de hexogénio, um explosivo de elevada potência utilizado para fins militares.

Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, anunciou que o consulado-geral da Rússia em Bona "será encerrado a 18 de setembro" e que o contrato da Casa Russa da Ciência e Cultura em Berlim "será rescindido".

Após o anúncio das medidas, a Rússia prometeu uma "resposta adequada" à Alemanha.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, afirmou que Berlim "agravou as relações com Moscovo sob um pretexto totalmente inverosímil e forçado", segundo a agência russa TASS.

"Berlim está manchada pelo seu envolvimento no conflito ucraniano e em ataques terroristas, e Moscovo irá responder a todas as decisões antirrussas", continuou a porta-voz da diplomacia russa.

Segundo Zakharova, a "Casa Russa e o consulado-geral da Rússia em Bona têm sido, há muito, motivo de preocupação para as autoridades alemãs, que inventaram um pretexto para os encerrar".

Para Moscovo, Berlim não apresentou "quaisquer provas" para as acusações contra a Rússia.

A presidente da Comissão Europeia e o secretário-geral da NATO manifestaram hoje "total solidariedade" com a Alemanha.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Ursula von der Leyen referiu que falou hoje de manhã com o chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre o "ataque híbrido no aeroporto de Leipzig".

"Garanti-lhe que a União Europeia (UE) está plenamente solidária com a Alemanha perante este ataque levado a cabo pela Rússia", indicou Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia garantiu ainda que a UE se vai manter "unida, apesar destes atos graves e cada vez mais intensos", e saudou as "medidas firmes" tomadas pelo Governo alemão para responder ao incidente.


Guiné-Bissau: O Instituto Nacional de Estatística (INE) tem o prazer de apresentar o resumo das contas económicas nacionais para o ano de 2019.

 Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau  01/09/2026  

Estas contas nacionais foram elaboradas com base no ano de referência de 2015, em conformidade com as recomendações do Sistema de Contas Nacionais das Nações Unidas de 2008 (SCN 2008).

Após a bem-sucedida fase de recolha de dados do Quarto Censo Geral da População e Habitação (RGPH IV), o Instituto Nacional de Estatística (INE) deu início a um importante projeto para melhorar, harmonizar e uniformizar a produção e a publicação de estatísticas macroeconómicas. 

Esta iniciativa conta com o apoio técnico de vários parceiros, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI), através do AFRITAC West, e o Banco Mundial, no âmbito do projeto HISWACA SOP2.

Esta nota é a primeira publicação de uma série sobre as contas nacionais, que abrangerá progressivamente resumos da atividade económica até 2025. 

Esta série contribuirá, assim, para reforçar a disponibilidade, a qualidade e a regularidade das estatísticas macroeconómicas necessárias para a monitorização para Análise da situação económica na Guiné-Bissau.

Download:  https://ine.gw/reports/CN_GW_2019.pdf 

Zelensky avisa companhias aéreas que sobrevoar a Rússia será perigoso devido aos drones... O Presidente ucraniano advertiu hoje para o perigo de sobrevoar o espaço aéreo da Rússia, avisando as companhias aéreas de que "haverá drones" ucranianos no céu russo "enquanto a guerra continuar".

Rtp.pt  1 Setembro 2026   

"Alertamos todas as companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo russo, todas as seguradoras e todos aqueles que ainda operam nos principais aeroportos russos: o espaço aéreo russo está a tornar-se extremamente perigoso", disse Volodymyr Zelensky no seu discurso diário, precisando, no entanto, que a aviação civil não era o alvo "em si".

O líder ucraniano sublinhou mesmo que, embora as autoridades russas possam não comunicar, "o céu russo será, de facto, encerrado".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano e outras instituições vão fornecer às organizações internacionais "informações completas sobre os perigos existentes no espaço aéreo russo", detalhou.

"Os céus infestados de drones não são local adequado para a aviação civil", continuou Zelensky.

O líder ucraniano referiu que a Ucrânia não pretende a perda de vidas inocentes e que por isso decidiu alertar os parceiros de que os "momentos de segurança no céu da Rússia chegaram ao fim".

"É importante que isto seja ouvido pelos embaixadores dos países que trabalham aqui, na Ucrânia, e pelos embaixadores que trabalham em Moscovo. Cada um deles sabe exatamente o que a guerra russa significa para o nosso país, para o nosso povo, e devem transmitir esta informação às suas capitais", frisou o chefe de Estado ucraniano.

Este aviso é igualmente direcionado para as companhias aéreas que voam para os aeroportos de Moscovo, São Petersburgo e outros "destinos-chave" na Rússia, indicou Zelensky.

A Ucrânia tem conseguido atingir nos últimos meses cada vez mais alvos no interior da Rússia, como refinarias e complexos de distribuição, mas esta é a primeira vez que Kiev faz uma ameaça deste tipo que envolva superioridade aérea no território russo.

Por sua vez, Moscovo também tem conseguido atingir mais alvos em território ucraniano com mísseis balísticos, uma vez que Kiev enfrenta uma escassez de mísseis intercetores para os sistemas de defesa aérea.


Leia Também:  Burnham garante apoio à Ucrânia "independentemente das ameaças"

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manifestou hoje "total solidariedade" com a Alemanha após Berlim responsabilizar a Rússia de planear ataques com drones contra o aeroporto de Leipzig em agosto.

Israel diz ter capturado chefe da segurança interna do Hamas em Gaza... O chefe do Governo de Israel, Benjamin Netanyahu, felicitou hoje as forças israelitas pela detenção do chefe da segurança interna do grupo islamita Hamas na Faixa de Gaza, durante uma operação no enclave palestiniano.

© Mustafa Hassona/Anadolu Agency via Getty Images   LUSA  01/09/2026 

"Felicito o Shin Bet [serviço de informações internas] e as Forças de Defesa de Israel pela sua corajosa ação de hoje ao prender o chefe do aparelho de segurança interna do Hamas perto da sua casa em Gaza", declarou Netanyahu, num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

Nem o primeiro-ministro nem o exército israelita divulgaram o nome do alto elemento do grupo islamita alegadamente capturado.

"Era responsável por ocultar e transportar os nossos reféns, esconder altos funcionários do Hamas, bem como fortalecer as capacidades da organização terrorista e tentar restaurar a sua capacidade operacional", acrescentou Netanyahu.

Segundo vários testemunhos e relatos na imprensa palestiniana, o exército realizou intensos ataques na Cidade de Gaza na manhã de hoje e contou supostamente com o apoio de uma milícia local na operação de captura do alto comandante do Hamas.

O exército de Israel e o serviço de informações internas declararam num comunicado conjunto que "forças especiais do Shin Bet entraram num edifício na zona da Cidade de Gaza e prenderam o chefe da segurança interna do Hamas na Faixa de Gaza", sem precisar se os operacionais envolvidos na operação eram israelitas.

"Durante a operação, a Força Aérea israelita atacou vários alvos na área para eliminar as ameaças às forças envolvidas", acrescentou o comunicado.

Cerca de dez ataques aéreos, juntamente com uma intensa atividade de drones, atingiram a região oeste da Cidade de Gaza, relataram uma testemunha e uma fonte de segurança palestiniana à agência France-Presse (AFP).

A Defesa Civil do enclave registou pelo menos quatro mortes, incluindo três crianças, e sete feridos após ataques realizados por "aviões de combate israelitas".

Citado pela agência de notícias espanhola EFE, o Hamas condenou pelo seu lado uma "infiltração" das forças israelitas na Cidade de Gaza, mas não confirmou a detenção do seu comandante.

O grupo islamita, que controla as autoridades do território, descreveu este episódio como um "crime grave" e "um desrespeito deliberado pela vida civil" em pleno cessar-fogo que vigora no enclave desde outubro de 2025.

Uma fonte de segurança na Faixa de Gaza disse à AFP que uma operação israelita para capturar um alto elemento do Hamas tinha sido "frustrada", sem especificar quem era o alvo.

Outra fonte de segurança no território afirmou, segundo a AFP, que o exército israelita não conseguiu capturar o seu alvo, mas que um membro de um nível inferior do Hamas foi detido no seu lugar.

A AFP não conseguiu verificar estas alegações de forma independente.

A segunda fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas continua por acordar, prevendo o desarmamento das milícias palestinianas, a retirada gradual de Israel e a criação de um órgão tecnocrático palestiniano, a par do destacamento de uma força internacional de estabilização.

Israel, que mantém mais de 60% do território sob controlo militar, rejeitou a proposta do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza até à conclusão total do desarmamento do Hamas, que pelo seu lado já a tinha aceitado.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas. 

Desde o início do cessar-fogo, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizam mais de 1.300 palestinianos mortos em ataques israelitas.

As unhas dizem mais sobre a sua saúde do que imagina... Existem problemas de saúde que as suas unhas podem revelar. Há sinais que podem servir de alerta para alguns problemas e o melhor é saber o que está em causa. Olhe para as suas unhas e veja se é algo que pode estar a acontecer consigo.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com  01/09/2026 

Já olhou com atenção para as suas unhas? De tempos a tempos podem acabar por surgir pequenas alterações que merecem alguma atenção. A verdade é que em alguns casos podem indicar algumas doenças e problemas. Veja se se algo que está a acontecer consigo.

A página Neidivania Araujo partilhou uma publicação em que dá a conhecer alguns dos sinais nas unhas que podem revelar problemas mais graves. Cita a American Academy of Dermatology e a Mayo Clinic para criar a imagem que foi partilhada.

Os problemas de saúde que podem ser vistos nas unhas

“As unhas podem refletir alterações que acontecem no organismo. Embora algumas mudanças sejam apenas consequência do envelhecimento ou de pequenos traumas, outras podem indicar deficiências nutricionais ou problemas de saúde que merecem atenção”, revela a publicação.

Uns dos sinais a ter em conta são manchas brancas. “Geralmente estão relacionadas com pequenos traumas na unha, mas, em alguns casos, podem estar associadas a deficiências nutricionais.”

Por outro lado, deve ter em conta quando tem as unhas amarelas. “Podem indicar infeção por fungos, uso frequente de esmaltes ou outras condições.” Se tiver as unhas em formato tipo colher pode estar relacionado com a deficiência de ferro.

Tenha ainda atenção ao aumento de linhas verticais, tanto podem indicar envelhecimento como estar ligadas a períodos de stress intenso ou alterações nutricionais. Já notou linhas azuladas ou com tons roxos? Podem estar relacionadas com a redução da oxigenação de sangue e a condições que poderão precisar de avaliação médica.

Se notar uma faixa escura na unha, o ideal é ser visto por um dermatologista. Já se sentir as unhas mais curvas com o aumento e arredondamento da ponta dos dedos, poderá indicar problemas pulmonares, doenças cardíacas ou outras condições crónicas.

Unhas mais fortes? Dermatologista aconselha estes alimentos

As suas unhas podem revelar muito sobre a sua saúde. Existem alguns problemas que podem ser observados desta forma. Se as sente mais fracas e quebradiças, está na altura de fazer algumas mudanças na sua alimentação.

A dermatologista Sarah Sung revelou à revista Real Simple alguns dos alimentos que deve consumir mais vezes para fortalecer as unhas. "Unhas fracas podem indicar algumas deficiências nutricionais, desidratação e outras condições de saúde", começa por dizer.

Uma das sugestões são os ovos. "São ricos em proteína e biotina. Ajuda a aumentar a espessura das unhas e a fazer com que fiquem mais fortes." Por outro lado, também o salmão é indicado. "A falta de ómega-3 pode levar a unhas secas e quebradiças." As carnes de aves trazem igualmente benefícios.

"A proteína é importante para a saúde das unhas. Pode apostar em peito de frango ou peru, que são fontes de proteína magras."

Irão anuncia "operação decisiva" contra bases e interesses dos EUA... O Irão iniciou hoje a resposta militar aos últimos ataques norte-americanos, visando bases e interesses dos Estados Unidos no Médio Oriente, informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.

© REUTERS/Mehr News Agency/Rauf Mohseni    LUSA  01/09/2026 

"Uma operação decisiva das forças armadas iranianas em resposta ao inimigo americano teve início", indicou a agência noticiosa, sem precisar os alvos.

Segundo a Tasnim, "as bases e os interesses americanos na região estão a ser alvejados por mísseis e drones iranianos".

A Guarda Revolucionária já tinha ameaçado punir os Estados Unidos "severamente" pelos novos ataques, hoje anunciados contra alvos da força ideológica do regime iraniano, após o reatamento dos bombardeamentos norte-americanos desde a noite de domingo.

"As forças norte-americanas começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irão", afirmou o Comando Central norte-americano (Centcom).

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou pelo seu lado que, se Teerão "retaliar contra este ataque totalmente justificado, será novamente atacado, com muito mais força e intensidade".

Os ataques norte-americanos começaram logo após o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter pedido o regresso do diálogo com Washington, atualmente parado.

O líder iraniano pretende que os Estados Unidos respeitem o memorando de entendimento assinado em junho que conduziu a um cessar-fogo antes de o acordo colapsar.

"Se os Estados Unidos regressarem aos seus compromissos ao abrigo do memorando de entendimento (...), a República Islâmica do Irão tomará imediatamente medidas recíprocas", declarou durante a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, no Quirguistão.

A televisão estatal iraniana noticiou várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz, onde as forças iranianas colocaram sob ameaça o tráfego marítimo desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços internacionais de petróleo.

De seguida, foram relatadas novas explosões nos mesmos locais, bem como na ilha de Lavan, que alberga um dos terminais de exportação de petróleo do Irão.

Os meios de comunicação estatais iranianos informaram que quatro projéteis atingiram cidades a leste do estreito de Ormuz e anunciaram que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, tinha sido alvejado.

Ao fim do dia, Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, disse à televisão estatal iraniana que um ataque aéreo norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do país, matando duas pessoas e deixando outras feridas.

Estes relatos surgiram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" quando deixavam o estreito, de acordo com a agência marítima grega Marisks.

Os Estados Unidos já tinham lançado ataques no domingo, os primeiros no último mês, contra a ilha iraniana de Larak, referindo que foram visados lançadores de minas destinadas ao estreito de Ormuz.

O Irão respondeu com bombardeamentos a bases norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham indicado que intercetaram todas as ameaças.

Esta escalada de confrontação ocorre após o anúncio, na semana passada, da operação "Pária Económico", que visa isolar o Irão atingindo as suas receitas comerciais.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses já expirou.

O presidente do parlamento e líder dos representantes do Irão nas conversações indiretas de paz com os Estado Unidos ameaçou hoje com "uma resposta militar" se as forças norte-americanas intensificarem o seu bloqueio naval aos portos iranianos.

"Se intensificarem o bloqueio, daremos, sem dúvida, uma resposta militar", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf num vídeo divulgado pelos meios de comunicação social iranianos, no qual apelou aos iranianos para que usem contenção no consumo de combustível.

O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que o estreito de Ormuz só será reaberto em troca do fim da guerra em todas as frentes e do levantamento do bloqueio norte-americano.

Ao mesmo tempo, tem negociado com o vizinho Omã um acordo provisório para o estabelecimento de rotas marítimas seguras em Ormuz, antes de os dois lados avançarem para um entendimento final, que poderá culminar na cobrança de portagens à navegação comercial. 


Leia Também: AIEA desconhece destino de 440 kg de urânio enriquecido do Irão

A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) sublinhou que a falta de acesso às instalações nucleares iranianas para verificar o material nuclear "deve ser resolvida com a maior urgência", num relatório hoje divulgado.

Madagáscar. Ravalomanana condenado a dez anos de trabalhos forçados... O ex-presidente do senado de Madagáscar, Richard Ravalomanana, foi hoje condenado a dez anos de trabalhos forçados pela repressão às manifestações que assolaram o país o ano passado, mas a defesa vai recorrer, noticiaram meios locais.

© Getty Images    LUSA   01/09/2026 

Em setembro do ano passado, um coletivo de jovens, maioritariamente da "Geração Z" - pessoas nascidas entre 1997 e 2012 - , promoveu um conjunto de manifestações contra os cortes incessantes de água e eletricidade. Os protestos, segundo as Nações Unidas (ONU), resultaram em pelo menos 22 mortos e em mais de uma centena de feridos.

A adesão de militares ao movimento de descontentamento, cerca de duas semanas depois, levou à fuga do então Presidente, Andry Rajoelina, num voo fretado pela França, e à tomada do poder pelo coronel Michaël Randrianirina, que se tornou o novo homem forte da ilha do oceano Índico.

Richard Ravalomanana foi destituído do cargo em dezembro e, em 18 de janeiro, detido preventivamente.

Hoje, após ser condenado a dez anos de trabalhos forçados, acusado de "cumplicidade num homicídio e (...) em agressões e ofensas corporais voluntárias", a defesa anunciou que iria recorrer.

Atualmente, Madagáscar continua a ser governado por um militar e a "Geração Z", em particular, permanece preocupada com a transição política.

Seis jovens foram detidos após um apelo à manifestação em 10 de abril, para protestarem contra a lentidão das reformas institucionais e o combate insuficiente à corrupção. Vários permaneceram sob custódia durante mais de dez dias, uma vez que o motivo da detenção - "atentado à segurança do Estado" - permite mantê-los detidos até 15 dias.

O coronel Michaël Randrianirina acusa estes manifestantes de receberem "dinheiro de alguns políticos", bem como de "financiamento do estrangeiro".


Leia Também: Vice do Bank of America é vítima mortal de esfaqueamento em Nova Iorque

Erin Piacenti, vice-presidente do Bank of America, foi identificada como sendo a vítima mortal do esfaqueamento que ocorreu em Times Square, Nova Iorque, na segunda-feira. A autora do crime, recorde-se, foi abatida pela polícia.

EUA lançam novos ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irão... As forças norte-americanas anunciaram ter lançado hoje novos ataques contra alvos da Guarda Revolucionária iraniana, em resposta a ações de Teerão contra navios no estreito de Ormuz e alvos militares dos Estados Unidos na região.

© Lusa   01/09/2026 

"Hoje, (…) as forças norte-americanas começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária Islâmica [IRGC] no Irão", informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) numa breve mensagem divulgada na rede social X.

©Fox News
Segundo o comando militar norte-americano, a operação constitui uma resposta "aos recentes ataques da IRGC contra navios mercantes no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região".

A televisão estatal iraniana noticiou entretanto que foram ouvidas várias explosões no sul do Irão, nomeadamente nas proximidades da cidade portuária de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz.

Esta via marítima é estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás, mas o tráfego diminuiu significativamente desde o início da guerra no Médio Oriente, em 28 de fevereiro.

Os novos bombardeamentos ocorrem dois dias depois de Washington ter realizado os primeiros ataques contra território iraniano em cerca de um mês, atingindo plataformas de lançamento na ilha de Larak, também situada no estreito de Ormuz.

Segundo as forças norte-americanas, os equipamentos atingidos estavam a ser preparados para lançar mísseis carregados com minas marítimas no estreito.

O Irão respondeu à operação com ataques de mísseis e drones contra alvos norte-americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, apesar de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que Teerão não pretende prolongar a guerra.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu responder às represálias iranianas, afirmando que Washington atacaria Teerão "em força", embora tenha dado indicações de que não pretende, para já, retomar uma operação militar em grande escala contra o país.

Paralelamente à pressão militar, o Governo norte-americano anunciou uma nova campanha de sanções destinada a enfraquecer economicamente o Irão e a aumentar os custos para países e empresas que mantenham relações comerciais com Teerão.


Leia Também: Trump ameaça Teerão com ataques "muito mais fortes" em caso de retaliação

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje o Irão com ataques "muito mais fortes" caso Teerão responda à nova ofensiva lançada pelas forças militares dos Estados Unidos.

UCRÂNIA/RÚSSIA: Kyiv recomenda reservas de água e alimentos para uma semana... As autoridades ucranianas recomendaram hoje à população de Kiev que mantenha em casa reservas de água e alimentos para pelo menos uma semana, perante os ataques russos contra infraestruturas de armazenamento e distribuição para supermercados.

© Francisco Richart/Anadolu via Getty Images    LUSA   01/09/2026 

A recomendação foi feita por Anatoly Katerenchuk, responsável em Kyiv do Serviço Estatal Ucraniano para a Segurança Alimentar e Proteção do Consumidor, durante uma intervenção no canal ucraniano Noviny.LIVE. 

Katerenchuk explicou que a medida é preventiva e surge depois de as forças russas terem atingido nos últimos dias várias instalações de armazenamento pertencentes a algumas das principais cadeias de supermercados da Ucrânia.

O responsável recomendou aos habitantes de Kyiv que disponham de água e produtos alimentares básicos para "pelo menos uma semana", mas pediu que evitem compras excessivas ou a acumulação de reservas suficientes para "um mês ou mais".

Segundo Katerenchuk, não existe atualmente falta generalizada de produtos alimentares no país, embora algumas lojas possam apresentar temporariamente prateleiras vazias devido às perturbações nas cadeias logísticas provocadas pelos ataques russos.

O Ministério da Agricultura ucraniano informou também hoje que não prevê aumentos superiores a 2,5% nos preços dos produtos alimentares em consequência do acréscimo dos custos de distribuição provocado pelos ataques.

A Rússia tem intensificado os ataques de longo alcance contra infraestruturas ucranianas, enquanto Kiev acusa Moscovo de procurar desgastar as capacidades económicas e logísticas do país, além das suas infraestruturas energéticas e militares.

Ainda hoje, pelo menos oito pessoas morreram em Kiev e outras três nos arredores, num novo ataque da Rússia com mísseis balísticos e drones contra a região da capital.

Seis das vítimas mortais conhecidas até ao momento são trabalhadores da ferroviária pública ucraniana, Ukrzaliznytsia, foi anunciado pela própria empresa.

O ataque russo desta madrugada teve as infraestruturas ferroviárias entre os principais alvos.

Outras três pessoas morreram em ataques a infraestruturas industriais e a um posto de abastecimento na localidade de Borispil, perto de Kyiv.