quinta-feira, 17 de setembro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Von der Leyen anuncia mais 3.300 milhões de euros para apoio a Kyiv... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje a transferência de mais 3,3 mil milhões de euros para a Ucrânia, destinados à aquisição de mísseis e drones, após conversa com o Presidente Volodymyr Zelensky.

© Lusa   17/09/2026 

"A Rússia está a atacar Kiev sem tréguas, tentando tornar impossível a vida quotidiana dos seus habitantes. Amanhã (sexta-feira), entregaremos mais 3,3 mil milhões de euros à Ucrânia para a aquisição de mísseis e drones", afirmou Von der Leyen em comunicado, reiterando que Bruxelas está "ao lado de todos os ucranianos".

"Na semana passada, aprovámos o financiamento da UE para os sistemas Patriot através do nosso Empréstimo de Apoio à Ucrânia", adiantou a presidente da comissão, ressalvando que "é claro que é preciso mais" e que, este ano, Bruxelas já mobilizou "quase 15 mil milhões de euros" a Kiev.

"Estamos dispostos a utilizar os restantes recursos do programa SAFE para lançar um novo programa de projetos conjuntos de Defesa entre a UE e a Ucrânia (...) Poderemos combinar a experiência no campo de batalha e a inovação da Ucrânia com a tecnologia e a força industrial da Europa", referiu.

Von der Leyen salientou ainda que o apoio do bloco "vai muito além da defesa", referindo-se ao processo de adesão da Ucrânia.

"A minha mensagem aos amigos da Ucrânia em todo o mundo será simples: a Europa está a dar um passo em frente. Agora, os outros também devem intensificar o seu apoio", concluiu.

Zelensky confirmou a conversa, descrevendo-a como "muito produtiva", e informou que voltará a reunir-se com Von der Leyen na próxima semana em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

"Analisámos as medidas necessárias para garantir a nossa resiliência em matéria de Defesa, concentrando-nos detalhadamente na questão do financiamento da Defesa da Ucrânia. (...) A iniciativa de utilizar os restantes recursos do programa SAFE para apoiar novos projetos de Defesa que envolvam a Ucrânia e a União Europeia é muito oportuna e verdadeiramente necessária", afirmou Zelensky nas redes sociais.

O Governo ucraniano aprovou o orçamento para o ano de 2027 com uma necessidade de financiamento estrangeiro de cerca de 45,8 mil milhões de euros e de gastos militares a um nível recorde, divulgou hoje a imprensa internacional.

De acordo com o documento, disponível para consulta hoje no portal do Ministério das Finanças, "as necessidades de apoio internacional em 2027 totalizarão 52,6 mil milhões de dólares (cerca de 45,8 mil milhões de euros)", segundo a agência de notícias AFP.

"Prevê-se a mobilização de recursos provenientes da União Europeia (UE), dos países do G7 (…), do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial (BM), do Reino Unido e de outros parceiros internacionais", indicou o texto.

O principal setor de despesa é o da Defesa e Segurança, com 95,9 mil milhões de euros previstos, um aumento de 11,9% face a 2026. Este montante representa 43,8% do Produto Interno Bruto (PIB) da Ucrânia, uma fatia recorde desde o início da guerra e a mais elevada do mundo.

Em comparação, os gastos militares da Rússia representam oficialmente 5,5% do PIB no orçamento de 2026 e têm uma previsão de queda no de 2027, embora alguns gastos possam ser opacos, segundo uma análise do jornal da oposição Novaya Gazeta.

Volodymyr Zelensky tinha anunciado na terça-feira que planeava adotar medidas "difíceis e impopulares" para "cobrir" o défice orçamental.

A Ucrânia, que depende em grande parte da ajuda financeira dos seus aliados ocidentais para fazer face à invasão russa, enfrenta uma situação económica em deterioração. Há vários meses que o país está envolvido numa escalada de ataques de longo alcance com Moscovo, o que levou à utilização antecipada dos recursos previstos para o resto de 2026.

Os ataques russos atingiram duramente os setores da metalurgia e das exportações agrícolas, que são fundamentais para a economia ucraniana.

Segundo Roksolana Pidlassa, presidente da Comissão de Orçamento do Parlamento ucraniano, cada dia de guerra custa 190 milhões de dólares (cerca de 165 milhões de euros) à Ucrânia, e o país não tem condições para suportar sozinho estes custos.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.


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As assembleias de voto para as eleições legislativas russas abriram nas regiões do Extremo Oriente, dando início a três dias de votação, com a oposição limitada pelo regime de Vladimir Putin, cujo partido é o vencedor esperado, em plena guerra na Ucrânia.

As agências russas Ria Novosti e TASS informaram que as primeiras secções de voto abriram às 8h00 locais de sexta-feira (20h00 GMT de quinta-feira) na península de Kamchatka e no distrito autónomo de Chukotka.

A votação decorre até domingo, e metade dos 450 deputados da Duma (o parlamento russo) será eleita através de listas partidárias nacionais, enquanto os restantes 225 resultarão de círculos uninominais, nos quais vence o candidato mais votado...

Estados Unidos aprovam venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita... Os Estados Unidos aprovaram a venda de 48 caças furtivos F-35 à Arábia Saudita, em plena crise militar entre Riade e os rebeldes Huthis do Iémen, aliados do Irão, anunciou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

© Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images   Por   LUSA  17/09/2026 

"A venda proposta aumentará a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a sua defesa nacional e melhorando a interoperabilidade com as forças norte-americanas", afirmou a diplomacia de Washington em comunicado.

A Arábia Saudita há muito que procura adquirir caças F-35, mas Israel — o único país da região a operar estes aviões de combate — manifestou fortes reservas.

O valor da transação hoje anunciada ascende a 24,3 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), segundo o comunicado do Governo norte-americano, que frisa que a transferência deste equipamento "não irá alterar o equilíbrio militar na região".

A venda "aumentará o número de aeronaves operacionais da Arábia Saudita e reforçará as suas capacidades de autodefesa ar-ar e ar-solo", segundo o Departamento de Estado, que disse já ter informado o Congresso norte-americano para que o negócio seja aprovado, em conformidade com a legislação nacional.

Esta é a mais recente de uma série de grandes compras de equipamento militar da Arábia Saudita durante este ano, em pleno conflito na região, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva israelo-americana contra o Irão, a que se seguiu o reatamento dos confrontos entre os Huthis e as forças do Governo do Iémen, apoiado por Riade.

No início de setembro, o Departamento de Estado anunciou a aprovação da venda de mais de 10.000 bombas à Arábia Saudita, por cinco mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros).

Após anos de relativa calma, a guerra voltou há dois meses ao Iémen, que foi arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Os Huthis lançaram desde a semana passada operações militares no Iémen contra as posições das forças do Governo internacionalmente reconhecido e tomaram posições no oeste do país, ao longo da costa do mar Vermelho e aproximando-se do estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem marítima tem sido usada como alternativa ao estreito de Ormuz, que foi por sua vez colocado sob ameaça militar desde fevereiro pelas forças iranianas, afetando o trânsito de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos e a economia global.

O recomeço dos confrontos no Iémen levou a bombardeamentos cruzados entre as forças de Riade e os Huthis, que colocaram também sob bloqueio os navios sauditas que transitam no mar Vermelho.

Os Huthis alegam que as suas operações no Iémen não constituem qualquer ameaça ao corredor marítimo do mar Vermelho, exceto para os navios pertencentes à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Na quarta-feira, Riade acusou os rebeldes de atacarem a cidade sagrada de Meca, que recebe milhões de peregrinos, sunitas e xiitas, todos os anos, provocando uma forte reação no mundo árabe e muçulmano.

Os Huthis negaram veementemente as acusações, afirmando que estavam a atacar apenas instalações petrolíferas ou bases militares, "longe de locais sagrados".

A União Europeia transmitiu hoje a sua "total solidariedade" à Arábia Saudita e pediu aos Huthis que cessem "todas as ações militares".

O portal Axios revelou no final da semana passada, citando dois responsáveis de Washington, que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou pedidos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, para atacar os Huthis, alegando que não quer desviar-se do foco militar no Irão.

Os preços do petróleo voltaram a subir acima da marca dos 100 dólares na semana passada com esta nova crise e, na quarta-feira, o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, a referência internacional, rondava os 104 dólares.

A frágil trégua acordada em 2022 entre as partes em conflito entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem no Iémen de um avião com representantes iranianos.

O conflito que assola o país mais pobre da Península Arábica obrigou mais de 100 mil pessoas a fugir das suas casas, segundo as Nações Unidas.


EUA concedem vistos a Teerão para participar em Assembleia-Geral da ONU... Os Estados Unidos decidiram autorizar a delegação iraniana, incluindo o presidente, Massud Pezeshkian, a participar na Assembleia-Geral da ONU, na próxima semana em Nova Iorque, apesar do conflito em curso, indicou hoje o Departamento de Estado.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images   Por  LUSA  17/09/2026 

"Em conformidade com as nossas obrigações enquanto país anfitrião, a delegação principal do regime iraniano poderá participar na semana de alto nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

Uma fonte próxima confirmou à agência de notícias francesa AFP que a medida se aplica, de facto, ao chefe de Estado iraniano e também ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

Tal como no ano passado, os representantes iranianos estarão sujeitos a algumas restrições de deslocação durante a sua estada em Nova Iorque e também à proibição de adquirir artigos de luxo.

Além disso, a delegação de Teerão será mais pequena este ano, precisou ainda o Departamento de Estado.

A medida é invulgar devido ao conflito entre o Irão e os Estados Unidos, que dura há mais de seis meses, e à ausência de sinais de que estejam iminentes acordos para reabrir o Estreito de Ormuz ou retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Ocorre também numa altura em que os rebeldes iemenitas Huthis, apoiados pelo Irão, intensificaram os ataques às infraestruturas sauditas e às embarcações no mar Vermelho — outra importante rota marítima da região, onde os obstáculos têm contribuído para uma escalada dos preços globais do petróleo.

Além disso, o Irão continua a ser o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo, segundo os Estados Unidos, que impuseram sanções significativas ao país e lançaram, nas últimas semanas, uma nova campanha destinada a cortar "canais financeiros vitais".

Como país onde se situa a sede das Nações Unidas, os Estados Unidos têm geralmente uma capacidade de ação limitada no que diz respeito a impedir a deslocação de líderes estrangeiros para participar na Assembleia-Geral.

No entanto, o país já anteriormente negou vistos — ou desencorajou pedidos — de líderes envolvidos em conflitos em curso com os Estados Unidos.

Para as reuniões dos líderes mundiais na ONU no ano passado - realizadas antes do início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, mas após os ataques aéreos norte-americanos e israelitas a instalações nucleares iranianas, em junho de 2025 -, o Departamento de Estado aprovou também um número limitado de vistos para diplomatas iranianos, mas impôs restrições rigorosas às deslocações da delegação.

A decisão sobre os vistos iranianos foi anunciada apenas um dia depois de o Departamento de Estado ter negado vistos ao presidente palestiniano, Mahmud Abbas, e à sua delegação para participarem na Assembleia-Geral.

A diplomacia norte-americana acusou a Autoridade Palestiniana — que administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel — de tentar "internacionalizar" a guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, ao apresentar casos no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI), bem como de continuar a pagar ajudas financeiras a prisioneiros detidos em Israel por ataques a cidadãos israelitas.

A Autoridade Palestiniana condenou a medida e classificou as ações de Israel como "a verdadeira ameaça à solução de dois Estados e a perspetivas de paz".

Afirmou igualmente que se manteve empenhada em negociações há muito paralisadas, mas defendeu os seus esforços para obter o reconhecimento palestiniano através de organismos e tribunais internacionais.

"Medidas punitivas e restrições impostas às autoridades palestinianas não contribuem para promover a paz ou combater a violência", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade num comunicado.

"Pelo contrário, enfraquecem o parceiro palestiniano empenhado numa solução política e encorajam forças que trabalham para minar a solução de dois Estados e impor a realidade da ocupação, da colonização e da anexação pela força", lê-se ainda no comunicado.

Os Estados Unidos não reconhecem a Autoridade Palestiniana como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas, embora a Assembleia-Geral e alguns órgãos e agências especializadas da ONU o tenham feito.


Leia Também: ONU aprova participação da Palestina na Assembleia por vídeoconferência

A maioria dos membros da ONU aprovou hoje a participação da Autoridade Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas por videoconferência, depois de os Estados Unidos ter negado o visto ao seu presidente, Mahmoud Abbas, e ao seu Governo.

AAssembleia Geral da organização aprovou a resolução com uma maioria de 152 votos a favor, contra 4 abstenções - Colômbia, Honduras, Panamá e Peru - e votos contra de Estados Unidos, Israel e Paraguai...

Rússia está a recorrer a milhares de "estudantes" norte-coreanos para fabricar drones para a guerra... Relatório do MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025

Por  CNN Portugal,  17/09/2026 

A Rússia está a empregar cidadãos norte-coreanos na produção de drones militares, avançou esta quarta-feira a Multilateral Sanctions Monitoring Team (MSMT), entidade criada para verificar a implementação de sanções contra a Coreia do Norte.

De acordo com o relatório do mecanismo, a Rússia "criou um regime de vistos de estudante para disfarçar os trabalhadores norte-coreanos na Rússia como estudantes”, numa clara violação das sanções internacionais.

A mesma fonte afirma que Moscovo e Pyongyang desenvolveram "um vasto ecossistema de atividades de evasão às sanções e de corrupção lideradas pelo Estado", incluindo "a utilização de vistos de estudante e de turista em vez de autorizações de trabalho, a adaptação da legislação russa para permitir que os titulares de vistos de estudante obtenham rendimentos, e o suborno de universidades russas".

Segundo o relatório, estima-se que o número de trabalhadores norte-coreanos ande entre os 15 mil e os 30 mil, sendo que a maioria estará a “fabricar drones militares para a Rússia em solo russo”.

O MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025.

O país governado por Kim Jong-un reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.

Em junho de 2024, os dois países assinaram o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, numa parceria que abrange fortemente o setor da defesa. O artigo 4.º do tratado requer a ambas as nações prestar assistência militar imediata e de outra natureza "com todos os meios" caso a outra parte seja alvo de uma invasão armada e se encontre em estado de guerra.

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO INDEMNIZA FAMÍLIAS AFETADAS POR OBRAS E PELAS CHUVAS EM BIOMBO

Por  Radio TV Bantaba   17/09/2026 

O Governo procedeu, esta quinta-feira, 17 de setembro, ao pagamento de indemnizações às famílias afetadas pelas obras de construção da estrada que liga Quinhamel ao interior da Região de Biombo, bem como às famílias cujas habitações foram danificadas pelas fortes chuvas.

A iniciativa, realizada sob orientação do Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, foi executada através dos Ministérios das Obras Públicas e da Mulher e Solidariedade Social.

Mais de 20 beneficiários receberam cheques com valores entre 1 e 5 milhões de francos CFA, de acordo com a situação e os prejuízos apurados.

O ato de entrega foi presidido pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, acompanhado pelos ministros responsáveis pelos setores envolvidos.

Com esta medida, o Governo procura assegurar a compensação das famílias diretamente afetadas pela execução das obras públicas e prestar assistência às vítimas dos danos provocados pelas chuvas na Região de Biombo.

GUINÉ-BISSAU: CONGRESSO DO MADEM-G15: BRAIMA CAMARÁ APELA À ESPERA PELA DECISÃO DA JUSTIÇA

Por Tiago Seide JORNAL ODEMOCRATA  17/09/2026   

A Coordenação Nacional do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), liderada por Braima Camará, considera que o congresso anunciado por uma outra ala do partido não foi convocado em conformidade com os seus Estatutos.

Num comunicado, consultado por O Democrata, datado de 17 de setembro de 2026, a Coordenação orienta os dirigentes, militantes e demais membros das estruturas partidárias a não participarem no referido congresso, seja na qualidade de delegados, convidados ou representantes do partido.

No documento, Braima Camará, antigo primeiro-ministro, afirma que o litígio judicial relacionado com a liderança do MADEM-G15 ainda não foi definitivamente resolvido. Segundo explica, a decisão proferida pelo Tribunal Regional de Bissau foi alvo de recurso e encontra-se atualmente sob apreciação do Tribunal de Relação.

Por essa razão, sustenta que o processo não deve ser apresentado como encerrado ou definitivamente decidido.

A Coordenação Nacional reafirma ainda o compromisso do MADEM-G15 com o respeito pelos Estatutos, pela disciplina interna e pela legalidade, apelando aos militantes para que aguardem a decisão da Justiça e se abstenham de participar em iniciativas que possam contribuir para a divisão do partido.

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖... 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢... A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se, em formato virtual, no dia 17 de setembro de 2026, sob a presidência do camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido, com o objetivo de analisar a situação política nacional, marcada, nomeadamente, pela recusa do Comando Militar e do Governo de Transição em autorizar a retoma plena da atividade política e a reabertura das sedes dos partidos, bem como pela tentativa de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional.

Por  PAIGC 2023  17/09/2026 

A Comissão Permanente constata, com profunda preocupação, que as autoridades de facto persistem na via de atropelos sucessivos às leis, sendo que o último ato dessa saga é uma Resolução do Comando Militar que insta os partidos políticos a abandonarem as suas sedes situadas a menos de 500 metros de algumas instituições (Presidência da República, Primatura, Hospitais, Unidades Militares e Paramilitares e Representações Diplomáticas), num prazo de sete dias.

Esta Resolução levanta um conjunto de questões extremamente graves. Apesar de ser apresentada como uma Resolução do Comando Militar, não se identifica o seu signatário, suscitando, por isso, dúvidas quanto à sua autenticidade. O mais grave, porém, é que a Resolução é absolutamente ilegal, porque: (a) a entidade que a produziu não tem legitimidade para o fazer; (b) a disposição legal em que assenta (Lei n.º 07/2026, de 24 de fevereiro) viola o princípio da segurança jurídica; e (c) qualquer decisão de despejo é da competência exclusiva dos tribunais e não de um Comando Militar.

Apesar de o PAIGC não ter sido oficialmente notificado da Resolução, não podendo, portanto, iniciar o processo da sua apreciação, a Comissão Permanente vem lembrar ao Comando Militar que, ao abrigo da Lei n.º 3/91, de 7 de maio, aprovada pela Assembleia Nacional Popular, as instalações da Sede Nacional do PAIGC constituem património do PAIGC. Sendo património do PAIGC, nenhuma disposição nova pode pôr em causa esse direito de propriedade.

Historicamente, o PAIGC antecedeu o Estado da Guiné-Bissau e, logo a seguir à conquista da independência, o Partido transferiu para o Estado todo o património que sutentou o surgimento do Estado guineense. Este, por sua vez, de forma livre, decidiu ceder ao PAIGC, a título definitivo e gratuito, o edifício onde se encontra instalada a sua Sede Nacional, como expressão de eterna gratidão ao Partido que organizou e dirigiu vitoriosamente a luta de libertação nacional.

A Comissão Permanente lamenta que um grupo de oficiais militares, que deviam honrar os seus precursores, os nossos gloriosos combatentes da liberdade da Pátria, tome decisões políticas que desrespeitam a nossa história e a nossa luta de libertação nacional, com o único propósito de satisfazer os interesses mesquinhos de um indivíduo. Há muito tempo que o Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, cuja agenda está a ser meticulosamente cumprida pelo Comando Militar, está obcecado com a ideia de desalojar o PAIGC da sua Sede Nacional, e ninguém tem dúvidas de que esta Resolução do Comando Militar visa concretamente o PAIGC.

Perante estes factos e após ampla discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Repudiar a Resolução do Comando Militar, cujo único propósito é agredir o PAIGC e a sua memória histórica, através da tentativa de desapossamento ilegal e abusivo da sua Sede Nacional, a fim de satisfazer os caprichos do Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló;

2. Reafirmar que, ao abrigo da Lei n.º 3/91, de 7 de maio, as instalações onde funciona a Sede Nacional do PAIGC, assim como as Sedes Regionais, constituem património do PAIGC, não podendo nenhuma outra disposição pôr em causa esse direito de propriedade;

3. Reiterar a determinação do PAIGC em usar todos os recursos legais à sua disposição para proteger todo o seu património e, particularmente, as instalações onde funciona a sua Sede Nacional, na Praça dos Heróis Nacionais, competindo exclusivamente aos órgãos do partido a tomada de qualquer decisão sobre o destino a dar a esse património;

4. Responsabilizar o Comando Militar por eventuais extravios e perdas de documentos históricos que possam ocorrer na Sede Nacional do PAIGC, enquanto depositário da memória histórica e institucional do partido, dos combatentes da liberdade da pátria e do país, sobretudo do período anterior à independência;

5. Instruir o Secretariado Nacional a identificar, com a maior celeridade, possíveis espaços para a instalação e o funcionamento provisório da Comissão Nacional Preparatória do Congresso e do Secretariado Nacional do Partido, e a promover contactos com todos os cidadãos de boa vontade, no sentido de contribuir para o apetrechamento desses espaços;

6. Apelar aos responsáveis, militantes e simpatizantes do PAIGC para estarem atentos às orientações da Direção Superior do Partido relativamente aos espaços para o funcionamento das estruturas do Partido;

7. Convidar, mais uma vez, o Comando Militar a privilegiar um diálogo nacional verdadeiramente inclusivo, evitando esta atuação de permanente perseguição ao PAIGC e criando as condições adequadas para a rápida reposição da ordem constitucional.

Bissau, 17 de setembro de 2026.

A Comissão Permanente 

GUINÉ-BISSAU: FALSO CAPITÃO DETIDO APÓS PERTURBAR FUNCIONAMENTO DO HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES.

Por FARP Guiné-Bissau  17.09.2026 

Um indivíduo, com aparentemente 34 anos, identificado como Anison João Tchuda, foi detido nesta quinta feira, 17 de setembro, após causar perturbação no Hospital Nacional Simão Mendes.

Na terça feira, dia 16 de setembro, o homem entrou no hospital portando um cartão de grupo sanguíneo com fotografia militar falso, alegando ter o posto de capitão. A documentação não permitia identificar qualquer unidade militar válida.

Devido a situação, Anison João Tchuda, foi encaminhado pela Polícia Militar ao Estado Maior Geral das Forças Armadas para verificação do seu perfil e da legitimidade do posto de Capitão que utilizava.

O Chefe de Operação da Polícia Militar, Capitão Sifna Nhaga, declarou que não foi constatada qualquer ligação de Anison João Tchuda, com as Forças Armadas. Segundo o oficial, trata se de uma pessoa que se camufla como militar, o que pode denigrir a reputação das Forças Armadas junto da sociedade guineense e a comunidade internacional. 

Após os procedimentos, o caso será transferido à Polícia de Ordem Publica para tramitações legais e continuidade do processo judiciaria.   

Texto: Soldado Augusto Demna M’Bar

Fotografia: Alferes Januário Umaro Injai

FA/IM 17.09.2026

Trump vai receber Xi Jinping na chegada aos Estados Unidos... O presidente norte-americano, Donald Trump, vai conceder ao homólogo chinês, Xi Jinping, a rara honra de o receber pessoalmente na próxima quarta-feira à chegada aos Estados Unidos.

Por  JN/Agências  17 de setembro, 2026 

Uma cerimónia de receção com a presença de Trump está prevista na Base Aérea de Andrews, nos arredores de Washington, onde o avião presidencial chinês deverá aterrar por volta das 16 horas locais (21 horas em Portugal continental), segundo disse uma autoridade norte-americana.

É pouco habitual o presidente norte-americano deslocar-se ao aeroporto para receber dirigentes estrangeiros, que geralmente encontra na Casa Branca.

Um dos precedentes mais recentes ocorreu durante a cimeira com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, há pouco mais de um ano.

Trump pretende assim receber Xi Jinping com todas as honras antes da visita à Casa Branca, marcada para 24 de setembro.

Não são esperados grandes avanços nem confrontos abertos durante o encontro, numa altura em que Washington e Pequim mantêm divergências em várias áreas, incluindo comércio, inteligência artificial e as relações da China com o Irão.

Os dois líderes procuram que a visita decorra sem incidentes apesar das divergências entre as duas potências.

Trump recebe o presidente chinês num momento marcado pelo conflito no Médio Oriente e pela aproximação das eleições legislativas norte-americanas.


Leia Também: Trump diz "não" aos carros chineses, mas há uma forma de os aceitar

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, rejeita a entrada de carros chineses no mercado, mas admite a possibilidade de fábricas chinesas se estabelecerem no país com trabalhadores locais.

Há vários anos que os Estados Unidos da América dificultam e tornam particularmente inviável a entrada de fabricantes chineses no seu mercado - em especial com pesadas tarifas.

O presidente Donald Trump vê o impacto prejudicial que estes estão a ter na indústria automóvel europeia e, apesar de garantir que não critica os carros em si, só vê uma porta de entrada nos EUA...

Pelo menos um morto por restos de drone intercetado a leste de Meca... Pelo menos um cidadão iemenita morreu hoje atingido por estilhaços de um drone lançado pelos rebeldes Huthis do Iémen e intercetado pelas forças sauditas na província de Taif, a leste de Meca, indicou a Defesa Civil saudita.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   17/09/2026 

"Na quinta-feira, 17 de setembro, a Defesa Civil da província de Taif lidou com a queda de estilhaços de um drone, após intercetado e destruído, que tinha sido lançado pela milícia terrorista dos Huthis, e isso causou a morte de um habitante de nacionalidade iemenita", declarou a Defesa Civil numa mensagem publicada na sua conta oficial da rede social X.

Também uma mulher saudita ficou ferida e um cidadão paquistanês encontra-se em estado crítico, anunciou a mesma fonte, referindo igualmente danos em vários edifícios e veículos.

Até ao momento, os Huthis não reagiram a este ataque à província de Taif, situada no sudoeste da Arábia Saudita e a leste de Meca, o lugar mais sagrado do Islão.

Este ato ocorreu também mais de 24 horas depois de a Arábia Saudita ter acusado os Huthis de lançarem um drone contra Meca, alegação que os rebeldes iemenitas negaram.

Nos últimos dias, os Huthis, cujo principal aliado é o Irão, procederam a uma escalada da sua ofensiva contra a Arábia Saudita, que lidera a coligação militar que há mais de uma década intervém no Iémen contra os rebeldes.

Os Huthis reivindicaram igualmente vários ataques a infraestruturas energéticas e militares do reino árabe desde que, em julho deste ano, se rompeu a trégua 'de facto' entre as duas partes, mediada pela ONU em 2022.

Por outro lado, o oleoduto Leste-Oeste, que até à passada sexta-feira permitia ao maior exportador mundial de petróleo transportar até sete milhões de barris diários, continua encerrado pelas autoridades sauditas, após atacado há uma semana por drones que Riade assegurou foram lançados do Iraque, aparentemente por milícias alinhadas com o Irão, apesar de tanto esses grupos como Teerão terem negado qualquer envolvimento no ataque.


GUINÉ-BISSAU: FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL SIMÃO MENDES SUSPENDEM SERVIÇOS APÓS DETENÇÃO DE TÉCNICA DE SAÚDE COM SUPOSTO ELEMENTO FARDADO

Por  Rádio Sol Mansi   17/09/2026 

Os funcionários do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, paralisaram os serviços desde as primeiras horas desta manhã, em protesto contra a detenção de uma colega, ocorrida na noite de ontem, durante o exercício das suas funções.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi junto de fontes hospitalares, o incidente terá ocorrido quando um homem à paisana, acompanhado por uma mulher, procurou atendimento na unidade hospitalar. 

Segundo explicações das nossas fontes, tudo aconteceu quando a técnica de saúde do hospital pediu ao homem e à sua esposa que parassem de fazer barulho. O homem, por sua vez, respondeu que estavam apenas a conversar. Durante a discussão, o homem terá agredido a técnica de saúde na cabeça, tendo esta, por sua vez, respondido com uma bofetada no rosto.

Ainda de acordo com as mesmas fontes, elementos das forças de segurança foram chamados ao local e procederam à detenção da técnica de saúde, que se encontra, segundo as informações disponíveis, nas celas da Primeira Esquadra de Bissau.

Em reação à detenção da colega, os funcionários do hospital iniciaram ações de reivindicação para exigir a sua libertação. Durante os protestos, mais dois técnicos de saúde terão sido igualmente detidos.

Na manhã desta quinta-feira, os funcionários abandonaram os seus postos de trabalho e permanecem reunidos no recinto do Hospital Nacional Simão Mendes.

A Rádio Sol Mansi confirmou também a presença de vários elementos das forças de segurança no recinto hospitalar, incluindo agentes encapuzados.

Apesar da insistência da direção do hospital para que os profissionais retomem o atendimento aos doentes, os funcionários decidiram manter a suspensão dos serviços, enquanto aguardam uma solução para a situação.

A Rádio Sol Mansi continua a acompanhar o caso.

Lisboa: Homem de 55 anos encontrado morto em Lisboa com ferimento na nuca e olhos vendados

Por cnnportugal.iol.pt  17/09/2026 

Alerta foi dado por um homem de 26 anos, inicialmente identificado como testemunha, que encontrou a vítima caída no chão. Mais tarde, as autoridades perceberam que se tratava do filho do homem encontrado morto 

Um homem de 55 anos foi encontrado morto, na madrugada desta quinta-feira, caído no chão na Avenida Dom Carlos I, em Lisboa, com um ferimento na nuca aparentemente provocado por um objeto perfurante. A vítima teria uma venda nos olhos e um buraco profundo no crânio.

O alerta foi dado pelas pelas 03:40. A PSP e o INEM deslocaram-se ao local, onde foram realizadas manobras de reanimação, mas o óbito foi declarado no local, apurou a CNN Portugal.

Não são conhecidas, até ao momento, as circunstâncias da morte e não foi localizada qualquer arma.

O alerta foi dado por um homem de 26 anos, inicialmente identificado como testemunha, que contactou o RSB depois de encontrar a vítima caída no chão. Posteriormente, foi identificado como filho do homem encontrado morto, tendo inicialmente desconhecido a identidade do falecido.

Depois de identificarem a vítima, as autoridades perceberam que se tratava do progenitor do homem que tinha dado o alerta. Confrontado, este negou saber que era o pai.

A PSP tomou conta da ocorrência e comunicou os factos apurados ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que se deslocou ao local e investiga agora as circunstâncias do crime.

MARTE: Há mais de 5 mil dias em Marte, Curiosity envia "postal" para a Terra... A imagem partilhada pela NASA resulta da combinação de duas fotografias captadas pelo rover Curiosity em dias e momentos diferentes, representando o começo e o final de um dia em Marte.

© NASA    noticiasaominuto.com 17/09/2026 

O rover Curiosity encontra-se a explorar a superfície de Marte desde agosto de 2012 e está, desta forma, há mais de 5 mil dias no “Planeta Vermelho”. Para celebrar esta marca, a agência espacial norte-americana decidiu partilhar uma nova fotografia, que na verdade resulta da combinação de duas imagens captadas em momentos separados.

Como explica a NASA numa publicação partilhada no seu site oficial, a primeira fotografia foi captada dia 30 de agosto, por volta das 9:56 de Marte. Já a segunda foi captada a 2 de setembro, às 17:39.

Ambas foram captadas a preto e branco pelas câmaras de navegação a bordo do Curiosity, com a NASA a ter decidido acrescentar cor para permitir admirar a cena com um maior nível de detalhe.

“Depois de serem enviadas de volta para a Terra, as duas imagens foram combinadas”, refere a NASA sobre este “postal”. “Foi adicionada cor para uma interpretação artística da cena, com o azul a representar a manhã e o amarelo a representar o final de tarde”.

Os fãs do Curiosity podem até ver um bom pedaço do rover na imagem, enquanto se encontra numa duna de areia a “admirar” a paisagem. Vale a pena admirar também esta fotografia que pode encontrar abaixo.

© NASA


EUA voltam a negar visto a Presidente da Autoridade Palestiniana... Os Estados Unidos recusaram conceder um visto, pelo segundo ano consecutivo, ao Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, para que participe na próxima semana na Assembleia Geral da ONU, alegando ausência de reformas.

© Jaafar ASHTIYEH / AFP via Getty Images    Por  LUSA  17/09/2026  

"Devido à incapacidade em levar a cabo reformas, contrariamente aos compromissos assumidos perante os Estados Unidos, e às atividades persistentes que comprometem as perspetivas de paz, os EUA vão prolongar as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP e a responsáveis da Autoridade Palestiniana", indicou o Departamento de Estado em comunicado.

Uma fonte não identificada confirmou à agência France-Presse que Abbas está abrangido pela medida. Já no ano passado, a administração Trump tinha tomado idêntica decisão, obrigando o dirigente palestiniano, habitual participante na Assembleia Geral, a intervir por videoconferência.

Washington acusa Abbas de ter "falhado nos compromissos em favor da paz no Médio Oriente", apontando "ações que minam" e que visam "internacionalizar o conflito israelo‑palestiniano, nomeadamente através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)".

Os EUA criticam ainda a Autoridade Palestiniana por "procurar contornar negociações através de reconhecimento unilateral" e por continuar a pagar subsídios a "terroristas" e glorificar atos de terrorismo em declarações públicas e manuais escolares.

A posição norte‑americana contrasta com a de vários países, incluindo a França, que reconheceram no ano passado na ONU a existência de um Estado da Palestina. No total, 142 Estados membros apoiaram essa decisão, na sequência de uma conferência sobre a solução de dois Estados copresidida por França e Arábia Saudita.

A decisão surge num contexto de agravamento da violência na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas contra palestinianos se multiplicaram nos últimos meses. Israel ocupa o território desde 1967 e os confrontos intensificaram‑se após o ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Segundo um balanço da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde palestiniano, soldados ou colonos israelitas mataram pelo menos 1.109 palestinianos – combatentes e civis – desde 7 de outubro.

A comunidade internacional manifestou preocupação com a escalada, mas os Estados Unidos mantiveram‑se em grande parte discretos, afirmando apenas que se opõem a qualquer anexação de território palestiniano.

A sede da ONU está situada em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O Acordo de Sede da ONU diz que autoridades estaduais, federais ou locais não devem impor nenhum impedimento ao movimento de representantes dos Estados-membros de ou para a sede central da ONU, em Nova Iorque, independentemente das relações existentes entre as autoridades visitantes e o Governo dos Estados Unidos.

No entanto, frequentemente os Estados Unidos alegam que podem restringir esses vistos por motivos de segurança nacional.

No ano passado, o Brasil enfrentou também demora na atribuição de vistos para a Assembleia-Geral da ONU.

Já em maio deste ano, Washington foi criticado por não emitir o visto necessário para a procuradora-adjunta do Tribunal Penal Internacional (TPI) se deslocar a Nova Iorque para discursar perante o Conselho de Segurança.

Nesse mesmo mês, o embaixador russo junto da ONU denunciou a recusa dos Estados Unidos em conceder um visto ao vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia para participar num debate ministerial do Conselho de Segurança.

A Semana de Alto Nível da 81.ª Assembleia-Geral da ONU arranca a 22 de setembro em Nova Iorque, naquela que será a última sessão que António Guterres irá marcar presença enquanto secretário-geral da organização.

Entre os líderes esperados para este debate estão os Presidentes dos Estados Unidos, do Irão e da Ucrânia, bem como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.


RELATÓRIO: Menos água nos rios, nos lagos e nos glaciares: 2025 foi dos anos piores... O ano de 2025 foi dos piores das últimas décadas para os caudais dos rios e o armazenamento de água na superfície terrestre também está a diminuir, tendo havido uma perda generalizada nos glaciares pelo quarto ano consecutivo.

© ShutterStock   LUSA  17/09/2026 

Os dados fazem parte do último Relatório sobre o Estado dos Recursos Hídricos Globais em 2025, hoje divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo da ONU.

O documento indica que a Ásia e a África são as regiões mais afetadas por desastres relacionados com a água, responsáveis por pelo menos metade de todos os eventos extremos relacionados e por mais de 80% das mortes associadas nos últimos cinco anos.

Os autores do documento dizem que o ciclo da água no planeta se tornou mais errático e imprevisível, oscilando entre pouca água ou água a mais, que há uma continuidade no declínio de armazenamento de água doce na Terra, e que os rios no mundo tiveram no ano passado um dos anos mais secos das últimas três décadas.

O documento faz uma avaliação científica de todo o ciclo da água no planeta, desde as descargas dos rios às águas subterrâneas, o armazenamento, a evapotranspiração e a neve e o gelo, bem como de eventos com grande impacto.

Partes desse ciclo, como a chuva ou a humidade do solo, são rápidas e respondem ao clima, mas outras, como a água subterrânea ou os glaciares são lentas, tradicionalmente reservas que atuam como uma "conta poupança", um amortecedor para os anos se seca, explica a OMM em comunicado sobre o relatório, citando a secretária-geral, Celeste Saulo.

"Estamos a esgotar essa conta poupança. O armazenamento terrestre global de água tem apresentado uma tendência de queda desde 2014–2016 – um sinal persistente que dura uma década. Pelo quarto ano consecutivo, todas as principais regiões de glaciares da Terra perderam massa de gelo", disse, acrescentando que com a água subterrânea se passa o mesmo, com quase dois terços dos poços monitorizados a perderem água em 2025.

O relatório especifica que o ano passado foi dos mais secos dos últimos 35 anos no caudal de muitos rios, que pelo sétimo ano consecutivo o número de bacias hidrográficas consideradas normais baixou, atingindo valores entre 34 e 38%, e que o armazenamento terrestre de água (lençol freático, lagos e rios, humidade do solo, vegetação gelo e neve) está em declínio desde meados da década de 2010.

O ano passado foi também o quarto ano consecutivo com perda generalizada de glaciares em todas as regiões, "levando a riscos de curto prazo como enchentes e insegurança hídrica de longo prazo".

Entre 2023 e 2025 houve uma perda de gelo equivalente a 1.400 gigatoneladas de água.


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Israel e Marrocos vão abrir embaixadas nos respetivos países... Israel e Marrocos vão abrir embaixadas nos respetivos países, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, após um encontro em Nova Iorque entre os dois chefes da diplomacia, promovido pelos Estados Unidos.

© ATTILA KISBENEDEK/AFP via Getty Images     Por  LUSA  16/09/2026 

Durante esta reunião, Marrocos, Israel e Estados Unidos "reafirmaram o seu compromisso com uma série de medidas destinadas a reforçar as relações entre Israel e Marrocos, incluindo (...) a elevação das respetivas missões diplomáticas ao estatuto de embaixada, bem como a nomeação de embaixadores", realçou a diplomacia israelita em comunicado.

Marrocos e Israel normalizaram as suas relações diplomáticas em dezembro de 2020, no âmbito dos Acordos de Abraão, um processo entre Israel e vários países árabes apoiado por Washington.

Além de nomearem os respetivos embaixadores, Israel e Marrocos concordaram em tomar medidas para melhorar os laços já de si estreitos que mantêm desde os Acordos de Abraão.

As autoridades israelitas e marroquinas comprometeram-se ainda a finalizar os acordos de proteção de investimento e de dupla tributação até ao final de 2026, a aumentar os voos diretos entre os dois países e a realizar visitas de alto nível nos próximos meses, segundo noticiou o jornal 'Times of Israel'.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, destacou a "coragem e dedicação" dos líderes marroquinos durante um encontro com a presença do seu homólogo, Nasser Bourita, e do embaixador permanente dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz.

"Os Acordos de Abraão demonstram que todas as barreiras podem ser quebradas, que é possível escolher um novo caminho para todos, de paz e colaboração entre os nossos países. Marrocos ocupa um lugar muito especial nesta visão. Quero agradecer a amizade e a dedicação à reconstrução da amizade entre muçulmanos e judeus", sublinhou.

Saar aproveitou a ocasião para expressar o seu "profundo respeito" ao monarca Mohammed VI e elogiar o Presidente norte-americano, Donald Trump, pela sua "determinação em construir um futuro melhor" no Médio Oriente.


ONU: Guterres aconselha sucessor a ser independente e seguir a consciência... O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi hoje desafiado a deixar um conselho ao seu sucessor, tendo apelado à independência e à atuação "de acordo com a sua consciência".

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images    LUSA   16/09/2026 

"Não tenho nenhum conselho a dar ao meu sucessor, a não ser dizer: seja você mesmo, seja independente e atue de acordo com a sua consciência", defendeu Guterres, num conferência de imprensa em Nova Iorque.

António Guterres deixará o cargo de secretário-geral da ONU no final de dezembro, após completar dois mandatos consecutivos de cinco anos na liderança da organização.

No total, e até à data, são oito os candidatos ao cargo: a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés, a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett, o diplomata ugandês Olara Otunnu e a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki.

Seguindo uma tradição geográfica nem sempre respeitada, a América Latina disputa a posição desta vez, o que explica o facto de a maioria dos candidatos ser deste continente.

Muitos países também defendem que uma mulher deve ocupar o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

A decisão final dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (cinco permanentes e dez não-permanentes) poderá estar finalizada entre agosto e outubro.

Espera-se que no final deste ano a Assembleia Geral da ONU formalize a nomeação, mas a data ainda não foi fixada.

Questionado hoje sobre a principal lição que levar dos últimos 10 anos à frente da ONU, o antigo primeiro-ministro português apontou para a necessidade de reformar as instituições multilaterais.

"Num mundo cada vez mais multipolar, é absolutamente essencial reformar as instituições multilaterais para que sejam eficazes na promoção da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos, que são os três pilares da ONU", referiu.

A pessoa que suceder a Guterres enfrentará um contexto mundial complexo, marcado por tensões geopolíticas e conflitos crescentes, pressão sobre o financiamento do desenvolvimento e da própria organização, rápidas mudanças tecnológicas e o aquecimento global, fatores que continuam a testar o sistema internacional.


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O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu hoje que, há 10 anos, não imaginaria que deixaria o cargo com um mundo tão deteriorado em matéria de paz, desigualdades e riscos existenciais, confirmando ainda que regressará a Portugal.

Em resposta à agência Lusa, Guterres refletiu sobre o estado do mundo nas vésperas da sua última Semana de Alto Nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a cerca de três meses de deixar a liderança da organização.

"Eu penso que há 10 anos ninguém poderia prever que nós chegássemos a uma situação tão deteriorada em relação a paz e segurança, com um nível de desigualdades tão dramático como aquele que encontramos e com duas situações que correspondem a riscos existenciais: no clima e na inteligência artificial", disse Guterres, numa conferência de imprensa em Nova Iorque...

OMS: Angola, Cabo Verde e mais três países reforçam resposta a emergências... Cinco países africanos lusófonos desenvolveram planos de ação para reforçar a rapidez e a capacidade de resposta das equipas médicas de emergência durante epidemias, desastres e outras emergências de saúde, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

© Lusa  16/09/2026 

As delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe desenvolveram os planos durante o primeiro seminário regional da OMS, desenhado especificamente para os países de língua portuguesa, com apoio da China e da Região Administrativa Especial de Macau.

Os especialistas da OMS e as delegações nacionais trabalham em conjunto para avaliar capacidades existentes, identificar lacunas operacionais e definir ações prioritárias para a formação de equipas nacionais com formação, equipamento e coordenação adequados.

Os planos de ação resultantes definem as responsabilidades e as ações para os próximos 12 a 24 meses, proporcionando uma base para uma ação nacional sustentada, apoio técnico contínuo da OMS e progressos mensuráveis no sentido da prontidão operacional.

A Região Africana da OMS regista anualmente mais de 100 emergências de saúde pública, que vão desde surtos de doenças e catástrofes relacionadas com o clima até crises humanitárias.

Embora 27 países estejam a desenvolver equipas médicas de emergência nacionais, apenas 12 alcançaram a prontidão operacional em conformidade com as normas mínimas da OMS.

Os progressos entre os países de língua portuguesa têm sido parcialmente limitados pelo acesso restrito a orientação especializada e por barreiras linguísticas.

"Uma resposta de emergência eficaz depende de equipas nacionais que possam ser mobilizadas rapidamente e operar de forma eficaz desde o início", afirmou Marie-Roseline Darnycka Bélizaire, diretora regional de Emergências da OMS em África.

Durante o seminário, foi apresentada a abordagem em 10 etapas da OMS para o desenvolvimento de equipas médicas de emergência nacionais e a sua integração nos sistemas existentes de resposta a emergências de saúde.

Com base nas experiências adquiridas com a covid-19, a cólera, os ciclones e outras emergências, as delegações analisaram os mecanismos de governação, financiamento, recursos humanos, equipamento, logística e coordenação necessários para estabelecer uma equipa nacional sustentável.


GUINÉ-BISSAU: GOVERNO DECIDE INTEGRAR PROFESSORES E ENFERMEIROS E REGULARIZAR SALÁRIOS EM ATRASO

Por  Radio TV Bantaba / Radio Voz Do Povo 16/09/2026  

O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, recebeu esta quarta-feira representantes dos professores contratados com salários em atraso, dos profissionais de enfermagem igualmente confrontados com atrasos no pagamento de salários e subsídios de vela, bem como representantes dos encarregados de educação.

A reunião contou com a participação do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Usna Quadé; da Ministra da Administração Pública, Assucécia Barros; do Ministro da Educação Nacional, Barroso Bandjai; do Ministro da Saúde, Comodoro Nantote; e do Secretário de Estado do Orçamento, Pedro Djata.

Durante o encontro, que se prolongou por várias horas, o Governo ouviu os representantes das diferentes classes, que apresentaram os principais problemas laborais e financeiros que afetam professores e profissionais de saúde, nomeadamente os atrasos salariais, os subsídios de vela e a situação administrativa dos trabalhadores contratados.

Após analisar as reivindicações apresentadas, o Primeiro-Ministro anunciou a decisão do Governo de avançar com a integração na Função Pública dos profissionais abrangidos e proceder à regularização dos salários e subsídios em atraso, de acordo com os procedimentos administrativos aplicáveis.

A decisão foi recebida com satisfação pelos representantes dos professores, enfermeiros e encarregados de educação, que agradeceram a abertura demonstrada pelo Governo e a procura de soluções para problemas que, segundo os participantes, se arrastam há vários anos.

Os representantes consideraram que a concretização das medidas anunciadas poderá contribuir para uma maior estabilidade nos setores da Educação e da Saúde e ajudar a reduzir algumas das causas das sucessivas paralisações que têm afetado o normal funcionamento destes serviços.

Para o Primeiro-Ministro, a resolução dos problemas dos profissionais destes dois setores não constitui apenas uma questão laboral ou administrativa, mas também uma condição essencial para o desenvolvimento do país.

“Não podemos construir o desenvolvimento nacional deixando para trás aqueles que asseguram diariamente a Educação e a Saúde do nosso povo. O Estado tem de assumir as suas responsabilidades”, afirmou Ilídio Vieira Té.

O Chefe do Governo sublinhou que a Educação e a Saúde são setores estruturantes da vida nacional e defendeu que o país só poderá avançar de forma sustentável se os seus profissionais dispuserem de condições para exercer as respetivas funções com estabilidade, responsabilidade e dignidade.

Ilídio Vieira Té reafirmou ainda a determinação do Governo em privilegiar o diálogo social e encontrar soluções para os problemas dos servidores públicos, conciliando o reconhecimento dos seus direitos com a necessária sustentabilidade financeira e administrativa do Estado.

A reunião desta quarta-feira assume particular importância por colocar no centro da agenda governamental reivindicações que afetam diretamente o funcionamento de dois serviços públicos essenciais e milhares de famílias guineenses.

Com as decisões anunciadas, o Governo pretende transformar o diálogo em medidas concretas, criar condições para uma maior estabilidade laboral e permitir que professores e profissionais de saúde possam concentrar os seus esforços nas suas principais missões: educar, cuidar e servir a população.

Educação e Saúde são prioridades nacionais. Diálogo, responsabilidade e soluções concretas constituem o caminho para garantir a estabilidade dos serviços públicos e contribuir para o desenvolvimento do país.

GUINÉ-BISSAU: ‎EAGB GARANTE QUALIDADE DA ÁGUA E ANUNCIA INSTALAÇÃO GRATUITA DE CONTADORES PRÉ-PAGOS

Por Rádio Sol Mansi  ‎/ Radio Voz Do Povo   16-09-2026

O diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), Carlos Alberto Handem, garantiu esta quarta-feira que a água distribuída pela empresa reúne as condições necessárias para o consumo doméstico, assegurando que os problemas apontados pelos consumidores estão relacionados com a rede de distribuição e não com os furos de captação.

As declarações foram feitas à imprensa em Bissau, à margem dos trabalhos de pintura e instalação de estruturas de proteção dos postes de iluminação na Avenida João Bernardo Vieira.

‎Segundo Carlos Handem, as reclamações sobre a qualidade da água resultam, sobretudo, do estado de alguns tubos da rede de distribuição. O responsável assegurou que a EAGB está a implementar medidas para corrigir gradualmente a situação e melhorar o abastecimento aos consumidores.

‎‎Na mesma ocasião, o diretor-geral da empresa anunciou o lançamento de uma campanha de instalação gratuita de contadores pré-pagos para os consumidores que ainda não dispõem desse sistema.

‎‎Handem advertiu ainda que a EAGB irá reforçar o combate à fraude elétrica, prevendo a responsabilização e aplicação de coimas aos consumidores que forem apanhados em práticas ilegais de consumo de energia.

‎‎No domínio da iluminação pública, o responsável revelou que a empresa prevê iniciar em breve os trabalhos de iluminação dos troços ainda não cobertos ao longo da estrada que liga o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira a Safim, bem como noutras avenidas da periferia da capital.

‎Relativamente à pintura e colocação de estruturas de proteção nos postes de iluminação da Avenida João Bernardo Vieira, Carlos Handem explicou que a iniciativa visa reforçar a segurança das infraestruturas e reduzir os prejuízos financeiros causados pelos frequentes danos registados.

‎De acordo com a EAGB, vários postes de iluminação pública foram derrubados nos últimos tempos em diferentes avenidas de Bissau, devido a acidentes de viação, situações de descuido e casos de excesso de velocidade, provocando custos adicionais para a empresa.

Portugal: Usa petróleo para atear fogo a marido na Madeira. Vítima em estado grave... Uma mulher regou o marido com petróleo, na ilha da Madeira, para depois atear-lhe fogo. A vítima ficou em estado grave e teve de ser transportada para uma unidade especializada em queimados, em Portugal Continental.

© Shutterstock  noticiasaominuto.com  16/09/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na tarde de terça-feira, 15 de setembro, uma mulher, de 64 anos, na ilha da Madeira, por suspeitas de tentar matar o marido, de 68, com fogo.

A detenção foi confirmada por José Matos, diretor do Departamento de Investigação Criminal da Madeira à imprensa regional.

Já de acordo com o site Madeira Island News, a mulher terá regado o marido com petróleo e ateado-lhe fogo. Isto pelas 13h20 de terça-feira, no Caminho de São Roque, no Funchal.

Os Bombeiros Voluntários de Madeira foram chamados ao local e transportaram a vítima até ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, com sofreu queimaduras graves no tronco, face, cabeça, pescoço e membros inferiores.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) também foi chamada ao local mas, entretanto, por se tratar de uma tentativa de homicídio, a investigação do caso passou para a alçada da PJ.

Entretanto, já segundo a CNN Portugal, o homem sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau, em cerca de 30% do corpo. Devido à gravidade dos ferimentos foi colocado em coma e teve de ser transferido para uma unidade especializada em queimados em Portugal Continental.

Já a mulher detida deverá ser presente a juiz esta quarta-feira, para primeiro interrogatório judicial, onde ficará a conhecer as medidas de coação tidas como adequadas.

Segundo a estação televisiva, o casal tem histórico de violência doméstica, com episódios de parte a parte. As autoridades já tinham, inclusive, sido chamadas várias vezes à casa onde ambos vivem.


Leia Também: Tentou raptar as duas filhas menores e levá-las para outro país. Suspeito fica em prisão preventiva.

Militares da GNR conseguiram localizar e intercetar o homem, de 25 anos e nacionalidade estrangeira, assegurando a segurança das vítimas

A GNR deteve em Caminha um homem de 25 anos suspeito de tentar raptar duas filhas menores, após uma denúncia por violência doméstica, e vai aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva, revelou aquela força policial...