quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Foguetão abandonado pela SpaceX colidiu com a Lua... O foguetão, com um peso superior a 4 toneladas, embateu contra a superfície lunar ao começo da manhã desta quarta-feira, dia 5. Acredita-se que o embate resultará no aparecimento de uma nova cratera no satélite natural da Terra.

© Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  05/08/2026 

Um foguetão abandonado pela SpaceX colidiu com a Lua. A aeronave, com um peso superior a 4 toneladas, embateu contra a superfície lunar a uma velocidade superior a 8.000 km/h por volta das 07:35 (hora de Lisboa).

Como refere a BBC, nenhum dos satélites na órbita da Lua foi capaz de captar o momento do impacto, pelo que teremos de aguardar pelos próximos dias para serem captadas imagens que permitam ter uma ideia do antes e depois da colisão.

Este foguetão é parte do  Falcon 9 lançado pela SpaceX em janeiro de 2025 e que teve como objetivo enviar para a Lua dois módulos lunares e outros instrumentos científicos.

Não estava originalmente previsto pela empresa de Elon Musk que o foguetão colidisse com a Lua uma vez que, normalmente, o material usado em missões espaciais acabam por (eventualmente) regressar à Terra.

Não foi o que aconteceu com este foguetão, com os investigadores e cientistas a descobrirem que estava a aproximar-se cada vez mais da Lua e que, dado que já tinha usado todo o combustível, não tinha forma de alterar a rota e evitar a colisão com o satélite natural da Terra.

É importante lembrar, contudo, que esta não é a primeira vez que uma aeronave embate, por acidente, na superfície lunar. Como recorda o The Independent, uma aeronave chinesa deixou duas crateras na Lua durante uma missão em 2022.

"O que aconteceu foi, essencialmente, uma mistura de atividade solar com forças gravitacionais que colocaram [o foguetão] numa trajetória em direção à Lua", afirmou uma das diretoras da SpaceX,  Julianna Scheiman.

Já a NASA, através do seu porta-voz Jimi Russel, adiantou que "não há qualquer perigo para a Terra", o que significa que não há motivos para alarme com possíveis plumas de detritos que possam resultar desta colisão.

Apesar disso, a situação volta mostrar como a acumulação de detritos e lixo espacial em órbita poderá tornar-se um problema cada vez maior ao longo dos próximos anos, sobretudo à medida que se intensificam as missões espaciais por empresas privadas.

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