quinta-feira, 24 de setembro de 2026

PORTUGAL: Após bronze nos Europeus de 2024, Liliana Cá renova com o Sporting... A atleta olímpica portuguesa Liliana Cá, medalha de bronze no lançamento do disco nos Europeus de 2024, renovou o contrato com o Sporting, anunciou hoje o clube, sem detalhar a duração do vínculo.

© Lusa  24/09/2026 

"Significa muito para mim, porque tirando as equipas onde comecei, é uma equipa que me ajudou, que me educou um pouco como atleta, que sempre esteve comigo, sempre me ajudou, sempre me apoiou desde o início da minha carreira e nunca me largou, mesmo depois da paragem para ser mãe. Sempre apostou em mim, nunca me fez pressão e sempre tive o apoio completo do clube", disse.

Atual 15.ª classificada do ranking mundial do lançamento do disco, Liliana Cá foi quinta classificada nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e tem 66,40 metros como melhor marca pessoal, o segundo melhor resultado português de sempre, atrás dos 66,60 de Irina Rodrigues.

"Os meus objetivos são sempre as grandes competições, principalmente quando favorece o clube. A prova de clubes vai ser sempre uma competição importante, mesmo que a nossa equipa feminina não tenha muita concorrência, mas nós damos sempre o nosso melhor para sermos melhores do que no ano anterior. Em termos individuais, o Campeonato do Mundo é sempre o nosso grande objetivo", assumiu.

O coordenador do atletismo do Sporting, Paulo Reis, aponta à continuidade desta ligação até aos Jogos Olímpicos Los Angeles2028, salientando a "estabilidade muito grande" de Liliana Cá, que "tem conseguido posicionar-se nas melhores lançadoras de disco do mundo".

"A perspetiva é mantermo-nos juntos até aos Jogos Olímpicos de 2028 e, pelo caminho, a Liliana ajudar-nos a vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus, que é uma ambição nossa, e os Campeonatos Nacionais de Clubes", referiu.


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A portuguesa Liliana Cá terminou hoje em oitavo a final do lançamento do disco dos Europeus de atletismo Birmingham2026, com um arremesso a 60,87 metros, com a neerlandesa Jorinde van Klinken a suceder à heptacampeã Sandra Elkasevic...

Comissão eleitoral israelita exclui todos os partidos árabes das eleições... A Comissão Eleitoral Central (CEC) israelita excluiu todos os partidos árabes das eleições parlamentares previstas para outubro, uma medida que afetou também deputados da oposição, mas esta decisão será agora avaliada pelo Supremo Tribunal do país.

© Getty Images  Por LUSA  24/09/2026 

Os partidos afetados são a Lista Árabe Unida (Raam), liderada pelo deputado Mansur Abbas; a Lista Conjunta, liderada por Yusef Yabarin; e os partidos Balad/Tajammu', Hadash e Taal.

A estes partidos juntam-se Ofer Cassif, deputado da oposição do Partido Comunista israelita — impedido de concorrer por negar a existência de Israel como um "Estado judaico e democrático" — e Sami Abu Shehadeh.

O Centro para os Direitos da Minoria Árabe em Israel (Adalah) anunciou, num comunicado, que apresentou recursos ao Supremo Tribunal e afirmou que assumirá a representação legal dos partidos e deputados afetados perante o tribunal, que deverá analisar os casos na próxima semana.

"Estas decisões demonstram mais uma vez que se trata de um processo arbitrário, provocador e racista, desprovido do devido processo legal. A CEC conduziu um processo político ilegítimo destinado a perseguir ideias que a maioria não aceita, culminando na inabilitação de toda a representação palestiniana no Knesset israelita", declarou o grupo de advogados, referindo-se ao Parlamento de Israel.

A CEC aprovou todas as moções de inabilitação, com exceção de uma moção apresentada separadamente apenas contra o Balad/Tajammu', que rejeitou por motivos processuais.

No entanto, a comissão decidiu rejeitar, com 21 votos a favor e três contra, a exclusão do partido Sionismo Religioso, do ultradireitista Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel.

O pedido para que fosse vetado da corrida eleitoral — juntamente com o seu parceiro de chapa, o partido Zehut — foi apresentado pelo Instituto Zulat para a Igualdade e Direitos Humanos, que procurava excluí-lo devido ao incitamento ao racismo.

Algumas destas medidas eram esperadas pelos partidos, dada a natureza do comité, composto por representantes dos próprios partidos do Knesset. Agora, caberá ao Supremo Tribunal tomar a decisão final, embora seja pouco provável que a medida seja ratificada, tendo em conta o critério geralmente rigoroso do tribunal quando toma decisões deste tipo.


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O presidente da Autoridade Palestiniana pediu hoje que a segunda fase do plano de paz para Gaza seja aplicada rapidamente e denunciou o "esquema colonial malicioso" israelita que continua a expulsar palestinianos das suas terras.

"A violência de colonos está a escalar com proteção das forças ocupantes [Israel], com base em leis alicerçadas em discriminação racial, limpeza étnica e terrorismo de Estado", disse Mahmoud Abbas num discurso filmado e transmitido no debate geral da 81.ª Assembleia-Geral da ONU, da qual foi impedido de participar presencialmente pelo segundo ano consecutivo.

"Avisamos-vos: não permitam que ocorra outra Nakba", adiantou o presidente da Autoridade Palestiniana referindo-se à Nakba, "catástrofe" em árabe, período durante o qual cerca de 760.000 árabes da Palestina fugiram ou foram expulsos das suas casas aquando da criação do Estado de Israel, em 1948...

MIGRAÇÕES: Londres regista entrada recorde este ano de 781 migrantes num só dia... As autoridades britânicas alertaram hoje que 781 pessoas entraram ilegalmente no país na quarta-feira, depois de atravessarem o Canal da Mancha vindos de França, sublinhando tratar-se do total diário mais elevado deste ano.

© Andres Gutierrez/Anadolu via Getty Images  Por  LUSA  24/09/2026 

A decisão foi tomada depois de um bote insuflável ter chegado à costa de Folkestone na manhã de segunda-feira, marcando a primeira chegada não detetada em mais de um ano, sendo seguida de um incidente semelhante no dia seguinte.

De acordo com os registos do Ministério do Interior britânico, antes deste incidente, nenhum barco de migrantes chegava à costa do Reino Unido sem escolta desde o dia 06 de setembro de 2025.

Normalmente, as embarcações que cruzam o Canal da Mancha são detetadas a meio do percurso pela Guarda Costeira francesa ou britânica, ou por navios de resgate, que depois escoltam os migrantes em segurança até ao porto de Dover.

Neste caso, o bote conseguiu contornar os radares, os drones de vigilância e a frota de patrulha, alcançando a praia sem qualquer controlo das autoridades.

Em comunicado, a ministra descreveu as travessias não detetadas das duas pequenas embarcações como "inaceitáveis" e lembrou que "a vigilância reforçada tornou as travessias sem controlo extremamente raras".

Ainda assim "uma já era demais", disse, adiantando que ordenou a realização de uma investigação urgente sobre as circunstâncias do incidente e as medidas necessárias "para garantir que isto não se repete".

Segundo Shabana Mahmood, "os traficantes de pessoas estão a organizar travessias ilegais com novas táticas" e a "levar os migrantes em viagens cada vez mais longas e perigosas para chegar à costa do Reino Unido".

O Comando de Segurança de Fronteiras deteve, até agora, 21 pessoas após a chegada da embarcação à praia de Samphire Hoe, em Dover.

As travessias do Canal da Mancha em embarcações improvisadas começaram em 2018, sendo que, este ano, já foram registados vários recordes de pessoas resgatadas ou a bordo de pequenos botes.

No início de agosto, as equipas britânicas registaram a chegada de 752 migrantes irregulares através do Canal da Mancha, que era, até agora, o número recorde de chegadas num único dia.

O recorde histórico de entradas irregulares através do Canal da Mancha é de 1.305 pessoas, verificado no início de setembro de 2022.

O número acumulado de migrantes que cruzaram, este ano, o Canal da Mancha em pequenas e precárias embarcações supera as 13.300 pessoas, embora este indicador represente uma queda de cerca de 45% em comparação com o mesmo período de 2025.

O Reino Unido e França têm um acordo de devolução mútua de migrantes ("one in, one out"), que está em vigor até outubro, e que implica que os migrantes sem documentos que cruzem o Canal da Mancha a partir da costa francesa sejam devolvidos a França desde que, em troca, o Reino Unido acolha, através de rotas legais, outro refugiado ou requerente de asilo que se encontre em solo francês.

O objetivo deste acordo, adotado no ano passado pelo então primeiro-ministro britânico Keir Starmer e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, visa combater as redes de tráfico humano, demonstrando aos migrantes que a travessia irregular resultará no seu regresso imediato a França, e que existem vias legais e seguras para entrar em território britânico.

A maior parte dos migrantes que cruzam o Canal da Mancha em pequenas embarcações provém de países marcados por conflitos armados ou regimes autoritários, como a Eritreia, o Afeganistão, o Sudão, o Irão ou a Somália.

Bombardeiro sobrevoa Trump e Xi. Reação dos dois é (diferente e) viral... Durante a recepção ao homólogo chinês, Donald Trump não conseguiu evitar em encolher-se perante a passagem de um avião militar. A sua reação está a ser muito comentada. Assista ao momento.

© X/0xKasper_    Por  Notícias ao Minuto com Lusa  24/09/2026 

O presidente chinês, Xi Jinping, chegou quarta-feira a Washington, onde foi excecionalmente recebido por Donald Trump junto ao avião, na sua primeira visita aos Estados Unidos em mais de uma década. O momento ficou marcado por uma reação caricata do presidente dos EUA.

Empenhado em homenagear o líder chinês, o presidente norte-americano e a primeira-dama, Melania Trump, participaram na cerimónia de chegada de Xi e da sua mulher, Peng Liyuan.

Ir até à Base Aérea Andrews, nos arredores de Washington, para saudar um homólogo, não é um gesto comum de Trump. O republicano não estará habituado ao barulho de aviões militares muito próximos, ou pelo menos assim transpareceu.

Trump e Xi permaneceram lado a lado na base militar, enquanto um avião da Força Aérea sobrevoou o local. Quando isso aconteceu, o presidente dos Estados Unidos não conseguiu evitar em mostrar o seu desagrado com o barulho que o aparelho faz, encolhendo-se e fechando os olhos. Assista ao momento acima.

Em contraste, o líder chinês permaneceu quase imóvel, como se nada se tivesse passado.

Muitos são os que estão a partilhar imagens do momento, nas redes sociais. "Donald Trump mandou sobrevoar o local com bombardeiros B-1 e caças F-22 Raptor, numa tentativa de intimidar e impressionar o presidente chinês. Mas quando se ouviu o rugido, foi Trump quem fez uma careta de desconforto, enquanto Xi não demonstrou qualquer reação", escreve um.

Xi Jinping visita EUA

A visita de Estado de Xi Jinping — que inclui um jantar oficial na Casa Branca hoje — pretende retribuir a grandiosidade cerimonial que marcou a visita de Trump à China, em maio.

A demonstração de pompa ocorre num momento de elevada tensão entre os dois rivais geopolíticos, motivada por questões como o comércio, a inteligência artificial, o confronto de Trump com o Irão e as ambições da China em relação a Taiwan.

Além de procurar manter a "estabilidade estratégica" entre os dois países, Trump tem tecido muitos elogios a Xi, chamando-lhe "grande líder" e descrevendo uma relação calorosa com aquele a quem chama amigo — enquanto evita confrontar o presidente chinês em questões sensíveis, apesar de pressões nesse sentido do seu próprio partido.


Leia Também: China aponta Taiwan como "assunto mais importante" nas relações com EUA

A China apontou hoje Taiwan como "o assunto mais importante" nas relações com os Estados Unidos e pediu a Washington "máxima prudência", antes da reunião entre os Presidentes Xi Jinping e Donald Trump.

O porta-voz do ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, afirmou, em conferência de imprensa, que manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan constitui o "principal denominador comum" entre Pequim e Washington...

“Artificial” cai: Trump manda passar a dizer “super inteligência”... O presidente dos EUA decidiu que a palavra “artificial” faz a inteligência “parecer falsa”, pelo que o Departamento de Estado pede agora aos diplomatas que lhe chamem “SI”

ARQUIVO - O Presidente Donald Trump discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas, terça‑feira, 22 de setembro de 2026, na sede da ONU. (Foto AP/Julia Demaree Nikhinson)  Por Euronews  24/09/2026 

A direção das organizações internacionais do Departamento de Estado instruiu o pessoal a deixar de usar o termo “artificial intelligence” e a passar a usar “super intelligence”.

A ordem chegou num email enviado no início desta semana por Michael Drager, secretário adjunto suplente da direção, com o assunto, bastante adequado, “Change in Nomenclature AI to SI”.

“Na sequência das declarações do presidente na Assembleia‑Geral de hoje, peço que alterem todas as referências a ‘Artificial Intelligence’ para ‘Super Intelligence’ nos nossos documentos e posições”, lia‑se, acrescentando que “SI” passaria a ser usado “em todas as intervenções, posições e materiais para a comunicação social daqui para a frente”.

O email, obtido na quarta‑feira pela Associated Press, não indicava se se esperava que outros serviços do Departamento de Estado seguissem o mesmo procedimento.

Dar novos nomes às coisas tornou‑se um hábito de Trump desde que iniciou o segundo mandato.

Em janeiro de 2025, assinou uma ordem executiva que rebatizou o golfo do México como “Gulf of America” e, em agosto deste ano, em plena disputa comercial com Otava, emitiu outra para mudar o nome do lago Ontário, partilhado com o Canadá, para “Lake America”.

Nenhuma destas mudanças foi reconhecida por outros países, embora a Google e a Apple tenham atualizado os mapas para refletir o novo nome do golfo.

‘Não é falso, é super’

Ao intervir na Assembleia‑Geral da ONU na terça‑feira, Donald Trump considerou que a palavra “artificial” não fazia justiça à tecnologia.

“O uso da palavra artificial torna a inteligência falsa, faz com que pareça falsa e ela não é falsa. É, na verdade, extraordinária”, disse aos líderes mundiais presentes, anunciando que os documentos do governo dos EUA iriam “a partir deste momento” trocar “artificial” pelo “termo muito mais preciso super”.

Nada indicava que os comentários fossem uma piada e a direção que supervisiona as missões dos EUA junto da ONU e de outras agências multilaterais também não os encarou dessa forma.

As consequências vão além da papelada.

Trump anunciou uma “AI Force” no fim de semana e, se a nova terminologia vingar, essa força passará, presumivelmente, a chamar‑se “SI Force”.

Os representantes norte‑americanos já começaram a usar o termo “SI” numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os riscos da inteligência artificial, em que os presidentes executivos da OpenAI, Anthropic e Hugging Face instaram o órgão diplomático mais poderoso do mundo a travar a tecnologia.

Mudar o nome não abranda a tecnologia

O novo vocabulário surge acompanhado de avisos mais contundentes vindos de outros pontos do sector.

Dario Amodei, da Anthropic, tem afirmado que uma IA mal gerida pode representar um risco para a humanidade como um todo.

Responsáveis políticos, entre os quais o sénador Bernie Sanders, têm lançado alertas sobre o facto de a tecnologia estar a avançar mais depressa do que o controlo humano, e investigadores documentaram agentes de IA a comportarem‑se de formas que nem os próprios desenvolvedores previram.

Nada disto alterou a posição de fundo de Trump.

Rejeitou de forma consistente os apelos a uma supervisão governamental mais apertada, argumentando que a regulamentação reduziria a vantagem dos Estados Unidos face à China.

“Não vou travar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial ou do que a própria internet”, escreveu nas redes sociais na segunda‑feira, juntamente com a afirmação de que os EUA estão confortavelmente à frente de Pequim neste domínio.

O calendário coloca a nova terminologia à prova de imediato: o líder chinês, Xi Jinping, chegou na quarta‑feira a Washington para uma visita de Estado, com a IA em destaque na agenda.

Portugal: Trinta mil mosquitos estéreis libertados em Lisboa em projeto experimental... Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto experimental que tem como objetivo final reduzir a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um dos responsáveis.

© Shutterstock  Por  LUSA   24/09/2026 

No total, já foram libertados 60 mil mosquitos, decorrendo esta quinta-feira a última libertação deste tipo de inseto, segundo explicou à Lusa Afonso Moreira, médico de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria.

O responsável explicou que os mosquitos libertados pertencem à espécie 'Aedes albopictus', conhecida como mosquito-tigre-asiático, e que, "por serem machos", não picam, uma vez que só as fêmeas precisam de sangue.

"Foram esterilizados com uma técnica comprovada e segura e, quando os libertamos no espaço onde existia população deste mosquito, eles, no fundo, vão competir com os mosquitos machos que já existem no local, os mosquitos selvagens", apontou.

Afonso Moreira explicou que o objetivo final é avaliar se essa competição reduz a reprodução da espécie, uma vez que os acasalamentos com os machos estéreis não dão origem a descendência.

No entanto, o investigador ressalvou que nesta primeira fase o principal objetivo é perceber o comportamento dos exemplares libertados, nomeadamente a sua capacidade de dispersão e sobrevivência na área de intervenção.

Relativamente à segunda fase, Afonso Moreira adiantou que está prevista para maio do próximo ano, "caso os resultados da primeira etapa sejam favoráveis".

"Nós prevemos que, por volta dessa altura, se tudo correr bem, possamos fazer exatamente esse estudo comparativo em que libertamos mosquitos numa zona e noutra zona controlamos. Depois tentamos perceber se há diferença numa zona semelhante àquela onde estamos", explicou.

Segundo referiu o investigador, a técnica já foi aplicada noutros insetos, nomeadamente na "mosca da fruta", tendo para o efeito sido desenvolvida uma iniciativa semelhante no Algarve.

Afonso Moreira sublinhou que o projeto de Lisboa está centrado no mosquito-tigre-asiático, "devido às suas implicações para a saúde pública".

O 'Aedes albopictus' pode transmitir doenças como dengue, zika e febre-amarela, sendo que o risco surge se o mosquito picar uma pessoa infetada e, posteriormente, transmitir o agente a outra pessoa.

O responsável salientou que a libertação de mosquitos estéreis é apenas uma das medidas de controlo, defendendo a necessidade de se continuar a eliminar os locais onde esta espécie se reproduz, nomeadamente pequenas acumulações de água, em espaços públicos e privados.

Relativamente à escolha de Alvalade para a libertação dos mosquitos, Afonso Moreira justificou com as características da freguesia, nomeadamente a vegetação e os logradouros, que podem "proporcionar condições favoráveis ao desenvolvimento do mosquito".

Este projeto é apoiado e financiado pela Agência Internacional de Energia Atómica e conta com a colaboração de entidades com experiência na produção e libertação de insetos estéreis, incluindo a empresa espanhola Tragsa.

Envolve ainda a Unidade de Saúde Pública Francisco George, a Direção-Geral da Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de Alvalade.


Leia Também: É por causa disto que os mosquitos picam mais algumas pessoas que outras

É verdade que os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras? Um estudo realizado indica que sim, notando que o tipo de sangue pode fazer a diferença. No entanto, um entomologista alertou para outros fatores que têm uma influência nas picadas.

Durante os dias de maior calor é inevitável: os mosquitos e melgas dão o 'ar da sua graça', sobretudo à noite, acabando por deixar inúmeras picadas.

No que a isto diz respeito, há pessoas que têm mais probabilidade de serem picadas do que outras, conforme destaca um artigo do HuffPost. 

Mas afinal, porque é que isto acontece?

O jornal nota que existem alguns fatores que podem contribuir para este fenómeno. Um estudo publicado no Journal of Medical Entomology concluiu que os insetos pousaram mais vezes em pessoas com o sangue tipo O - quase duas vezes mais do que as com sangue tipo A. 

Os investigadores notaram que isto tem a ver com as secreções que produzimos, as quais indicam aos mosquitos o tipo sanguíneo da pessoa...

CIA alerta para ataque russo com drones contra Espanha, França ou Itália: o que se sabe... Segundo o jornal “El Mundo”, os EUA alertaram países do sul para um possível ataque de Moscovo com drones Gerbera lançados de navios contra Espanha, França e Itália. Explicamos o que se sabe e como a ameaça está a crescer.

Imagem de um possível ataque de drones russos a partir do Mediterrâneo contra países como Espanha, Itália e França Direitos de autor Jesús Maturana |Canva.     Por  Euronews 24/09/2026 

Serviços de informação dos Estados Unidos enviaram a vários países europeus um relatório que aponta para uma possível operação russa com drones contra alvos em Espanha, França ou Itália.

A notícia, avançada pelo jornalista Xavier Colás no diário “El Mundo”, antigo correspondente em Moscovo, indica que a origem do alerta está na visita, em agosto passado, do diretor da CIA John Ratcliffe a Moscovo e descreve um cenário de ataque muito específico: drones lançados a partir de navios mercantes disfarçados de tráfego comercial normal.

Gerbera: drone barato e difícil de detetar

De acordo com informação recolhida junto de fontes anónimas do Ministério da Defesa da Lituânia, citadas pelo “El Mundo”, o aparelho em causa será o Gerbera, um drone russo de pequeno porte (apenas dois metros de comprimento e 18 quilos de peso) capaz de percorrer até 600 quilómetros a cerca de 160 km/h.

A reduzida carga explosiva – entre quatro e cinco quilos – não visa uma destruição em larga escala, mas sim um efeito simbólico e perturbador: encerrar temporariamente um aeroporto, provocar um incêndio ou demonstrar que Moscovo consegue atingir a retaguarda europeia sem necessidade de atravessar qualquer fronteira terrestre.

O método não é uma hipótese remota. O Kremlin já testou lançamentos de drones a partir de plataformas marítimas. Em fevereiro passado, por exemplo, uma unidade naval sueca detetou um aparelho a descolar de um navio russo de informações no estreito de Öresund. A isto soma‑se o precedente do ataque com drones armados no aeroporto alemão de Leipzig, que Berlim atribui aos serviços de informação russos, e o episódio dos 19 drones que sobrevoaram, sem munição, o espaço aéreo da Polónia há um ano.

Sul da Europa em causa, não só o flanco oriental

A lógica do Kremlin, segundo os analistas ouvidos pelo jornal espanhol, não responde à proximidade geográfica, mas à vulnerabilidade política. O especialista britânico Keir Giles, dedicado à estratégia militar russa, defende que Moscovo procurará “o ponto mais fraco da Europa” e menciona expressamente países como Espanha, que não dispõem de sistemas integrados de defesa aérea adequados para este tipo de ameaça.

Moscovo procurará o ponto mais fraco da Europa

 Keir Giles 

Analista de estratégia militar russa

Esta ideia liga‑se diretamente ao aviso que o secretário‑geral da NATO, Mark Rutte, já fez há meses: um míssil russo demoraria apenas mais dez minutos a chegar a Madrid do que a Varsóvia. Rutte quis assim desfazer a perceção de que o sul da Europa fica fora do “flanco oriental” e, portanto, fora do raio de risco e da guerra que a Rússia iniciou em 2022 contra a Ucrânia e que ameaça todo o continente.

A intimidação com drones lançados a partir do Mediterrâneo, mais lenta mas igualmente simbólica, vai no mesmo sentido: a distância deixou de ser garantia de segurança para qualquer país europeu.

Espanha, França e Itália partilham ainda outro fator de risco sublinhado na investigação: os três realizam eleições em 2027 e têm forças políticas capazes de capitalizar o cansaço social gerado por anos de guerra na Ucrânia (apesar dos desejos de Trump de pôr fim ao conflito antes do início do inverno), algo que o governo de Vladimir Putin poderá tentar explorar com uma ação de baixo custo e elevado impacto mediático.

Sánchez, as despesas com a Defesa e as tensões com Washington

O relatório surge num momento particularmente delicado para Espanha em matéria de segurança. O governo de Pedro Sánchez tem mantido uma posição reticente quanto ao aumento da despesa em Defesa até ao novo patamar exigido pela NATO, resistência que se traduziu numa tensão aberta com Donald Trump e numa relação bilateral praticamente rompida. Um dos últimos exemplos foi a Assembleia Geral das Nações Unidas, onde Sánchez recusou comparecer à receção oferecida por Trump em Nova Iorque.

Neste contexto, um alerta de informações como este aumenta a pressão sobre a Moncloa: a falta de investimento em sistemas antiaéreos e antimísseis é um ponto fraco exposto precisamente numa altura em que cresce a perceção de ameaça direta sobre território espanhol.

Diáspora russa e ligações patrimoniais na Costa del Sol

O debate sobre a exposição de Espanha aos interesses russos não se limita ao plano militar. Há vários anos que diferentes investigações jornalísticas documentam a presença de património ligado ao círculo do Kremlin na costa andaluza. Entre os casos mais conhecidos está o de Liudmila Ocheretnaya – antes Liudmila Putina –, ex‑mulher de Vladimir Putin, que, juntamente com o atual marido, Artur Ocheretny, chegou a possuir duas habitações de luxo no complexo Lomas del Rey (Marbelha), avaliadas em 2,2 milhões de euros.

Na altura, a própria informação apontava para uma venda apressada desses imóveis, perante o receio de virem a ser incluídos na lista de sanções da União Europeia, depois de o Reino Unido já os ter sancionado. Investigações jornalísticas posteriores continuaram a documentar a teia de sociedades e fundações ligadas a Ocheretny e ao seu círculo, o que mantém viva a questão sobre a verdadeira dimensão dos interesses económicos russos, diretos ou indiretos, em território espanhol. Não há confirmação pública recente sobre se a propriedade chegou a ser vendida nem sobre o estatuto atual de residência de Ocheretnaya na Costa del Sol.

Europa já não pode tratar esta ameaça como distante

O próprio relatório citado pelo “El Mundo” recorda que Moscovo atua há meses “abaixo do limiar bélico”, combinando atos de sabotagem pontuais com testes de reação como os da Polónia ou da Alemanha.

A novidade agora é que, segundo a CIA, esse padrão de escalada poderá estender‑se ao Mediterrâneo, quebrando a falsa sensação de distância que durante anos protegeu, pelo menos no imaginário coletivo, países como Espanha. Como resume Rutte, na Europa atual dez minutos de diferença já não separam um país seguro de outro em risco.


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Pelo menos sete pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas num ataque russo com drones contra uma instalação agrícola na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, revelou o primeiro-ministro ucraniano, Serhiy Koretskyi...

Irão admite levar guerra até ao Oceano Índico em caso de novo ataque dos EUA... Um conselheiro do líder supremo iraniano avisou que o conflito poderá ultrapassar o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho e chegar ao Oceano Índico se Washington voltar a atacar o Irão.

Por  SIC Notícias/ Lusa  24/09/2026

Um conselheiro do Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, alertou hoje para a possibilidade de extensão da guerra ao Oceano Índico em caso de um novo ataque dos EUA ao Irão.

“O conflito alastrou-se agora do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz para o Mar Vermelho (com os Houthis). É possível que, em resposta a uma potencial guerra, esta frente se estenda ainda mais, até ao Oceano Índico, ou mesmo mais além”, disse o conselheiro, Yahya Rahim Safavi, num vídeo divulgado pela agência de notícias Fars.

Os Houthis do Iémen, que combatem as forças governamentais apoiadas pela vizinha Arábia Saudita, tomaram recentemente o controlo da costa iemenita no Mar Vermelho, reforçando o seu domínio sobre o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, que liga a Ásia à Europa através do Canal do Suez.

O Irão tem sido um antigo apoiante militar dos Houthis, mas nega qualquer envolvimento nesta nova frente. As autoridades iranianas já ameaçaram expandir o conflito geograficamente caso os ataques aéreos dos EUA sejam retomados.

Mas esta é a primeira vez que um conselheiro do Líder Supremo menciona explicitamente o Oceano Índico, onde se encontra a estratégica base militar conjunta entre os EUA e o Reino Unido em Diego Garcia.

Estreito de Ormuz no centro das tensões

Iranianos e americanos disputam o controlo do estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para a economia iraniana e por onde, antes da guerra, passava cerca de 20% do petróleo mundial.

Negociações entre Irão e EUA continuam

Com as negociações paralisadas desde o colapso do memorando de entendimento, em julho, as autoridades de ambos os países realizaram esta semana conversações em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

O Irão apresentou sete condições, incluindo o levantamento das sanções contra a sua economia e a libertação dos seus bens congelados no estrangeiro.


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O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, apelou hoje aos países muçulmanos para se unirem contra os Estados Unidos e Israel numa mensagem escrita, seis meses após o início da guerra no Médio Oriente.

Mojtaba Khamenei, que sucedeu ao pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, nunca mais foi visto em público.

"A solução para os problemas da Umma [comunidade muçulmana] reside na unidade de palavra, na amizade e na cooperação no caminho do bem", declarou na mensagem divulgada no seu portal, citado pela agência francesa AFP...

GUINÉ-BISSAU: O Presidente da República, General de Exército Horta-Inta-a, dirige mensagem à Nação por ocasião dos 53 anos da Independência Nacional.