quarta-feira, 26 de agosto de 2026

EUA suspendem temporariamente marcações para vistos de imigrante... Os Estados Unidos (EUA) suspenderam temporariamente, a nível mundial, as marcações para pedidos de vistos de imigrante, e os funcionários consulares estão a receber novas instruções sobre esta matéria, informou hoje o Departamento de Estado.

© Lusa   26/08/2026 

"Enquanto trabalhamos para acomodar esta formação aprofundada, as marcações dos serviços de vistos serão ajustadas", afirmou um porta-voz da diplomacia norte-americana, sem esclarecer quando será retomado o funcionamento normal.

Segundo o responsável, sempre que existem alterações nas entrevistas para obtenção de vistos, as embaixadas e consulados norte-americanos comunicam diretamente com os requerentes afetados.

Candidatos em vários países começaram já a receber notificações sobre o cancelamento ou adiamento de entrevistas anteriormente marcadas.

A formação dos funcionários consulares está relacionada com novos procedimentos destinados a verificar que os beneficiários de vistos não representam um encargo para as finanças públicas norte-americanas e que "não se tornam dependentes dos benefícios públicos dos Estados Unidos de que necessitam os norte-americanos que reúnem os requisitos" para os receber, esclareceu a mesma fonte.

Segundo o Departamento de Estado, a formação dos funcionários consulares começou no início de agosto e está a decorrer a nível "mundial", pelo que os cancelamentos temporários abrangem toda a rede consular norte-americana.

Uma fonte citada pelo jornal The Washington Post referiu que as entrevistas para vistos de imigrante foram canceladas desde segunda-feira até ao final de agosto.

O novo material de formação foi disponibilizado aos consulados depois de um juiz federal ter considerado ilegal a suspensão de vistos para cidadãos de 75 países, determinada pelo Governo do Presidente Donald Trump com o argumento de que os cidadãos destes países apresentavam maior risco de recorrer a apoios públicos depois de entrarem nos Estados Unidos.

A suspensão temporária das marcações ocorre num contexto de endurecimento da política migratória da administração republicana de Donald Trump.

O Governo norte-americano anunciou na terça-feira que pretende revogar vistos B-1 e B-2, destinados respetivamente a negócios e turismo, a milhares de pessoas que os utilizaram para entrar legalmente nos Estados Unidos e posteriormente solicitaram asilo.

A Casa Branca (presidência norte-americana) pretende também aumentar os requisitos associados aos vistos de trabalho H-1B, destinados a trabalhadores qualificados, incluindo exigir que as empresas que recorram ao programa paguem mais de 100 mil dólares (cerca de 85 mil euros) anuais pela sua renovação.


🇬🇼PRT GENERAL HORTA INTA-A FALA A NAÇÃO👇🏻... MENSAGEM À NAÇÃO DO PRT GENERAL HORTA INTA-A SOBRE O REFERENDO CONSTITUCIONAL 30 DE AGOSTO 2026.

 MENSAGEM À NAÇÃO DO PRT GENERAL HORTA INTA-A SOBRE O REFERENDO CONSTITUCIONAL 30 DE AGOSTO 2026,         Por  Radio Voz Do Povo .

PRT Horta Inta-A apela ao voto no referendo de 30 de agosto

O Presidente da República fez hoje um apelo a todos os guineenses para que participem no Referendo Constitucional de 30 de agosto de 2026.

Em mensagem à Nação, o Chefe de Estado afirmou que o país vive um momento decisivo e que o referendo deve ser encarado com sentido de responsabilidade.

Segundo o Presidente, este é o momento de cada cidadão decidir, de forma livre e consciente, o futuro da Guiné-Bissau.

O Presidente apelou ainda a que o processo decorra de forma ordeira e com elevado sentido cívico, defendendo que o voto é a expressão máxima da voz do povo.

No dia 30 de agosto, apelou, os guineenses devem votar a favor da estabilidade, da unidade nacional e do reforço das instituições.

COMUNICADO DE IMPRENSA: Países africanos comprometem-se a prestar formação e a reter mais 3 milhões de profissionais de saúde até 2035

Por afro.who.int  26 Agosto 2026 

Adis Abeba – Os ministros da saúde da Região Africana aprovaram hoje a Agenda 2026–2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, comprometendo-se a planear, formar, empregar e reter mais 3 milhões de profissionais de saúde até 2035, uma decisão histórica para reforçar os sistemas de saúde e garantir que mais pessoas em todo o continente tenham acesso a serviços de saúde de qualidade quando e onde precisarem.

Adoptada pelos ministros da Saúde durante a septuagésima sexta sessão do Comité Regional da OMS para a África, a Agenda marca uma mudança decisiva da política de simplesmente formar mais profissionais de saúde, para uma de reforço dos mercados de trabalho no sector da saúde através de um melhor planeamento, formação, emprego e retenção. Requer investimentos coordenados para garantir que os países têm a força de trabalho competente, motivada e com o apoio adequado necessária para satisfazer as crescentes necessidades de saúde em África.

Este compromisso surge num momento crucial para o pessoal de saúde em África. O pessoal de saúde na Região aumentou substancialmente na última década, atingindo cerca de 5,72 milhões de profissionais de saúde em 2024. No entanto, África continua a ter apenas cerca de 46% da força de trabalho de que precisa, deixando milhões de pessoas sem acesso adequado aos serviços essenciais de saúde. Sem uma acção decisiva, a Região poderá enfrentar uma escassez de mais de 6 milhões de profissionais de saúde até 2035.

Ao mesmo tempo, a Região enfrenta um paradoxo assinalável no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo que as unidades de saúde enfrentam dificuldades em termos de escassez de força de trabalho, estima-se que um milhão de profissionais de saúde qualificados estejam desempregados, sendo os novos licenciados particularmente afectados. Mais de metade dos enfermeiros, médicos e parteiras recém-qualificados em vários países não consegue garantir emprego logo após a licenciatura, realçando a necessidade urgente de alinhar melhor a formação do pessoal de saúde com a criação de emprego, o financiamento sustentável e o planeamento da força de trabalho a longo prazo.

“Hoje, África assumiu um compromisso colectivo para transformar um dos alicerces dos seus sistemas de saúde, a sua população. Ao adoptarem a Agenda 2026–2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, os nossos Estados-Membros reconheceram que a formação dos profissionais de saúde representa apenas o início. Devemos também criar as oportunidades, o apoio e as condições que lhes permitam servir, crescer e prosperar nos locais onde são mais necessários. Esta Agenda transforma os dados factuais em medidas, e os compromissos políticos em investimento duradouro no pessoal de saúde em África e, em última análise, na saúde e no bem-estar das nossas populações,” afirmou o Dr. Mohamed Yakub Janabi, Director Regional da OMS para a África

A Agenda relativa ao Pessoal de Saúde oferece aos países um roteiro prático para reforçar os mercados de trabalho no sector da saúde, melhorando o planeamento da força de trabalho, alargando o acesso à formação de qualidade, criando oportunidades de emprego e mantendo profissionais de saúde qualificados onde são mais necessários. Apela também a uma acção coordenada nos sectores da saúde, educação, finanças, trabalho e serviço público para garantir que os investimentos se traduzam num melhor acesso a serviços de saúde de qualidade.

Além disso, a Agenda relativa ao Pessoal de Saúde revela que existe um forte argumento económico para investir no pessoal de saúde. Os dados mais recentes mostram que colmatar o défice de pessoal de saúde em África exigiria um investimento adicional de cerca de 4 a 6 dólares americanos por pessoa por ano, gerando simultaneamente retornos económicos e sociais significativos. Cada dólar investido no pessoal de saúde pode gerar até 10 dólares em retornos económicos e cerca de trinta vezes o seu valor em benefícios sociais mais amplos, através de populações mais saudáveis, maior produtividade e economias mais fortes. Estas conclusões reforçam que um investimento nos profissionais de saúde não é apenas uma prioridade de saúde, é um investimento inteligente no futuro de África.

A Agenda 2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África baseia-se nos alicerces estabelecidos pela Carta de Investimento no Pessoal de Saúde em África, reafirmando o compromisso dos Estados-Membros em investir no pessoal de saúde como motor de sistemas de saúde mais fortes, populações mais saudáveis e desenvolvimento sustentável. Ao traduzir esse compromisso num roteiro claro de acção, proporciona aos países uma orientação prática para planear, formar, empregar e reter os profissionais de saúde necessários para satisfazer as necessidades de saúde de África actuais e futuras.

Com a adopção da Agenda 2035 relativa ao Pessoal de Saúde em África, os Estados-Membros criaram um roteiro partilhado para construir a força de trabalho da saúde competente, com apoio adequado e distribuída de forma equitativa necessária para satisfazer as necessidades de saúde em evolução da Região. Em última análise, o seu sucesso será medido não pelo número de políticas adoptadas, mas pelo número de profissionais de saúde capacitados para servir as suas comunidades e pelos milhões de pessoas adicionais que passam a ter acesso aos serviços de saúde de qualidade de que necessitam.

Enchente repentina no Nepal deixa centenas de desaparecidos... Levantamento preliminar estima 291 turistas estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses entre os desaparecidos; 95 pessoas morreram


Por cnnbrasil.com.br  26/08/26 

Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos após uma enorme enchente repentina atingir o Nepal, informou o conselho de turismo do país nesta quarta-feira (26), citando uma avaliação inicial.

“Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, publicou o conselho de turismo do Nepal em um comunicado na rede social X.

 As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.

Ao menos 95 mortes foram confirmadas pela polícia local.


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Israel acusa Guterres de "não dizer verdade" sobre a tomada de UNRWA... O governo israelita acusou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, de "não dizer a verdade" sobre a tomada pelas forças israelitas de um centro educativo em Jerusalém gerido pela agência UNRWA.

© Ali Ruhluel/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  26/08/2026 

"O senhor simplesmente não está a dizer a verdade, mais uma vez", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Israel, Oren Marmorstein, em resposta à condenação de Guterres às ações israelitas, em que este exigiu que as autoridades israelitas "cessem imediatamente a sua ingerência nas instalações da UNRWA, desocupem, devolvam e restaurem sem demora todas as instalações afetadas às Nações Unidas".

Segundo sublinhou o porta-voz do MNE israelita nas redes sociais, "a UNRWA (Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente) nunca teve direitos de propriedade sobre as instalações e ocupava-as de forma ilegal".

Acrescentou também que as autoridades israelitas pretendem que "as instalações sirvam como escola e centro comunitário para crianças árabes do bairro de Kafr Aqab".

"O senhor e a UNRWA preferem lançar ataques infundados a Israel, ao invés de agirem no melhor interesse das crianças de Kafr Aqab. Isso é cinismo da pior espécie", apontou Marmorstein, afirmando ainda que as ações israelitas "foram levadas a cabo de acordo com a legislação israelita e internacional".

A este propósito, recordou que Israel aprovou uma lei proibindo as atividades daquela agência da ONU no país "perante provas conclusivas de que funcionários da UNRWA participaram no massacre de 07 de outubro [de 2023], de que funcionários da UNRWA eram agentes terroristas e de que as instalações da UNRWA eram sistematicamente utilizadas para atividades terroristas".

O Governo israelita acusou várias vezes a agência de alegadas ligações ao movimento islamita palestiniano Hamas, responsável pelo ataque de 07 de outubro de 2023 a Israel que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, embora uma investigação externa liderada pela ex-ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna, tenha concluído que as autoridades israelitas não apresentaram qualquer prova que sustentasse tais alegações.

António Guterres condenou na terça-feira as ações de Israel e declarou-se "profundamente alarmado" pela tomada por tropas israelitas do centro educativo gerido pela UNRWA, medida que o Governo justificou com um plano para construir uma estrada e um "complexo educativo" no local.

O responsável máximo da ONU advertiu também de que a ação israelita privará os estudantes de prosseguir a sua formação.

"Durante mais de 70 anos, o centro prestou apoio a milhares de refugiados palestinianos através de formação profissional e de encaminhamento para emprego", sublinhou.

A UNRWA foi criada em 1949 pela Assembleia-Geral da ONU com um mandato para prestar ajuda humanitária e proteção a refugiados palestinianos no Médio Oriente até que fosse alcançada uma solução para a sua situação.

Assim, opera na Cisjordânia – incluindo em Jerusalém oriental -, na Faixa de Gaza, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes.

A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez, até agora, mais de 73.431 mortos, na maioria civis, e pelo menos 174.437 feridos - apesar de um cessar-fogo entrado em vigor a 10 de outubro de 2025, após o qual o Exército israelita continuou a abrir fogo sobre civis palestinianos e o número de vítimas continuou a aumentar.

Pelo menos 1.296 palestinianos foram mortos e 4.296 feridos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

A guerra no enclave palestiniano causou, além disso, uma catástrofe humanitária, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.


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Portugal: Detetados 1.117 casos de imigrantes irregulares entre 52 mil fiscalizados... A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP detetou 1.117 casos irregulares (2,1%) entre os mais de 52 mil cidadãos estrangeiros fiscalizados no seu primeiro ano de atividade, anunciou hoje a instituição.

© Lusa   26/08/2026 

Em resposta à Lusa sobre o primeiro ano da UNEF, a PSP referiu que a Unidade Central de Estrangeiros e Migrações (UCEM), através dos Núcleos de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço (NECF) realizou entre 21 de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026 um total de "5.397 ações de fiscalização, no âmbito das quais foram fiscalizados 52.421 cidadãos estrangeiros".

"Destas ações resultaram 831 notificações para abandono voluntário do território nacional, 285 detenções por permanência irregular e uma detenção por desobediência a interdição de entrada", referem as autoridades policiais sobre o trabalho da UNEF, adiantando que "traduz o empenho da PSP na fiscalização da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional e na prevenção e deteção de situações de permanência irregular".

Cabe também à UNEF, através da Unidade Central de Retorno e Readmissão (UCRR), a responsabilidade pelos processos de retorno de estrangeiros até aos seus países.

No primeiro ano de atividade "foram executados 221 retornos forçados, dos quais 83 com escolta até ao destino final e concretizados 1.732 retornos voluntários, dos quais 995 nos primeiros sete meses de 2026".

O Centro de Instalação Temporária (CIT) de estrangeiros do Porto (Unidade Habitacional de Santo António) e os espaços equiparados a CIT existentes nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro retiveram "mais de 700 cidadãos nacionais de Estados terceiros" e "foram efetuados mais de 110 pedidos de documentação junto de Embaixadas e Consulados para promoção do retorno" de estrangeiros.

Na contabilidade feita pela PSP, "foram instaurados 720 processos de afastamento coercivo, dos quais 262 já foram decididos e foram marcados mais de 800 voos associados a procedimentos de retorno voluntário e forçado".

Além disso, "foram analisados e decididos mais de 300 processos de readmissão ativa e passiva e realizadas mais de 140 entrevistas de risco em Estabelecimentos Prisionais e Centros de Instalação Temporária".

A PSP referiu ainda que continua a analisar casos de afastamento coercivo "provenientes da AIMA (Agência para a Integração Migrações e Asilo) e do extinto SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), uma parte significativa destes processos anterior a 2020".

A UNEF, apelidada informalmente de "mini-SEF", entrou em funcionamento a 21 de agosto de 2025 e tem como principais objetivos o controlo de fronteiras e fiscalização de imigrantes, que anteriormente pertenciam ao extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Com a extinção do SEF há mais de dois anos, algumas competências deste serviço de segurança, nomeadamente o controlo das fronteiras aéreas, passaram para a esfera da PSP, que desde 21 de agosto do ano passado alargou as competências com a criação da UNEF.


Volodymyr Zelensky condecora Elon Musk com Ordem da Liberdade... O Presidente ucraniano atribuiu ao empresário norte-americano Elon Musk a Ordem da Liberdade, uma das principais condecorações do país, pelo contributo para a defesa da vida e da liberdade.

© Getty Images    Por LUSA  26/08/2026 

Num decreto presidencial, Volodymyr Zelensky reconheceu os "méritos pessoais excecionais na proteção da vida e da liberdade humanas e no desenvolvimento das relações entre os povos da Ucrânia e dos Estados Unidos da América" do empresário, fundador da SpaceX e presidente executivo da Tesla.

Musk tem desempenhado um papel relevante no conflito na Ucrânia devido à utilização da rede de comunicações por satélite Starlink, operada pela SpaceX.

No início da invasão russa, o empresário disponibilizou terminais Starlink à Ucrânia, permitindo manter comunicações e acesso à Internet em zonas onde as infraestruturas convencionais tinham sido afetadas pelos combates.

Mais recentemente, Musk pressionou para impedir a utilização do sistema pelas forças russas, que recorriam às comunicações Starlink, nomeadamente para apoiar operações com drones.

Criada em 2008, a Ordem da Liberdade distingue cidadãos ucranianos e estrangeiros com méritos especiais na defesa da soberania e da independência do país e na promoção dos direitos e liberdades fundamentais.

Entre os dirigentes estrangeiros anteriormente distinguidos encontram-se o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chefe de Estado finlandês, Alexander Stubb, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

O rei Carlos XVI Gustavo da Suécia foi o primeiro estrangeiro a receber a condecoração.

A insígnia da Ordem da Liberdade é constituída por uma cruz de prata banhada a ouro, revestida de esmalte branco e decorada com cristais, apresentando ao centro o brasão da Ucrânia, com o característico tridente ('Tryzub').


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Com obras previstas para 2027, a nova instalação da empresa de Elon Musk no Louisiana pretende ser palco de milhares de voos anuais do Starship.

LIVRE CIRCULAÇÃO ENTRE GUINÉ-BISSAU E SENEGAL É AFETADA POR DESENTENDIMENTO NA FRONTEIRA

Por: Rádio Bemba di Malafo FM 100.4 MHz 

O cidadão guineense Nabibo Bampoque, conhecido por Bideta, denuncia um alegado desentendimento entre o sindicato dos motoristas e transportadores de São Domingos e agentes fronteiriços do Senegal, situação que, segundo ele, dura há cerca de duas semanas.

Em entrevista exclusiva esta quarta-feira, 26 de agosto, à Rádio Bemba di Malafo, Nabibo Bampoque afirma que o conflito está a limitar a circulação dos transportes públicos entre os dois países, fazendo com que os veículos terminem os seus percursos nos respetivos lados da fronteira.

Segundo o denunciante, a situação estará relacionada com alegadas cobranças consideradas elevadas sobre pessoas e bens na fronteira senegalesa, levando posteriormente a uma reação semelhante por parte das autoridades guineenses.

Nabibo Bampoque alerta ainda que a persistência do transtorno poderá ter consequências no abastecimento do mercado nacional, sobretudo nos produtos de primeira necessidade.

De acordo com o cidadão, muitos dos legumes atualmente comercializados e consumidos na Guiné-Bissau são provenientes do Senegal.

Perante a situação, Nabibo Bampoque apela a uma intervenção urgente das autoridades nacionais para encontrar uma solução para o problema.

O cidadão critica igualmente a falta de intervenção da Comunidade dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, face ao que considera ser uma limitação ao princípio da livre circulação de pessoas e bens entre os países membros.

Entretanto, segundo uma fonte próximo a sindicato de São-Domingos, uma reunião que juntou os responsáveis sindicais de Bissau, sindicato senegalês e as autoridades nacionais foi realizada para analisar a situação na fronteira.

Apesar das discussões, as partes não chegaram a um consenso sobre a questão, permanecendo o diferendo entre os intervenientes.

A situação poderá continuar a afetar a circulação de pessoas, transportes e mercadorias entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Em atualização....

Revelada causa da morte de Dolly Parton. O comunicado da sua equipa... A cantora Dolly Parton morreu na terça-feira, dia 25 de agosto, aos 80 anos, após ter sido diagnosticada com cancro. A equipa da artista partilhou um comunicado onde é confirmada a causa da sua morte.

© Getty Images  Por noticiasaominuto.com   26/08/2026 

O mundo da música despediu-se da estrela da música country Dolly Parton, na terça-feira, dia 25 de agosto. Tinha 80 anos. 

Depois de a notícia ter sido avançada através de um vídeo do sobrinho Brian Seaver, que foi partilhado no Instagram, a equipa da artista divulgou um comunicado onde é confirmada a causa da sua morte. 

Os seus representantes revelaram que a intérprete de temas como "Jolene" morreu na sequência de uma "breve batalha contra o cancro". Mas não adiantaram mais detalhes sobre o tipo de cancro. 

"A nossa querida Dolly Parton passou a sua vida e carreira a levar alegria, risos, esperança e integridade a tudo aquilo em que tocava. A sua generosidade inigualável chegou à vida de inúmeras pessoas que ela nunca viria a conhecer, mas mesmo assim estava sempre presente para dar uma mão amiga", escreveram de início no comunicado. 

"Quer se trate das centenas de milhões de livros doados através da sua inestimável Imagination Library ou do financiamento de investigação que ajudou a criar uma vacina que salva vidas e é utilizada em todo o mundo, o amor incondicional da Dolly por todas as pessoas foi a força motriz do seu impacto duradouro. Depois de enfrentar corajosamente uma breve batalha contra o cancro, Dolly partiu hoje desta vida no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, rodeada pelos seus entes queridos", pode ainda ler-se na mesma nota. 

Sabe-se ainda, segundo a People, que a artista tinha sido hospitalizada quatro dias antes da sua morte, na passada sexta-feira, 21 de agosto. 

As primeiras reações à morte de Dolly Parton e os desejos da cantora para o seu funeral

Logo após ter sido noticiada a morte de Dolly Parton, as redes sociais 'encheram-se' de reações, entre elas destacam-se as mensagens das várias caras conhecidas que quiseram prestar-lhe uma homenagem pública. 

Reese Witherspoon, por exemplo, disse que estava "muito agradecida à vida por ter chamado a Dolly de amiga", e recordou o apoio que teve da cantora quando interpretou June Carter Cash em "Walk the Line".

"Ela levou-me a jantar e contou-me histórias sobre como June Carter encantava todos na música country. A Dolly deu-me coragem para colocar toda a minha alma naquele papel e fez-me perceber a sorte que eu tinha de ser uma contadora de histórias. Ao longo de toda a minha carreira, ela enviava-me pequenas mensagens de incentivo e apoio, dizendo para eu ser uma luz na vida das pessoas e ouvir os meus anjos. Sempre assinava: «Vou-te amar sempre»", contou a atriz, confessando depois as saudades que vai ter da cantora. 

Jamie Lee Curtis, Ellen DeGeneres ou Khloé Kardashian foram outros dos muitos nomes conhecidos que não tardaram a reagir à morte de Dolly Parton, tendo sido estas as primeiras mensagens a serem partilhadas nas redes sociais. 

A imprensa internacional revelou, entretanto, os detalhes das cerimónias fúnebres. O funeral de Dolly Parton vai ser "uma cerimónia pequena e privada para a família mais próxima", algo que foi pedido pela própria.

O TMZ detalhou ainda que a cerimónia íntima está a ser planeada para acontecer em Nashville, no Tennessee, "nos próximos dias", com a presença dos familiares mais próximos e entes queridos.


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Dolly Parton morreu aos 80 anos e deixou um último desejo para o seu funeral, que será uma cerimónia privada para a família. Conheça os detalhes já divulgados na imprensa.

Polícia de imigração dos EUA atinge recorde de 50.000 detenções em julho... A Autoridade de Imigração e Alfândega norte-americana (ICE, na sigla em inglês) anunciou que deteve quase 50 mil pessoas em julho, um máximo mensal no segundo mandato do Presidente Donald Trump.

© Christopher Dilts/Bloomberg via Getty Images   Por  LUSA  26/08/2026 

O aumento de detenções de imigrantes, segundo os mais recentes dados avançados pela agência Associated Press (AP), mostra que o governo Trump mantém em andamento a agenda de deportações maciças, apesar de uma mudança de abordagem no início do ano.

As autoridades passaram de operações de grande impacto em metrópoles norte-americanas, que provocaram protestos públicos, para detenções que receberam menos atenção.

O número de detenções em julho (49.571), representa um aumento de 15% em relação às 43.021 do mês anterior e um aumento de 70% em relação às 29.241 de fevereiro, na sequência da intensificação das ações de fiscalização da administração Trump no Minnesota, segundo dados fornecidos pelo ICE e analisados pela AP.

Como parte do aumento do número de detenções nas últimas semanas, os agentes do ICE têm realizado detenções em abordagens de trânsito.

Têm contado cada vez mais com a colaboração de polícias estaduais e locais que assumiram as funções de fiscalização da imigração.

E começaram a prender pessoas do Haiti, cujas proteções contra a deportação foram revogadas.

Os novos números das detenções mostram que o governo "não interrompeu as ações de fiscalização", sublinhou Mark Krikorian, do Centro de Estudos de Imigração, que defende mais restrições à imigração.

As detenções de imigrantes no mês anterior à tomada de posse de Trump rondavam 8.000, principalmente de imigrantes transferidos de cadeias e prisões municipais ou estaduais e entregues ao ICE para deportação.

Durante o primeiro ano do mandato de Trump, os números começaram a subir, à medida que o governo aliviava as restrições sobre onde e quem o ICE podia prender, além de injetar milhares de milhões de dólares na agência.

Após dois tiroteios fatais no Minnesota, em janeiro, que desencadearam protestos e indignação entre os congressistas democratas, as detenções começaram a cair em fevereiro. Após permanecerem estagnadas durante meses, os números dispararam em junho.

O Texas e a Florida foram responsáveis por quase 20.000 das detenções de julho, sinal da importância que estes estados adquiriram para a agenda de deportações maciças da administração Trump.

O aumento das detenções ocorre numa altura em que a agência, que recebeu milhares de milhões de dólares do Congresso no verão passado, também contratou 12 mil novos agentes de deportação e investigadores.


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China apela aos seus cidadãos para abandonarem Essuatíni, aliado de Taipé... A China apelou aos seus cidadãos para abandonarem "o mais rapidamente possível" Essuatíni, país da África Austral que é um dos poucos Estados no mundo a manter relações diplomáticas com Taiwan, ilha reivindicada por Pequim.

© Lusa   26/08/2026 

O anúncio foi oficialmente justificado por razões de segurança, mas ocorre três meses e meio após uma visita a Essuatíni do Presidente taiwanês, William Lai Ching-te, que Pequim acusa de defender posições separatistas.

"A situação de segurança em Essuatíni é atualmente complexa. As atividades criminosas relacionadas com fraude 'online' e jogos de azar ilegais são frequentes e os riscos em matéria de segurança pública, entre outros, são extremamente elevados", indicou na terça-feira o serviço consular do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Neste contexto, as autoridades chinesas "desaconselham os cidadãos chineses a deslocarem-se a Essuatíni num futuro próximo" e apelaram aos cidadãos e instituições que já se encontram no país para que "saiam o mais rapidamente possível", segundo um comunicado divulgado na rede social chinesa WeChat.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, que pretende "reunificar" com o restante território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim afirma privilegiar uma reunificação pacífica, mas não exclui o recurso à força e tem intensificado a pressão militar sobre a ilha.

Essuatíni, anteriormente denominado Suazilândia, é um pequeno reino situado no sudeste do continente africano, entre a África do Sul e Moçambique, e o único Estado africano que mantém relações diplomáticas com Taiwan.

Lai visitou Essuatíni no início de maio. A deslocação estava inicialmente prevista para abril, mas foi adiada depois de as Seicheles, Maurícia e Madagáscar terem revogado as autorizações de voo do líder taiwanês na sequência de "fortes pressões" de Pequim, segundo Taipé.

A presidência taiwanesa é ocupada desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista (DPP), tradicionalmente favorável a uma identidade taiwanesa distinta da China, o que contribuiu para o agravamento das relações entre Taipé e Pequim, embora os intercâmbios económicos e culturais tenham prosseguido.

Apenas 12 Estados mantêm atualmente relações diplomáticas formais com Taiwan, entre os quais o Vaticano, o Paraguai e vários países da América Latina e das Caraíbas.

ONU: Mais de 1.400 pessoas mortas no Haiti entre abril e junho... Pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e outras 656 ficaram feridas no Haiti no segundo trimestre, segundo um relatório do Gabinete Integrado da ONU no Haiti (BINUH), que alerta para o agravamento da violência no país caribenho.

© Guerinault Louis/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  26/08/2026 

"Estes números mostram que a população continua a pagar um preço inaceitável pela violência", frisou na terça-feira Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti e líder do BINUH, que apelou para que a proteção da população se mantenha no centro dos esforços para restaurar a segurança.

A violência concentrou-se sobretudo na planície de Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil, na capital Porto Príncipe, onde os confrontos entre gangues pelo controlo territorial e por fontes de rendimento ilícito fizeram 463 mortos e 256 feridos.

Nestas áreas, foram documentados pelo menos 176 casos de violação, enquanto mais de 18.000 pessoas foram forçadas a fugir das suas casas enquanto foram suspensos serviços essenciais, como a saúde e a educação.

Os gangues continuaram a expandir-se para além de Porto Príncipe, especialmente no departamento de Artibonite, onde perpetraram ataques contra cidades, residentes, membros de grupos de autodefesa e agricultores.

Pela primeira vez, foram registadas incursões armadas em Séguin, no sudeste do país das Caraíbas.

Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as pessoas mortas ou feridas durante o trimestre.

Além disso, pelo menos 81 pessoas foram raptadas, em comparação com 57 nos três meses anteriores.

O BINUH documentou ainda pelo menos 796 vítimas de violência sexual relacionada com gangues, das quais 772 eram mulheres e 23 raparigas. Não há informações disponíveis sobre o restante caso.

Segundo o relatório, 87% destes casos envolveram violações coletivas.

Mais de 40% dos mortos ou feridos durante o trimestre foram vítimas de operações das forças de segurança contra gangues, algumas das quais envolveram uma empresa militar privada estrangeira que utilizou drones explosivos, segundo a ONU.

Entre as vítimas destas operações estavam pelo menos 95 pessoas sem qualquer ligação a gangues. Nove delas, incluindo seis crianças, foram mortas ou feridas em operações que envolveram drones explosivos.


Crianças resgatadas em operação nos EUA contra abusos incluindo no Brasil... As autoridades do estado norte-americano da Florida resgataram 163 menores desaparecidos ou em risco de tráfico e outros abusos, e prenderam três suspeitos numa operação internacional envolvendo mais de uma dezena de países, incluindo Brasil e Espanha.

© Annette Riedl/picture alliance via Getty Images      Por  LUSA   26/08/2026 

A operação 'Escudo Estatal' durou cinco dias, durante os quais as autoridades identificaram, localizaram e recuperaram crianças com idades entre os 2 meses e os 17 anos, muitas das quais "tinham sofrido vários níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminais, incluindo o tráfico de seres humanos", informou na terça-feira, em comunicado, o gabinete do procurador-geral da Florida, James Uthmeier.

Além das 163 crianças resgatadas na Florida, o comunicado também indicou que a operação se estendeu a outras regiões dos Estados Unidos, como Alabama, Califórnia, Ohio, Nova Iorque, Carolina do Norte, Porto Rico e Tennessee.

Também se realizaram resgates de crianças naquelas situações no Brasil, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Finlândia, Gana, Guatemala, Itália, Jamaica, México, Espanha e Taiwan, embora o escritório não tenha especificado o número.

"As crianças resgatadas foram transferidas de forma segura pelas forças da ordem locais para centros de recuperação designados, onde receberam apoio de serviços sociais, profissionais de bem-estar infantil, pessoal médico, defensores das vítimas e outros recursos centrados na infância", refere a nota.

No total, foram detidas três pessoas até à data, embora o gabinete do procurador-geral da Florida tenha avisado que "são esperadas mais detenções nos próximos dias".

Entre os detidos estão um acusado de três crimes de atos lascivos com um menor e com um mandado de detenção por interferência na guarda de um menor; outro acusado de agressão lasciva contra uma vítima com idades entre os 12 e os 16 anos; e um por interferência num caso de guarda de menores e resistência à autoridade sem violência.

Esta megaoperação ocorre quase um ano após a Florida ter resgatado 122 menores noutra operação similar, no qual seis pessoas foram detidas.

Mais de 460.000 crianças desaparecem em média todos os anos nos Estados Unidos, embora a maioria seja encontrada, e uma em cada sete crianças que fogem de casa são vítimas de tráfico sexual, segundo o Grupo de Trabalho Nacional para a Proteção da Infância.


Leia Também: Homem mata oito pessoas num jantar de família no leste dos Estados Unidos

Um homem matou oito familiares, incluindo quatro crianças, enquanto se reuniam para um jantar de domingo numa casa nos arredores de Billings, no estado de Montana, no leste dos Estados Unidos.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

SUSPENSA A DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS PARA PREVENÇÃO DO PALUDISMO DESTINADOS A MAIS DE 100 MIL CRIANÇAS NA GUINÉ-BISSAU

Imagem UNICEF Guiné-Bissau    Rádio Sol Mansi   25/08/2026 

A distribuição de medicamentos destinados à prevenção do paludismo a mais de 100 mil crianças na Guiné-Bissau, foi suspensa por tempo indeterminado, segundo uma fonte ligada ao Ministério da Saúde Pública contactada pela Rádio Sol Mansi (RSM).

A operação estava prevista para arrancar esta terça-feira (25/08), e deveria decorrer entre agosto a novembro, abrangendo diferentes regiões sanitárias do país. Até ao presente momento, não foi indicada uma nova data para a retomada da distribuição.

Segundo a mesma fonte, a suspensão está relacionada com as preocupações, quanto à possível coincidência entre a campanha e atividades ligadas ao referendo constitucional, marcado para 30 de agosto.

A fonte considera que, esta é a segunda atividade do Ministério da Saúde Pública suspensa no atual contexto. A primeira teria sido a distribuição de tendas, cuja interrupção de acordo com a mesma fonte, foi justificada pelo Governo com a coincidência dos trabalhos de recenseamento da população, habitação e urbanismo, conduzidos pelo Instituto Nacional de Estatística.

Ainda segundo a fonte, técnicos que já se encontravam no terreno, foram orientados para interrupção dos trabalhos e regressar a procedência.

A operação de distribuição dos medicamentos conta, segundo a mesma fonte, com financiamento do Fundo Global.

A suspensão ocorre no período de maior atenção, à prevenção e controlo do paludismo no país, entre agosto a novembro, e mantém sem definição a data para a retomada da campanha destinada às crianças.

A Rádio Sol Mansi procurou obter uma posição oficial do Ministério da Saúde Pública sobre a suspensão e a previsão para retomada da operação. Até ao momento, não foi possível obter uma confirmação oficial, que esclarece os motivos da decisão.

Guineenses na diáspora deixam de poder votar nas eleições presidenciais... A nova Constituição indica que apenas os cidadãos guineenses "que possuam residência efetiva" no território nacional há mais de seis meses podem votar na eleições presidenciais.

Por  observador.pt /Lusa   25 ago. 2026

Os cidadãos guineenses residentes no estrangeiro deixam de poder votar para a escolha do Presidente da República, segundo a nova Constituição do país que vai a referendo popular no próximo domingo.

No documento, consultado pela Lusa nas redes sociais de órgãos de comunicação social locais, assinala-se que as mudanças introduzidas na Constituição do país foram enquadradas na lei eleitoral, também reformulada.

Os dois documentos foram revistos pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão criado por militares com o golpe de Estado de 26 de novembro passado, promulgados pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e publicados no Boletim Oficial (correspondente ao Diário da República em Portugal).

De acordo com o estipulado na lei n.º 11/2026, de 27 de março, no seu artigo 8.º, no capítulo de capacidade eleitoral ativa, “os guineenses a residir no estrangeiro mantêm o direito de voto, mas este fica confinado estritamente ao sufrágio para a Assembleia Nacional”, o parlamento.

No artigo esclarece-se que, nas eleições presidenciais, “apenas podem exercer o direito de voto” os cidadãos eleitores “que possuam residência efetiva” no território nacional há, pelo menos, seis meses anteriores à data do sufrágio.

Uma outra mudança introduzida na lei eleitoral prende-se com a redução de círculos eleitorais de 29 para 12, oito correspondentes às outras tantas regiões administrativas do país, dois círculos em Bissau, um para os guineenses residentes em certos países de África e outro para os que se encontram na Europa.

Cada um dos círculos da diáspora mantém a eleição de um deputado, com a votação a decorrer apenas nas missões diplomáticas e postos consulares da Guiné-Bissau, contrariando o que tem sido a prática que permitia que acontecessem em vários locais.

O futuro parlamento guineense passa a contar com 65 deputados, contra os 102 que eram eleitos até ao momento.

No documento sublinha-se que a redução do número de deputados visa “assegurar maior racionalidade legislativa e sustentabilidade institucional” do país.

Os órgãos de comunicação social locais noticiam que poderão votar para o referendo apenas os cidadãos do país residentes no território guineense, com base no último recenseamento realizado em 2023.

Neste caso, e sem contar com os cidadãos guineenses na diáspora recenseados naquele ano, estariam habilitados a votar no referendo 914.428 eleitores.

Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 na Guiné-Bissau e substituíram o parlamento por um Conselho Nacional de Transição (CNT), que decidiu alterar a Constituição da República da Guiné-Bissau, passando a dar mais poderes ao Presidente da República.

Entre outras competências, o chefe de Estado passa a assumir a chefia do executivo, presidindo ao Conselho de Ministros, o comando supremo das Forças de Defesa e Segurança e a presidência dos conselhos superiores de defesa e segurança nacional.

O Presidente da República tem ainda, entre outras, as prerrogativas de nomear e exonerar o primeiro-ministro e demais membros do Governo, de promulgar com veto político superável por maioria qualificada de dois terços, a faculdade de dissolver a Assembleia Nacional em caso de grave crise institucional, bem como a nomeação de altos cargos judiciais como os juízes do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República.

O mandato do Presidente mantém a duração de cinco anos, renovável uma vez, mas com a interdição de um terceiro mandato consecutivo.

O referendo nacional sobre a nova Constituição ocorrerá cerca de três meses antes das novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de dezembro.

Os guineenses foram a eleições em 23 de novembro de 2025, mas o processo acabou interrompido, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder.

A oposição considerou tratar-se de um “golpe palaciano” e de “uma encenação” do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorria a um segundo mandato.

EUA preparam revogação de até 200 mil vistos de requerentes de asilo... O governo norte-americano confirmou hoje que pretende revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que tenham solicitado asilo nos Estados Unidos, no âmbito das políticas de imigração mais rigorosas do Presidente Donald Trump.

© OLIVER CONTRERAS/AFP via Getty Images       Por  LUSA   25/08/2026 

"Estamos a trabalhar em coordenação com o DHS (Departamento de Segurança Interna) para identificar e revogar os vistos de não imigrante de estrangeiros que vieram para os Estados Unidos alegando serem visitantes de curta duração, mas que depois solicitaram asilo para permanecerem aqui permanentemente", referiu o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, à agência France-Presse (AFP), confirmando notícias divulgadas pelos media norte-americanos.

"Obter um visto com o propósito de pedir asilo é fraude, o que justifica a revogação do visto", acrescentou.

A Casa Branca citou hoje o número de 200 mil pessoas afetadas e referiu-se ao facto como "a maior revogação de vistos da história do país", segundo uma mensagem na rede social X.

O Departamento de Estado enfatizou que a medida seria implementada gradualmente.

No início de agosto, o Departamento de Estado anunciou que, desde o regresso de Donald Trump ao poder, em janeiro de 2025, cerca de 175 mil estrangeiros nos Estados Unidos viram os seus vistos revogados por motivos variados como atividades criminosas, condução sob o efeito do álcool e até por "festejarem" o assassinato do conservador Charlie Kirk.

O governo norte-americano também revogou recentemente os vistos de figuras políticas mexicanas, incluindo o filho do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.

O Presidente norte-americano deu prioridade ao combate à imigração ilegal, realizando deportações em massa de imigrantes indocumentados, mas também restringindo de forma significativa, e por vezes drástica, a entrada legal de estrangeiros e punindo severamente aqueles que permanecem nos Estados Unidos após os seus vistos expirarem.

Várias das suas principais medidas, contudo, foram rejeitadas pelos tribunais.

Um juiz federal norte-americano deliberou na sexta-feira a ilegalidade do congelamento, decretado em janeiro, dos procedimentos de vistos para 75 países que permitem residência permanente nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos estão também a endurecer cada vez mais o seu processo de emissão de vistos, por exemplo monitorizando as contas de redes sociais dos requerentes estrangeiros.

"Ter um visto é um privilégio, não um direito", tem reiterado o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, anunciou hoje a expulsão da delegação neerlandesa do mecanismo multinacional que monitoriza o cessar-fogo em Gaza, acusando o Governo dos Países Baixos de ter cometido "ações anti-Israel".

Diretor da CIA está em Moscovo para conversações com Rússia... O diretor da Agência Central de Informações norte-americana (CIA), John Ratcliffe, encontra-se hoje em Moscovo para conversações com as autoridades russas, noticiaram os órgãos de comunicação social norte-americanos CBS e Axios.

© Daniel Heuer/Bloomberg via Getty Images  Por LUSA   25/08/2026 

A viagem não foi oficialmente confirmada pelo Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, nem pelo Kremlin (presidência russa).

Dois altos responsáveis norte-americanos confirmaram, contudo, que constitui a primeira deslocação de Ratcliffe a Moscovo desde que assumiu a liderança da CIA.

Trata-se também da visita de mais alto nível de um responsável da administração Trump à Rússia desde janeiro.

Ratcliffe deixou Washington no domingo a bordo de um avião do Governo norte-americano e deslocou-se inicialmente para a Letónia.

Dados do 'site' especializado Flightradar24 indicaram igualmente que um avião militar norte-americano descolou esta manhã da Letónia com destino ao aeroporto de Vnukovo, em Moscovo.

Antes da deslocação, Washington informou Kiev de que uma delegação norte-americana de alto nível viajaria para a capital russa, segundo uma fonte com conhecimento do assunto citada pela Axios.

Os Estados Unidos terão também pedido à Ucrânia que suspendesse os ataques até à partida da delegação de território russo.

Não foram divulgados pormenores sobre a agenda de Ratcliffe em Moscovo, os responsáveis russos com quem deverá reunir-se ou a duração da visita.


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Avião militar norte-americano terá saído da Letónia em direção a Moscovo, na Rússia, esta manhã. Rússia diz não saber nada sobre o assunto.

🚨 OPERAÇÃO CONJUNTA DETÉM 57 CIDADÃOS EM SITUAÇÃO IRREGULAR EM BISSAU

Por GN - Guarda Nacional  25/08/2026 

Na madrugada desta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a Direção de Investigação Criminal da GN e o Departamento de Contrainteligência do SIS, sob coordenação do Comando Operacional da GN, realizaram uma operação conjunta no Bairro Interramento, em Bissau. A ação resultou na detenção de 57 cidadãos estrangeiros sem documentação legal ou título de permanência no país. 

O grupo é composto por: 30 cidadãos do Mali, 22 da Guiné-Conacri, 2 da Serra Leoa, 2 da Costa do Marfim e 1 do Senegal. 

Entre os detidos encontram-se 20 mulheres e duas crianças (uma de 2 anos e um recém-nascido com uma semana de vida). necessário. 

Segundo as investigações preliminares, o grupo estava distribuído por três residências vizinhas. 

Os cidadãos africanos em causa alegaram ter entrado no país à procura de emprego, negando a intenção de seguir para a Europa por via marítima. 

As autoridades detetaram fortes indícios de uma rede estruturada de apoio à imigração clandestina. 

Dois indivíduos foram apontados pelas investigações como os intermediários na logística de alojamento na capital. 

As linhas de investigação criminal prosseguem em moldes prioritários para localizar os referidos intermediários.