© JACK GUEZ / AFP via Getty Images Por LUSA 18/08/2026
"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos detetaram dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão em direção ao país", anunciou o Ministério da Defesa num comunicado, no qual especificou que o primeiro míssil caiu fora das águas territoriais dos EAU.
Já o segundo míssil precipitou-se dentro das águas territoriais dos EAU, sem que, até ao momento, tenham sido comunicados danos ou vítimas, de acordo com a mesma fonte.
O Ministério da Defesa reafirmou a sua "total disponibilidade" para fazer face a qualquer ameaça e garantiu que responderá com firmeza a qualquer tentativa de desestabilizar a segurança do país.
A confirmação surge pouco depois de o Ministério da Defesa ter anunciado que os seus sistemas de defesa aérea tinham detetado uma "ameaça de míssil" dirigida contra o território dos Emirados, sem identificar, na altura, a origem do lançamento.
As autoridades explicaram inicialmente que os sons que se podiam ouvir no país se deviam às operações de interceção da defesa aérea, embora, neste novo comunicado, o ministério não tenha feito referência a qualquer operação de interceção, mas sim de deteção.
Nas últimas semanas, os EAU denunciaram, de facto, ataques iranianos contra navios da sua petrolífera estatal que transitavam pelo estreito de Ormuz, embora não tenham relatado qualquer ação contra o seu território, que também tem sido ameaçado pelas milícias pró-iranianas do Iraque.
Isto acontece após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado hoje que não há conversações "em curso nem agendadas" com o Irão, um dia após o termo do prazo de 60 dias acordado no memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington a 17 de junho para alcançar a paz.
O importante e estratégico estreito de Ormuz continua fechado à circulação de navios e Teerão afirmou hoje que assim continuará até que Washington respeite o memorando de entendimento assinado entre os países em junho.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Quase seis meses depois, o conflito ameaçou outros países da região do Golfo, que reforçaram medidas de segurança, e as negociações iniciadas em várias ocasiões foram marcadas por avanços e recuos e revelaram-se, até à data, infrutíferas.

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